27/02/17 - A VOZ DO BRASIL

Ministério da Saúde distribui 77 milhões de preservativos durante o carnaval. E mais: Turismo de cruzeiros movimenta economia no Rio de Janeiro. Ouça também: Receita Federal recebe, a partir de quinta-feira (2), declarações do imposto de renda 2017.

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Transcrição


Apresentador Nazi Brum: Em Brasília, 19 horas.

 

"Está no ar a Voz do Brasil - As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje."

 

Nazi: Boa noite.

 

Apresentadora Gláucia Gomes: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Nazi: Segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017.

 

Gláucia: E vamos ao destaque do dia. Diversão com proteção. 77 milhões de camisinhas são distribuídas em todo o país durante o carnaval.

 

Nazi: Quem aproveitar a festa também deve ter cuidado com alimentação. Quem traz as dicas é a repórter Mara Kenupp.

 

Repórter Mara Kenupp: Para aguentar dia e noite de folia é preciso ter energia, e o importante é saber se alimentar de forma correta para não ter problemas de saúde.

 

Gláucia: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Nazi: Folia com responsabilidade social. Bloco no Rio de Janeiro vai para a rua contra a exploração de crianças, e tem até samba enredo.

 

Entrevistado: Adoleta, lepetipolá...

É carnaval, venha pular...

Na pátria mãe gentil...

Sou cata-latas contra o trabalho infantil.

 

Gláucia: E na quarta-feira, tudo começa a voltar ao normal. Um dia depois, a Receita Federal já recebe as declarações do Imposto de Renda. A gente te informa quem deve fazer o documento, os prazos e como baixar o programa de graça na internet.

 

Nazi: Hoje na apresentação da Voz do Brasil, Gláucia Gomes e Nazi Brum.

 

Gláucia: Para assistir a gente ao vivo na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Nazi: Muita diversão sem deixar a responsabilidade de lado. O Ministério da Saúde reforçou a distribuição de camisinhas masculinas e femininas neste carnaval.

 

Gláucia: São mais de 77 milhões de preservativos disponíveis para os foliões nos pontos de distribuição e quiosques montados nas principais festas do país.

 

Nazi: Este ano a campanha contra a AIDS e outras doenças sexualmente transmissíveis é focada no público mais jovem.

 

Gláucia: Isso porque é entre os jovens que a incidência de HIV AIDS tem aumentado nos últimos anos.

 

Repórter Beatriz Amiden: Carnaval é uma das festas populares mais esperadas do ano, especialmente pelo público jovem. São 5 dias de muita diversão e música. Em muitas cidades do Brasil, as ruas ficam tomadas de foliões que se divertem ao som de trios elétricos e músicas regionais. Mesmo debaixo de chuva, um bloco popular de rua em Brasília ficou lotado. Mas será que esses jovens sabem que além da diversão é preciso também ter responsabilidade na hora da folia? Usar a camisinha, por exemplo, é uma medida que pode evitar muitas doenças e uma gravidez indesejada.

 

Entrevistada: Não só pela gravidez, mas sim pelas doenças transmissíveis.

 

Entrevistada: Tem que se prevenir, gente, porque AIDS mata.

 

Entrevistada: Eu acho isso aí! Carnaval, use camisinha!

 

Repórter Beatriz Amiden: E é justamente pensando nas pessoas de 15 a 24 anos que o Ministério da Saúde lançou a campanha deste ano, "No carnaval use camisinha e viva esta grande festa". Os casos de HIV AIDS de jovens desta faixa etária cresceram 85% nos últimos dez anos. No Brasil 260 mil pessoas vivem com HIV e ainda não estão em tratamento, e outros 112 mil brasileiros têm o vírus e ainda não sabem disso. Quem explica é o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

 

Ministro da Saúde - Ricardo Barros: A campanha é feita o ano todo, a distribuição de preservativos gratuitamente na nossa rede de saúde é feita o ano todo. Nesse carnaval é importante usar camisinha, é importante se prevenir de recepção de doenças, de gravidez indesejada.

 

Repórter Beatriz Amiden: Durante todo o carnaval, estarão disponíveis nos pontos de distribuição 74 milhões de preservativos masculinos e 3 milhões e 100 mil de preservativos femininos. Reportagem: Beatriz Amiden.

 

Gláucia: Confete, serpentina, lantejoulas, resto de comida, copos, latinhas de cerveja e refrigerante. Lixo, muito lixo.

 

Nazi: O carnaval leva milhões de pessoas às ruas e também gera toneladas de lixo.

 

Gláucia: E haja trabalho para os garis. Por isso o Ministério do Meio Ambiente divulga uma campanha para que a folia seja mais limpa, sem sujeira.

 

Repórter José Luiz Filho: Fantasias são bem-vindas, mas não obrigatórias. Indispensável no carnaval só mesmo alegria e muita disposição. Ao som dos trios elétricos e das bandinhas, a temperatura sobe. O leque de papel distribuído de graça ajuda a aliviar o calor. Pena que normalmente antes do desfile terminar o acessório vai para o chão, vira lixo. O engenheiro Guilherme Leite sabe bem disso.

 

Engenheiro - Guilherme Leite: Lixo. No chão. Na rua. Os garis têm que varrer amanhã cedo.

 

Repórter José Luiz Filho: O mesmo acontece com as latas e garrafas de água, e principalmente cerveja. Depois de matar a sede, nem todo mundo dispensa a embalagem onde deve. O médico Fernando Modesto reconhece essa falha.

 

Médico - Fernando Modesto: Tonto, mamado, a lata vai para a rua. Banheiro, privada, tudo.

 

Repórter José Luiz Filho: Para a rua, para junto da árvore, para a boca de lado. Para todo canto que se olha, tem lixo. Tudo bem que às vezes as lixeiras não são suficientes, trabalho para o bloco dos garis que fazem arrastão para limpar a sujeira deixada pelos foliões, como conta o gari João Alves Nery.

 

Gari - João Alves Nery: O pessoal tá tudo com a cara cheia, não liga não. Joga para cima, para qualquer lugar. Eles não procuram. A lixeira tá ali, eles jogam para cima.

 

Repórter José Luiz Filho: Bloco da limpeza?

 

Gari - João Alves Nery: Bloco da limpeza.

 

Repórter José Luiz Filho: Para se ter uma ideia do volume de lixo gerado por todo esse povo, no fim de semana de pré-carnaval em São Paulo as equipes da prefeitura recolheram mais de 614 toneladas de resíduos, e no carnaval a quantidade vai ser bem maior. Para tentar conscientizar os foliões a gerarem menos lixo, o Ministério do Meio Ambiente lançou a campanha "Com lixo não se brinca, faça um carnaval limpo".

 

Locutor: Cante, dance, espalhe amor e alegria! Só não espalhe por aí o lixo que você produz durante os dias de folia.

 

Repórter José Luiz Filho: Veiculada nas rádios de todo o Brasil, a campanha incentiva as pessoas a brincarem o carnaval de forma sustentável, sem sujar ou sujando menos os lugares por onde passam. E pelo o que vi e ouvi dos foliões, pelo menos nesse bloco do bairro de Pinheiros em São Paulo, boa parte deles faz parte da ala da conscientização e procura jogar o lixo onde deve, como sugere a campanha do Ministério do Meio Ambiente. A jornalista Maria Loverra faz questão disso.

 

Jornalista - Maria Loverra: Se a gente passa aqui depois, a gente quer que seja um ambiente limpo, um ambiente agradável. Cada um cuida de seu lixo. Não jogue lixo no chão.

 

Repórter José Luiz Filho: Se essa ideia arrastar mais foliões, a apoteose desse carnaval poderá ser com bem menos lixo. Reportagem: José Luiz Filho.

 

Nazi: Não são apenas os foliões que ficam felizes no carnaval.

 

Gláucia: É, a festa também faz a alegria de setores da economia, como o turismo.

 

Nazi: Só no Rio de Janeiro, os cruzeiros marítimos trazem cerca de 50 mil pessoas do mundo todo durante o carnaval, e que deixam na cidade muito dinheiro.

 

Repórter Natália Melo: Rio de Janeiro, a terra do samba está com tudo pronto para receber os turistas que vêm do mar. E quem desembarcou no Pier Mauá já pôde entrar em ritmo de festa com as marchinhas de carnaval.

 

"Se a canoa não virar, olê, olê olá..."

 

Repórter Natália Melo: Os viajantes são animados.

 

Entrevistado: Isso aqui é maravilhoso. Quero ir lá no bloquinho de Ipanema, quero ir na Cinelândia. A gente só vê coisa boa.

 

Entrevistada: Bom, a gente é acostumado a ver na TV que é muito bom o carnaval daqui. Aí resolvemos vir para cá hoje. Tô achando tudo maravilhoso.

 

Repórter Natália Melo: Graciela Sanches veio de Buenos Aires com a família e se diz encantada com alegria do brasileiro. A Argentina conta que o carnaval carioca é impactante. Até o fim do feriado, 50 mil turistas de cruzeiros do mundo inteiro devem passar pelo porto do Rio. Para o gerente de operações do terminal marítmo, Alexandre Gomes, o momento pode ser positivo para a economia.

 

Gerente de operações do Pier Mauá - Alexandre Gomes: São pessoas do mundo inteiro. Nós temos europeus, temos americanos, nós temos um navio dedicados a argentinos. Com essa movimentação de passageiros, de turistas chegando aqui pelo terminal, a gente estima algo em torno de 18 milhões de dólares injetados na cidade só durante o período do carnaval.

 

Repórter Natália Melo: O Rio de Janeiro deve receber 14 cruzeiros nacionais e internacionais até o fim do carnaval. Reportagem: Natália Melo.

 

Gláucia: É, e enquanto uns chegam de navio para pular o carnaval, outros só querem paz, sol e água fresca. Por isso, a aproveitam para passear de barco, lancha, jet ski.

 

Nazi: É, e o aumento de embarcações no mar e nos lagos causa também o crescimento de acidentes.

 

Gláucia: Para você ter uma ideia, 40% das ocorrências acontecem no verão.

 

Nazi: E para verificar os documentos, itens de segurança e teor alcoólico de quem conduz essas embarcações, a marinha reforçou a fiscalização em todo o país.

 

Repórter Mara Kenupp: O lago Paranoá tem 48 quilômetros quadrados de extensão. As águas que abraçam Brasília são pontos de encontro para os jovens e famílias a bordo de lanchas, atletas e profissionais de vários esportes. Nos feriados o movimento aumenta. Por isso a Marinha, por meio da Capitania Fluvial de Brasília, intensificou a fiscalização. As equipes de inspeção naval fiscalizam o cumprimento de obrigatoriedades, como habilitação e equipamentos de segurança. Marcelo Parreira reuniu a família nessa segunda-feira para aproveitar a amanhã de sol e passear de lancha. O brasiliense estava com todos os itens de acordo com as normas de navegação.

 

Entrevistado - Marcelo Parreira: Sempre tem que ter segurança devido à gravidade que tem você andando com a sua família.

 

Repórter Mara Kenupp: A fiscalização ocorre em todo país. A ação da Marinha no carnaval faz parte da Operação Verão, que começou em dezembro. Segundo dados da Marinha, no verão chegam a ocorrer 40% dos acidentes registrados no ano, e as lanchas representam 70% desses acidentes. Em Brasília, só neste carnaval nove embarcações já foram notificadas com irregularidades e três foram apreendidas. O corretor de imóveis Carlos Lourenço estava com o extintor vencido e sem a inscrição da embarcação. Apesar da punição, Carlos apoia a fiscalização.

 

Corretor de imóveis - Carlos Lourenço: A segurança de todos aqui é essencial. E a Marinha vem desenvolvendo um trabalho excelente aqui de fiscalização e cuidando de todos nós aqui.

 

Repórter Mara Kenupp: O comandante Almir Chagas da Marinha dá dicas de segurança para quem vai curtir o carnaval na água.

 

Comandante da Marinha - Almir Chagas: Naveguem com segurança, com todo o equipamento previsto na embarcação, notadamente os coletes salva-vidas em quantidade suficiente, conforme previsto, para todos os tripulantes. Que a embarcação esteja em condições para que possa fazer uma navegação segura. A palavra é: Vigilância e segurança, para que o nosso momento de lazer permaneça como lazer.

 

Repórter Mara Kenupp: Na página da Marinha na internet é possível denunciar situações que coloquem em risco a navegação ou a segurança de banhistas. O endereço é www.mar.mil.br. reportagem: Gabriela Noronha.

 

Gláucia: 19 horas, 12 minutos em Brasília.

 

Nazi: O boi, as máscaras de Papangus e outras manifestações populares e centenárias do carnaval recebem apoio do governo.

 

Gláucia: São recursos do Ministério da Cultura que ajudam a preservar essas tradições. A gente foi até Pernambuco atrás dessas histórias. Os detalhes daqui a pouquinho.

 

Nazi: A Receita Federal começa a receber na quinta-feira as declarações do Imposto de Renda.

 

Gláucia: O programa para o preenchimento da declaração já está disponível de graça na internet. E se você é daqueles que não curte o carnaval, já pode se adiantar preenchendo as informações e esperar até quinta-feira para enviar o documento.

 

Nazi: Lembrando que quem entrega primeiro também tem preferência na hora de receber a restituição. Idosos, portadores de doença grave e deficientes físicos ou mentais também têm prioridade.

 

Gláucia: Quem deve fazer a declaração e como baixar o programa do Imposto de Renda são os assuntos do 'Pra Você, Cidadão' dessa semana.

 

"Pra você, cidadão!"

 

Repórter Mirna Ledo: Começa nesta quinta-feira, dois de março, o prazo para a entrega da declaração de Imposto de Renda Pessoa Física 2017. Se no ano de 2016 você teve rendimentos de mais de 28 mil, 559 reais e 70 centavos, tem que fazer a declaração. Também tem que declarar quem recebeu rendimentos acima de 40 mil reais que se classificam como isentos, não tributáveis, ou tributados exclusivamente na fonte. Este ano é necessário informar o CPF dos dependentes que tenham 12 anos de idade ou mais. A dedução máxima para despesas com educação é de 3 mil, 561 reais e 50 centavos. Já o limite para despesas com dependentes é de 2 mil e 275 reais. O prazo para a entrega da declaração de Imposto de Renda termina no dia 28 de abril. As restituições serão liberadas de acordo com a data de entrega. A prioridade é para pessoas com 60 anos de idade ou mais, portadores de deficiência ou de doenças graves. O primeiro lote será pago no dia 16 de junho, e o último em 15 de dezembro. Baixe o programa gerador da declaração no site receita.fazenda.gov.br. Mirna Ledo para a Voz do Brasil.

 

Nazi: E a gente volta a falar de carnaval aqui na Voz do Brasil. Bailes, desfiles de escolas de samba, blocos carnavalescos nas ruas. É tanta atividade nos dias de folia que muita gente acaba se descuidando da alimentação.

 

Gláucia: Pois é, para a festa não perder a graça é bom ficar atento a algumas dicas. Quem se alimenta bem e mantém o corpo hidratado tem mais energia para continuar na folia.

 

Repórter Mara Kenupp: O endereço da folia é o bloco Babydoll de Nylon, que arrasta milhares de foliões pela avenida do Eixo Monumental de Brasília. Mas para aguentar dia e noite de folia, é preciso ter energia. E o importante é saber se alimentar de forma correta para não ter problemas de saúde. Nossa equipe deu um giro no meio da folia para saber quem está mandando bem. Encontramos alguns foliões se refrescando. No quiosque de suco de frutas naturais, o garçom Vanderson Almeida fala dos vários sabores.

 

Garçom - Vanderson Almeida: Melancia e limão, coco com graviola, maracujá com manga, limão siciliano e amora.

 

Repórter Mara Kenupp: Tinha também muita gente tomando cerveja, refrigerante. Mas a estudante Tainá Soares trouxe água de casa.

 

Estudante - Tainá Soares: Se não, o pessoal também começa a passar mal, desidratar.

 

Repórter Mara Kenupp: A boa nutrição recomenda não comer alimentos gordurosos, pesados. Mas era só dar uma olhada para o lado e lá estava todo mundo na fila do hamburguer. Kelly Alves, que veio curtir o carnaval com o marido e dois filhos, disse que se preocupa com a alimentação, mas que hoje tá tudo liberado.

 

Entrevistada - Kelly Alves: Durante a semana em casa, a gente sempre regula a alimentação. Então quando vem assim para um lugar mais solto, a gente libera um pouquinho.

 

Repórter Mara Kenupp: Temos algumas dicas da nutricionista Michelle Lessa, coordenadora de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, sobre o que beber durante a festa.

 

Coordenadora de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde - Michelle Lessa: Beber bastante líquido, de preferência água, né? Ou sucos. Para quem vai cair na folia, alguns cuidados são importantes. Dentre eles, fazer uma refeição saudável antes de sair de casa.

 

Repórter Mara Kenupp: Para quem já está a essa hora sem energia e quer saber mais sobre a boa alimentação, é só consultar na internet na página do Ministério da Saúde o Guia Alimentar da População Brasileira. Ainda dá tempo de acabar com a ressaca e continuar curtindo o carnaval. Reportagem: Mara Kenupp.

 

Nazi: Um bloco de carnaval no Rio de Janeiro vai juntar a brincadeira à festa com responsabilidade social.

 

Gláucia: É, a ideia é alertar e impedir que crianças vendam produtos nas ruas.

 

Nazi: O Ministério do Trabalho vai reforçar as ações de fiscalização para coibir esta prática durante o carnaval e você também pode fazer a sua parte.

 

Repórter Natália Melo: Criança trabalhando, só se for na brincadeira. É com esse enredo que o bloco carioca Cata-latas promete embalar os pequenos foliões no carnaval. Além de animar a multidão, a batucada conscientiza e dá o recado: Lugar de criança é na escola. O presidente do bloco, Hilário Pinheiro, disse que o grupo sempre trabalhou com temas importantes que estimulem a responsabilidade social.

 

Presidente do bloco Cata-Lata - Hilário Pinheiro: O Cata-lata é contra o trabalho infantil. A preocupação nossa é das crianças estar na escola, estar se divertindo, brincando. Não estar trabalhando, não sendo explorada.

 

Repórter Natália Melo: O governo apoia o grupo Cata-latas. A auditora fiscal do trabalho, Fátima Chamas, faz parte do Comitê de Megaeventos do Rio de Janeiro, criado na Copa do Mundo para proteger crianças e adolescentes de exploração nesse tipo de evento. Ela conta como funciona o trabalho de conscientização nesse período.

 

Auditora fiscal do trabalho - Fátima Chamas: Tem um grupo de colegas que estão no sambódromo que sempre faz a fiscalização todos os anos e a gente além disso faz um trabalho em conjunto com os outros parceiros de sensibilização nos aeroportos, rodoviárias.

 

Repórter Natália Melo: A idade mínima para trabalho no Brasil é de 16 anos e a única exceção é para aprendizagem, a partir dos 14 anos, ,as ainda é muito comum a ocorrência de crianças e adolescentes trabalhando na informalidade, sendo exploradas, como no comércio, por exemplo. O superintendente do Ministério do Trabalho no Rio do Janeiro, Helton Yomura, dá exemplos de como as pessoas podem ajudar a combater o trabalho infantil.

 

Superintendente do Ministério do Trabalho RJ - Helton Yomura: Não comprando, não consumindo nenhum desses produtos que são oferecidos pelas crianças que estão sendo exploradas nesse tipo de trabalho. O que nós temos visto com habitualidade é o trabalho infantil na informalidade. É o pequeno varejo, são as crianças que são exploradas para a venda de comércio de balas, doces, ambulante. Outra forma que a população pode ajudar é denunciando, através do Disque 100 e dos outros canais de denúncia, que todos chegarão ao Ministério do Trabalho para que nós façamos as averiguações.

 

Repórter Natália Melo: O estudante João Vitor também faz parte dos Cata-latas e ajudou a compor o enredo deste ano. Ele fala sobre a mensagem do bloco para as pessoas.

 

Estudante - João Vitor: A gente tá tentando a conscientizar as pessoas a não deixarem suas crianças trabalhar. Mostrar para elas que o lugar de criança é na escola, que ela não deve trabalhar, só depois de estudar para poder ter um bom futuro.

 

Repórter Natália Melo: E dá uma palhinha do que vem por aí.

 

Estudante - João Vitor:  Adoleta, lepetipolá...

É carnaval, venha pular...

Na pátria mãe gentil...

Sou cata-latas contra o trabalho infantil.

 

Repórter Natália Melo: O desfile do bloco Cata-latas acontece no fim da tarde dessa terça-feira no Grajaú, na zona norte do Rio de Janeiro. Reportagem: Natália Melo.

 

Gláucia: 19 horas, 21 minutos em Brasília.

 

Nazi: O boi é uma tradição antiga no carnaval da cidade de Arco Verde em Pernambuco.

 

Gláucia: Já as máscaras e os rostos cobertos são a diversão em Bezerros, a 110 quilômetros da capital Recife.

 

Nazi: Muitas são as histórias, passadas de geração em geração no carnaval.

 

Gláucia: Várias dessas manifestações recebem recursos do Ministério da Cultura para serem preservadas.

 

Nazi: E a repórter Taíssa Dias foi até lá em Pernambuco para contar como o auxílio do governo ajuda a manter essas tradições.

 

"Vem brincar no meu terreiro..."

 

Repórter Taíssa Dias: A encenação conta a história da morte do boi preferido do fazendeiro. Catirina, grávida, pediu ao marido Mateus a língua do animal preferido do patrão. Ele atende ao desejo da esposa, mas o bicho acaba morrendo e é ressuscitado. O boi do carnaval é uma manifestação típica de Arco Verde, no sertão pernambucano. No Ponto de Cultura Orquestra Sertão em Arco Verde, o boi e outras manifestações populares de Pernambuco são o foco das oficinas. Lula Moreira é coordenador do espaço que recebe recursos do Ministério da Cultura. Ele explica que tipo de atividades são desenvolvidas no local.

 

Coordenador do Orquestra Sertão - Lula Moreira: Aqui nós temos aulas de capoeira, temos oficinas de alfaia, que tá rolando, tem a oficina de percussão. Então através desses trabalhos, a gente tenta dar a nossa contribuição.

 

Repórter Taíssa Dias: Do sertão para o agreste, o carnaval não para. Em Bezerros, a 110 quilômetros de Recife, a festa é de mascarados. A tradição é centenária, são os Papangus. Com máscaras de todos os tipos e roupas compridas e coloridas, eles estão por toda parte. E como habitual nas manifestações da cultura popular, não tem idade. A tradição é passada de geração em geração. É o que explica o artesão e carnavalesco Roberval Lima.

 

Artesão - Roberval Lima: A gente vê que essa cultura, ela cada vez mais cresce. Não tem aquele perigo de morrer, porque as crianças também gostam, elas aderem a esta fantasia, essa irreverência do Papangu.

 

Repórter Taíssa Dias: Roberval é artesão e recebe encomendas de máscaras Papangus o ano todo. Coloridas, elas são feitas de papel reciclado. Segundo Roberval, não ser identificado faz parte da brincadeira.

 

Artesão - Roberval Lima: Na realidade, a gente muda a voz, muda o andar. É muito interessante, porque nós podemos brincar com as pessoas sem ser reconhecido. Essa é a grande magia do Papangu.

 

Repórter Taíssa Dias: E a cultura popular tem apoio do governo. O Ministério da Cultura mantém mecanismos de financiamento dessas manifestações, ferramentas que de acordo com o ministro Roberto Freire atendem tanto os grupos culturais maiores, quanto os menores.

 

Ministro da Cultura - Roberto Freire: O carnaval tem evidentemente dimensão maior em Olinda, Recife, Salvador, Rio de Janeiro, hoje São Paulo, e manifestações de rua, que também são grandiosas, e de vez em quando algo é descoberto e começa a atrair a atenção. O Papangu entrou no calendário do carnaval pernambucano, e daqui a pouco será carnaval brasileiro.

 

Repórter Taíssa Dias: Pernambuco tem diversas manifestações da cultura popular. São inúmeros grupos de maracatu, apoxé, samba de coco, caboclinhos e muito mais. Reportagem: Taíssa Dias.

 

Gláucia: O Ministério da Educação liberou 23 milhões de reais para a concessão de bolsas de estudo para universitários.

 

Nazi: A maior parte do dinheiro vai para o programa Bolsa Permanência, que ajuda a custear os gastos durante o curso de estudantes em situação de vulnerabilidade, indígenas e quilombolas.

 

Gláucia: Cerca de 18 mil estudantes vão ser beneficiados com a medida e quase 9 milhões de reais vão para o programa de educação tutorial, que oferece bolsas a professores e de iniciação científica a estudantes para projetos que integrem ensino, pesquisa e extensão.

 

Nazi: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Gláucia: Uma realização da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Nazi: Com produção da empresa Brasil de comunicação.

 

Gláucia: E atenção, amanhã, terça-feira, dia 28 de fevereiro, não tem a Voz do Brasil. A gente volta na quarta-feira.

 

Nazi: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Uma boa noite.

 

Gláucia: Boa noite para você, bom carnaval e até quarta.