27 DE MARÇO DE 2019 - PODER EXECUTIVO

Destaques da Voz do Brasil: Uma oportunidade para o desenvolvimento tecnológico do Brasil. Presidente Jair Bolsonaro conhece em São Paulo projeto que estuda o uso do grafeno pela indústria do país. Material tem impacto na redução de custos e traz benefícios para a população. Ministro da Economia, Paulo Guedes, vai ao Congresso para falar sobre a Nova Previdência. E reafirma que proposta reduz desigualdades e garante pagamento das aposentadorias no futuro. E também no Congresso, ministro da Justiça, Sergio Moro, fala sobre o projeto de lei anticrime. E reforça compromisso do governo em aumentar segurança da população. E de que forma este leilão vai ter impacto na sua vida, como deixar mais barata a comida que chega aí na sua mesa.

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Transcrição

Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do governo federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá, boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Quarta-feira, 27 de março de 2019.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia. Uma oportunidade para o desenvolvimento tecnológico do Brasil.

 

Gabriela: Presidente Jair Bolsonaro conhece em São Paulo o projeto que estuda o uso do grafeno pela indústria do país.

 

Presidente Jair Bolsonaro: Isso não é janela, não, isso é uma porta enorme de oportunidades. Nós não podemos ficar afastados disso.

 

Nasi: Material tem impacto na redução de custos e traz benefícios para a população.

 

Repórter Ricardo Ferraz: O grafeno pode ser usado em baterias, automóveis e na medicina, também pode ser empregado na geração de energia elétrica, contribuindo para baratear as contas de luz, por exemplo.

 

Gabriela: E você também vai ouvir na Voz do Brasil.

 

Nasi: Ministro da Economia, Paulo Guedes, vai ao Congresso para falar sobre a nova previdência.

 

Gabriela: E reafirma que proposta reduz desigualdades e garante pagamentos das aposentadorias no futuro.

 

Ministro da Economia - Paulo Guedes: Nós temos a responsabilidade de não deixar as futuras gerações caírem na mesma armadilha que nós caímos, porque antes tinha dez contribuindo para um se aposentar, daqui a pouco vai um vai contribuir e dez vão se aposentar, que são seus filhos.

 

Nasi: E também no Congresso, ministro da Justiça, Sérgio Moro, fala sobre o Projeto de Lei Anticrime.

 

Gabriela: E reforça compromisso do governo em aumentar segurança da população.

 

Ministro da Justiça - Sérgio Moro: O foco do projeto é exatamente esse, endurecimento em relação à criminalidade mais grave, novos instrumentos para investigação e eficácia, e, por outro lado, o enfrentamento de pontos de estrangulamento da legislação processual penal.

 

Nasi: E a Voz do Brasil vai explicar tudo sobre o leilão da Ferrovia Norte-Sul, marcado para amanhã.

 

Gabriela: E de que forma esse leilão vai ter impacto na sua vida, como deixar mais barata a comida que chega aí na sua mesa. Cleide Lopes.

 

Repórter Cleide Lopes: A ideia é possibilitar a conexão entre as malhas ferroviárias que ligam os portos a regiões produtoras.

 

Nasi: Hoje, na apresentação: Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Gabriela: E nós também estamos, ao vivo, na internet, em: www.voz.gov.br .

 

Nasi: Imagine um material 200 vezes mais resistente do que o aço e que transporta a eletricidade com mais eficiência do que o cobre e o silício.

 

Gabriela: É o grafeno, que vem do grafite e atualmente está valendo mais do que o ouro.

 

Nasi: Um centro em São Paulo está desenvolvendo pesquisas sobre as possibilidades de uso desse material pela indústria brasileira.

 

Gabriela: Na construção de aparelhos eletrônicos, por exemplo, e até mesmo na medicina.

 

Nasi: O presidente Jair Bolsonaro, que esteve hoje na cidade para conhecer melhor sobre o projeto, reforçou o apoio do governo federal à pesquisa e destacou que é uma oportunidade para o desenvolvimento do país.

 

Repórter Ricardo Ferraz: O grafeno é uma espécie de lâmina transparente extremamente fina, resistente e elástica, com um alto potencial tecnológico e comercial a ser explorado. O material conduz eletricidade e calor melhor do que qualquer outro já conhecido. Em 2016, foi inaugurado um centro de pesquisa em São Paulo para estudar o grafeno e viabilizar seu uso pelas empresas aqui no Brasil. O presidente Jair Bolsonaro esteve reunido nesta quarta-feira com pesquisadores do centro e com o ministro de Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, para conhecer melhor sobre o projeto, e destacou que é uma grande oportunidade para o desenvolvimento tecnológico no país.

 

Presidente Jair Bolsonaro: Isso não é janela, não, isso é uma porta enorme de oportunidades. Nós não podemos ficar afastados disso. O governo federal está de braços abertos para que nós possamos colaborar com os senhores para que essa pesquisa aqui seja catapultada, para nós realmente termos aqui a vanguarda do grafeno no mundo, para que nós possamos ser reconhecidos. Nós queremos é colaborar com o estudo.

 

Repórter Ricardo Ferraz: O grafeno foi extraído do grafite pela primeira vez em 2004 por pesquisadores ingleses, e, desde então, despertou a curiosidade em muitos estudiosos, por isso, de acordo com o presidente Jair Bolsonaro, pesquisas como essas sobre o grafeno em solo brasileiro contribuem também para reter talentos aqui no país.

 

Presidente Jair Bolsonaro: Um país que não tem ciência e tecnologia está condenado a ser escravo de quem as tem. Nós, se Deus quiser, estamos conseguindo um ponto de inflexão para essa questão. Nós devemos fazer de tudo para que esses cérebros fiquem aqui e tenham meios para desenvolver as suas pesquisas, que comecem a retirar da prancheta esses métodos e essas descobertas para o bem do nosso povo e para o bem no mundo.

 

Repórter Ricardo Ferraz: O grafeno pode ser usado em baterias, estruturas civis, aeronaves, automóveis, construção de aparelhos eletrônicos e na medicina. Também pode ser empregado na geração de energia elétrica, contribuindo para baratear as contas de luz, por exemplo. De São Paulo, Ricardo Ferraz.

 

"Nova previdência. É para todos, é melhor para o Brasil".

 

Gabriela: Uma grande bomba-relógio que vai quebrar as contas do país.

 

Nasi: Esse foi o diagnóstico do ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre a atual previdência social.

 

Gabriela: Guedes foi à Comissão de Assuntos Econômicos do Senado para explicar as propostas para a nova previdência.

 

Nasi: O ministro também falou sobre a necessidade de um novo desenho nas finanças públicas no país e sobre o plano para reequilibrar as contas dos estados.

 

Repórter Pablo Mundim: Medida prioritária para a recuperação das contas públicas, a nova previdência é um fator importante para desonerar os estados, que hoje têm uma dívida pública de mais de R$ 5 trilhões. Em audiência com senadores, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que a previdência atual é o principal motivo dessas dívidas. O ministro defendeu uma contribuição maior de recursos da União para estados e municípios e disse que o governo vai apresentar um plano de equilíbrio financeiro para os estados que já têm orçamento garantido de R$ 10 bilhões.

 

Ministro da Economia - Paulo Guedes: É basicamente dar um fôlego financeiro aos governadores, que estão sendo vítimas de heranças que receberam. E já separamos no orçamento monetário 10 bilhões, mas eu acho que nós vamos conseguir aumentar isso, mas, nessa primeira dimensão, todos os estados ganham e isso aí, na verdade, dá estabilidade, dá previsibilidade.

 

Repórter Pablo Mundim: Se a proposta da nova previdência for aprovada, o governo deve economizar mais de R$ 1 trilhão em dez anos. A medida prevê o aumento da idade mínima de aposentadoria de 62 anos para mulheres e 65 anos para homens, com uma contribuição mínima de 20 anos. Para o ministro Paulo Guedes, o projeto é importante para reduzir as desigualdades e é uma garantia para as futuras gerações.

 

Ministro da Economia - Paulo Guedes: Nós temos a responsabilidade de não deixar as futuras gerações caírem na mesma armadilha que nós caímos, porque antes tinha dez contribuindo para um se aposentar, daqui a pouco são seis para um se aposentar, daqui a pouco um vai contribuir e dez vão se aposentar, que são seus filhos que vão se aposentar lá na frente. Por isso que eu peço uma transição para o regime de capitalização. Eu, com esse 1 trilhão, eu sei que eu tenho potência fiscal para deixar os jovens optarem por um regime novo. O sistema novo são contas individuais, regime de capitalização. Nós não estamos tirando nada de ninguém, quem quiser, fica no antigo, quem quiser, fica no novo.

 

Repórter Pablo Mundim: Paulo Guedes também defendeu o imposto único compartilhado com os estados e disse que o governo estuda a possibilidade de mudar a forma de distribuição dos recursos arrecadados com o petróleo. Reportagem: Pablo Mundim.

 

 

Gabriela: E também no Congresso, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, foi até uma comissão do Senado para debater o Projeto de Lei Anticrime.

 

Nasi: Moro defendeu a importância da aprovação da proposta, que tem o objetivo de combater a corrupção, crimes violentos e facções criminosas.

 

Gabriela: O ministro afirmou ainda que o governo está aberto ao diálogo para garantir as mudanças consideradas fundamentais para aumentar a segurança da população.

 

Repórter Luana Karen: Na apresentação aos senadores, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, destacou que as mortes no país estão relacionadas ao crime organizado e que a corrupção retira a capacidade do Estado de combater esse tipo de violência. Ele explicou ainda que o Projeto de Lei Anticrime traz ações eficazes para combater a atuação desses criminosos.

 

Ministro da Justiça e Segurança Pública - Sérgio Moro: O foco do projeto é exatamente esse, o endurecimento em relação à criminalidade mais grave, novos instrumentos para a investigação eficaz, seja na área de dados, seja na área de métodos, e, por outro lado, o enfrentamento de pontos de estrangulamento da legislação processual penal.

 

Repórter Luana Karen: Outro eixo do projeto é tornar as investigações mais eficientes. O uso de policiais disfarçados ajudaria nesse sentido, como avalia o ministro Sérgio Moro.

 

Ministro da Justiça e Segurança Pública - Sérgio Moro: Nós queremos que um agente da Polícia Federal, disfarçado, possa comprar um carregamento de droga, possa negociar um carregamento de droga, com, por exemplo, uma dessas grandes organizações criminosas e que isso sirva para debelar aquela quadrilha.

 

Repórter Luana Karen: Os itens mais polêmicos do Projeto Anticrime também não ficaram de fora. O ministro Moro voltou a defender a prisão após condenação em Segunda Instância. Ele destacou que o Supremo Tribunal Federal já tomou quatro decisões validando a prisão em Segunda Instância e que o Projeto Anticrime apenas consolida esse entendimento na lei. Outro tópico defendido pelo ministro da Justiça e Segurança Pública foi o da legítima defesa.

 

Ministro da Justiça e Segurança Pública - Sérgio Moro: O que nós fizemos apenas foi descrever situações que caracterizam legítima defesa, mesmo já dentro da nossa jurisprudência. São situações corriqueiras de legítima defesa, por que colocamos isso? Porque há uma reclamação legítima das forças de segurança de que é eventualmente agindo em circunstâncias dessa espécie venha a ser processadas de uma maneira, assim, não tão justa.

 

Repórter Luana Karen: O ministro Sérgio Moro defendeu a aprovação do pacote anticrime o quanto antes, assim como o da nova previdência. Ele destacou que é preciso resgatar a confiança das pessoas no sistema democrático.

 

Ministro da Justiça e Segurança Pública - Sérgio Moro: Poucos países fizeram o que o Brasil fez em avanços contra impunidade da grande corrupção nos últimos cinco anos. Muitas vezes, esses crimes são relacionados não só à administração pública, mas também a empresas buscando trapacear dentro do mercado, fugir da competição justa, e, por outro lado, o aspecto principal, renovar a confiança das pessoas no sistema democrático.

 

Repórter Luana Karen: O Projeto de Lei Anticrime também amplia o banco genético para permitir que seja colhido o material biológico de qualquer pessoa que cometer crime doloso, ou seja, com intenção. A lei atual permite recolhimento apenas de condenados por crimes violentos. Enquanto a mudança não vem, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, disse que vai reforçar o cumprimento da lei em vigor e captar os dados genéticos de mais de 65 mil pessoas até o final do ano. Em novembro do ano passado, o banco genético tinha apenas 7.872 vestígios biológicos de criminosos. Reportagem: Luana Karen.

 

Nasi: E o ministro de Justiça e Segurança Pública fez também um balanço à frente da pasta.

 

Gabriela: Sérgio Moro avaliou de forma positiva a atuação na Operação Carnaval, em especial, da Polícia Rodoviária Federal com a redução no número de acidentes e mortes.

 

Nasi: Ele explicou ainda que reforçou as equipes que atuam na Operação Lava Jato.

 

Gabriela: Moro adiantou ainda aos senadores projetos que quer implementar este ano, como um centro integrado para combater o crime organizado.

 

Nasi: A ação vai começar por Foz do Iguaçu, no Paraná, por ser considerado uma porta de passagem de drogas e contrabando.

 

Ministro da Justiça e Segurança Pública - Sérgio Moro: O primeiro que nós queremos criar é em Foz do Iguaçu. Qual que é a ideia? Nós vamos reunir lá agentes da Polícia Federal, agentes da Polícia Rodoviária Federal, agentes da Receita Federal, vamos ter um elemento de ligação com o Coaf, nós vamos ter ali também representantes das forças policiais estaduais, nós vamos colocar também lá agentes dos países circunvizinhos, e esses escritórios vão trabalhar conjuntos. Sendo o projeto piloto bem-sucedido, a nossa intenção é criar outros escritórios em outras áreas geográficas do país.

 

Gabriela: O ministro Sérgio Moro falou ainda do Programa Nacional de Enfrentamento à Criminalidade Violenta.

 

Nasi: Uma iniciativa que ele quer colocar em prática ainda este ano e que busca garantir segurança em municípios afetados pelo alto índice de crimes violentos.

 

Gabriela: Cinco cidades com altos índices de homicídios serão selecionadas como ponto de partida.

 

Ministro da Justiça e Segurança Pública - Sérgio Moro: É fazer uma espécie de convênio entre a União, estado e o município com elevada incidência de violência para que haja uma ação concertada entre as forças de segurança para redução drástica da criminalidade em áreas especialmente afetadas. Concomitantemente, ou, logo em seguida a realização desse projeto, entrariam ações de cunho urbanístico social de outros ministérios, também coordenados com os órgãos estaduais e do município em questão, para que houvesse uma ação, vamos dizer assim, uma política social e urbanística, mas também orientada especificamente para a redução da criminalidade nesses municípios afetados por índices elevados.

 

Nasi: Escoar a produção agrícola, reduzindo custos com frete e aumentar a competitividade para exportar.

 

Gabriela: Objetivos do governo com o leilão de amanhã de trecho da Ferrovia Norte-Sul, que prevê investimentos bilionários.

 

Nasi: E os detalhes ainda nesta edição.

 

Gabriela: O BNDES, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, apresentou lucro de quase R$ 7 bilhões em 2018.

 

Nasi: Para o BNDES, o resultado se deve às mudanças nas operações de crédito e ao fortalecimento de empresas brasileiras.

 

Gabriela: E a intenção é focar em investimentos seguros com retorno para o crescimento da economia e geração de empregos.

 

Repórter Danielle Popov: No ano passado, o lucro líquido do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social, BNDES, ficou 8,5% maior em relação ao ano interior. O lucro líquido registrado foi de R$ 6,7 bilhões. O resultado é explicado especialmente pelo aumento da venda de participações societárias, ou seja, ações que o banco possuía de outras empresas. O BNDES é um dos maiores bancos de desenvolvimento do mundo, apoia empreendedores, micro, pequenas e médias empresas e oferece também linhas de investimento sociais voltados para a saúde, educação, agricultura, entre outros. O presidente do banco, Joaquim Levy, explicou que o BNDES mudou a postura de investimentos e que agora o momento é de não repetir volumes de empréstimos de quatro, cinco anos atrás, que exigiam o esforço de finanças públicas não adequadas. Mas alguns investimentos feitos no passado estão dando retorno agora. Para Levy, reflete o fato de empresas brasileiras, como a Petrobras e a Eletropaulo, estarem mais fortes e organizadas. O presidente afirmou ainda que o BNDES está trabalhando para garantir que o banco esteja sempre sólido e produzindo lucros.

 

Presidente do BNDES - Joaquim Levy: O BNDES está trabalhando para trazer desenvolvimento para essa e para as próximas gerações e também garantir que ele esteja sempre sólido, pagando impostos, produzindo lucros e criando postos de trabalho nas companhias para quem a gente empresta e a gente investe no Brasil inteiro.

 

Repórter Danielle Popov: Segundo o banco, o volume de empréstimos caiu em 2018 com relação a 2017, de R$ 560 para R$ 520 bilhões, refletindo a redução de investimentos na economia brasileira. Joaquim Levy adiantou que a carteira de crédito do BNDES está sendo revista e que a tendência é aumentar os investimentos em 'startups'. Reportagem: Danielle Popov.

 

"Concessões, parcerias para o crescimento do Brasil".

 

Nasi: A produção brasileira é transportada principalmente por rodovias.

 

Gabriela: E isso aumenta o custo dos produtos e o tempo de deslocamento até os centros consumidores ou até os portos.

 

Nasi: Por isso, o governo quer incentivar o transporte por trem.

 

Gabriela: E uma das medidas para dar impulso às ferrovias é o leilão da Norte-Sul.

 

Nasi: O trecho centro-sul da linha vai ser leiloado amanhã.

 

Gabriela: O valor mínimo passa de R$ 1,3 bilhão e ganha a empresa que fizer a melhor oferta.

 

Nasi: A vencedora também se compromete a fazer investimentos na ferrovia de quase R$ 3 bilhões.

 

Repórter Cleide Lopes: Carlos Paludo é um dos 150 agricultores de uma cooperativa de fica a cerca de 60 quilômetros do centro de Brasília. Numa área de 80 mil hectares, eles produzem, por ano, 500 mil toneladas de grãos, entre feijão, soja, milho e sorgo. Metade da produção vai para exportação. Carlos garante que colhe durante todo o ano, mas a dificuldade está no escoamento das safras.

 

Agricultor - Carlos Paludo: É muito caminhão, é muito alto o custo com esses preços de combustível, de dois anos para cá, aí tem subido em torno de 40%, 50% o custo do óleo diesel.

 

Repórter Cleide Lopes: Para escoar toda essa produção, os cooperados precisam transportar os grãos por via rodoviária até Minas Gerais, uma distância de cerca de 480 quilômetros, o que gera um aumento de custo final do produto, como explica o diretor técnico da cooperativa, Claudio Malinski.

 

Diretor técnico da cooperativa - Claudio Malinski: O transporte é feito via rodoviária e isso dá um impacto de, no mínimo, 8% de custo direto sobre a produção final.

 

Repórter Cleide Lopes: Para encurtar distâncias e reduzir custos, o governo federal vai colocar em licitação um trecho da Ferrovia Norte-Sul, com mais de 1.500 quilômetros de extensão. A ideia é possibilitar a conexão entre as malhas ferroviárias que ligam os portos a regiões produtoras, como explica o secretário nacional de Transporte Terrestres, Jamil Megid Junior.

 

Secretário nacional de Transporte Terrestres - Jamil Megid Junior: O governo federal irá colocar em leilão público o trecho central e sul da Ferrovia Norte-Sul para que haja um investimento privado em obras complementares e na operação por cerca de 30 anos. Esse nosso novo corredor logístico permitirá que a nossa carga de produção vá do Porto de Santos até o Porto de Itaqui, no Maranhão.

 

Repórter Cleide Lopes: A Ferrovia Norte-Sul, considerada a espinha dorsal do transporte ferroviário brasileiro, começa no Maranhão e vai até São Paulo, e já recebeu quase R$ 10 bilhões de investimentos públicos. O trecho que vai passar para a administração da iniciativa privada é o que começa em Porto Nacional, em Tocantins, possa por Goiás e Minas Gerais, e vai até a cidade paulista de Estrela d'Oeste. A empresa que ganhar o direito de administrar a Norte-Sul terá de investir cerca de R$ 2,8 bilhões na ferrovia, especialmente em trens e vagões para transportar cargas. Também deverá pagar uma outorga de R$ 1,350 bilhão. O Prof. Evaldo Rodrigues, especialista em transportes, explica as vantagens da administração privada na ferrovia.

 

Professor especialista em transportes - Evaldo Rodrigues: Daremos mais agilidade ao nosso deslocamento de produção, e, com isso, atratividade para mais produtores da região, atratividade também para instalação de empresas de transporte para fazer esse intercâmbio ou essa intermodalidade entre o rodoviário e o ferroviário na região das ferrovias, e, com isso, teremos uma agilidade no nosso processo logístico para deslocar produtos internamente e consequentemente maior oferta no mercado internacional, dando mais valor ao produto brasileiro e à força do Brasil na produção de grãos no mercado internacional.

 

Repórter Cleide Lopes: Atualmente, 65% da carga nacional é transportada pelas rodovias. As ferrovias transportam hoje menos de 20% da carga nacional. Para o secretário especial do Programa de Parcerias e Investimentos, o PPI, Adalberto Vasconcelos, o Brasil precisa investir mais em ferrovias.

 

Secretário especial do Programa de Parcerias e Investimentos - Adalberto Vasconcelos: Esse leilão da Ferrovia Norte-Sul é mais uma etapa dos investimentos que estão previstos para a gente poder alavancar o setor ferroviário nacional. A Ferrovia Norte-Sul, ela vai captar cargas principalmente de grãos, algum minério também. É uma ferrovia que tem um futuro promissor, captando cargas no Mato Grosso.

 

Repórter Cleide Lopes: O leilão que vai escolher o administrador da Ferrovia Norte-Sul será nessa sexta-feira, em São Paulo. Reportagem: Cleide Lopes.

 

Gabriela: E nós vamos falar agora, ao vivo, com o repórter Ricardo Ferraz, que acompanha a agenda do presidente Jair Bolsonaro em São Paulo. Boa noite, Ricardo.

 

Repórter Ricardo Ferraz (ao vivo): Boa noite, Gabriela. Boa noite, Nasi. Logo após o encontro no Comando Militar do Sudeste, o presidente Jair Bolsonaro participou de uma reunião na casa de um empresário da construção civil aqui em São Paulo. E esse encontro teve como objetivo arrecadar fundos para a Unibes, uma entidade beneficente ligada à comunidade judaica. O presidente se reuniu com vários empresários e com o governador do estado de São Paulo, João Doria Júnior. Durante o evento, o presidente Jair Bolsonaro concedeu uma pequena entrevista coletiva aos jornalistas e voltou a falar a respeito do compromisso do governo com a aprovação da reforma da previdência e diz que está confiante que o Congresso Nacional e os deputados entenderão o momento que o país atravessa e a seriedade da proposta. O segundo compromisso do Presidente da República aconteceu no Hospital Albert Einstein, foi uma consulta com a equipe responsável pela operação que ele realizou no intestino. Jair Bolsonaro disse que a avaliação médica é muito positiva e que ele está liberado até mesmo para comer um churrasquinho. O presidente já se dirigiu ao aeroporto e deve voltar à capital federal ainda na noite de hoje. Gabriela, Nasi.

 

Nasi: Obrigado, então, Ricardo Ferraz, pela participação, ao vivo, aqui na Voz do Brasil.

 

Gabriela: Estudantes de faculdades particulares já podem se inscrever para as bolsas remanescentes do Prouni.

 

Nasi: Alunos não matriculados têm até sexta-feira para fazer a inscrição.

 

Gabriela: Os já matriculados podem se inscrever até o dia 30 de abril.

 

Nasi: As bolsas são concedidas por ordem de inscrição.

 

Gabriela: O Programa Universidade Para Todos oferece bolsas de estudo integrais ou de 50% para estudantes de baixa renda.

 

Nasi: As inscrições devem ser feitas pela internet no endereço: prouniportal.mec.gov.br.

 

Gabriela: E essas foram as notícias do governo federal.

 

Nasi: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Gabriela: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Nasi: Fique agora com o Minuto do TCU, e, em seguida, as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Uma boa noite.

 

Gabriela: Uma boa noite e até amanhã.

 

"Governo federal. Pátria amada, Brasil".