27/03/17 - A Voz do Brasil

Governo interditou mais três frigoríficos na manhã de hoje. Inscrições para a Olimpíada Brasileira de Matemática terminam nesta sexta-feira. Ministro das Cidades fala sobre mudanças no Minha Casa Minha Vida.

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Transcrição


"Atenção, radialistas de todo o Brasil, é hora de noticiar os fatos que ajudam a construir um novo país. Direto dos estúdios da Empresa Brasil de Comunicação, em Brasília, vem aí a Voz do Brasil".

 

Apresentador Airton Medeiros: Em Brasília 19h.

 

"Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".12

 

Airton: Olá. Boa noite.

 

Apresentadora Gláucia Gomes: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Airton: Segunda-feira, 27 de março de 2017.

 

Gláucia: Em vamos ao destaque do dia: governo interdita mais três frigoríficos. Número de unidades com a produção paralisada chega a seis.

 

Airton: Ministro da Agricultura afirma que interdições estão relacionadas a problemas com a  legislação e que produtos analisados não fazem mal à saúde das pessoas.

 

Ministro da Agricultura: Não há até esse momento, em tudo o que nós recolhemos, qualquer tipo de anormalidade que possa fazer mal à saúde humana no consumo desses produtos.

 

Gláucia: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Airton: Vamos conversar, ao vivo, com o ministro das Cidades, que vai falar das novas regras para o Minha Casa Minha Vida.

 

Gláucia: E a gente explica as mudanças para quem usa o rotativo no cartão de crédito, que começam a valer na semana que vem.

 

Airton: A Voz do Brasil de hoje na apresentação de Gláucia Gomes e Airton Medeiros.

 

Gláucia: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta você acessar: www.voz.gov.br.

 

Airton: O governo mudou algumas regras de acesso ao programa Minha Casa Minha Vida para este ano.

 

Gláucia: Você ouviu aqui na voz de Brasil na última sexta-feira que as novas medidas vão fazer, por exemplo, que as cidades com menos de 50 mil habitantes possam ser atendidas.

 

Airton: Isso significa que mais pessoas vão conseguir realizar o sonho da casa própria. Além de melhorar a qualidade de vida dos beneficiários.

 

Gláucia: Para saber mais sobre essas mudanças a gente recebe aqui no estúdio o ministro das Cidades, Bruno Araújo. Boa noite, ministro. Seja bem-vindo.

 

Ministro das Cidades - Bruno Araújo: Boa noite, Glaucia. Boa noite, Airton. Boa noite a todos. É um prazer enorme estarmos aqui novamente.

 

Gláucia: Ministro, quais são as principais novidades do programa para este ano?

 

Ministro das Cidades - Bruno Araújo: Democratizar o programa, sobretudo, o programa agora pode chegar nos municípios com menos de 50 mil habitantes. A modalidade principal do programa, aquela que era construída por empresas, ela tinha o impedimento, não chegava nos municípios menores. Então, houve uma reflexão por parte do Presidente, do Ministério das Cidades que não havia um porquê. Então, agora a população, os municípios com menos de 50 mil habitantes vão ter uma atenção do programa, mais ainda, passa a ser uma prioridade do novo Minha Casa Minha Vida atender às áreas e os municípios do Brasil que menos foram atendidos ao longo dos últimos anos e fazer empreendimentos menores para que possamos atingir mais cidades e permitir que esses empreendimentos menores possam dar mais qualidade de vida, urbanismo e mais ao planejamento dos municípios.

 

Airton: Ministro, e como as pessoas podem se beneficiar com as novas regras?

 

Ministro das Cidades - Bruno Araújo: Sobretudo, porque nós não vamos só construir unidades habitacionais, nós estamos priorizando critérios onde os terrenos que vão ser atendidos para a construção do empreendimento estejam próximos das cidades, dos centros urbanos, estejam próximos dos equipamentos sociais, de escolas, de postos de saúde, de delegacias, de área de comércio. Há uma grande reclamação que os empreendimentos ao longo dos últimos anos foram empreendimento muito grandes, muito distantes dos centros urbanos, dificultando o acesso ao trabalho de uma população que é deslocada para uma área muito além de periférica dos municípios. A prioridade agora é construir empreendimentos que estejam próximo desses centros urbanos para facilitar o deslocamento da população e também cuidar de algo fundamental, o paisagismo, a interação com o meio ambiente, o número de unidades de árvores por unidade, melhorando o padrão da qualidade de vida daqueles que vão ser beneficiários, com menos burocracia, mais velocidade e privilegiando a contratação dos terrenos públicos que ficam... permitem que o empreendimento fique mais barato e possamos fazer mais empreendimentos em outras áreas do Brasil.

 

Gláucia: Ministro, uma das novas regras determina que os empreendimentos que estão mais próximos de bairros já urbanizados vão ser melhor avaliados. Na prática, como é que isso vai funcionar?

 

Ministro das Cidades - Bruno Araújo: Glaucia, nós estamos determinando que as prefeituras que querem receber o empreendimento informem num processo muito simplificado, e a Caixa Econômica e o Banco do Brasil, que são os agentes que acompanham essas obras, mandem a informação para o Ministério com a devida pontuação. Nós estamos atribuindo pontos para quem é próximo com a distância de escolas, distância de hospitais, de delegacias, de áreas comerciais, enfim, para valorizar que esse empreendimento de entrega à população que tanto esperou por sua unidade habitacional esteja integrada nos centros urbanos, com empreendimentos menores, no máximo 500 unidades habitacionais, que se mostrou muito mais eficiente porque permite uma interação da comunidade e diminui muito o problema de segurança que tem se identificado nos grandes empreendimentos entregues até agora.

 

Airton: Ministro, a partir de agora o Minha Casa Minha Vida, como o senhor já bem afirmou, vai chegar, então, aos municípios com população inferior a 50 mil habitantes, o que é ótimo. O que muda na vida das pessoas porque antes não era assim?

 

Ministro das Cidades - Bruno Araújo: Primeiro que os municípios menores do Brasil passavam, seguiam, de repente, numa viagem de carro para uma capital e via naqueles municípios imensos empreendimentos do Minha Casa Minha Vida. Elas agora vão poder buscar, chamar o seu prefeito e dizer: "Olha, pleiteia lá no Ministério das Cidades umas 170 mil unidades que o Governo Federal, que o Presidente Temer, que o Ministério preparou com planejamento para atendimento esse ano". Então, são inúmeras cidades do Brasil que vão poder receber seus empreendimentos de 80 casas, de 200 casas, de 300 casas, de 120 casas. Muitas vezes uma capital, você faz um empreendimento imenso e nós vamos continuar ajudando os grandes centros, mas aqueles municípios menores ficavam dependendo de outras faixas do programa, que também não era suficiente para atendê-lo. Então, agora a nova... a modalidade maior do programa vai poder atender também a expectativa, Gláucia e Airton, do sonho desses milhões de brasileiros.

 

Gláucia: ministro das Cidades, Bruno Araújo, a gente agradece a sua presença aqui com a gente na voz de Brasil hoje. Muito obrigada.

 

Ministro das Cidades - Bruno Araújo: Foi um prazer enorme.

 

Airton: Boa noite. Belém, no Pará, é sede nesta semana de um encontro internacional que discute a proteção social na região amazônica.

 

Gláucia: O Semiárido Pan-Amazônico de Proteção Social conta com a participação de representantes nos noves países que têm parte do território coberto pela Amazônia.

 

Airton: A ideia é compartilhar experiências e estabelecer metas comuns para promover a proteção social dos moradores da região.

 

Gláucia: A repórter João Pedro Neto acompanhou em Belém a cobertura do encontro.

 

Repórter João Pedro Neto: Além de gestores públicos, participam integrantes de povos e comunidades internacionais, pesquisadores e membros de organizações internacionais como o Banco Mundial e a Unesco. O ministro do Desenvolvimento Social e Agrário fez a abertura do encontro nessa segunda. Segundo, Osmar Terra, os países buscam uma agenda social para a Amazônia em consonância com os objetivos de desenvolvimento sustentável definidos pela Organização das Nações Unidas.

 

Ministro do Desenvolvimento Social e Agrário - Osmar Terra: Nós vamos fazer uma troca intensa de informações para chegar numa agenda para se trabalhar transferência de renda, cuidado com a primeira infância. Nós temos que pensar na inclusão produtiva nessa sociedade desse tamanho, né? Do desenvolvimento sustentável dela.

 

Repórter João Pedro Neto: O objetivo do seminário que acontece em Belém, no Pará, é debater e trocar experiências sobre a proteção social no contexto regional da Amazônia. Além do Brasil, participam representantes da Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Peru, República da Guiana, Suriname e da Venezuela. A secretária nacional de assistência social, Carminha Brant, destacou que o encontro é inédito e que a ideia é alcançar uma agenda social para região amazônica.

 

Secretária nacional de assistência social - Carminha Brant: É uma região inédita para que a gente passe a tratar a Amazônia como um todo na questão social. Nós queremos primeiro refletir junto e pensar uma agenda social com as prioridades que interessam, e, segundo, nós queremos até um compromisso maior para avançar.

 

Repórter João Pedro Neto: O governador do Pará, Simão Jatene, afirmou que o grande desafio é reduzir as desigualdades sociais na região.

 

Governador do Pará - Simão Jatene: Não fomos sábios ainda o suficiente para utilizar a nossa diversidade para reduzir as nossas desigualdades. E o grande desafio ainda é reduzir pobreza e desigualdade.

 

Repórter João Pedro Neto: Ao final do seminário, na próxima sexta-feira, será assinado um acordo entre os países e as instituições para a realização da segunda edição do encontro em outro país no ano que vem e também será assinada uma Carta de Belém pela proteção social na Amazônia. Reportagem, João Pedro Neto.

 

Airton: Todos os dias milhares de pessoas buscam um novo emprego.

 

Gláucia: É, e elas têm mais uma opção na internet, é a portal Mais Emprego, do Ministério do Trabalho.

 

Airton: Qualquer um pode se candidatar, esse é o assunto para você pra você, cidadão, desta semana.

 

"Pra Você, Cidadão".

 

Repórter Daniel Costa: Para apoiar quem está à procura de emprego, o trabalhador tem à sua disposição o endereço na internet, maisemprego.mte.gov.br. O site do Ministério do Trabalho reúne postos oferecidos pela iniciativa privada em todo o país para serem preenchidos imediatamente. Quem está em busca de uma vaga no mercado de trabalho precisa preencher o seu perfil profissional de forma completa para que seus dados sejam cruzados de forma eficiente com os das vagas existentes. O candidato que tiver dificuldade no preenchimento pode buscar ajuda dos profissionais do Sistema Nacional de Emprego, o Sine. Há oportunidades, por exemplo, para os cargos de linha de produção, faxineiro, vendedor, servente e telemarketing. E, além das ofertas de trabalho, o site maisemprego.mte.gov.br oferece também cursos de qualificação profissional, informações sobre o benefício do seguro-desemprego. Em 2016 mais de 460 mil trabalhadores conseguiram uma vaga pelo Mais emprego. Daniel Costa para a Voz do Brasil.

 

Gláucia: 19h11 em Brasília.

 

Airton: Você costuma pagar o valor mínimo da fatura do cartão de crédito e deixar o resto da dívida para o mês seguinte?

 

Gláucia: Então, a partir da semana que vem tem novidade para você, que usa o chamado crédito rotativo.

 

Airton: É, a gente vai explicar e o que muda e os impactos para os consumidores.

 

Gláucia: O Ministério da Agricultura interditou mais três frigoríficos que, por enquanto, não podem mais vender seus produtos. No total, são seis frigoríficos interditados.

 

Airton: O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, apresentou um balanço da fiscalização feita nos 21 frigoríficos envolvidos nas denúncias da Operação Carne Fraca da Polícia Federal.

 

Gláucia: O repórter Paulo La Salvia acompanhou e traz os detalhes, ao vivo, aqui na Voz do Brasil. Boa noite, Paulo.

 

Repórter Paulo La Salvia (ao vivo): Boa noite, Gláucia.

 

Gláucia: Paulo, quais foram as explicações dadas pelo ministro de Agricultura para a interdição desses três novos frigoríficos?

 

Repórter Paulo La Salvia (ao vivo): Olha, Gláucia, o ministro Blairo Maggi disse que um deles estava incluindo uma porcentagem de amido maior do que o normal na fabricação de salsichas, o outro, incluindo produtos com validade vencida na fabricação de ração animal, e um terceiro, que produz latrocínios, não abriu as portas para a inspeção dos fiscais do Ministério. Mas, Blairo Maggi disse que em nenhum dos casos os problemas encontrados podem representar perigo à saúde humana.

 

Ministro da Agricultura - Blairo Maggi: Nós não encontramos nessas plantas nenhum, nenhum produto, nada que pudesse fazer mal à saúde nesse momento.

 

Airton: Paulo, o ministro apresentou um balanço das investigações até agora?

 

Repórter Paulo La Salvia (ao vivo): Olha, apresentou, sim, Airton. Foram recolhidas 174 amostras dos 21 frigoríficos sobre investigação e produzidos 12 laudos. Segundo o ministro Blairo Maggi, as mercadorias que correspondem a esses laudos e a essas amostras não representam perigo para o consumo humano.

 

Gláucia: Paulo, o ministro comentou também a queda de quase 20% nas exportações diárias de carne na semana seguinte à divulgação da Operação Carne Fraca, não foi isso?

 

Repórter Paulo La Salvia (ao vivo): Comentou, sim, Gláucia, disse que poderia ter sido maior se as primeiras suspensões da importação não tivessem sido derrubadas pelos países depois da intervenção do governo brasileiro. Até agora 22 países, além da União Europeia, já impuseram algum tipo de restrição à importação de carne brasileira. Mas no fim de semana três países retiraram essas restrições: Chile, Egito e China. O ministro Blairo Maggi disse que agora vai ter de ser intensificado o trabalho de convencimento junto a outros países e consumidores sobre a qualidade dos produtos brasileiros.

 

Ministro da Agricultura - Blairo Maggi: Vai ser uma briga de volta para reconquistar a confiança dos consumidores fora, a confiança dos consumidores internos que nós temos e garantir com que as empresas brasileiras possam continuar fazendo as exportações.

 

Airton: Paulo, eu tenho aqui mais uma pergunta, hoje a Secretaria Nacional do Consumidor determinou mais um novo 'recall' de carnes de mais um frigorífico. No total são quatro frigoríficos agora, ou seja, esses produtos devem ser retirados das prateleiras?

 

Repórter Paulo La Salvia (ao vivo): É isso mesmo, Airton, caso os estabelecimentos não retirem esses produtos das prateleiras poderão ter de arcar com multas que podem chegar até R$9 milhões. E os consumidores podem identificar esses produtos pelo CIFs que são nas etiquetas que existem nesses produtos. Os CIFs, são os seguintes: 4040, 4644, 2155 e 825. Paulo La Salvia, de Brasília.

 

Gláucia: Obrigada, Paulo La Salvia, pela sua participação aqui na Voz do Brasil com a gente, viu?

 

Airton: Hora de testar os conhecimentos.

 

Gláucia: As inscrições para a Obmep, a Olimpíada Brasileira de Matemática, já estão abertas.

 

Airton: E devem ser feitas pelas escolas até esta sexta-feira.

 

Gláucia: No ano passado 18 milhões de estudantes fizeram a prova.

 

Airton: Bem, a novidade desta edição é que as escolas particulares também podem participar.

 

Repórter Gabriela Noronha: No Centro de Ensino Fundamental Caseb, em Brasília, professoras e direção se uniram no objetivo de estimular os alunos a estudar matemática e melhorar o desempenho deles na Obmep, a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas. Desde 2015 a escola oferece oficinas e até uma competição simulando a Obmep. Segundo, Cristina Teixeira, uma das professoras de matemática responsáveis pelo projeto, o resultado foi surpreendente.

 

Professora de matemática - Cristina Teixeira: No primeiro dia eu achei que iam vir poucos, a sala lotou, tinha aluno no chão. Ao contrário do que se pensa, né, porque a gente acredita que o aluno não gasta de matemática. Mas nesse momento ficou muito visível que é errado esse pensamento, porque o aluno, ele gosta, sim.

 

Repórter Gabriela Noronha: Alunos do Caseb, João Paulo Alves tem 12 anos e ganhou medalha de prata na última edição da Olimpíada. Segundo ele, o trabalho das professoras fez toda a diferença.

 

Alunos do Caseb - João Paulo Alves: Todos meus professores falavam que eu era bom, aí foi é incentivo, incentivo. Eu nem queria, por causa que eu sou preguiçoso. Aí foi a professora me ajudou, aí eu fui começando a gostar. Aí consegui.

 

Repórter Gabriela Noronha: A Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas já está na 13ª edição. No ano passado foram quase 18 milhões de inscritos e este ano a competição deve ser ainda maior. De acordo do Cláudio Landim, coordenador da Obmep, além dos alunos de escolas públicas, jovens de escolas particulares também podem participar.

 

Coordenador da Obmep - Cláudio Landim: A prova continua individual, o nível das dificuldades, o nível, o tipo de questão não mudou. Então, os alunos de escolas privadas vão ter uma premiação e os alunos da escola pública a mesma do ano passado.

 

Repórter Gabriela Noronha: Além da 13ª edição da Obmep, o Brasil também começa em 2017 o Biênio da Matemática. Até 2018, de acordo do Cláudio Landim, o país vai reunir os maiores eventos internacionais da área.

 

Coordenador da Obmep - Cláudio Landim: Isso tudo vai começar agora em abril com o Festival da Matemática, onde nós vemos ter várias atividades em algumas escolas que vão tentar estimular o estudo, popularizar a matemática, mostrar que a matemática pode ser divertida e não apenas aquela disciplina repetitiva e chata que ensinavam nas escolas.

 

Repórter Gabriela Noronha: As inscrições para a 13ª Olimpíada vão até o dia 31 com março, sexta-feira. Reportagem, Gabriela Noronha.

 

Gláucia: Produtores rurais de mais de 130 projetos da agricultura familiar vão ter a produção comprada pelo governo.

 

Airton: É um investimento de R$35 milhões do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário, que também vai garantir que esses alimentos sejam destinados a entidades carentes como creches e restaurantes comunitários.

 

Repórter Roberto Rodrigues: É o dinheiro que vai comprar a produção de pequenos agricultores, garantindo renda para essas famílias que vivem do campo, e é a comida de qualidade para as pessoas carentes, que vão receber a doação desses produtos. Lá no interior de Pernambuco vem um exemplo de como a modalidade beneficia a comunidade inteira. A associação de pequenos produtores rurais de Engenho Sítio do Meio, do município de Belém de Maria, reúne 22 agricultores do assentamento, juntos, eles vão vender 104 toneladas de frutas e legumes e vão receber mais de R$184 mil, mas não são só os produtores que ganham, tudo o que for comprado pelo PAA será doado para o Fundo Municipal de Assistência Social de Belém de Maria, o que beneficiará mais de 300 pessoas carentes. O presidente da associação, Cícero Silva, fala que a satisfação é enorme.

 

Presidente da associação - Cícero Silva: É uma satisfação. Eu achei muito legal porque a nossa região aqui é uma região muito carente, porque além de a gente produzir, a gente está fornecendo às outras famílias.

 

Repórter Roberto Rodrigues: O diretor do Departamento de Apoio Aquisição e a Comercialização da Produção Familiar do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário, José Paulo de Almeida, explica o mérito dessas ações que beneficiam a população nas duas pontas.

 

Diretor do Departamento de Apoio Aquisição e a Comercialização da Produção Familiar do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário - José Paulo de Almeida: Ela beneficia tanto o produtor as entidades carentes, como restaurantes populares, como entidades sociais de cada município.

 

Repórter Roberto Rodrigues: Os recursos já foram repassados pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário para a Companhia Nacional de Abastecimento, a Conab, de Brasília, Roberto Rodrigues.

 

Gláucia: 19h20 em Brasília. Falta uma semana para começar a valer as novas regras para o pagamento do cartão de crédito.

 

Airton: É, e é bom já se organizar porque com as mudanças não vai ser mais possível ficar no rotativo, aquele pagamento mínimo, por mais de 30 dias.

 

Gláucia: A ideia é diminuir os juros e aliviar o bolso do consumidor.

 

Repórter Beatriz Amiden: Você já gastou demais no cartão de crédito e no final do mês não teve dinheiro para pagar a fatura integral e optou por fazer só o pagamento mínimo?

 

Entrevistado: Por algum motivo de não ter dinheiro, né, eu deixei de pagar e foi muito juro, para nunca mais.

 

Entrevistada: Não tinha o valor para pagar a fatura total, o valor total, paguei o mínimo, no outro mês aí dobrou. Aí eu tive que me virar nos 30 e pagar a fatura total.

 

Entrevistada: Esperei entrar um dinheirinho para poder pagar o restante, né? Aí o dinheiro não saiu, não entrou, eu tive que pegar um dinheiro emprestado para quitar a conta. Só aumentou, só aumentou. Quanto eu fui pagar eu quase desmaiei.

 

Repórter Beatriz Amiden: A partir do mês que vem o temido pagamento mínimo só vai poder ser feito por 30 dias. No mês seguinte o valor que faltava para quitar a fatura vai ser incorporado ao débito e deverá ser pago integralmente, à vista ou parcelado, como esses valores não vão poder mais se acumular ao longo dos meses, a pessoa pode fazer um parcelamento da fatura no banco ou até mesmo pegar um empréstimo caso não tenha dinheiro para quitar a fatura integralmente. A expectativa do Banco Central é que essa resolução diminua os juros pagos pelo consumidor, como explica Silvia Marques, chefe do Departamento de Regulação do Sistema Financeiro do Banco Central.

 

Chefe do Departamento de Regulação do Sistema Financeiro do Banco Central - Silvia Marques: O que se espera de um benefício com o cliente é que ele tinha uma linha alternativa de financiamento dessa fatura, que é a parcelado. E pelo parcelamento teriam uma redução dos juros. Um outro benefício para o cliente é com relação ao planejamento financeiro, uma vez que ele parcela essa dívida, ele consegue, de uma forma mais prática, dimensionar o fluxo de caixa de desembolso futuro.

 

Repórter Beatriz Amiden: O economista Roberto Piscitelli alerta que é preciso saber negociar com os bancos na hora de escolher como quitar a fatura para não entrar em outra dívida.

 

Economista - Roberto Piscitelli: O ideal seria até que ele parcelasse desde o primeiro mês, não pôde pagar a fatura na sua integralidade, já no primeiro vencimento ele já negociaria o financiamento dessa dívida, né? É evidente que se ele tiver a possibilidade de obter crédito consignado junto ao órgão, entidade em que trabalha, essa seria a melhor solução. É o juro mais baixo, né, entre as modalidades que estão normalmente disponíveis no mercado.

 

Repórter Beatriz Amiden: A resolução passa a ser obrigatória a partir do dia 3 de abril, mas muitos bancos já estão divulgando para os clientes as novas regras. Reportagem, Beatriz Amiden.

 

Airton: Pelo segundo mês seguido a arrecadação de impostos e contribuições federais aumentou no país.

 

Gláucia: Pois é, em fevereiro foram arrecadados mais de R$92 bilhões e R$250 milhões, um crescimento de 0,36% em comparação com fevereiro do ano passado, isso já descontado a inflação.

 

Repórter Warbe Kalil: O imposto de renda de pessoa jurídica e a contribuição social sobre o lucro líquido cresceram 15% e foram os destaques do mês de fevereiro. Já o imposto sobre importação que contribuição para financiamento da seguridade social e PIS/Pasep apresentaram queda. O chefe do Centro de Estudo Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, Claudemir Malaquias, avaliou positivamente o resultado.

 

Chefe do Centro de Estudo Tributários e Aduaneiros da Receita Federal - Claudemir Malaquias: A arrecadação das Receitas Federais nos dois brasileiros meses de 2017 foi impactada fortemente pelos indicadores macroeconômicos e também pelo resultado do desempenho da arrecadação do imposto de renda e da contribuição social. Esses dois tributos, que refletem a perspectiva de realização de lucro das empresas, vieram com um sinal bastante positivo. Nós iniciamos em outubro do ano passado uma trajetória ascendente da arrecadação e essa trajetória se manteve aí, está se mantendo nesses dois primeiros meses do ano.

 

Repórter Warbe Kalil: O acumulado de janeiro e fevereiro deste ano na arrecadação registrou um aumento de 5,6%. Reportagem, Warbe Kalil.

 

Airton: E o mercado financeiro mantém o otimismo e já prevê a inflação oficial em 4,12% este ano.

 

Gláucia: Pela terceira vez seguida mais de 100 analistas e economistas ouvidos pelo Banco Central reduziram a estimativa de inflação deste ano, ficando baixo do centro da meta do governo, que é de 4,6%.

 

Airton: Essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Gláucia: Uma realização da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Airton: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Gláucia: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite para você.

 

Airton: Boa noite e até amanhã.

 

"Brasil, ordem e progresso".