27 DE SETEMBRO DE 2018 - Poder Executivo

Destaques da Voz do Brasil: Dia Nacional de Incentivo à Doação de Órgãos. E Brasil tem aumento no número de doadores. Começou hoje a distribuição das mais de 11 milhões de provas do Enem para as cidades. Um bilhão de reais para obras em saneamento, mobilidade urbana e produção de energia limpa nos municípios do país. Verbas do programa Cidades Inovadoras. E empresas e pessoas que queiram investir em energia limpa vão ter mais de R$ 2 bilhões de financiamento do BNDES.

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Transcrição

Apresentador Luciano Seixas: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá. Boa noite.

 

Luciano: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Quinta-feira, 27 de setembro de 2018, Dia Nacional de Incentivo à Doação de Órgãos.

 

Luciano: E Brasil tem aumento no número de doadores. Márcia Fernandes.

 

Repórter Márcia Fernandes: E para aumentar ainda mais as doações, Ministério da Saúde lança nova campanha.

 

Gabriela: E você também vai ouvir na Voz do Brasil.

 

Luciano: Começou hoje distribuição das mais de 11 milhões de provas do Enem para as cidades. João Pedro Neto.

 

Repórter João Pedro Neto: Serão mantidos os mecanismos de segurança do exame de anos anteriores, como detectores de metal nos locais de aplicação, provas personalizadas e lacres eletrônicos nos malotes.

 

Gabriela: R$ 1 bilhão para obras em saneamento, mobilidade urbana e produção de energia limpa nos municípios do país.

 

Luciano: Verbas do Programa Cidades Inovadoras. Cleide Lopes.

 

Repórter Cleide Lopes: Os recursos vão garantir cidades mais modernas e sustentáveis.

 

Gabriela: E empresas e pessoas que queiram investir em energia limpa vão ter mais de R$ 2 bilhões de financiamento do BNDES.

 

Luciano: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil, Gabriela Mendes e Luciano Seixas.

 

Gabriela: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br .

 

Luciano: Hoje, no Dia Nacional de Incentivo à Doação de Órgãos, o Ministério da Saúde divulgou os números mais recentes sobre esse gesto que pode salvar vidas.

 

Gabriela: O número de doadores aumentou e diminuíram as filas de espera por um transplante.

 

Luciano: É, mas ainda é preciso conscientizar as pessoas sobre a importância de ser um doador.

 

Gabriela: Por isso, hoje, também, começa a campanha do Ministério da Saúde Espalhe Amor, Doe Órgãos.

 

Repórter Márcia Fernandes: Em 2010 o vendedor Marcos Gomes foi diagnosticado com um problema no coração, que só seria resolvido com um transplante com órgão. Ele é morador da cidade de Alto Paraná, no noroeste do estado, e conta que já estava na UTI quando encontrou um coração compatível, depois de mais de três anos de espera.

 

Vendedor - Marcos Gomes: É uma ansiedade muito grande porque a gente fica na dúvida se vai aparecer ou não, e estava bem difícil na época, né? Era para eu não estar aqui hoje, né, se eu não tivesse tido esse doador.

 

Repórter Márcia Fernandes: De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil tem o maior programa gratuito de transplantes do mundo, cerca de 96% dos transplantes de órgãos são realizados pelo SUS, o Sistema Único de Saúde. No primeiro semestre deste ano, o número de doadores ultrapassou 1.760, um aumento de 7% em relação ao mesmo período do ano passado, e a lista de espera por transplantes diminuiu de 44 mil pacientes para cerca de 41 mil. O ministro-adjunto da Saúde, Adeílson Domingos Cavalcante, diz que os números são bons, mas ainda há muito a ser feito.

 

Ministro-adjunto da Saúde - Adeílson Domingos Cavalcante: Agora nós precisamos fazer exatamente isso, priorizar as campanhas, conscientizar a população, fazer essa relação direta com as famílias para que a gente possa, cada vez mais, aumentar tanto o número de adoradores, como o número de transplantes, nós termos as condições que, juntas, poderá ser feito isso.

 

Repórter Márcia Fernandes: A previsão é que neste ano sejam realizados 26,4 mil transplantes com recordes de doações de fígado, coração e pulmão. Os resultados contam com o apoio das companhias aéreas. Entre junho de 2016 e junho de 2018 as companhias de aviação civil transportaram mais de 9 mil órgãos. Já a Força Aérea Brasileira, no mesmo período, transportou 513 órgãos e tecidos. O trabalho começa dentro dos hospitais com o consentimento das famílias, essa é a única forma de tornar a adoção viável. De 2013 para cá, foi registrado um aumento na taxa de consentimento familiar, de 55% para 58%. Daniela Salomão, diretora de Transplantes e Órgãos do DF, explica quanto vale um sim.

 

Diretora de Transplantes e Órgãos - Daniela Salomão: Nesse sim da doação de órgãos cabe a vida de um pai, a vida de uma criança, né, a vida de um irmão, de uma tia, de uma avó. Então, é sim extremamente valioso que a gente deve guardar no coração.

 

Repórter Márcia Fernandes: Em dez anos o investimento do Ministério da Saúde na qualificação dos profissionais envolvidos na doação de órgãos nos estados e municípios mais de que dobrou, passou de cerca de R$ 450 milhões para mais de R$ 1 bilhão. Reportagem, Márcia Fernandes.

 

Luciano: O Enem completa 20 anos.

 

Gabriela: Nesse período, a segurança do exame só aumentou. A após impressas, as 11 milhões de provas são liberadas para serem iniciadas às cidades, com um rígido esquema de segurança.

 

Luciano: Os pacotes já saem da máquina separados por sala e local da aplicação.

 

Gabriela: E o transporte das provas da edição deste ano começou hoje.

 

Repórter João Pedro Neto: A pouco mais de um mês do início do exame, a operação segue a todo vapor, as provas do Enem começaram a ser enviadas nesta quinta-feira para pontos de armazenamento nos estados. De lá os malotes seguem nos dias de realização do exame, em novembro, para os mais de 1,7 mil municípios de aplicação, com escolta policial e rastreamento por satélite. E este ano será reforçado o esquema para detectar o uso de pontos eletrônicos nos locais de aplicação de provas, é o que explica o ministro da Educação em exercício, Henrique Sartori.

 

Ministro da Educação em exercício - Henrique Sartori: A segurança ela foi reforçada, quintuplicando ainda mais esse sistema de detecção de fraudes, garantindo esse espaço, tanto para segurança do próprio Inep, do examinando, quanto também para a previsão de resultados.

 

Repórter João Pedro Neto: Além do reforço nos detectores, também serão mantidos os mecanismos de segurança do exame de anos anteriores, como detectores de metal nos locais da aplicação, provas personalizadas com código de barras, nome e inúmeros de inscrição do participação do participante, identificação biométrica e lacres eletrônicos nos malotes. A estratégia de segurança é feita em parceria com a Polícia Federal. E com cerca de 5,5 milhões inscrições confirmadas é uma operação de grande porte, como destaca o ministro em exercício, Henrique Sartori.

 

Ministro da Educação em exercício - Henrique Sartori: Esse ano são mais de 5,5 milhões de inscritos confirmados. Nós temos mais de 10 mil salas de aula envolvidas nesse processo, com mais de 600 mil profissionais envolvidos, e, ao mesmo, tempo trazendo, primando pela qualidade desse exame. É um superlativo, do tamanho do Brasil.

 

Repórter João Pedro Neto: Uma novidade na edição desse é a possibilidade de pedido de reaplicação das provas, na página do participante na internet. Só terá direito à replicação quem comprovar ter sido prejudicado por problemas logísticos ou de infraestrutura, como, por exemplo, queda de energia. Reportagem, João Pedro Neto.

 

Luciano: E o ministro da Educação interino, Henrique Sartori, falou sobre a possibilidade de alteração da data de início do Horário de Verão, marcado para o dia 4 de novembro.

 

Gabriela: Com o Horário de Verão, os relógios precisariam ser adiantados em uma hora, justamente no primeiro dia da prova, o que poderia prejudicar os participantes.

 

Luciano: A mudança ainda não foi definida, como conta o ministro interino.

 

Ministro da Educação em exercício - Henrique Sartori: Essa articulação o Ministério tem feito com Casa Civil, com o Presidente Michel Temer, ele tem sido muito sensível à questão e eu acredito que nos próximos dias... nos próximos dias teremos uma resposta.

 

Gabriela: E mais uma novidade sobre o Enem, o Inep informou que vai colocar no portal a videoprova em Libras do Enem.

 

Luciano: A mudança é para que pessoas surdas ou com deficiência auditiva possa estudar pelas provas anteriores no formatado adequado.

 

Gabriela: Em Belém, capital do Pará, um projeto vai reduzir pela metade o desperdício de água que sai dos reservatórios e tem como destino a casa dos consumidores

 

Luciano: Em outros municípios, ações podem estimular o uso da bicicleta para melhorar a mobilidade urbana.

 

Gabriela: Agora, projetos sustentáveis como esses vão contar com até R$ 1 bilhão.

 

Repórter Cleide Lopes: Melhorar a qualidade do atendimento à população. Essa é a ideia do Programa Cidades Inovadoras, que vai financiar atividades que promovam o desenvolvimento sustentável das regiões brasileiras. O presidente da República, Michel Temer, disse que ele representa um salto nas áreas de ciência e tecnologia e ajuda a prosperar os municípios.

 

Presidente Michel Temer: O fator de desenvolvimento do país está exatamente nos municípios. Quando os municípios crescem e prosperam, prosperam os estados e prospera a União Federal. Nós temos que acompanhar a inovação tecnológica, e, por isso, que o projeto que é passo um importantíssimo para ciência brasileira, mas é um passo importantíssimo para que nós revelemos que o Brasil realmente está hoje no século XXI.

 

Repórter Cleide Lopes: Os projetos prioritários do Programa Cidades Inovadoras são de áreas como saneamento e recursos hídricos, mobilidade urbana, eficiência enérgica e energias renováveis. Os investimentos são de R$ 1 bilhão em dois anos. Os recursos vão garantir cidades mais modernas e sustentáveis, como explica o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab.

 

Ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações - Gilberto Kassab: É algo que vai contribuir para que as cidades, através das prefeituras, possam se modernizar, possam construir políticas públicas sustentáveis, e, com isso, possam contribuir com um Brasil cada vez melhor, cada vez mais eficiente no que diz respeito à administração pública.

 

Repórter Cleide Lopes: Todos os projetos serão selecionados pela Finep, a Agência Pública de Pesquisa e Inovação. O presidente da Finep, Ronaldo Camargo, deu um exemplo de um projeto na área de saneamento que está sendo desenvolvido no Pará, que poderá ter acesso a esses recursos.

 

Presidente da Finep - Ronaldo Camargo: Eles vão começar a controlar as perdas de água da estação de tratamento até o consumidor final, só isso vai reduzir em quase 50% a água perdida. Este é um projeto que Finep total condição de financiar.

 

Repórter Cleide Lopes: Bancos de desenvolvimento, agências de fomento e instituições financeiras vão repassar os recursos a prefeituras, governos estaduais, empresas de economia mista ou empresas privadas interessadas em desenvolver os projetos de inovação. Reportagem, Cleide Lopes.

 

Luciano: E um excelente exemplo de cidade que vem investimento em inovação é Palmas, na divisa entre Paraná e Santa Catarina.

 

Gabriela: Lá, já faz mais de 20 anos que se produz energia eólica gerada pela força dos ventos.

 

Luciano: Esse tipo de energia limpa já responde por cerca de 8% de toda a matriz energética do país, e está em crescimento.

 

Gabriela: O repórter Nei Pereira foi até a região, que está se tornando um polo de geração de energia eólica.

 

Repórter Nei Pereira: O inverno perde força em muitas regiões do país, mas em Palmas, no Sul do Paraná, a temperatura ainda chega perto de zero grau e os campos amanhecem brancos da geada. A cidade é uma das mais frias e também uma das que mais venta no estado. Lá, turbinas com grandes hélices suspensas em torres de concreto de até cem metros de altura aproveitam a força do vendo para produzir limpa. Há 20 anos a Companhia de Energia do Paraná, a Copel, construiu no local a primeira usina eólica do Sul do Brasil. São cinco aerogeradores que serviram de base para a empresa criar outros parques do tipo pelo país, como explica José Marques, diretor de Desenvolvimento de Negócios da Copel.

 

Diretor de Desenvolvimento de Negócios da Copel - José Marques: Nosso parque na época já era tipicamente hidráulico, e investir em energia eólica permitiu que a gente soubesse um monte de coisas, como operá-la, como colocar no sistema, que não é uma coisa tão simples, e nos permitiu hoje ter um parque enorme do Rio Grande do Norte.

 

Repórter Nei Pereira: A região, que fica na divisa entre Paraná e Santa Catarina, está se tornando um polo de geração de energia eólica. No município catarinense de Água Doce ,são mais de cem aerogeradores em funcionando. Já do lado paranaense, o parque será ampliado com a construção do Complexo Eólico Palmas II. Para isso um consórcio de cinco empresas privadas vai construir mais cem torres com capacidade para gerar até 200 megawatts de energia, o suficiente para atender uma cidade de 240 mil habitantes. De acordo com Ivo Pugnaloni, presidente da Enerbios, uma das empresas sócias do negócio, o empreendimento vai atender grandes consumidores.

 

Presidente da Enerbios - Ivo Pugnaloni: O principal objetivo é colocar isso à disposição das indústrias, dos consumidores de maior porte, que podem adquirir essa energia renovável por um preço muito melhor do que é... do que eles têm hoje das concessionárias.

 

Repórter Nei Pereira: Pelo projeto, que está previsto para terminar em 2023, as torres vão ter 140 metros de altura e vão ocupar uma área de 16 mil hectares. Segundo o engenheiro ambiental Victor Kyochi Bernardes, as usinas eólicas têm baixo impacto no meio ambiente.

 

Engenheiro ambiental - Victor Kyochi Bernardes: A gente concluiu, né, que os impactos ambientais são muito poucos. O que geralmente se fala é impacto visual, mas aqui na região de Palmas, como a gente pode ver, a gente já convive, né, com esse ambiente com eólica e a população não considera isso como um impacto negativo.

 

Repórter Nei Pereira: Outra vantagem da energia eólica é que as torres ocupam pouco espaço, as terras continuam a ser usadas para agricultura e pecuária e ainda oferecem renda extra para os proprietários. Rodrigo Keppe é um dos produtores rurais que decidiu fazer parte do projeto em Palmas. Só na propriedade dele vão ser instaladas 15 torres.

 

Produtor rural - Rodrigo Keppe: Que a fonte básica é agricultura e pecuária, mas como nós somos uma das poucas áreas do Paraná que são beneficiadas pelo vento, né, isso vem agregar a valor na renda do produtor e é uma renda expressiva, não é pouca coisa, assim, não, é muito boa.

 

Repórter Nei Pereira: As usinas eólicas respondem por cerca de 8% da energia produzida no Brasil e vem crescendo a cada ano. De junho de 2017 a junho desde ano o aumento foi superior a 20% nessa fonte. Para o secretário de Energia do Ministério de Minas e Energia, Ildo Grüdtner, o país tem potencial para produzir mais.

 

Secretário de Energia do Ministério de Minas e Energia - Ildo Grüdtner: É claro que os ventos no Nordeste são ventos melhores porque eles têm uma permanência maior, né? Mas a gente também tem ventos na região Sul e Sudeste.

 

Repórter Nei Pereira: Segundo a Associação Brasileira de Energia Eólica, o Brasil tem mais de 500 parques eólicos instalados e já é o sétimo no ranking mundial de produção de eletricidade por meio da força do vento. De Palmas, no Paraná, Nei Pereira.

 

Luciano: Micro, pequenas e médias empresas e também pessoas físicas vão poder financiar equipamentos para geração de energias renováveis, como placas de energia solar, por exemplo.

 

Gabriela: Os recursos são do BNDES, e os financiamentos têm taxas de juros reduzidas e o pagamento só começa depois de dois anos.

 

Repórter Luana Karen: As linhas vão contar com R$ 2,228 bilhões para financiar sistemas de geração de energia solar, eólica e de aquecimento da água por meio de placas solares. Poderão contratar as linhas condomínios, empresas, cooperativas, produtores rurais e até pessoas físicas. O presidente do BNDES, Diogo Oliveira, estima que, em até cinco anos, o consumidor tenha um retorno do investimento em energia renovável.

 

Presidente do BNDES, Diogo Oliveira Ou seja, é, inclusive, viável do ponto de vista financeiro, e é, acima de tudo, uma ação que se coaduna com todos os esforços que o governo tem feito na área ambiental.

 

Repórter Luana Karen: Segundo a Agência Internacional de Energia, o Brasil é o terceiro maior gerador de energias renováveis no mundo. O presidente Michel Temer destacou que além dos avanços ambientais, os financiamentos do BNDES atendem a uma função social.

 

Presidente Michel Temer: Vocês estão financiamento famílias para usarem a energia limpa. Então, é interessante que este... que está utilização tem duas vertentes, uma é a vertente social, que vai permitir que pessoas até gastem menos com energia, mas num segundo ponto, que é a questão ambiental. Então, desenvolvimento sustentável se revela precisamente nestes momentos, portanto, aqui a nossa atenção, de todos nós, se volta para os indivíduos, e, naturalmente, para aquelas micro e pequenas empresas.

 

Repórter Luana Karen: A linha BNDES Finame poderá financiar até 100% do valor total dos equipamentos, com a até dez anos para pagar e dois anos de carência. A taxa final para micro, pequenas e médias empresas nesta modalidade devem ficar em torno de 1,3% ao mês. Já para pessoa física, estão disponíveis recursos do Fundo do Clima, criado há dez anos para apoiar projetos que minimizem impactos no meio ambiente. A linha tem taxa final estimada em 4,5% ao ano, e para prazos de pagamento de 12 anos, com dois anos de carência. Reportagem, Luana Karen.

 

Luciano: E as linhas de financiamento do BNDES podem ser usadas para produzir energia solar.

 

Gabriela: Um tipo de energia que causa menos impacto no meio ambiente e já está ajudando muitos consumidores a reduziram suas contas de luz.

 

Luciano: Para se ter uma ideia do crescimento, do ano passado para cá surgiram quase 30 mil pequenas usinas de energia solar no país.

 

Repórter Yuri Guerreiro: Um dia de sol é especialmente comemorado pelo perito criminal aposentado em Brasília, Gonçalo Barros, depois da instalação de 22 painéis solares na sua casa, ele passou a pagar apenas a taxa mínima da distribuidora de energia. Uma economia de mais de R$ 4 mil em seis meses. Bom para o bolso e também para o meio ambiente, como conta Gonçalo.

 

Perito criminal aposentado - Gonçalo Barros: Essa usina minha vai gerar 750 quilowatts/hora e chegou em torno de R$ 32 mil, e agora chegou a vez de eu fazer essa usina. Então, eu resolvi fazer porque, de fato, não só o aspecto financeiro que pega nisso aí, mas, principalmente, para demonstrar que a gente pode, sim, melhorar esse país.

 

Repórter Yuri Guerreiro: O investimento da instalação dos painéis solares se paga em, aproximadamente, cinco anos e eles duram mais de 25 anos. O diretor comercial de uma empresa que instala painéis em Brasília, Daniel Sebben, fala sobre as vantagens.

 

Diretor comercial - Daniel Sebben: Já tem algum tempo que as pessoas não instalam geração fotovoltaica só pelo bem que ela faz ao meio ambiente, mas, sim, pelo benefício econômico que isso traz.

 

Repórter Yuri Guerreiro: Na usina solar instalada em 2016, na cobertura do prédio do Ministério de Minas e Energia, 192 painéis solares geram de 5% a 7% do consumo de todo o edifício. De acordo com o secretário de Energia do Ministério, Ildo Grüdtner, esse tipo de geração ainda é complementar às outras fontes.

 

Secretário de Energia do ministério - Ildo Grüdtner: A energia elétrica de fontes renováveis, por exemplo, a eólica e a solar, elas não causam esses aspectos, né, e aí elas acabam efetivamente tendo uma maior facilidade. A solar vai pelo mesmo caminho também, né? Então, dessa a gente consegue uma matriz de energia renovável única no mundo. O Brasil é um dos países que tem a sua matriz, inclusive, a enérgica em maior percentual de energias renováveis.

 

Repórter Yuri Guerreiro: Para o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica, André Pepitone, os brasileiros estão começando a ver com outros olhos esse tipo de geração elétrica.

 

Diretor-geral da Aneel - André Pepitone: É uma iniciativa boa porque ela está alinhada com a preocupação ambiental que a sociedade hoje vive, nós temos um o Acordo de Paris. O Brasil assumiu pactos arrojados de reduzir emissões e estamos falando aqui de uma geração renovável, uma geração sustentável e que tem uma tendência de avançar.

 

Repórter Yuri Guerreiro: As fontes de energia elétrica renováveis representam cerca de 90% da produção total no país, e com uso da geração solar em casas, prédios públicos e comerciais, a tecnologia tem se popularizado cada vez mais, como explica o diretor comercial, Daniel Sebben.

 

Diretor comercial - Daniel Sebben: Quando você fala de energia solar, energia eólica também, eu não vejo como sendo energias alternativas, eu vejo elas como sendo obrigatórias, até dado o nosso perfil de consumo de energia e também o cenário nacional de aumento de consumo, a dificuldade que a gente vai ter de construir grandes usinas hidrelétricas, como foram feitas do passado.

 

Repórter Yuri Guerreiro: Em 2016, o Brasil contava com mais de 8,4 mil pequenas usinas de geração solar instaladas, em agosto deste ano já eram mais de 37 mil. Reportagem, Yuri Guerreiro.

 

Gabriela: Última chamada.

 

Luciano: Termina amanhã o prazo para quem tem menos de 60 anos sacar a cota do PIS/Pasep.

 

Gabriela: Mais de 4 milhões de pessoas com direito ainda não fizeram o saque.

 

Luciano: Os detalhes para saber se você é uma delas daqui a pouco, nesta edição.

 

Gabriela: Terminou agora pouco, no Rio de Janeiro, o maior encontro de óleo e gás da América Latina.

 

Luciano: O Presidente Michel Temer participou do encerramento do encontro e disse que o setor voltou a atrair investimentos.

 

Gabriela: E afirmou ainda que as reservas de petróleo do Pré-Sal garantem ainda mais investimentos para o futuro.

 

Presidente Michel Temer: Nós passamos a ter opções em lugar de amarras. Portanto, é com um abertura e competição, isto me dirijo especialmente àqueles investidores estrangeiros que, eventualmente, estejam aqui que, nós estamos conseguindo aproveitar tamanha riqueza, porque, com isso, nós voltamos a atrair investimentos, voltamos a atrair tecnologias, né? Até porque o Pré-Sal é talvez a mais importante fronteira de inovação tecnológica.

 

Luciano: Termina amanhã o prazo para quem tem menos de 60 anos sacar as cotas do fundo PIS/Pasep, isso para quem trabalhou em empresas ou no setor público de 1971 a 1988.

 

Gabriela: Mais de 4 milhões de pessoas que têm direito a receber o benefício ainda não fizeram o saque.

 

Repórter Pablo Mundim: Depois de 36 anos, a professora Zana Chaves, moradora de Barbacena, interior de Minas Gerais, recebeu o dinheiro das cotas do PIS/Pasep. Dinheiro que ela não esperava, mas aproveitou para fazer uma utilização profissional.

 

Professora - Zana Chaves: Eu queria muito fazer um seminário, o Seminário Internacional de Educação, aí a coincidência foi muito boa, que esse dinheiro me possibilitou fazer o seminário.

 

Repórter Pablo Mundim: Assim como a pedagoga Zana Chaves, milhares de brasileiros com menos de 60 anos e que trabalharam com Carteira assinada entre 1971 a 1988 têm direito a receber o pagamento das cotas do PIS/Pasep. São mais de R$ 6 bilhões disponíveis para saque até esta sexta-feira. De acordo com o último balanço do Ministério do Planejamento, mais de 4 milhões de pessoas nessa faixa etária ainda não retiraram os recursos. Aqueles que optarem por não sacar o dinheiro até o prazo, não perdem o direito ao benefício, mas terão que cumprir as regras normais. Para saber o saldo ou se tem direito ao benefício, o trabalhador pode acessar os sites da Caixa, no caso do PIS, no caixa.gov.br/cotaspis, e do Banco do Brasil no caso do Pasep, no bb.com.br/pasep. As agências da Caixa abriram mais cedo nessa quinta-feira e vão abrir amanhã também para facilitar o atendimento. Reportagem, Pablo Mundim.

 

Luciano: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Gabriela: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Luciano: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Gabriela: Fique agora com as Notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite.

 

Luciano: Boa noite para você e até amanhã.

 

"A Voz do Brasil, Governo Federal".