29/03/17 - A Voz do Brasil

Governo atualiza regras para inspeção de carnes, leite, ovos e mel. Presidente Michel Temer afirma que o foco é evitar fraudes e manter a qualidade dos alimentos. E em evento com empresários estrangeiros, Temer apresenta medidas do governo para retomar o crescimento econômico e faz um convite. Menos empregos, menor arrecadação de impostos. Vamos mostrar o impacto que o contrabando e a pirataria trazem para a economia do país. Maior qualidade de som e imagem. A partir de amanhã, moradores de São Paulo vão contar somente com o sinal digital de tevê.

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Transcrição


A VOZ DO BRASIL - 29/03/2017

 

 

Apresentador Airton Medeiros: Em Brasília, 19h00.

 

Apresentadora Gláucia Gomes: Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do governo federal que movimentaram o país no dia de hoje.

 

Airton: Olá, boa noite.

 

Gláucia: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Airton: Quarta-feira, 29 de março de 2017.

 

Gláucia: E vamos ao destaque do dia: governo atualiza regras para inspeção de carnes, leite, ovos e mel. Presidente Michel Temer afirma que o foco é evitar fraudes e manter a qualidade dos alimentos.

 

Presidente Michel Temer: Portanto, os consumidores de alimentos, além daquela inspeção que já se faz rotineiramente e que dá absoluta tranquilidade para o consumidor brasileiro e para o estrangeiro, com isto aumenta ainda mais esta garantia.

 

Airton: E em evento com empresários estrangeiros, Temer apresenta medidas do governo para retomar o crescimento econômico e faz um convite.

 

Presidente Michel Temer: Aos investidores eu digo sem medo de errar podem investir no Brasil. O Brasil está tendo rumo, o Brasil está sendo colocado nos trilhos.

 

Gláucia: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Airton: Hoje nós vamos mostrar o impacto que o contrabando e a pirataria trazem para a economia do país: menos empregos, menor arrecadação de impostos.

 

Gláucia: Maior qualidade de som e imagem. A partir de amanhã moradores de São Paulo vão contar somente com o sinal digital de TV.

 

Airton: A Voz do Brasil de hoje, na apresentação de Gláucia Gomes e Airton Medeiros.

 

Gláucia: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, é fácil: basta acessar www.voz.gov.br.

 

Airton: O Brasil tem agora novas regras para inspeção sanitária e de produtos de origem animal como carnes, leite, ovos e mel.

 

Gláucia: Uma das mudanças é o aumento do rigor nas punições para frigoríficos e empresas que cometerem irregularidades.

 

Repórter Beatriz Amiden: O decreto ajusta a fiscalização às novas tecnologias e às necessidades dos consumidores. Isso inclui uma preocupação maior dos empresários com o meio ambiente e com o bem-estar animal. Além disso, as penalidades para quem infringir as normas serão mais rígidas, incluindo a perda do SIF em casos mais graves, como explicou o secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Omar Novak.

 

Secretário-Executivo do Ministério da Agricultura - Omar Novak: Trouxemos penalidades leves, graves, gravíssimas. Com três penalidades gravíssimas durante um ano ele tem o seu SIF cassado, ou seja, ele não vai poder mais comercializar.

 

Repórter Beatriz Amiden: O presidente Michel Temer disse que as mudanças atualizam o setor de fiscalização sanitária e destacou que o texto faz parte de um esforço do governo para a desburocratização do setor.

 

Presidente Michel Temer: É parte de um esforço que significa uma fiscalização também rigorosa e também uma desburocratização desse setor. Embora nós tenhamos, foram anunciadas aqui, penas mais duras para infrações no processamento dos produtos de origem animal, também teremos mais transparência e objetividade nessa fiscalização.

 

Repórter Beatriz Amiden: Michel Temer também anunciou a liberação de R$ 1 bilhão para linhas de crédito destinadas a pecuaristas. Essa decisão acompanha uma das mudanças no decreto que pretende valorizar mais os pequenos produtores. De acordo com o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, o dinheiro vai ajudar também os setores que tiveram prejuízos com a queda das exportações nas últimas semanas.

 

Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - Blairo Maggi: Muitos frigoríficos, muitas empresas exportadoras provavelmente terão um caixa menor, eles faturarão menos do previsto e menos do necessário para bancar as suas contas, os funcionários e fazer com que a máquina continue funcionando. Então, a intervenção que o Banco do Brasil está fazendo é colocando à disposição uma ponte, fazendo uma ponte exatamente para que eles possam ultrapassar esses momentos difíceis e chegar do outro lado.

 

Repórter Beatriz Amiden: O governo também comemorou a decisão do Irã de retomar as importações de carne do Brasil. De acordo com o presidente Michel Temer, o Irã é um mercado importante, responsável por US$ 380 milhões de exportações de carne brasileira. Reportagem, Beatriz Amiden.

 

Airton: E o presidente Michel Temer voltou a afirmar que a questão sobre a restrição à carne brasileira no mercado externo está sendo superada.

 

Gláucia: Temer participou de encontro com agricultores que apresentaram propostas para facilitar o escoamento da produção do país.

 

Repórter Paulo La Salvia: A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, CNA, entregou um conjunto de propostas ao presidente Michel Temer para melhorar a logística e o escoamento da produção agropecuária do país. Entre as iniciativas está a consolidação dos corredores logísticos de escoamento de grãos das regiões Norte e Nordeste e Centro-Oeste, que servem para descongestionar os portos do Sul e do Sudeste. O presidente Michel Temer agradeceu o trabalho da CNA, se comprometeu a estudar as sugestões apresentadas e apontou o setor agropecuário como fundamental para a economia brasileira. Michel Temer também falou sobre a recuperação de mercados para a carne brasileira depois da Operação Carne Fraca, que apura irregularidades na concessão de licenças para a produção e venda do produto.

 

Presidente Michel Temer: Está sendo superado. Veja bem, ainda remanesce a questão da União Europeia, terá novas conversações agora durante essa semana e semana que vem, técnicos virão para cá para fazer também, naturalmente, um exame, uma inspeção, mas veja que em pouquíssimo tempo vários países que iriam eventualmente embargar não o fizeram, não é? E, portanto, revelando a higidez da carne brasileira.

 

Repórter Paulo La Salvia: A CNA também sugeriu que se ampliem os novos modelos de concessão com a participação da iniciativa privada e que o transporte hidroviário seja encarado como uma alternativa concreta. Reportagem, Paulo La Salvia.

 

Airton: E em um evento com investidores estrangeiros em São Paulo, o presidente Michel Temer explicou as reformas que o governo está promovendo para retomar o crescimento econômico.

 

Gláucia: Reformas que estão dando a confiança para que os empresários voltem a investir no país.

 

Repórter Luana Karen: O presidente Michel Temer falou para uma plateia de investidores internacionais sobre as medidas tomadas para combater a crise econômica, sanear as contas públicas e, assim, retomar a confiança no país. Michel Temer destacou o diálogo que mantém com o Congresso Nacional, que tornou possível a aprovação de propostas importantes para o país, como a que criou um teto para os gastos públicos.

 

Presidente Michel Temer: A primeira questão que nós enfrentamos foi a questão do teto dos gastos públicos, uma coisa que era mal vista pela classe política e também, interessante, pelos brasileiros em geral, e que num prazo curto nós conseguimos aprovar o teto dos gastos públicos.

 

Repórter Luana Karen: O presidente reforçou a importância das reformas trabalhista e previdenciária e incentivou os empresários a investir no Brasil.

 

Presidente Michel Temer: Aos investidores eu digo sem medo de errar: podem investir no Brasil. O Brasil está tendo rumo, o Brasil está sendo colocado nos trilhos e quem vier depois de mim encontrará um país em que a locomotiva pode andar tranquilamente, que os trilhos estarão colocados.

 

Repórter Luana Karen: Michel Temer também destacou o compromisso do governo com a responsabilidade social, com medidas como a valorização do Bolsa-Família, a retomada do Minha Casa, Minha Vida e o incentivo à geração de empregos. Reportagem, Luana Karen.

 

Airton: E entre as reformas que o presidente citou aos empresários está a da Previdência.

 

Gláucia: A proposta do governo vai ter uma alteração: servidores públicos estaduais e municipais vão ficar de fora da reforma.

 

Airton: As mudanças no regime de aposentadoria desses servidores, quando necessárias, vão ficar a cargo de prefeituras e governos estaduais.

 

Gláucia: A ideia do governo é que os estados façam as alterações nas previdências em até seis meses.

 

Airton: Em reunião com senadores para discutir o tema, o presidente Michel Temer confirmou a intenção de sugerir a inclusão desse prazo no texto da reforma.

 

Gláucia: Segundo o secretário de Previdência Social, Marcelo Caetano, o assunto está sendo discutido com parlamentares.

 

Secretário de Previdência Social - Marcelo Caetano: Nos estados se mantêm a autonomia federativa, mas dentro de princípios de harmonização. A proposta do Executivo é essa e tem que naturalmente haver um diálogo juntamente com o Congresso. Naturalmente que o Congresso é totalmente soberano para fazer essa alteração.

 

Airton: Entre outros pontos, a proposta do governo federal prevê que a idade mínima para conseguir aposentadoria é de 65 anos, com pelo menos 25 anos de contribuição tanto para homens quanto para mulheres.

 

Gláucia: 19hs09min, em Brasília.

 

Airton: Crimes que trazem prejuízo, muito prejuízo para a economia do país.

 

Gláucia: Vamos mostrar, daqui a pouco, os impactos que o contrabando e a pirataria trazem para o nosso dia a dia.

 

Airton: Uma imagem bem melhor.

 

Gláucia: Mais nítida, com mais qualidade e que dá para ver até os detalhes.

 

Airton: É, a TV digital está se tornando uma realidade em todo o país.

 

Gláucia: Hoje, à meia-noite, mais de sete milhões de família de São Paulo desligam definitivamente o sinal analógico e passam a operar com o sinal digital.

 

Repórter Gabriela Noronha: Quanto mais nítida a imagem na tela da televisão melhor, não é? Isso é possível com o sinal digital. Na TV digital a imagem tem o dobro de definição e muito mais brilho, e essa qualidade vai chegar a todos os brasileiros. Em todo o país a TV analógica vai ser totalmente substituta pela TV digital. Hoje é a vez da cidade de São Paulo e outros 38 municípios da região metropolitana terem o antigo sinal da TV analógica desligado. O presidente da Agência Nacional de Telecomunicações, Anatel, Juarez Quadros, confirma que a região está preparada para a mudança.

 

Presidente da Agência Nacional de Telecomunicações - Juarez Quadros: Como a televisão brasileira é uma das melhores do mundo quanto a conteúdo, programação, e agora com a qualidade da transmissão isso se torna ainda mais rico.

 

Repórter Gabriela Noronha: A cerimônia de homologação ocorreu em Brasília. O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, comemora o avanço na qualidade da TV.

 

Ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações - Gilberto Kassab: Existia muita expectativa em relação à cidade de São Paulo e à Grande São Paulo, até porque estamos falando de aproximadamente 7,5 milhões de famílias que seriam atingidas por esse desligamento. Hoje nós temos plena convicção de que será um sucesso.

 

Repórter Gabriela Noronha: São Paulo é o terceiro lugar a desligar totalmente o sinal analógico. A primeira cidade foi Rio Verde, em Goiás. Há quatro meses o sinal foi desligado em Brasília e nas cidades do entorno. O ministro Gilberto Kassab adiantou que a próxima etapa do desligamento será em Goiânia.

 

Ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações - Gilberto Kassab: Esperamos cumprir o cronograma estabelecido para que o mais rápido possível, até 2018 conforme o cronograma, possamos estar oferecendo para a grande maioria dos brasileiros a televisão com imagem digital.

 

Repórter Gabriela Noronha: Para sintonizar os canais abertos vai ser preciso instalar uma antena digital e um conversor se o aparelho não for digital. Beneficiários de programas sociais como o Bolsa-Família estão recebendo gratuitamente kits de antena e receptor digital. Com a mudança, a TV NBR, TV do Poder Executivo Federal, passa a ser no canal 62.2 na capital paulista. Na NBR é possível acompanhar os eventos do governo federal, entrevistas de ministros e discursos da presidência da República, ao vivo, além de programas sobre políticas públicas na TV. Reportagem, Gabriela Noronha.

 

Airton: Fala a verdade, você que está em casa nos ouvindo algum dia já comprou um produto pirata?

 

Gláucia: Pois é, não é difícil achar a venda por aí de CDs, DVDs piratas ou cigarros e óculos falsificados, não é mesmo, Airton?

 

Airton: Muita gente não pensa nessa hora, Gláucia, mas está contribuindo com alguns crimes ao comprar esses produtos, sem falar nos prejuízos para a economia do país.

 

Gláucia: Por isso, o governo, organizações da sociedade civil e Congresso Nacional lançaram hoje uma campanha para combater crimes de contrabando e pirataria.

 

Airton: Uma das organizações que participa da campanha estima que só no ano passado o país teve um prejuízo de R$ 130 bilhões com o contrabando, isso contando os empregos que deixam de ser gerados e os impostos que não são pagos, por exemplo.

 

Repórter Mara Kenupp: O contrabando de armas, drogas e cigarros ilegais, por exemplo, incentiva o crescimento do crime e da violência no país, e é para combater esse problema que o governo juntou forças com organizações sociais para lançar a campanha pelo fim do contrabando. O presidente do Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial e do Fórum Nacional Contra a Pirataria e Ilegalidade, Edson Vismona, falou dos prejuízos que os crimes acarretam para o país.

 

Presidente do Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial e do Fórum Nacional Contra a Pirataria e Ilegalidade - Edson Vismona: O prejuízo é de R$ 130 bilhões, perdas setoriais mais sonegação, que equivale a R$ 41 bilhões de sonegação para o estado brasileiro.

 

Repórter Mara Kenupp: Durante o lançamento da campanha, o ministro da Justiça, Osmar Serraglio, e representantes de instituições que combatem o contrabando, assinaram um protocolo de intenções contendo ações para coibir os crimes. Entre as medidas, uma atuação conjunta de órgãos fiscalizadores nas fronteiras brasileiras, principalmente entre Brasil e Paraguai. Outro objetivo é sensibilizar a sociedade sobre os impactos que o mercado ilegal traz para os consumidores, como explica o ministro Osmar Serraglio.

 

Ministro da Justiça - Osmar Serraglio: Quem compra um simples par de óculos de sol falsificado está sujeito a doenças oculares como fotoalergia, catarata, degeneração da visão central e câncer de pele na região das pálpebras. A categoria mais perigosa é a dos medicamentos. O maior problema dos remédios piratas é a falta de informação sobre a quantidade de droga ingerida.

 

Repórter Mara Kenupp: A campanha "O Brasil que nós queremos" conta com o apoio do governo federal e de mais 70 instituições empresariais e organizações da sociedade civil. O site da campanha é: www.naoaocontrabando.com.br. Reportagem, Mara Kenupp.

 

Gláucia: Mais de 12 mil pessoas estão pela segunda vez tratando a tuberculose nos hospitais públicos.

 

Airton: Muitas pessoas começam a se curar, melhoram um pouco e abandonam o tratamento. Elas não sabem que tempos depois a doença volta ainda mais forte.

 

Gláucia: Uma campanha nacional contra a tuberculose quer alertar a população sobre a importância de completar este tratamento.

 

Repórter Nei Pereira: Há cinco anos, uma doença na pele trouxe transtorno ao corretor de imóveis José Ives Frota Filho. Ele procurou um dermatologista, mas o problema continuava. Foram oito meses fazendo exames até descobrir que se tratava de tuberculose cutânea, um tipo raro da doença. Depois disso, foram mais seis meses de tratamento.

 

Corretor de Imóveis - José Ives Frota Filho: Em termos de medicamento, não pode ter uma falha de um dia. São seis meses ininterruptos. Aí depois desses seis meses você volta ao médico para ver se não tem nenhum resquício do bacilo, né?

 

Repórter Nei Pereira: Embora existam casos raros de tuberculose, o tipo mais comum é a pulmonar. Só no ano passado foram registrados mais de 66 mil novos casos da doença e quase 13 mil em retratamento, ou seja, pessoas que abandonaram o tratamento inicial. Para marcar o Dia Mundial de Combate à Tuberculose, o Ministério da Saúde lançou uma campanha nacional para sensibilizar a população sobre a importância de aderir e, principalmente, completar o tratamento da doença, que tem duração de pelo menos seis meses. A coordenadora do Programa Nacional de Combate à Tuberculose, Denise Arakaki, destaca o apoio de todos para combater a doença.

 

Coordenadora do Programa Nacional de Combate à Tuberculose - Denise Arakaki O tratamento é importantíssimo ser levado até ao fim. Se o paciente desiste no meio do caminho do tratamento, o bacilo que ele tem pode se tornar resistente, e aí o tratamento, ele é muito mais longo.

 

Repórter Nei Pereira: O pneumologista Ricardo Martins alerta para que pessoas com sintomas da doença procurem um médico.

 

Pneumologista - Ricardo Martins: Duas semanas de tosse, procure o serviço de saúde. Se junto com essas duas semanas de tosse vier febre, perda de peso e muito suor durante a noite, mais um motivo para procurar o serviço de saúde. É preciso que a pessoa saiba que o tratamento é inteiramente gratuito, é fornecido pelo governo brasileiro, não há falha de medicação.

 

Repórter Nei Pereira: O Brasil já conseguiu atingir as metas dos Objetivos do Milênio de combate à tuberculose e, em 2015, assumiu um novo desafio com o compromisso global de reduzir 95% das mortes e 90% do índice de incidência da doença até 2035. Reportagem, Nei Pereira.

 

Airton: Bactérias cada vez mais fortes e resistentes a antibióticos.

 

Gláucia: O uso de medicamentos sem prescrição médica está dando origem a uma geração de bactérias resistentes.

 

Airton: É, e esse problema causa preocupações no mundo todo.

 

Gláucia: Países da América e da Europa se reuniram hoje, em Brasília. O Brasil já prepara um plano nacional que deve ser anunciado até maio.

 

Repórter Jéssica do Amaral: A resistência a antibióticos é um problema mundial e afeta tanto a saúde humana quanto a animal. Para a saúde humana a principal preocupação é com o surgimento de bactérias resistentes aos medicamentos conhecidos, o que pode levar doenças simples a se tornarem mortais. O ministro da Saúde, Ricardo Barros, destaca as ações para combater o problema.

 

Ministro da Saúde - Ricardo Barros: No mundo estima-se que 700 mil pessoas morram anualmente em decorrência de resistência aos antimicrobianos. Isso significa que o tratamento com alguns antibióticos convencionais não tem se mostrado eficaz. Entre os esforços nós ressaltamos a experiência brasileira de obrigatoriedade de retenção de prescrição para antibióticos nas farmácias.

 

Repórter Jéssica do Amaral: Já a médica Marcela Montandon lembra os cuidados que as pessoas devem tomar com o uso de antibióticos.

 

Médica - Marcela Montandon: As pessoas usam sem saber como usar e por tempo curto de antibiótico, aí isso gera muitos problemas.

 

Repórter Jéssica do Amaral: Outra preocupação é com a produção agropecuária. O uso excessivo de antibióticos em animais aumenta a resistência a micro-organismos e, assim, ameaça toda a produção rural e traz riscos para a saúde animal e também para a saúde das pessoas. O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, ressalta o esforço do Brasil em buscar uma produção cada vez mais sustentável.

 

Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - Blairo Maggi: Toda a produção agropecuária brasileira tem ampla base ambiental e social, o que a torna uma das mais sustentáveis do mundo. A sustentabilidade do sistema de produção brasileiro permite que o nosso país abasteça o mercado interno e, ao mesmo tempo, seja um importante fornecedor de alimentos para outros países. Hoje o país é o terceiro maior exportador de alimentos do mundo.

 

Repórter Jéssica do Amaral: Para enfrentar o problema, o governo brasileiro elabora ainda o Plano de Ação Nacional de Prevenção e Controle de Resistência aos Antimicrobianos, com ações para o uso responsável de antibióticos no país, como explica o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

 

Ministro da Saúde - Ricardo Barros: O Plano de Controle de Resistência Antibacteriano já está em fase de validação. Nós devemos validar o nosso texto provavelmente antes da reunião da Assembleia da Organização Mundial de Saúde em maio.

 

Repórter Jéssica do Amaral: O plano é uma recomendação da Organização Mundial da Saúde, a OMS. Reportagem, Jéssica do Amaral.

 

Airton: É, e são 300 dias de nova gestão do Ministério da Saúde. Quase R$ 3 bilhões economizados.

 

Gláucia: O dinheiro poupado foi reinvestidos em outras áreas do próprio Ministério, como a compra de mais remédios, vacinas e do melhor medicamento que existe no mundo para o tratamento da Aids.

 

Airton: As ações do Ministério também diminuíram em mais de 75% dos casos de dengue, chikungunya e zika vírus em relação ao ano passado.

 

Repórter Luana Karen: Os recursos foram reaplicados integralmente no próprio setor, como explica o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

 

Ministro da Saúde - Ricardo Barros: Toda economia é reaplicada em mais serviços de saúde. Credenciamos R$ 1,3 bilhão em novos serviços de saúde em todo o país, adquirimos muito mais medicamentos, ampliamos o acesso das pessoas ao tratamento, especialmente hepatite C, e agora o objetivo é economizar ainda mais para podermos aplicar recurso na atenção básica, que será a prioridade nossa deste ano.

 

Repórter Luana Karen: A economia permitiu a compra de cinco milhões de doses extras da vacina contra a difteria, tétano e coqueluche. Também foi possível adquirir medicamento para tratamento de HIV em crianças e adolescentes. Em outra frente de atuação, políticas adotadas pelo Ministério da Saúde resultaram na redução de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. Em janeiro e fevereiro deste ano, o país teve queda de 91% dos casos de dengue, 79% dos registros de chikungunya e 96% dos casos de zika, comparado ao mesmo período do ano passado. O desafio agora, segundo o ministro da Saúde, é conter o avanço da febre amarela.

 

Ministro da Saúde - Ricardo Barros: Nos já distribuímos 20 milhões de doses extras de vacina, estamos com plena capacidade de produção da Fiocruz. Onde existem focos está havendo o controle e vamos controlando os focos para que a gente não tenha a urbanização da febre amarela.

 

Repórter Luana Karen: O ministro Ricardo Barros informou ainda que o Ministério da Saúde habilitou 126 novos unidades de pronto-atendimento, forneceu 340 novas ambulâncias para a renovação da frota do Samu em 19 estados e aumentou a oferta de medicamentos na farmácia pública. Reportagem, Luana Karen.

 

Gláucia: Antes de encerrar, nós temos aqui uma última notícia. Vamos falar do imposto de renda. O prazo para a entrega da declaração termina no dia 28 de abril.

 

Airton: No último balanço, a Receita Federal informou que recebeu aproximadamente seis milhões de declarações, 20% do total esperado, de mais de 28 milhões de documentos.

 

Gláucia: E essas foram as notícias do governo federal.

 

Airton: Uma realização da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Gláucia: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Airton: Fique agora com o Minuto do TCU e, em seguida, as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. E tenham uma boa noite.

 

Gláucia: Boa noite para você e até amanhã.