29 DE SETEMBRO DE 2017

Destaques da Voz do Brasil: Número de desempregados cai mais uma vez no Brasil, segundo IBGE. Dia D de inclusão em todo o país oferecem vagas de trabalho a pessoas com deficiência. Microempreendedor Individual tem até segunda pra acertar débitos dos impostos. Prazo para adesão ao Refis foi prorrogado.

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Transcrição


Apresentador Nasi Brum: Em Brasília 19h.

 

"Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá. Boa noite.

 

Nasi: Uma boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Sexta-feira, 29 de setembro de 2017.

 

Nasi: Vamos ao destaque do dia.

 

Gabriela: Número de desempregados cai mais uma vez. Natália Melo.

 

Repórter Natália Melo: Com isso o Brasil passa a ter menos 658 mil pessoas desocupadas, ou seja, aquelas que estão disponíveis para trabalhar, mas não conseguem emprego.

 

Nasi: E no Dia D de inclusão, em todo o país, empresas oferecem vagas de trabalho a pessoas com deficiência. José Luiz Filho.

 

Repórter José Luiz Filho: Há 26 anos a chamada Lei de Cotas obriga empresas com mais de cem funcionários a preencher entre 2% e 5% das vagas com trabalhadores com algum tipo de deficiência.

 

Gabriela: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Nasi: Microempreendedor individual tem até segunda para acertar débitos dos impostos.

 

Gabriela: E quem tem dívida com a Receita vai ter mais tempo para aderir ao Refis, o prazo foi prorrogado hoje.

 

Nasi: E vamos detalhar ainda o novo teto do crédito consignado. Governo anunciou segunda queda nos juros este ano.

 

Gabriela: Hoje na apresentação da Voz do Brasil: Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Nasi: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar: www.voz.gov.br.

 

Gabriela: O número de brasileiros empregados cresceu no país entre junho e agosto deste ano na comparação com os três meses anteriores.

 

Nasi: E mais um sinal de recuperação econômica do país o estudo do IBGE, divulgado hoje, revelou que mais de 650 mil pessoas conseguiram uma vaga de trabalho.

 

Repórter Natália Melo: Eduardo Lima tem 22 anos e trabalha como garçom no Rio de Janeiro. Depois de seis meses fazendo bicos, veio a oportunidade para atender no restaurante. Agora, com a Carteira de Trabalho assinada, Eduardo afirma que o período está mais favorável para o mercado de trabalho.

 

Garçom - Eduardo Lima: Está melhor, está melhorando sim. A minha expectativa é trabalhar, manter e segurar.

 

Repórter Natália Melo: O aumento do número de pessoas empregadas foi destaque na última publicação com o IBGE sobre a situação do mercado de trabalho no país. De acordo com o estudo, a taxa de desocupação entre junho e agosto deste ano caiu de 13,3% para 12,6% na comparação com o período entre março e maio. Com isso, o Brasil passa a ter menos 658 mil pessoas desocupadas, ou seja, aquelas que estão disponíveis para trabalhar, mas não conseguem emprego. De acordo Cimar Azeredo, da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE, a maioria das vagas foi para o mercado informal.

 

Entrevistado - Cimar Azeredo: Até o momento o que se vê é o mercado que cresce com contingente expressivo de população ocupada. Nós já temos hoje um contingente maior de pessoas ocupadas do que tínhamos em 2016. Em momentos de crise, os primeiros avanços que se têm nessa saída da crise são através de vagas informais. Por um lado negativo, mas por outro é um lado de recuperação.

 

Repórter Natália Melo: Apesar do resultado, em 2017 o Brasil acumulou mais de 163 mil novas contratações com Carteira assinada, impulsionadas pelo avanço da indústria, da construção civil e do agronegócio. Para o Presidente Michel Temer a tendência é que esse número continue a crescer.

 

Presidente da República - Michel Temer: Até porque a indústria está retomando também as suas atividades, né? E na medida em que a indústria retome as suas atividades, na medida em que o agronegócio continue a prosperar, como está prosperando, o natural é que haja abertura de vagas. Então, abertura de vagas para trabalhadores, né? E esse é o nosso objetivo, um dos objetivos principais que é precisamente combater o desemprego no país.

 

Repórter Natália Melo: É o que espera Regina Alves, que parou de trabalhar cerca de um ano atrás para se dedicar a um curso de estética. Quando ela voltou a procurar emprego, em maio, não teve muita sorte. Mas com o anúncio de novas vagas que viu pela internet, ela já se sente mais otimista.

 

Entrevistada - Regina Alves: Porque aumentou a oferta. Ah, vi de drogarias, né? Porque eu também tenho vontade de trabalhar, assim, mercados também. E salão, também eu vi algumas vagas. Qualquer área para mim será válida.

 

Repórter Natália Melo: Ainda, segundo o IBGE, atualmente o Brasil conta com mais 91 milhões de pessoas ocupadas. Reportagem, Natália Melo.

 

Gabriela: E hoje foi o dia de esperança para milhares de trabalhadores com algum tipo de deficiência em todo o país.

 

Nasi: É, Gabriela, esperança de conseguir um emprego no Dia D de Inclusão Social e Profissional de Pessoas com Deficiência.

 

Nasi: As ações aconteceram em 15 estados e as empresas ofertaram 25 mil vagas de trabalho.

 

Repórter José Luiz Filho: Desde as primeiras horas do dia uma longa fila chamava a atenção de quem passava. Eram pessoas com deficiência, como dona Maria de Lourdes e o jovem Francismar Salvino, todos com o mesmo desejo.

 

Entrevistada - Maria de Lourdes: Procurando trabalho.

 

Repórter José Luiz Filho: E acha que vai conseguir?

 

Entrevistada - Maria de Lourdes: Eu acho.

 

Entrevistado - Francismar Salvino: Falaram que ia ter uma entrevista, né? E como eu estou à procura de emprego, tem que vir, né, tentando.

 

Repórter José Luiz Filho: Assim começou em São Paulo o Dia D de Inclusão Social e Profissional de Pessoas com Deficiência. Uma ação do Ministério do Trabalho realizada em todo o Brasil para aproximar empresas e trabalhadores com essas características. Cadeirante, o auxiliar administrativo Wagner dos Santos participou pela primeira vez do Dia D. Desempregado há um ano, ele gostou da iniciativa, preencheu várias fichas e aumentou a esperança de conseguir um emprego.

 

Auxiliar administrativo - Wagner dos Santos: Muitas pessoas conseguiram emprego com as iniciativas dessa, né?

 

Repórter José Luiz Filho: Vai ser a Dia D para você.

 

Auxiliar administrativo - Wagner dos Santos: De conseguir um trabalho.

 

Repórter José Luiz Filho: Na capital paulista cerca de 30 agências de emprego e empresas de todos os portes receberam currículos e fichas de pessoas com deficiência neste Dia D. Uma das empresas é um laboratório de medicina diagnóstica com 800 funcionários, que já tem cerca de 30 pessoas com deficiência no quadro, e, de acordo com a assistente de recrutamento e seleção, Tamires Alves, quer contratar ainda mais.

 

Assistente de recrutamento e seleção - Tamires Alves: Nós temos hoje vagas para auxiliar de enfermagem, recepcionistas e operador de atendimento.

 

Repórter José Luiz Filho: Quantas vagas são?

 

Assistente de recrutamento e seleção - Tamires Alves: Em média, seis vagas para cada área aí, né? De auxiliar, call center, recepção.

 

Repórter José Luiz Filho: Há 26 anos a chamada Lei de Cotas obriga empresas com mais de cem funcionários a preencher entre 2% e 5% das vagas com trabalhadores com algum tipo de deficiência. Mas, mesmo com determinação legal e com a fiscalização do Ministério do Trabalho, estima-se que apenas 40% das vagas sejam preenchidas, por isso, ações como o Dia D são importantes, explica o coordenador do Projeto de Inclusão da Pessoa Com Deficiência no Mercado de Trabalho Formal da Superintendência Regional do Trabalho em São Paulo, José Carlos do Carmo.

 

Coordenador do Projeto de Inclusão da Pessoa Com Deficiência no Mercado de Trabalho Formal da Superintendência Regional do Trabalho em São Paulo - José Carlos do Carmo: São momentos importantes em que nós promovemos a aproximação de empresas que estão querendo contratar as pessoas com deficiência e as próprias pessoas com deficiência que procuram o emprego.

 

Repórter José Luiz Filho: Seguir a lei não é caridade, é abrir as portas do mercado de trabalho para pessoas como o porteiro Silvio Teófilo, que está desempregado há três meses e não vê a hora de voltar a trabalhar.

 

Porteiro - Silvio Teófilo: Isso é o importante, sair do desemprego, porque, depois, o resto a gente conquista.

 

Repórter José Luiz Filho: Só em São Paulo, 1.200 vagas foram oferecidas para pessoas com deficiência neste Dia D de inclusão, uma pequena parte das mais de 25 mil oportunidades disponíveis para estes trabalhadores em todo o Brasil no Sine, o Sistema Nacional de Emprego do Ministério do Trabalho. Reportagem, José Luiz Filho.

 

Nasi: E o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, participou o Dia D em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

 

Gabriela: Ele reconheceu a importância dessa mobilização e revelou que o governo vai ampliar as ferramentas para que pessoas com deficiência tenham mais facilidade em encontrar um emprego.

 

Ministro do Trabalho - Ronaldo Nogueira: Um dia especial para aproximar o trabalhador que tem necessidades especiais. O Ministério do Trabalho está, além desta ação, que é uma ação presencial, nós estaremos colocando à disposição deste público ferramentas através... tanto através do Portal Emprega Brasil, como através do aplicativo Sine Fácil, para que esse público possa ter uma facilidade maior para ter a devida informação, e, por consequência, o acesso a essas vagas existentes.

 

Nasi: Se você é um MEI, Microempreendedor Individual, e tem débito interior a maio de 2016, aproveite a oportunidade para acertar a dívida.

 

Gabriela: Até segunda-feira o parcelamento dos boletos atrasados pode ser feito em até 120 meses.

 

Repórter Nathália Koslyk: Os microempreendedores individuais que tiverem débito até maio de 2016 com a Receita Federal têm até a próxima segunda-feira para regularizar a situação com condições especiais. A dívida pode ser parcelada em até 120 vezes, com prestação de mínima de R$50,00. Após esse prazo, o parcelamento só poderá ser feito em até 60 meses. O presidente do Sebrae, Guilherme Afif, explica a importância do parcelamento especial.

 

Presidente do Sebrae - Guilherme Afif: É importante que ele corra para poder parcelar num prazo maior, até porque ele passa a recuperar aquele direito dele de ter aposentaria calculada, ter o auxílio-doença, ter o auxílio-natalidade, enfim, os benefícios sociais.

 

Repórter Nathália Koslyk: Dora Carvalho é boleira e está montando um buffet em São Paulo. Ela tornou-se uma pequena empresária em 2010. Pensando em manter a segurança dos benefícios previdenciários, correu para quitar os boletos em atraso e regularizar sua situação na Receita.

 

Boleira - Dora Carvalho: Ah, o MEI já não paga um encargo maior, ele só paga aquele encargo da Previdência. Se a gente pode manter ele em dia, ótimo, porque pelo menos você tem alguma coisa para reivindicar. Se você não está pagando, você fica sem cobertura nenhuma. A importância de voltar a pagar é de você restabelecer os seus direitos.

 

Repórter Nathália Koslyk: Desde de julho, mais de 67 mil Microempreendedores Individuais negociaram mais R$120 milhões com a Previdência Social. O pedido de parcelamento pode ser feito pela internet no endereço: portaldoempreendedor.gov.br. Reportagem, Nathália Koslyk.

 

Nasi: E quem tem débitos vencidos com a Receita Federal vai ter mais tempo para acertar a dívida.

 

Gabriela: O prazo para aderir ao Programa Especial de Regularização Tributária foi prorrogado até o dia 31 de outubro.

 

Nasi: A prorrogação do prazo de adesão ao programa, que prevê descontos em multas e juros aos devedores do fisco, foi publicada hoje no Diário Oficial da União.

 

Gabriela: Quem aderir deve lembrar que agora deverá pagar acumuladamente três parcelas.

 

Nasi: E a mesma medida também prorrogou para o dia 30 de novembro o prazo de adesão ao Programa de Regularização Tributária Rural.

 

Gabriela: O empréstimo consignado tem taxas de juros que estão entre os mais baixos do mercado.

 

Nasi: E isso é possível porque as prestações do pagamento são descontadas diretamente no salário ou na aposentaria de quem pega o crédito.

 

Gabriela: Ontem a gente falou aqui na Voz do Brasil do anúncio do Presidente Michel Temer para uma redução ainda maior nesses juros.

 

Nasi: Agora as taxas para serviços públicos, aposentados, servidores públicos, aposentados e pensionistas do INSS vão ficar ainda menores.

 

Repórter João Pedro Neto: O empréstimo consignado é uma modalidade de crédito conhecida de muita gente.

 

Entrevistado: Acho melhor, é mais prático. Eu usei porque eu comprei um terreno na Bahia, eu precisava construir, né?

 

Entrevistado: Eu peguei agora, faz pouco tempo, R$10 mil. A prestação é bem suave, vale a pena.

 

Repórter João Pedro Neto: E nessa semana o governo reduziu mais uma vez o teto dos juros desse tipo de empréstimo para servidores públicos, aposentados e pensionistas do INSS. Para os servidores o teto passa de 2,2% para 2,05% ao mês. Já no caso dos aposentados e pensionistas, a taxa máxima cai de 2,14% para 2,08% ao mês. O presidente da Associação Nacional de Aposentados, Mário Pegoraro, diz que a medida é bem-vinda.

 

Presidente da Associação Nacional de Aposentados - Mário Pegoraro: Quando você vai fazer um financiamento consignado, não precisa ter seguradora, o juro pode ser o quanto menor, melhor.

 

Repórter João Pedro Neto: Essa é a segunda redução do ano nas taxas do consignado para servidores públicos, aposentados e pensionistas, o que na avaliação do governo, deve estimular a concessão dessa modalidade de empréstimo. Para o ministro do Planejamento Orçamento e Gestão, Diogo Oliveira, além de ajudar na retomada da economia, a medida deve liberar espaço no orçamento das famílias.

 

Ministro do Planejamento Orçamento e Gestão - Diogo Oliveira: Essa redução significa uma economia de pagamento de juros dos servidores, dos aposentados de aproximadamente R$5 bilhões por ano. Isso é mais dinheiro que fica para o aposentado, para o servidor usar para as suas necessidades.

 

Repórter João Pedro Neto: O professor da Escola Nacional de Administração Pública, José Luiz Pagnussat, também avalia que a medida deve ajudar a movimentar a economia. E para quem quer tomar um empréstimo, o economista destaca que a modalidade é uma boa alternativa para substituir dívidas que custam mais caro, por exemplo, e que é preciso ter atenção na hora de contratar o crédito.

 

Professor da Escola Nacional de Administração Pública - José Luiz Pagnussat: Caso do trabalhador já esteja endividado em outros financiamentos é bom ele ter um certo cuidado para não comprometer em excesso o seu orçamento com o pagamento de prestações dos empréstimos que ele venha a obter.

 

Repórter João Pedro Neto: O saldo de empréstimos consignados no país hoje é de mais de R$300 bilhões. Reportagem, João Pedro Neto.

 

Gabriela: A falta de chuva em boa parte do país diminui a atividade das hidrelétricas e força o uso de termoelétricas para produzir energia elétrica.

 

Nasi: As termoelétricas usam combustível para como óleo, gás ou carvão para gerar eletricidade, por isso, é mais cara que a produzida pelas hidrelétricas.

 

Gabriela: A situação obrigou a Agência Nacional de Energia Elétrica, a Aneel, a anunciar hoje a bandeira tarifária vermelha patamar dois.

 

Nasi: Isso significa uma cobrança extra R$3,50 a cada 100 quilowatts/hora consumidos.

 

Gabriela: Em nota, a Aneel explica que a situação dos reservatórios das hidrelétricas é preocupante, mas que não há risco de faltar energia.

 

Gabriela: 19h15 em Brasília.

 

Nasi: E você vai ouvir ainda nesta edição.

 

Gabriela: Depois de uma semana, tropas das Forças Armadas deixam comunidade da Rocinha.

 

Nasi: E esta semana se comemorou o Dia Nacional do Surdo.

 

Gabriela: Hoje a Voz do Brasil mostra que o Rio de Janeiro existe um instituto federal com mais de 160 anos especializado na inclusão social de surdos.

 

Nasi: Segundo a IBGE, mais de 7 milhões de brasileiros possuem algum grau de deficiência auditiva e quase 3 milhões são totalmente surdos.

 

Repórter Natália Melo: O estudante Leonardo Cruz perdeu a audição quando ainda era criança. Hoje, aos 14 anos, é campeão de Jiu Jitsu. Com a ajuda de um intérprete, ele conta das vitórias que conquistou.

 

Intérprete: Eu pedi para entrar e treinar e comecei a treinar. O professor é muito bom, me aconselhava demais, e aí eu brigava às vezes na rua, e aí, isso me ajudou, né, a não ter esse comportamento. Isso foi importante para mim, foi bom para minha vida.

 

Repórter Natália Melo: Rodrigo Fialho em também não ouve e é monitor de Jiu Jitsu na mesma escola de Leonardo.

 

Intérprete: O surdo, ele pode ser igual aos ouvintes, né? Vários ouvintes aí fazem Jiu Jitsu, conseguem se desenvolver, e eu quero mostrar que eu também posso.

 

Repórter Natália Melo: Foi no Instituto Nacional de Educação de Surdos, o Ines, no Rio de Janeiro, que Leonardo e Rodrigo encontraram apoio para praticar o Jiu Jitsu. A escola, referência do Ministério da Educação, foi a primeira do Brasil construída exclusivamente para surdos, lá em 1857. Hoje são mais de 600 alunos desde a educação infantil até o Ensino Médio, que contam com aulas por meia da Língua Brasileira de Sinais e serviços de fonoaudiologia, psicologia e assistência social. No aniversário de 160 anos da instituição, a diretora Amanda Ribeiro comemora os avanços na legislação para este público.

 

Diretora - Amanda Ribeiro: A gente pode colocar como marco recente o Decreto que regulamentou a Libras como a segunda língua oficial do Brasil. Então, a Libras como língua oficial, garante ao surdo o acesso a espaços onde antes ele não tinha inserção.

 

Repórter Natália Melo: Carlos Augusto é professor do instituto há mais de 30 anos e acredita no esporte como um instrumento de inclusão.

 

Professor do instituto - Carlos Augusto Nós temos professores que desenvolvem atividades em basquete, em voleibol, em handebol, em futebol de salão. Esse ano a gente começou também com a vela.

 

Repórter Natália Melo: Além de oferecer Ensino Fundamental e Médio, o Ines também prepara os alunos para o mercado de trabalho por meio de cursos de ensino superior, como de pedagogia, o primeiro da América Latina voltado para surdos e ouvintes. Reportagem, Natália Melo.

 

Gabriela: Vinte e seis mil pessoas estão sendo treinadas pelo IBGE, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, para o Censo Agro 2017.

 

Nasi: E a partir da semana que vem eles começam a visitar 5 milhões de estabelecimentos agropecuários em todo o país.

 

Repórter Mara Kenupp: Denis Iacino, de 28 anos, foi um dos candidatos selecionados do Distrito Federal para fazer o treinamento de recenseador do IBGE, ele é estudante de engenharia, e, se der tudo certo, esse será seu primeiro emprego e a expectativa é grande.

 

Estudante de engenharia - Denis Iacino: É de fazer um excelente trabalho, não só pela remuneração, mas por conta da nossa responsabilidade como cidadãos brasileiros de contribuir de alguma forma ao nosso país.

 

Repórter Mara Kenupp: Em todo o país foram selecionadas 26 mil pessoas para fazer o levantamento do Censo Agropecuário 2017. Ao longo de cinco meses, os recenseadores vão visitar mais de 5 milhões de estabelecimentos agropecuários em todo o país. A intenção é saber, por exemplo, quem são os trabalhadores, qual o número de maquinário, quantas são as benfeitorias e o que vem sendo produzido. De acordo com o coordenador técnico do IBGE no Distrito Federal, João Alves de Lima, os dados vão permitir a criação de uma pesquisa nacional por amostra.

 

Coordenador técnico do IBGE no Distrito Federal - João Alves de Lima: Poderemos obter com essa pesquisa muitas informações sobre a atividade de produção, sobre crédito de produção, número de pessoas envolvidas na atividade e acompanhamento das safras.

 

Repórter Mara Kenupp: O levantamento começa agora em outubro e vai até fevereiro do ano que vem em mais de 4 mil municípios. O técnico agrícola, Moisés Bastos, de 55 anos, que também foi selecionado para o treinamento, falou da satisfação do trabalho que tem pela frente.

 

Técnico agrícola - Moisés Bastos: Eu estou me preparando. Espero sair daqui desse treinamento bem preparado para poder enfrentar essa grande tarefa.

 

Repórter Mara Kenupp: Esse será o Décimo Censo Agropecuário realizado no país. Reportagem, Mara Kenupp.

 

Gabriela: As tropas federais deixaram hoje a Rocinha, na zona sul do Rio de Janeiro.

 

Nasi: Novecentos e cinquenta homens do Exército, Marinha e Aeronáutica se revezaram durante uma semana no combate ao conflito entre traficantes e policiais.

 

Gabriela: A situação é considerada estável e a Polícia Militar, junto com a Unidade de Polícia Pacificadora da Rocinha, vão continuar na comunidade.

 

Nasi: Além disso, as tropas federais continuam o apoio às forças policiais locais no combate à criminalidade em outras operações.

 

Repórter Carolina Rocha: As tropas federais começaram a deixar a Rocinha na madrugada desta sexta-feira. Militares do Exército, Marinha e Aeronáutica fizeram um cerco à comunidade durante oito dias. O emprego das Forças Armadas foi autorizado depois da solicitação feita pelo governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão. O ministro da Defesa, Raul Jungmann, explicou porque as Forças Armadas estão se retirando.

 

Ministro da Defesa - Raul Jungmann: A Rocinha se encontrava em estado de guerra entre bandos há cinco dias. Hoje já não existe essa situação, o comércio voltou a reabrir, as aulas estão acontecendo e a população transita na comunidade, o que não vinha acontecendo. Em segundo lugar, é importante também dizer que nós temos informações que aquele bandido, chefe do bando que gerou toda essa... esse conflito, ele já não se encontrava na Rocinha. Não se encontrando na Rocinha, não fazia sentido manter aquele efetivo lá paralisado.

 

Repórter Carolina Rocha: Nesta sexta-feira também foi apresentado um balanço da operação, que começou antes mesmo do uso das tropas federais. Foram identificados 81 criminosos e expedidos 54 mandados de prisão e um mandado de busca e apreensão de um adolescente infrator, 11 pessoas foram presas e um menor apreendido. Raul Jungmann afirmou que durante a ocupação não teve confronto com moradores.

 

Ministro da Defesa - Raul Jungmann: Durante essa intervenção não tivemos nenhuma bala perdida, nós não tivemos nenhuma criança, que, graças a Deus, não foi baleada, e, tão pouco, nenhum morador ferido.

 

Repórter Carolina Rocha: Ao secretário de estado do Rio de Janeiro, Roberto Sá, agradeceu o apoio do Governo Federal.

 

Secretário de estado do Rio de Janeiro - Roberto Sá: São 43 milhões de metros quadrados no entorno de 750 mil metros quadrados de área habitada. Então, é algo muito complexo e fica aqui o nosso agradecimento pelo empenho e pela pronta resposta do Governo Federal neste momento através das Forças Armadas.

 

Repórter Carolina Rocha: Outras operações de segurança para combater a criminalidade e o roubo de cargas vêm sendo realizadas nos últimos dois meses no Rio de Janeiro, com o apoio da Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal. 117 pessoas já foram presas e seis menores apreendidos. Foram achados 26 fuzis, 19 pistolas, 19 granadas, uma espingarda calibre 12 e dois revólveres. Foram apreendidas mais de 2 toneladas de maconha, 14 quilos de cocaína e 165 pedras de crack. Sete criminosos morreram durante as operações. Reportagem, Carolina Rocha.

 

Gabriela: 19h23 em Brasília.

 

Nasi: Uma página na internet ajuda os agricultores familiares a acompanharem a publicação de editais do Programa de Aquisição de Alimentos.

 

Gabriela: Isso facilita o acesso desses produtores que, num clique, acessam às oportunidades de venda da produção.

 

Repórter André Luiz Gomes: Décio Nonemacher, de 51 anos é agricultor familiar em Harmonia, município gaúcho a 80 quilômetros de Porto Alegre. Na propriedade, ele cria suínos há 20 anos. Desde o ano passado, junto com a Cooperativa Ouro Sul, Décio comercializa a carne dos animais para a Universidades Federais do Rio Grande do Sul e de Santa Maria, por meio da modalidade compra institucional, do Programa de Aquisição de Alimentos, o PAA.

 

Agricultor familiar - Décio Nonemacher: Para nós gera uma certa tranquilidade, porque é um mercado certo, não é 'mês que vem não existe mais'. E é um mercado bom, porque, de modo geral, para nós é interessante.

 

Repórter André Luiz Gomes: O Ministério do Desenvolvimento Social criou o Portal Compras da Agricultura Familiar. A ferramenta facilita o acesso dos agricultores às oportunidades e dos órgãos públicos a alimentos de qualidade produzidos na região onde atuam. Caroline Ferreira é gestora de negócios da Cooperativa Ouro Sul, a mesma que o seu Décio faz parte. Segundo Caroline, o portal vem ajudando a dar maior visibilidade nos produtos e a alcançar novos mercados.

 

Gestora de negócios da Cooperativa Ouro Sul - Caroline Ferreira: Foi proporcional ao alcance nacional de editais de chamada pública, né? Então, a gente agora consegue ter uma visualização aí para todo o Brasil.

 

Repórter André Luiz Gomes: Para acessar os editais de compras abertas em todo o país e as cooperativas cadastradas basta acessar o portal: www.comprasagriculturafamiliar.gov.br. Reportagem, André Luiz Gomes.

 

Gabriela: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Nasi: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Gabriela: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Nasi: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite e um bom fim de semana.

 

Gabriela: Uma boa noite para você e até segunda.

 

"Brasil, ordem e progresso".