30 DE JANEIRO DE 2019 - PODER EXECUTIVO

Destaques da Voz do Brasil: Força-tarefa vai garantir escoamento de grãos do Mato Grosso até o Norte do País. A ação conta com o apoio das Forças Armadas, Polícia Federal e DNIT. Governo libera mais R$ 300 mil para agricultores familiares de Brumadinho. Nossa equipe segue no local e dá os detalhes das buscas por vítimas. Você conhece uma agência barco? A Caixa Econômica Federal atende a população ribeirinha nos rios da Amazônia. E agora, com uma parceria com a Marinha, esse serviço será ampliado. E amanhã é o último dia para se cadastrar no Simples Nacional. O empresário que perder o prazo só poderá fazer a inscrição no ano que vem.

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Transcrição

Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do governo federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá, boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Quarta-feira, 30 de janeiro de 2019.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia.

 

Gabriela: Força-tarefa vai garantir o escoamento de grãos do Mato Grosso até o norte do país.

 

Nasi: A ação conta com o apoio das Forças Armadas, Polícia Federal, e Dnit.

 

Gabriela: Ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes, disse que o objetivo é dar segurança aos produtores.

 

Ministro da Infraestrutura - Tarcísio Gomes: Montamos uma grande operação para evitar atoleiros, evitar problemas e dar certeza para os produtores que a safra vai conseguir chegar ao seu destino.

 

Nasi: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Gabriela: Governo libera mais R$ 300 mil para agricultores familiares de Brumadinho.

 

Nasi: Nossa equipe segue no local e dá os detalhes das buscas por vítimas.

 

Gabriela: Você conhece uma agência-barco? A Caixa Econômica Federal atende a população ribeirinha nos rios da Amazônia.

 

Nasi: E agora com uma parceria com a Marinha esse serviço será ampliado. Graziela Mendonça.

 

Repórter Graziela Mendonça: São mais quatro embarcações da Marinha somadas às duas da Caixa, levando serviços bancários e sociais para quem mais precisa.

 

Gabriela: E amanhã é o último dia para se cadastrar no Simples Nacional. O empresário que perder o prazo só poderá fazer a inscrição no ano que vem.

 

Nasi: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil: Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Gabriela: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar: www.voz.gov.br .

 

Nasi: Todo ano a gente acompanha a dificuldade dos caminhoneiros para atravessar a BR-163.

 

Gabriela: Os atoleiros estão por toda a parte e dificultam a passagem de quem precisa levar a produção agrícola do Centro-Oeste até o Norte.

 

Nasi: Pois é, Gabriela, e já prevendo essa situação mais uma vez, o governo iniciou a Operação Radar.

 

Gabriela: Uma força-tarefa vai facilitar o escoamento dessa produção com uma ação conjunta de vários órgãos.

 

Nasi: Hoje a rodovia não tem pavimentação em dois trechos e por isso precisa dessa ação coordenada do governo federal.

 

Gabriela: Os investimentos para garantir o transporte da produção agrícola chegam a R$ 4 milhões.

 

Repórter Gabriela Noronha: A meta principal da Operação Radar, que já está em curso, é garantir o escoamento da safra na BR-163, que liga os municípios de Sinop, no Mato Grosso, e Santarém, no Pará, são 1.300 quilômetros de extensão, sendo que alguns trechos não têm pavimentação, como explica a ministra da Agricultura, Tereza Cristina.

 

Ministra da Agricultura - Tereza Cristina: A cada ano vem se intensificando a saída pelo Arco Norte, né? E a importância dessa operação para que a gente não tenha de novo aquelas imagens na televisão de caminhão atolado, caminhoneiro sem condições de estar ali, sem água, sem alimentação, enfim, tendo toda uma movimentação, hoje há planejamento para que isso não aconteça.

 

Repórter Gabriela Noronha: Na apresentação da operação nesta quarta-feira em Brasília, o ministro da Defesa, Fernando Azevedo, ressaltou o trabalho integrado do governo nessa operação.

 

Ministro da Defesa - Fernando Azevedo: Uma marca no início desse governo é integração entre os nossos ministérios.

 

Repórter Gabriela Noronha: A Operação Radar conta com o apoio de funcionários do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte, o Dnit, e da Polícia Rodoviária Federal, que disponibilizou 60 homens para ações de policiamento na região, como detalha o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro.

 

Ministro da Justiça e Segurança Pública - Sérgio Moro: A Polícia Rodoviária Federal vai estar atenta, já mobilizada, para dar segurança e tranquilidade ao escoamento na BR-163, atuando diretamente na orientação do trânsito, do policiamento rodoviário e mesmo com a realização de ações de apoio nas proximidades da rodovia.

 

Repórter Gabriela Noronha: Estão previstos três boletins diários informando aos caminhoneiros sobre o tráfego na rodovia. E o Exército também dá apoio na área de saúde e alimentação, com 200 homens em ação, de acordo com o general Viana Rabelo.

 

General - Viana Rabelo: O nosso compromisso é de manter essa trafegabilidade durante 24 horas, sete dias por semana. Também prestamos apoio de saúde, temos ambulância e médico, apoio de água, alimentação, além do apoio de comunicações aos usuários ali por meio de equipamento de rádio, de satélite.

 

Repórter Gabriela Noronha: Para o produtor de soja do Paraná, Márcio Bonezzi, melhorar as condições de escoamento da produção é fundamental para o agronegócio continuar crescendo no Brasil.

 

Produtor de soja do Paraná - Márcio Bonezzi: Há uma dificuldade de exportação dos grãos e isso nos torna menos competitivos com os outros países.

 

Repórter Gabriela Noronha: A Operação Radar conta com R$ 4 milhões em investimentos e o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes, explicou que o governo quer finalizar a pavimentação de mais um trecho na BR-163 ainda neste ano.

 

Ministro da Infraestrutura - Tarcísio Gomes: E a finalidade dessa operação é responder aqueles trechos não pavimentados, que é onde a gente tem atoleiros, gargalos, e é o que a gente quer evitar esse ano.

 

Repórter Gabriela Noronha: De acordo com dados do Ministério da Agricultura, a estimativa é de que a produção de grãos do país seja de mais de 237 milhões de toneladas este ano, 4,5% a mais do que na safra passada. Reportagem: Gabriela Noronha.

 

Nasi: E nós agora voltamos a falar da situação em Brumadinho, onde uma barragem da mineradora Vale se rompeu na sexta-feira passada.

 

Gabriela: Até agora já foram confirmadas 99 mortes e 259 pessoas continuam desaparecidas.

 

Nasi: A repórter Luana Karen está em Minas Gerais desde a última sexta-feira e traz as novidades do dia. Boa noite, Luana.

 

Repórter Luana Karen (ao vivo): Boa noite, Nasi, Gabriela e ouvintes da Voz do Brasil. As buscas por desaparecidos continuaram nesse sexto dia de operações, mas as chances de encontrar vítimas vivas vêm diminuindo a cada dia. Hoje, eu andei por alguns locais atingidos e conversei com moradores. Vamos ouvir.

 

 

Repórter Luana Karen: Logo na entrada da cidade, flores e fotos expressam a saudade deixada por quem partiu. Nas ruas de Brumadinho, não é difícil achar alguém que tenha sido afetado pelo rompimento da barragem da Mina do Feijão. O aposentado Ezequiel Oliveira está sem notícias do sobrinho, Marciel Oliveira Arantes, que trabalhava como técnico na Vale. Seis dias após a tragédia, sabe que a possibilidade de encontrar Marciel com vida é remota.

 

Aposentado - Ezequiel Oliveira: Estou na espera, mas é muito difícil. Três dias a gente esperava, mas, agora, a partir de três dias a gente já não tem esperança mais não.

 

Repórter Luana Karen: Eu fui até o Parque da Cachoeira, uma das regiões mais afetadas pelo rompimento da barragem, e o que encontrei lá foi um cenário devastado, a lama destruiu várias casas. Encontrei nos escombros de uma residência objetos que mostram que aquele lugar foi um dia um lar, roupas, geladeira, potes de sorvete vazios no armário da cozinha, tudo amontoado entre ferros retorcidos e pedaços de tijolos. Cheguei ao local quando um helicóptero do Corpo de Bombeiros estava fazendo buscas na região, ele sobrevoava bem próximo ao mar de lama, na tentativa de achar algum sinal de corpo. O microempreendedor Paulo Ribeiro mora em Brumadinho há 25 anos e conhecia bem a região do Parque da Cachoeira.

 

Microempreendedor - Paulo Ribeiro: Essa parte é uma parte baixa, né? Aqui tinha bastante casas mesmo, não tinha pouca casa, não, tinha bastante casa. E foi levando essa... as casas da parte baixa, né?

 

Repórter Luana Karen: Paulo perdeu amigos e conhecidos na tragédia.

 

Microempreendedor - Paulo Ribeiro: Gente que eu estudei junto, que a minha esposa estudou junto, foram muitas pessoas que cresceram junto com a gente, vizinhos de onde eu moro agora, que a gente perdeu eles, vizinhos de que quando antes de eu casar também que a gente cresceu junto, na mesma vila. Ao todo foram... que a gente conhece, que eu conheço são 17 que foram encontrados, mas tem uma lista ainda grande que a gente fica ansioso para saber notícias, sabe?

 

Repórter Luana Karen: Localizado a cerca de 50 quilômetros de Belo Horizonte, Brumadinho é cortada pelo Rio Paraopeba, que agora também exibe na água avermelhada as marcas da tragédia. Com quase 40 mil habitantes e ares de interior, o município tem na mineração uma das principais fontes de recursos. De Brumadinho, em Minas Gerais, Luana Karen.

 

Gabriela: E, Luana, hoje teve reforço nas equipes de busca e atendimento à população?

 

Repórter Luana Karen (ao vivo): Sim, Gabriela, todo dia chegam aqui reforços de profissionais para auxiliar nas buscas e no atendimento à população. Começaram a trabalhar hoje, por exemplo, 80 bombeiros de Goiás, São Paulo, Espírito Santo e Santa Catarina. Mais cedo, vi chegar também um ônibus com bombeiros do Rio de Janeiro. No próximo sábado, chegam 60 bombeiros que fazem parte da Força Nacional de Segurança Pública, além disso, um helicóptero da Força Nacional também está vindo para reforçar as ações. Nesta quarta-feira, 15 helicópteros trabalharam nas buscas, também hoje mais policiais militares vieram reforçar o patrulhamento, principalmente na área rural. Com os 400 PMs que chegaram já são quase mil policiais militares trabalhando na região. Já a Polícia Civil começou hoje a coletar material genético dos parentes das vítimas para ajudar na identificação de corpos. Além do DNA, a Polícia Civil está pedindo aos parentes que levem radiografias dentárias das vítimas ao IML.

 

Repórter Luana Karen (ao vivo): E, Luana, quais são as ações que o governo federal vem tomando para ajudar aí na situação?

 

Gabriela: São várias medidas, Nasi. Hoje o porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, detalhou o que será feito com os R$ 800 milhões para a assistência emergencial às famílias afetadas. O dinheiro deve ser usado para a compra de barracas, água, colchões, cestas básicas, por exemplo. O porta-voz também disse que o seguro-defeso, que é uma garantia de renda para pescadores artesanais de todo o país, na época em que não podem pescar, vai ser liberado para os profissionais da região e afirmou ainda que vai ter um apoio extra para agricultores familiares da cidade.

 

Porta-voz da Presidência da República - Otávio Rêgo Barros: Portaria do Ministério da Cidadania, ampliando o número de agricultores familiares que vendem seus produtos ao Programa de Aquisição de Alimentos. Atualmente são 43 agricultores beneficiados em Brumadinho. Serão disponibilizados mais R$ 300 mil para a execução do Programa de Aquisição Alimentar do município, além de 120 mil já disponíveis. A portaria será publicada na edição do Diário Oficial da União de quinta-feira, amanhã.

 

Repórter Luana Karen (ao vivo): E o ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, recomendou a adoção de medidas para imediata fiscalização de todas as barragens classificadas como de alto risco ou com dano potencial, de acordo com o relatório de segurança de barragens da Agência Nacional de Águas. Nasi e Gabriela.

 

Gabriela: Obrigada, Luana, pelas informações, ao vivo, na Voz do Brasil.

 

Nasi: Amanhã é o último dia para os micro e pequenos empresários entrarem no Simples Nacional.

 

Gabriela: E a última chance para que 500 mil empresas regularizem a situação e permaneçam no regime tributário.

 

Nasi: Os detalhes você ouve ainda nesta edição.

 

Gabriela: Quem quer ser médico já sabe que a jornada é longa, além do vestibular difícil, nem sempre a formação do profissional termina depois dos seis anos de faculdade.

 

Nasi: Os médicos que querem se especializar em alguma área precisam fazer pelo menos dois anos de residência, só depois desse período eles viram pediatras, obstetras, dermatologista ou oftalmologistas, por exemplo.

 

Gabriela: É, Nasi, e o Ministério da Saúde está oferecendo mil bolsas para residência médica, as inscrições ficam abertas até amanhã.

 

Repórter Luciana Colares de Holanda: Danielle Caiado Dragalzew tem 29 anos, ela se formou em medicina na cidade goiana de Anápolis, e agora cursa especialização no Distrito Federal. Há um ano, ela faz residência em clínica médica no Hospital Universitário de Brasília. A rotina é de 60 horas semanais de trabalho, um tanto pesada, segundo ela, mas necessária.

 

Residente em Medicina - Danielle Caiado Dragalzew: É uma rotina pesada, sim, mas ela é necessária para ser um bom profissional hoje em dia e ter um currículo melhor, uma experiência melhor.

 

Repórter Luciana Colares de Holanda: A residência é uma especialização opcional do médico depois de formado, ela pode ser feita em instituições de saúde públicas e privadas. Os candidatos a médicos residentes passam por uma seleção para fazer parte do programa. Se aprovados, trabalham dentro da área de especialização escolhida, sob a orientação de profissionais médicos. No Hospital Universitário de Brasília, são cerca de cem vagas todos os anos. O coordenador da Comissão de Residência Médica do HUB, Márcio Nakanishi, explica que a residência é uma pós-graduação.

 

Coordenador da Comissão de Residência Médica do HUB - Márcio Nakanishi: É um momento intenso de trabalho, de dedicação, trabalho em serviço, e aprendizado teórico-prático, em que ele está diante de todas as situações que ele vai encontrar na vida profissional.

 

Repórter Luciana Colares de Holanda: As vagas para residência ainda não são suficientes para todos os profissionais que se formam a cada ano no país, mas existe um esforço do governo federal para mudar esses números. O edital do Ministério da Saúde está concedendo cerca de mil vagas para residência médica, como cardiologia e anestesiologia, e também para a residência multiprofissional, para profissionais das áreas da saúde, como farmácia, psicologia e nutrição. Dayde Lane Mendonça, gerente de Estudo e Pesquisa do Hospital Universitário de Brasília, fala da importância dessa capacitação para outras áreas da saúde.

 

Gerente de Estudo e Pesquisa do Hospital Universitário de Brasília - Dayde Lane Mendonça: O objetivo da residência multiprofissional é você formar profissionais de diferentes áreas profissionais, como enfermagem, nutrição, farmácia, psicologia, para que eles possam desenvolver competências em serviços de saúde, mas para atuarem de forma interprofissional e assim garantir a integralidade da atenção à saúde ao paciente.

 

Repórter Luciana Colares de Holanda: Podem participar do edital de bolsas do Ministério da Saúde: instituições públicas municipais, estaduais e do Distrito Federal, instituições de privadas sem fins lucrativos e instituições federais vinculadas ao Ministério da Educação. As inscrições são feitas pelo site: sigresidencias.saude.gov.br. Reportagem: Luciana Colares de Holanda.

 

Nasi: O presidente Jair Bolsonaro reassumiu hoje a função depois de passar por uma cirurgia na segunda-feira.

 

Gabriela: E nós vamos falar, ao vivo, com o repórter Ricardo Ferraz, que está em São Paulo, no hospital onde o presidente foi operado, e mais informações. Boa noite, Ricardo.

 

Repórter Ricardo Ferraz (ao vivo): Boa noite, Nasi, Gabriela e ouvintes da Voz do Brasil. O boletim divulgado hoje pela equipe médica que acompanha o presidente Jair Bolsonaro informa que ele recebeu alta da Unidade de Terapia Intensiva e apresenta boa recuperação. O presidente, inclusive, realizou exercícios de fisioterapia, mas por ordem médica as visitas estão restritas. O porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, informou que os despachos e atos administrativos com ministros e assessores devem ocorrer por vídeo ou audioconferência.

 

Porta-voz da Presidência da República - Otávio Rêgo Barros: Encontra-se em uma recuperação plena, não obstante, precisa manter-se descansando um pouco mais, daí a razão de nós estabelecermos a possibilidade de despachos via videoconferência ou audioconferência. E assim, a partir de amanhã, caso se faça necessário, o presidente estabelecerá os contatos com os seus ministros, e a partir deste contato, definirá as diretrizes que devem ser esboçadas a eles com relação a Brumadinho e outras ações do próprio governo federal. Os ministros farão, se necessário, as suas consultas por meio videoconferência ou audioconferência, testamos os dois sistemas e funcionaram perfeitamente.

 

Repórter Ricardo Ferraz (ao vivo): Por enquanto, não há compromissos oficiais para essa quinta-feira na agenda do Presidente da República. De São Paulo, Ricardo Ferraz.

 

Gabriela: Abrir uma conta bancária, pedir um empréstimo, ter acesso aos programas sociais do governo.

 

Nasi: Serviços básicos para quem vive na cidade, mas para quem está em comunidades ribeirinhas, o acesso a esses serviços às vezes é muito difícil.

 

Gabriela: E é por isso, Nasi, que a Caixa Econômica Federal está ampliando o atendimento itinerante feito por meio de barcos.

 

Nasi: Com a novidade, 200 mil pessoas vão passar a ter acesso aos serviços do banco.

 

Repórter Graziela Mendonça: Navegar pelos rios da Amazônia levando serviços bancários a quem não tem acesso. Esse é o objetivo das agências-barco da Caixa Econômica Federal, que atendem cerca de 20 mil pessoas em cada viagem, como o Anderson Nonato, morador de uma comunidade ribeirinha do município de Careiro da Várzea, do Amazonas. Ele fala como esse atendimento facilitou a sua vida.

 

Entrevistado - Anderson Nonato: Se não tivesse a agência-barco aqui no município, eu ia ter que sair da minha residência, gastar um pouco mais de dinheiro, eu ia ter que pegar uma lancha e me deslocar até Manaus, pegar ônibus, passar por toda essa dificuldade e procurar uma agência. É gratificante a vinda da Caixa até aqui.

 

Repórter Graziela Mendonça: E agora mais gente vai poder contar com esses serviços, é que a Caixa fez uma parceria com o Ministério da Defesa para ampliar o atendimento. São mais quatro embarcações da Marinha somadas às duas da Caixa, levando serviços bancários e sociais para quem mais precisa, como explica o presidente da Caixa, Pedro Guimarães.

 

Presidente da Caixa - Pedro Guimarães: Nós vamos colocar nos barcos da Marinha de um a dois funcionários, que vão oferecer também aos ribeirinhos serviços bancários básicos, incluindo produtos de abertura de conta, de consignado, de seguros, o cartão Bolsa Família.

 

Repórter Graziela Mendonça: Com a parceria, a Caixa vai ter um incremento de mais de 200 mil atendimentos por ano. E por onde o barco passa deixa a população satisfeita, é o que conta o gerente José William Rodrigues, um dos idealizadores da agência-barco.

 

Gerente - José William Rodrigues: No dia da primeira viagem de trabalho desta unidade, um cidadão de 70 e poucos anos entrou para abrir sua conta na Caixa, a primeira conta da vida. Nesse dia, esse cidadão deixou o sapato de fora da agência para não sujar a agência. Olha o carinho que a unidade é tratada.

 

Repórter Graziela Mendonça: Segundo o presidente, Pedro Guimarães, a ideia é aproximar o banco da população e pensar em políticas para quem mais precisa.

 

Presidente da Caixa - Pedro Guimarães: É fundamental para a Caixa a aproximação dessa base da população mais carente, que mais precisa do governo, da Caixa, e que a gente está indo 'in loco'.

 

Repórter Graziela Mendonça: O modelo agência-barco itinerante foi idealizado pela Caixa em 2010, de lá para cá, já foram realizadas aproximadamente 2 mil viagens, nas quais foram abertas mais de 12 mil contas, concedidos mais de R$ 1 milhão em operações de crédito e prestados mais de 179 mil atendimentos. Reportagem: Graziela Mendonça.

 

Gabriela: Microempreendedores e empresas de pequeno porte têm até amanhã para aderirem ao Simples Nacional.

 

Nasi: E as que já optaram pelo sistema, mas possuem dívidas com a Receita Federal também só têm mais um dia para regularizarem os débitos.

 

Gabriela: O Simples Nacional unifica tributos federais, estaduais, municipais e previdenciários e é bem vantajoso para o empresário.

 

Repórter Cleide Lopes: Bruno Balbi é microempresário em Salvador, na Bahia, ele e mais três sócios oceanógrafos são proprietários de uma empresa que fornece informações sobre o clima e a situação do mar. Bruno conta que abriu a empresa em 2013 e um ano depois migrou para o regime tributário Simples Nacional. A mudança trouxe benefícios para a empresa, que pôde investir em escritórios em São Paulo e Londres.

 

Microempresário Bruno Balbi: A nossa margem de lucro aumentou bastante porque a gente deixou de pagar em torno de quase 20% impostos, né? Tem uma taxa(F) a pagar em torno de 6%, 7%, 8%. Então, a gente conseguiu investir, pegar esse dinheiro para investir em desenvolvimento, em tecnologia e inovação na empresa.

 

Repórter Cleide Lopes: Assim como o Bruno, o Brasil tem hoje 12 milhões de pequenos empreendedores que faturam até R$ 4,8 milhões por ano e que usam o regime de tributação simplificado, o Simples Nacional. O auditor fiscal da Receita Federal e coordenador de cobrança substituto, Gustavo Andrade Manrique, fala das vantagens de fazer a opção pelo Simples Nacional.

 

Auditor fiscal da Receita Federal e coordenador de cobrança substituto - Gustavo Andrade Manrique: A facilidade no cumprimento das obrigações tributárias, a redução da carga tributária, priorizando a geração de emprego. Ele gera uma redução na carga tributária para as empresas.

 

Repórter Cleide Lopes: Mas hoje cerca de 520 mil microempresas no país estão com débito na Receita Federal e precisam regularizar a situação até a próxima quinta-feira, dia 31, para poder voltar a solicitar a adesão ao regime do Simples Nacional. Vencendo o prazo, a empresa cai no regime geral de tributação e perde benefícios, além de só poder solicitar novamente a adesão ao simples em janeiro de 2020. O analista de políticas públicas do Sebrae, Gabriel Rizza, explica como é fácil regularizar os débitos com a Receita.

 

Analista de políticas públicas do Sebrae - Gabriel Rizza: A empresa pode entrar no Portal do Simples Nacional ou no portal e-CAC, que é a Receita Federal, que lá eles têm um serviço de parcelamento do Simples Nacional. Lá, a empresa consegue parcelar esses débitos em até 60 meses com o valor mínimo da parcela de R$ 300.

 

 

Repórter Cleide Lopes: Informações podem ser obtidas no Sebrae, no telefone: 0800-570-0800 ou na página da Receita Federal, no: receita.fazenda.gov.br. Reportagem: Cleide Lopes.

 

Nasi: E começam nesta quinta-feira, dia 31, as inscrições para o Programa Universidade Para Todos, o Prouni.

 

Gabriela: Para esse primeiro semestre serão ofertadas mais de 116.800 bolsas integrais e 127 mil bolsas parciais, o maior número de vagas da história do programa.

 

Nasi: As bolsas são para 1.239 instituições de ensino superior privadas em todo o país.

 

Gabriela: Pode concorrer quem fez o Enem 2018, não possui diploma de curso superior e se enquadrar nos critérios de renda exigidos.

 

Nasi: As inscrições podem ser feitas no siteprouni.mec.gov.br até o dia 3 de fevereiro.

 

Gabriela: E essas foram as notícias do governo federal.

 

Nasi: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Gabriela: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Nasi: Fique agora com o Minuto do TCU, e, em seguida, as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Uma boa noite.

 

Gabriela: Uma boa noite para você e até amanhã.

 

"Governo Federal. Pátria amada, Brasil".