30 DE AGOSTO DE 2017

Destaques da Voz do Brasil: Depois de 13 anos, tropas brasileiras começam a se retirar do Haiti. Presidente Michel Temer chega daqui a pouco a China e se encontra com empresários. Lançada campanha do Banco Central para colocar moedas em circulação no Brasil.

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Transcrição


A VOZ DO BRASIL - 30/08/2017

 

 

 

Apresentador Nazi Brum: Em Brasília, 19h00.

 


Apresentadora Gabriela Mendes: Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do governo federal que movimentaram o país no dia de hoje.

 


Gabriela: Olá, boa noite.

 


Nazi: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 


Gabriela: Quarta-feira, 30 de agosto de 2017.

 


Nazi: E vamos ao destaque do dia...

 


Gabriela: Depois de 13 anos, tropas brasileiras começam a se retirar do Haiti.

 


Nazi: E vamos contar um pouco dessa missão que levou paz e ajudou o país a superar um dos maiores desastres da sua história.

 


Integrante da Equipe de Resgate do Batalhão Brasileiro - Sargento Marco Antonio: Se essa missão brasileira não estivesse lá, eu não tenho dúvida que o número de mortes seria... talvez não dobraria, mas chegaria perto disso aí.

 


Gabriela: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 


Nazi: Presidente Michel Temer chega daqui a pouco à China e já se encontra com empresários.

 


Gabriela: O objetivo é apresentar oportunidades de investimentos no Brasil.

 


Nazi: E sabe aquelas moedinhas que você guarda?

 


Gabriela: Vamos falar de uma campanha lançada hoje para colocar essas moedas em circulação.

 


Nazi: Hoje, na apresentação da voz de prisão, Gabriela Mendes e Nazi Brum.

 


Gabriela: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 


Nazi: A China é o maior parceiro comercial do nosso país. Para se ter uma ideia, nos últimos 10 anos a corrente de comércio mais que triplicou.

 


Gabriela: É, Nazi, e o Brasil quer mais. Para isso, o presidente Michel Temer está a caminho do país asiático com a agenda cheia.

 


Nazi: Temer chega daqui a pouco à capital chinesa e já se reúne com presidentes de grandes empresas que investem ou querem investir por aqui.

 


Gabriela: Uma dos objetivos é mostrar as oportunidades em projetos de infraestrutura. O repórter João Pedro Neto já está lá e antecipa algumas informações para a gente.

 


Repórter João Pedro Neto: Na China do século XXI tudo é em grande escala. O país tem a maior população do planeta, se aproxima de 1,4 bilhão de habitantes, que impulsionam a economia que mais tem crescido no mundo nas últimas décadas. O gigante asiático compra e vende muito para sustentar o desenvolvimento, e é um mercado importante para todos os países e também para o Brasil, como afirma o secretário para Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, Marcello Estevão.

 


Secretário para Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda - Marcello Estevão: Eles são grande demandantes de commodities brasileiras, né? De minério de ferro, de commodities alimentares, né, de soja, de carne. Então, é uma relação extremamente importante. A China é um dos nossos maiores parceiros comerciais.

 


Repórter João Pedro Neto: E um dos desafios na viagem do presidente Michel Temer é diversificar esse comércio. É o que afirma o secretário de Comércio Exterior do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Abrão Neto.

 


Secretário de Comércio Exterior do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços - Abrão Neto: Há outros produtos importantes e que o Brasil tem buscado ampliar as suas exportações. Então, desde carnes de frango, carnes bovinas, celulose, aviões.

 


Repórter João Pedro Neto: Para o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, o Brasil tem condições de avançar na venda de produtos agrícolas.

 


Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - Blairo Maggi: A China só aceita produtos in natura. Ela não aceita que a gente vende óleo ou farelo, ela cobra taxa sobre isso. É importante para o Brasil que nós pudéssemos industrializar mais aqui e vender produtos de maior valor agregado para eles.

 


Repórter João Pedro Neto: E com muito dinheiro para investir, a China tem sido importante fonte de recursos para o Brasil. Os investimentos chineses no país tem crescido: foram mais de US$ 45 bilhões em várias áreas entre 2010 e 2016, segundo o Conselho Empresarial Brasil China. É o caso da Huawei, multinacional chinesa da área de telecomunicações e informação. Segundo o diretor de relações públicas e comunicações da companhia, Vinícius Fiori, o Brasil é um mercado estratégico.

 


Diretor de Relações Públicas e Comunicações da Huawei - Vinícius Fiori: Por isso foi um dos primeiros mercados em que a Huawei iniciou as suas operações fora da China, tanto pelo tamanho, pela sua posição nas Américas e por ser um país considerado estratégico pela sua própria condição geográfica. Têm muitas áreas ainda que precisam ser conectadas e a Huawei com o seu amplo portfólio pode ajudar o Brasil nessa transição.

 


Repórter João Pedro Neto: E uma das prioridades da visita do presidente Michel Temer a Pequim é atrair novos investimentos para o Brasil. Segundo o embaixador do Brasil na China, Marcos Caramuru, a ideia é também apresentar as oportunidades no país com as novas concessões e parceiros público-privadas do PPI, o Programa de Parcerias de Investimentos do governo federal.

 


Embaixador do Brasil na China - Marcos Caramuru: Agora nós estamos numa fase de investimento em infraestrutura, segmento em que a China adquiriu uma imensa capacidade à luz dos investimentos que ela própria fez na sua própria realidade em matéria de infraestrutura, de maneira que um ponto importante da visita é apresentar aos investidores chineses os novos projetos da PPI, os planos de privatização que resultarão em melhor comércio com a China, porque vários deles têm a ver com o escoamento dos produtos que nós exportamos para o mercado chinês.

 


Repórter João Pedro Neto: Neste ano, Brasil e China também criaram um fundo de US$ 20 bilhões para financiar projetos em setores prioritários como logística, energia e tecnologia. De Pequim, na China, João Pedro Neto, para a Voz do Brasil.

 


Nazi: E mais cedo o presidente Michel Temer fez uma escala em Portugal. Em Lisboa, Temer foi recebido pelo presidente português Marcelo Rebelo de Sousa.

 


Gabriela: Michel Temer disse, por meio de sua rede social, que apresentou os bons resultados da economia brasileira e as reformas que o governo vem fazendo.

 


Nazi: Segundo temer, o presidente português diz que recebeu de forma positiva o pacote de concessões anunciado pelo governo brasileiro e que vai acompanhar de perto.

 


Gabriela: Iniciativas como o Inovar-Auto, programa que concede reduções de impostos para fabricantes de veículos mais econômicos e menos poluentes, foram reprovadas pela Organização Mundial do Comércio.

 


Nazi: A OMC atendeu a um pedido do Japão e da União Europeia e deu 90 dias de prazo para o Brasil suspender os programas de incentivo.

 


Gabriela: O governo brasileiro vai recorrer da decisão.

 


Repórter Carolina Rocha: A Organização Mundial do Comércio, órgão internacional que define regras para o comércio entre países, deu parecer favorável ao questionamento da União Europeia e do Japão contra o Brasil. Os países alegam que as isenções fiscais de programas como o Inovar-Auto e a Lei de Informática estão em desacordo com a legislação da OMC e promovem uma concorrência desleal entre os produtos estrangeiros e os produzidos no Brasil. O subsecretário-geral de Assuntos Econômicos e Financeiros do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Carlos Márcio Cozendey, explicou o processo.

 


Subsecretário-Geral de Assuntos Econômicos e Financeiros do Ministério das Relações Exteriores - Embaixador Carlos Márcio Cozendey: O funcionamento é ao fato de que foram dadas isenções que se aplicavam a produtos brasileiros e não a produtos importados. Essa diferenciação é que, em princípio, o art. 3 da OMC não vai ...ininteligível... Entretanto, o art. 3 permite que você dê subsídios à produção local.

 


Repórter Carolina Rocha: Segundo o embaixador, o Brasil deve apelar dessa decisão. Ele também afirma que foram poucas as vezes em que o Brasil sofreu algum tipo de questionamento na OMC.

 


Subsecretário-Geral de Assuntos Econômicos e Financeiros do Ministério das Relações Exteriores - Embaixador Carlos Márcio Cozendey: Teve um caso mais complexo que foi enfrentado e ele ainda não terminou.

 


Repórter Carolina Rocha: Das sete políticas econômicas questionadas, duas já não existem mais e uma será reformulada no fim deste ano. Reportagem, Carolina Rocha.

 


Nazi: Nesta semana noticiamos aqui que o presidente Michel Temer lançou o Programa Nacional do Voluntariado, o Viva Voluntário.

 


Gabriela: Programa que vai incentivar o trabalho voluntário dos brasileiros.

 


Nazi: Trabalho de solidariedade que pode significar vida nova para muita gente Brasil afora.

 


Gabriela: Pessoas como o ex-moradores de rua acolhidos pela Associação Casa Santo André.

 


Nazi: Hoje a primeira-dama Marcela Temer foi conhecer vidas que estão encontrando nova oportunidade pelo acolhimento.

 


Repórter Mara Kenupp: Ajudar moradores em situação de rua a se reencontrar, dar uma chance a quem perdeu tudo. Esse é o trabalho da Associação Casa Santo André, uma instituição que funciona 24 horas por dia, há 12 anos, no Gama, cidade satélite de Brasília. João Batista de Oliveira, que há cinco meses esteve em situação de rua, foi acolhido. Conta que encontrou na casa um novo lar.

 


Ex-Morador de Rua - João Batista de Oliveira: Aqui é o meu cantinho. Levanto cedo, arrumo a cama, higiene pessoal, capela, café da manhã e vou para a rua procurar emprego. Já estou recomeçando tudo de novo.

 


Repórter Mara Kenupp: A presidente Fabiana Moraes explica que na unidade do Gama são atendidas 50 pessoas, mas a casa tem mais quatro unidades e, ao todo, são 220 atendimentos por mês.

 


Presidente da Associação Casa Santo André - Fabiana Moraes: Cama, alimentação, é o básico, né, é o mínimo que nós podemos oferecer. E, além disso, nós oferecemos o atendimento psicossocial. Então, em todas as unidades nós contamos com um psicólogo e um assistente social.

 


Repórter Mara Kenupp: Mais de 100 pessoas entre profissionais e voluntários atuam nas unidades de acolhimento. A primeira-dama Marcela Temer fez, nesta quarta-feira, uma visita à instituição que é referência na cidade e falou sobre a importância do trabalho da Casa Santo André.

 


Primeira-Dama - Marcela Temer: Foi surpreendente. É um lugar inspirador, é um trabalho belíssimo de pessoas comprometidas com a sociedade brasileira. Realmente emocionante.

 


Repórter Mara Kenupp: No final da visita, a primeira-dama recebeu flores e ainda assistiu a uma apresentação de crianças filhos de ex-acolhidos na instituição. Reportagem, Mara Kenupp.

 


Gabriela: 19hs10min, em Brasília.

 


Nazi: Moedinhas guardadas é sinal de custo para o governo e falta de troco no comércio.

 


Gabriela: Ainda nesta edição vamos falar da nova campanha do Banco Central para fazer essas moedas voltarem à circulação.

 


Nazi: Depois de 13 anos, termina oficialmente amanhã a missão de paz das Nações Unidas no Haiti.

 


Gabriela: Chefiada pelo Brasil, a missão tinha objetivos muito claros: garantir a paz e o fortalecimento das instituições haitianas depois de uma grave crise política e social, que quase se transformou em uma guerra civil.

 


Nazi: Além de garantir a paz, os 37 mil militares brasileiros tiveram de lidar com duas situações inesperadas: um terremoto e um furacão que deixaram milhares de mortos e milhões de desabrigados.

 


Gabriela: Solidariedade que vem ajudando na reconstrução do país. É o que a gente vai acompanhar agora na reportagem de Natália Koslyk, com produção do Exército Brasileiro e do Ministério da Defesa.

 


General da Reserva do Exército Brasileiro - Augusto Heleno: A morte é uma coisa absolutamente normal. Um país às escuras literalmente. O país tinha luz em pouquíssimos lugares.

 


Repórter Natália Koslyk: Essas foram as primeiras impressões do general da reserva, Augusto Heleno, do Exército Brasileiro, ao chegar ao Haiti, em 2004. Ele foi o primeiro comandante militar da Minustah, missão das Nações Unidas para a estabilização do país do Caribe comandada pelo Brasil. O Haiti vivia uma crise política e social e o trabalho principal das tropas era a manutenção da paz e a segurança das áreas mais críticas do país.

 


General da Reserva do Exército Brasileiro - Augusto Heleno: Havia confrontos diários, troca de tiro dentro de Porto Príncipe. Um setor maior e naquela época o mais conturbado, obviamente, era do contingente brasileiro, que era o mais numeroso e que, além disso, tinha assumido a responsabilidade de ser praticamente o líder da missão.

 


>> [Confusão e barulho de tiros].

 


Repórter Natália Koslyk: Já nos primeiros anos, as operações militares conseguiram pacificar algumas das áreas mais violentas do Haiti. É o que conta o capitão Márcio Ribas, do Batalhão Brasileiro de Infantaria de Força de Paz no Haiti.

 


Integrante do Batalhão Brasileiro de Infantaria de Força de Paz no Haiti - Capitão Márcio Ribas: Antigamente em Cite Soleil, por exemplo, só se entrava de blindado. Era uma região dominada por bandidos. Hoje, já não. A gente anda nas ruas, vê as crianças brincando durante o dia, à noite.

 


Repórter Natália Koslyk: Com um pouco mais de 10 milhões de habitantes, sendo que 80% da população vive abaixo da linha da pobreza, o Haiti também teve o apoio da missão de paz para superar dois grandes desastres naturais. O primeiro foi um terremoto, em 2010, próximo à capital, Porto Príncipe, que deixou mais de 200 mil mortos e milhões de feridos e desabrigados. O sargento Marco Antonio, da equipe de resgate do batalhão brasileiro, relembra esse momento difícil.

 


Integrante da Equipe de Resgate do Batalhão Brasileiro - Sargento Marco Antonio: Era uma coisa impressionante, pessoas sendo carregadas, pessoas amputadas. A gente precisava acolher aquelas pessoas porque senão ia morrer todo mundo. Improvisamos ali rapidamente uma enfermaria a céu aberto. Se a missão brasileira não estivesse lá, eu não tenho dúvida que o número de mortes seria... talvez não dobraria, mas chegaria perto disso aí.

 


Repórter Natália Koslyk: Cinco anos depois, enquanto o Haiti ainda se recuperava, um furacão de 230 km/h passou pela costa haitiana, causando uma série de danos à população. As tropas lideradas pelo Brasil ajudaram mais de 1,5 milhão de famílias que ficaram desabrigadas. O general da reserva, Augusto Heleno, fala do desempenho dos soldados brasileiros diante de todas essas situações.

 


General da Reserva do Exército Brasileiro - Augusto Heleno: Em nenhum momento eu invejei nenhum dos outros contingentes. Alguns estavam à altura do contingente brasileiro, mas nenhum nos superavam em obstinação, em coragem, em determinação. Isso foi muito gratificante. Pela capacidade de adaptação do soldado brasileiro, a flexibilidade diante de situações completamente inusitadas, né, a paciência.

 


Repórter Natália Koslyk: E o general deixa a sua mensagem de esperança para o país.

 


General da Reserva do Exército Brasileiro - Augusto Heleno: Eu desejo que o Haiti realmente aproveite essa passagem da Minustah e consiga sair para uma nova era na sua história.

 


Repórter Natália Koslyk: Nesses 13 anos à frente da missão de paz da ONU, 26 contingentes e 37 mil soldados brasileiros passaram pelo Haiti. Nesta quinta-feira, encerra oficialmente a missão de paz. A partir do dia primeiro de setembro os soldados começam a se retirar do país. Segundo o Ministério da Defesa, até o dia 15 de setembro 90% dos militares já devem ter retornado ao Brasil e os últimos brasileiros devem permanecer no país até 15 de outubro. Reportagem, Natália Koslyk.

 


Nazi: E para falar mais sobre a missão de paz no Haiti, o jornalista Eduardo Biagini conversou, agora há pouco, com o ministro da Defesa Raul Jungmann. Vamos ouvir.

 


Repórter Eduardo Biagini: Ministro, a ideia da missão de paz no Haiti era trazer seguranças aos haitianos, além de permitir o funcionamento das instituições e o desenvolvimento do país. Depois de 13 anos, a missão cumpriu este papel?

 


Ministro da Defesa - Raul Jungmann: Cumpriu e cumpriu bem integralmente. É só lembrar que quando nós chegamos, há 13 anos lá atrás, o Haiti vivia uma guerra civil e tinha um grau de extrema insegurança, de absoluta falta de garantias em termos de direitos e outros problemas mais. E hoje, quando nós saímos, nós deixamos um país pacificado, um país que tem uma segurança relativa, mas que não é a total insegurança e a violência vivida anteriormente, e um país que realizou eleições democráticas e que tem um presidente e que tem um governo. Portanto, os nossos objetivos, eles foram alcançados e as Forças Armadas do Brasil deram uma demonstração não apenas para o Haiti, mas para o mundo, do seu profissionalismo, da sua competência e da sua capacidade de serem provedores de paz. Em primeiro lugar porque significou um treinamento para aproximadamente 37 mil homens e mulheres que lá estiveram das Forças Armadas e que puderam no terreno, em campo, realizar uma série de missões em situação de conflito e ao mesmo tempo projetar as Forças Armadas do Brasil no exterior junto à ONU, à Organização das Nações Unidas, e praticamente no mundo inteiro, como forças que têm uma grande capacidade de adaptação, de coordenação, de profissionalismo, de competência, tanto que a ONU está nos propondo um cardápio de aproximadamente 10 países para que o Brasil decida aonde vai levar adiante exatamente o seu papel, que tem sido o papel de provedor de paz, e fazendo isso com muito respeito às nações, aos povos aonde nós temos realizado essas missões. Portanto, o Brasil sai bem em termos da capacitação dos seus efetivos militares, mas também sai bem em termos da opinião pública diplomática e das demais nações, e projetando o Brasil no exterior.

 


Repórter Eduardo Biagini: Ministro, o senhor falou que existem aí 10 países e que o Brasil pode chefiar uma missão de paz internacional novamente. Como é que está a negociação disso, se tem prazo para isso, como é que está esse processo?

 


Ministro da Defesa - Raul Jungmann: O Ministério da Defesa, juntamente com o Ministério das Relações Exteriores, está, digamos assim, fazendo um processo de filtro, de discussão, de qual seria das ofertas que nós temos aquela mais adequada, mais conveniente para nós levarmos as nossas Forças Armadas a atuarem como provedoras da paz. Depois disso definido, será levado ao presidente da República para que ele, então, decida e envie ao Congresso Nacional, que dará a palavra final a respeito de onde o Brasil vai levar a bandeira da paz. Agora, acredito que em 2018, muito provavelmente, nós já teremos essa escolha feita. Hoje, dentre as diversas opções que nós temos, aquela que eu diria, assim, tem o melhor escorio, se encontra em melhor situação na avaliação nossa e do Ministério das Relações Exteriores, é a República Centro Africana, localizada no continente africano.

 


Repórter Eduardo Biagini: Ok. Ministro, eu queria agradecer demais a sua entrevista aqui para a Voz do Brasil.

 


Ministro da Defesa - Raul Jungmann: Sou eu que agradeço e desejo uma boa noite a todo e a todas.

 


Nazi: Acabamos de ouvir a entrevista com o ministro da Defesa, Raul Jungmann, sobre o fim da missão de paz no Haiti.

 


Nazi: Sabe aquela moedinha do troco que muitas vezes você acaba deixando numa gaveta ou num cofrinho?

 


Gabriela: Pois é, Nazi, no comércio ela faz uma falta, e sem moedas o Banco Central acaba fabricando novas e isso custa dinheiro.

 


Nazi: Por isso, uma campanha lançada hoje faz um alerta aos brasileiros.

 


Repórter Pablo Mundinho: Com o nome de "Caça ao Tesouro", a iniciativa pretende chamar a atenção da sociedade para um antigo hábito, guardar os trocados em casa. É o caso da pequena Laura Rodrigues, que usa o cofrinho para economizar.

 


Criança - Laura Rodrigues: Eu junto moeda quando eu acho perdido lá na minha casa, lá na casa da minha avó, no carro do meu pai, na bolsa da minha mãe. Aí quando eu acho, ela já vai direto para o meu cofre.

 


Repórter Pablo Mundinho: Assim como a Laura, milhões de pessoas mantêm as moedas em casa, nos carros ou até mesmo esquecidas nas gavetas. Segundo o Banco Central, esse fenômeno de guardar as moedas, o chamado entesouramento, é comum no mundo todo. Aqui no Brasil esse hábito tira do mercado 35% das moedas que deveriam estar em circulação, o que corresponde a R$ 1,5 bilhão. Andréia dos Santos, gerente de uma loja de alimentos em Brasília, sabe muito bem o que é essa dificuldade.

 


Gerente de Loja de Alimentos - Andréia dos Santos: Quem sai prejudicado somos nós, né, porque nós precisamos dessas moedas para fazer girar o dinheiro.

 


Repórter Pablo Mundinho: Para o Banco Central, quase 25 bilhões de moedas estão em circulação no país. Esse montante corresponde a mais de R$ 6 milhões. Só no ano passado, o governo disponibilizou R$ 761 milhões de novas moedas. Já em 2017, foram mais de R$ 430 milhões. Uma preocupação para o governo, revela o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn.

 


Presidente do Banco Central - Ilan Goldfajn: O entesouramento, além de contribuir para a dificuldade de troco, motiva a necessidade de produção de novas moedas, cujos custos têm sido crescentes.

 


Repórter Pablo Mundinho: Ainda segundo o presidente, a iniciativa vai despertar a consciência e a reflexão do cidadão para o uso das moedas.

 


Presidente do Banco Central - Ilan Goldfajn: Colocar moedas para circular é bom para o setor real da economia e bom para o meio ambiente. Fabricar menos moedas implica, por exemplo, economia de energia e de minérios.

 


Repórter Pablo Mundinho: A veiculação da campanha vai durar quatro semanas e estará restrita às mídias sociais, como Facebook, Twitter e Instagram. Reportagem, Pablo Mundinho.

 


Gabriela: E nós vamos agora ao Palácio do Planalto, onde está a repórter Gabriela Noronha, que tem informações sobre o Refis, o Programa de Refinanciamento de Dívida com a União. Boa noite, Gabriela. Qual é a novidade?

 


Repórter Gabriela Noronha (ao vivo): Boa noite, Gabriela. Boa noite, Nazi. Uma boa noite a todos que nos ouvem na Voz do Brasil. O prazo para a adesão ao Refis, que terminaria amanhã, foi prorrogado para o dia 29 de setembro. O presidente da República em exercício, Rodrigo Maia, assinou hoje uma medida provisória que estende o prazo. O Refis, como você falou, Gabriela, é um programa que prevê a renegociação de dívidas de pessoas físicas e jurídicas com a União. Ao vivo, Gabriela Noronha.

 


Nazi: Estudantes brasileiros da área de turismo têm até o dia 31 de agosto para se candidatar a uma das 120 vagas do Programa de Qualificação Internacional do Ministério do Turismo.

 


Gabriela: Serão escolhidos até 10 estudantes por instituição de ensino e os melhores pontuados no ENEM.

 


Nazi: O curso será ministrado em instituições superiores do Reino Unido com aulas teóricas e práticas.

 


Gabriela: O chefe da Assessoria de Relações Internacionais do Ministério, Rafael Luisi, explica como funciona a capacitação.

 


Chefe da Assessoria de Relações Internacionais do Ministério - Rafael Luisi: O Programa de Qualificação Internacional, ele é uma excelente oportunidade para todos os jovens brasileiros que querem se aprimorar tanto em turismo e hospitalidade quanto numa língua estrangeira. Eles vão estudar em escolas universitárias do Reino Unido, que são uma das melhores do mundo para o ensino de turismo e hospitalidade. Nós bem sabemos que hoje o Reino Unido é um dos países que mais recebe turistas estrangeiros no mundo. O programa, ele é totalmente gratuito, nós arcamos com todos os custos que os jovens possam ter a partir do momento que ele sai do Brasil até o seu retorno. Além disso, esses jovens, quando retornarem ao Brasil, eles vão ter uma possibilidade muito maior de serem inseridos no mercado de trabalho aqui no Brasil.

 


Nazi: Mais informações, acesse o endereço na internet turismo.gov.br.

 


Gabriela: 19hs23min, em Brasília.

 


Nazi: Amanhã nós vamos falar aqui na Voz do Brasil sobre políticas para os jovens. Vamos receber, ao vivo, o secretário Nacional da Juventude, Assis Filho.

 


Gabriela: Entre os assuntos, nós vamos conversar com o secretário sobre o Programa Brasil Mais Jovem, lançado na semana passada.

 


Nazi: Essas foram as notícias do governo federal.

 


Gabriela: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 


Nazi: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 


Gabriela: Fique agora com o Minuto do TCU e, em seguida, as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite.

 


Nazi: Boa noite para você e até amanhã.