30 DE NOVEMBRO DE 2018 - PODER EXECUTIVO

Destaques da Voz do Brasil: Aumento do consumo das famílias. E maior produção no campo e investimentos da indústria. Fatores que ajudaram no crescimento da nossa economia no terceiro trimestre. E para gerar mais empregos, presidente Michel Temer leva a líderes das maiores economias do mundo experiência brasileira com a modernização das leis trabalhistas. Todos contra o Aedes Aegypti. E a Voz do Brasil traz as ações realizadas hoje em cada uma das 5 regiões do país para evitar a dengue, zika e chikungunya. Dezembro vai começar com bandeira verde na conta de luz. Isso significa que não vai haver taxa extra para os consumidores.

audio/mpeg 30.11.18.mp3 — 46899 KB




Transcrição

Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá, boa noite.




Nasi: Boa noite para você, que nos acompanha em todo o país.




Gabriela: Sexta-feira, 30 de novembro de 2018.




Nasi: E vamos ao destaque do dia. Aumento do consumo das famílias.




Gabriela: E maior produção no campo e investimentos da indústria.




Nasi: Fatores que ajudaram no crescimento da nossa economia no terceiro trimestre. Pablo Mundim.




Repórter Pablo Mundim: O PIB alcançou mais de R$ 3,7 tri no período, uma alta de 0,8% em relação ao segundo trimestre.




Gabriela: E para gerar mais empregos, presidente Michel Temer leva a líderes das maiores economias do mundo, a experiência brasileira com a modernização das leis trabalhistas.




Presidente Michel Temer: Na recuperação da economia, recuperação do trabalho em nosso país em função da modernização trabalhista.




Nasi: E você também vai ouvir na voz do Brasil de hoje.




Gabriela: Todos contra o Aedes aegypti. Cleide Lopes.




Repórter Cleide Lopes: Nessa sexta-feira foi o Dia D da operação de garra contra o mosquito.




Nasi: E a Voz do Brasil traz as ações realizadas hoje, em casa uma das cinco regiões do país para evitar a dengue, Zika e Chikungunya.




Gabriela: Dezembro vai começar com bandeira verde na conta de luz.




Nasi: E isso significa que não vai haver taxa extra para os consumidores.




Gabriela: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil, Gabriela Mendes e Nasi Brum.




Nasi: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br .




Gabriela: Foi uma semana inteira de combate ao mosquito Aedes aegypti, aquele que pode causar a dengue, a febre Chikungunya e a Zika.




Nasi: E hoje, no chamado Dia D, as ações foram reforçadas em todas as regiões do país.




Gabriela: A meta agora, é manter o controle dos focos durante todo o período chuvoso, que começou em novembro e vai até maio do ano que vem.




Repórter Cleide Lopes: Essa semana as ações do combate ao Aedes aegypti foram simultâneas com envolvimento de todas as Secretarias de Saúde do país. E, nessa sexta-feira, foi o Dia D da operação de guerra contra o mosquito. Em Goiás, cerca de 9 mil servidores foram envolvidos em ações de combate ao mosquito em 246 municípios. O coordenador de Vigilância Ambiental do Estado, Marcelo Rosas, fala da importância dessa operação.




Coordenador de Vigilância Ambiental - Marcelo Rosas: É importante cada cidadão fazer sua parte. Inspecionar seu imóvel semanalmente e eliminar toda forma de água parada.




Repórter Cleide Lopes: Em Minas Gerais, na cidade de Uberlândia, mais de 150 agentes de saúde desenvolveram cerca de 14 ações direcionadas para o combate ao mosquito. O coordenador do Programa de Controle da Dengue da Secretaria Municipal de Uberlândia, José Humberto Arruda, disse que a campanha se concentrou em bairros onde é possível encontrar focos do mosquito.




Coordenador do Programa de Controle da Dengue - José Humberto Arruda: Um trabalho que durou a semana toda, pusemos avisos dentro dos ônibus, deixamos check list nas residências.




Repórter Cleide Lopes: Em Roraima, porta de entrada de estrangeiros, a intensificação das ações aconteceu durante todo o ano, por isso houve uma queda no registro de casos das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, como explica Samuel Garças, coordenador de Núcleo de Vigilância e Controle de Zoonoses de Boa Vista.




Coordenador do Núcleo de Vigilância e Controle de Zoonozes - Samuel Garças: Através dessas ações nós tivemos 0,6% de infestação de Aedes no nosso município.




Repórter Cleide Lopes: Em Santa Maria da Vitória, na Bahia, o índice de infestação nos imóveis tem sido negativo, como explica o secretário municipal de Saúde, Laerte Sérgio Santos.




Secretário municipal de Saúde - Laerte Sérgio Santos: Nossos índices de infestação estão decaindo, estão abaixo dos índices ofertados pelo Ministério, onde nós estamos conseguindo controlar com acompanhamento permanente nos imóveis visitados.




Repórter Cleide Lopes: No Paraná, as ações se intensificaram no sentido de aprimorar atividades educativas. A diretora de Vigilância em Saúde de Londrina, Sônia Fernandes, acredita que só com ações educativas e mudanças de hábitos será possível ganhar a guerra contra o mosquito.




Diretora de Vigilância em Saúde - Sônia Fernandes: Só com ações e uma mudança efetiva de hábito que nós vamos conseguir controlar esse mosquito no país.




Repórter Cleide Lopes: O coordenador geral do Programa Nacional de Controle e Prevenção das Doenças Transmitidas pelo Aedes aegypti do Ministério da Saúde, Divino Martins, disse que é importante que a mobilização se mantenha.




Coordenador geral Programa Nacional de Controle e Prevenção das Doenças Transmitidas pelo Aedes - Divino Martins: É importante nós retomarmos os cuidados e intensificarmos a luta, principalmente nesse período, com aproximação das chuvas e o risco eminente de surgimento de novos casos.




Repórter Cleide Lopes: E as ações desenvolvidas por estados e municípios tem dado resultados. De janeiro de 2018 a novembro, em comparação com o mesmo período do ano passado, a Zika apresentou uma redução de 54% nos casos. Na febre Chikungunya, a queda foi de 55%. Já as mortes causadas pela dengue tiveram redução de 21%. Reportagem, Cleide Lopes.




Nasi: A conta de luz vai ficar mais barata em dezembro.




Gabriela: A Aneel, Agência Nacional de Energia Elétrica, decidiu que a bandeira na conta energia vai ser verde no mês que vem.




Nasi: Isso significa que não vai ter a cobrança extra para os consumidores.




Gabriela: A cor verde indica condições favoráveis de geração de energia e, por isso, ela fica mais barata.




Nasi: Segundo a Aneel, apesar dos reservatórios ainda apresentarem níveis reduzidos, a expectativa é de aumento de produção de energia por usinas hidrelétricas com a estação das chuvas.




Gabriela: Mas, mesmo com a bandeira verde, atenção, consumidor! É importante manter o uso consciente e combater o desperdício de energia elétrica.




Nasi: O presidente eleito Jair Bolsonaro participou, hoje, de formatura de sargentos da Aeronáutica em Guaratinguetá, São Paulo.




Gabriela: Ele falou do anúncio do novo ministro de Minas e Energia.




Nasi: O escolhido foi o almirante Bento Albuquerque.




Gabriela: Já o futuro ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, anunciou também dois nomes que vão fazer parte da equipe a partir de janeiro.




Repórter Danielle Popov: Foi anunciado, nesta sexta-feira, o nome do novo ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque. Almirante de esquadra, ele é diretor-geral de desenvolvimento nuclear e tecnológico da Marinha. O presidente eleito Jair Bolsonaro disse que a experiência do futuro ministro vai ser importante para enfrentar os desafios do setor.




Presidente eleito Jair Bolsonaro: Ele é físico, tem conhecimento do assunto, é uma pessoa honrada e está com muita vontade de buscar soluções para questões graves que nós temos pela frente, entre elas, a questão de energia. Não podemos esperar um novo apagão para tomar providência.




Repórter Danielle Popov: Bolsonaro também falou sobre a intervenção na segurança no Rio de Janeiro. Segundo ele, a intervenção não deve ser mantida.




Presidente eleito Jair Bolsonaro: Intervenção no Rio, eu assumindo, não a prorrogarei. Eu quero uma retaguarda jurídica para as pessoas que fazem a segurança em nosso Brasil. Não posso admitir que o integrante das Forças Armadas, da Polícia Militar, Polícia Federal, entre outros, após o cumprimento da missão, respondam a um processo.




Repórter Danielle Popov: O futuro ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, anunciou que Luiz Roberto Beggiora foi convidado para comandar a Senad, Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas. Moro também informou que vai indicar o servidor da Receita Federal, Roberto Leonel, para presidir o Coaf, Conselho de Controle de Atividades Financeiras. O Coaf é responsável, entre outras coisas, por proteger setores econômicos contra lavagem de dinheiro e o financiamento do terrorismo. A transferência do órgão depende, no entanto, de uma mudança na lei, como explicou o futuro ministro.




Futuro ministro da Justiça e Segurança Pública - Sérgio Moro: Nessa linha da transferência, há um propósito, também, de fortalecer o Coaf. Hoje o Coaf, ele, lamentavelmente, sofreu com a redução do corpo funcional. Nós acreditamos que conseguiremos no Ministério da Justiça melhorar a estrutura funcional.




Repórter Danielle Popov: Sérgio Moro explicou que pretende transferir o Coaf, atualmente no Ministério da Fazenda, para o Ministério da Justiça, por entender que o órgão é estratégico. Reportagem, Danielle Popov.




Nasi: Mais um voo decolou, hoje, de Boa Vista, capital de Roraima, levando pouco mais de 40 venezuelanos para outros municípios do país, no chamado processo de interiorização do governo.




Gabriela: Os imigrantes saíram de Roraima para buscar melhores condições de vida nos estados do Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo e também no Distrito Federal.




Nasi: A expectativa é de que, até o final do ano, mais de 4 mil venezuelanos já tenham sido interiorizados.




Repórter Márcia Fernandes: A venezuelana Catherine Souza mora no Brasil há dois anos, com o esposo e as três filhas. Ela deixou Boa Vista, em Roraima, para tentar uma nova vida em Salvador, depois que o marido perdeu o emprego que tinha.




Entrevistada - Catherine Souza: Fica ruim para nós, muita gente, aí apareceu essa oportunidade, a gente está aproveitando. Eu tenho três filhas, por eles, pelo futuro deles, por um sonho deles.




Repórter Márcia Fernandes: Por meio do processo de interiorização, nesta sexta-feira, 16 venezuelanos foram trazidos para Brasília e levados a um abrigo em São Sebastião, a cerca de 20 quilômetros da capital. Outros 27, inclusive Catherine, seguiram para a Base Área de Guarulhos e, de lá, alguns vão ainda para os município de Salvador, na Bahia, Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, e Foz do Iguaçu, no Paraná. Para a representante da Casa Civil, Viviane Esse, esse processo de mudança é uma chance importante para os imigrantes.




Representante da Casa Civil - Viviane Esse: É uma oportunidade que eles têm de reconhecer suas vidas, isso é mais possível que isso aconteça nas unidades de Federação do que no estado de Roraima.




Repórter Márcia Fernandes: Até agora, mais de 3,2 mil venezuelanos foram levados de Boa Vista para outras cidades do Brasil. A expectativa é de que, até o fim do ano, mais de 4 mil passem pelo processo de interiorização. Reportagem, Márcia Fernandes.




Gabriela: O preço da gasolina nas refinarias vem caindo nos últimos dois meses.




Nasi: É. Mas essa redação não está chegando ao consumidor.




Gabriela: A Agência Nacional do Petróleo quer saber por que, e enviou um pedido de esclarecimentos às distribuidoras.




Repórter Graziela Mendonça: Leandro Souza mora em Brasília e é motorista de um aplicativo de transportes. Todos os dias ele abastece meio tanque de gasolina para rodar com os passageiros. Ele conta que o combustível pesa no bolso e que, apesar do preço estar caindo nas refinarias, ele ainda não sentiu o desconto na bomba.




Motorista de aplicativo - Leandro Souza: A gasolina, ela representa 25% a 30% do meu faturamento. O meu maior custo hoje é a gasolina. Quando a Petrobras anuncia aumento quase que automaticamente chega na bomba, contudo, quando a Petrobras anuncia que abaixou o preço da gasolina, esse não chega.




Repórter Graziela Mendonça: O servidor público Hudson Lima, de Rio Branco, no Acre, também notou essa diferença.




Servidor Público - Hudson Lima: A gente deixa de gastar com cesta básica para gastar com transporte, né?




Repórter Graziela Mendonça: E a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, ANP, quer saber por que isso está acontecendo. Esta semana, o órgão pediu esclarecimentos às distribuidoras sobre os preços dos combustíveis. Segundo a ANP, o valor da gasolina C, que é aquela misturada ao etanol nas distribuidoras, caiu de R$ 2,13, em setembro, para um R$ 1,67, em novembro. Uma redução de R$ 0,46 centavos. Mas apenas R$ 0,04 de desconto foram repassados ao consumidor. Com a consulta, a agência espera esclarecer essa diferença, como explica o diretor-geral da ANP, Décio Oddone.




Diretor-geral da ANP - Décio Oddone: Nós queremos entender o processo pelo qual está acontecendo, se é uma questão de aumento de impostos, se é uma questão de tempo para que isso aconteça, e acho que essas informações que vamos receber das distribuidoras vão poder esclarecer isso.




Repórter Graziela Mendonça: As distribuidoras terão 15 dias para responderão pedido de informações da ANP. Reportagem, Graziela Mendonça.




Nasi: O comandante da Marinha, almirante Leal Ferreira, e o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, assinaram uma parceria para repasse de R$ 20 milhões para ampliar o combate ao crime organizado no Rio de Janeiro.




Gabriela: O valor vai ser utilizado para o monitoramento da Baía de Guanabara e do litoral do estado, de Cabo Frio à Ilha Grande, com instalação de sensores e câmeras com imagens infravermelhas.




Nasi: O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, destacou as ações do governo para diminuir a violência no estado, como a intervenção federal.




Ministro da Segurança Pública - Raul Jungmann: É preciso que o Governo Federal estenda a mão ao Rio de Janeiro, como? Criando uma força-tarefa com Polícia Federal, com Justiça Federal, com Ministério Público Federal e com a participação das Forças Armadas. Nós tivemos a intervenção, que é um enorme salto, é uma enorme conquista que nós temos e que vão ser deixados pela intervenção, sobre isso... recursos(F) aqui, eles estão vindo da intervenção. Com a nossa participação, nós tivemos que ceder recurso no ajuste e foi feito um acordo que esses recursos então viriam da intervenção.

 

Gabriela: Os Correios vão começar a emitir carteiras de trabalho.




Nasi: Hoje, a primeira agência iniciou as emissões, por enquanto é um projeto piloto.




Gabriela: E depois da experiência em dois municípios de São Paulo, é possível que o serviço se estenda para todo o Brasil já no ano que vem.




Repórter Ricardo Ferraz: A estudante Júlia Estefânia acaba de completar 16 anos, a idade mínima para trabalhar. Para tirar a carteira de trabalho, ela compareceu a uma agência dos Correios na cidade de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, e conta que conseguiu o documento em poucos minutos.




Estudante - Júlia Estefânia: Ela colocou os meus dados na carteira, colocou a minha foto, foi bem rápido. Eu me senti entrando no mercado de trabalho, agora é sério.




Repórter Ricardo Ferraz: Atualmente, as carteiras de trabalho são emitidas nas delegacias do Ministério do Trabalho, nas prefeituras e no serviço de atendimento ao cidadão nos estados, mas por meio de um acordo as agências dos Correios também vão poder oferecer o serviço. O projeto piloto acontece em duas agências no estado de São Paulo, uma em São Bernardo do Campo e outra na cidade de Presidente Prudente, no interior do estado. A ideia é levar o serviço de emissão de carteira de trabalho para mais perto da população, como explica Marco Antonio Melchior, superintendente do Ministério do Trabalho em São Paulo.

 

Superintendente do Ministério do Trabalho em São Paulo - Marco Antonio Melchior: O Correio, ele está aí com mais de 7,5 mil cidades no Brasil, então é visando mesmo essas cidades do Brasil que o trabalhador não tem essa facilidade.




Repórter Ricardo Ferraz: A novidade agradou a recepcionista Joana D'Arc, que está atualizando o nome nos documentos depois de casar, e conseguiu ganhar tempo.




Recepcionista - Joana D'Arc: Ah, é muito bom, porque aí eu aproveito para fazer outras coisas no período da tarde.




Repórter Ricardo Ferraz: O projeto piloto nas cidades paulistas começou no dia 19 de novembro e deve durar um mês. De acordo com Marcos Venício Barbosa, superintendente dos Correios em São Paulo, o serviço pode ser ampliado para todo o Brasil já no ano que vem.




Superintendente dos Correios em São Paulo - Marcos Venício Barbosa: O projeto piloto vai seguir até o dia 19 de dezembro, a gente imagina que logo na sequência a gente possa começar ampliação dele, de tal modo que em 2019 nós tenhamos todo o Brasil prestando esse serviço.




Repórter Ricardo Ferraz: A previsão é de que sejam emitidas mais de 530 carteiras de trabalho por mês nas unidades dos Correios de São Bernardo do Campo e de Presidente Prudente. Para solicitar a carteira, o trabalhador deve ir pessoalmente às agências desses municípios levando: identidade, CPF, comprovante de residência, certidão de nascimento ou casamento e foto 3X4. Reportagem, Ricardo Ferraz.




Nasi: Começou hoje em Buenos Aires, na Argentina, mais uma reunião da Cúpula do G20, o grupo que reúne as maiores economias do mundo.




Gabriela: O presidente Michel Temer discursou e defendeu que o encontro é uma oportunidade de garantir que mais pessoas tenha acesso aos benefícios da globalização.




Nasi: Temer participou também de uma reunião com os presidentes da China, Índia, Rússia e África do Sul, os países que formam o Brics.




Gabriela: A repórter Gabriela Noronha está na Argentina acompanhando o encontro e traz as informações desse primeiro dia ao vivo para a gente. Boa noite, Gabriela.




Repórter Gabriela Noronha (ao vivo): Boa noite, Gabriela, boa noite, Nasi, uma boa noite a todos os ouvintes da Voz do Brasil. Olha, um dos primeiros compromissos oficiais do presidente brasileiro na Argentina foi o encontro do Brics. Foi uma reunião informal antes do evento principal que é a Cúpula do G20. Durante o discurso, o presidente Michel Temer fez um balanço da atuação conjunta dos países, lembrando que todos tiveram uma postura contrária a medidas [interrupção no áudio].




Presidente Michel Temer: No mesmo espírito de união de esforços, estamos consolidando um novo banco de desenvolvimento. Talvez o símbolo maior da nossa capacidade de cooperação. O banco já se mostrou rentável, tendo multiplicado os mais de US$ 4 bilhões que nele investimos. Até aqui, como não será demais recapitular, a nossa instituição aprovou financiamento de projetos que somam quase o dobro daquele capital e essa é a tendência que deve ganhar renovado ímpeto nos próximos anos, com a instalação do escritório regional para as Américas em São Paulo, precisamente no Brasil, no meu estado.




Nasi: E já na Cúpula do G20, o presidente Michel Temer discursou durante uma sessão, com a presença de todos os presidentes e destacou ações tomadas no Brasil, como a reforma do Ensino Médio, a modernização das leis trabalhistas e a criação de políticas para a capacitação profissional de mulheres.




Gabriela: Agora há pouco o presidente falou com os jornalistas. Ele disse que o encontro até agora está sendo produtivo.




Presidente Michel Temer: E nossa mensagem que nós trouxemos aqui ao G20 é muito clara, é para abertura integral, como nós temos feito no nosso país, e a concorrência de todos para bem-estar de todos os povos. A meu modo de ver, o objetivo da reunião do G20 foi muito produtivo, está dando resultados, cumprimentei o presidente Macri por isso, e de igual maneira, coincidentemente também, as reuniões dos países integrante do Brics.




Gabriela: E o presidente Michel Temer também se reuniu com alguns líderes em particular, como os primeiros ministros de Singapura e da Austrália. E a gente preparou uma matéria sobre o G20 falando dos principais temas em debate. A reportagem é da repórter Gabriela Noronha. Vamos ouvir.




Repórter Gabriela Noronha: Os países que formam o G20 representam juntos 85% dos bens e riquezas do mundo, os 75% do comércio internacional. O economista José Luis Oreiro explica que o grupo foi criado para enfrentar a crise financeira mundial de 2008 e se tornou um fórum para abordar as grandes questões econômicas a nível global.




Economista - José Luis Oreiro: Com o aprofundamento da globalização, os países desenvolvidos foram perdendo espaço, perdendo peso na economia mundial, quer dizer, Estados Unidos, Europa e Japão já representaram mais de 50% do PIB mundial nos anos 80 e hoje isso deve estar em torno de uns 40% mais ou menos. Você teve a notável ascensão da China que, em termos de qualidade de poder de compra já é a maior economia do mundo, então houve uma mudança na configuração geopolítica e econômica mundial que explicou então a criação desse G20.




Repórter Gabriela Noronha: Para a edição do evento que ocorre em Buenos Aires, três temas foram priorizados: infraestrutura, segurança alimentar e o futuro do trabalho. Para o economista José Luiz Pagnussat, o Brasil pode levar o exemplo da reforma trabalhista para a cúpula.




Economista - José Luiz Pagnussat: A realidade do mercado de trabalho hoje é muito diferente do que era no passado. Novas atividades, novas profissões foram surgindo e outras foram desaparecendo. Novas atividades, novas profissões, que exigem regras trabalhistas mais flexíveis.




Repórter Gabriela Noronha: O encontro começa na sexta-feira, mas as reuniões bilaterais entre os países já estão sendo feitas desde segunda e são desses momentos que podem surgir resoluções importantes para o mundo todo, é o caso do esperado encontro entre o presidente chinês Xi Jinping com o presidente americano Donald Trump, que devem tratar da disputa comercial entre as duas potências econômicas. Segundo o ministro Luiz Cesar Gasser, diretor do Departamento de Assuntos Financeiros e Serviços do Ministério das Relações Exteriores, o Brasil tem muito a contribuir nesta edição da cúpula.




Diretor do Departamento de Assuntos Financeiros e Serviços do Ministério das Relações Exteriores - Luiz Cesar Gasser: O combate à corrupção, educação, trabalho, saúde, todos os temas estão na Pauta e o Brasil tem uma contribuição a dar sobre todos os temas.




Repórter Gabriela Noronha: Cerca de 25 mil agentes de inteligência, policiais e militares foram mobilizados. De Buenos Aires, na Argentina, Gabriela Noronha.




Nasi: O PIB, que é a soma de todas as riquezas produzidas pelo país, aumentou 0,8% no terceiro trimestre do ano.




Gabriela: Os setores da agropecuária e serviços junto com o aumento do consumo das famílias e dos investimentos em máquinas e equipamentos foram fundamentais para o resultado.




Nasi: E a expectativa é que o PIB tenha o resultado ainda melhor no próximo ano e quem conta para a gente é o repórter Pablo Mundim.




Repórter Pablo Mundim: O bom desempenho da produção brasileira de café e algodão ajudou o setor agropecuário a crescer 0,7% no Produto Interno Bruto, o PIB, que é a soma de todos os bens de serviços produzidos no país no terceiro trimestre deste ano. O PIB alcançou mais de R$ 1,7 trilhão no período, segundo dados do IBGE, uma alta de 0,8% em relação ao segundo trimestre. Esse resultado positivo no campo foi impulsionado pela tecnologia, como avalia Francisco Turra, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal.




Presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal - Francisco Turra: O Brasil definitivamente apostou na tecnologia, está absolutamente tecnificado, nós apostamos na inovação, isso é fundamental, a safra está correndo maravilhosamente bem, o tempo está ajudando muito.




Repórter Pablo Mundim: Segundo os dados do IBGE, a demanda interna, que inclui o consumo das famílias e do governo, e os investimentos das empresas na compra de máquinas e equipamentos contribuíram para o resultado positivo do PIB. Outro destaque foi o setor de serviços, que cresceu em todas as atividades, especialmente comércio e transporte, como explica a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis.




Coordenadora de Contas Nacionais do IBGE - Rebeca Palis: Olhando pelas atividades econômicas, o que mais influenciou esse crescimento da parte dos serviços puxada aí pela parte do comércio, atividades imobiliárias e principalmente o transporte, influenciado muito pelo transporte de carga, e aí obviamente que tem um efeito base em comparação com o trimestre passado, que a gente teve a greve dos caminhoneiros.




Repórter Pablo Mundim: No terceiro trimestre de 2018 em relação ao terceiro trimestre de 2017, o PIB brasileiro cresceu 1,3%. No acumulado do ano, a alta é de 1,1% em relação ao ano passado. O economista do Conselho Federal de Economia, Antônio Corrêa de Lacerda, avalia que para 2019 a economia deve continuar em crescimento.




Economista do Conselho Federal de Economia - Antônio Corrêa de Lacerda: Vai depender da combinação da política monetária, envolvendo juros, envolvendo crédito, o que significa que o espaço para um crescimento mais acelerado fica limitado por outro lado. Então, alguma coisa próximo de 2% é bastante razoável se imaginar para 2019.




Repórter Pablo Mundim: E as indústrias de transformação, que moldam a matéria-prima até o produto final, também ajudaram a elevar o crescimento do setor industrial, que apresentou alta de 0,4%. Reportagem, Pablo Mundim.




Gabriela: E essas foram as notícias do Governo Federal.




Nasi: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.




Gabriela: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.




Nasi: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite e um bom fim de semana.




Gabriela: Uma boa noite para você e até segunda.




"Brasil, ordem e progresso".