31 DE DEZEMBRO DE 2018 - PODER EXECUTIVO

Destaques da Voz do Brasil: Tudo pronto para a posse do presidente eleito Jair Bolsonaro. Esquema de segurança está reforçado na capital. E a gente traz todas as dicas para quem vai acompanhar a posse. Você vai conhecer um pouco da história de Jair Messias Bolsonaro. E em entrevista exclusiva à Voz do Brasil e NBR, General Hamilton Mourão fala sobre os desafios do novo governo. No último dia do ano, a gente vai ouvir pessoas de norte a sul do país sobre o que esperam do Ano Novo, do governo que está para começar.

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Transcrição

Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá, boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Segunda-feira, 31 de dezembro de 2018.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia. Tudo pronto para a posse do presidente eleito Jair Bolsonaro.

 

Gabriela: Esquema de segurança está reforçado na capital.

 

Nasi: E a gente traz todas as dicas para quem vai acompanhar a posse. Luana Karen.

 

Repórter Luana Karen: Quatorze itens foram proibidos e não podem ser levados para a festa.

 

Gabriela: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Nasi: Você vai conhecer um pouco da história de Jair Messias Bolsonaro.

 

Gabriela: E em entrevista exclusiva à Voz do Brasil e NBR, general Amilton Mourão fala sobre os desafios do novo governo.

 

Nasi: No último dia do ano a gente vai ouvir pessoas de Norte a Sul do país sobre o que esperam no ano novo do governo que está para começar.

 

Gabriela: Entre eles o produtor de soja Antônio Galvão, Sinop, no Mato Grosso.

 

Produtor de soja - Antônio Galvão: O que eu espero é que devolva ao brasileiro a esperança de viver no Brasil, proporcionando a ele uma segurança urbana e fazer com que retorne ao nosso empresário, a população que acredita novamente no Brasil, e que voltem a investir nele.

 

Nasi: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil: Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Gabriela: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar: www.voz.gov.br .

 

Nasi: O que os brasileiros esperam do próximo ano?

 

Gabriela: Ou melhor, Nasi, o que eles esperam do governo do presidente eleito Jair Bolsonaro, que toma posse amanhã?

 

Nasi: Hoje, a gente abre a Voz do Brasil com depoimentos de ouvintes.

 

Gabriela: Durante todo o programa vamos ouvir a população de Norte a Sul do país.

 

Nasi: E, para começar, o caminhoneiro Claudinei Pellegrini, de Porto Ferreira, em São Paulo, conta o que quer para o nosso Brasil.

 

Caminhoneiro - Claudinei Pellegrini: Tanto eu, como toda a categoria dos transportadores de carga, estamos muito esperançosos, haja vista ações de seguridade que o governo já demonstrou com as melhorias aí, mas a gente também até esperançosos com isso.

 

Servidor público federal - Gustavo Bezerra: Meu nome é Gustavo Bezerra, eu sou servidor público federal. A minha expectativa é a valorização dos servidores e também de técnicos, além da própria valorização do ensino tanto o Fundamental, quanto o Superior, e uma condução de governo honesta, sincera e aberta também às vontades da população.

 

Artesão - Ednaldo: Eu nome é Ednaldo, de Caruaru, Pernambuco, e sou artesão. O que eu espero do nosso governo é que ele possa fazer o país crescer, desenvolver, trabalhar em prol de todo o país, e principalmente dos que mais necessitam.

 

Gabriela: Amanhã, dia 1 de janeiro, toma posse o presidente eleito Jair Bolsonaro.

 

Nasi: E para testar o esquema que vai garantir a segurança de quem vai acompanhar este evento histórico foi realizado ontem mais um ensaio.

 

Gabriela: O repórter Pablo Mundim acompanhou tudo de perto. E é com ele que nós vamos conversar agora, ao vivo, aqui no estúdio.

 

Nasi: Boa noite, Pablo. Como é que foi o ensaio?

 

Repórter Pablo Mundim (ao vivo): Boa noite, Nasi, Gabriela, e, principalmente, a você ouvinte da Voz do Brasil. Com a Esplanada dos Ministérios fechada, o ensaio começou perto das 15h, que é mais ou menos o mesmo horário previsto para o início da posse amanhã. Figurantes fizeram o papel do presidente eleito Jair Bolsonaro e da futura primeiradama isso Michelle Bolsonaro no desfile, em carro, da presidência até o Congresso Nacional. E pelo o que acompanhei, a preocupação com a segurança era evidente, o carro foi escoltado pela avenida, vigiado pelas polícias Federal, Militar e Civil, além de militares do Exército e aeronaves da Força Aérea Brasileira. O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, Sérgio Etchegoyen, disse que já está tudo pronto para a posse.

 

Ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República - Sérgio Etchegoyen: O Brasil terá uma belíssima festa, um nível de segurança que merece um presidente ungido por 58 milhões de votos, com o valor, com a festa com o significado que tem o nossa democracia, pujante, saudável, que foi capaz de chegar até aqui sem nenhum arranhão. A segurança está feita para garantir a presença de quem vier.

 

Gabriela: Pablo, são esperadas de 250 mil a 500 mil pessoas para a posse amanhã. Esses turistas já chegaram em Brasília, né?

 

Repórter Pablo Mundim (ao vivo): Exatamente, começaram, sim, Gabriela. Ontem em praticamente toda a Esplanada vários turistas acompanhavam de perto os preparativos. Eu conversei com vários, entre eles, uma família inteira que veio do Rio de Janeiro para a posse. O militar da reserva Roosevelt Rodrigues Luiz disse que está ansioso para a festa e que espera um evento tranquilo.

 

Militar da reserva - Roosevelt Rodrigues Luiz: Nós dependemos muito da segurança, que está mobilizando, para que não haja nenhum tipo de violência. Espero que tudo corra bem aqui.

 

Repórter Pablo Mundim (ao vivo): E aqueles que vão participar da posse devem ficar atentos a algumas medidas de segurança. A repórter Luana Karen explica para gente quais são esses cuidados, vamos ouvir.

 

Repórter Luana Karen: Quatorze itens foram proibidos e não podem ser levados para a festa. Bebidas alcoólicas, garrafas, guardachuva, fogos de artifício, apontadores lasers, animais, bolsas e mochilas, sprays, máscaras, produtos inflamáveis, armas de fogo, objetos cortantes, drones e carrinhos de bebê. O major Michello Bueno, porta-voz da Polícia Militar do Distrito Federal, explica que outros itens que ofereçam risco à segurança também serão barrados.

 

Porta-voz da Polícia Militar do Distrito Federal - Michello Bueno: Bicicleta, pessoal chegar de bicicleta aqui não vai poder entrar, skate, qualquer coisa que possa ser usado contra a segurança do evento. Assim, o único objeto que ela vai poder trazer é um alimento, de preferência pequeno, num saco plástico transparente.

 

Repórter Luana Karen: A Esplanada, que está interditada deste o final de semana, terá quatro pontos de revista pessoal, em três deles haverá detectores de metais. O acesso do público a vias só poderá ser feito pela rodoviária, que fica a cerca de três quilômetros do Congresso Nacional. O Major Bueno, da PM do Distrito Federal, explica que, além de estar com praticamente todo o efetivo envolvido na segurança do evento, a Polícia Militar também contará com equipamentos especiais.

 

Porta-voz da Polícia Militar do Distrito Federal - Michello Bueno: Detector de metal, câmera, a gente tem muita câmera de monitoramento na central. Vamos policiais a cavalo, cães farejadores, equipamentos também de detectam pólvora, detectam qualquer coisa que possa ser considerado explosivo.

 

Repórter Luana Karen: As medidas de segurança também vão afetar o espaço aéreo de capital federal, mas a Aeronáutica garante que os voos comerciais não serão afetados. Reportagem, Luana Karen.

 

Nasi: Pablo, conta para a gente como é que vai ser a roteiro da cerimônia de posse amanhã.

 

Repórter Pablo Mundim (ao vivo): A cerimônia começa mais ou menos às 14h30, perto da Catedral de Brasília. Ali Jair Bolsonaro começa o desfile em carro da presidência até o Congresso Nacional, onde ele faz um juramento marca o ato de posse. Já empossado, o presidente vai subir a rampa do Palácio do Planalto e receber a faixa presidencial das mãos de Michel Temer. Em seguida, Bolsonaro fará um pronunciamento à nação e dará posse aos novos ministros. O dia termina com um coquetel no Itamaraty. Nasi e Gabriela.

 

Nasi: Obrigada, Pablo Mundim, pelas informações, ao vivo, aqui na Voz do Brasil.

 

Nasi: Vamos ouvir agora mais depoimentos de ouvintes da Voz do Brasil sobre o que esperam do próximo governo.

 

Gabriela: Começando pega dona de casa Nassarina Nassarela, de Rio branco, no Acre.

 

Dona de casa - Nassarina Nassarela: O que eu espero desse governo é a segurança, porque aqui aonde eu moro eu não posso nem sair de casa, é um perigo. Aí depois educação, saúde, mas para mim a prioridade é a segurança.

 

Subtenente de Aeronáutica - Leandro Lazarino: Sou subtenente Leandro Lazarino, de Aeronáutica. Do próximo governo eu realmente espero que seja a mudança do Brasil para uma nova era. A gente acredita mesmo que virá mudanças para o bem.

 

Nasi: Jair Messias Bolsonaro vai ser o 38º presidente do Brasil.

 

Gabriela: Bolsonaro assume o Palácio do Planalto depois de sete mandatos como deputado federal.

 

Nasi: Vamos acompanhar um pouco a trajetória de vida do militar da reserva que agora vai assumir o cargo mais alto do país.

 

Repórter Ricardo Ferraz: Jair Messias Bolsonaro, teto imigrantes alemães e italianos, nascido em 1955, na pequena cidade de Glicério, interior de São Paulo.

 

Presidente Eleito - Jair Bolsonaro: Minha querida mãe ainda está viva. Foi uma gestação bastante complicada. Ela, bastante católica, colocou um dos meus nomes de Messias, mas não sou salvador da pátria. Quem vai salvar essa pátria somos todos nós. Jair ganhei, por quê? Naquele dia, 21 de março, era aniversário do Jair Rosa Pinto, meia-esquerda da Seleção Brasileira e do Palmeiras. E o meu pai, como palmeirense, me colocou o nome de Jair.

 

Repórter Ricardo Ferraz: Por 18 anos Bolsonaro ingressou no Exército, primeiro cursou a Escola Preparatória de Cadetes e logo depois a tradicional Academia Militar de Agulhas Negras. Integrou a Brigada de Paraquedista e a Escola de Educação Física do Exército. Deixou a corporação em 1988 com a patente de capitão. No mesmo ano se elegeu vereador da cidade do Rio de Janeiro e dois anos mais tarde conquistou o primeiro mandato de deputado federal pelo estado do Rio. Depois de sete mandatos como deputado federal, Jair Bolsonaro tomou a mais arriscada e ousada decisão de sua carreira política, abandonar o Legislativo para disputar uma eleição majoritária. Sem escalas, se candidatou, de cara, à Presidência da República. Viajou o país de Norte a Sul e fez das redes sociais seu principal canal de comunicação com os brasileiros, mas a campanha foi marcada por um atentado na cidade de Juiz de Fora, Minas Gerais. Jair Bolsonaro foi atingido por uma facada, o agressor, identificado como Adélio Bispo de Oliveira, foi preso.

 

Presidente Eleito - Jair Bolsonaro: Primeiro que eu queria agradecer a Deus, que pelas mãos de homens e mulheres da Santa Casa de Juiz de Fora, bem com o Albert Einstein, em São Paulo, me deixaram vivo.

 

Repórter Ricardo Ferraz: Fora de perigo e ainda em recuperação, foi o candidato mais votado e seguiu para a disputa no segundo turno das eleições presidenciais. No dia 28 de outubro recebeu mais de 57 milhões de votos e se tornou o 38º presidente da República do Brasil. Ao receber a diplomação no Tribunal Superior Eleitoral, Jair Bolsonaro votou a destacar os compromissos que o fizeram alcançar o cargo mais alto do país.

 

Presidente Eleito - Jair Bolsonaro: Trabalharei com afinco para que daqui a quatro anos possamos olhar para trás com orgulho pelo caminho trilhado em benefício do nosso amado Brasil.

 

Repórter Ricardo Ferraz: O 38º presidente é pai de quatro filhos homens, Carlos, Flávio e Eduardo, que também ingressaram na vida pública, e, Jair Renan, estudante de direito. Casado com Michelle de Paula, Jair Bolsonaro teve a caçula Laura, de apenas sete anos. Reportagem, Ricardo Ferraz.

 

Gabriela: Agora nós também vamos conhecer um pouco mais sobre o vicepresidente, general Hamilton Mourão.

 

Nasi: Atualmente na reserva, o gaúcho de Porto Alegre teve uma vida dedicada ao Exército Brasileiro.

 

Gabriela: É paraquedista, guerreiro de selva, teve experiência em várias cidades brasileiras e também fora do país, na Angola e na Venezuela.

 

Nasi: Na entrevista à repórter Danielle Popov o general fala dos desafios do próximo governo. Vamos ouvir os principais trechos da conversa.

 

Repórter Danielle Popov: Como é que o senhor acha que essa formação militar pode ajudar numa gestão no Poder Executivo?

 

Vice-presidente eleito - Hamilton Mourão: Nós, dentro da Forças Armadas a gente faz gestão de tempo todo, desde jovem tenente, comandante de pelotão, que você tem que gerir o teu pessoal, além disso, você tem aquilo que a gente chama da carga, o material da Fazenda Nacional para distribuir ao seu pelotão. O tenente tem que fazer a gestão daquilo ali. Então, o que é que a gente aprende no meio disso aí? Que planejamento é fundamental e que fiscalização é mais fundamental ainda.

 

Repórter Danielle Popov: General, como é que o senhor acha que deve a atuação de um vicepresidente da República?

 

Vice-presidente eleito - Hamilton Mourão: O vicepresidente, ele, por definição, ele está aí para substituir eventualmente o presidente nos seus afastamentos e para cumprir aquelas tarefas especiais que o presidente necessita. Então, para isso eu me cerquei de uma equipe competente, capaz, e como eu já disse várias vezes, né, eu me vejo sempre como escudo, ou seja, proteger o presidente, e a espada, atacar quando tiver que ser atacado.

 

Repórter Danielle Popov: Quais são as expectativas, para a gente encerrar, para esses próximos quatro anos?

 

Vice-presidente eleito - Hamilton Mourão: Olha, a grande expectativa é que a gente consiga construir o projeto que nós pensamos para o Brasil. O Brasil precisa de um projeto, a gente precisa entender que realmente esse é o nosso rumo, e que independente do governo que assuma, o rumo é aquele. E que, ao final dos nossos quatro anos, a população possa matricular seus filhos em boas escolas, ser atendido em hospitais descentes, andar pela rua sem ficar olhando para o lado com medo e ter uma infraestrutura, não é, emprego para todo mundo.

 

Repórter Danielle Popov: Vicepresidente, muito obrigada pela entrevista à Voz do Brasil.

 

Vice-presidente eleito - Hamilton Mourão: Muito obrigado e um abraço fraterno a todos.

 

Gabriela: E você está acompanhando durante essa edição da Voz do Brasil depoimentos de ouvintes sobre o que esperam do governo que começa amanhã.

 

Nasi: O médico Eduardo Trindade, de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, também deu sua opinião.

 

Médico Eduardo Trindade: Eu desejo que o presidente Bolsonaro possa colocar em prática todas aquelas medidas que ele apresentou durante a campanha eleitoral, e eu espero que o governo possa fazer o máximo para o brasileiro, principalmente na área da educação, da saúde e da segurança.

 

Estudante de direito da Universidade de Brasília - Jean Borges: Meu nome é Jean Borges, eu sou estudante de direito da Universidade de Brasília. Eu espero que o novo governo, ele possa seguir a Constituição, e assim ele represente todo o cidadão, não apenas que votaram nele, e que possa continuar fomentando educação, que é o motor para o desenvolvimento da nossa sociedade.

 

Cacique da Comunidade Wotchimaucu - Agnilson: Eu me chamo Agnilson, sou do povo Tikuna, sou cacique da Comunidade Wotchimaucu, moro em Manaus. O que nós esperamos desde novo governo, que seja atendido a sua saúde com qualidade, a educação com qualidade, onde há tecnologia, que seja alcançado nas comunidades indígenas no que diz respeito às nossas políticas conquistadas.

 

"1 de janeiro de 2019, dia de celebrar o Brasil, dia celebrar a nossa democracia, dia da posse do presidente eleito Jair Bolsonaro. A NBR e a Rede Nacional de Rádio vão mostrar todos os detalhes da cerimônia, ao vivo, a partir das 10h. Não perca, acompanhe tudo no canal de TV da NBR, no satélite da Voz do Brasil, nos perfis da NBR no Youtube, Twitter e Facebook, e você ainda pode participar da transmissão mandando mensagens para o nosso WhatsApp. O número é: (61) 99867-8787. Cerimônia de posse do presidente eleito Jair Bolsonaro, dia 1 de janeiro a partir das 10h".

 

Gabriela: Logo após a confirmação da vitória nas urnas de Jair Bolsonaro começou a chamada transição de governo.

 

Nasi: Bolsonaro e sua equipe receberam do presidente Michel Temer todas as informações sobre a estrutura e ações do Governo Federal.

 

Gabriela: Foram mais de dois meses de trabalho intenso.

 

Repórter Danielle Popov: Iniciada formalmente a transição, foram criados dez grupos temáticos em diversas áreas. Quase um mês depois foi apresentada nova estrutura do governo, foram delimitados 22 ministérios, incluindo, a Advocacia Geral da União e o Banco Central, que podem perder status de ministério. O ministro extraordinário e que vai ser chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, destacou que pela primeira vez a transição foi feita com critério e explicou algumas alterações ministeriais, como, por exemplo, o Ministério do Trabalho, que deixa de existir.

 

Ministro extraordinário - Onyx Lorenzoni: O Ministério do Trabalho passa a estar contido majoritariamente no Ministério da Justiça. Lá está, com certeza, aquela secretaria que cuida das cartas sindicais, ela vai estar sob o controle do Dr. Moro.

 

Repórter Danielle Popov: As vésperas da posse presidencial, foi divulgada a agenda de governo para os primeiros cem dias de governo. É um documento de orientação geral. E, de acordo com o ministro Onyx Lorenzoni, lá é possível acompanhar as principais atividades do governo e do presidente, inclusive, reuniões ministeriais semanais de acompanhamento. Reportagem, Danielle Popov.

 

Nasi: Agora outros dois depoimentos de ouvintes sobre a expectativa para o governo de Jair Bolsonaro.

 

Gabriela: A gente começa com a seringueira Francisca Bezerra, de Brasileia, no Acre.

 

Seringueira - Francisca Bezerra: O que a gente espera do próximo governo é que ele olhe com bons olhos para pessoas da zona rural, para os trabalhadores rurais, que a gente precisa sobreviver da borracha, que eles consigam receber o preço da castanha, que tenha financiamento para isso.

 

Professor - Francisco Dias: Eu sou o professor Francisco Dias, eu resido em Teresina, no Piauí. E eu espero do novo governo é que a educação, principalmente a educação básica, tenha a atenção mais centrada no desenvolvimento do nosso educando, a fim de que nós possamos ter um Brasil melhor para o futuro.

 

Nasi: Um dos grandes desafios do novo governo é melhorar as contas públicas.

 

Gabriela: A União ainda gasta mais do que arrecada, gerando um saldo negativo que se acumula há alguns anos. Bolsonaro e sua equipe pretendem reverter essa situação.

 

Repórter Luana Karen: Um novo rumo para a economia, caminho indicado parcelo presidente Jair Bolsonaro no discurso após a vitória das urnas no final de outubro.

 

Presidente Eleito - Jair Bolsonaro: Esse futuro de que falo e acredito passa por um governo que crie condições para que todos cresçam, isso significa que o Governo Federal dará um posso atrás, reduzindo a sua estrutura e a burocracia, cortando desperdícios e privilégios para que as pessoas possam dar muitos passos à frente.

 

Repórter Luana Karen: E para cumprir essa tarefa o presidente reuniu no Ministério da Economia, as pastas da Fazenda, Planejamento e Indústria e Comércio e indicou Paulo Guedes para o comando da área. O economista, que tem pós-doutorado pela Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, terá como desafio o reequilíbrio das contas públicas. Em 2018, pelo quinto ano seguido, o Brasil fechou as contas no vermelho, ou seja, gastou mais do que arrecadou A retomada do crescimento passa pelo saneamento das contas, o que o novo ministro Paulo Guedes espera conseguir com medidas como a reforma da previdência e a diminuição do tamanho do estado.

 

Economista - Paulo Guedes: O primeiro grande gasto, a previdência. Vamos fazer uma reforma da previdência. Segundo grande gasto, os juros da dívida, vamos acelerar as privatizações e vamos transformar o estado. Na hora que nós acelerarmos as privatizações, nós vamos liberar recursos, invés de ficar pagando juros de dívidas, esses recursos vão ser liberados para fazer a reforma fiscal.

 

Repórter Luana Karen: Um dos pilares do desenvolvimento do Brasil, responsável por quase um quarto do Produto Interno Bruto, a soma das riquezas produzidas no país, o agronegócio terá descasque na gestão Bolsonaro. Para liderar o Ministério da Agricultura, Bolsonaro convocou a deputada federal Tereza Cristina.

 

Deputada federal - Tereza Cristina: O que os produtores esperam é segurança jurídica, defesa da propriedade, mais acordos comerciais.

 

Repórter Luana Karen: Outro setor capaz de gerar emprego e renda é o turismo. A ideia é buscar exemplos mundo afora para transformar o que o Brasil naturalmente oferece em oportunidades para todos. À frente do Ministério do Turismo estará o deputado federal Marcelo Álvaro. Reportagem, Luana Karen.

 

Nasi: Trabalhar para dar fim ao analfabetismo é um dos objetivos traçados pelo governo que toma posse.

 

Gabriela: No caso dos programas sociais, a ideia é fazer um pente-fino para verificar se tem gente ganhando benefícios de forma irregular.

 

Repórter Gabriela Noronha: Como parte das mudanças está a criação do Ministério da Cidadania. A pasta vai incorporar as atribuições de outros ministérios, como do Desenvolvimento Social, dos Esportes, da Cultura e parte da Secretaria Nacional de Políticas Sobre Drogas. O escolhido para comandar o novo ministério é o deputado federal Osmar Terra.

 

Deputado federal Osmar Terra: Nós temos que promover hábitos saudáveis para a juventude. Nós temos que fazer com que a juventude previna o uso de drogas, né? Que tenha oportunidade de emprego e renda.

 

Repórter Gabriela Noronha: O Ministério da Cidadania também será responsável por programas como o Bolsa Família e por ações de combate à miséria. O presidente Jair Bolsonaro falou da importância de evitar fraudes nos programas sociais.

 

Presidente Eleito - Jair Bolsonaro: Eu tive acesso a uma nova ferramenta na busca de fraudes, pessoas que recebem o Bolsa Família e têm o rendimento acima de X por ano. O número foi assustador, então com essa nossa ferramenta nós vamos fazer, sim, um grande pente-fino.

 

Repórter Gabriela Noronha: Já na educação, um dos desafios vai ser diminuir a taxa de analfabetismo no Brasil, é o que explica Onyx Lorenzoni, futuro ministro da Casa Civil e atual ministro extraordinário da Transição.

 

Ministro extraordinário da Transição - Onyx Lorenzoni: Como a gente vive no século 21 com 9% das nossas crianças analfabetas? Nós não podemos ter as nossas crianças na oitava série sem saber ler e escrever.

 

Repórter Gabriela Noronha: O Ministério da Educação vai ficar sob o comando do colombiano naturalizado brasileiro, Ricardo Vélez Rodrigues, ele é professor formado em filosofia e autor de mais de 30 livros publicados. Já o nome do novo ministro da Saúde foi anunciado no fim de novembro, o médico e deputado federal Luiz Henrique Mandetta foi o escolhido para a pasta.

 

Deputado federal - Luiz Henrique Mandetta: A gente tem uma agenda muito grande desde a concepção a pré-natal, que é importantíssima, depois a gente vem até os adolescentes, a política de adolescentes, a gravidez na adolescência, as DSTs, Aids, a terceira idade com todas as todas as degenerativas.

 

Repórter Gabriela Noronha: O Ministério da Mulher Família e Direitos Humanos é outra novidade no governo de Bolsonaro e o nome escolhido para a área foi o da advogada Damares Alves.

 

Advogada - Damares Alves: Será prioridade a mulher ribeirinha, a mulher pescadora, a mulher catadora de siri, a quebradora de coco. E a questão infância também nós vamos dar uma atenção especial e o objetivo é propor para a nação um grande pacto pela infância.

 

Repórter Gabriela Noronha: Ao todo, foram escolhidos 22 ministros para o novo governo, eles já se reuniram e fizeram uma lista de propostas a serem adotadas nos primeiros meses de governo. Reportagem, Gabriela Noronha.

 

Nasi: E antes de terminar a última Voz do Brasil do ano, mais três ouvintes falam do que esperam do governo do presidente eleito Jair Bolsonaro.

 

Gabriela: E quem começa é o aposentado Durval Mendonça, de Uberaba, Minas Gerais.

 

Aposentado - Durval Mendonça: A minha expectativa é que vai ser um dos melhores governos do Brasil. Está com uma aprovação muito grande, todos os meus amigos estão animadíssimos com o novo governo.

 

Presidente da Colônia Z-14 - Genival Maia Barreiros: Meu nome é Genival Maia Barreiros, eu presidente da Colônia Z-14, de Banabuiú, Ceará. Nesse novo governo Bolsonaro esperamos que seja um bom governo, que faça uma boa administração, que venha ajudar a nossa categoria dos pesquisadores. Todos nós somos pobres e precisamos.

 

Engenheiro civil - Alexandre Wilde: Meu nome é Alexandre Wilde, eu sou engenheiro civil. E o que nós esperamos do governo do presidente Bolsonaro, que haja mais investimentos na construção civil, financiamentos através da Caixa para que possa alavancar novos investimentos, novas construções, para que a economia venha a crescer e prosperar, né?

 

Nasi: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Gabriela: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite e um feliz ano novo.

 

Nasi: E amanhã não tem a Voz do Brasil. A gente volta na quarta. Boa noite para você e um ótimo 2019.

 

"Brasil, ordem e progresso".