01 de março de 2018

Destaques da Voz do Brasil: Aumento do consumo das famílias. E safra recorde no campo. Fatores que puxaram o crescimento da nossa economia em 2017. Presidente Michel Temer anuncia R$ 42 bilhões para financiar compra de equipamentos para polícias. Vamos falar da nova etapa do pente-fino do INSS. Mais de 500 mil beneficiários já foram convocados para perícia.

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Transcrição


Apresentador Luciano Seixas: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá, boa noite.

 

Luciano: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Quinta-feira, 1º de março de 2018.

 

Luciano: E vamos ao destaque do dia.

 

Gabriela: Aumento do consumo das famílias.

 

Luciano: E safra recorde no campo.

 

Gabriela: Fatores que puxaram o crescimento da nossa economia em 2017. Paulo La Salvia.

 

Repórter Paulo La Salvia: Segundo o IBGE, o PIB teve um crescimento de 1% no ano passado.

 

Luciano: Você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Gabriela: Presidente Michel Temer anuncia R$ 42 bilhões para financiar compra de equipamentos para polícias.

 

Presidente Michel Temer: Nós queremos revelar que os estados todos também estão integrados nesta batalha pela segurança pública nas suas localidades.

 

Luciano: E vamos falar da nova etapa do pente-fino do INSS.

 

Gabriela: Mais de 500 mil beneficiários já foram convocados para a perícia.

 

Luciano: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil, Luciano Seixas e Gabriela Mendes.

 

Gabriela: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Luciano: Quem compra um carro, uma geladeira, uma máquina de lavar em várias prestações precisa saber que não vai ter crise no futuro, desemprego.

 

Gabriela: É, Luciano. Isso dá ao brasileiro confiança de que ele pode comprar e que vai pagar a dívida direitinho.

 

Luciano: E essa certeza vem da economia, do aumento do PIB, o Produto Interno Bruto, que é a soma de todas as riquezas produzidas no país.

 

Gabriela: Quanto mais produzimos, mais temos empregos, mais temos renda. É a roda da economia que gira.

 

Luciano: E hoje o IBGE divulgou que estamos bem. O resultado do PIB, Gabriela, foi positivo. Depois de dois anos em queda, a economia cresceu 1%.

 

Gabriela: E a previsão é que essa alta seja bem maior este ano.

 

Repórter Paulo La Salvia: O consumo das famílias foi um dos grandes responsáveis, segundo o IBGE, pelo crescimento do PIB, que é o conjunto de bens, serviços e riquezas produzidos pelo país. Isso porque, de acordo com o economista José Luiz Pagnussat, da Escola Nacional de Administração Pública, o consumo familiar tem um peso considerável na economia brasileira.

 

Economista - José Luiz Pagnussat: Foi determinante para esse sucesso ou essa retomada do crescimento da economia a volta das famílias ao mercado. O crescimento, então, da demanda das famílias por produtos e serviços.

 

Repórter Paulo La Salvia: Entre essas medidas que facilitaram o consumo estão a queda da inflação, os juros baixos e o saque das contas inativas do FGTS, que injetou R$ 44 bilhões na economia em 2017. Para o advogado de Brasília, Marco Meirelles Maciel, tanto no ano passado quanto agora, o ambiente econômico facilitou as negociações na hora de ir às compras.

 

Advogado - Marco Meirelles Maciel: Hoje quem vende quem negociar e quem vender, e você que tem o dinheiro, que está com o dinheiro, que foi o caso do adiantamento do FGTS, pode negociar a compra de bens, de consumo, etc.

 

Repórter Paulo La Salvia: O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, comentou o resultado do PIB em 2017 e afirmou que o investimento se acelerou no último trimestre do ano passado, e que a perspectiva é de mais crescimento para este ano. Para o ministro, além do investimento das empresas, o consumo das famílias vai manter o crescimento em 2018.

 

Ministro da Fazenda - Henrique Meirelles: As famílias estão também acreditando que o Brasil vai continuar a crescer, que a renda vai continuar a crescer. Por quê? Elas estão comprando duráveis e, muitas vezes, assumindo financiamento, etc., porque estão acreditando e apostando na sua própria capacidade de pagar tudo isso. Por quê? Porque a economia está crescendo. Ou seja, o consumo de bens duráveis é, digamos, o investimento da família, portanto, é algo que envolve um planejamento, uma visão do que vai acontecer no futuro.

 

Repórter Paulo La Salvia: O setor de serviços, que responde por 70% da economia brasileira, apresentou um crescimento de 0,3%, e o comércio, que faz parte dos serviços, teve variação positiva de 1,8% em relação ao resultado de 2016. Reportagem, Paulo La Salvia.

 

Luciano: E nada como uma supersafra de grãos, como a que ocorreu em 2017, para impulsionar a produção e gerar mais empregos no país.

 

Gabriela: A repórter Raquel Mariano conta a importância desse setor nesse bom resultado do PIB brasileiro.

 

Repórter Raquel Mariano: Se o PIB cresce, o Brasil produz mais. E foi isso que aconteceu com o país em 2017. Depois de dois anos de recessão, a produção do Brasil aumentou, e o maior responsável foi o agronegócio, que representou 0,7% dessa alta. E isso foi percebido por alguns brasileiros, como o Rafael Espíndola. Ele conseguiu uma vaga de gerente comercial em uma fazenda de produção de cereais na cidade de Bandeirantes, no Mato Grosso do Sul.

 

Gerente Comercial - Rafael Espíndola: É um município em expansão. A pecuária era muito forte aqui, mas, como nos últimos anos o valor da soja e do milho tem estimulado o agricultor de fora vir, abrir áreas e expandir. A área aqui, ela cresceu muito.

 

Repórter Raquel Mariano: A supersafra na produção de grãos, que superou as 237 milhões de toneladas, foi fundamental para o PIB. O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, espera que o bom desempenho continue nos próximos anos.

 

Ministro da Agricultura - Blairo Maggi: Viemos de uma supersafra, estamos colhendo uma grande safra novamente e já se preparando para 2019, porque a agricultura é assim, não para nunca. Colhe uma, planta outra, e é o Brasil indo para frente.

 

Repórter Raquel Mariano: O desempenho da indústria foi muito importante para garantir o aumento do PIB no quarto trimestre. O setor teve uma alta de 2,7%, como explica Rebeca Pallis, coordenadora de Contas Nacionais do IBGE.

 

Coordenadora de Contas Nacionais do IBGE: No quarto trimestre o destaque foi a indústria, né, especialmente a indústria de transformação, né, com a produção aí de máquinas e equipamentos, o que já ajudou no comportamento do investimento no quarto trimestre, e também de bens de consumo duráveis, por exemplo, a parte da indústria automotiva.

 

Repórter Raquel Mariano: O economista da Confederação Nacional da Indústria, CNI, Marcelo Azevedo, diz que o aumento da produção apresentado pelas indústrias mostra que o Brasil superou a recessão.

 

Economista da CNI - Marcelo Azevedo: Fica mais claro que o pior da crise passou para trás, que já é uma retomada, uma recuperação em curso.

 

Repórter Raquel Mariano: O bom resultado do PIB, que conta com a produção do Rafael e do Ricardo, por exemplo, representou a injeção de R$ 6,6 trilhões na economia brasileira em 2017. Reportagem, Raquel Mariano.

 

Luciano: E junto com todos os fatores que já falamos aqui hoje, as exportações brasileiras também contribuíram para esse retorno do crescimento da nossa economia.

 

Gabriela: Exportações que continuam em alta, tanto que a balança comercial de fevereiro tem o maior saldo positivo para o mês desde o início da série histórica.

 

Luciano: A balança é a diferença entre o que o Brasil exporta e o que importa, e o número nos dois primeiros meses do ano já chega a US$ 7 bilhões.

 

Repórter João Pedro Neto: São 36 meses seguidos de superávit, ou seja, em que as vendas de produtos brasileiros para o exterior superaram as compras que fizemos de outros países. Em fevereiro, o superávit foi de US$ 4,9 bilhões. Esse resultado é o maior saldo para o mês em 30 anos, quando teve início a série histórica. O aumento nas exportações contribuiu para o resultado positivo em fevereiro, especialmente a venda de produtos industrializados, como uma plataforma para a extração de petróleo e automóveis de passageiros. Os números recordes dos dois primeiros meses de 2018 mantém a trajetória de crescimento, que já tinha se consolidado em 2017, quando o Brasil atingiu o maior resultado da balança comercial para o ano, US$ 67 bilhões. Resultado que, segundo o diretor de Estatísticas e Apoio às Exportações do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Herlon Brandão, contribuiu para o crescimento de 1% da economia no ano passado.

 

Diretor de Estatísticas e Apoio às Exportações do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços - Herlon Brandão: Principalmente por conta de safra recorde, que fez com que os produtos agropecuários aumentassem a exportação, mas também com o aumento, o crescimento de exportação de todos os fundamentos da balança comercial.

 

Repórter João Pedro Neto: Para este ano, a expectativa do Ministério é de novo superávit na balança comercial, em torno de US$ 50 bilhões. Reportagem, João Pedro Neto.

 

Gabriela: Estados e municípios vão ter R$ 42 bilhões à disposição para reequipar as polícias locais.

 

Luciano: O financiamento do Governo Federal foi oferecido pelo presidente Michel Temer durante reunião com governadores para discutir a segurança pública.

 

Repórter Luana Karen: São R$ 42 bilhões destinados para modernizar a segurança pública nos estados. A maior parte dos recursos é do BNDES. O presidente Michel Temer falou que o financiamento vai ajudar a reequipar as polícias locais.

 

Presidente Michel Temer: Nós podemos ajudar a financiar os estados para o reequipamento das polícias locais, das polícias estaduais. Então, com isto eu quero dizer que nós não poderíamos nos furtar a isto, tendo em vista esta angustiante preocupação que existe, devo dizer, em todos os estados brasileiros.

 

Repórter Luana Karen: A verba foi anunciada junto com o Programa Nacional de Segurança Pública, que vai contar com um comitê gestor, formado por ministros e integrantes do BNDES. O comitê vai definir os critérios de prioridade para os projetos. O grupo também vai coordenar, monitorar e avaliar a aplicação dos recursos. Em abril, o comitê começa a receber os projetos dos estados e de municípios com mais de 500 mil habitantes. Os primeiros programas devem ser aprovados em junho e começar a serem postos em prática em agosto. O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, falou sobre o financiamento.

 

Ministro da Segurança Pública - Raul Jungmann: Esse programa, que é um programa voltado para o financiamento de equipamentos, construção e equipamentos tecnológicos de monitoramento e outros mais para estados e também para municípios, e isso representa, de fato, o maior investimento feito de uma só vez na segurança pública de toda a federação.

 

Repórter Luana Karen: O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, aprovou os novos recursos.

 

Governador de São Paulo - Geraldo Alckmin: Demos um passo importante porque estamos trazendo aqui a União para enfrentar uma questão que é de um país continente como é o Brasil, hoje prioridade nacional.

 

Repórter Luana Karen: Robson Faria, governador do Rio Grande do Norte, estado que também enfrenta problemas com a segurança pública, comemorou a integração e a verba para financiar o setor.

 

Governador do Rio Grande do Norte - Robson Faria: A questão prisional, por exemplo, financiar presídios, a segurança passa por construção de presídios, investir em tecnologia, investir na parte de inteligência.

 

Repórter Luana Karen: O presidente Michel Temer lembrou aos governadores que o dinheiro destinado ano passado para a construção de 25 prisões estaduais e 5 presídios federais continua disponível e pediu empenho para colocar os projetos em prática e aumentar a oferta de vagas no sistema prisional. O presidente Temer afirmou que todo o país está empenhado em garantir mais segurança ao cidadão.

 

Presidente Michel Temer: Nós sabemos que a segurança pública é um dos primeiros itens de preocupação do nosso povo brasileiro. E por isto a reunião aqui, ela se deve precisamente a isto: nós queremos revelar que os estados todos também estão integrados nesta batalha pela segurança pública nas suas localidades.

 

Repórter Luana Karen: A presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, destacou a questão penitenciária e disse que entrega até maio o Cadastro Nacional de Presos, um levantamento que tem, entre as informações, a quantidade exata de presos no país e o motivo pelo qual estão atrás das grades. Reportagem, Luana Karen.

 

Gabriela: 19h13, em Brasília.

 

Luciano: Daqui a pouquinho tem recado importante para as comunidades indígenas.

 

Gabriela: O Ministério da Saúde entregou hoje veículos que vão atender mais de 700 mil índios em todo o país.

 

Luciano: Planos econômicos lançados nos anos 80 e 90 acabaram criando um problema para quem tinha caderneta de poupança.

 

Gabriela: Com as mudanças na moeda, as cadernetas eram corrigidas por índices que os poupadores contestaram na Justiça.

 

Luciano: Cerca de um milhão de ações estão nos Tribunais pedindo indenizações por correções abaixo da inflação.

 

Gabriela: Agora, um acordo mediado pela Advocacia-Geral da União vai encerrar décadas de disputa. O repórter Paulo La Salvia está aqui no estúdio e explica como esse acordo vai sair do papel. Boa noite, Paulo.

 

Repórter Paulo La Salvia (ao vivo): Boa noite, Gabriela, Luciano, ouvintes da Voz do Brasil. O plenário do Supremo Tribunal Federal deu, hoje, a palavra final. Com a decisão, fica aprovado o acordo mediado pela Advocacia-Geral da União entre os bancos e os representantes dos poupadores. Em até 90 dias, as instituições financeiras vão disponibilizar uma plataforma digital para a adesão daqueles que tiveram perdas com os planos econômicos Bresser, Verão e Collor 2, entre o final da década de 80 e o começo da década de 90. A única condição é que os correntistas tenham entrado com ações coletivas ou individuais na Justiça cobrando os bancos. Os valores devidos vão ser depositados na conta dos poupadores. A expectativa do governo é que R$ 12 bilhões sejam injetados na economia. É isso, Gabriela, Luciano.

 

Luciano: Obrigado, Paulo, pelas informações, ao vivo, aqui na Voz do Brasil.

 

Gabriela: Indígenas que vivem em áreas isoladas vão ter mais conforto e qualidade de vida quando precisarem de atendimento de saúde na cidade.

 

Luciano: É que o Ministério da Saúde entregou veículos para fazer o transporte desses pacientes.

 

Gabriela: Além disso, caminhonetes vão ajudar engenheiros e técnicos a fazer o controle da qualidade da água nas aldeias.

 

Luciano: Um benefício para quase 800 mil indígenas.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: Erivelton Fernandes do Nascimento é cacique de uma tribo na Amazônia. Lá vivem 10 mil indígenas. O cacique conta que os moradores da comunidade precisam ir à cidade para fazer exames ou consultas e que não existe transporte adequado. Mas essa realidade vai mudar. Nesta quinta-feira, Erivelton acompanhou a entrega pelo Ministério da Saúde de veículos que vão ajudar a levar os indígenas aos postos de atendimento médico. Ele fala como a notícia deve ajudar a comunidade.

 

Cacique - Erivelton Fernandes do Nascimento: Vai facilitar muito porque lá não tem linha de ônibus todos os dias para Porto Velho. Então, assim, o nosso meio de transporte para tirar paciente de Lábrea a Porto Velho é sempre de caminhonete, é sempre de caminhonete. Até a questão desses carros, que eles têm uma maior resistência na questão da lama, e uma vez que a estrada é de lama, eles são ideal para que a gente possa fazer essa remoção. Sem os carro com certeza fica muito mais difícil.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: Foram entregues 84 veículos. São 34 caminhonetes que vão levar para as aldeias os engenheiros e técnicos responsáveis por acompanhar a qualidade da água consumida pelos indígenas e 50 vans que vão transportar os pacientes que precisam de atendimento médico fora da tribo. Foram investidos quase R$ 4 milhões para beneficiar 775 mil indígenas. O ministro da Saúde, Ricardo Barros, afirmou que os veículos vão dar mais qualidade no atendimento à saúde desta parte da população.

 

Ministro da Saúde - Ricardo Barros: Temos aldeias urbanas, temos aldeias distantes, temos aldeias inacessíveis, só por avião, mas dispomos da infraestrutura para todo esse acesso.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: O secretário Especial da Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Marco Antonio Toccolini, conta que ter mais conforto e segurança para os indígenas que precisam de atendimento médico era um pedido antigo das comunidades. Toccolini garante que a ação vai melhorar a saúde e a qualidade de vida nas tribos.

 

Secretário Especial da Saúde Indígena do Ministério da Saúde - Marco Antonio Toccolini: Sempre com esse transporte nós temos dificuldade de conforto para eles e para os que estão doentes, alguns até bem debilitados, e aí as vans vão trazer um pouco mais de conforto no transporte dos índios e dos seus familiares que vêm se tratar na cidade.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: Os recursos do Ministério da Saúde para o atendimento aos indígenas aumentaram quase quatro vezes nos últimos seis anos. Em 2011, foram investidos pouco mais de R$ 431 milhões. Já em 2017, esse número subiu para R$ 1,6 bilhão. Reportagem, Beatriz Albuquerque.

 

Gabriela: Começou hoje a segunda etapa do pente-fino nos benefícios pagos pelo INSS.

 

Luciano: Mais de meio milhão de beneficiários estão sendo convocados para passar por perícias de revisão.

 

Repórter Carolina Graziadei: O Instituto Nacional de Seguro Social, o INSS, está enviando as cartas de convocação para beneficiários de auxílio-doença que estão há mais de dois anos sem passar por uma perícia médica e àqueles com menos de 60 anos que recebem a aposentadoria por Invalidez. A nova etapa do pente-fino somente será possível graças à adesão de 96% dos médicos peritos do INSS ao Programa de Gestão das Atividades Médico Periciais, uma mudança na forma de controle da jornada de trabalho, que contabilizará a produtividade dos profissionais invés da quantidade de horas nas agências. A expectativa do governo é de que 230 mil perícias revisionais sejam realizadas por mês. O secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame, explica que a revisão nos benefícios irá gerar uma grande economia para os cofres públicos.

 

Secretário-Executivo do Ministério do Desenvolvimento Social - Alberto Beltrame: Esse benefício, ele não ficará apenas restrito à revisão dos benefícios. Haverá um ganho para todos os segurados do INSS. Na medida em que se amplia a capacidade de atendimento da perícia, vai se ampliar também o acesso do cidadão ao benefício que dependa da perícia médica. É uma forma mais moderna e que, sobretudo, mede a qualidade e a eficiência do trabalho da perícia médica.

 

Repórter Carolina Graziadei: Entre agosto de 2016 e dezembro de 2017, já foram economizados R$ 5,8 bilhões. A expectativa dessa segunda etapa é economizar mais R$ 10 bilhões em 2018. Depois de receber a carta de convocação, o beneficiário deverá entrar em contato para agendar a perícia em até cinco dias corridos, exclusivamente pelo telefone 135. Quem não entrar em contato com o INSS pelo número 135 em até cinco dias após o recebimento da carta terá o benefício suspenso. Depois de 60 dias sem a manifestação o benefício será cessado. Reportagem, Carolina Graziadei.

 

"Momento Social".

 

Gabriela: A pergunta do Momento Social de hoje é da paulista Paola Ataíde, que é beneficiária do Bolsa Família e recebeu uma mensagem de bloqueio do seu benefício.

 

Luciano: O ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, explica em que casos isso ocorre.

 

Beneficiária do Programa Bolsa Família - Paola Ataíde: Olá, ministro. O meu nome é Paola, moro no município de Anhembi. Eu queria perguntar para o senhor: eu recebi uma mensagem que o meu benefício foi bloqueado para averiguação cadastral. Por que isso ocorre? Será que vou perder o meu benefício?

 

Ministro do Desenvolvimento Social - Osmar Terra: Paola, a averiguação cadastral, a revisão do cadastro é um processo que fazemos todos os meses aqui no Ministério do Desenvolvimento Social para verificar as informações que as pessoas repassam por meio do Cadastro Único para os programas sociais. Deve ter sido encontrada alguma alteração, alguma falha nas suas informações. A partir do cruzamento de dados entre várias bases de informações do Governo Federal, o Ministério passou a fazer um pente-fino mensal nos cadastros, identificado as famílias que possam ter renda maior do que a declarada. Para se enquadrar no perfil exigido pelo programa a família deve receber por mês um valor que não ultrapasse R$ 170 por pessoa da família. Se você está abaixo desse valor não precisa se preocupar. Basta procurar o CRAS mais perto de sua casa para atualizar as informações do Cadastro Único. Estamos fazendo esse aperfeiçoamento na gestão do Bolsa Família para que o benefício seja repassado para as famílias que realmente precisam dele. O resultado disso é que nos últimos meses zeramos a fila de espera de quase toda a folha de pagamento do Bolsa Família, fazendo com que as pessoas não precisem mais ficar um longo tempo esperando o benefício como era antes.

 

Luciano: E se você também tem alguma pergunta sobre programas sociais manda para a gente.

 

Gabriela: Pode ser por e-mail no endereço voz@ebc.com.br e tem também o nosso Facebook: facebook.com/Bolsa-Família.

 

Luciano: A sua pergunta vai ser respondida aqui na Voz do Brasil sempre na quinta-feira. Participe!

 

Gabriela: 19h22, em Brasília.

 

Luciano: Hoje, no primeiro dia de entrega do Imposto de Renda Pessoa Física, a Receita Federal recebeu mais de 247 mil declarações.

 

Gabriela: O balanço é referente ao número de entregas até às 5h da tarde.

 

Luciano: Deve declarar quem recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559 no ano passado.

 

Gabriela: A expectativa é de que quase 30 milhões de contribuintes entreguem a declaração. O prazo vai até 30 de abril.

 

Luciano: O programa para preencher e enviar a declaração está disponível para download na página da Receita, em receita.fazenda.gov.br.

 

Gabriela: E atenção, estudantes: o Ministério da Educação prorrogou até amanhã, dia 2 de março, o prazo para inscrições no Fies, o financiamento estudantil.

 

Luciano: Segundo o Ministério, a decisão foi tomada para não prejudicar os candidatos e instituições, uma vez que 400 mil inscrições ainda se encontram na fase de preenchimento no sistema de seleção do Fies.

 

Gabriela: Neste ano, o novo Fies oferece melhores condições a quem mais precisa, de acordo com a renda familiar do aluno.

 

Luciano: Quem quiser se candidatar a uma das 155 mil vagas abertas para o semestre precisa se inscrever pela internet, no endereço fiesselecao.mec.gov.br.

 

Gabriela: E a gente encerra esta edição com a entrevista do presidente Michel Temer à Rádio Tupi hoje pela manhã.

 

Luciano: O presidente comemorou o crescimento de 1% do PIB no ano passado, depois de dois anos de recessão.

 

Gabriela: Temer falou das medidas que o governo vem tomando para retomar o crescimento e os empregos no país.

 

Presidente Michel Temer: Nós precisamos dizer o seguinte: isso tem um significado, porque tem o significado de não aumentar os preços no supermercado, não é? Você tem uma produção também na área agrícola extraordinária que favorece a redução dos preços. Faz com que você, o seu salário, enfim, represente mais para o seu bolso, porque às vezes a gente fala, viu, Clóvis, a gente fala: "A inflação caiu, os juros caiu", mas o sujeito lá pergunta: "Mas o que significa isso para mim?" Significa precisamente isso que eu estou dizendo. E naturalmente a confiança significa a retomada do emprego. Você veja que neste último trimestre abriram-se 1,8 milhão de novos postos de trabalho, c com a indicação do chamado Produto Interno Bruto, não é, que é aquilo que o país recebe, produz, as riquezas do país para este ano, a previsão é que haja praticamente 3 milhões de novos empregos.

 

Gabriela: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Luciano: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Gabriela: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Luciano: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite.

 

Gabriela: Uma boa noite para você e até amanhã.

 

"Brasil, ordem e progresso".