15 DE JANEIRO DE 2018

Destaques da Voz do Brasil: São Paulo vai receber doses extras da vacina contra a febre amarela. Objetivo é garantir abastecimento nos postos de saúde. Presidente Michel Temer responde ouvintes e destaca ações para geração de emprego e incentivo às pequenas empresas. Cidadão tem nova ferramenta para dar sugestões e questionar exigências em repartições públicas. População de mais 3 estados começam a receber alertas no celular em caso de desastres naturais.

audio/mpeg VOZ 150118.mp3 — 46924 KB




Transcrição


A Voz do Brasil - 15/01/2018

 

Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar A Voz do Brasil, as notícias do governo federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá, boa noite.

 

Nasi: Uma boa-noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Segunda-feira, 15 de janeiro de 2018.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia.

 

Gabriela: A partir de amanhã, São Paulo começa a receber doses extras da vacina contra a febre amarela.

 

Nasi: O objetivo é garantir abastecimento nos postos de saúde. Natália Koslyk.

 

Repórter Natália Koslyk: A capital do estado e outros 52 municípios vão receber um reforço de 1 milhão de doses da vacina nesta semana.

 

Gabriela: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Nasi: Presidente Michel Temer responde ouvintes.

 

Gabriela: E destaca ações para geração de emprego e incentivo às pequenas empresas.

 

Presidente Michel Temer: Tivemos que tomar medidas duras, cortar gastos, mas tudo isso está dando frutos agora. Saímos da crise, a economia está crescendo e voltamos a criar empregos.

 

Nasi: A partir de hoje, o cidadão tem nova ferramenta para dar sugestões e questionar exigências em repartições públicas.

 

Gabriela: População de mais três estados começam a receber alertas no celular em caso de desastres naturais. Raquel Mariano.

 

Repórter Raquel Mariano: O serviço começou a funcionar nessa segunda-feira para os moradores dos estados de Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Goiás.

 

Nasi: Na apresentação da Voz do Brasil, Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Gabriela: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar: www.voz.gov.br.

 

Nasi: Mais 1 milhão de vacinas contra a febre amarela estão sendo enviadas ao estado de São Paulo.

 

Gabriela: Sete milhões e trezentas mil pessoas devem ser vacinadas no estado, em 53 municípios, incluindo a capital.

 

Nasi: Mas o Ministério da Saúde alerta: São Paulo já tem estoque suficiente para atender toda a população e não é preciso correria aos postos de saúde.

 

Repórter Natália Koslyk: Subiu para mais de 7 milhões o número de pessoas em São Paulo que vão poder se imunizar contra a febre amarela, isso porque a capital do estado e outros 52 municípios vão receber um reforço de 1 milhão de doses da vacina nesta semana, como explica a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Carla Domingues.

 

Coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde - Carla Domingues: Nós estamos mandando esse 1 milhão nesta semana, 500 mil está saindo na terça-feira e na quarta-feira sairão os outros 500 mil. Então, dessa forma, nós temos mantendo o estoque estratégico do estado, garantindo, né, que não haja desabastecimento até o início da campanha.

 

Repórter Natália Koslyk: A partir do dia 3 de fevereiro, começa uma campanha em São Paulo para divulgar as ações de vacinação. Na ocasião, serão vacinadas mais 6,3 milhões de pessoas, com doses padrão e fracionadas, conforme a necessidade. A diferença está no tempo de proteção. A dose padrão protege por toda a vida, enquanto a dose fracionada protege por oito anos. A coordenadora Carla Domingues, do Ministério da Saúde, assegura que não vai faltar proteção para ninguém.

 

Coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde - Carla Domingues: Independente de ser a dose fracionada ou a dose padrão, a segurança e eficácia é a mesma, a população estará protegida. E, neste momento, o Ministério da Saúde tem um estoque estratégico que garante a vacinação de toda a população. Então, não há necessidade de todo mundo buscar os postos de saúde ao mesmo tempo, e, assim, evitar aquelas grandes filas, com medo de que haja falta da vacina.

 

Repórter Natália Koslyk: A campanha também ocorre na Bahia e no Rio de Janeiro, onde devem ser imunizadas mais de 13 milhões de pessoas. De acordo com a coordenadora, os demais estados têm vacinas suficientes, não havendo a necessidade de envio de doses adicionais. Reportagem, Natália Koslyk.

 

"Você na Voz do Brasil".

 

Gabriela: E, hoje, vamos falar de geração de emprego e incentivo aos pequenos negócios.

 

Nasi: Um ouvinte que mandou seu depoimento para a gente contou um pouco da sua história e como enfrentou o desemprego depois da grave crise no país.

 

Gabriela: Vamos conhecer o mineiro de Belo Horizonte, Ricardo Teixeira, ou melhor, o Mister Bus.

 

Entrevistado - Ricardo Teixeira: Quando eu vi aquele personagem Mister M, eu criei o meu personagem Mister Bus, dando informações e orientações ao pessoal que está pedindo no ponto: "Qual ônibus você pega ir em tal lugar?". Eu dou essa informação. Fiquei desempregado, né? Eu trabalhava na área de transporte e trânsito, tem quase dois anos que eu fiquei desempregado. É aquela coisa que a gente fala, a vida continuou. Trabalhei como informal, hoje sou MEI, microempreendedor individual nesse ramo. E eu falo para as pessoas: É bom você formalizar, porque é questão das garantias para aposentadoria, auxílio-doença. Mas as portas abrem, você pode prestar serviços para... como CNPJ para empresa pública ou privada. Hoje, não tem... Às vezes, não tem emprego, mas tem trabalho. Então, aproveitar as oportunidades, se qualificar e... enquanto isso estudar, por aí vai. Todo mundo tem que correr atrás com objetivo.

 

Nasi: Pois é, Ricardo, boa dica para quem está apostando no próprio negócio.

 

Gabriela: E o presidente Michel Temer responde seu depoimento e fala de mais ações do governo que podem ajudar quem está procurando emprego ou quem aposta no empreendedorismo.

 

Presidente Michel Temer: Boa noite a todos os ouvintes da Voz do Brasil. Boa noite a você, Ricardo, e parabéns pelo trabalho que você desenvolve aí em Belo Horizonte. Além de trabalhar, eu verifico que você ajuda muita gente que precisa chegar ao seu destino. E veja você que extraordinário exemplo do Ricardo, porque ele não se abateu, assim como nós do governo, tivemos que tomar medidas duras, cortar gastos, mas tudo isso está dando frutos agora. Saímos da crise, a economia está crescendo e voltamos a criar empregos. Até outubro, geramos mais de 300 mil postos de trabalho com carteira assinada. E, na verdade, mais de 1,2 milhão de ocupações, mais de 1,2 milhão postos de trabalho, fora das carteiras assinadas. A Brasil voltou a crescer, eu digo muito isso, e todas as medidas que tomamos, como, por exemplo, a modernização das leis trabalhistas, tinham esse objetivo, que é prioridade do nosso governo, a geração de empregos. E o brasileiro é criativo, a gente viu aí o caso do Ricardo. Com uma boa ideia começou a oferecer um serviço e abriu um pequeno negócio. Daqui a pouco vai estar contratando um funcionário, e essa é a ideia. Um pequeno negócio que começa aqui, e quando a gente menos percebe está crescendo, empregando mais um. E olha, Ricardo, para quem tem um pequeno negócio como você, anunciei um volume de R$ 9 bilhões para empréstimo facilitado, para que empresas como a sua possam investir, crescer, e, por consequência, contratar. E tem mais, nós criamos a Escola do Trabalhador. Nela, empreendedores, como o Ricardo e demais pessoas, podem fazer cursos de graça e a qualquer momento, seja pelo computador ou pelo celular. São diversos cursos, tem na área de turismo, comunicação, gestão. Porque a gente sabe que ter novos conhecimentos, melhorar o currículo é fundamental para que o trabalhador possa buscar uma vaga de emprego. Uma boa-noite a todos e até a próxima. Um abraço aí, Ricardo.

 

Nasi: E para você que quer aproveitar um desses cursos de graça pela internet é só acessar o site da Escola do Trabalhador do Ministério do Trabalho. Anote aí o endereço: escola.trabalho.gov.br.

 

Gabriela: Quem nunca se viu às voltas com um monte de exigências e papéis na hora de solicitar um serviço público ou um documento?

 

Nasi: Pois o governo deu mais um passo para reduzir a burocracia no país.

 

Gabriela: Foi lançada hoje uma ferramenta que vai permitir ao cidadão sugerir melhorias, identificar falhas e até questionar a exigência de documentos ou procedimentos nas repartições públicas.

 

Repórter Mara Kenupp: O engenheiro Paulo Ricardo Balduino foi a uma unidade de prestação de serviços públicos do Distrito Federal para tirar a segunda via da Carteira de Identidade. Ele conta que teve os problemas resolvidos, mas que foi necessário ir duas vezes à unidade.

 

Engenheiro - Paulo Ricardo Balduino: Me orientaram a trazer para a Carteira de Identidade a Certidão de Casamento. Não disseram que era original, eu vim e trouxe a cópia, e a cópia não era suficiente. Então, eu tive que retornar hoje com o original. Fui bem-atendido, mas poderia ter resolvido numa única vez.

 

Repórter Mara Kenupp: Para eliminar as barreiras que existem entre o cidadão e as instituições públicas, o governo federal criou uma plataforma na internet que vai receber sugestões para melhoria da prestação dos serviços públicos. A ferramenta é o formulário Simplifique! Nele, qualquer pessoa vai poder identificar falhas em algum procedimento na administração pública ou questionar, por exemplo, a exigência de algum documento. A medida faz parte do decreto de desburocratização do governo federal, como explica o ouvidor-geral da União, Gilberto Waller Junior.

 

Ouvidor-geral da União - Gilberto Waller Junior: Aquilo que está perturbando, que está atrapalhando a vida do cidadão, ele pode sugerir uma mudança. Um exemplo típico disso é um cidadão que vai tirar algum documento e pedem para ele a cópia do Certificado de Reservista. Será que precisa cópia mesmo original? Não poderia simplesmente fazer uma declaração, sob pena de cometimento de crime? A ideia é que o cidadão tenha uma participação direta na desburocratização do serviço público. Não dá mais para o Estado ficar ele mesmo pensando em desburocratização. Nem sempre o que ele acha que está correto é o que o cidadão demanda.

 

Repórter Mara Kenupp: As ouvidorias do Poder Executivo federal serão as responsáveis em assegurar que todo cidadão tenha o seu questionamento respondido. Reportagem, Mara Kenupp.

 

Nasi: E anote aí o endereço na internet: www.simplifique.gov.br. É só entrar e escolher o tipo de manifestação que deseja fazer. O prazo para a resposta é de 20 dias.

 

Gabriela: Saber com antecedência se um temporal vai cair numa região de encosta, por exemplo, pode ajudar a população a sair de casa a tempo salvando bens e vidas.

 

Nasi: Por isso, desde ano passado, o governo vem implantando um sistema de alertas de riscos de desastres naturais via mensagem no celular.

 

Gabriela: Hoje, o serviço começou a funcionar em mais três estados: Goiás, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais.

 

Nasi: O serviço é de graça, e na reportagem de Raquel Mariano você vai saber como se cadastrar para receber estes alertas.

 

Repórter Raquel Mariano: Quem mora em regiões atingidas por tempestades conhece muito bem os transtornos que as chuvas causam. Em Novo Horizonte do Sul, no Mato Grosso do Sul, a população está sofrendo com as consequências das chuvas desde novembro do ano passado. A cidade teve a situação de emergência reconhecida pelo governo do estado. Pedro Ferreira de Campos, coordenador da Defesa Civil do município, conta um pouco sobre a situação.

 

Coordenador da Defesa Civil - Pedro Ferreira de Campos: A maioria dos problemas são na área rural do município. Nós temos aí muitas propriedades que não têm a contensão da água de chuva, e essa água que escorre pelas propriedades acaba parando nas estradas e formando grandes enxurradas nas estradas. E essa... como o solo do município aqui é caracterizado por um solo fraco, arenoso, essa enxurrada acaba destruindo as estradas e causando danos aí à produção agrícola, né?

 

Repórter Raquel Mariano: A partir de dessa segunda-feira, os moradores de Novo Horizonte do Sul contam com um novo serviço para se prevenir dos desastres naturais. Eles vão receber por mensagem de celular alertas sobre tempestades e vendavais. O coordenador da Defesa Civil da cidade lembra que o apoio da população é fundamental.

 

Coordenador da Defesa Civil - Pedro Ferreira de Campos: É extremamente válido, né, esse alerta, porque nós podemos, em trabalho junto com a população, estar prevenindo certos riscos. No caso de Novo Horizonte do Sul, nós temos grandes problemas de erosões aqui.

 

Repórter Raquel Mariano: O serviço começou a funcionar nessa segunda-feira para os moradores dos estados de Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Goiás. O gerente de Controle de Obrigações de Qualidade da Anatel, a Agência Nacional de Telecomunicações, Gustavo Santana Borges, explica como a população pode ter acesso ao serviço.

 

Gerente de Controle de Obrigações de Qualidade da Anatel - Gustavo Santana Borges: O usuário precisa se cadastrar, ele vai ter que mandar uma mensagem para o número 40199, com o número do CEP que ele tem interesse. Pode ser quantos CEPs ele quiser: pode ser o CEP da residência, o CEP do trabalho. Agora, adicionalmente, nós estamos fazendo uma campanha, né? As operadoras estão mandando mensagem para toda essa região que vai iniciar hoje, todos os usuários, informando que o serviço vai estar disponível.

 

Repórter Raquel Mariano: Até março, o serviço de mensagem por telefone deve estar disponível para todo o Brasil. Reportagem, Raquel Mariano.

 

Gabriela: E o serviço já funciona no Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Rio Grande do Sul. 19h13 pelo horário brasileiro de verão.

 

Nasi: Já ouviu falar em Jovem Aprendiz?

 

Gabriela: Se você é estudante, tem de 14 a 24 anos, pode se candidatar a uma vaga de emprego.

 

Nasi: Daqui a pouco, vamos dar detalhes desse programa que, no ano passado, contratou mais de 360 mil jovens.

 

Gabriela: Quais são os documentos exigidos na hora de viajar de avião com crianças e adolescentes?

 

Nasi: Os detalhes você acompanha agora o nosso quadro Pra Você Cidadão.

 

"Pra Você cidadão".

 

Repórter Roberta Lopes: Pais ou responsáveis de menores devem prestar atenção à documentação necessária para viajar com as crianças e adolescentes. Em voos nacionais, crianças de até 12 anos devem apresentar um documento que comprove o parentesco, além da Certidão de Nascimento original ou cópia autenticada. Adolescentes entre 12 e 18 anos devem apresentar somente um documento que comprove o parentesco, como a Certidão de Nascimento, Carteira de Identidade, passaporte nacional ou qualquer documento de identificação com fotografia e fé pública em todo o território brasileiro. Em viagens internacionais, crianças até 12 anos incompletos e adolescentes entre 12 e 18 anos incompletos devem apresentar, além do passaporte, documento que comprove parentesco com o responsável, como a Certidão de Nascimento original ou cópia autenticada, ou a Carteira de Identidade. Se o menor brasileiro for viajar acompanhado por estrangeiro residente no exterior é preciso obter autorização judicial. Roberta Lopes para A Voz do Brasil.

 

Gabriela: O governo brasileiro está ampliando atendimento à saúde a venezuelanos que estão entrando no Brasil.

 

Nasi: A jornalista Alessandra Bastos conversou agora há pouco com o representante do Ministério da Saúde e está aqui no estúdio com a gente para dar todos os detalhes. Uma boa-noite, Alessandra.

 

Repórter Alessandra Bastos: Olá! Boa noite, Nasi, Gabriela. Boa noite aos ouvintes da Voz do Brasil. É isso mesmo, o Ministério da Saúde trabalha para ampliar o atendimento à saúde dos venezuelanos que chegam ao Brasil. Equipe do ministério desembarcou hoje em Santarém, no Pará, para avaliar a situação dos venezuelanos na cidade. E, no final de semana, um plano de ações para o atendimento e saúde no estado de Roraima foi assinado. O governo federal já liberou R$ 160 milhões para financiar a saúde em Roraima. Entre as medidas, o ministério produziu materiais em português e espanhol sobre cuidados e doenças, como difteria. A vacinação também está sendo estimulada, principalmente na população migrante ainda em situação da rua, como explica a chefe de gabinete da Secretaria Estratégica de Gestão Participativa do Ministério da Saúde, Vanísia de Souza Santos.

 

Chefe de gabinete da Secretaria Estratégica de Gestão Participativa do Ministério da Saúde - Vanísia de Souza Santos: A oferta da cobertura vacinal tem sido feita de forma muito ativa no estado de Roraima. E os migrantes, eles têm uma facilidade de aceitação, de se vacinar. Eles vêm em busca exatamente daquilo que tem faltado na Venezuela, que é a oferta do sistema de saúde, de vacina, de medicamentos, de alimentação.

 

Repórter Alessandra Bastos: O número de agentes comunitários de saúde, equipes de Saúde da Família, de saúde bucal também foi aumentado. Para se terem uma ideia, Nasi e Gabriela, só no ano passado, mais de 17 mil refugiados venezuelanos entraram no Brasil. A política brasileira é facilitar esse acolhimento. Segue com você, Gabriela.

 

Gabriela: E o Sr. Fernando ouvia todos os dias notícias sobre acidentes de trânsito, mas só se deu conta do tamanho da tragédia quando ela bateu à sua porta.

 

Nasi: É, e ele e milhares de brasileiros sabem a dor de perder um ente querido num acidente.

 

Gabriela: E para salvar vidas, uma nova lei tem um plano para reduzir em 50% o número de vítimas nos próximos dez anos, como explica o repórter Pablo Mundim.

 

Repórter Pablo Mundim: Uma carona fatal. Sentado no banco traseiro e sem o cinto de segurança, Fabrício Diniz, de 20 anos, morreu após um acidente, onde o motorista perdeu o controle do carro em que estava, que capotou e colidiu com um poste. A triste lembrança do evento, que ocorreu em março de 2003 e matou mais dois passageiros, ainda emociona o pai, o aposentado Fernando Diniz. Por causa da dor da perda, Fernando criou a ONG Trânsito Amigo há dez anos, uma iniciativa que mudou a vida de muitas famílias.

 

Aposentado - Fernando Diniz: Como a maioria dos brasileiros, a gente ouve todo dia acidentes, vê na televisão, mas a gente não se dá conta até que bate na nossa porta. E eu criei a ONG Trânsito Amigo depois de um determinado tempo para que a gente pudesse fazer um grupo de mútua ajuda. Quer dizer, se eu fortalecê-lo, e, ao mesmo tempo, ele vai também amanhã precisar do ombro dele fortalecido para também me escorar.

 

Repórter Pablo Mundim: Assim como o filho do Fernando, mais de 30 mil pessoas morrem todos os anos em acidentes de trânsito no Brasil, segundo dados do Departamento Nacional de Trânsito. E para mudar esta realidade, o Brasil criou o Plano Nacional de Redução de Mortes no Trânsito. O objetivo é diminuir pela metade o índice ao longo de dez anos, como explica o diretor do Denatran, Maurício José Alves Pereira.

 

Diretor do Denatran - Maurício José Alves Pereira: Estaremos juntamente com os demais segmentos que formam o sistema nacional de trânsito, discutindo a política pública a ser adotada, já que no final da lei, ela propõe que exista uma redução de até 50% do número de acidentados. É preciso conscientização da nossa população de que é necessário diminuir a quantidade de vítimas fatais no nosso trânsito e preservar a vida, que esse é o nosso objetivo maior.

 

Repórter Pablo Mundim: A lei prevê que essas metas devem ser divulgadas todos os anos na Semana Nacional do Trânsito, que ocorre no mês de setembro. Reportagem, Pablo Mundim.

 

Nasi: Uma oportunidade de se preparar para o mercado de trabalho.

 

Gabriela: Esse é o Jovem Aprendiz, que atende estudantes de 14 a 24 anos matriculados no Ensino Fundamental, Médio ou técnico.

 

Nasi: Nos primeiros 11 meses do ano passado, mais de 370 mil jovens foram contratados através do programa.

 

Repórter Márcia Fernandes: A estudante Alessandra Arantes tem 17 anos e participa de um curso de capacitação pelo programa Jovem Aprendiz. No curso ministrado pelo Instituto da Federação do Comércio do Distrito Federal, a estudante tem orientações sobre administração, informática e até sobre o comportamento adequado na hora de trabalhar. Ela conta que a partir do Jovem Aprendiz viu uma oportunidade de conquistar um novo emprego.

 

Estudante - Alessandra Arantes: Eu vi a oportunidade de ingressar no mercado de trabalho mais cedo, conseguir a minha independência financeira mais cedo e, depois dos meus 18 anos, já estar estabilizada para conseguir fazer o meu ensino superior com mais tranquilidade.

 

Repórter Márcia Fernandes: Todas as empresas de médio ou grande porte devem reservar de 5% a 15% das vagas para jovens aprendizes que tenham entre 14 e 24 anos. De janeiro a novembro do ano passado, quase 370 mil jovens entraram no mercado de trabalho como aprendizes. A estudante Taíssa de Carvalho está entre eles. Com 15 anos, ela sonha longe e quer ser advogada, mas antes trabalha como jovem aprendiz em uma concessionária e acredita que essa capacitação vai ajudá-la a construir um bom currículo.

 

Estudante - Taíssa de Carvalho: Hoje, as pessoas que têm nível médio estão competindo com quem tem nível superior. Então, se você não tem um bom currículo, com certeza a empresa não vai te contratar.

 

Repórter Márcia Fernandes: O secretário nacional de Políticas Públicas de Emprego do Ministério do Trabalho, Igor Franco, destaca que o programa Jovem Aprendiz traz benefícios para o empregador e para o funcionário.

 

Secretário nacional de Políticas Públicas de Emprego do Ministério do Trabalho - Igor Franco: O empresário, ele vai ter ali uma pessoa que vai estar formando desde o seu embrião para estar aí futuramente compondo os quadros de direção da sua empresa. E o aprendiz, ele vai ter a sua carteira assinada, vai ter o seu incentivo financeiro, vai ter também a obrigatoriedade em estudar, em ter que fazer um curso de qualificação, além da frequência regular escolar.

 

Repórter Márcia Fernandes: De acordo com o Relatório Preliminar do Ministério do Trabalho, São Paulo foi o estado que mais contratou estudantes como jovens aprendizes, depois vem Minas Gerais e Rio de Janeiro. Reportagem, Márcia Fernandes.

 

Gabriela: 19h22, no horário brasileiro de verão.

 

Nasi: A vegetação que fica nas margens de rios e lagos tem papel fundamental para preservar os níveis de água e combater a poluição.

 

Gabriela: Ela serve com uma proteção, evitando que ocorra a erosão da terra.

 

Nasi: No Distrito Federal, uma ação quer recuperar a margem, a mata que fica nas margens de um lago, responsável pelo abastecimento de água para 60% dos moradores da região.

 

Gabriela: Preservar a vegetação que fica na beira dos rios é um dos assuntos que vão ser debatidos no Fórum Mundial da Água, que ocorre em março, aqui, no Brasil.

 

Repórter Raíssa Lopes: O servidor público Giomar da Silva acordou cedo no fim de semana para plantar mudas e sementes na orla da bacia do Lago do Descoberto, no Distrito Federal. Ele foi convidado por um amigo a fazer parte de um projeto para recompor a vegetação nas margens da área.

 

Servidor público - Giomar da Silva: Eu acho que a gente precisa preservar a natureza, né? Nós estamos com um problema sério de racionamento e isso é preocupante. Se a gente não fizer esse tipo de ação, lá na frente eu não sei, pode chegar um tempo aí que a gente não tenha água para nada.

 

Repórter Raíssa Lopes: Giomar e outros voluntários se juntaram em uma ação para restaurar uma área equivalente a dois campos de futebol em volta do Lago do Descoberto. O reservatório é responsável pelo fornecimento de água de 60% dos moradores do Distrito Federal, que chegou a 5,3% de sua capacidade, o menor nível da história. Com um plantio de 1.500 mudas e mais de 200 quilos de sementes, o local deve voltar a ter vegetação nativa em um ano. A ação vai ter impacto na recomposição dos recursos hídricos, como explica o regulador de serviços públicos da Agência Reguladora de Águas do Distrito Federal, a Adasa, Miguel Sartori.

 

Regulador de serviços públicos da Agência Reguladora de Águas do Distrito Federal - Miguel Sartori: O cerrado nativo, ele, na verdade, ele tem essa capacidade de infiltrar mais água da chuva para dentro do lençol freático, e aí a gente também está querendo estudar isso. Faz parte dessas ações que a gente vai fazer maiores no futuro de estudar como que é essa relação. Restaurei essa área, ela está infiltrando mais água, está dando mais disponibilidade de água para a gente depois da época das chuvas?

 

Repórter Raíssa Lopes: Morador da região, Francisco das Chagas também participou da ação. Para ele, ver a área sendo restaurada tem muitos significados.

 

Morador da região - Francisco das Chagas: A possibilidade de você garantir o lago com água, né? Que quando você planta, restaura as margens, você evita assoreamento, você evita... você faz com que a terra respire. A terra respirando, ela gera mais água.

 

Repórter Raíssa Lopes: E quem participar do 8º Fórum Mundial da Água, que vai ser realizado em Brasília, em março, vai ajudar na preservação da vegetação das margens de lagos e rios. Quem explica é o superintendente de Planejamento e Programas Espaciais da Adasa, José Bento da Rocha.

 

Superintendente de Planejamento e Programas Espaciais da Adasa - José Bento da Rocha: Durante a inscrição para o Fórum Mundial da Água, as pessoas têm a oportunidade de fazer uma doação para que haja um processo de neutralização do carbono gerado no evento e também para que haja um legado do Fórum.

 

Repórter Raíssa Lopes: Quarenta mil pessoas de 170 países devem participar do 8º Fórum Mundial da Água. Repórter, Raíssa Lopes.

 

Nasi: E essas foram as notícias do governo federal.

 

Gabriela: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Uma boa-noite.

 

Nasi: Boa noite para você e até amanhã.

 

"Brasil, ordem e progresso".