17 de setembro de 2018 - poder executivo

Destaques da Voz do Brasil: Reduzir em 3,5% o número de assassinatos no país todos os anos. Meta foi apresentada na instalação do Conselho Nacional de Segurança Pública. País atinge meta de vacinação contra o sarampo e a pólio. Mais de 10 milhões de crianças de 1 a 5 anos de idade receberam as doses da vacina. Luz Para Todos. Governo vai investir mais R4 1 bilhão no programa que leva energia elétrica para comunidades rurais e áreas isoladas. E vamos falar do projeto que realiza exames e cirurgias em aldeias indígenas em todo o país. É o Expedição da Saúde.

audio/mpeg VOZ 17.09.18.mp3 — 46924 KB




Transcrição

Apresentador Roberto Camargo: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá, boa noite.

 

Roberto: Boa noite para você, que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Segunda-feira, 17 de setembro de 2018.

 

Roberto: E vamos ao destaque do dia. Reduzir em 3,5% o número de assassinatos no país todos os anos.

 

Gabriela: Meta foi apresentada hoje, na instalação do Conselho Nacional de Segurança Pública. João Pedro Neto.

 

Repórter João Pedro Neto: O grupo passa a ter o papel de elaborar, sugerir e acompanhar políticas públicas, projetos, metas e ações na área.

 

Roberto: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Gabriela: País atinge meta de vacinação contra o sarampo e a pólio.

 

Roberto: Mais de dez milhões de crianças, de um a cinco anos de idade, receberam as doses da vacina.

 

Gabriela: Luz para Todos.

 

Roberto: Governo vai investir mais R$ 1 bilhão no programa federal que leva energia elétrica para comunidades rurais e áreas isoladas. Pablo Mundim.

 

Repórter Pablo Mundim: Para 2019, estão previstos mais 95 mil novas ligações elétricas e cerca de 400 mil pessoas atendidas.

 

Gabriela: E vamos falar do projeto que realiza exames e cirurgias em aldeias indígenas em todo o país.

 

Roberto: É o Expedição da Saúde.

 

Gabriela: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil, Gabriela Mendes e Roberto Camargo.

 

Roberto: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br .

 

Gabriela: O Brasil atingiu a meta de vacinar 95% das crianças contra a poliomielite e o sarampo.

 

Roberto: Mais de 10 milhões de crianças, de um a cinco anos de idade, receberam as doses da vacina.

 

Gabriela: O ministro da Saúde, Gilberto Occhi, citou os motivos para o país alcançar a meta de vacinação.

 

Ministro da Saúde - Gilberto Occhi: Foi um empenho, um envolvimento de muitas pessoas na divulgação, na importância, a sociedade médica e pediátrica foi fundamental para esclarecer aos pais sobre a segurança da vacina, a importância da vacina, para proteger, e eu acho que tudo isso culminou com uma consciência dos pais a levarem seus filhos até os postos de vacinação. Acho que essa também foi uma grande diferença que nós construímos, que foi a busca ativa. Ir até as escolas, ir até as creches, ir até as comunidades, trabalhar aos sábados e domingos, muitas vezes, ir a um shopping ou a uma rodoviária, onde tem um fluxo maior de pessoas, para que se possa colocar à disposição da população um ambiente, um horário mais adequado para atender à nossa população.

 

Roberto: Mil cento e oitenta municípios não alcançaram a meta e, por orientação do Ministério da Saúde, devem buscar alternativas para garantir a vacinação do público-alvo da campanha.

 

Gabriela: Cerca de 516 mil crianças ainda não tomaram as vacinas contra as duas doenças.

 

Roberto: As vacinas contra a pólio e o sarampo estão disponíveis durante todo o ano nos postos de saúde, e fazem parte do calendário de rotina.

 

Gabriela: Por um lado, trabalhadores com uma alimentação saudável e balanceada. Por outro, empregadores com incentivos fiscais e isenção de encargos.

 

Roberto: Todo mundo ganha com o Programa de Alimentação do Trabalhador, mas muita gente ainda não sabe que pode participar.

 

Gabriela: O Ministério do Trabalho está apoiando ações para ampliar o programa na área rural e, assim, beneficiar mais pessoas.

 

Repórter Gabriela Noronha: Cerca de 250 funcionários trabalham no cultivo de cana-de-açúcar, milho e soja na Brunozzi Agropecuária, que fica em Pirajuba, Minas Gerais. Há alguns meses, eles começaram a receber o benefício alimentação, em cartão eletrônico, o que, de acordo com o agropecuarista Marcos César Brunozzi, trouxe mais qualidade de vida para os trabalhadores.

 

Agropecuarista - Marcos César Brunozzi: Tem a questão da praticidade, ele tem esse crédito, um cartão, que ele tem uma mobilidade muito grande, ele é aceito no Brasil inteiro. Você pode estar comprando em supermercados, açougues, mercearias, você pode estar usando ele quando quer, da maneira que quer e com os produtos que quer, não é? Então, para o trabalhador, isso é muito bom.

 

Repórter Gabriela Noronha: O cartão refeição é uma das modalidades do Programa de Alimentação do Trabalhador, o PAT, do Ministério do Trabalho. As empresas beneficiárias também podem utilizar serviços próprios de preparação de refeições, distribuir cestas de alimentos ou contratar empresas que forneçam ou prestem serviços de alimentação coletiva. O programa beneficia mais de 20 milhões de trabalhadores e conta com quase 270 mil empresas cadastradas. Todo mundo sai ganhando, como explica Elisabeth Sassi, chefe da divisão do programa.

 

Chefe da Divisão do Programa de Alimentação do Trabalhador - Elisabeth Sassi: Os trabalhadores têm uma melhoria nas condições nutricionais e na qualidade de vida, o aumento da resistência à fadiga e, consequentemente, a redução dos riscos de acidente do trabalho. As empresas, elas têm maior produtividade desses trabalhadores, a isenção de encargos trabalhistas e previdenciários e incentivos fiscais.

 

Repórter Gabriela Noronha: E o Governo quer ampliar o programa e expandir o número de empresas participantes. Para isso, está investindo em novos produtos, voltados ao produtor rural. Um exemplo é o cartão alimentação lançado no início do ano, com foco no agronegócio, como explica o vice-diretor de Agronegócio do Banco do Brasil, Tarcísio Hubner.

 

Vice-diretor de Agronegócio do Banco do Brasil - Tarcísio Hubner: Na verdade, é uma extensão do programa, que beneficia também o empregador e, consequentemente, o empregado rural. Fizemos aí uma adaptação para chegar isso ao campo. Então, nós lançamos, no início desse ano, esse produto, mais estrito, com experiência mais restrita. Recentemente, na Expointer, nós expandimos isso então para todo o país, conversando com os produtores, com as entidades, com as lideranças do setor, mostrando a importância de ter adesão a esse programa.

 

Repórter Gabriela Noronha: Podem aderir ao PAT qualquer empresa inscrita no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica, microempreendedores individuais, pessoas físicas inscritas no Cadastro Específico do INSS, o CEI, microempresas, entre outros. A adesão é feita pela página do Ministério na internet: trabalho.gov.br/pat. Reportagem, Gabriela Noronha.

 

Roberto: Energia elétrica para comunidades rurais e áreas isoladas.

 

Gabriela: Isso é possível com o programa Luz para Todos. O Ministério de Minas e Energia aprovou para o ano que vem R$ 1 bilhão para o programa.

 

Roberto: A medida vai beneficiar cerca de 400 mil pessoas com quase 100 mil novas ligações.

 

Gabriela: Entre essas milhares de pessoas, estão Gilson Matos e Beneval Marques, da Bahia.

 

Roberto: A história deles a gente vai ouvir agora na reportagem de Pablo Mundim.

 

Repórter Pablo Mundim: O céu ainda nem clareou quando Gilson Matos chega na lavoura para trabalhar. Proprietário de um pequeno sítio, na comunidade de Pimenteiras, no interior de Canavieiras, no sul da Bahia, Gilson e a família vivem há 15 anos na escuridão. Sob a luz de velas, a espera pela energia elétrica alimenta o sonho de uma vida melhor.

 

Produtor - Gilson Matos: A chegada dessa energia para nós, hoje, primeiro a gente resume em uma palavra, chama-se progresso. Então, graças a Deus, feliz, cheio de expectativa.

 

Repórter Pablo Mundim: O vizinho de propriedade, Beneval Gomes Marques, compartilha da mesma dificuldade. Não há televisão e nenhum eletrodoméstico em casa.

 

Produtor - Beneval Gomes Marques: Interior, lá da roça, é só o fogão à lenha, o [ininteligível] mesmo e a vela. Trazer essa obra, a energia para aqui está sendo uma bênção de Deus.

 

Repórter Pablo Mundim: A realidade de Gilson e Beneval está próxima de ser mudada. Com o Programa Luz para Todos, cerca de cem famílias da região vão receber energia elétrica. Além das instalações, que já estão previstas para este ano, o Governo Federal também garantiu investimento de R$ 1 bilhão para o ano que vem. Segundo o secretário de Energia Elétrica do Ministério de Minas e Energia, Ildo Wilson Grüdtner, para 2019, estão previstas mais 95 mil novas ligações elétricas e cerca de 400 mil pessoas atendidas. Para ele, o programa leva mais do que energia, leva cidadania.

 

Secretário de Energia Elétrica - Ildo Wilson Grüdtner: Melhora a qualidade de vida, melhora as condições de moradia, permite uma maior participação em atividades sociais e culturais, possibilita aumento de renda, aumenta a segurança nas comunidades, aumenta a oportunidade de trabalho. Se disponibilizar energia elétrica no meio rural é levar cidadania para os brasileiros.

 

Repórter Pablo Mundim: Na propriedade da Antônia Ferreira de Abreu, no Assentamento Vista Bonita, no município de Nazária, no Piauí, a energia chegou há dois meses. Depois de dez anos, Antônia nem lembra mais como era a vida na escuridão.

 

Entrevistada - Antônia Ferreira de Abreu: Agora, depois que chegou a nossa energia, tudo bem, melhorou bastante, mudou a nossa vida.

 

Repórter Pablo Mundim: No ano que vem, o programa Luz para Todos vai atender moradores da zona rural, de áreas isoladas e de reservas extrativistas de 11 estados do país, do Norte e Nordeste. Quem ainda não tem energia elétrica em casa, pode fazer o pedido junto à concessionária responsável no município. Para propriedades com baixo consumo de energia, de até 50 quilovolts, a instalação elétrica é de graça. Reportagem, Pablo Mundim.

 

Gabriela: E você vai ouvir ainda nesta edição.

 

Roberto: Começa o pagamento do Bolsa Família do mês de setembro.

 

Gabriela: Mais de 13,5 milhões de famílias vão sacar o benefício.

 

Roberto: Por causa do intenso contato com o sol, muitos indígenas acabam desenvolvendo doenças, como a catarata.

 

Gabriela: E pelo esforço físico constante de quem trabalha na natureza, também é comum desenvolverem hérnias na região abdominal.

 

Roberto: Mas, no Maranhão, os indígenas puderam realizar cirurgias como essas e receber atendimento especializado sem sair da aldeia.

 

Gabriela: É a 41ª Expedição da Saúde, implementada com apoio dos Ministérios da Saúde, da Defesa, além de voluntários, para levar atendimento médico ao interior do estado.

 

Roberto: A ação começou no dia 7 de setembro e termina amanhã, fazendo a alegria de muitos indígenas, como da mãe Delma Kricati. Vamos ouvir.

 

Repórter Graziela Mendonça: Os atendimentos começam todos os dias bem cedinho, às 7h da manhã. Os índios passam por uma triagem e aí são encaminhados para o especialista. Para quem precisa, o atendimento vem em boa hora. A indígena Delma Krikati conta que sua mãe esperava a cirurgia nos olhos há anos e agora finalmente vai conseguir enxergar com clareza.

 

Entrevistada - Delma Krikati: Ela está muito alegre, porque quando viu, tira aquele 'coiso' e viu visão linda, assim, ficou muito alegre. Aqui o povo precisa do médico, e nós estamos felizes porque eles estão aqui, atendendo a gente.

 

Repórter Graziela Mendonça: Cerca de 17 toneladas em equipamentos foram transportados até a Aldeia São José, no município de Montes Altos, no Maranhão. O motivo? Montar dois centros cirúrgicos e consultórios médicos no local para atender cerca de 800 indígenas durante 12 dias. A força-tarefa está levando atendimento especializado para a aldeia, inclusive cirurgias de média complexidade, como correção de hérnias e cataratas. São centenas de profissionais envolvidos, como explica o secretário especial de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Marco Antônio Toccolini.

 

Secretário especial de Saúde Indígena - Marco Antônio Toccolini: Nós temos mais de cem trabalhadores do nosso Disei do Maranhão, são 80 profissionais da ação, os questionários da saúde, e em torno de 70 militares. Estamos atendendo em torno de 480 cirurgias e em torno de 5 mil atendimentos de consulta, ginecologia, e temos a pediatria, odontologia, clínica geral.

 

Repórter Graziela Mendonça: O atendimento nas aldeias traz mais conforto para os pacientes, além de ajudar quem vive em localidades isoladas, onde o deslocamento é mais difícil. É o que explica secretário de Saúde Indígena, Marco Antônio Toccolini.

 

Secretário especial de Saúde Indígena - Marco Antônio Toccolini: É um trabalho de bastante impacto, que causa bastante impacto na saúde e na manutenção da saúde desses indígenas mais afastados do Centro.

 

Repórter Graziela Mendonça: As expedições acontecem a cada três meses e contam com investimento de cerca de R$ 2,5 milhões do Ministério da Saúde. Reportagem, Graziela Mendonça.

 

Gabriela: Mais de 13,5 milhões famílias começaram a receber hoje o pagamento de setembro do Bolsa Família.

 

Roberto: Para continuar a receber, os beneficiários assumem compromissos nas áreas de saúde e educação, como manter o filho na escola e fazer o exame pré-natal.

 

Repórter André Luís Gomes: O repasse é realizado de acordo com o Número de Inscrição Social, o NIS, impresso no cartão. Aqueles que terminam com final 1, podem sacar no primeiro dia do pagamento. Os com final 2 no segundo dia, e assim por diante. Os recursos ficam disponíveis para saque por um período de três meses. O Bolsa Família é voltado para as famílias inseridas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal, e que tenham renda mensal por pessoa de até R$ 89, além daquelas com renda familiar mensal de até R$ 178 por pessoa e que tenham integrantes crianças, gestantes ou adolescentes. A quantia que cada beneficiário recebe varia conforme o número de pessoas na família, a idade de cada um e a renda declarada. Segundo o diretor do Cadastro Único, do Ministério do Desenvolvimento Social, Luís Henrique Paiva, é importante que as informações dos beneficiários estejam sempre atualizadas.

 

Diretor do Cadastro Único - Luís Henrique Paiva: Qualquer alteração cadastral significativa, mudou de endereço, os filhos mudaram de escola, sua renda mudou, informe ao Cadastro Único, mantenha o seu cadastro atualizado. Isso é muito importante. A atuação do Governo Federal e dos governos estaduais e municipais está muito baseada no Cadastro Único.

 

Repórter André Luís Gomes: Além de manter o cadastro atualizado, ao se inscreverem no Programa Bolsa Família, as famílias assumem compromissos nas áreas de educação e saúde. Grávidas se comprometem a fazer o pré-natal, as crianças devem ter a vacinação em dia e devem frequentar a escola sem muitas faltas. A frequência mínima é de 85% até os 15 anos de idade e de 75% até os 17 anos. Para fazer o cadastramento, o responsável pela família deve procurar um Centro de Referência de Assistência Social, um Cras, ou um posto de atendimento do Bolsa Família no município. É necessário levar documentos de identificação pessoal, como RG, carteira de identidade ou carteira de motorista, e certidão de nascimento de todas as pessoas que vivem na residência. Reportagem, André Luís Gomes.

 

Gabriela: Uma redução de 3,5% nas taxas de homicídios no país.

 

Roberto: A meta do Governo Federal vai ser discutida e pactuada com estados.

 

Gabriela: Ela foi anunciada hoje, durante a instalação do Conselho Nacional de Segurança Pública e Defesa Social.

 

Roberto: O conselho, formado por representantes do Governo Federal, de estados e municípios, vai formular e gerir uma política nacional de segurança pública.

 

Gabriela: Com a instalação do conselho, passa a existir efetivamente o Sistema Único de Segurança Pública, criado em junho deste ano.

 

Repórter João Pedro Neto: O Governo Federal quer reduzir em 3,5% ao ano o número de homicídios no país. Em 2017, foram 63 mil assassinatos no Brasil, segundo o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, que destaca que o número vem crescendo a uma média de 4% a cada ano. O ministro explica que, para alcançar a meta, vai ser firmado um compromisso com os estados.

 

Ministro da Segurança Pública - Raul Jungmann: Sobre eles recairá grande parte desse esforço. E se alguém pensa que isto é pouco, lembro duas coisas: Primeiro, nós estamos tendo uma progressão, um crescimento anual da ordem de 4%. Então, além de reduzir estes 4%, estamos também, sobre os números absolutos, nos propondo a reduzir em 3,5%.

 

Repórter João Pedro Neto: A proposta de redução da taxa de homicídios foi apresentada durante a instalação do Conselho Nacional de Segurança Pública e Defesa Social, que reúne órgão federais dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. O grupo passa a ter o papel de elaborar, sugerir e acompanhar políticas públicas, projetos, metas e ações na área. A criação do conselho estava prevista no Sistema Único de Segurança Pública, o Susp, criado este ano com o objetivo de integrar a atuação dos órgãos do setor, aumentando a cooperação e a articulação, a nível federal, dos estados e dos municípios. O Governo Federal, através do Ministério da Segurança Pública, assume a responsabilidade de coordenar e orientar as ações na área, como lembrou o ministro Raul Jungmann.

 

Ministro da Segurança Pública - Raul Jungmann: É um toque de reunir de uma nação e de um país, que precisa se unir, que precisa se coordenar para enfrentar uma ameaça que transcende, de muito, aquilo que nós chamamos usualmente de violência e insegurança.

 

Repórter João Pedro Neto: Além de aumentar a coordenação, o Susp prevê medidas como a unificação do registro de crimes em uma plataforma única, e até o ano que vem todos os estados já devem estar integrados ao sistema. Estados e municípios também devem abastecer o Banco de Dados Nacional, com informações atualizadas sobre criminalidade, o que deve ajudar na definição de políticas públicas e estratégias de combate ao crime. O presidente Michel Temer disse que é preciso trabalhar juntos, inclusive com a sociedade, nessa área, e falou sobre o papel da inteligência para melhorar o combate ao crime.

 

Presidente Michel Temer: A criminalidade é muito organizada, e muitas vezes esta organização, ela busca superar a organização da segurança pública do nosso país. O sujeito está preso e lá, da penitenciária, ele está controlando o crime organizado no país, o que traz à baila exatamente o tema da inteligência, ou seja, não basta combater com armas, que é fundamental, mas é preciso combater com inteligência.

 

Repórter João Pedro Neto: As ações também vão dispor de mais recursos. Com a destinação de verbas das loterias federais para a segurança pública, o valor destinado ao setor deve passar dos cerca de R$ 1 bilhão, previstos para esse ano, para mais de R$ 4 bilhões em 2022. Reportagem, João Pedro Neto.

 

Roberto: E uma das metas do Sistema Único de Segurança Pública, como ouvimos agora, é unificar o registro de crimes.

 

Gabriela: E entre as ferramentas usadas na investigação de delitos, estão os bancos de perfis genéticos.

 

Roberto: São sistemas que reúnem materiais genéticos encontrados em cenas de crimes, que podem ser comparados a materiais já armazenados no banco e ajudar a identificar criminosos.

 

Gabriela: A rede de bancos, que já existe em 19 unidades da Federação, vai ser ampliada.

 

Repórter Márcia Fernandes: Um trauma que marcou a vida. Dois anos atrás, na semana em que completou 18 anos, uma jovem que não quer se identificar foi vítima de um estupro. Ela ia para uma festa e, no caminho, aceitou a carona de um conhecido. Só depois de entrar no carro, percebeu que o homem estava drogado. Até hoje, ela tem dificuldade de relembrar o que aconteceu.

 

Entrevistada: Não é fácil você lidar com isso, é bem complicado. Fica um trauma. Demora um tempo para passar, não é? Tenho medo ainda.

 

Repórter Márcia Fernandes: Neste caso, a polícia conseguiu encontrar o suspeito pelo crime, mas nem sempre o agressor é identificado. Para facilitar a investigação e punir os responsáveis, o Ministério da Segurança Pública vai ampliar a Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos. Hoje, 18 estados e o Distrito Federal possuem bancos genéticos. Nesses locais, são reunidos vestígios de DNA humano encontrados nas cenas dos crimes. O administrador do Banco Federal de Perfis Genéticos da Polícia Federal, Bruno Rodrigues, explica como esses bancos ajudam a solucionar crimes.

 

Administrador do Banco Federal de Perfis Genéticos - Bruno Rodrigues: Por exemplo, um delito é cometido numa unidade da Federação, os peritos fazem o exame do local, colhem lá os vestígios biológicos e são obtidos perfis genéticos, a partir desses vestígios biológicos. Eles vão ser inseridos no banco e é possível que eles sejam cruzados com outros vestígios, de outras cenas de crimes, com amostra de referências, inclusive de outros estados da Federação.

 

Repórter Márcia Fernandes: Com a ampliação da rede, outros estados também devem ganhar bancos de perfis genéticos. R$ 10 milhões foram destinados para ampliar o número de perfis. A meta é, no ano que vem, reunir 70 mil perfis, como explica o administrador do Banco Federal de Perfis Genéticos da Polícia Federal, Bruno Rodrigues.

 

Administrador do Banco Federal de Perfis Genéticos - Bruno Rodrigues: Os laboratórios, tanto no Brasil quanto no exterior, sempre têm uma capacidade limitada de processamento. E quanto mais a gente amplia essa capacidade, com automatização, então importante investimentos, que é justamente para dar mais agilidade e a gente conseguir processar uma maior quantidade de vestígios e ampliar o nosso banco.

 

Repórter Márcia Fernandes: Os bancos de perfis genéticos também ajudam na investigação de desaparecimentos. Reportagem, Márcia Fernandes.

 

Roberto: Sábado foi dia de fazer contas para quase 1 milhão de alunos da rede pública e privada de ensino de todo o país.

 

Gabriela: É que eles participaram da segunda fase da Olimpíada Brasileira de Matemática.

 

Repórter Cleide Lopes: Larissa Estéfani dos Santos é estudante do terceiro ano do ensino médio em Brasília. Ela conta que tem um caso de amor com a matemática. E não é que ela vê números em tudo?

 

Estudante - Larissa Estéfani dos Santos: Você pode estar andando na rua e você vê números, vê medidas, as pessoas têm medidas, os países, vai estudar um país, aí tem números da economia. Tudo na vida são números.

 

Repórter Cleide Lopes: Assim como Larissa, a Lavínia Mota, que também está no terceiro ano, é uma velha conhecida da Olimpíada Brasileira de Matemática. Na primeira fase, em junho, ela ficou com o primeiro lugar geral da escola e, no ano passado, ganhou menção honrosa pelo bom desempenho na competição. Para Lavínia, falar de cálculos é falar de diversão.

 

Estudante - Lavínia Mota: É uma matéria que eu me divirto fazendo. Quando eu estou fazendo as questões, é um prazer, assim, eu acho gostoso fazer questões de matemática.

 

Repórter Cleide Lopes: Rafael Renkel, que também é morador do Distrito Federal, tem 12 anos e está fazendo a Olimpíada de Matemática pela primeira vez. Ele é aluno de uma escola particular e estuda matemática com a cabeça lá nas estrelas.

 

Estudante - Rafael Renkel: Me atrai, principalmente que eu quero ser um astrônomo, alguém que estuda as estrelas, e eu sei que vai precisar disso.

 

Repórter Cleide Lopes: A Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas, Obmep, foi criada há 14 anos atrás e, pelo segundo ano, é direcionada às escolas públicas e privadas. A ideia é estimular o estudo da matemática, identificar talentos e incentivar o seu ingresso em universidades nas áreas científica e tecnológica. Para o coordenador regional da Obmep no Distrito Federal, Reginaldo Ramos de Abreu, a Olimpíada mudou a forma de ensinar e de aprender.

 

Coordenador regional da Obmep - Reginaldo Ramos de Abreu: A gente perceber que a Obmep, ela cobra a aplicação matemática, não simplesmente aquelas fórmulas matemáticas, que não traduzem muito bem, aquilo que o aluno não compreende, enquanto a Obmep, ela aplica o conhecimento. E os professores já estão se preocupando também em ensinar dessa forma, ensinar a aplicar a matemática, usar a matemática da forma correta para o cidadão e para o mundo.

 

Repórter Cleide Lopes: Os vencedores da Olimpíada de Matemática vão ser anunciados no dia 22 de novembro. Reportagem, Cleide Lopes.

 

Roberto: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Gabriela: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite.

 

Roberto: Boa noite para você e até amanhã.

 

"A Voz do Brasil, Governo Federal".