18 de setembro de 2018 - poder executivo

Destaques da Voz do Brasil: Menos mortes no trânsito. Ações de fiscalização reduziram em quase 30% o número de óbitos nas capitais brasileiras. E para tentar diminuir ainda mais esses números, começa hoje a Semana Nacional de Trânsito. Micro e pequenas empresas devem ficar atentas para evitar a exclusão do Simples Nacional. O motivo é a inadimplência. País vai ter maior produção de café da história.

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Transcrição

Apresentador Roberto Camargo: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá. Boa noite.

 

Roberto: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Terça-feira, 18 de setembro de 2018.

 

Roberto: E vamos ao destaque do dia. Menos mortes no trânsito.

 

Gabriela: Ações de fiscalização reduziram em quase 30% o número de óbitos nas capitais brasileiras.

 

Roberto: E para tentar diminuir ainda mais esses números, começa hoje a Semana Nacional de Trânsito. Cleide Lopes.

 

Repórter Cleide Lopes: A campanha quer possibilitar mudanças de atitudes nos motoristas e tem ações em todo o país.

 

Gabriela: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Roberto: Micro e pequenas empresas devem ficar atentas para evitar a exclusão do Simples Nacional.

 

Gabriela: O motivo é a inadimplência.

 

Roberto: País vai ter a maior produção de café da história. Graziela Mendonça.

 

Repórter Graziela Mendonça: No campo, a produção dos grãos, tão apreciados pelos brasileiros, deve crescer 33% em relação à safra passada.

 

Gabriela: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil, Gabriela Mendes e Roberto Camargo.

 

Roberto: E para assistir, a gente ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br .

 

"Trânsito: Atenção Motorista".

 

Roberto: Dirigir pelas ruas das capitais do país está mais seguro, é o que indica uma pesquisa inédita do Ministério da Saúde divulgada hoje.

 

Gabriela: Em seis anos o número de mortes no trânsito nas capitais caiu quase 30%. A repórter Bruna Saniele está, ao vivo, aqui no estúdio da Voz do Brasil e conta mais para a gente. Boa noite, Bruna.

 

Repórter Bruna Saniele (ao vivo): Boa noite, Gabriela, Roberto e ouvintes da Voz do Brasil. É isso mesmo, as mortes por acidente de trânsito no país estão em queda. Esse levantamento inédito, que marca o início da Semana Nacional do Trânsito, que começa hoje e vai até o dia 25, mostra que as mortes no trânsito das capitais caíram 27,4%, ou seja, mais de 2,1 mil mortes foram evitadas nesse período. As maiores reduções foram em Aracaju, capital de Sergipe, com mais de 57% de diminuição no número de óbitos. Natal, no Rio Grande do Norte, teve queda de mais de 45%. Em Porto Velho, capital de Rondônia, Salvador, na Bahia, e Vitória, no Espírito Santo, as reduções chegaram a mais de 42%. A fiscalização está relacionada com a Lei Seca, que nesse ano completou dez anos. Essa lei mudou os hábitos dos brasileiros e ficou mais rígida, com regras mais severas, principalmente para quem mistura bebida com direção. Além disso, as multas ficaram mais caras, ou seja, deixar de seguir a lei também afeta o bolso. E como eu comentei aqui no começo, hoje, na Semana Nacional de Trânsito, são diversas ações que vão ser feitas para esclarecer a população. Aqui em Brasília, o foco foram as crianças. A nossa repórter, a Cleide Lopes, foi a uma escola ver como a educação do trânsito tem que começar cedo, e conta para a gente. Vamos ouvi-la.

 

Repórter Cleide Lopes: A cada ano, cerca de 45 mil pessoas morrem no Brasil por causa de acidentes de trânsito nas vias e rodovias do país, o que gera um custo para os cofres públicos, como em atendimentos no Sistema Único de Saúde de mais de R$ 50 bilhões. A Semana Nacional de Trânsito é realizada anualmente com a ideia de mostrar para a sociedade os danos causados por esses acidentes e evitar que sejam feitas novas vítimas, como explica o ministro das Cidades, Alexandre Baldy.

 

Ministro das Cidades - Alexandre Baldy: Não adianta leis mais rígidas, não adianta multas mais caras se nós não podemos enxergar com a consciência de que o veículo pode ser uma arma, e uma arma letal na mão daqueles que não o utilizam com responsabilidade. Nós precisamos ter um objetivo, que é nenhuma morte decorrida de acidentes no trânsito.

 

Repórter Cleide Lopes: A campanha quer possibilitar mudanças de atitudes dos motoristas para evitar condutas que podem causar acidentes, como teclar enquanto dirige, alta velocidade e a mistura álcool e direção. A Lei Seca, que entrou em vigor em 2008, é uma das principais medidas para reduzir a violência no trânsito. Para o diretor do Denatran, Maurício Alves, nesses dez anos a fiscalização fiscal ou mais intensa e hoje a tolerância de álcool é zero.

 

Diretor do Denatran - Maurício Alves: Se for flagrado com uma quantidade, mesmo que mínima, ele terá imediatamente a capacidade de dirigir proibida, o seu veículo pode ser retirado por uma pessoa habilitada, efetivamente habilitada, que conduzirá o veículo, mas a CNH do condutor que estava embriagado é retida naquele momento, e, no caso, se ele tiver com o teor alcoólico que a lei considere como delituoso, ele vai ser conduzido para a delegacia.

 

Repórter Cleide Lopes: E durante essa Semana Nacional de Trânsito, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Trânsito, Dnit, e o Departamento de Trânsito, o Detran, do Distrito Federal, fizeram uma ação para conscientizar cerca de 800 crianças de escolas públicas de Brasília. Para o coordenador de Engenharia de Trânsito do Dnit, Lucas Bôto, educar é a melhor forma de prevenir.

 

Coordenador de Engenharia de Trânsito do Dnit - Lucas Bôto: A ideia é a gente fazer com que essas crianças trabalhem como agentes multiplicadores, levando esse conhecimento, que a gente sabendo que essas crianças são ver futuramente também motoristas, né? E plantar essa sementinha nelas. A gente acredita que eles levem isso para o resto com a vida.

 

Repórter Cleide Lopes: E o coordenador parece ter razão. A pequena Sofia Castro, de apenas sete anos, já tem o ponta da língua um os ensinamentos básicos sobre o trânsito.

 

Entrevistada - Sofia Castro: O motorista, se ele não prestar atenção, na rua ele pode bater o carro.

 

Repórter Cleide Lopes: A Semana Nacional de Trânsito ocorre desde 1997, entre os dias 18 e 25 de setembro. Neste ano o tema é 'Nós Somos o Trânsito'. A ideia é que condutores, ciclistas, pedestres e passageiros percebam o seu papel e optem par por um trânsito mais seguro. Reportagem, Cleide Lopes.

 

Repórter Bruna Saniele (ao vivo): E, além da Lei Seca, há dez anos também entrou em vigor a Lei da Cadeirinha, que estabeleceu padrões de segurança para transporte de crianças menores de dez anos. O diretor de Policiamento e Fiscalização de Trânsito do Departamento de Trânsito do Distrito Federal, Glauber Peixoto, explica para a gente como que a cadeirinha tem que ser usada. Vamos ouvi-lo.

 

Diretor de Policiamento e Fiscalização de Trânsito - Glauber Peixoto: Desde o nascimento até o primeiro ano de vida, ela é transportada no bebê conforto. Esse dispositivo, ele fica de costas para o painel do veículo, segurando a criança tanto pelo cinto próprio, de cinco pontos, além dos sinto de segurança do próprio veículo. De um a quatro anos a criança passa a utilizar a cadeirinha, ela já fica presa pelo cinto de segurança, também tem o cinto próprio no dispositivo, já de frente para o painel do veículo. De quatro anos a sete anos e meio a criança utiliza o assento de elevação, também conhecido como buster. O dispositivo ele eleva a criança para que o cinto de segurança não fique na altura do pescoço e também a parte subabdominal do cinto de segurança permaneça na altura da pélvis, para que em casos de impactos frontais, a criança tenha um pouco mais de segurança.

 

Repórter Bruna Saniele: E mais uma informação, não obedecer a Lei da Cadeirinha é considerada uma infração gravíssima e prevê multa, perda de sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação e a retenção do veículo. Roberto e Gabriela.

 

Roberto: Obrigado Bruna, pela participação, ao vivo, aqui na Voz do Brasil.

 

Gabriela: E trabalhar com transporte de cargas nas estradas pode ser cansativo.

 

Roberto: E, por isso, em 2015 foram publicadas as principais regras para o exercício da profissão, a Lei dos Caminhoneiros.

 

Gabriela: Entre outras medidas, a legislação estabelece limites para a jornada diária de trabalho em intervalos mínimos de descanso para esses profissionais.

 

Roberto: E para verificar se essas exigências estão sendo cumpridas, o Ministério do Trabalho realizou duas operações de fiscalização nesta terça-feira.

 

Repórter Nathália Koslyk: Leonardo Rodrigues Silva trabalha há 16 anos na profissão de motorista carreteiro de uma transportadora de Belém, no Paraná, ele fala sobre a importância de respeitar os tempos de descanso e de trabalho previstos na legislação.

 

Motorista carreteiro - Leonardo Rodrigues Silva: A importância do nosso horário de descanso é priorizando mais a saúde, né? O rendimento aumentou, antes diminuía, né, pelo tempo, o cansaço. Agora aumentou nossa disponibilidade para o serviço.

 

Repórter Nathália Koslyk: A legislação prevê 30 minutos de descanso para cada seis horas na condução do veículo, por exemplo, e no intervalo entre duas jornadas de trabalho, pelo menos, 11 horas de descanso, sendo que oito dessas devem ser gozadas no primeiro período de forma ininterrupta. Para verificar as condições de trabalho dos caminhoneiros, o Ministério do Trabalho realizou duas operações especiais nesta terceira em rodovias de Betim, Minas Gerais, e no Rodoanel, em São Bernardo do Campo, São Paulo. Foram vistoriados mais de 40 veículos nos dois estados. O coordenador do Grupo Especial de Fiscalização do Trabalho em Transportes, Jansen de Lima e Silva, fala sobre as principais irregularidades encontradas.

 

Coordenador do Grupo Especial de Fiscalização do Trabalho em Transportes - Jansen de Lima e Silva: A ausência de controle de jornada do motorista, nós encontramos situações em que o motorista sequer possuía um controle de jornada válido. Encontramos situações também de ausência de concessão do intervalo entre jornadas, situações também em que o motorista estava dirigindo continuamente mais de cinco horas e meia.

 

Repórter Nathália Koslyk: Os caminhoneiros são responsáveis pelo transporte de 60% de toda a carga do país e são os trabalhadores que mais sofrem mortes por acidente de trabalho. Por isso, de acordo com o coordenador Jansen de Lima, cuidar do trabalho desses motoristas tem importância estratégica.

 

Coordenador do Grupo Especial de Fiscalização do Trabalho em Transportes - Jansen de Lima e Silva: A intensificação nas fiscalizações de controle de jornada, elas visam repelir infrações trabalhistas de jornada, resguardar a integridade, a saúde e a segurança do profissional motorista que trabalha nas rodovias e indiretamente contribuir para a segurança viária, porque o motorista que dirige cansado, ele pode comprometer a sua segurança e a segurança dos outros usuários das vias.

 

Repórter Nathália Koslyk: Além de fiscalizações como essas, do Grupo Móvel do Ministério do Trabalho, as Regionais do Trabalho mantêm fiscalizações constantes nas rodovias do país. Os autos de infração trabalhistas decorrentes da fiscalização são remetidos às empresas, podendo ser convertidos em multas. Reportagem, Nathália Koslyk.

 

Gabriela: A Receita Federal notificou este mês mais de 710 mil empresas que usam o Simples Nacional, sistema que simplifica o pagamento de tributos.

 

Roberto: A notificação foi por falta de pagamento de dívidas que, no total, passam do R$ 19,5 bilhões.

 

Gabriela: Quem não quitar as dívidas pode ser excluído do sistema.

 

Repórter Gabriela Noronha: O Simples Nacional é um regime de arrecadação e cobrança de impostos que permite que empresas com receita anual bruta de até R$ 4,8 milhões possam unificar o pagamento de tributos municipais, estaduais e federais em uma única guia. A ideia é desburocratizar esse processo. Hoje, mais de 5 milhões de empresas estão no Simples Nacional, são empresários como o José Erivaldo, que há sete anos administra uma pequena lanchonete em um shopping no centro de Brasília. José conta que sem o Simples os encargos dobrariam e ele não teria condições de continuar o negócio.

 

Empresário - José Erivaldo: Mesmo sendo o Simples a gente paga aí entre R$ 2 mil e R$ 3 mil. Se fosse uma grande empresa, com certeza dobrava ou triplicava esse imposto. Se não fosse a Simples a gente não conseguiria abrir a empresa.

 

Repórter Gabriela Noronha: E a exclusão do Simples Nacional pode trazer prejuízos aos micro e pequenos empresários, como afirma o contador Robson Lemos.

 

Contador - Robson Lemos: Se houver a exclusão realmente, ele passa a ser uma empresa tributada no lucro presumido ou lucro real, né, empresa de tributação normal e isso consequentemente vai aumentar a carga tributária, vai aumentar as obrigações acessórias e vai onerar bem mais a empresa.

 

Repórter Gabriela Noronha: Segundo a Receita Federal, as notificações são para cobrar os empresários de dívida previdenciárias e não previdenciárias junto ao órgão e à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. O valor das dívidas este ano ultrapassam R$ 19,5 bilhões. Frederico Faber, auditor fiscal e coordenador geral de Arrecadação e Cobrança da Receita, explica que não há necessidade de comparecimento às unidades da Receita Federal. Para mais informações, basta acessar o Centro de Atendimento Virtual, o e-CAC.

 

Auditor fiscal e coordenador geral de Arrecadação e Cobrança - Frederico Faber: No nosso portal do Simples Nacional ou no Centro de Atendimento Virtual da Receita Federal, ambos na internet, é possível, mediante senha, o próprio contribuinte, o dono da empresa acessar no caso o portador não tenha ainda o feito, né? Então, lá estará disponível o ato declaratório, listando todos os débitos, seja na Receita Federal ou na Procuradoria, que estão motivando essa possível exclusão no caso de não regularização.

 

Repórter Gabriela Noronha: Após receber a notificação, o contribuinte tem 30 dias para a regularização dos débitos à vista ou parcelados. A exclusão de quem não quitar as dívidas será feita em 1º de janeiro de 2019. Reportagem, Gabriela Noronha.

 

Roberto: O Brasil vai ter a maior produção de café da história.

 

Gabriela: Daqui a pouco a gente explica os motivos do crescimento de mais de 35% na colheita em relação ao ano passado.

 

Roberto: Trinta imigrantes venezuelanos deixaram hoje Roraima rumo a outro estado, no chamado processo de interiorização.

 

Gabriela: Eles foram levados de Boa Vista para Iguaçu, em Pernambuco.

 

Roberto: Desde o início da interiorização, o governo já enviou mais de 1,9 mil venezuelanos de Roraima para outros estados.

 

Gabriela: E o auxílio do governo aos venezuelanos vai além do envio para outros estados.

 

Roberto: Roberto: Têm assistência em saúde e a chance de conseguirem um emprego para recomeçar a vida.

 

Gabriela: Para isso o governo tem atuado para incentivar as empresas a contratarem os venezuelanos.

 

Roberto: Em muitos casos, esses imigrantes que vêm ao Brasil possuem alta qualificação profissional.

 

Repórter Cleide Lopes: Foi por causa da crise na Venezuela que Rolando Maestre veio com a mulher e filhos viver no Brasil. Depois de passar um ano e quatro meses em Roraima, ele está há um mês em Brasília. E com apenas três dias na capital federal já estava desempregado.

 

Entrevistado - Rolando Maestre: Todavia se vê que a motivação de todas as pessoas quererem ajudar, quererem dar esse impulso que necessita.

 

Repórter Cleide Lopes: Rolando trabalha num petshop da empresária Priscila Vieira Davis. Dos 120 funcionários, três são venezuelanos. Priscila conta que foi a história de vida de cada uma dessas pessoas que a comoveu a dar uma chance de emprego.

 

Empresária - Priscila Vieira Davis: Ajudar famílias que deixaram tudo para atrás, deixaram parte da família para atrás, deixaram uma vida para atrás em busca de algo melhor. Eles querem muito trabalhar, eles querem aprender, eles são muito dispostos, né? O tempo todo que você chega eles estão de bom humor, eles estão animados, eles estão felizes.

 

Repórter Cleide Lopes: A subchefe de Articulação da Casa Civil, Natália Marcassa, explica que o governo tem trabalhado para incentivar as empresas a contratarem esses imigrantes.

 

Subchefe de Articulação da Casa Civil - Natália Marcassa: A nossa ideia é que ele entre na nossa economia. Então, é feito seminários de sensibilização com as Federações da Indústria, com as Federações do Comércio, para sensibilizar os empresários para contratação também dessa mão de obra que vem, muitas vezes, qualificada. Para Brasília, 75% dos que vieram já estão empregados. Em São Paulo, 43% já estão empregados. Então, a gente tem uma taxa de empregabilidade de acontece de uma maneira até rápida.

 

Repórter Cleide Lopes: Agora, com a carteira de trabalho assinada, o desejo do venezuelano Franklin Abreu, de 19 anos, que também foi contratado no petshop de Priscila Vieira, é crescer dentro da empresa.

 

Entrevistado - Franklin Abreu: Eu espero poder ir subindo. Acrescentando aos conhecimentos que a loja tem, eu espero poder continuar escalando, escalando para chegar mais alto.

 

Repórter Cleide Lopes: Manaus, Cuiabá, São Paulo, Canoas e Rio de Janeiro são algumas outras cidades que têm recebido os venezuelanos. Reportagem, Cleide Lopes.

 

Gabriela: E imigrantes venezuelanos de outros países, além de refugiados, podem denunciar qualquer tipo de violência que receberem por conta da nacionalidade.

 

Roberto: As denúncias também podem ser feitas por quem presenciar qualquer tipo de atitude preconceituosa contra eles.

 

Gabriela: Assunto do só 'Pra Você Cidadão' de hoje.

 

"Pra para cidadão".

 

Repórter Beatriz Albuquerque: E agora os migrantes e refugiados têm um canal direto para denunciar qualquer tipo de violência sofrida em razão da sua racionalidade. É o Disque 100, que agora também recebe esse tipo de denúncia. O serviço funciona 24 horas por dia, incluindo sábados, domingos e feriados. As ligações são de graça e podem ser feitas de todo o Brasil, de qualquer telefone fixo ou celular. O Ministério dos Direitos Humanos ainda conta com outros dois canais para a denúncia, o aplicativo Projeta Brasil, que pode ser baixado de graça em qualquer dispositivo móvel e o site da ouvidoria www.humanizaredes.gov.br/ouvidoria-online . É bom lembrar que o Disque 100 também recebe denúncias de violação de direitos humano contra mulheres, idosos, crianças, população LGBT e muitas outras. Beatriz Albuquerque para a Voz do Brasil.

 

"Defesa do Brasil! Defesa do Brasil! Defesa do Brasil!".

 

Roberto: O Vale do Paraíba, no interior de São Paulo, é sede de diversas empresas da chamada indústria de defesa.

 

Gabriela: É lá que são fabricados programas de computador, sistemas, satélites, aviões.

 

Roberto: Tecnologia que também pode ser usada por outros setores.

 

Gabriela: E esta semana, o ministro da Defesa visitou algumas empresas que mantêm parcerias com as Forças Armadas.

 

Repórter Marina Melo: O setor de defesa costuma ser o principal estimulador de novas tecnologias, que ultrapassam o setor militar, tendo aplicação também na indústria e na produção de medicamentos, por exemplo. Localizado em São José dos Campos, no interior de São Paulo, o Departamento de Ciência e Tecnologia da Aeronáutica é um dos principais geradores de ensino e pesquisa do país. É no DCTA que são projetados e desenvolvidos equipamentos ultramodernos como softwares, sistemas e satélites, e onde está sendo projetado o novo veículo lançador de satélites que deverá ser utilizado na Base de Alcântara, no Maranhão. Em visita a São José dos Campos, nesta terça-feira, o ministro da Defesa, Joaquim Silva e Luna, destacou o elevado nível dos profissionais formados pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica.

 

Ministro da Defesa - Joaquim Silva e Luna: O ITA, ele, de uma forma bastante inteligente, desde a sua concepção, ele começa, ele trabalha junto indústria, universidades do ITA e a pesquisa. O que nós estamos vendo aqui é pesquisa já voltada para uma aplicação, e estamos na ponta da linha. Muitas vezes são projetos bastante ousados e que não nos deixa dever a nenhum país do mundo com relação ao nível de conhecimento do nosso pessoal.

 

Repórter Marina Melo: Antes de ir ao DCTA, o ministro esteve em umas das unidades da Embraer, no município de Gavião Peixoto. O presidente da Embraer, Jackson Schneider, destacou os projetos desenvolvidos em parceria com as Forças Armadas, em especial, a produção do novo avião cargueiro, o KC-390.

 

Presidente da Embraer - Jackson Schneider: Os projetos que a Embraer desenvolve, ela desenvolve junto com a Força Aérea Brasileira, junto com o Exército Brasileiro, junto com a Marinha Brasileira, portanto, nós tivemos a oportunidade, no recebimento dessa visita no início, de atualizá-lo, ele e a sua equipe, em relação a todos esses projetos, e, principalmente, em relação ao KC-390, que é um avião que nós estamos apresentando ao mercado, o avião está praticando em etapa final de certificação, cumprindo os seus testes de voos finais em relação, não somente à missões específicas de certificação da Agência Nacional de Aviação Civil, mas também missões militares, e que estaríamos entregando o primeiro avião efetivamente de produção para a Força Aérea Brasileira ainda no decorrer deste ano.

 

Repórter Marina Melo: O ministro da Defesa também visitou outra importante indústria de defesa, a Avibras, envolvida em projetos como o Astros 2020 e como veículo lançador de satélites com o S-50. O chamado Vale do Paraíba, nas proximidades do município de São José dos Campos, é conhecido por abrigar o DCTA e várias empresas que compõem a base industrial de defesa, o que traz geração de empregos, renda e desenvolvimento para a região. Reportagem, Marina Melo.

 

Roberto: Neste ano o país deve ter a maior produção do café da história.

 

Gabriela: Devem ser colhidas perto de 60 milhões de sacas.

 

Repórter Graziela Mendonça: Doce, amargo, forte, um pouco mais suave, o café faz parte do dia a dia do brasileiro. A bebida é indispensável para muita gente, como a mineira, Joana D'Arc, de Juiz de Fora.

 

Entrevistada - Joana D'Arc: Na parte da manhã já um cafezinho da manhã é sagrado. E após as refeições, do almoço, por exemplo, também um cafezinho, e depois à tarde. É bem gostinho, então, com um pãozinho de queijo...

 

Repórter Graziela Mendonça: No campo, a produção dos grãos, tão apreciados pelos brasileiros, deve crescer 33% em relação à safra passada. Segundo levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento, nesta safra o Brasil vai colher quase 60 milhões de sacas. Será a maior produção do café da história. O superintendente de Informações de Agronegócio da Conab, Cleverton Monteiro, explica os motivos para o resultado.

 

Superintendente de Informações de Agronegócio da Conab - Cleverton Monteiro: Nós estamos no ano onde o café, ele responde com produtividades melhores que nos anos anteriores. Outra coisa que aconteceu nessa safra é que as condições climáticas, elas foram favoráveis em todo o ciclo da cultura, e ela expressar um melhor potencial nessa safra tem relação muito com o investimento que o produtor fez nos últimos anos em adubação, em uso de variedades mais produtivas nas áreas de renovação.

 

Repórter Graziela Mendonça: Segundo o levantamento, Minas Gerais continua sendo o maior produtor de café do Brasil, responsável por mais da metade das sacas colhidas. Mas um estado que vem se destacando cada vez mais é Rondônia, na região Norte, já é o quinto maior produtor do país. Um dos motivos é a introdução do café clonal, uma variedade mais produtiva. Antônio Cesquim é produtor de café há mais de 30 anos na região e comemora o crescimento.

 

Produtor de café - Antônio Cesquim: Aqui na nossa região foi plantado acho que mais de 2 milhões de covas desse café clonal. Foi muito café, muito café e só se vê gente contente.

 

Repórter Graziela Mendonça: Além de abastecer o mercado interno, o aumento na produção também deve influenciar nas exportações do café para outros países. De janeiro a agosto desse ano já foram exportadas mais de 20 milhões de sacas, num valor que passa dos US$ 3 bilhões. O diretor do Departamento de Café, Cana-de-Açúcar e Agroenergia, do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento, Silvio Farnese, explica que o café é um importante item da pauta de exportações brasileiras.

 

Diretor do Departamento de Café Cana-de-Açúcar e Agroenergia - Silvio Farnese: A exportação de café rende para o Brasil alguma coisa como US$ 5 bilhões de receita. É o quinto produto da pauta de exportação. O Brasil é o maior produtor e maior exportador de café no mundo. E, naturalmente, esse ano, com essa melhoria da qualidade, nós teremos uma participação bem mais significativa desses mercados.

 

Repórter Graziela Mendonça: Segundo a Conab, a área total dos cafezais em todo o país deve alcançar mais da 2 milhões de hectares nesta safra. Para ver o estudo completo acesse conab.gov.br. Reportagem, Graziela Mendonça.

 

Roberto: E a gente fica por aqui. Boa noite.

 

Gabriela: Boa noite.

 

"A Voz do Brasil, Governo Federal".