21 de setembro de 2018 - poder executivo

Destaques da Voz do Brasil: Brasil gera mais de 100 mil empregos com carteira assinada em agosto. E mais empregos vão ser gerados em obras de linhas de transmissão. As concessão foram assinadas e significam mais segurança, da geração até a chegada da energia aos brasileiros. Hoje é o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência. Vamos falar de ações para garantir acesso e mais oportunidades a esses brasileiros.

audio/mpeg VOZ 210918.mp3 — 46976 KB




Transcrição

Apresentador Luciano Seixas: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Alessandra Bastos: Olá, boa noite.

 

Luciano: Boa noite para você, que nos acompanha em todo o país.

 

Alessandra: Sexta-feira, 21 de setembro de 2018.

 

Luciano: E vamos ao destaque do dia.

 

Alessandra: Brasil gera mais de 100 mil empregos com carteira assinada em agosto. Gabriela Noronha.

 

Repórter Gabriela Noronha: Todas as cinco regiões do país registraram crescimento no emprego formal em agosto. Os melhores desempenhos ficaram com a região Nordeste e com a região Norte.

 

Luciano: E mais empregos vão ser gerados em obras de linhas de transmissão.

 

Alessandra: As concessões foram assinadas hoje e significam mais segurança da geração até a chegada da energia aos brasileiros. Luana Karen.

 

Repórter Luana Karen: As concessões vão reforçar a oferta de energia e fortalecer o sistema elétrico nacional.

 

Luciano: E você também vai ouvir, hoje, na Voz do Brasil.

 

Alessandra: Hoje é Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência.

 

Luciano: Vamos falar de ações para garantir acesso e mais oportunidades a esses brasileiros. Márcia Fernandes.

 

Repórter Márcia Fernandes: Segundo o IBGE o Brasil tem hoje 45 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência. Isso representa quase 24% de toda a população.

 

Alessandra: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil, Alessandra Bastos e Luciano Seixas.

 

Luciano: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br .

 

Alessandra: O Brasil criou, em agosto, mais de 100 mil empregos com carteira assinada.

 

Luciano: Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, o Caged, divulgados, hoje, pelo Ministério do Trabalho.

 

Alessandra: O saldo é resultado do número de admissões menos as demissões durante o mês.

 

Luciano: No acumulado de todo o ano, já foram gerados até agora mais de 568 mil novas vagas.

 

Repórter Gabriela Noronha: Costureira há mais de dez anos, Sirlei Alves cuida de cada peça como uma obra de arte. Ela trabalha hoje fazendo biquínis por encomenda numa loja em Águas Claras, no Distrito Federal. Sirlei foi contratada há um mês, após seis meses de desemprego, e não esconde a felicidade.

 

Costureira - Sirlei Alves: Carteira assinada traz mais segurança, porque eu tenho dois filhos, estudam, então é um serviço muito tranquilo, muito bom, e o que eu não sei eu corro atrás para aprender, e cada vez querendo aperfeiçoar mais.

 

Repórter Gabriela Noronha: A Sirlei foi uma das 110 mil pessoas que conseguiram um emprego com carteira assinada no mês de agosto, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, o Caged, divulgado nesta sexta-feira pelo Ministério do Trabalho. O presidente Michel Temer destacou a alta na criação de vagas e disse que o Governo quer mais.

 

Presidente Michel Temer: A criação de empregos tem sido, por assim dizer, a nossa obsessão. Só no primeiro trimestre deste ano, eu acho que foram cerca de 400 mil novos empregos formais. E é claro que nós precisamos de mais.

 

Repórter Gabriela Noronha: O desempenho positivo no mês de agosto ocorreu, principalmente, pelas contratações no setor de serviços, responsável pela criação de mais de 66 mil novos postos. O segundo setor com o maior número de novas vagas de emprego foi o comércio, com quase 18 mil postos. A Fernanda Moroni, dona de uma loja do Distrito Federal, foi uma das empresárias que contratou no mês de agosto. Ela conta que antes comprava as peças prontas, e agora, com a contratação da Sirlei, espera melhorar a qualidade dos biquínis e conseguir mais clientes.

 

Empresária - Fernanda Moroni: É um momento muito favorável. Contratei ela porque é uma excelente costureira e os meus biquínis exigem muita qualidade. O cliente cada vez está mais exigente, sempre olhando adiante.

 

Repórter Gabriela Noronha: Todas as cinco regiões do país registraram crescimento no emprego formal em agosto, e apenas cinco das 27 unidades da Federação registraram saldo negativo no número de empregos. Ou seja, as demissões foram maiores que as contratações. Os melhores desempenhos ficaram com a região Nordeste, onde foram abertas mais de 36 mil novas vagas, e com a região Norte, com mais 9 mil postos. Reportagem, Gabriela Noronha.

 

Alessandra: E já que o assunto é emprego, novos postos de trabalho devem ser abertos no país.

 

Luciano: As obras, com novas linhas de transmissão de energia elétrica, que foram concedidas à iniciativa privada, devem gerar mais de 13,5 mil empregos diretos.

 

Alessandra: As linhas vão passar por 16 estados e os contratos com as empresas vencedoras foram assinados hoje.

 

Luciano: E além de empregos, as novas linhas significam mais segurança da geração até a chegada da energia na nossa casa.

 

Repórter Luana Karen: Contratos assinados, agora é mãos à obra. As empresas vencedoras dos 20 lotes do leilão de linhas de transmissão realizado em junho têm até cinco anos para concluir os empreendimentos. Segundo o ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, as concessões vão reforçar a oferta de energia e fortalecer o sistema elétrico nacional.

 

Ministro de Minas e Energia - Moreira Franco: São mais de 165 milhões de brasileiros que terão a oportunidade de melhorar a qualidade de um bem que é essencial à vida das pessoas.

 

Repórter Luana Karen: As concessões devem gerar cerca de R$ 6 bilhões em investimentos. Para o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica, André Pepitone, a segurança jurídica, entre outros fatores, permite a atração de investimentos no país.

 

Diretor-geral da Aneel - André Pepitone: Já não há mais lotes vazios nos certames de transmissão. E a competição entre as empresas, motivadas por regras atrativas, garante a redução de preços como resultado final, beneficiando o consumidor de energia elétrica do Brasil.

 

Repórter Luana Karen: As linhas de transmissão levam energia das usinas geradoras até os consumidores. Em cada lote, o vencedor foi o que aceitou receber, durante o período de concessão, o menor valor pela construção e operação da linha. O presidente Michel Temer destacou a geração de postos de trabalho, com a concessão das linhas, de 13,6 mil empregos diretos.

 

Presidente Michel Temer: Todos os 20 lotes ofertados despertaram amplo interesse e foram concedidos. Ganha o consumidor, ganha a indústria, ganha o Brasil. Com os contratos hoje assinados, nós esperamos promover investimentos, como foi dito já, cerca de R$ 6 bilhões, e a criação de mais de 13 mil empregos.

 

Repórter Luana Karen: As empresas serão responsáveis pela construção e operação de mais de 2,5 mil Km de linhas de transição, localizados em 16 estados de todas as regiões do país. Reportagem, Luana Karen.

 

Alessandra: Brasília e Rio de Janeiro receberam, hoje, mais de 20 venezuelanos que entraram no Brasil por Roraima e foram para outros estados do país pelo programa de Interiorização.

 

Luciano: Raquel foi reencontrar a família. Já Deise quer estudar para se tornar enfermeira.

 

Alessandra: Até agora, mais de 1,9 mil imigrantes foram deslocados para diferentes estados.

 

Luciano: Todos em busca de um lugar para recomeçar em território brasileiro.

 

Repórter Márcia Fernandes: A comerciante Raquel Azupe tinha uma padaria na Venezuela. Com a crise econômica que atinge o país, ela conta que teve que fechar o negócio, porque não conseguia mais comprar farinha, açúcar e outros itens básicos. Em busca de uma vida melhor, Raquel se mudou para o Brasil há 11 meses. Agora, segue para o Rio de Janeiro, onde vai rever a filha e os netos e recomeçar.

 

Entrevistada - Raquel Azupe: então à noite eu vou dormir sonhando pelo reencontro e planejando uma nova vida junto.

 

Repórter Márcia Fernandes: Raquel é uma das pessoas que viajaram nesta sexta-feira em uma nova fase do processo de interiorização, conhecido como reunificação familiar. A ideia do Governo Federal é reunir essas pessoas com os familiares, que já estão estabelecidos no Brasil. Já a estudante Deise Sanches escolheu a capital carioca para se qualificar.

 

Estudante - Deise Sanches: Eu quero me qualificar, ser alguém, e poder seguir uma carreira para ajudar minha família e formar meu futuro.

 

Repórter Márcia Fernandes: O voo saindo de Boa Vista, em Roraima, levou 17 venezuelanos para Brasília e cinco para o Rio de Janeiro, por meio do processo de Interiorização do Governo Federal. Segundo a subchefe-adjunta de Articulação e Monitoramento da Casa Civil, Viviane Esse, a interiorização ajuda a desafogar o estado de Roraima, que faz fronteira com a Venezuela e tem recebido muitos imigrantes com a crise humanitária.

 

Subchefe-adjunta de Articulação e Monitoramento da Casa Civil - Viviane Esse: Quando a gente dá condições de um imigrante se inserir na sociedade e transfere eles, vacinados, regularizados do ponto de vista migratório, com Carteira de Trabalho, com CPF, e dá um apoio para que eles possam se inserir na sociedade, a gente ajuda os brasileiros e ajuda os venezuelanos.

 

Repórter Márcia Fernandes: Com os novos deslocamentos, chega a 1.976 o número de pessoas transferidas de Boa Vista para outras cidades brasileiras. Reportagem, Márcia Fernandes.

 

"Trânsito. Atenção, motorista"

 

Alessandra: Todo mundo já ouviu essa história, do tio, do filho, da amiga, da vizinha, de alguém que perdeu um ente querido num acidente de trânsito.

 

Luciano: Só no ano passado, quase 90 mil pessoas perderam a vida em rodovias do país.

 

Alessandra: E deixaram aqui familiares como o Pedro, que conversou com a gente sobre a perda dos pais em um acidente de trânsito. Um motorista bêbado provocou a batida.

 

Luciano: Desde que a Lei Seca entrou em vigor, dez anos atrás, os números de mortes diminuíram, mas as internações ainda geram um impacto muito alto para os cofres públicos, como conta a repórter Cleide Lopes.

 

Repórter Cleide Lopes: No início do ano, o servidor público Renato Caires, de Brasília, perdeu a mãe e o irmão em um acidente de trânsito. O carro em que a família de Renato estava foi atingido por um veículo que participava de um racha e o condutor estava embriagado. No impacto, a mãe e o irmão foram arremessados para fora do carro e morreram na hora. Para Renato, é impossível esquecer a tragédia.

 

Servidor público - Renato Caires: É um sofrimento constante, assim, é uma coisa que a gente não consegue se livrar disso, não é? Vai ser para o resto da vida. O que a gente faz é driblar, com a correria do dia a dia, a vida atribulada que a gente tem, a gente tem que tocar a vida, mas é um sofrimento que não passa.

 

Repórter Cleide Lopes: Nos dez anos da Lei Seca, houve uma redução e 2,4% no número de mortes por acidentes de trânsito no país. Mas mesmo com essa redução, só de janeiro a maio deste ano, quase 7,2 mil motoristas foram flagrados dirigindo sob efeito de álcool. Para o porta-voz da Polícia Rodoviária Federal, Eder Rommel, é preciso maior conscientização do motorista para entender que a combinação de álcool e volante é fatal.

 

Porta-voz da Polícia Rodoviária Federal - Eder Rommel: Que essa é a principal missão, fazer com que as pessoas mudem o comportamento. Elas já sabem dos riscos que existem quando você ingere bebida alcoólica e dirige, mas muitos deles abusam da sorte. Então, a presença maciça da PRF, juntamente com esses equipamentos, fará com que o motorista a cada dia mude seu comportamento e, evidentemente, o número de acidentes vão diminuir, e o número de vítimas também.

 

Repórter Cleide Lopes: Apesar da redução das mortes, o número de internações de motoristas, passageiros e pedestres, em decorrência dos acidentes de trânsito, no Sistema Único de Saúde, aumentou nos últimos dez anos, um aumento de mais de 90% desde o início da Lei Seca. Para a diretora de Doenças e Agravos Não Transmissíveis e Promoção da Saúde, do Ministério da Saúde, Fátima Marinho, o custo disso para o SUS e para o INSS supera os R$ 250 milhões.

 

Diretora de Doenças e Agravos Não Transmissíveis e Promoção da Saúde - Fátima Marinho: O seu impacto na área da saúde, porque é quem vai tratar, cuidar e reabilitar, mas tem impacto na Previdência Social, porque eles estão se aposentando cedo, por invalidez, muitos deles, podendo ter contribuído para o país.

 

Repórter Cleide Lopes: E quem perdeu alguém próximo em acidente de trânsito, como Renato Caires, que contou a história da sua família no começo dessa matéria, defende uma punição mais dura.

 

Servidor público - Renato Caires: Se não pesar no bolso, não tiver uma punição severa, continua fazendo, não é? Continua bebendo, continua olhando as redes sociais e dirigindo embriagado, destruindo famílias, causando acidentes e destruindo a própria vida muitas vezes também, não é?

 

Repórter Cleide Lopes: Reportagem, Cleide Lopes.

 

Alessandra: Hoje é Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência.

 

Luciano: E ainda nesta edição, vamos falar de ações para garantir acesso e mais oportunidades a esses brasileiros.

 

Alessandra: No Brasil, mais de 45 milhões de pessoas têm algum tipo de deficiência.

 

Luciano: Direitos Humanos, desarmamento, mudanças climáticas, saúde e migrações.

 

Alessandra: Esses são alguns dos temas que vão ser discutidos por líderes de quase 200 países na semana que vem, em Nova Iorque, nos Estados Unidos.

 

Luciano: Eles participam da Assembleia-Geral das Nações Unidas, que ocorre todo ano, há mais de sete décadas.

 

Alessandra: O presidente Michel Temer faz o discurso de abertura da Assembleia, na próxima terça-feira.

 

Repórter Paola de Orte: A partir da semana que vem, 84 chefes de Estado e 44 chefes de Governo estarão em Nova Iorque para participar da Assembleia Geral das Nações Unidas. O discurso de abertura acontece na terça e, como todos os anos, tradicionalmente, o Brasil será o primeiro a falar. Segundo o representante brasileiro junto à ONU, o embaixador Mauro Vieira, entre os debates que são prioridade para o país, estão direitos humanos, a reforma do Conselho de Segurança da Organização e as migrações, um tema em que, segundo o embaixador, o Brasil é reconhecido mundialmente.

 

Embaixador - Mauro Vieira: O Brasil tem um papel e uma voz importante nessa área. Nós temos uma Lei de Migrações que é muito importante, muito moderna, foi atualizada recentemente, foi inclusive proposta do então senador Aloysio Nunes Ferreira, hoje ainda senador, mas ministro das Relações Exteriores. Ele então tem uma participação importante nesse tema.

 

Repórter Paola de Orte: Outros temas importantes para o Brasil são os objetivos do desenvolvimento sustentável, desarmamento e mudança climática. O embaixador Mauro Vieira explica que outro destaque é a área de saúde, em questões como o combate à tuberculose e às doenças crônicas não transmissíveis, grupo que inclui diabetes e hipertensão.

 

Embaixador - Mauro Vieira: Há uma iniciativa que o Brasil integra e lidera este ano, que é a política externa em saúde global. E neste âmbito, vão ser feitos dois grandes eventos, apresentadas declarações, uma promovendo a luta contra a tuberculose e a outra sobre doenças crônicas não transmissíveis, que têm tudo a ver com a questão do desenvolvimento sustentável. A saúde é um dos objetivos do desenvolvimento sustentável e, pela promoção desses objetivos, você pode ter e alcançar um mundo mais justo, mais equilibrado, e desenvolvimento e livre de doenças do tipo da tuberculose e todas as doenças crônicas não transmissíveis.

 

Repórter Paola de Orte: Esta é a Assembleia da ONU de número 73. O evento reúne todos os 193 países membros da organização para discutir temas como paz, segurança, desenvolvimento e direitos humanos. De Nova Iorque, nos Estados Unidos, Paola de Orte.

 

Luciano: E no final de 2015, 195 países assinaram um acordo global para frear a emissão de gases de efeito-estufa e, assim, tentar evitar o superaquecimento da Terra. É o Tratado de Paris.

 

Alessandra: O Brasil assinou esse acordo e vem trabalhando para cumprir as metas que ele propõe.

 

Luciano: O Plano ABC é uma das ferramentas que o Brasil tem para fazer isso. É um conjunto de técnicas que ensinam os agricultores a gerar renda e, ao mesmo tempo, diminuir a emissão de carbono.

 

Alessandra: Uma das preocupações é com o nosso cerrado. O foco do trabalho é na assistência técnica e os resultados têm aparecido, como comenta o diretor do Departamento de Desenvolvimento das Cadeias Produtivas, do Ministério da Agricultura, Pedro Neto.

 

Diretor do Departamento de Desenvolvimento das Cadeias Produtivas - Pedro Neto: No âmbito do ABC Cerrado, foram mais de 4,7 mil produtores capacitados, com 1,9 mil produtores recebendo assistência técnica regular há aproximadamente dois anos. Só com isso, a gente conseguiu, nessas propriedades, mais de 84 mil hectares de pastagens recuperadas.

 

Luciano: Os consumidores estão comprando, o comércio está aquecido e a economia segue dando sinais de recuperação, como mostram os números divulgados hoje, pela Receita Federal.

 

Alessandra: A arrecadação no mês passado superou os R$ 109 bilhões.

 

Luciano: O chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros, auditor fiscal Claudemir Malaquias, comenta o resultado e fala das expectativas para os próximos meses.

 

Auditor fiscal - Claudemir Malaquias: O resultado da arrecadação neste mês de agosto é reflexo da recuperação da atividade econômica, e tivemos arrecadação expressiva do imposto de renda e da contribuição social. Ao lado desses fatores, nós tivemos também o empenho, o resultado do empenho maior da administração tributária na cobrança administrativa. A expectativa é que a recuperação da atividade econômica, mantendo esse nível, esse patamar, a arrecadação tenha também um comportamento positivo até o final do ano.

 

Alessandra: No acumulado dos oito primeiros meses deste ano, a arrecadação ultrapassou R$ 900,5 bilhões, um crescimento de quase 7% na comparação com o mesmo período do ano passado.

 

Luciano: O Brasil tem mais de 45 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência. É quase 24% da população.

 

Alessandra: A maioria tem deficiência visual, seguido da deficiência motora.

 

Luciano: E hoje, no Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, a gente lembra de algumas iniciativas para melhorar a vida dessas pessoas.

 

Alessandra: Entre elas, ações que facilitam o acesso a serviços básicos e ainda garantem oportunidades no mercado de trabalho.

 

Repórter Márcia Fernandes: Quando tinha 17 anos, a empresária Fernanda Fontenele sofreu um acidente de carro e ficou tetraplégica. Quinze anos depois, ela acredita que a sociedade está mais consciente sobre as dificuldades enfrentadas pelas pessoas com deficiência, mas ainda há muitos desafios, inclusive no acesso ao lazer. Para melhorar essa realidade, o Governo Federal publicou uma série de decretos ao longo deste ano. Um deles regulamenta uma lei e define que locais de espetáculos, como estádios, centros culturais, cinemas e teatros com até mil lugares reservem 2% dos espaços para pessoas com deficiência. Para Fernanda Fontenele, esse decreto é importante.

 

Empresária - Fernanda Fontenele: Até porque, por exemplo, muitas vezes eu vou num espetáculo, show, a parte destinada à pessoa com deficiência, muitas vezes ela não tem uma boa localização. Então, talvez tornar isso mais falado e mais divulgado, cada vez mais vai trazendo direitos.

 

Repórter Márcia Fernandes: Já uma outra regra define que microempresas e empresas de pequeno porte devem garantir acessibilidade e atendimento prioritário. E se a empresa contratar pessoas com deficiência, ela deve também oferecer capacitação e condições de trabalho. O Anderson Ferreira é diretor de Recursos Humanos em uma rede de supermercados. A rede cumpre a Lei que determina que empresas reservem pelo menos 2% das vagas para pessoas com deficiência. Ele conta que, além de cumprir a Lei e garantir a diversidade, a empresa reconhece a qualidade do trabalho desses empregados.

 

Diretor de Recursos Humanos - Anderson Ferreira: Nós temos lá um colaborador, que a deficiência dele é mental, ele já tem nove anos de empresa conosco. Ele entrou como empacotador e hoje já trabalha no salão de vendas, ele já foi promovido internamente, já tem nove anos de empresa, gostaria de marcar bem isso.

 

Repórter Márcia Fernandes: Há ainda uma regulamentação garantindo que pessoas com deficiência possam viajar sem pagar taxa de bagagem extra, ao levar cadeira de rodas, muletas ou outros equipamentos que ajudem na mobilidade. Para o coordenador-geral de Acessibilidade da Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Rodrigo Machado, essas ações são importantes para garantir que esse público tenha acesso a serviços básicos.

 

Coordenador-geral de Acessibilidade - Rodrigo Machado: Esses decretos melhoram a acessibilidade dos espaços, para que as pessoas possam ter uma melhor participação na sociedade, em igualdade de oportunidade com as demais pessoas. Esse é o grande desafio.

 

Repórter Márcia Fernandes: Já uma outra ação recente define que pessoas com deficiência vão poder usar o FGTS para comprar órteses e próteses. Reportagem, Márcia Fernandes.

 

Luciano: Você sabe como funciona o atendimento do Sistema Único de Saúde?

 

Alessandra: No caso de uma consulta, uma dor de cabeça ou até um acidente mais grave, qual serviço procurar?

 

Luciano: Pois o SUS foi pensado para resolver a maior parte dos problemas de saúde nas unidades básicas, deixando a saúde de emergência e alta complexidade para quem realmente precisa.

 

Repórter Cleide Lopes: Visitamos a Unidade Básica de Saúde em Samambaia, cidade a cerca de 27 quilômetros de Brasília. Lá, encontramos o pequeno Artur, de apenas três anos, que já sabia porque a mãe Priscila Leal o levou a uma UBS.

 

Entrevistado - Artur: Gotinha.

 

Repórter Cleide Lopes: Tomar gotinha?

 

Entrevistado - Artur: Sim.

 

Repórter Cleide Lopes: Além da vacinação, as UBSs fazem consultas de rotinas agendadas, atendimentos de pré-natal, acompanhamento de hipertensos, diabéticos, curativos, atendimentos odontológicos e prevenção de doenças. Na UBS de Samambaia, a gerente de serviços Ednilza de Oliveira explica como é o encaminhamento dos pacientes.

 

Gerente de Serviço - Ednilza de Oliveira: Pessoa que chega com uma emergência vai passar por uma classificação. Se tiver que ser atendido naquele momento, vai passar para uma consulta de enfermagem, posteriormente uma consulta médica e a gente vai tentar resolver o problema do paciente aqui.

 

Repórter Cleide Lopes: O Brasil possui 42,5 mil UBSs em funcionamento e 44 mil equipes de Saúde da Família. E é na saúde básica que são resolvidos mais de 80% dos problemas de saúde dos brasileiros, como explica a coordenadora substituta do Departamento de Atenção Básica do Ministério da Saúde, Érica Rodrigues Almeida.

 

Coordenadora Substituta do Departamento de Atenção Básica - Érica Rodrigues Almeida: A ideia do SUS é que, de fato, o maior serviço, o serviço que tem a maior capilaridade sejam os serviços de atenção básica, que são a porta de entrada preferencial, o primeiro contato das pessoas com o Sistema de Saúde.

 

Repórter Cleide Lopes: Para os casos de emergência ou com maior complexidade, aí sim, o paciente é encaminhado para uma Unidade de Pronto Atendimento. As UPAs também estão em todo o país e funcionam 24 horas, sete dias da semana. O diretor administrativo de Saúde de cinco regiões do Distrito Federal, Paulo Henrique Horovits, explica como elas funcionam.

 

Diretor administrativo de Saúde - Paulo Henrique Horovits: Então a UPA, ela serve para prestar esse primeiro suporte, o atendimento, estabilização do paciente, e servem, os hospitais cedem leitos de retaguarda para receber esses pacientes posteriormente.

 

Repórter Cleide Lopes: Em casos urgentes, como um acidente, por exemplo, o cidadão também pode acionar o SAMU, o Serviço de Atendimento Médico de Urgência, pelo número 192. Reportagem, Cleide Lopes.

 

Alessandra: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Luciano: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Alessandra: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Luciano: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite e bom fim de semana.

 

Alessandra: Uma boa noite pra você e até segunda.

 

"A Voz do Brasil, Governo Federal".