04 DE ABRIL DE 2018

Destaques da Voz do Brasil: Presidente Michel Temer sanciona lei que flexibiliza transmissão da Voz do Brasil. Deslocamento de imigrantes venezuelanos para outros estados começa amanhã. Lançada nova campanha de Prevenção de Acidentes no Trabalho. Neste ano o foco é o combate a quedas e doenças ocupacionais, como depressão e ansiedade. Governo anuncia linha de crédito de R$ 3 bilhões para instalação de energia solar em residências.

audio/mpeg Voz do Brasil 04_04_18.mp3 — 22357 KB




Transcrição


Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Alessandra Bastos: Olá. Boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Alessandra: Quarta-feira, 4 de abril de 2018.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia.

 

Alessandra: Presidente Michel Temer sanciona a lei que flexibiliza transmissão da Voz do Brasil.

 

Nasi: E você também vai ouvir hoje na Voz do Brasil.

 

Presidente Michel Temer: A Voz do Brasil é importantíssima. Nós não poderíamos cingir e impedir que as emissoras de rádio tivessem a liberdade para localizar, naquele horário que foi definido, o melhor horário para esta divulgação.

 

Nasi: E você também vai ouvir hoje na Voz do Brasil.

 

Alessandra: Deslocamento de imigrantes venezuelanos para outros estados começa amanhã. Márcia Fernandes.

 

Repórter Márcia Fernandes: Trezentos venezuelanos chegam amanhã a São Paulo e na sexta-feira a Cuiabá em aviões da Força Aérea Brasileira.

 

Nasi: Lançada a nova campanha de prevenção de acidentes no trabalho.

 

Alessandra: Neste ano o foco é a combate a quedas e doenças ocupacionais como depressão e ansiedade.

 

Nasi: Governo anuncia linha de crédito de R$ 3 bilhões para instalação de energia solar em residências. João Pedro Neto.

 

Repórter João Pedro Neto: O financiamento para aquisição e instalação das placas solares passa a ter condições facilitadas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

 

Alessandra: Hoje, na apresentação, Alessandra Bastos e Nasi Brum.

 

Nasi: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Alessandra: A partir de agora o Programa Voz do Brasil vai poder ser retransmitido em horários alternativos.

 

Nasi: As emissoras da rádio podem colocar o programa no ar entre as 7h e 9h da noite.

 

Alessandra: A mudança foi aprovada pelo Congresso e sancionada hoje pelo Presidente Michel Temer.

 

Repórter Nei Pereira: A Voz do Brasil foi criada em 1935 no governo Getúlio Vargas. Hoje, aos 83 anos, continua a levar informações e prestação de serviço aos cidadãos. Alzira Soares dos Santos é agricultora em Tucumã, no sul do Pará. Depois de passar o dia trabalhando na plantação de milho e mandioca, ela tira um tempinho para ouvir a Voz do Brasil, uma paixão que ela mantém desde criança. Ela fala sobre a importância do programa para os ouvintes.

 

Agricultora - Alzira Soares dos Santos: As pessoas que não têm rádio, a gente vai passando a informação, monta numa bicicleta, numa égua velha e vai lá: "Olha, falou isso e isso na Voz do Brasil". Fala do Bolsa Família, a gente vai lá informar, da aposentadoria, do Estatuto do Idoso que não sabia nem o que vinha a ser isso. Enfim, a gente fica bastante informado.

 

Repórter Nei Pereira: Até agora a Voz do Brasil ia ao ar em todas as emissoras do país obrigatoriamente às 7h da noite, mas isso muda com a flexibilização do horário do programa, aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo Presidente Michel Temer. Com a mudança o programa vai poder ser veiculado entre 7h e 9h da noite. Segundo o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, os ouvintes vão ter mais opções.

 

Ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações - Gilberto Kassab: Nós estamos beneficiando milhões de brasileiros que terão novas oportunidades para ter acesso à Voz do Brasil e milhões de brasileiros que, naquele horário, queriam outras alternativas, num mundo onde não se justificativa mais uma lei tão engessada.

 

Repórter Nei Pereira: Para o presidente da Abert, Associação brasileira das Emissoras de Rádio e Visão, Paulo Tonet, as rádios vão poder novos programas na faixa das 7h às 8h da noite.

 

Presidente da Abert - Paulo Tonet: As rádios poderão oferecer entretenimento, notícias e serviços mais dinâmicos como, por exemplo, saber como está o trânsito de sua cidade.

 

Repórter Nei Pereira: A Voz do Brasil alcança hoje cerca 60 milhões de brasileiros. O Presidente Michel Temer lembrou que o programa foi criado à época do Estado Novo e que hoje a realidade do acesso à informação é outra.

 

Presidente Michel Temer: O quadro da Voz do Brasil de hoje não é o quadro da Voz do Brasil de 40, 50, 60 anos atrás. A Voz do Brasil é importantíssima, mas não poderíamos cingir e impedir que as emissoras de rádio tivessem a liberdade para localizar, naquele horário que foi definido, o melhor horário para esta divulgação.

 

Repórter Nei Pereira: A flexibilização já pode ser adotada a partir desta quinta-feira, mas as emissoras precisam informar às 7h da noite o horário em que vão veicular o programa. Reportagem, Nei Pereira.

 

Nasi: Então, só para a gente reforçar, a Voz do Brasil continua a ser transmitida, ao vivo, todos os dias da semana às 19h.

 

Alessandra: Neste horário as emissoras da rádio precisam avisar você, ouvinte, em qual horário o programa deve ir ao ar.

 

Nasi: E também fica sobre responsabilidade de cada rádio gravar e veicular o programa no horário que desejar, às 7h, às 8h ou às 9h da noite.

 

Alessandra: E é bom lembrar que a retransmissão deve ser dos 60 minutos, ou seja, não pode haver interrupção.

 

Nasi: Trezentos venezuelanos que estão em na Roraima começam a ser acolhidos amanhã por outros estados.

 

Alessandra: São Paulo e Cuiabá vão receber esses imigrantes. A repórter Márcia Fernandes explica para a gente como será o deslocamento.

 

Repórter Márcia Fernandes: Aproximadamente 300 venezuelanos chegam amanhã a São Paulo, e, na sexta-feira, a Cuiabá, em aviões da Força Aérea Brasileira. O deslocamento é uma parceria do Governo Federal com as cidades e com a Organização das Nações Unidas, a ONU. A subchefe de articulação e monitoramento da Casa Civil, Natália Marcassa de Souza, ressalta que o principal critério para a escolha de quem vai ser levado ao interior do país é a vontade própria de ir para outra cidade.

 

Subchefe de articulação e monitoramento da Casa Civil - Natália Marcassa de Souza: Nenhum imigrante está indo sem ser por vontade própria. Então, é sempre por vontade própria.

 

Repórter Márcia Fernandes: Cerca de 40 mil venezuelanos estão em Roraima e a cidade não tem condições de suportar um fluxo migratório tão grande, por isso a importância de levar esses venezuelanos para outras cidades, como aponta Natália de Souza.

 

Subchefe de articulação e monitoramento da Casa Civil - Natália Marcassa de Souza: Roraima não tem condições econômicas de empregar todo mundo, de abrigar todo mundo. Então, por isso é muito importante a interiorização desses imigrantes.

 

Repórter Márcia Fernandes: Antes de viajar, os imigrantes passaram por uma triagem, tiveram os documentos registrados, fizeram exames médicos e foram vacinados contra febre amarela, sarampo e difteria. A interiorização está sendo feita de acordo do perfil de cada cidade, como explica a subchefe de articulação.

 

Subchefe de articulação e monitoramento da Casa Civil - Natália Marcassa de Souza: Cuiabá tem abrigamento para famílias. São Paulo, ele tem equipamentos de abrigamento para pessoas solteiras.

 

Repórter Márcia Fernandes: Quando chegarem às cidades, os novos moradores serão levados em carros do governo até os abrigos. Lá, vão receber suporte das prefeituras, terão acesso às unidades de saúde, cursos de português e as crianças poderão ser matriculadas nas escolas públicas. Segundo a subchefe de articulação, o maior desejo dos imigrantes é mesmo um emprego.

 

Subchefe de articulação e monitoramento da Casa Civil - Natália Marcassa de Souza: A capacitação técnica está sendo articulada com o Sesc, com o Sebrae. A busca deles é emprego, eles querem se empregar. Então, é nisso que a gente está trabalhando e articulando as políticas para que a gente consiga, no final desses três meses de abrigamento, que eles consigam se empregar.

 

Repórter Márcia Fernandes: Manaus e Campinas devem as duas próximas cidades a também receber os imigrantes venezuelanos. Reportagem. Mércia Fernandes.

 

Nasi: E amanhã você acompanha, aqui na Voz do Brasil, todo o deslocamento dos venezuelanos. Nossa equipe estará em Roraima junto aos imigrantes e também em São Paulo para mostrar todo esse processo de acolhimento.

 

Alessandra: Além de danos ao trabalhador, os acidentes de trabalho também causam prejuízos ao país.

 

Nasi: Imagine somar todos os 570 mil acidentes registrados no ano passado, são milhares de dias a menos de trabalho, gastos em hospitais, além de custos com auxílio-doença, por exemplo.

 

Alessandra: E para alertar sobre esses riscos o Ministério do Trabalho lançou hoje mais uma campanha para prevenir esses acidentes.

 

Repórter João Pedro Neto: O aposentado Roosevelt de Silva Gomes, de Salvador, sabe bem o trauma que um acidente de trabalho pode provocar. Ele tinha 43 anos quando sofreu um acidente de trabalho na indústria siderúrgica, mais de 20 anos atrás, ele quase ficou sem o olho direito e no final perdeu cerca de 60% da visão do olho atingido. Roosevelt conta que o incidente mudou sua vida.

 

Aposentado - Roosevelt de Silva Gomes: Os danos, na verdade, que acontecem não são apenas os danos físicos, são, principalmente, até os donos psicológicos, porque tem aquela parte do retorno para o trabalho. E para eu conseguir reverter essa situação, o meu conceito para recuperar toda uma imagem que eu tinha construído antes foi realmente questão de anos mesmo.

 

Repórter João Pedro Neto: E para alertar trabalhadores e empresas sobre esses riscos o Ministério lança a campanha de prevenção de acidentes do trabalho, o tema são as quedas e as doenças ocupacionais. Só no ano passado mais de 570 mil acidentes de trabalho foram notificados no Brasil, desses, 131 mil casos resultaram no afastamento do trabalhador de suas funções por 15 dias ou mais. As fraturas foram a causa mais comum. A segunda categoria que vem crescendo é de transtornos comportamentais ou de saúde mental, como a depressão e a ansiedade. Tudo isso causa grandes prejuízos ao país, é o que explica a diretora de saúde e segurança do Ministério do Trabalho, Eva Pires.

 

Diretora de saúde e segurança - Eva Pires: A Organização Internacional do Trabalho possuí uma estimativa de que 4% do PIB do país seja despendido com gastos referentes à acidentes e doenças no trabalho e são gastos de ordens diversas, né? De previdência, saúde, de perda de produtividade. Nesse sentido, nós teríamos no Brasil mais de R$ 200 bilhões perdidos por ano.

 

Repórter João Pedro Neto: Os dados do Ministério do Trabalho mostram ainda que em 2016 mais de 2,2 mil mortes foram causadas por acidentes de trabalho no país. Entre os principais motivos estão os acidentes com veículos e as quedas. No mesmo ano quase 12,5 mil ficaram incapacitadas permanentemente. Reportagem, João Pedro Neto.

 

Nasi: E nesse ano a novidade é que a campanha contra acidentes do trabalho se estenderá por todo o ano.

 

Alessandra: O foco são as doenças ocupacionais e o trabalho em altura.

 

Nasi: Hoje, o ministro interino do Trabalho, Helton Yomura, destacou que o governo quer implantar uma cultura de prevenção contínua e enfatizou a importância do equipamento de proteção.

 

Ministro interino do Trabalho - Helton Yomura: Esse ano a Canpat tem como foco as doenças ocupacionais e o trabalho em altura. O que nós precisamos fazer é justamente orientar as pessoas para que elas atualizem os equipamentos de produção individual, os equipamentos de proteção coletiva para que esses acidentes dão ocorram, usando equipamento a gente acredita que não vai haver tanta incidência de acidente, e, se houver acidente, que esses acidentes sejam comunicados ao Ministério do Trabalho.

 

Alessandra: 19h12 em Brasília.

 

Nasi: E você vai ouvir ainda nesta edição.

 

Alessandra: Fies recebe reforço de R$ 1 bilhão dos fundos constitucionais.

 

Nasi: Fundo que também vão liberar mais R$ 3 bilhões em créditos para brasileiros que quiserem instalar energia solar em casa.

 

Alessandra: Incentivo para os atletas olímpicos e paralímpicos.

 

Nasi: Foi divulgado hoje o edital para seleção de atletas e que devem receber o Bolsa Pódio, que concede um benefício de até R$ 15 mil para os contemplados.

 

Alessandra: No ano passado mais de 300 esportistas foram beneficiados.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: O amor do Caio Oliveira pelo esporte vem de família, os pais são atletas e ele resolveu seguir os mesmos passos. Quando pequeno, treinava futebol, depois o atletismo se tornou a sua paixão. Com 27 anos ele já está em entre os dez melhor do mundo na modalidade.

 

Atleta - Caio Oliveira: É a marcha atlética, né, que é o que eu represento. Fico feliz de poder fazer parte desse esporte e estar me destacando nele, né?

 

Repórter Beatriz Albuquerque: 2018 vai ser o segundo ano que o Caio recebe o Bolsa Pódio, ajuda do Governo Federal para os atletas que estão entre os 20 melhores do mundo num determinado esporte olímpico. Ele conta que receber ajuda financeira do governo fez com que ele pudesse se dedicar exclusivamente ao esporte.

 

Atleta - Caio Oliveira: Facilita de poder manter meus gastos de passagem aérea, de suplementação. E com a Bolsa Pódio, ela consegue te dar o que você necessita para ter a sua qualidade para se manter no pódio, né?

 

Repórter Beatriz Albuquerque: O programa oferece bolsas com valores que variam de R$ 5 mil e R$ 15 mil por mês, de acordo com a colocação do atleta na modalidade. Mosiah Rodrigues, coordenador-geral do programa, acredita que a iniciativa do governo faz a diferença na vida daqueles que querem se dedicar exclusivamente ao esporte.

 

Coordenador-geral do programa - Mosiah Rodrigues: Isso é importante porque é um recurso que vai diretamente para o atleta, ele investe esse recurso na preparação esportiva dele. E o objetivo, obviamente, é melhorar então, os resultados do país no cenário internacional esportivo.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: Todas as modalidades individuais olímpicas e paralímpicas estão contempladas pelo programa. Mais informações no site: www.esporte.gov.br. Reportagem, Beatriz Albuquerque.

 

Nasi: O prazo para indicação de atletas começa hoje e vai até 16 de novembro.

 

Alessandra: O atleta deverá ser indicado pelas respectivas entidades nacionais de administração do desporto em conjunto com o Comitê Olímpico do Brasil ou Comitê Paraolímpico Brasileiro e o Ministério do Esporte.

 

Nasi: Mais dinheiro para financiar a instalação e a produção de energia solar e crédito estudantil para moradores e empresários das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do Brasil.

 

Alessandra: Essas são algumas das novidades anunciadas hoje durante uma cerimônia em Brasília que reuniu os conselhos da superintendência de desenvolvimento dessas três regiões do país.

 

Nasi: O Presidente Michel Temer participou da reunião e afirmou que o governo tem um olhar especial para esses locais.

 

Repórter João Pedro Neto: Na reunião, o Governo Federal autorizou mais de R$ 3 bilhões em linhas de crédito para financiar a compra e instalação de placas para captar a energia solar por pessoas e empresas do Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Os recursos vão ser oferecidos pelos fundos constitucionais das três regiões, com juros abaixo das taxas de mercado e prazos mais longos de pagamento. O ministro da Integração Nacional, Hélder Barbalho, destacou que o dinheiro vai ser usado para geração de energia limpa.

 

Ministro da Integração Nacional - Hélder Barbalho: Isto estará ampliando a oferta de energia para o sistema nacional, energia limpa, energia de qualidade respeitando o meio ambiente. Fará com que o cidadão possa estar produzindo esta energia comercializando a mesma, gerando crédito que será abatido no seu custo mensal.

 

Repórter João Pedro Neto: O governo também autorizou investimentos de R$ 1,4 bilhão em projetos de infraestrutura no setor energético no Nordeste. O desembolso federal será de cerca de R$ 1 bilhão pelo Fundo Constitucional do Nordeste para iniciativas como a implantação de usinas solares, parques eólicos e em redes de distribuição nos estados da Bahia, Rio Grande do Norte e Ceará, como destacou o ministro Hélder Barbalho.

 

Ministro da Integração Nacional - Hélder Barbalho: Cumprindo o papel do Fundo de Desenvolvimento, que é oportunizar e garantir com que novos empreendimentos cheguem para essas regiões e com eles emprego e avance na agenda estratégica de garantir nestas regiões o crescimento econômico.

 

Repórter João Pedro Neto: Também foi anunciado o financiamento estudantil pelo novo Fies, com recursos dos Fundos Constitucionais e de Desenvolvimento do Norte e Nordeste e Centro-Oeste de forma inédita. Isso passou a ser possível porque a nova lei que regulamenta do Fies, sancionada no final do ano passado, autoriza o uso de recursos desses fundos para o programa. Foram garantidos R$ 1,3 bilhão para a oferta de 120 mil vagas. O Presidente Michel Temer afirmou que as iniciativas apresentadas hoje mostram a atenção especial que o governo dá a essas regiões.

 

Presidente Michel Temer: Quero renovar nessa cerimônia que nós damos especial atenção ao Norte, ao Nordeste e ao Centro-Oeste, cada vez mais integrado na nacionalidade brasileira.

 

Repórter João Pedro Neto: Na reunião também foi assinado um contrato para renegociação de dívidas de agricultores. Em janeiro o Governo Federal prorrogou por mais um ano o prazo para que produtores do Norte e Nordeste possam quitar ou renegociar operações de crédito rural. Mais de 255 mil pessoas já regularizaram a situação. A iniciativa permite que milhares de pessoas recuperem o crédito e melhorem sua condição financeira. Reportagem, João Pedro Neto.

 

Nasi: 19h18 em Brasília.

 

Alessandra: De cada cem estudantes no Brasil só metade completa os três anos do Ensino Médio.

 

Nasi: E para tornar a escola mais atrativa e mudar essa situação o governo propôs mudanças nessa etapa da educação.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: A reforma do Ensino Médio foi aprovada no ano passado e agora o próximo passo é finalizar a base nacional comum curricular.

 

Nasi: É base que vai servir de referência para organizar os currículos nas escolas, ou seja, vai definir tudo o que vai ser ensinado nas salas de aula de todo o país.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: Aumentar o interesse e a participação dos alunos no Ensino Médio, sem comprometer a formação desses estudantes. Essa é a proposta que a Base Nacional Comum Curricular traz. Com a flexibilização dos currículos o governo pretende diminuir a evasão escolar e dar mais qualidade ao menino no país, como explica o ministro da Educação, Mendonça Filho.

 

Ministro da Educação - Mendonça Filho: O espírito da base respeita o propósito maior da reforma do Ensino Médio, que tem total, eu diria, casamento com a autonomia dos jovens, com a definição dos seus projetos de vida, e, para isso, você precisa ter currículos que sejam mais flexíveis.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: O texto com a base curricular foi entregue pelo Ministério da Educação ao Conselho Nacional de Educação nesta terça-feira. Agora vão ser organizadas consultas e audiências públicas para ouvir a opinião da população. Natália Rocha é diretora de uma escola de ensino médio em Brasília, ela acredita que a base curricular traz inovação e atualiza o ensino no país.

 

Diretora de escola - Natália Rocha: Para a gente é bastante mudança e a gente acha que todo mundo trabalha com educação está superansioso para ver o que ela traz e para ver a gente conseguir começar a desenhar aí o futuro das escolas de ensino médio mesmo.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: A carga horária total vai aumentar de 2,4 mil horas para 3 mil horas, aulas de linguagens e matemática são obrigatórias. Os estudantes ainda vão contar com uma carga horária flexível, em que vão poder optar por profundar os conhecimentos nas áreas em que têm mais interesse como música ou filosofia, por exemplo. O estudante Victor do Nascimento, que cursa o primeiro ano do ensino médio em uma escola particular em Brasília, aprovou as mudanças.

 

Estudante - Victor do Nascimento: Atualizar mais um pouco a nossa educação, que antes era precisada, basicamente, na educação da década de 70. E agora podemos adicionar coisas novas. Acho que vai ser uma grande oportunidade de a gente avançar nisso aí.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: A base vai flexibilizar o Ensino Médio de todo o país deixando os estados livres para montar sua grade curricular, obedecendo alguns critérios. Reportagem, Beatriz Albuquerque.

 

Alessandra: E por que não falar também de ética e cidadania na escola?

 

Nasi: Pois é, Alessandra. Um programa do Ministérios da Educação e da Transparência e a Controladoria Geral da União vai levar a Turma da Mônica para as escolas públicas de todo o país.

 

Alessandra: A repórter Raíssa Lopes entrou nessa história e conta para a gente como o programa vai funcionar.

 

"Turma de Mônica em: Um Por Todos E Todos Por Um".

 

"Lá vai".

 

Repórter Raíssa Lopes: A Mônica, o Cebolinha e toda a turma vão estar em todas as escolas do país.

 

"Uau! Da 'hola'"

 

"Maneiro".

 

Repórter Raíssa Lopes: Junto com as crianças, vão aprender sobre direitos e deveres, honestidade, democracia e respeito.

 

"Todos somos amigos, irmãos e todos vão se dar as mãos".

 

"Seria legal, né? Quem inventou, digo, vai inventar tudo isso? Hein? Hein? Hein?".

 

Repórter Raíssa Lopes: Calma, turminha, já foi inventado. Os Ministérios da Educação e da Transparência criaram o Programa Um Por Todos e Todos Por Um, e vai chegar a todos os alunos do Ensino Fundamental das escolas públicas brasileiras.

 

"Tudo começará com mensagens de paz e amor".

 

Repórter Raíssa Lopes: É isso mesmo, Horácio, e vai incentivar o desenvolvimento de uma cultura ética e cidadã entre crianças e adolescentes.

 

"Ah, é? E como você sabe?".

 

Repórter Raíssa Lopes: É que o ministro substituto da Transparência da CGU Wagner Rosário explicou tudo direitinho, Horácio. Vamos ouvir.

 

Ministro substituto da Transparência da CGU - Wagner Rosário: Desde de 2008 até hoje, praticamente dez anos, nós já atingimos 700 mil crianças e agora nós queremos chegar às 48 milhões de crianças que a gente almeja modificar a cultura do país, essa cultura que é tão necessária para que tenhamos um país mais íntegro.

 

"Então, o que a gente está 'espelando'?".

 

Repórter Raíssa Lopes: Nada, Cebolinha. A escola do Luan de Morais Oliveira, que está no segundo ano, já usa o programa há quatro anos e ele aprovou.

 

Estudante -  Luan de Morais Oliveira: Gosto de ler. A gente aprende e eu gosto de ler gibi.

 

Repórter Raíssa Lopes: A direta da escola do Luan, Augusta Ferreira, conta que as crianças levam o que aprendem com a turma da Mônica para o dia a dia.

 

Direta de escola - Augusta Ferreira: Eles entendem que o respeito tem que partir deles. Então, eles cuidam da turminha como cuidam também das outras pessoas na escola.

 

Repórter Raíssa Lopes: O primeiro material que vai ser distribuído agora para todo o país é um gibi destinado a estudantes do segundo ano do ensino fundamental.

 

"Eita, que a criançada vai ficar feliz da vida, sô!".

 

Repórter Raíssa Lopes: Vai mesmo, Chico Bento. E ao longo do ano outros materiais vão ser desenvolvidos e distribuídos para os alunos do Ensino Fundamental.

 

"A Mônica podia começar doando esse seu coelho 'encaldido aí".

 

Repórter Raíssa Lopes: Opa, nada de coelhadas, crianças, o pai de vocês, criador da Turma da Mônica, Maurício de Souza, explica que o programa vai levar valores para os alunos, mas também para os adultos.

 

Criador da Turma da Mônica - Maurício de Souza: A criança é um mensageiro para família, para pais, para avós. Então, com isso, e com as revistinhas nossas, com os personagens, sem dúvida, nós vamos dar uma chacoalhada, usando a expressão mais popular, na falta de educação.

 

Repórter Raíssa Lopes: R$ 2,4 milhões estão sendo investidos para essa nova lição.

 

"Você tinha razão, mamãe, essas aulas vão me fazer muito bem. Até amanhã".

 

Repórter Raíssa Lopes: Até amanhã, Mônica. Reportagem, Raíssa Lopes.

 

Nasi: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Alessandra: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação da Presidência da República.

 

Nasi: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Alessandra: Fique agora com o Minuto do TCU, em seguida, as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite.

 

Nasi: Boa noite e até amanhã.

 

"Brasil, ordem e progresso".