01 de fevereiro de 2018

Produção da indústria cresce em 2017 e tem melhor resultado dos últimos 7 anos. Destaque para a produção de veículos, puxada pelo recorde nas exportações. E por falar em exportações, saldo da balança comercial tem melhor janeiro desde 2006. Governo vai contratar até 700 mil mil novas moradias do Minha Casa Minha Vida este ano. Presidente Michel Temer faz anúncio durante evento da Caixa e destaca papel social do banco, que financia o programa. Mais títulos de posse de imóveis e recursos para projetos de assentamento. País bate recorde nas ações para a Reforma Agrária e Regularização Fundiária.

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Transcrição

Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá, boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Quinta-feira, 1º de fevereiro de 2018.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia. Produção da indústria cresce em 2017 e tem melhor resultado dos últimos sete anos. Natália Koslyk.

 

Repórter Natália Koslyk: A produção industrial nacional fechou o ano de 2017 com alta de 2,5%. Só no último mês de dezembro o crescimento foi de 2 8%, acompanhando a tendência de alta dos quatro meses anteriores.

 

Gabriela: Destaque para a produção de veículos, puxada pelo recorde nas exportações.

 

Nasi: E por falar em exportações, saldo da balança comercial tem o melhor janeiro desde 2006. Márcia Fernandes.

 

Repórter Márcia Fernandes: No último mês, o país registrou um superávit de mais de US$ 2,7 bilhões na balança comercial.

 

Gabriela: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Nasi: Governo vai contratar até 700 mil novas moradias do Minha Casa, Minha Vida este ano.

 

Gabriela: Presidente Michel Temer faz anúncio durante evento da Caixa e destaca papel social do banco, que financia o programa.

 

Presidente Michel Temer: Esta atuação da Caixa Econômica tem esta vertente saudável, não só para o social, afinal, vai alcançar os mais carentes, mas também vai gerar empregos e, portanto, gerar desenvolvimento para o nosso país.

 

Nasi: Mais títulos de posse de imóveis e recursos para projetos de assentamento. País bate recorde nas ações para a reforma agrária e regularização fundiária.

 

Gabriela: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil, Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Nasi: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Gabriela: A produção da indústria cresceu no ano passado, depois de três anos em queda, e teve o melhor resultado desde 2010.

 

Nasi: Os dados revelados hoje pelo IBGE comprovam que a economia do país está em recuperação.

 

Gabriela: Isso porque a indústria começa a produzir mais quando tem maior consumo e vendas para o exterior.

 

Nasi: Para o governo, o resultado confirma a trajetória do crescimento da economia e geração de mais empregos.

 

Repórter Natália Koslyk: Após três anos de queda, a produção industrial nacional fechou o ano de 2017 com alta de 2,5%. Só no último mês de dezembro o crescimento foi de 2,8%, acompanhando a tendência de alta dos quatro meses anteriores, como explica André Macedo, gerente da pesquisa do IBGE.

 

Gerente da Pesquisa do IBGE - André Macedo: Você tem um perfil disseminado de crescimento para o ano, com destaque especialmente para bens de consumo duráveis, onde a maior produção dos automóveis, de alguma forma impulsionada pelo maior volume das exportações, tem um maior avanço, e também por bens de capital, onde as exportações, juntamente com a melhora no nível de confiança dos empresários, ajuda no entendimento do crescimento desse grande grupamento industrial.

 

Repórter Natália Koslyk: O maior crescimento foi registrado na produção de veículos automotores, reboques e carrocerias, com alta de 25% em relação a dezembro do ano anterior e de 17% no acumulado de 2017. O presidente da Anfavea, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, Antonio Megale, fez nesse início de ano um balanço dos resultados do setor no ano passado, com ênfase para o recorde histórico das exportações.

 

Presidente da Anfavea - Antonio Megale: Nós tivemos um crescimento no mercado interno de 9,2%, que é um crescimento depois de quatro anos de queda, um bom crescimento, finalizamos o ano com 2.240 unidades licenciadas no Brasil. E temos um outro destaque que é a parte de exportação, 760 e poucas mil unidades exportadas, é um recorde histórico, nunca tivemos nada igual, e somando o mercado interno com as exportações, nós finalizamos o ano com uma produção de 2,7 milhões de veículos.

 

Repórter Natália Koslyk: Para o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, o resultado da produção industrial confirma a recuperação da economia e as perspectivas de crescimento em 2018.

 

Ministro da Fazenda - Henrique Meirelles: É um crescimento impressionante. Isto consolida a informação de que a economia brasileira está recuperando, está recuperando forte e já está em trajetória de crescimento. Isso consolida a nossa previsão de crescimento de 3% em 2018 e a criação de mais de 2,5 milhões de empregos no Brasil.

 

Repórter Natália Koslyk: Outros destaques apontados pela pesquisa do IBGE foram os equipamentos de informática, produtos eletrônicos e óticos, com alta de quase 20% em relação ao ano anterior, e os setores de metalurgia e de indústrias extrativistas. Reportagem, Natália Koslyk.

 

Gabriela: E, como a gente acabou de ouvir, muito do crescimento da indústria foi puxado pelas exportações.

 

Nasi: E 2018 já começou com recorde no saldo da balança comercial.

 

Gabriela: As exportações chegaram a US$ 16 bilhões e as importações ficaram em US$ 14 bilhões.

 

Nasi: E este foi o melhor resultado para janeiro desde 2006.

 

Repórter Márcia Fernandes: No último mês, o país registrou um superávit de mais de US$ 2,7 bilhões na balança comercial. A venda de manufaturados foi a responsável pelo resultado, como explica o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Jorge Lima.

 

Ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços - Marcos Jorge Lima: Nós estamos retomando a nossa atividade econômica no país. São números a serem comemorados porque não apenas estamos ampliando as nossas exportações, e, detalhe, que foram puxadas pelas exportações de manufaturados, mas também estamos ampliando as nossas importações, o que nos indica uma retomada da atividade econômica no país.

 

Repórter Márcia Fernandes: O país aumentou as exportações de produtos como açúcar, suco de laranja, carros e aviões. O resultado do mês mantém a tendência positiva do ano passado. A balança comercial fechou 2017 com um saldo de US$ 67 bilhões, o maior resultado da história. A safra recorde de grãos foi um dos motivos para esse bom desempenho. O diretor do Departamento de Estatística e Apoio à Exportação da Secretaria de Comércio Exterior, Herlon Brandão, diz que a previsão para 2018 é de um saldo um pouco menor.

 

Diretor do Departamento de Estatística e Apoio à Exportação da Secretaria de Comércio Exterior - Herlon Brandão: Esperamos um saldo menor esse ano, mas ainda expressivo, na casa de US$ 50 bilhões.

 

Repórter Márcia Fernandes: Em janeiro, os maiores compradores do Brasil foram a China, os Estados Unidos e a Argentina. Houve um aumento também no volume de vendas para a União Europeia. Reportagem, Márcia Fernandes.

 

Gabriela: Aumento da produção da indústria, recorde nas exportações...

 

Nasi: Dados que se somam ao crescimento de vendas do comércio, geração de empregos e medidas econômicas adotadas pelo governo, como o controle da inflação e redução dos juros.

 

Gabriela: Um cenário que vai fazer o Brasil crescer ainda mais em 2018.

 

Nasi: Foi este o balanço apresentado pelo governo durante a abertura de um encontro com gestores da Caixa Econômica Federal em Brasília.

 

Gabriela: No evento, o presidente Michel Temer anunciou que devem ser contratadas até 700 mil novas moradias por meio do Programa Minha Casa, Minha Vida este ano.

 

Nasi: Temer também falou sobre a função social da Caixa, que financia obras de mobilidade e saneamento, por exemplo.

 

Repórter João Pedro Neto: No encontro promovido pela Caixa Econômica Federal para discutir as ações do banco em 2017 e projetos para este ano, o presidente Michel Temer falou aos gestores da instituição sobre o momento da economia brasileira. Lembrou da recuperação dos indicadores, das reformas que estão sendo feitas, e destacou o papel econômico e social da Caixa.

 

Presidente Michel Temer: A Caixa Econômica no tocante ao Minha Casa, Minha Vida contratou mais de 5 milhões de unidades, a grande maioria já entregue e outras tantas a serem entregues. E é um programa que não parou. Só neste ano nós teremos cerca de 600 ou 700 mil novas unidades contratadas, sendo que 50 mil delas se destinam aos trabalhadores da área rural. Esta atuação da Caixa Econômica e do Ministério das Cidades tem esta vertente saudável, não só para o efeito social, afinal, vai alcançar os mais carentes, mas também vai gerar empregos e, portanto, gerar desenvolvimento especial para o nosso país.

 

Repórter João Pedro Neto: O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, destacou que o resultado financeiro do banco no ano passado deve ser o melhor da história, e disse que medidas adotadas para modernizar a instituição contribuem para a melhora. O ministro da Fazenda também falou sobre a recuperação dos indicadores econômicos do país e sobre as reformas que estão sendo promovidas pelo governo, e disse que a economia brasileira deve crescer cerca de 3% neste ano.

 

Ministro da Fazenda - Henrique Meirelles: De acordo com os últimos dados disponíveis, nos últimos 12 meses o comércio cresceu 8,7%. A inflação foi a menor desde 1998. Os juros da Selic, 7%. O Risco Brasil caiu de 360 para 145. Nos últimos 12 meses foram criadas 1,850 milhão de vagas de trabalho no país. Ficou claro que o crescimento chegou e está disseminado pelos diversos setores de atividade.

 

Repórter João Pedro Neto: Já o ministro das Cidades, Alexandre Baldy, lembrou da presença da Caixa por todo o país e destacou que o banco faz chegar aos cidadãos boa parte das políticas públicas do Governo Federal.

 

Ministro das Cidades - Alexandre Baldy: Saímos com grandes operações de metrôs, de VLTs, mas também de operações de pavimentações asfálticas em pequenas cidades. Saímos também com obras importantíssimas de saneamento básico. São quase R$ 85 bilhões em orçamento para que nós possamos aplicar para o bem dos brasileiros.

 

Repórter João Pedro Neto: O encontro reúne cerca de 800 gestores da Caixa de todo o país. Reportagem, João Pedro Neto.

 

Gabriela: Armazéns e estacionamento para 800 caminhões. É o pátio intermodal do sudoeste de Goiás.

 

Nasi: A obra vai permitir o escoamento da produção do agronegócio, ligando importantes rodovias à Ferrovia Norte-Sul.

 

Gabriela: O pátio faz parte do Programa Agora é Avançar, criado pelo governo para retomar e concluir mais de 7 mil obras em todo o país.

 

Repórter Paulo La Salvia: Segundo o IBGE, mais de 60% dos transportes de cargas no país ocorre nos 103 mil quilômetros de estadas brasileiras. São produtos como o do município de Rio Verde, no sudoeste de Goiás, polo agropecuário da região Centro-Oeste. E são várias mercadorias, segundo o presidente do Sindicato Rural da cidade, Luciano Guimarães.

 

Presidente do Sindicato Rural da Rio Verde/GO - Luciano Guimarães: Uma grande produção de soja, a segunda safra entra com o milho. Temos aí, entra feijão, entra uma parte de algodão, entra cana-de-açúcar.

 

Repórter Paulo La Salvia: De acordo com o ministro dos Transportes, Maurício Quintella Lessa, o país precisa desafogar o transporte de carga nas estradas, e uma das possibilidades é integrar a rodovia com a ferrovia.

 

Ministro dos Transportes - Maurício Quintella Lessa: O Brasil precisa investir muito em ferrovia e isso vai, claro, não é, melhorar o fluxo nas nossas estradas. Vai melhorar a segurança, melhorar a velocidade.

 

Repórter Paulo La Salvia: Para isso, o governo vai construir o pátio intermodal do sudoeste de Goiás, no município de Santa Helena, vizinho a Rio Verde, que vai integrar as rodovias da região à Ferrovia Norte-Sul. O pátio deve estar concluindo no fim de junho. O governo vai investir mais de R$ 78 milhões na obra e selecionar empresas para operar no local. Já os produtores poderão estacionar até 800 caminhões no espaço, que tem o tamanho de 300 campos de futebol. Para Jean Guimarães, que planta soja e milho em Rio Verde, o pátio vai reduzir custos com a ligação à Ferrovia Norte-Sul.

 

Produtor Rural - Jean Guimarães: É um gargalo que a gente tem, que é o transporte. Eu acho que na hora que ele vir, a gente vai conseguir baixar o nosso custo. Vai ficar mais flexível para a gente.

 

Repórter Paulo La Salvia: O pátio intermodal também faz parte dos 1.537 quilômetros de trilhos da Ferrovia Norte-Sul que vão ser concedidos para a iniciativa privada explorar por 30 anos. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Moreira Franco, defendeu que a ferrovia vai ser uma alternativa para os produtos chegarem ao mercado interno e exterior por meio dos portos brasileiros.

 

Ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República - Moreira Franco: Essa ferrovia, ela vai melhorar a logística do Centro-Oeste e do setor que mais produz na economia brasileira, que é o agronegócio. A determinação do presidente Temer é de que retomemos obras que estão paralisadas e que estão andando com muita lentidão para que o Brasil consiga finalmente entrar no século XXI.

 

Repórter Paulo La Salvia: O leilão da Ferrovia Norte-Sul está previsto para o fim do primeiro semestre deste ano e a arrecadação estimada pelo governo é de mais de R$ 1,6 bilhão. De Santa Helena, em Goiás, Paulo La Salvia.

 

Nasi: E têm ações do Programa Agora é Avançar por todo o país.

 

Gabriela: Aracaju, capital de Sergipe, vai receber uma série de obras de mobilidade urbana. São novos terminais, paradas de ônibus e corredores exclusivos para o transporte público.

 

Nasi: A repórter Raissa Lopes está lá em Aracaju e, ao vivo, traz mais informações sobre essas novidades. Uma boa noite, Raissa.

 

Repórter Raissa Lopes (ao vivo): Boa noite, Gabriela, Nasi e ouvintes da Voz do Brasil. Pois é, uma boa notícia para quem usa o transporte público aqui em Aracaju. Eu conversei com o servente José Aílton, morador aqui da cidade, e ele disse que o transporte público está complicado porque a cidade cresceu muito nos últimos anos.

 

Servente - José Aílton: Cheio, lotado. Tem que ter mais ônibus e mais abrigo de ônibus. Tem muita gente em Aracaju e cada vez chegando mais, porque vem mais obra, mais condomínio, mais... A cidade cresce e precisa de mais coletivos e mais abrigo de ônibus.

 

Repórter Raissa Lopes (ao vivo): E o Governo Federal assina, daqui a pouco, o contrato das obras que vão mudar o transporte público de Aracaju. Vão ser construídos quatro corredores de ônibus que vão atender a 65% da demanda dos atuais usuários do transporte coletivo na capital sergipana. Também devem ser construídas 150 paradas de ônibus e reformados terminais de integração. As obras fazem parte do Programa Agora é Avançar, que vai concluir 7 mil obras em todo o país até o fim do ano. O ministro das Cidades, Alexandre Baldy, que está aqui em Aracaju para a assinatura do contrato, falou para a Voz do Brasil que a população que esperava há muito tempo por essas obras agora pode contar com as melhorias.

 

Ministro das cidades - Alexandre Baldy: São uma melhoria e uma reorganização muito profunda do transporte público municipal que visa atender trabalhadores e cidadãos aqui da capital do Sergipe. Você organizar o transporte com um fluxo de veículos cada vez mais acentuado por todo o Brasil, e aqui não é diferente, visa melhorar o meio de transporte mais utilizado pela população, o transporte de massa. Então, o Governo Federal, através do Avançar, busca realmente fazer com que... o que é necessário por parte da vida das pessoas em cada região do Brasil possa ser efetivamente investido e a obra iniciada.

 

Repórter Raissa Lopes (ao vivo): As obras em Aracaju estão orçadas em R$ 140 milhões, sendo que R$ 107 milhões serão repassados pelo Governo Federal. Ao vivo, de Aracaju, Raissa Lopes.

 

Gabriela: 19h16, no horário brasileiro de verão.

 

Nasi: Você vai ouvir ainda hoje: país bate recorde nas ações para a reforma agrária e regularização fundiária.

 

Gabriela: São mais títulos de posse de imóveis e recursos para projetos de assentamento.

 

Nasi: Bloqueio de rodovias, das fronteiras marítimas e aumento da segurança nos aeroportos.

 

Gabriela: O Ministério da Defesa está ampliando a segurança das fronteiras do estado do Rio de Janeiro para evitar a entrada de drogas e armas.

 

Nasi: O ministro Raul Jungmann comentou, durante entrevista à Rádio Nacional, a operação realizada hoje com 3 mil homens das Forças Armadas para garantir a segurança da população contra o crime organizado.

 

Ministro da Defesa - Raul Jungmann: Nós estamos reforçando essas fronteiras, inclusive através de operações da Força Aérea, através da chamada Operação Ágata, que vem sendo desenvolvida diuturnamente pelas Forças Armadas e particularmente pelo Exército na fronteira. Nós criamos no entorno do Rio de Janeiro, com a Polícia Rodoviária Federal, uma outra barreira, que são em todos os estados que fazem fronteiras com o Rio de Janeiro. E em terceiro lugar nós estamos bloqueando as vias federais que dão acesso ao Rio de Janeiro. Nesse momento está acontecendo uma operação com a participação das Forças Armadas, que estão colocando ao lado da Polícia Rodoviária Federal 3 mil homens. Além disso, nós estamos planejando também fazer esse bloqueio por mar e reforçar exatamente as defesas em termos de aeroportos, enfim, a parte aérea. Mas todo o esforço que nós temos e condições de recursos está sendo empregado para reduzir, para mitigar o crescimento de fuzis, de armas e de drogas através das nossas fronteiras.

 

Gabriela: O Brasil bateu recorde nas ações para a reforma agrária e regularização fundiária no ano passado.

 

Nasi: O governo emitiu dez vezes mais títulos de posse de imóveis que a média histórica desde 2003, e superou a soma de todos os títulos emitidos nos últimos dez anos.

 

Gabriela: O país também bateu recorde na emissão de títulos provisórios e dobrou os recursos para projetos de assentamento.

 

Nasi: O balanço da reforma agrária e regularização fundiária foi apresentado hoje pelo governo.

 

Gabriela: Órteses e próteses melhoram a qualidade de vida e aumentam a autonomia de pessoas com algum tipo de deficiência.

 

Nasi: Mas o preço desses equipamentos varia muito de uma cidade para a outra, chegando a quase mil por cento de diferença.

 

Gabriela: É o que o Ministério da Saúde espera resolver com novas regras para a compra desses produtos pelo SUS.

 

Repórter Cleide Lopes: Órteses e próteses são equipamentos que ajudam a ampliar a mobilidade, independência, a inclusão social de pessoas com algum tipo de deficiência. Muito desses equipamentos, como o aparelho auditivo, cadeira de rodas, muletas, implantes dentários, marca-passos e prótese de membros inferiores e superiores são oferecidos pelo Sistema Único de Saúde sem custos para os pacientes. Mas, por falta de regulamento do setor, a diferença de preços para a aquisição dessas próteses e órteses chegam a 990%. Mas agora essa situação vai mudar. Para evitar fraudes e valores tão diferentes, o país passa a ter uma referência nacional de preços, como explica o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

 

Ministro da Saúde - Ricardo Barros: O gestor do hospital ou o gestor municipal pode comprar o medicamento utilizando esta ata do Ministério como sua licitação para a exigência legal e adquirir aquele produto por aquele preço. Ele não é obrigado a fazer isso, mas se não fizer terá que explicar, que a sua compra deu um preço maior, por que ele não dotou aquele método que era mais econômico para o erário público.

 

Repórter Cleide Lopes: Desde 2015, o Ministério da Saúde intensificou o monitoramento para coibir fraude na compra de órteses e próteses. Foi instituída também uma agenda permanente de auditores destinados à apuração de irregularidades. O ministro explica que agora a referência nacional de preços vai agilizar as compras e reduzir os custos do Sistema Único de Saúde.

 

Ministro da Saúde - Ricardo Barros: As oportunidades que existem hoje de se cobrar de um cidadão ou de um plano de saúde ou do próprio poder público órteses e próteses a preços muito elevados, hoje é uma possibilidade muito real e muito ampla. É isso que nós queremos conter.

 

Repórter Cleide Lopes: Em 2017, 2,3 milhões de órteses e próteses foram usadas em procedimentos cirúrgicos no SUS. Reportagem, Cleide Lopes.

 

Nasi: E, como ouvimos há pouco, o Brasil bateu recorde nas ações para a reforma agrária e regularização fundiária.

 

Gabriela: E nós vamos ouvir agora a reportagem com o balanço apresentado hoje pelo governo.

 

Repórter Pablo Mundim: De acordo com o balanço, o Governo Federal emitiu mais de 26 mil títulos de posse de imóveis. O volume é dez vezes maior ao da média histórica desde 2003 e supera a soma de todos os títulos emitidos nos últimos dez anos. O ano passado também bateu recorde na emissão de títulos provisórios: foram 97 mil, mais que o dobro do melhor resultado já alcançado, o de 2010. O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, avalia que esse aumento vai diminuir os conflitos no campo.

 

Ministro da Casa Civil - Eliseu Padilha: Na medida em que nós damos o título, o certificado, que você diz: "Não, agora eu estou proprietário", nós eliminamos a possibilidade do conflito, porque a alegação do conflito é que um é proprietário e o outro não é.

 

Repórter Pablo Mundim: Os recursos também aumentaram: foram R$ 97 milhões para crédito de instalação, ajuda para se instalar na nova terra, e R$ 237 milhões para projetos de assentamento, valor duas vezes e meio maior do que em 2016. Cerca de 4 milhões de famílias conseguiram o acesso aos benefícios do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar, o Pronaf, e R$ 13 bilhões foram concedidos a agricultores familiares. Para o ministro Padilha, os números refletem a valorização da área social pelo governo.

 

Ministro da Casa Civil - Eliseu Padilha: Antes o trabalhador rural entrava no programa de reforma agrária e não conseguia sair, não conquistava a sua autonomia, a sua independência. Era condenado a permanecer indefinidamente sob a dependência do estado, retroalimentando um deturpado sistema de servidão. Finalmente essas famílias estão conseguindo viabilizar os seus sonhos.

 

Repórter Pablo Mundim: O governo pretende entregar mais de 50 mil títulos até o mês de março, boa parte deles nas regiões Norte e Nordeste. Reportagem, Pablo Mundim.

 

"Momento Social".

 

Nasi: O Programa Criança Feliz atende gestantes e crianças de zero a três anos beneficiários do Bolsa Família.

 

Gabriela: As famílias recebem a visita de profissionais que vão ajudar a estimular o desenvolvimento dos filhos.

 

Nasi: E crianças com deficiências também podem ser atendidas pelo Criança Feliz? Essa é a dúvida da Agda dos Santos, de Padre Bernardo, em Goiás. Quem responde é o ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra.

 

Ouvinte da Voz do Brasil - Agda dos Santos: Olá, ministro. O meu nome é Agda. Eu tenho um filho com paralisia cerebral e gostaria de saber como o Programa Criança Feliz vai poder me ajudar.

 

Ministro do Desenvolvimento Social - Osmar Terra: O Criança Feliz foi um programa elaborado com o objetivo de ajudar o desenvolvimento das competências, da inteligência das crianças pequenas, começando pelas famílias mais vulneráveis, as famílias mais pobres, as famílias que têm criança com deficiência mental ou mesmo com deficiência física, né, para as famílias e as crianças que mais precisam. É um programa que acompanha em casa com visitas semanais de visitadores especificamente treinados, capacitados para informar essa família, para orientar essa família como estimular melhor o seu filho. No caso das crianças do BPC, são crianças que realmente têm deficiência, que têm problemas sérios. Essas crianças quanto mais cedo são estimuladas, não é, precocemente estimuladas, melhor será a sua resposta, melhor será o seu desempenho, melhor será a sua autonomia, e, com certeza, ajudando muito a família a cuidar melhor delas.

 

Gabriela: E se você também tem alguma pergunta sobre programas sociais manda para a gente.

 

Nasi: Pode ser por e-mail no endereço voz@ebc.com.br e tem também o nosso Facebook: facebook.com/bolsafamilia.

 

Gabriela: A sua pergunta vai ser respondida aqui na Voz do Brasil sempre na quinta-feira. Participe!

 

Nasi: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Gabriela: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Nasi: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Gabriela: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você e até amanhã.

 

"Brasil, ordem e progresso".