02 de julho de 2018 - poder executivo

Destaques da Voz do Brasil: Ampliar investimentos e gerar empregos. Governo acaba de anunciar concessão de novos projetos à iniciativa privada. Mês de férias começando e a Polícia Rodoviária Federal reforça fiscalização nas estradas. Ministério da Saúde alerta para surto de sarampo no Amazonas e reforça à população que é preciso se vacinar. E você vai saber o que levou o governo a decretar intervenção federal no Rio de Janeiro. Uma série de reportagens especiais vai explicar como essa ação busca devolver a paz ao estado.

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Transcrição


 

Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá, boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você, que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Segunda-feira, 2 de julho de 2018.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia.

 

Gabriela: Ampliar investimentos e gerar empregos.

 

Nasi: Governo acaba de anunciar concessão de novos projetos à iniciativa privada. Paulo La Salvia.

 

Repórter Paulo La Salvia: Governo anuncia novas concessões nos setores de ferrovias, rodovias, óleo e gás natural, além de linhas de transmissão de energia.

 

Gabriela: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Nasi: Mês de férias começando e a Polícia Rodoviária Federal reforça fiscalização nas estradas. Pablo Mundim.

 

Repórter Pablo Mundim: Além da fiscalização nas estradas, o trabalho também foca a educação no trânsito.

 

Gabriela: Ministério da Saúde alerta para surto de sarampo no Amazonas e reforça à população que é preciso se vacinar.

 

Nasi: E você vai saber o que levou o Governo a decretar Intervenção Federal no Rio de Janeiro.

 

Gabriela: A partir de hoje, uma série de reportagens especiais vai explicar como essa ação busca devolver a paz ao estado.

 

Nasi: Na apresentação, Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Gabriela: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Nasi: É mês de julho e de férias escolares.

 

Gabriela: E muita gente aproveita para ir à praia, visitar parentes, viajar.

 

Nasi: Hora, então, de fazer a revisão do carro e redobrar os cuidados nas estradas.

 

Gabriela: E para garantir a segurança dos viajantes, a Polícia Rodoviária Federal já deu início à Operação Férias Escolares.

 

Repórter Pablo Mundim: Mês de julho chegou e também as férias escolares, período em que muita gente aproveita para viajar. É o caso da Laura Borges. Com o filho e o marido, ela planejou uma viagem de carro de 12 dias, do Tocantins ao Piauí. Para ela, o segredo de uma boa viagem é ir devagar.

 

Entrevistada - Laura Borges: A gente vai dividir os dias, até para não ficar pesado. Quando a estrada é mais tranquila, eu costumo revezar com o meu esposo. Ele não é de fazer ultrapassagem fora do lugar permitido e tem um fator que é muito bom, porque ele não bebe. Aí, assim, a gente vai bem tranquilo.

 

Repórter Pablo Mundim: E para garantir a segurança da família da Laura e de outras pessoas que planejam viajar, a Polícia Rodoviária Federal deu início à Operação Férias Escolares. Além da fiscalização nas estradas, o trabalho também foca a educação no trânsito, como explica o porta-voz da Polícia Rodoviária Federal, Diego Brandão.

 

Porta-voz da Polícia Rodoviária Federal - Diego Brandão: Festival temático infantil de trânsito, palestras em instituições e escolas, e também no momento da fiscalização. O policial, ele te chama um pouquinho para parar um pouquinho, assistir uma palestra, para assistir um vídeo específico sobre educação para o trânsito, para mostrar o quão perigoso é aquele comportamento que você está fazendo.

 

Repórter Pablo Mundim: Durante a operação, a PRF vai aumentar o número de agentes nas rodovias, principalmente nos pontos com maior índice de acidentes. A ideia é reduzir os acidentes fatais, que, no mesmo período do ano passado, chegaram a 140. E o principal motivo continua sendo a irresponsabilidade de muitos condutores, explica Diego Brandão.

 

Porta-voz da Polícia Rodoviária Federal - Diego Brandão: Excesso de velocidade, ultrapassagem indevida, falta do cinto de segurança, falta de manutenção do veículo, falta de atenção. Então, são comportamentos que eles, infelizmente, eles se repetem a todo ano, aos milhares.

 

Repórter Pablo Mundim: Não é o caso do bombeiro Luciano Frutuoso. Há 20 anos, ele e os filhos percorrem de carro 1.200 Km de Brasília até o Pará, e a dica é dirigir com calma.

 

Bombeiro - Luciano Furtado: A revisão em dia e não ter pressa. Às vezes, por causa de uma horinha que você vai querer economizar, você não chega. Então vai tranquilo, curtindo com a família a paisagem, tranquilidade e dirigir com calma.

 

Repórter Pablo Mundim: A Polícia Rodoviária também estará atenta ao porte ilegal de armas de fogo, tráfico de drogas, exploração sexual de crianças e adolescentes, além dos crimes contra o meio ambiente. Reportagem, Pablo Mundim.

 

"Rio de Janeiro - Ação federal no combate ao crime".

 

Nasi: Desde fevereiro deste ano, o Rio de Janeiro está sob intervenção federal na área de segurança pública.

 

Gabriela: O foco é o combate à criminalidade, somado a ações sociais nas comunidades para evitar que crianças e adolescentes sigam pelo caminho do crime e das drogas.

 

Nasi: A partir de hoje, você ouve aqui, na Voz do Brasil, uma série de reportagens especiais que vão falar como a ação do Governo Federal vem atuando para devolver a paz ao Rio de Janeiro.

 

Gabriela: Na primeira reportagem, vamos entender porque ações simples no dia a dia de qualquer pessoa, como ir a pé à escola ou ao trabalho, se tornaram um risco, e como a intervenção foi necessária para mudar essa realidade.

 

Nasi: A edição é de Eduardo Biagini e sonorização de José Maria Machado.

 

Repórter Luana Karen: As lembranças de quando empinava pipa pelas ruas do Rio de Janeiro ainda estão vivas na memória de Vicente Galasso. Aos 60 anos, o empresário recorda com nostalgia como era viver em uma cidade onde a violência não ditava as regras.

 

Empresário - Vicente Galasso: Nós subíamos em árvores, nós brincávamos de bola de gude, jogávamos bola, brincávamos de pique, então, quer dizer, isso tudo foi a nossa infância no Rio de Janeiro.

 

Repórter Luana Karen: Uma realidade muito diferente da dos dias de hoje. Segundo o Instituto de Segurança Pública, no ano passado foram registrados mais de 6,7 mil mortes violentas no Estado do Rio de Janeiro. Entre janeiro e março deste ano, foram mais de 2,6 mil casos de roubos de carga. Isso representa uma média de 30 casos por dia e de mais de um por hora. Para explicar a violência no Rio de Janeiro, é preciso voltar mais de 40 anos atrás, com o crescimento do tráfico de drogas na América do Sul. Impulsionado pelos cartéis do tráfico, o crime se fortaleceu. Roubos, assaltos, assassinatos, guerra entre facções, casos de balas perdidas. Nos anos 2000, um novo componente agrava a situação, o surgimento das milícias. Atualmente, pelo menos 11 dos 92 municípios do Rio de Janeiro têm a presença de organizações paramilitares, que têm como modo de atuação a extorsão das comunidades em troca de suposta proteção. Para garantir a segurança em grandes eventos no Rio de Janeiro, como a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos em 2016, a cidade contou com ações de garantia de lei e ordem, que davam às Forças Armadas o poder de atuar como polícia. Mas, ao final dessas ações, a violência voltava com força. O que levou, em fevereiro deste ano, à intervenção federal na segurança pública do estado. É o que explica o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann.

 

Ministro da Segurança Pública - Raul Jungmann: Um milhão e cem mil cariocas viviam em estado de exceção, onde eles não tinham direitos e garantias constitucionais. Isso tudo levou, então, a uma ação de GLO, Garantia da Lei e da Ordem, quando as Forças Armadas passam integrar, coordenar as forças de segurança locais, mas isso, mesmo assim, não foi suficiente. Então, teve-se que se lançar mão, pela primeira vez, de uma intervenção que é prevista na Carta Constitucional de 1988.

 

Repórter Luana Karen: Para o Coronel Ubiratan Ângelo, coordenador de Segurança do Viva Rio, uma organização não governamental que busca saídas para a violência no estado, a intervenção é também uma maneira para se retomar a credibilidade da política de segurança no Rio de Janeiro.

 

Coordenador de Segurança do Viva Rio - Coronel Ubiratan Ângelo: As questões de segurança e ordem pública não têm tempo determinado para solução. Elas precisam de muito tempo, então a intervenção era para tamponar uma questão de falta de credibilidade política do Estado. Então, isso me autoriza a dizer: ela era necessária.

 

Repórter Luana Karen: Conhecida como cidade maravilhosa e cantada em verso e prosa mundo afora, o Rio de Janeiro recebe turistas de todos os cantos do Brasil e do mundo. Só no Carnaval deste ano, a capital recebeu 1,5 milhão de turistas, que geraram uma renda de R$ 3,5 bilhões para a cidade. A violência traz impactos para o turismo e, consequentemente, para a geração de emprego e de renda. Mas a intervenção foi pensada também como forma de trazer normalidade para a vida dos fluminenses, pessoas que, muitas vezes, passam longe dos pontos turísticos, mas sofrem como ninguém a insegurança da cidade. A Vila Kennedy, comunidade da zona oeste do Rio, é o endereço da cabeleireira Elisângela de Souza. Foi lá que criou os três filhos. Ela confessa que se preocupa com o futuro deles e espera que as novas gerações vivam numa cidade melhor.

 

Cabeleireira - Elisângela de Souza: Nós precisamos e merecemos, nós pagamos imposto, tudo que a gente faz, que a gente paga, e a gente não vai ter direito a ter um futuro legal, um futuro melhor?

 

Repórter Luana Karen: Pelo menos até 31 de dezembro, a segurança pública do estado, que reúne as polícias Civil e Militar, o Corpo de Bombeiros e o Sistema Penitenciário, vão ficar sob o comando do interventor, nomeado pelo presidente da República. Com 43 anos de carreira militar, o general do Exército, Braga Netto, assumiu a missão e ele faz questão de destacar: É uma intervenção federal e não militar.

 

Interventor - General Braga Netto: Fomos colocados aqui pela vivência de Rio que nós temos, pela capacidade de planejamento, pela expertise. Então, a intervenção é federal. Poderia estar aqui um juiz, um procurador, uma outra pessoa.

 

Repórter Luana Karen: Na reportagem de amanhã, vamos explicar como funciona a intervenção federal nas ruas, e as medidas que vão reestruturar as forças de segurança do Rio de Janeiro. Reportagem, Luana Karen.

 

Gabriela: E o número de armas apreendidas pela Polícia Rodoviária Federal nas estradas federais do Rio de Janeiro cresceu mais de 200% nos seis primeiros meses deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado.

 

Nasi: Foram recolhidos quase 200 fuzis, pistolas, espingardas e revólveres, contra pouco mais de 60 no primeiro semestre do ano passado.

 

Gabriela: No período, a apreensão de munições também aumentou. O crescimento foi de mais de 60% em relação aos primeiros seis meses de 2017.

 

Nasi: Operações de inteligência e reforço no efetivo são apontados como as razões para os resultados.

 

Gabriela: Você completa 18 anos em 2018 e perdeu o prazo para o alistamento militar?

 

Nasi: Pois é, nós vamos explicar direitinho o que é preciso fazer para regularizar a sua situação com nosso quadro "Pra você, Cidadão".

 

"Pra você, Cidadão".

 

Repórter Roberta Lopes: Quem tem ou completa 18 anos em 2018 e não fez o alistamento militar até 30 de junho precisa regularizar a situação. A primeira medida é pagar a multa na Junta Militar mais próxima da sua casa e fazer o alistamento no mesmo local onde o débito foi pago. Para fazer o alistamento, mesmo que seja fora do prazo, o jovem deve levar certidão de nascimento ou documento de identidade, comprovante de residência e uma foto 3x4 recente de frente e sem retoques. A pessoa que não fizer o alistamento fica impedido de tirar passaporte, tirar carteira de trabalho, inscrever-se em concurso para cargo público. Roberta Lopes para a Voz do Brasil.

 

Gabriela: Visitações do Criança Feliz completam um ano.

 

Nasi: Daqui a pouquinho vamos saber o que mudou na vida de milhares de crianças que são acompanhadas de perto por profissionais.

 

Gabriela: O Ministério da Saúde acompanha de perto o surto de sarampo no estado do Amazonas.

 

Nasi: Mais de 260 casos já foram confirmados e mais de 1,3 mil estão em investigação.

 

Gabriela: O número de casos ultrapassou Roraima, que tem registrado a doença desde fevereiro, com a entrada de venezuelanos no estado.

 

Nasi: Envio de vacinas e de equipes técnicas aos dois estados fazem parte das ações do Ministério.

 

Gabriela: Para falar mais sobre o assunto, o jornalista Eduardo Biagini conversou, agora há pouco, com a coordenadora do Programa Nacional de Imunização, Carla Domingues. Vamos ouvir.

 

Jornalista Eduardo Biagini: Esse número de casos lá no Amazonas está preocupando o Ministério?

 

Coordenadora do Programa Nacional de Imunização - Carla Domingues: Com certeza, né? É uma doença que já tinha sido eliminada do nosso país, desde 2016, e agora com esses 400 casos é realmente uma situação preocupante, porque nós corremos o risco de perder a certificação da eliminação do sarampo, além do que, a doença pode se disseminar para outras localidades do nosso país.

 

Jornalista Eduardo Biagini: Qual é a orientação para a população lá do Amazonas, em relação a essa doença?

 

Coordenadora do Programa Nacional de Imunização - Carla Domingues: Primeiro, a gente já colocar que não é só um problema da região do Amazonas, né? Nós temos hoje uma cobertura vacinal para as crianças em torno de 85% e a meta recomendada do Ministério da Saúde é de 95%. Portanto, todos os municípios devem ter essa cobertura elevada, não só a região amazônica, mas todo o Brasil, porque desta forma nós vamos poder manter o país livre da doença. Então, precisamos garantir a vacinação de toda a população, recomendada pelo Ministério da Saúde.

 

Jornalista Eduardo Biagini: Essa vacina, como faz a população? Ela tem em todos os postos de saúde? Qual que é a orientação em relação a isso?

 

Coordenadora do Programa Nacional de Imunização - Carla Domingues: Nós temos hoje 38 mil postos de saúde em todo o país, todos os postos estão devidamente abastecidos, a vacina se chama tríplice viral, e ela vai proteger, além do sarampo, para a rubéola e para a caxumba. Então, é importante que todas as crianças, de 12 meses, elas tomam a primeira dose, com 15 meses vai tomar a segunda, a população, até 29 anos, deve ter duas doses, e a população até 49 anos, uma única dose. Portanto, é uma vacinação que inclui a criança, o adolescente e o adulto.

 

Jornalista Eduardo Biagini: Doutora, tem equipes técnicas tanto no estado do Amazonas quanto Roraima, para acompanhar as ações lá, né?

 

Coordenadora do Programa Nacional de Imunização - Carla Domingues: Nós temos equipes lá que estão apoiando o estado na realização de campanhas de vacinação, de forma que nós rapidamente possamos atingir uma elevada cobertura vacinal, fazer a interrupção da transmissão da doença, através de vacinação em bloqueios, todas as pessoas que tiveram contato com uma pessoa suspeita de sarampo deve ser rapidamente vacinada, em até 48 horas, porque é dessa forma que a gente interrompe a cadeia de transmissão nessas localidades.

 

Jornalista Eduardo Biagini: Perfeito. Então, se um habitante lá desses estados estiver com essa desconfiança, de que teve contato com alguém com sarampo, a orientação é ir até o posto de saúde mais próximo, é isso?

 

Coordenadora do Programa Nacional de Imunização - Carla Domingues: Isso mesmo, né? A equipe de saúde tem ido nas casas, nos serviços, nas localidades, onde nós sabemos que tem pessoas que tiveram contato. Mas, se a pessoa não informou ao serviço de saúde, e ela ficou sabendo que alguém no seu bairro, alguém no seu trabalho ficou doente, ela esteve num posto de saúde e ficou comentando lá que tinha alguém doente, procura um serviço de saúde o mais rápido possível para receber a vacina, porque dessa forma ele vai estar protegido e vai evitar que essa doença dissemine para outras pessoas.

 

Jornalista Eduardo Biagini: Ok, Carla Domingues, coordenadora do Programa Nacional de Imunização, muito obrigado pela sua participação aqui na Voz do Brasil.

 

Coordenadora do Programa Nacional de Imunização - Carla Domingues: Eu que agradeço a oportunidade de estar conversando com vocês.

 

Nasi: E atenção aos sintomas do sarampo: febre, manchas no corpo, tosse, coriza e conjuntivite.

 

Gabriela: E vamos lembrar: Caso tenha algum familiar com esses sintomas ou se esteve em contato com alguém com suspeita da doença, procure um posto de saúde.

 

Nasi: O Governo anunciou hoje mais um pacote de projetos de infraestrutura que vão ser concedidos à iniciativa privada.

 

Gabriela: São linhas de transmissão de energia elétrica, rodovias, ferrovias e exploração de petróleo.

 

Nasi: São 14 novos projetos que vão resultar em R$ 100 bilhões de investimentos na infraestrutura brasileira nos próximos anos.

 

Gabriela: A ideia é gerar mais recursos para os cofres públicos e também garantir melhorias nos serviços prestados à população.

 

Nasi: O repórter Paulo La Salvia tem mais detalhes, ao vivo, para a gente. Uma boa noite, Paulo.

 

Repórter Paulo La Salvia (ao vivo): Boa noite, Nasi. Boa noite, Gabriela. Boa noite a todos os ouvintes da Voz do Brasil. O Programa de Parcerias de Investimentos, PPI, foi lançado em 2016 para dividir com a iniciativa privada do Brasil e do exterior a função de explorar os serviços de infraestrutura no país. Um dos novos projetos, anunciados hoje, é um leilão de petróleo e gás natural previsto para ocorrer no quarto trimestre deste ano. São quatro blocos que vão ser ofertados nas bacias de Santos e de Campos. A Petrobras pode liderar o consórcio ou participar dele. Aqueles que vencerem, pagam ao Governo quase R$ 7 bilhões na hora que forem assinar os contratos, isso se todos os blocos forem arrematados. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Ronaldo Fonseca, que coordena o Programa de Investimentos, apresentou um balanço do que já foi feito até agora e falou do que ainda falta.

 

Ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República - Ronaldo Fonseca: De 175 projetos, considerados prioridades nacionais, 95 empreendimentos que já foram concluídos e vão gerar cerca de R$ 150 bilhões de investimento nos próximos anos, sem contar as outorgas de cerca de R$ 39 bilhões da União. Nós temos também o desafio de entregar ainda 80 empreendimentos, ao longo deste ano, todos já com cronogramas definidos até dezembro de 2018, que perfazem um volume de investimentos da ordem de R$ 136,4 bilhões.

 

Repórter Paulo La Salvia (ao vivo): Também foram incluídas duas rodovias na Região Sul e três ferrovias no Plano de Concessões, com destaque para a Ferrovia Norte-Sul. Com 1.500 Km de extensão, ligando Tocantins, Mato Grosso, Goiás e São Paulo, e já construída, a ferrovia vai transportar grãos do Centro-Oeste para o Porto de Santos. O leilão está previsto para ocorrer neste segundo semestre. Com o Plano Nacional de Logística, PNL, o Governo quer expandir as ferrovias, como explicou o secretário especial do Avançar Parcerias, Adalberto Vasconcelos.

 

Secretário especial do Avançar Parcerias - Adalberto Vasconcelos: Desde o primeiro dia do PPI a gente já trabalhou, para a gente expandir a malha ferroviária nacional. Hoje, 15% das cargas são transportadas por ferrovias, e o PNL tem por objetivo levar isso para 31% em 2025.

 

Repórter Paulo La Salvia (ao vivo): O Conselho do Programa de Parcerias também aprovou a inclusão de mais um lote de linhas de transmissão. Previsto para o último trimestre deste ano, o leilão vai incluir mais de 4.000 Km de linhas no sistema brasileiro. Ao vivo, Paulo La Salvia.

 

"Criança Feliz - Primeira infância".

 

Gabriela: As visitações do Criança Feliz completam um ano.

 

Nasi: Profissionais capacitados acompanham de perto meninos e meninas do Bolsa Família ou que recebem o Benefício de Prestação Continuada, em cidades de todas as regiões do país.

 

Gabriela: E nesta semana, vamos conhecer como este trabalho vem ajudando inúmeras famílias a estimularem seus filhos.

 

Nasi: Papais e mamães comemoram os resultados.

 

Repórter Pâmela Santos: O colchão jogado na sala e os brinquedos espalhados já denunciam: hoje é dia de visita do Criança Feliz. Sentados no chão, Cícero Santos Barbosa, de 31 anos, acompanha atento todas as orientações da visitadora e repete passo a passo as brincadeiras com a filha Sara Melissa, de oito meses. O auxiliar de serviços gerais vive em Pacatuba, Sergipe, o primeiro município do Brasil a iniciar as visitas domiciliares do Criança Feliz.

 

Auxiliar de serviços gerais - Cícero Santos Barbosa: Na gravidez dela, assim que ela chegava, ela dizia assim: "Alisa aqui minha barriga, fala com a menina". Aí quando chegou um dia, disse, rapaz, comecei a alisar a barriga dela, e nisso aí a menina mexia. Aí eu fiquei muito emocionado de ver aquilo, né? Mas o pai tem que brincar com seus filhos, né? Aproveitar o tempo de agora. Eu mesmo não tive essa oportunidade, mas hoje eu tenho a minha oportunidade de brincar com eles.

 

Repórter Pâmela Santos: O Criança Feliz está completando um ano da primeira visita domiciliar e hoje já conta com mais de 311,8 mil famílias visitadas, em mais de 2,1 mil municípios. Em Pacatuba, o programa atende cem crianças e sete gestantes. A dona de casa Núbia dos Santos, mãe de Wemerson, foi a primeira mãe do Brasil a receber as orientações. Ela nota a evolução do filho, que já tem um ano.

 

Dona de casa - Núbia dos Santos: Depois do programa, ele já se desenvolveu melhor, né? Ele brinca melhor, faz tudo melhor.

 

Repórter Pâmela Santos: Segundo a secretária de Assistência Social de Pacatuba, Faustilene Santos, o Criança Feliz tem papel importante ao orientar as famílias sobre como estimular integralmente as crianças e fortalecer o vínculo familiar.

 

Secretária de Assistência Social de Pacatuba - Faustilene Santos: O que esses meninos precisam é esse carinho, esse amor na primeira infância, que as mães às vezes, por viver na situação de vulnerabilidade social, de muita pobreza, só se preocupavam com o alimento.

 

Repórter Pâmela Santos: Para o ministro do Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame, as ações do programa são determinantes para o desenvolvimento completo da criança.

 

Ministro do Desenvolvimento Social - Alberto Beltrame: É um momento de comemorar a mudança do rumo da história e do destino de milhares de crianças que estão recebendo essas visitas. E com melhores condições de entrarem no mercado de trabalho, gerar renda e resgatar a si e à sua família da pobreza.

 

Repórter Pâmela Santos: O programa, que é coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Social, acompanha semanalmente crianças beneficiárias do programa Bolsa Família de até três anos, e aquelas de até seis anos que recebem o Benefício de Prestação Continuada, o BPC. Reportagem, Pâmela Santos.

 

Gabriela: Ele é o representante do nosso país lá fora.

 

Nasi: E a boa relação que ele exerce com o país onde está pode render acordos importantes, incentivando comércio e a troca de experiências em variadas áreas.

 

Gabriela: Estamos falando do diplomata, uma profissão historicamente masculina.

 

Nasi: E é por isso que o Ministério das Relações Exteriores iniciou uma campanha para aumentar o ingresso de mulheres na carreira diplomática.

 

Repórter Raíssa Lopes: Amanda Morais quer ser diplomata. Há um ano e meio, dedica a maior parte dos seus dias aos estudos. Ela sabe que, assim como o concurso, a carreira não é fácil. Entre as dificuldades, estão as mudanças de cidade. Mas representar o Brasil no exterior é seu sonho.

 

Estudante - Amanda Morais: O que me atrai na profissão é a possibilidade de representar o país, é a ideia de que você pode ser a voz, vamos dizer, do povo brasileiro no exterior, e você tem um grupo de pessoas extremamente preparadas, que estão buscando levar esse interesse nacional.

 

Repórter Raíssa Lopes: Infelizmente, não há muitas mulheres na diplomacia brasileira. Apenas 23% do corpo diplomático é feminino. E para mudar o quadro, o Itamaraty lançou a Campanha Mais Mulheres Diplomatas. Marise Nogueira é médica e também chefe da divisão de Temas Sociais do Ministério das Relações Exteriores. Ela decidiu prestar o concurso do Itamaraty aos 38 anos, depois de morar na França. Ela diz que o Itamaraty quer aumentar a representatividade da mulher na diplomacia.

 

Chefe da divisão de Temas Sociais - Marise Nogueira: Há muitas dificuldades que são sentidas de uma forma muito mais intensa pelas mulheres do que pelos homens, no sentido cuidados da casa, dos filhos, de toda a família.

 

Repórter Raíssa Lopes: A campanha surgiu justamente da constatação de que muitas mulheres são desestimuladas a prestar o concurso por preconceito. Um deles é de que não é uma vida para a formação de família, mas Adriana Tescari, diplomata há 16 anos, é casada e tem dois filhos. Assumiu postos na Argentina, Alemanha e Israel, e diz não ter dúvidas de que fez a melhor escolha, não só para ela mas também para sua família.

 

Diplomata - Adriana Tescari: E eu, olhando para trás, eu não tenho nenhuma dúvida de que eu tomei a decisão correta, e também para a minha família, para os meus filhos, tem sido uma experiência muito rica.

 

Repórter Raíssa Lopes: Nas próximas semanas, serão publicados vídeos nas redes sociais do Itamaraty, com depoimentos de mulheres diplomatas. E para quem quer seguir a carreira, as inscrições para o concurso da instituição começam nesta segunda-feira. São 26 vagas. Para fazer a inscrição, acesse cespe.unb.br. Reportagem, Raíssa Lopes.

 

Gabriela: E estas foram as notícias do Governo Federal.

 

Nasi: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Gabriela: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Nasi: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Uma boa noite.

 

Gabriela: Uma boa noite para você e até amanhã.

 

"A Voz do Brasil, Governo Federal".