01 de novembro de 2017

Destaques da Voz do Brasil: Brasileiros estão consumindo mais e produção da indústria completa 5º mês seguido de alta. Crescimento da economia que também reflete no aumento das exportações. Tudo pronto para aplicação do Enem. No campo, o censo do IBGE continua colhendo informações. Véspera do feriadão, você vai saber sobre o reforço na fiscalização das estradas e o movimento nos principais aeroportos do país.

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Transcrição

Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do governo federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá, boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Quarta-feira, 1º de novembro de 2017.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia.

 

Gabriela: Brasileiros estão consumindo mais e produção da indústria completa quinto mês seguido de alta. Carolina Rocha.

 

Repórter Carolina Rocha: Em setembro deste ano, a indústria nacional teve alta de 2,6% na comparação com o mesmo mês do ano passado.

 

Nasi: Crescimento da economia que também reflete no aumento das exportações. Beatriz Albuquerque.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: No acumulado do ano, o superávit da balança já chega a mais de US$ 58 bilhões. É o melhor resultado para o período desde 1989.

 

Gabriela: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje...

 

Nasi: Tudo pronto para a aplicação do Enem. Ministério da Educação faz um alerta aos estudantes. Gabriela Noronha.

 

Repórter Gabriela Noronha: Segundo o Inep, a quatro dias da prova, 30% dos inscritos ainda não acessaram o cartão de confirmação de inscrição na internet.

 

Gabriela: E no campo, o censo do IBGE continua colhendo informações. Natália Koslyk.

 

Repórter Natália Koslyk: No primeiro mês de coleta, já foram realizadas mais de um milhão de visitas em todo o país.

 

Nasi: E hoje, véspera do feriadão, você vai saber sobre o reforço na fiscalização das estradas e o movimento nos principais aeroportos do país.

 

Gabriela: Na apresentação da Voz do Brasil de hoje, Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Nasi: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Gabriela: Queda da inflação é igual a maior consumo dos brasileiros.

 

Nasi: É, Gabriela, isso porque os preços caem e o trabalhador consegue encher mais o carrinho, comprar mais produtos.

 

Gabriela: E nessa matemática da economia, o aumento do consumo tem impacto direto na indústria.

 

Nasi: Tanto que mais uma vez a produção industrial registrou crescimento, o quinto mês seguido segundo o IBGE.

 

Repórter Carolina Rocha: Pesquisar promoções em clubes de compras faz parte da rotina de Caroline Dudzik. Do produto ao frete, passando pela qualidade do atendimento e facilidade de troca, nada escapa da avaliação da carioca. Ultimamente, Caroline tem feito compras pela internet, e no mês de setembro foi a vez de trocar os eletrodomésticos.

 

Consumidora - Caroline Dudzik: Eu comprei um fogão de quatro bocas, comprei um tanquinho, uma torradeira, uma batedeira.

 

Repórter Carolina Rocha: Caroline também observou que os preços dos alimentos estão ficando mais acessíveis no supermercado.

 

Consumidora - Caroline Dudzik: Principalmente da cesta básica, o arroz, feijão, farinha, essas coisas assim realmente baixaram bastante o preço.

 

Repórter Carolina Rocha: A demanda do consumidor tem impulsionado a produção industrial brasileira. Segundo a pesquisa industrial mensal, divulgada nesta quarta-feira pelo IBGE, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em setembro deste ano, a indústria nacional teve alta de 2,6% na comparação com o mesmo mês do ano passado. O economista e professor da Fundação Getúlio Vargas, Mauro Rochlin, explica que a queda da inflação influenciou positivamente no consumo do brasileiro.

 

Economista e Professor da Fundação Getúlio Vargas - Mauro Rochlin: A queda da inflação acaba tendo reflexos no consumo, por conta de um maior poder aquisitivo do consumidor, e a consequência disso é, certamente, a necessidade de maior produção. E maior produção significa mais emprego.

 

Repórter Carolina Rocha: Na comparação com o mês de agosto deste ano, a alta da indústria foi de 0,2%. O gerente da pesquisa do IBGE, André Macedo, fala quais setores influenciaram o crescimento industrial.

 

Gerente da Pesquisa do IBGE - André Macedo: Segmentos que avançam a produção, então são atividades com peso importante na cadeia industrial, como, por exemplo, o setor de produtos alimentícios, de derivados do petróleo e biocombustíveis, o setor de veículos automotores, o setor extrativo. São quatro segmentos industriais que avançam a produção em setembro e que justificam essa indústria ter registrado esse ligeiro acréscimo de 0,2%.

 

Repórter Carolina Rocha: A pesquisa também apontou um crescimento de 5,7% na comparação com setembro de 2016 no setor de bens de capital, que são as máquinas utilizadas pela indústria para a produção de bens. Segundo Marcelo Azevedo, economista da Confederação Nacional da Indústria, a alta é uma indicação de que a perspectiva é positiva para os futuros meses.

 

Economista da Confederação Nacional da Indústria - Marcelo Azevedo: Na medida em que esses bens crescem, é sinal que esse crescimento da atividade vai se espalhar para o restante da indústria, ou seja, a indústria está comprando dela mesma alguns insumos para aumentar a sua produção um pouco mais para frente.

 

Repórter Carolina Rocha: Ainda de acordo com a pesquisa do IBGE, é a primeira vez, desde maio de 2014, que o crescimento da indústria brasileira é positivo, quando se leva em conta os 12 meses anteriores ao período pesquisado. Foi um avanço de 0,4%, o que mostra a trajetória ascendente da produção industrial. Os números do IBGE também mostram que o aumento na fabricação de veículos automotores, impulsionado pelas exportações, foi um dos principais impactos positivos na indústria. Em 2017, o setor acumula alta de 14,8%, e em relação a setembro de 2016 o aumento na produção foi de 20,9%. Reportagem, Carolina Rocha.

 

Gabriela: E a retomada da atividade industrial e o cenário econômico têm feito nossas vendas lá fora baterem recordes.

 

Nasi: Em outubro, as exportações de produtos brasileiros para outros países superaram a compra em US$ 5,2 bilhões.

 

Gabriela: É o melhor resultado para o mês dos últimos 28 anos.

 

Nasi: E no acumulado do ano outro recorde: saldo positivo em mais de US$ 58 bilhões.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: Rodrigo Nunes Esteves é gerente de exportações de uma indústria de calçados infantis em Birigui, no interior de São Paulo. A empresa vende 10% de toda a produção ao exterior para mais de 40 países. Rodrigo garante que o momento econômico e a estabilidade que o Brasil tem alcançado estão estimulando o comércio exterior.

 

Gerente de Exportações - Rodrigo Nunes Esteves: Com o que está acontecendo com a economia no país, obviamente é favorável, porque hoje, se a gente for considerar a taxa de câmbio de hoje, está favorável às exportações. Então, a gente encontra oportunidades através disso para poder fomentar bons negócios.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: E a fábrica onde o Rodrigo trabalha não é a única que está se beneficiando com o aumento das exportações. No acumulado do ano, de janeiro a outubro, o Brasil vendeu para outros países US$ 30 bilhões a mais, se comparado ao mesmo período do ano passado. As importações também subiram no acumulado do ano, 9% em comparação a 2016. Segundo o governo, esse cenário reflete uma melhoria na economia e na atividade industrial do país. É o que explica Herlon Brandão, diretor de Estatísticas e Apoio às Exportações do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

 

Diretor de Estatísticas e Apoio às Exportações do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços - Herlon Brandão: O aumento da importação, ele é um reflexo da atividade produtiva. Como o Brasil importa principalmente bens para a atividade produtiva como insumos industriais, insumos para a agricultura e bens de capital, isso sinaliza que o setor produtivo está demandando mais insumos para produzir para o consumo nacional e também para a exportação.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: Só em outubro, o Brasil exportou quase US$ 19 bilhões. As importações superaram a casa dos US$ 13,5 bilhões, o que gerou um saldo positivo na balança comercial de US$ 5,2 bilhões. É o melhor resultado para o mês desde 1989. No acumulado do ano, o superávit da balança já chega a mais de US$ 58 bilhões. Herlon Brandão afirma que a nova meta do governo para o saldo comercial deste ano agora é de US$ 70 bilhões.

 

Diretor de Estatísticas e Apoio às Exportações do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços - Herlon Brandão: E agora temos condições de precisar mais um saldo entre US$ 65 bilhões e US$ 70 bilhões por conta do desempenho das exportações e com o desempenho positivo de vários produtos, e nos últimos meses alguns produtos que têm crescido acima do que esperávamos aí, como os automóveis, os produtos siderúrgicos e uma demanda mundial aí crescente que tem sustentado esse desempenho.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: Os destaques do mês de outubro nas exportações foram a soja, o minério de ferro, o petróleo e os veículos. A venda de carros para outros países subiu mais de 27% em outubro, se comparado ao mesmo período de 2016. Reportagem, Beatriz Albuquerque.

 

Gabriela: Véspera de feriado e muita gente está aproveitando para prolongar a folga.

 

Nasi: Por isso, o movimento nas estradas já está maior, e a Polícia Rodoviária Federal montou uma operação especial para garantir uma viagem mais tranquila.

 

Gabriela: O repórter Pablo Mundin está neste momento em uma das principais rodovias de saída do Distrito Federal e traz mais informações. Boa noite, Pablo. Conta para a gente, onde você está agora?

 

Repórter Pablo Mundin (ao vivo): Boa noite, Gabriela. Boa noite, Nasi. Boa noite a todos os ouvintes da Voz do Brasil. Eu estou na BR-040, que corta o Distrito Federal, e é a principal via de ligação entre as regiões Centro-Oeste e Sudeste. Por aqui o movimento já está intenso. Além de lentidão, o motorista também enfrenta pista molhada. E sobre a operação da Polícia Rodoviária Federal, ela já começou e vai até o próximo domingo em todas as rodovias federais do Brasil. Entre as ações planejadas está a concentração da fiscalização em locais e horários de maior incidência de acidentes e crimes, de acordo com as estatísticas da Polícia. Agora é bom que o nosso ouvinte, que está se preparando para viajar, além dos cuidados com documentos, cinto de segurança, cadeirinha para as crianças, também fique atento à possibilidade de chuva em todo o país. Quem faz o alerta é o porta-voz da Polícia Rodoviária Federal, Diego Brandão.

 

Porta-Voz da Polícia Rodoviária Federal - Diego Brandão: Com previsão de chuva para praticamente todo o território nacional a atenção é redobrada. Você tem uma condição climática adversa mesmo, que prejudica a visibilidade, a aderência do seu veículo ao solo, ao asfalto. Então, é muito importante que, além da atenção redobrada nesse momento de chuva, você tenha o seu equipamento revisado: pneu, farol, vidro, limpador, né, devem estar 100% para que você tenha uma viagem mais tranquila.

 

Repórter Pablo Mundin (ao vivo): No último feriado, por exemplo, de 12 de outubro, foram registrados nas rodovias federais mais de 1.200 acidentes e 82 pessoas morreram. Eu continuo por aqui e daqui a pouco volto com mais informações para quem vai aproveitar esse feriadão. É com vocês aí no estúdio.

 

Nasi: Então, é isso. A gente volta daqui a pouco com o repórter Pablo Mundin para saber como vai ser o movimento nos aeroportos.

 

Gabriela: E nesse feriado de Finados, muitas crianças e adolescentes são encontrados nos cemitérios limpando túmulos, vendendo flores e velas.

 

Nasi: É, são atividades proibidas para os menores de 18 anos, e estão no rol das piores formas de trabalho infantil por conta do esforço físico intenso, do risco de contágio e de acidentes psíquicos.

 

Gabriela: Por isso, o Ministério do Trabalho vai aproveitar o feriado para intensificar o combate a esse tipo de atividade.

 

Nasi: As fiscalizações vão acontecer amanhã com a ajuda dos Conselhos Tutelares e prefeituras de todo o país.

 

Gabriela: Tudo pronto para a aplicação das primeiras provas do Enem. É o que diz o Ministério da Educação.

 

Nasi: E você, estudante, também já está preparado?

 

Gabriela: É, Nasi, quem vai fazer a prova no próximo domingo tem que ficar atento a vários detalhes: horários, documentos, materiais para fazer as provas...

 

Nasi: Até porque, hoje o Ministério fez um alerta: muitos estudantes esqueceram de fazer a confirmação de recebimento do cartão de inscrição pela internet.

 

Repórter Gabriela Noronha: Uma prova com dimensões continentais do tamanho do Brasil. A comparação foi feita pela presidente do Inep, Maria Inês Fini, nesta quarta-feira, durante a apresentação dos principais números do Enem 2017. Para se ter uma ideia da dimensão, quase 7 milhões de pessoas estão inscritas para fazer o exame este ano. São mais de 12 mil locais de aplicação, em 1.725 municípios. E para impedir qualquer tentativa de fraude no Enem, o Ministério da Educação e o Inep, responsáveis pelo exame, reforçaram a segurança. Neste ano haverá um monitoramento especial de segurança para detectar o uso de pontos eletrônicos. Além disso, todos os locais de prova terão detectores de metal na entrada e saída dos banheiros. E quem for fazer o exame neste domingo deve ficar atento aos documentos e materiais necessários. O ministro da Educação recomenda tranquilidade e cita alguns cuidados que os estudantes devem tomar antes das provas.

 

Ministro da Educação - Mendonça Filho: A recomendação é de tranquilidade aos jovens, aqueles que precisam ainda finalizar alguns aspectos com relação aos estudos, que o façam ao longo da semana, levem em consideração aspectos com relação onde se mora e de onde vai se deslocar no dia da prova até o local de aplicação para que não se chegue de última hora.

 

Repórter Gabriela Noronha: Todos os participantes do Enem devem consultar o cartão de confirmação de inscrição para saber local e horários das provas. Segundo o Inep, a quatro dias da prova, 30% dos inscritos ainda não acessaram o documento disponível na página do participante na internet. Por isso, Maria Inês Fini, presidente do Inep, diz que o instituto começou a enviar mensagens de alerta para esses candidatos.

 

Presidente do Inep - Maria Inês Fini: A partir de hoje, esses restantes, quase 30%, receberão um e-mail alertando-os para que consultem esse cartão para saber o local de prova.

 

Repórter Gabriela Noronha: O brasiliense João Vitor Madeira tem 17 anos e o sonho de cursar medicina em uma universidade pública. Para isso, encarou uma rotina de estudos intensa desde o primeiro ano do ensino médio e se diz preparado para a prova de domingo.

 

Estudante - João Vitor Madeira: Sempre tem aquele nervosismo, né, mas no final, quando vai chegando, aproximando a prova, a gente tenta dar uma relaxada. E se Deus quiser vai dar tudo certo.

 

Repórter Gabriela Noronha: A primeira parte da prova do Enem será aplicada neste domingo a partir de 13h, horário de Brasília. Nas regiões do Brasil que estão sob fuso horário diferente da capital, os candidatos devem ficar atentos às mudanças de horários. Reportagem, Gabriela Noronha.

 

Gabriela: 19h14, no horário brasileiro de verão.

 

Nasi: Uma doença silenciosa... É a hepatite C.

 

Gabriela: E o Brasil é referência no tratamento.

 

Nasi: Daqui a pouco vamos detalhar para você o plano lançado hoje para eliminar a doença no país.

 

Gabriela: Mais de um milhão de propriedades rurais já foram visitadas pelos recenseadores do Censo Agro 2017.

 

Nasi: O censo está coletando informações como tamanho das propriedades, características do pessoal ocupado, emprego de irrigação e uso de agrotóxicos.

 

Gabriela: Os dados vão ajudar a formular políticas públicas para o setor agropecuário.

 

Repórter Natália Koslyk: De porta em porta nas propriedades rurais do Distrito Federal e cidades do entorno para coletar os dados que vão subsidiar o Censo Agro 2017. Desde o início de outubro, assim é o trabalho de Iron Gonçalves Fontes, recenseador do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

 

Recenseador - Iron Gonçalves Fontes: Nos apresentamos, apresentamos o censo para o produtor e pedimos a colaboração dele. São perguntas bem detalhadas, voltadas sempre ao estabelecimento. Voltada à produção dele, à criação dele.

 

Repórter Natália Koslyk: Nesta quarta-feira, uma das propriedades visitadas foi a de D. Francisca Inês. Há 11 anos, ela e a família deixaram a cidade para tentar a vida no meio rural, em Planaltina, no Distrito Federal. Desde que se mudou para o campo, a agricultora familiar conta que faz questão de contribuir com as pesquisas.

 

Agricultora Familiar - D. Francisca Inês: Saber do nosso mundo aqui, do que a gente faz, do que dá certo. É muito importante. É bem gratificante da gente saber que a gente está colaborando com alguma coisa de alguma forma para melhorar, né?

 

Repórter Natália Koslyk: A coleta de dados do Censo Agro é digital e monitorada via internet. No primeiro mês de coleta já foram realizadas mais de um milhão de visitas em todo o país. Um número positivo, de acordo com João Alves de Lima, coordenador técnico do Censo Agropecuário no Distrito Federal.

 

Coordenador Técnico do Censo Agropecuário no Distrito Federal - João Alves de Lima: Os resultados estão sendo bastante positivos. No Brasil, até o momento, cerca de 20% dos estabelecimentos que a gente estima visitar, identificar ao longo da operação, já foram identificados e já foram pesquisados.

 

Repórter Natália Koslyk: Para o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, o 10º Censo Agropecuário do IBGE vai levantar informações detalhadas do setor rural e ajudar a criar políticas públicas voltadas para o setor.

 

Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - Blairo Maggi: Esperamos que esse Censo Agropecuário venha trazer a realidade do campo nesse momento. Eu tenho certeza que virão grandes mudanças e grandes alternativas, e que vai ajudar o governo como um todo a planejar o futuro da agropecuária no Brasil, não só saber o que nós consumimos, o que nós temos nas propriedades, mas direcionar para novos mercados que poderão vir para frente.

 

Repórter Natália Koslyk: As visitas seguem até fevereiro de 2018. Nesse período, quase 19 mil recenseadores vão visitar mais de 5 milhões de propriedades rurais em todo o país. Reportagem, Natália Koslyk.

 

Nasi: Uma doença que pode ficar anos sem apresentar sintomas. Assim é a hepatite C, uma infecção causada por um vírus e que ataca o fígado.

 

Gabriela: Formas para eliminar a doença em todo o mundo foram discutidas hoje, na Cúpula Mundial de Hepatites em São Paulo.

 

Nasi: O Brasil é considerado referência mundial no tratamento e pode eliminar a doença até 2030.

 

Gabriela: Isso porque vai ampliar e melhorar o acesso ao tratamento. A expectativa é tratar mais de 650 mil pessoas nos próximos anos.

 

Repórter José Luiz Filho: As hepatites virais são silenciosas e devastadoras nos casos mais graves, mas é possível se proteger. A médica hepatologista Regina Gomes explica que o tipo B tem vacina e o C tratamento e grande chance de cura.

 

Médica Hepatologista - Regina Gomes: Quando causam os sintomas, os sintomas já estão relacionados a uma doença avançada do fígado. E os tratamentos atuais, eles podem evitar chegar nessa fase.

 

Repórter José Luiz Filho: Ações para controlar e quem sabe eliminar a doença estão sendo debatidas na Cúpula Mundial de Hepatites em São Paulo entre autoridades e especialistas de mais de cem países. Para Raquel Peck, diretora de uma organização internacional que reúne cerca de 250 ONGs, a cúpula direciona políticas públicas para a erradicação das hepatites, uma área em que o Brasil é referência, segundo ela.

 

Diretora de Organização Internacional - Raquel Peck: Foi o país que primeiramente lançou uma resolução na OMS, lançou outra em 2014. Então, o Brasil realmente é um dos países, assim, campeões dessa luta contra as hepatites C'.

 

Repórter José Luiz Filho: Anfitrião da cúpula mundial, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, apresentou as ações brasileiras. A principal delas é o Plano Nacional para a Eliminação da Hepatite C até 2030, com oferta de tratamento para todos os infectados a partir de 2018.

 

Ministro da Saúde - Ricardo Barros: Faremos agora a compra de tratamento e não de medicamentos. Portanto, os laboratórios podem se credenciar e receberão a lista dos pacientes. Quando trouxerem o atestado de cura recebem o pagamento de, no máximo, US$ 3 mil por tratamento, que já é metade do que nós pagamos este ano de 2017.

 

Repórter José Luiz Filho: Cinquenta e sete mil pacientes já foram tratados contra a hepatite C pelo SUS. Janete Alvim, soro positiva desde 1990, também contraiu o vírus da hepatite C e se curou com o tratamento na rede pública.

 

Ex-portadora de Hepatite C - Janete Alvim: Todo feito pelo SUS, porque senão for pelo SUS a gente não tem condições financeiras de pagar.

 

Repórter José Luiz Filho: Só este ano, já foram distribuídos pelo governo federal 7 milhões de testes de diagnósticos de hepatite, e no ano que vem serão mais 12 milhões. Reportagem, José Luiz Filho.

 

Gabriela: 19h20 no horário brasileiro de verão.

 

Nasi: E, agora, voltamos a falar com o repórter Pablo Mundin, ao vivo. Se nas rodovias o movimento para o feriado já é grande, nos aeroportos de todo o Brasil não é diferente. Não é isso mesmo, Pablo?

 

Repórter Pablo Mundin (ao vivo): Exatamente, Nasi. Segundo a Secretaria de Aviação Civil, mais de 3 milhões de passageiros devem passar pelos 15 principais aeroportos brasileiros, responsáveis por 80% da movimentação. O pico de circulação deve ocorrer hoje, com quase 500 mil viajantes. E para a viagem ser tranquila a recomendação é que os passageiros cheguem com uma hora e meia de antecedência para voos domésticos e duas horas e meia para os internacionais. Os passageiros devem ficar atentos aos horários dos voos, partidas e conexões, pois os bilhetes de passagem são emitidos no horário local. Lembrando que a bagagem de mão passou de 5 para, no mínimo, 10 quilos, conforme as novas regras da ANAC, a Agência Nacional de Aviação Civil. Boa viagem a todos. Bom feriado. Segue com vocês aí no estúdio.

 

Gabriela: Obrigada, Pablo Mundin, pelas informações, ao vivo, aqui na Voz do Brasil.

 

Nasi: Monitorar plantas e animais em todas as unidades de conservação do país.

 

Gabriela: A ideia é saber os impactos da ação do homem e das mudanças climáticas sobre os biomas.

 

Repórter João Pedro Neto: Acompanhar de perto toda a riqueza e a evolução dos animais e das plantas nas unidades de conservação federais de uma forma sistematizada. Esse é o objetivo do Monitora, o Programa Nacional de Monitoramento da Biodiversidade, criado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, o ICMBio. Antes, cada unidade de conservação fazia o seu próprio monitoramento. Agora, a metodologia foi padronizada e os levantamentos serão feitos com o mesmo grupo de espécies em todas as unidades. Com o novo programa, qualquer pessoa pode contribuir com a coleta de dados. Segundo Onildo Marini Filho, analista ambiental do ICMBio, a ideia é estimular a participação de comunidades locais.

 

Analista Ambiental do ICMBio - Onildo Marini Filho: A gente mostra como é que funciona o método de captura, a metodologia de amostragem, e eles vão lá e, com uma máquina fotográfica, eles conseguem mandar para a gente as fotografias, e a gente consegue chegar no nível de espécie.

 

Repórter João Pedro Neto: Atualmente, são 326 unidades de conservação federais gerenciadas pelo ICMBio. Nesse estágio básico do programa vão ser acompanhados animais e plantas com grande importância para os ecossistemas, como explica Marcelo Reis, bolsista do ICMBio.

 

Bolsista do ICMBio - Marcelo Reis: Foram escolhidos quatro alvos principais, que são borboletas frugívoras, plantas lenhosas, né, as árvores, aves que são de chão, aves terrestres, né, e mamíferos de grande e médio porte.

 

Repórter João Pedro Neto: Com o monitoramento será possível verificar, por exemplo, os impactos da ação do homem e das mudanças climáticas. Os resultados podem servir de base para a formulação de políticas públicas. Reportagem, João Pedro Neto.

 

Nasi: O presidente Michel Temer lamentou o ataque terrorista ocorrido ontem, em Nova York, nos Estados Unidos.

 

Gabriela: Um homem avançou com uma caminhonete sobre uma ciclovia. Oito pessoas morreram e outras dezoito ficaram feridas.

 

Nasi: Pelas redes sociais, o presidente Temer diz estar profundamente consternado que o terror tenha voltado a atacar a cidade norte-americana.

 

Gabriela: E essas foram as notícias do governo federal.

 

Nasi: Fique agora com o Minuto do TCU e, em seguida, as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Uma boa noite.

 

Gabriela: Amanhã, feriado, não tem a Voz do Brasil. A gente volta na sexta. Bom feriado para você e até lá.

 

"Brasil, ordem e progresso".