02 de fevereiro de 2018

Destaques da Voz do Brasil: Mais uma etapa das obras de transposição do Rio São Francisco concluída. Presidente Michel Temer aciona mecanismo que vai levar, até o final do ano, água para 7 milhões de pessoas em Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte. Presidente afirma que governo aumentou recursos para garantir integração. Brasil deve registrar cerca de 1,2 milhão de casos de câncer nos próximos 2 anos. Políticas do governo e mudanças na rotina da população podem reduzir e evitar a doença. Micro e pequenas empresas recebem financiamento recorde do BNDES.

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Transcrição


Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá, boa noite.

 

Nasi: Boa noite pra você que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia. Mais uma etapa das obras de transposição do Rio São Francisco concluída.

 

Gabriela: Presidente Michel Temer aciona mecanismo que vai levar até o final do ano água para 7 milhões de pessoas em Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte.

 

Nasi: E o presidente afirma que o Governo aumentou recursos para garantir a integração.

 

Presidente Michel Temer: As obras estavam paralisadas, o que nós fizemos foi aportar recursos, e recursos altos, chega a quase R$ 1 bilhão o que foi aportado nas várias obras da transposição.

 

Gabriela: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Nasi: Brasil deve registrar cerca de 1,2 milhão de casos de câncer nos próximos dois anos.

 

Gabriela: Políticas do Governo e mudanças na rotina da população podem reduzir e evitar a doença.

 

Nasi: Micro e pequenas empresas recebem financiamento recorde do BNDES. Gabriela Noronha.

 

Repórter Gabriela Noronha: O BNDES liberou em 2017 quase R$ 30 bilhões em créditos.

 

Gabriela: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil, Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Nasi: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Gabriela: O sonho de ver a água jorrar no sertão nordestino está perto de se tornar realidade para mais de 7 milhões de moradores dos estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte.

 

Nasi: É que hoje o presidente Michel Temer acionou em Cabrobó, Pernambuco, a segunda estação de bombeamento de água do eixo norte das obras de transposição do Rio São Francisco.

 

Gabriela: A estação faz parte do programa Agora é Avançar, criado pelo Governo para retornar e concluir mais de 7 mil obras em todo o país.

 

Nasi: No total, a transposição do rio vai beneficiar 12 milhões de pessoas em 390 municípios.

 

Gabriela: A repórter Luana Karen foi até Cabrobó e traz os detalhes.

 

Repórter Luana Karen: Toneladas de concreto e aço. Dutos, bombas que fazem a água subir montanha e um rio, antes distante, que agora virou vizinho. Uma engenharia de primeira, que só vai fazer sentido para a aposentada Maria do Socorro de Carvalho quando a água chegar no quintal da casa dela. Morando há 45 anos na área rural de Cabrobó, município pernambucano há mais de 500 quilômetros de Recife, dona Socorro ainda se lembra de quando a chuva era visitante frequente. Agora, está para mais de quatro anos que não cai uma gota do céu, e a esperança de voltar a plantar está nas águas do São Francisco.

 

Aposentada - Maria do Socorro de Carvalho: Se liberar a água, a gente vai trabalhar, fazer por onde, aumentar e prosperar alguma coisa, né?

 

Repórter Luana Karen: O eixo norte da transposição do São Francisco tem 260 quilômetros de extensão, divididos em dois trechos. O ministro da Integração Nacional, Hélder Barbalho, comenta.

 

Ministro da Integração Nacional - Hélder Barbalho: A partir de agora, as águas seguem no rumo da Estação de Bombeamento número 3. A partir da Estação de Bombeamento 3, as águas do São Francisco estarão chegando ao estado do Ceará.

 

Repórter Luana Karen: O presidente Michel Temer acionou a segunda estação de bombeamento do eixo norte. Com a água jorrando morro acima, as obras da transposição estão mais próximas do fim. O projeto vai dar segurança hídrica para mais de 12 milhões de pessoas, em 390 municípios nordestinos.

 

Presidente Michel Temer: Neste governo de um ano e oito meses, nós rompemos com uma cultura que é muito tradicional na nossa atividade administrativa: quem chega não quer continuar ou não quer prestigiar as obras adequadas que se iniciaram no passado. O que nós fizemos foi aportar recursos, quase R$ 1 bilhão que foi aportado nas várias horas aqui da transposição.

 

Repórter Luana Karen: Ulisses Aleixo Filho pilota a ambulância que atende os moradores da transposição. Nascido e criado em Salgueiro, durante um bom tempo teve de se virar longe de casa, onde tinha oportunidade de emprego. Com o início da obra, não pensou duas vezes: agarrou a chance e voltou para casa.

 

Motorista - Ulisses Aleixo Filho: A obra já está sendo concluída e vai trazer um benefício de irrigação para todos nós, né, acabando com a fome, com a sede, a miséria da nossa região.

 

Repórter Luana Karen: Durante o evento, o Governo Federal também assinou ordem de serviço no valor de R$ 6,5 milhões para o início da obra de recuperação e modernização da Barragem Barra do Juá, localizada no município pernambucano de Floresta. A barragem faz parte do eixo leste do projeto de integração do São Francisco. Reportagem, Luana Karen.

 

Nasi: E o presidente Michel Temer defendeu mais uma vez a necessidade de aprovação da reforma da Previdência.

 

Gabriela: Para o presidente, a reforma vai tornar a Previdência mais igualitária, com benefício igual para todos.

 

Presidente Michel Temer: A única coisa que vamos fazer é o seguinte, olha aqui: o trabalhador privado tem um teto, uma Previdência Social, que hoje é de R$ 5.645. Nós queremos igualar os trabalhadores públicos, que, muitas vezes se aposentam com R$ 30 mil, R$ 33 mil, R$ 20 mil, R$ 25 mil, nós queremos equiparar com os trabalhadores da iniciativa privada, ou seja, todos vão se aposentar com R$ 5.645, inclusive a classe política.

 

Nasi: Temer lembrou que o rombo na Previdência chegou a quase R$ 270 bilhões no ano passado. Para este ano, a previsão é de um déficit de R$ 330 bilhões.

 

Gabriela: Para Temer, sem a reforma, o Governo vai ter dificuldades para pagar salários de funcionários públicos e até mesmo as aposentadorias e pensões no futuro.

 

Presidente Michel Temer: Num dado momento, a União Federal, os estados, não vão ter como pagar o aposentado, não vão ter como pagar as pensões, não vão ter como pagar os vencimentos dos servidores públicos. E não são palavras que eu estou dizendo, são gestos concretos. O que nós estamos fazendo hoje é fazer uma reforma até razoavelmente suave, para prevenir o futuro.

 

Nasi: O Governo está mais otimista com a economia este ano e aumentou a projeção de crescimento do país.

 

Gabriela: O Produto Interno Bruto, que é a soma de todas as riquezas produzidas no Brasil, passou de 2,5% para 3%.

 

Nasi: O Ministério do Planejamento também anunciou hoje que vai bloquear parte das despesas previstas no orçamento, para evitar que o saldo negativo das contas públicas seja maior do que o aprovado pelo Congresso Nacional, R$ 159 bilhões.

 

Repórter Paulo La Salvia: Mais riqueza em 2018. O Ministério do Planejamento mudou a projeção de crescimento da economia. No lugar dos 2,5%, a equipe econômica trabalha oficialmente agora com 3% de alta no PIB, que é a soma de tudo que é produzido no país. O Governo também congelou R$ 16,2 bilhões em gastos no orçamento. Mas tudo vai depender da privatização da Eletrobras. Do valor total contingenciado, R$ 8 bilhões estão relacionados à estatal de energia. O governo congelou os recursos como precaução, é a chamada reserva de contingência, segundo o ministro do Planejamento, Diogo Oliveira.

 

Ministro do Planejamento - Diogo Oliveira: Nós temos um pouco de preocupação, não pela realização em si do processo de capitalização da Eletrobras, mas, principalmente, pelo tempo. O calendário de realização da Eletrobras está sendo finalizado em dezembro e, portanto, nós temos um pouco de cautela com isso, e decidimos bloquear essa despesa relativa a essas receitas, até que tenhamos uma avaliação de maior segurança de que o calendário realmente será cumprido dentro desse ano.

 

Repórter Paulo La Salvia: Os outros R$ 8,2 bilhões podem ser liberados durante o ano, mas isso depois de o Congresso aprovar um projeto que prevê a realocação dos recursos para diferentes áreas. Segundo o Ministério do Planejamento, o Governo vai gastar menos com seguro-desemprego, já que o mercado de trabalho apresenta melhoras, e com benefícios do INSS, porque o reajuste foi menor. Mas também vai arrecadar menos. Isso porque o Congresso não aprovou a tributação de grandes investidores. Mas, na ponta do lápis, a regra do teto de gastos vai ser cumprida em 2018. Reportagem, Paulo La Salvia.

 

Gabriela: E o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que esses recursos podem ser desbloqueados durante o ano.

 

Nasi: Isso porque o Governo deve arrecadar mais.

 

Ministro da Fazenda - Henrique Meirelles: Nós estamos no início do ano, a arrecadação está crescendo e nós precisamos de aguardar a evolução da arrecadação para ver se é possível o desbloqueio desses recursos. Além do mais, tem a questão da Eletrobras, que, evidentemente, os recursos aí são contingentes à aprovação da Eletrobras e a arrecadação.

 

Gabriela: De todo o dinheiro emprestado pelo BNDES no ano passado, para financiar empreendimentos econômicos, mais de 40% foi para pequenas e microempresas.

 

Nasi: Foram quase R$ 30 bilhões em créditos, um recorde.

 

Repórter Gabriela Noronha: Há mais de dez anos, a rotina da brasiliense Lívia Cordeiro, é assim: enquanto os alunos suam a camisa na academia dela, ela corre contra o tempo para administrar a papelada do negócio. A professora de educação física virou empresária para ajudar o marido. Hoje, o casal administra uma academia no Distrito Federal com 240 alunos. Lívia explica que, mesmo com o sucesso do empreendimento, as dificuldades existem e todo ano eles recorrem a novos financiamentos.

 

Professora - Lívia Cordeiro: A gente precisa estar renovando, reformando todo ano a academia, pintura nova, equipamentos novos, porque senão o cliente sai, vai para outra que já está mais novinha, que abriu agora. Só para gente manter o cliente.

 

Repórter Gabriela Noronha: E para ajudar micro e pequenas empresas, como a da Lívia, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o BNDES, liberou em 2017 quase R$ 30 bilhões em créditos. O valor representa 42% do total financiado pelo banco e é um recorde histórico de participação de empresas desse porte. Para o presidente do BNDES, Paulo Rabelo de Castro, esse aumento é reflexo de uma melhora no cenário econômico do país.

 

Presidente do BNDES - Paulo Rabelo de Castro: As micro, pequenas e médias empresas estão atentas a um novo momento da economia, em que o desemprego cai, em que as encomendas começam a aumentar e que os diversos setores da economia estão respondendo positivamente.

 

Repórter Gabriela Noronha: De acordo com Guilherme Afif Domingos, presidente do Sebrae Nacional, Serviço Brasileiro de apoio às Micro e Pequenas Empresas, este aumento de crédito do BNDES é importante, já que, segundo ele, cada vez mais as micro e pequenas empresas vêm desempenhando um papel fundamental na economia do país.

 

Presidente do Sebrae Nacional - Guilherme Afif Domingos: São elas hoje as geradoras do emprego, são elas hoje que distribuem melhor a renda, e hoje o empreendedorismo está em plena ascensão.

 

Repórter Gabriela Noronha: O assessor da presidência do Sebrae, Carlos Baião, ressalta que os empréstimos do BNDES são mais atrativos e oferecem melhores condições para o pequeno empresário expandir.

 

Assessor da presidência do Sebrae - Carlos Baião: O BNDES é uma fonte pública de recursos para crédito e financiamento, com os melhores custos de dinheiro no mercado. Ele dispõe de recursos financeiros, que eles passam para os seus agentes, que têm condições de emprestar em muito melhores condições, pelo ponto de vista de prazo e de custo das taxas cobradas do pequeno empresário.

 

Repórter Gabriela Noronha: Carlos Baião disse também que a ideia é aumentar essa oferta de financiamentos em 2018. Segundo ele, um novo acordo firmado entre o Sebrae e o BNDES deve disponibilizar R$ 6 bilhões para cerca de 280 mil negócios de menor porte em um prazo de dois anos. Reportagem, Gabriela Noronha.

 

Gabriela: 19h13 no horário brasileiro de verão.

 

Nasi: O Brasil deve registrar cerca de 1,2 milhões de casos de câncer nos próximos dois anos.

 

Gabriela: Daqui a pouco a gente traz os detalhes das políticas do Governo para reduzir esses casos e quais mudanças na rotina ajudam a evitar a doença.

 

Nasi: Você já pensou em produzir a própria energia elétrica?

 

Gabriela: Cada vez aumenta mais o número de brasileiros produzindo energia em casa, diminuindo a conta de luz, ao mesmo tempo em que ajuda o meio ambiente.

 

Nasi: A fonte mais utilizada é a solar.

 

Gabriela: E a Aneel, a Agência Nacional de Energia Elétrica, explica as normas e dá dicas para quem tem interesse em começar a própria produção.

 

Repórter Raíssa Lopes: O consumo de energia elétrica do bancário Rafael Rezende é grande. No meio do ano passado, decidiu instalar painéis solares em casa para diminuir a conta de luz. Desde então, consome energia que ele mesmo gera. A conta de luz abaixou consideravelmente e Rafael ainda ajuda o meio ambiente.

 

Bancário - Rafael Rezende: Minha casa tinha um consumo de 900 Kwh-hora, 800 Kwh-hora, e mantive esse consumo, só que agora reduzi em torno de R$ 700, R$ 600 da minha conta. É uma energia limpa e é muito simples, e cada casa que tem um telhado, você podia estar gerando energia da própria casa.

 

Repórter Raíssa Lopes: Rafael é um consumidor gerador de energia. Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica, a Aneel, há mais de 21 mil conexões de micro e minigeração de energia instaladas no país. Quase 100% delas solares. A energia produzida pode ser consumida imediatamente. O que não for usado vai para a rede de distribuição local e vira crédito, que pode ser usado em até cinco meses, investimento que vale a pena para o consumidor e também ajuda o sistema elétrico do país, como conta o diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino.

 

Diretor-geral da Aneel - Romeu Rufino: É um investimento que ele se paga a algo em torno de seis anos, e ele tem uma duração de algo em torno de 25 anos. Para o sistema, tem também a vantagem de evitar as perdas, né? Perde menos energia no processo.

 

Repórter Raíssa Lopes: O consumo residencial é responsável por quase 60% dessas pequenas conexões, mas alguns prédios comerciais e do Governo também produzem a própria energia. É o caso da sede do Ministério de Minas e Energia, em Brasília. Letícia Brum é diretora de uma empresa que faz instalações solares e explica que todos podem ser consumidores geradores.

 

Diretora de empresa - Letícia Brum: Qualquer pessoa, qualquer unidade consumidora, seja ela residência, indústria, comércio, área rural, pode fazer uma instalação fotovoltaica, para gerar a própria energia. Ela, primeiramente, tem que procurar uma empresa especializada, a empresa vai elaborar um projeto e vai submetê-lo à aprovação da concessionária local. Feita a instalação do sistema fotovoltaico no telhado das residências, das unidades consumidoras, e o sistema vai começar a gerar energia de pronto.

 

Repórter Raíssa Lopes: As regras de geração e compartilhamento de energia podem ser encontradas no site da Agência Nacional de Energia Elétrica, aneel.gov.br. Reportagem, Raíssa Lopes.

 

Nasi: Neste domingo, 4 de fevereiro, é o Dia Mundial do Câncer.

 

Gabriela: A data foi criada para reforçar a importância de se ter hábitos saudáveis para prevenir a doença, além do diagnóstico precoce e do tratamento.

 

Nasi: No Brasil, devem ser, só neste ano, 600 mil novos casos da doença.

 

Gabriela: Mas mudanças na rotina podem ajudar a reduzir essas previsões.

 

Repórter Raquel Mariano: Receber a notícia de um diagnóstico de câncer não é fácil. Foi o que aconteceu com a cabeleireira Fabiane Monteiro. Diagnosticada com câncer de mama e em tratamento há dois anos, ela criou um grupo para ajudar outras pessoas que também têm que lidar com a doença.

 

Cabeleireira - Fabiane Monteiro: Que eu fiquei meio depressiva, como eu tenho filhos em casa eu achei que eu fosse morrer, meus filhos vão ficar aí... A primeira coisa que a gente pensa é isso, a gente associa muito o câncer à morte. Mas assim, eu passei bem por essa experiência e hoje eu posso falar que o câncer não é um ponto final, o câncer é só uma vírgula.

 

Repórter Raquel Mariano: Assim como Fabiane, só em 2018 o Brasil deve registrar 600 mil novos casos da doença. É o que revela uma pesquisa divulgada nesta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Câncer, o Inca. De acordo com o estudo, o tipo com maior incidência no país será o de pele não melanoma, que é o menos letal. Entre as mulheres, os tipos mais comuns serão de mama, intestino, colo do útero e pulmão. Entre os homens, próstata, pulmão, intestino e estômago. De acordo com o Inca, motivos, como histórico familiar e exposições aos fatores de risco, estão entre as principais causas de câncer. Mas pequenas mudanças adotadas na nossa rotina podem prevenir cerca de um terço dos casos. São hábitos como não fumar, reduzir a ingestão de carne vermelha, comer alimentos frescos, orgânicos e menos processados. O diretor-geral substituto do Inca, Gélcio Mendes, também ressalta que o Governo Federal vem adotando diversas medidas para diminuir o número de casos da doença.

 

Diretor-geral substituto do Inca - Gélcio Mendes: A abstenção do tabagismo, nós esperamos diminuir o surgimento de novos casos de câncer de pulmão, da garganta, da bexiga. Exposição ao sol, a gente sabe que a exposição ao sol é um fator de risco para o câncer de pele. A exposição ao HPV é um fator de risco para o câncer de colo de útero. E a gente vem acompanhando com muito interesse a expansão da vacinação contra o HPV, primeiro em meninas e agora se estendendo também para meninos. Então, essas são estratégias que nós esperamos diminuir o número de casos novos.

 

Repórter Raquel Mariano: A pesquisa do Inca aponta que, em 2019, o número de casos de câncer no país deve seguir a tendência de 2018, apresentando mais 600 mil novos casos da doença. De acordo com o Inca, os dados são importantes para que gestores de saúde possam elaborar ações de prevenção, detecção precoce e tratamento do câncer. Reportagem, Raquel Mariano.

 

Nasi: E para ampliar o acesso ao tratamento de câncer em todo o país, o Ministério da Saúde anunciou hoje a distribuição de novos aceleradores lineares, aparelhos usados na radioterapia.

 

Gabriela: A meta é que, até 2019, todos os aparelhos entregues estejam em funcionamento.

 

Nasi: No total, os investimentos chegam a R$ 500 milhões.

 

Repórter Nei Pereira: Pouco depois das 8h da manhã, a dona de casa Maria Dorrane de Souza já estava no Hospital Universitário de Brasília para a última das 26 sessões de radioterapia que teve que passar. Há oito meses, ela luta contra um câncer de colo de útero. Todo o tratamento, que incluiu quimioterapia, foi feito pelo Sistema Único de Saúde.

 

Dona de Casa - Maria Dorrane de Souza: Eu fiz a quimio, terminei quarta-feira passada, hoje é minha última radioterapia e, semana que vem, eu começo a braquioterapia, com todas as condições, aqui tem para o atendimento, excelentes condições.

 

Repórter Nei Pereira: O aparelho de radioterapia que a dona de casa fez o tratamento foi fornecido pelo Ministério da Saúde, por meio do Plano de Expansão da Radioterapia. Com a chegada do equipamento, no final do ano passado, a média de atendimentos no hospital subiu de 45 pacientes por dia para 60, e a meta é chegar a 110 quando o aparelho estiver funcionando com a capacidade máxima. Segundo o médico oncologista do Hospital Universitário de Brasília, Augusto Portieri, a radioterapia aumenta as chances de cura do câncer.

 

Médico oncologista - Augusto Portieri: Antigamente, a gente tratava muito as doenças apenas dentro do contexto cirúrgico. Então, com a evolução do tratamento, a gente entendeu que a cirurgia mais a radioterapia foi melhor. Alguns pacientes, com tratamento quimioterápico. Então, a gente combinou o tratamento de radioterapia com quimio e melhorou os resultados. Então a radioterapia, ela é fundamental dentro do contexto do tratamento oncológico.

 

Repórter Nei Pereira: E o Ministério da Saúde anunciou nesta sexta-feira a inclusão de mais 36 aparelhos no Plano de Expansão da Radioterapia. Com isso, o programa vai entregar até o ano que vem 140 aparelhos e garantir a cobertura no SUS de mais de 70 milhões de brasileiros. O maior número de equipamentos é importante para cumprir a lei, que obriga o tratamento do câncer pelo SUS num prazo de até 60 dias após o diagnóstico, como explica o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

 

Ministro da Saúde - Ricardo Barros: Nós estamos atendendo 74% das pessoas dentro do prazo da lei e só poderemos atender a todos com a implantação desses equipamentos. Quimioterapia nós temos mais facilidade de estruturar, mas a radioterapia depende de construção, instalação, porque são equipamentos que nós precisamos cuidar, para que a radiação deles não vaze, não afete as pessoas. Então, nós temos um esforço muito grande. Mas esses 140 novos equipamentos, somados aos que já temos, são suficientes para dar cobertura a todos os 150 milhões de brasileiros que dependem exclusivamente do SUS.

 

Repórter Nei Pereira: O Ministério da Saúde investiu cerca de R$ 500 milhões na aquisição e instalação de 100 aceleradores lineares. Os outros 40 serão adquiridos com recursos de convênios. Atualmente, o Brasil possui 243 aparelhos na rede pública em funcionamento. Até 2019, o país passará a ter 331 equipamentos. Reportagem, Nei Pereira.

 

Gabriela: 19h22 no horário brasileiro de verão.

 

Nasi: Os MEIs, microempreendedores individuais, que estavam em situação irregular na Receita Federal e não se regularizaram perderam hoje o CNPJ.

 

Gabriela: O cancelamento se refere aos MEIs intimados em outubro do ano passado. O prazo para regularização terminou no último dia 31 de janeiro.

 

Nasi: A baixa definitiva do CNPJ não pode ser revertida e os débitos migram automaticamente para o CPF do microempreendedor.

 

Gabriela: Para continuar a exercer alguma atividade econômica formalmente, o MEI deve solicitar um novo CNPJ.

 

Nasi: Agentes penitenciários, policiais civis, militares e do Corpo de Bombeiros, e da Guarda Municipal de todo país, têm até amanhã para fazer a inscrição em cursos de capacitação.

 

Gabriela: O Ministério da Justiça oferece vagas para 57 cursos, que vão desde polícia comunitária até inglês e Libras, todos de graça.

 

Repórter Raquel Mariano: As capacitações são feitas pela internet e as aulas vão ocorrer no período de 5 de março a 9 de abril. O diretor de Ensino e Pesquisa, do Ministério da Justiça, Rinaldo de Souza, destaca que a meta é abordar diversos assuntos de interesse das corporações e da população.

 

Diretor de Ensino e Pesquisa - Rinaldo de Souza: O objetivo dos cursos é ampliar a formação dos profissionais em segurança pública, para que melhorem sua possibilidade de atuação.

 

Repórter Raquel Mariano: Além de aperfeiçoar os profissionais, os cursos podem ser usados como requisitos para progressão na carreira. O escrivão da Polícia Civil de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, Marcelo Saraiva, já participou de 36 capacitações e sabe muito bem da importância dessa formação extra para evoluir na profissão.

 

Escrivão - Marcelo Saraiva: A gente tem que estar sempre se atualizando, sempre conhecendo novas metodologias, novas regras, novas funções. Então, por exemplo, técnicas novas, que são técnicas de aperfeiçoamento, que aprendemos nesses cursos, que a gente depois passa a aplicar no nosso dia a dia, na função policial.

 

Repórter Raquel Mariano: Os cursos têm duração de 40 e de 60 horas. Os interessados devem se inscrever pela internet, na página ead.senasp.gov.br. Reportagem, Raquel Mariano.

 

Gabriela: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Nasi: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Gabriela: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Nasi: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite e bom fim de semana.

 

Gabriela: Uma boa noite para você e até segunda.

 

"Brasil, ordem e progresso".