02 de abril de 2018

Destaques da Voz do Brasil: Exportações em alta. Balança comercial tem saldo positivo de mais de 6 bilhões de dólares em março. E Brasil quer aumentar as vendas lá fora. Presidente Michel Temer participa de encontro com países árabes e afirma que está em busca de novos acordos comerciais. Cai número de mortos e feridos nas estradas federais. Acidentes têm queda de 23% no feriado da Semana Santa. Começou o prazo para pedir isenção da taxa do Enem. E neste ano tem novidade.

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Transcrição

 

Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá, boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você, que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Segunda-feira, 2 de abril de 2018.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia. Exportações em alta. Balança comercial tem saldo positivo de mais de US$ 6 bilhões em março. Paulo La Salvia.

 

Repórter Paulo La Salvia: São 15 meses consecutivos de aumento nas exportações brasileiras.

 

Gabriela: E Brasil quer aumentar as vendas lá fora. Presidente Michel Temer participa de encontro com países árabes e afirma que está em busca de novos acordos comerciais.

 

Presidente Michel Temer: Estamos negociando no Mercosul acordos de livre comércio com a Jordânia e com o Líbano, e retomamos também conversas com o Marrocos e a Tunísia, para fazer acordo de livre comércio. E queremos ampliar, portanto, e diversificar nosso intercâmbio comercial.

 

Nasi: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Gabriela: Cai número de mortos e feridos nas estradas federais. Acidentes têm queda de 23% no feriado da Semana Santa.

 

Nasi: Começou o prazo para pedir isenção da taxa do Enem. E neste ano tem novidade. Luana Karen.

 

Repórter Luana Karen: Quem pediu isenção ano passado, conseguiu e faltou aos dois dias de prova, terá de justificar a ausência para conseguir o benefício de novo.

 

Gabriela: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil, Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Nasi: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Gabriela: A balança comercial brasileira continua em alta. Entre compras e vendas para o mercado externo, o saldo foi positivo em mais de US$ 6 bilhões no mês de março.

 

Nasi: Milho, celulose, tratores, aviões e veículos foram os produtos mais exportados.

 

Repórter Paulo La Salvia: São 15 meses consecutivos de aumento nas exportações brasileiras. No mês passado, foram US$ 20 bilhões vendidos ao exterior, o que representa um crescimento de 9,6% sobre a média de março do último ano. O destaque entre os produtos agrícolas foi o milho, já nos produtos semi-industrializados, a celulose foi a vencedora nas exportações e no caso de industrializados, tratores, aviões e veículos. As importações também cresceram 17% em relação a março de 2017, puxadas pelas compras de combustível, máquinas e equipamentos para aquecer a produção. Para o secretário de Comércio Exterior do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Abrão Neto, comprar mais do exterior revela retomada da economia brasileira.

 

Secretário de Comércio Exterior - Abrão Neto: Valor das importações brasileiras mostra um desempenho saudável e em franca recuperação da economia brasileira, com esse perfil que mostra uma demanda maior brasileira por insumos e bens intermediários, usados para produção industrial e agrícola. Então, é um resultado direto e positivo da nossa economia.

 

Repórter Paulo La Salvia: O saldo positivo na balança comercial também foi registrado nos três primeiros meses deste ano. O superávit chegou a US$ 14 bilhões. Os números levam o Governo a manter a projeção de US$ 50 bilhões de saldo comercial neste ano. Em relação à taxa extra de 10% dos Estados Unidos sobre o alumínio e 25% sobre o aço importados, suspensa, no caso brasileiro, até o fim deste mês, o secretário Abrão Neto espera que a iniciativa norte-americana se torne permanente.

 

Secretário de Comércio Exterior - Abrão Neto: Nós estamos confiantes que o Brasil tornará permanente a sua exclusão dessa sobretaxa, não impactando assim nas nossas exportações. Lembrando que as exportações brasileiras de aço e de alumínio para os Estados Unidos têm um valor muito substancial, que supera US$ 2 bilhões por ano.

 

Repórter Paulo La Salvia: Os principais parceiros comerciais do Brasil no mundo continuam sendo a China em primeiro lugar, seguida pelos Estados Unidos e Argentina. Reportagem, Paulo La Salvia.

 

Gabriela: E o Brasil quer ampliar ainda mais as vendas ao exterior.

 

Nasi: Para isso, encontro em São Paulo quer aumentar as relações comerciais com os países árabes, um grupo de 22 países localizados no norte da África e no Oriente Médio.

 

Gabriela: Juntos, eles representam um mercado de 400 milhões de consumidores.

 

Nasi: Exportamos para lá carnes e outros produtos do agronegócio, e compramos combustíveis e fertilizantes.

 

Gabriela: O presidente Michel Temer participou do encontro e afirmou que o objetivo é ampliar as relações comerciais entre os dois mercados.

 

Repórter Raíssa Lopes: Leila Mohamed tem 23 anos, é filha de libaneses e faz mestrado em gestão internacional. Ela vê muitas semelhanças entre o Brasil e os países árabes.

 

Estudante - Leila Mohamed: Os sírios e os libaneses contribuíram muito para o comércio no Brasil, para o desenvolvimento, assim como os outros imigrantes. Mas eu acho também que tem uma compatibilidade muito grande entre as culturas árabes e a brasileira, e acho que por isso também houve essa boa recepção e esse bom encontro entre os dois. E por isso que acho que sempre as relações políticas também, sempre foram muito boas entre os países árabes e o Brasil.

 

Repórter Raíssa Lopes: Juntos, os 22 países que formam a Liga Árabe, são o quarto maior mercado de produtos brasileiros no exterior. As importações e exportações entre Brasil e os países árabes somaram mais de US$ 20 bilhões em 2017. O Brasil exporta principalmente produtos do agronegócio, como carne e grãos. Só a venda de carne bovina rendeu US$ 983 milhões ao Brasil no ano passado. Os produtos que o Brasil mais compra dos países árabes são os combustíveis e fertilizantes. Mas é possível fazer mais, como afirma o presidente da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Rubens Hannun.

 

Presidente da Câmara de Comércio Árabe Brasileira - Rubens Hannun: Você pode melhorar isso com produtos de valor agregado, como por exemplo, vender carne, mas também vender hambúrguer. E aí, dá para aumentar em termos de cosméticos, têxteis, games. Tem muita tecnologia que a gente pode aumentar esse comércio.

 

Repórter Raíssa Lopes: O presidente da República, Michel Temer, participou nesta segunda-feira da abertura do Fórum Econômico Brasil - Países Árabes, realizado pela Câmara de Comércio Árabe Brasileira, justamente para discutir e ampliar as relações comerciais entre o Brasil e os países árabes. Temer, que é filho de libaneses, lembrou que o Brasil e os países árabes têm parcerias em diversas áreas, mas que ainda é possível ampliar e diversificar o intercâmbio, que no ano passado teve salto de 20%.

 

Presidente Michel Temer: Temos muito, mas queremos fazer mais e devemos fazer mais. Estamos negociando no Mercosul acordos de livre comércio com a Jordânia e com o Líbano, e retomamos também conversas com o Marrocos e a Tunísia, para fazer acordo de livre comércio. E queremos ampliar, portanto, e diversificar nosso intercâmbio comercial. Queremos alavancar nosso fluxo de investimentos.

 

Repórter Raíssa Lopes: O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, também esteve no Fórum. Ele afirmou que o Brasil acaba de sair da maior recessão da história e que deve crescer mais do que o esperado, devido às reformas que o Governo tem realizado.

 

Ministro da Fazenda - Henrique Meirelles: O Brasil cresceu já, em 2017, depois de dois anos de crescimento negativo de 3,5%. Para 2018, a nossa expectativa é um crescimento de 3%.

 

Repórter Raíssa Lopes: O Brasil tem representação em 17 dos 22 países da Liga Árabe. De São Paulo, Raíssa Lopes.

 

Nasi: E da capital paulista, o presidente Michel Temer seguiu para Santos, no litoral do estado, onde participa da abertura do Congresso Estadual de Municípios.

 

Gabriela: A repórter Gabriela Noronha está em Santos e tem ao vivo as informações. Boa noite, Gabriela.

 

Repórter Gabriela Noronha (ao vivo): Boa noite, Gabriela. Boa noite, Nasi. Boa noite a todos os ouvintes da Voz do Brasil. O Congresso Estadual de Municípios, que começa hoje, vai até o dia 7 de abril. Durante o evento, prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e gestores municipais vão participar de debate sobre a administração pública e modernização. A ideia é oferecer ferramentas para que os gestores municipais possam administrar com qualidade e fortalecer a independência e autonomia dos municípios. O presidente Michel Temer já chegou aqui no Centro de Convenções, em Santos, litoral paulista, e logo mais participa da abertura do Congresso. Além do presidente, estão presentes aqui o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, o ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Diogo Oliveira, e o ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência, Carlos Marun. De Santos, São Paulo, Gabriela Noronha.

 

Nasi: E hoje, pela manhã, aqui em Brasília, o presidente Michel Temer deu posse aos novos ministros da Saúde, dos Transportes e também ao presidente da Caixa Econômica Federal.

 

Gabriela: Alguns ministérios estão passando por mudanças de comando. É que no final desta semana termina o prazo final para que ministros que pretendem disputar as eleições deixem os cargos.

 

Repórter Márcia Fernandes: Valter Casimiro assumiu o Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil, no lugar de Maurício Quintela. O novo ministro atuava como diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, o Dnit. Ele afirmou que o objetivo desta gestão é continuar com a entrega das obras.

 

Ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil - Valter Casimiro: O Governo tem entregue bastantes obras, tem os programas do Avançar, tem os projetos de concessão. Então, a ideia é dar continuidade ao trabalho, que nós já tínhamos conhecimento de como é que estava o andamento, para poder fazer as entregas até o final do Governo Temer.

 

Repórter Márcia Fernandes: Já Gilberto Occhi deixou a presidência da Caixa Econômica Federal e assumiu o Ministério da Saúde, que estava no comando de Ricardo Barros. Funcionário de carreira da Caixa há 37 anos, ele já atuou como ministro das Cidades e da Integração Nacional. Gilberto Occhi defendeu a continuidade dos trabalhos no Ministério, para facilitar o acesso da população aos medicamentos e garantir um atendimento mais rápido na rede pública de Saúde.

 

Ministro da Saúde - Gilberto Occhi: A gente quer oferecer maior qualidade, remédios mais baratos para aquelas pessoas mais carentes, ter um atendimento da Saúde que possa atender a todos de maneira mais rápida.

 

Repórter Márcia Fernandes: No lugar de Occhi, quem ocupa a presidência da Caixa Econômica é o ex-vice-presidente de Habitação do banco, Nelson Antônio de Souza. Ele já foi presidente do Banco do Nordeste e trabalha na Caixa Econômica desde 1979.

 

Presidente da Caixa Econômica - Nelson Antônio de Souza: Nós vamos continuar nos grandes programas, como o Minha Casa, Minha Vida, como o financiamento ao crédito habitacional, além do crédito comercial.

 

Repórter Márcia Fernandes: Os ex-ministros pediram para sair do Governo para concorrerem às eleições deste ano. Segundo a Lei, o prazo para deixar os cargos termina no dia 7 de abril. Por isso, outras trocas devem ocorrer ainda nesta semana. Para o presidente Michel Temer, o fundamental neste momento é continuar respeitando as instituições democráticas e a independência dos poderes.

 

Presidente Michel Temer: Acima de todos nós está o país, acima de todos nós estão as instituições. Por isso que eu preservo sempre as instituições. Eu preservo a imprensa livre, prego a todo momento a separação de poderes, a independência, a harmonia entre os poderes, que nós todos passaremos, mas as instituições hão de ficar.

 

Repórter Márcia Fernandes: Outro ministério que vai passar por mudanças é o do Planejamento. Diogo Oliveira deixa o comando da pasta para ocupar a Presidência do BNDES. No lugar dele deve assumir o secretário executivo Esteves Colnago. Reportagem, Márcia Fernandes.

 

Gabriela: 19h12 em Brasília.

 

Nasi: E começou o prazo para pedir a isenção da taxa do Enem.

 

Gabriela: Daqui a pouco, a gente traz os critérios e como solicitar para não pagar a inscrição de R$ 82.

 

Nasi: Garantir o acesso a mais de 20 programas sociais, como o Minha Casa, Minha Vida, tarifa social de energia elétrica e o Bolsa Família.

 

Gabriela: No nosso quadro "Pra Você, Cidadão" de hoje, você vai saber quais os critérios e como se inscrever para ter direito a estes programas.

 

"Pra Você, Cidadão".

 

Repórter Daniel Costa: O Cadastro Único é a porta de entrada para mais de 20 programas sociais do Governo Federal. O cadastro une dados sobre as famílias brasileiras em situação de pobreza e extrema pobreza e permite que o beneficiário tenha acesso aos programas. Para se inscrever é muito simples: Basta agendar atendimento presencial no Centro de Referência de Assistência Social, o Cras mais próximo, ou na Secretaria de Assistência Social de seu município. O programa é aberto a famílias com renda de até meio salário mínimo por pessoa ou que ganham até três salários mínimos de renda mensal. As pessoas com deficiência e idosos acima de 65 anos que recebem o Benefício de Prestação Continuada, o BPC, também podem fazer parte. É preciso que uma pessoa da família se responsabilize por prestar as informações. Essa pessoa deve ter pelo menos 16 anos e preferencialmente ser mulher. É necessário que o responsável apresente CPF ou título de eleitor. Quanto aos membros da família, é exigido apenas certidão de nascimento, certidão de casamento, CPF, carteira de identidade, carteira de trabalho ou título de eleitor. Com as informações atualizadas no Banco de Dados, é possível, por exemplo, ter acesso ao Bolsa Família, Minha Casa, Minha Vida, Passe Livre para pessoas com deficiência, entre outros programas. Daniel Costa para a Voz do Brasil.

 

Nasi: Um feriado menos violento nas estradas federais.

 

Gabriela: A Polícia Rodoviária Federal registrou queda nos acidentes e, como consequência, no número de mortos e feridos deste ano, em comparação com o feriado da Semana Santa do ano passado.

 

Repórter João Pedro Neto: Foi uma redução de 23% no número de acidentes registrados nas rodovias federais do país no feriado da Semana Santa. Nos quatro dias de operação, neste ano, a Polícia Rodoviária Federal contabilizou 854 acidentes nas estradas federais, contra mais de 1,1 mil no mesmo feriado do ano passado. Para a PRF, a queda refletiu em uma redução de outros números nesse ano. Foram 905 feridos e 70 mortos, índices menores do que no feriado da Semana Santa de 2017. De acordo com o inspetor Diego Brandão, chefe de Comunicação Social da PRF, a queda é resultado de vários fatores associados.

 

Chefe de Comunicação Social da PRF - Diego Brandão: Nós temos, além da própria fiscalização, temos as ações de educação para o trânsito, fazendo com que o condutor se conscientize do papel dele, e também temos o próprio aperfeiçoamento da legislação, endurecimento de algumas medidas administrativas, majoração do valor das multas.

 

Repórter João Pedro Neto: Foram aplicadas cerca de 35 mil autuações nas estradas federais, durante os quatro dias de operação nesse ano, sendo que 760 condutores foram autuados por dirigirem sob influência de álcool. Os radares também registraram quase 60 mil imagens de excesso de velocidade. A PRF apreendeu ainda armas e drogas, como destaca o inspetor Diego Brandão.

 

Chefe de Comunicação Social da PRF - Diego Brandão: Durante esse período, um pouco mais de uma tonelada de maconha apreendida nas rodovias federais, 14 armas, mais de 5 mil, quase 6 mil munições apreendidas nas rodovias federais durante esse período.

 

Repórter João Pedro Neto: Ao todo, foram fiscalizadas mais de 110 mil pessoas. Além do patrulhamento ostensivo, as ações educativas da PRF para sensibilizar motoristas e passageiros alcançaram cerca de 53 mil pessoas. Reportagem, João Pedro Neto.

 

Nasi: Os candidatos que têm direito à isenção da taxa do Enem já podem fazer o pedido.

 

Gabriela: O prazo vai até o próximo dia 11.

 

Nasi: E desta vez tem novidade para quem quiser solicitar a isenção.

 

Repórter Luana Karen: O aluno do terceiro ano do ensino médio, Wesley Pereira do Nascimento, estudou a vida inteira em escola pública. Hoje, deu o primeiro passo para realizar o sonho de ser engenheiro: fez o pedido de isenção da taxa de inscrição do Enem.

 

Estudante - Wesley Pereira do Nascimento: A maioria das pessoas já vem designado da escola pública, por questão de renda familiar, e alguns não podem pagar o valor e solicitam a isenção.

 

Repórter Luana Karen: Assim como Wesley, milhares de pessoas devem pedir isenção da inscrição do Enem em 2018. Pela primeira vez, o pedido de isenção terá de ser feito antes do início da inscrição, do dia 2 ao dia 11 de abril. Quem pediu isenção ano passado, conseguiu e faltou aos dois dias de prova terá de justificar a ausência para conseguir o benefício de novo, um atestado médico, por exemplo. Segundo Eunice Santos, diretora de Gestão e Planejamento do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, Inep, nos últimos cinco anos foram gastos mais de R$ 900 milhões com estudantes que conseguiam a isenção, mas não compareciam à prova.

 

Diretora de Gestão e Planejamento do Inep - Eunice Santos: Garantindo a isenção, mas também garantindo um maior cuidado com o dinheiro público e um desenvolvimento de uma consciência mais ética nesse cidadão, no momento que a gente vai fazer isso com mais critério e com mais responsabilidade.

 

Repórter Luana Karen: Para não pagar a taxa de R$ 82, os candidatos precisam se enquadrar em uma das seguintes condições: estar matriculado no último ano do ensino médio, em escola da rede pública; ter sido aprovado no Exame Nacional de Certificação de Competências de Jovens e Adultos, o Encceja, em 2017; ter cursado todo o ensino médio em escola pública ou como bolsista integral em escola particular e que tenha renda familiar por pessoa de até 1,5 salário mínimo; ser membro de família de baixa renda, integrante do Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal, com Número de Inscrição Social, NIS. Com o pedido de isenção feito, Wesley já está pondo em prática a estratégia de estudo.

 

Estudante - Wesley Pereira do Nascimento: E nós conversamos bastante sobre questões, nós estudamos provas fora, mais avançadas, e nós comparamos as provas de todos os anos, estudando por ela e o conteúdo que eles mandam nos editais.

 

Repórter Luana Karen: O pedido de isenção deve ser feito pelo site do Enem e o resultado sai dia 23 de abril. E atenção: o pedido de isenção aprovado não significa que o candidato já está inscrito no Enem. É preciso fazer a inscrição normalmente, a partir do dia 7 de maio. Reportagem, Luana Karen.

 

Gabriela: 19h19 em Brasília.

 

Nasi: A Receita Federal já recebeu até as 17h de hoje mais de 7 milhões de declarações do Imposto de Renda.

 

Gabriela: E você, que está nos ouvindo, já prestou contas com o Leão?

 

Nasi: Se ainda não e ainda tem dúvidas, você pode ter a ajuda de estudantes de contabilidade de todo o país.

 

Gabriela: Eles fazem parte de um programa da Receita que presta auxílio à população.

 

Repórter Raíssa Lopes: Preencher a declaração de Imposto de Renda não é tão simples para o aposentado Edir Negri. O processo é todo feito pela internet e ele não é familiarizado com computadores. Por isso, todo ano, procura o Núcleo de Apoio Contábil e Fiscal, na época de entregar o documento.

 

Aposentado - Edir Negri: Eu não sei digitalizar o Imposto de Renda e todo ano eu venho aqui porque sou muito bem atendido aqui.

 

Repórter Raíssa Lopes: O Programa de Núcleos de Apoio Contábil e Fiscal foi criado sete anos atrás pela Receita Federal para ajudar pessoas com dúvidas sobre como tirar o CPF e preencher declarações de Imposto de Renda. Ele funciona assim: a Receita capacita professores e alunos de faculdades e universidades, para que depois possam atender e auxiliar a população. Hoje, são quase 300 núcleos, em todos os estados do Brasil. O professor de Ciências Contábeis Deypson Carvalho é coordenador de um núcleo e uma universidade do Distrito Federal e conta que o programa é bom para a sociedade e também para os alunos.

 

Professor - Deypson Carvalho: Isso, para os alunos, é importante, porque é o momento que ele tem para vivenciar a prática do Imposto de Renda. E isso é bom para o contribuinte, porque tem uma prestação de serviço segura, consistente.

 

Repórter Raíssa Lopes: A procura nos núcleos é grande durante o ano todo, mas é maior na época do preenchimento da entrega da declaração do Imposto de Renda, como explica o coordenador-geral de Atendimento da Receita Federal, Antônio Lindemberg.

 

Coordenador-geral de Atendimento da Receita Federal - Antônio Lindemberg: Neste período agora em que estamos, relacionado à declaração do Imposto de Renda, as dúvidas e as orientações acabam sendo concentradas neste assunto, mas este projeto é um projeto permanente.

 

Repórter Raíssa Lopes: Natanael é aluno de Ciências Contábeis. Faz três anos que ele participa do programa. Para o estudante, os treinamentos que recebe da Receita ajudam não só no trabalho que presta no núcleo.

 

Estudante - Natanael: Esse conhecimento, esse treinamento, essas experiências, a gente leva para a vida profissional.

 

Repórter Raíssa Lopes: Quem for preencher a declaração do Imposto de Renda deve ficar atento. Neste ano, o documento traz algumas novidades, como a obrigatoriedade de informar o CPF de dependentes com oito anos ou mais. Também tem novos campos para informações relacionadas a alguns tipos de bens, como o número do Renavam de veículos. O supervisor nacional do Imposto de Renda da Receita Federal, Joaquim Adir, lembra que outra dica importante é não deixar para preencher o documento perto do prazo final, dia 30 de abril.

 

Supervisor nacional do Imposto de Renda da Receita Federal - Joaquim Adir: As dúvidas surgem na hora do preenchimento da declaração, então a gente precisa pelo menos ver se tem alguma dúvida, se está tudo certo, se tem todos os documentos... Deixa para a última hora, depois não encontra os documentos.

 

Repórter Raíssa Lopes: A expectativa é que quase 29 milhões de contribuintes entreguem a declaração de Imposto de Renda neste ano. Contribuintes que receberam mais de R$ 28 mil no ano passado devem enviar o documento para a Receita Federal. A lista de Núcleos de Apoio Contábil e Fiscal no Brasil está disponível na página da Receita Federal na internet: receita.fazenda.gov.br. Reportagem, Raíssa Lopes.

 

Nasi: Você sabia que todo cidadão tem um canal direto com o Governo?

 

Gabriela: É o e-OUV, a ouvidoria do Governo Federal, onde se pode reclamar, sugerir mudanças...

 

Nasi: E agora o sistema está incluindo os órgãos ligados ao Ministério da Justiça.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: O e-OUV, o sistema de ouvidoria do Poder Executivo Federal, recebeu, em 2016, quase 178 mil reclamações, sugestões, denúncias e elogios. E agora, o Ministério da Justiça e os órgãos ligados a ele, como o Arquivo Nacional, o Cade e a Funai, passaram a integrar esses sistema. É o que explica a ouvidora-geral do Ministério da Justiça, Graça Almeida.

 

Ouvidora-geral - Graça Almeida: É a partir dessas sugestões que a gente pode observar um processo de melhoria. A própria reclamação em si, porque nós transformamos o resultado disso em informações estratégicas para os gestores do órgão, a partir do que a gente observa.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: O prazo de resposta ao cidadão também vai ser padronizado, passando a ser de, no máximo, 20 dias. Graça Almeida explica que essas vantagens não são só para a sociedade.

 

Ouvidora-geral - Graça Almeida: Transparência, não é? A transparência, à medida que nós estamos dentro de um sistema integrado, ligado a um órgão de controle, impõe uma mudança de comportamento para o órgão, à medida que essas manifestações são acolhidas e transformadas em dados qualitativos.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: Para registrar uma manifestação é muito simples. Basta acessar o site do Ministério da Justiça na aba Ouvidoria. Aí, é só preencher os dados pessoais, o assunto e fazer a descrição do registro. As informações são encaminhadas para os órgãos responsáveis. Quem quiser, pode fazer uma manifestação de maneira anônima. O canal oficial da Ouvidoria é o site, mas as manifestações também podem ser feitas pelo e-mail ouvidoriageral@mj.gov.br, pelo telefone, no DDD 21, 20257999, ou por carta. Reportagem, Beatriz Albuquerque.

 

Gabriela: A produção de petróleo e gás natural na camada pré-sal bateu novo recorde.

 

Nasi: Foram produzidos 1,4 milhão de barris de petróleo por dia e 56 milhões de metros cúbicos diários de gás natural em fevereiro.

 

Gabriela: O que corresponde a mais de 53% de tudo que é produzido no país.

 

Nasi: E estas foram as notícias do Governo Federal.

 

Gabriela: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Nasi: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Gabriela: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você e até amanhã.

 

"Brasil, ordem e progresso".