02 de agosto de 2018 - poder executivo

Destaques da Voz do Brasil: Indústria se recupera e volta a crescer em junho. Dia D: mais de 500 mil professores discutiram hoje o futuro do Ensino Médio no Brasil. E os feras da matemática foram premiados no Rio de Janeiro.

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Transcrição


 

Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá, boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você, que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Quinta-feira, 2 de agosto de 2018.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia.

 

Gabriela: Indústria se recupera e volta a crescer em junho. Pablo Mundim.

 

Repórter Pablo Mundim: Vinte e dois dos 26 setores da indústria apresentaram alta no mês de junho em relação ao mês anterior, de acordo com o IBGE.

 

Nasi: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Gabriela: Dia D, mais de 500 mil professores discutiram hoje o futuro do ensino médio no Brasil. Cleide Lopes.

 

Repórter Cleide Lopes: Mais de 28 mil escolas públicas e particulares de ensino médio participaram das discussões sobre a nova Base Curricular.

 

Nasi: E os feras da matemática foram premiados no Rio de Janeiro. Raquel Mariano.

 

Repórter Raquel Mariano: Quinhentos e setenta e seis estudantes de escolas públicas e particulares foram premiados hoje, na Olimpíada de Matemática.

 

Gabriela: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil, Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Nasi: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Gabriela: Produção de carros, alimentos, bebidas e outros setores alavancaram a indústria no mês de junho.

 

Nasi: É, e apesar da greve dos caminhoneiros, que derrubou a produção em maio, a indústria se recuperou e voltou a crescer.

 

Gabriela: A produção industrial brasileira aumentou mais de 13% de maio a junho deste ano, de acordo com o IBGE.

 

Repórter Pablo Mundim: Vinte e dois dos 26 setores da indústria apresentaram alta no mês de junho em relação ao mês anterior, de acordo com o IBGE. Os principais ramos que levaram ao resultado positivo foram veículos automotores, reboques e carrocerias, produtos alimentícios, bebidas e produtos minerais. O gerente da Pesquisa Industrial Mensal do IBGE, o economista André Macedo, avalia que o bom resultado do mês recuperou as perdas provocadas pela greve dos caminhoneiros, que ocorreu em maio e paralisou as estradas do país.

 

Economista - André Macedo: A produção industrial mostra um avanço de 13,1% na passagem de maio para junho. Claro que a gente precisa relativizar esse crescimento, em função da perda de 11% observada no mês de maio, que foi diretamente influenciada pela greve dos caminhoneiros, que paralisou, interrompeu a produção em várias unidades produtivas em diferentes setores do país. O resultado de junho claramente traz ali um perfil de crescimento que é bastante disseminado.

 

Repórter Pablo Mundim: Para o economista da Confederação Nacional da Indústria, a CNI, Marcelo Azevedo, a retomada produtiva do setor é fundamental para a economia do país e para a geração de empregos.

 

Economista da CNI - Marcelo Azevedo: Recuperação da produção, com maior atividade econômica, traz aí mais empregos, que vão gerar mais demanda e construir então a recuperação da atividade numa forma cada vez maior, até, mais para a frente, até a retomada também dos investimentos, que vão sustentar essa recuperação.

 

Repórter Pablo Mundim: Com o resultado de junho, a indústria conseguiu fechar o segundo trimestre com alta de 1,7% e avançou 0,8% no primeiro trimestre. Reportagem, Pablo Mundim.

 

Nasi: Hoje, professores de todo o país pararam as aulas para discutir o futuro do ensino médio.

 

Gabriela: Foi o dia D para discussão sobre a Base Nacional Comum Curricular.

 

Nasi: O documento unifica as habilidades básicas que os alunos devem desenvolver, ou seja, o que devem aprender em sala de aula, independente do lugar onde moram, ou se é escola pública ou particular.

 

Gabriela: A gente acompanhou esse debate em uma escola aqui em Brasília. A repórter Cleide Lopes tem os detalhes.

 

Repórter Cleide Lopes: Mais de 28 mil escolas públicas e particulares de ensino médio e cerca de 510 mil professores participaram das discussões e responderam a um formulário de avaliação da proposta, como explica o ministro da Educação, Rossieli Soares.

 

Ministro da Educação - Rossieli Soares: Todos nós precisamos aprender nesse processo que tipo de formação a gente vai conseguir dar para os nossos alunos. Nós precisamos ouvir os professores e aqui o dia D vai ser muito importante.

 

Repórter Cleide Lopes: Numa escola do ensino médio, em Brasília, a discussão começou cedo. A coordenadora de educação, Liarnice Barreto, diz que o foco principal dessa proposta de mudança e atualização do ensino médico é o aluno.

 

Coordenadora de educação - Liarnice Barreto: É a possibilidade do aluno ser protagonista das suas escolhas, né? Ele pode formatar o seu currículo, por área de interesse e de acordo com a profissão que ele quer seguir no futuro.

 

Repórter Cleide Lopes: A psicóloga da escola, Juliana Maria de Paiva, acredita que a nova base deve levar a vivência do dia a dia nas salas de aula para a base curricular.

 

Psicóloga - Juliana Maria de Paiva: A forma de aprender deles está um pouco diferente, e nós continuamos com modelos antigos. Nós precisamos atualizar o nosso modelo de ensinar, porque o modelo de aprender mudou.

 

Repórter Cleide Lopes: A discussão da proposta entre os professores é considerada uma audiência pública. A expectativa do Governo é que o documento, que está sendo analisado no Conselho Nacional de Educação, seja finalizado ainda este ano para poder ser implementado no ano que vem. Reportagem, Cleide Lopes.

 

Nasi: E hoje foi um dia especial para mais de 550 estudantes de todo o Brasil.

 

Gabriela: Eles foram até o Rio de Janeiro para receber as medalhas de ouro da Obmep, a Olimpíada Brasileira de Matemática de Escolas Públicas.

 

Nasi: A entrega foi durante o Congresso Internacional de Matemática, onde os estudantes aproveitaram para ter contato com os melhores pesquisadores da área no mundo.

 

Repórter Raquel Mariano: Tem aqueles que admiram super-heróis, atletas, mas 576 estudantes do país têm ídolos bem especiais. Esses alunos participaram do Congresso Internacional de Matemáticos, no Rio de Janeiro, onde quatro especialistas receberam a Medalha Fields, considerada uma das premiações mais importantes do mundo na área. Mas, além de encontrarem esses ídolos, o que esses estudantes foram fazer por lá? Eles também receberam uma premiação, a da Obmep, a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas. E quem sabe esses estudantes brasileiros não podem ser os próximos a receber a Medalha Fields? Marcelo Viana, diretor do Impa, o Instituto de Matemática Pura e Aplicada, que realiza a Obmep, acredita que sim.

 

Diretor do Impa - Marcelo Viana: Certamente é uma experiência fantástica, em que eles vão, estavam aqui querendo fazer foto, pedir autógrafo dos ganhadores, etc. e vão estar entre os 576 pode estar um dos próximos ganhadores da medalha Fields. Então, nós estamos fazendo o Congresso, sobretudo, como um instrumento para nos ajudar no progresso e na evolução da matemática brasileira no futuro.

 

Repórter Raquel Mariano: E a Obmep tem feito muita gente repensar sobre a matemática. É o caso da Fabíola Letícia Afonso, aluna do nono ano da escola estadual João Ribeiro de Carvalho, que fica na cidade de Conceição de Ouros, Minas Gerais. Ela é tricampeã na competição.

 

Estudante - Fabíola Letícia Afonso: Eu sempre gostei de matemática, mas quando eu conheci a Obmep, eu passei a gostar ainda mais. E foi mostrando novas áreas da matemática, novas coisas que eu não fazia a menor ideia. Aí, comecei a me interessar muito mais.

 

Repórter Raquel Mariano: Fabíola conta que passou a levar a sério a competição quando conheceu medalhistas veteranos que fazem simulados e ajudam outros estudantes a se preparar para a Obmep.

 

Estudante - Fabíola Letícia Afonso: É uma coordenação de alguns voluntários, que participam da Olimpíada, onde há necessidade. Então a gente sempre se reúne, todo mundo junto e vai tentando elaborar questões diferentes.

 

Repórter Raquel Mariano: Os 576 campeões da matemática foram premiados nessa quinta-feira após competirem com mais de 18 milhões de estudantes do sexto ao nono ano. E pela primeira vez, alunos de escolas particulares puderam participar da Obmep e receberam medalhas. Reportagem, Raquel Mariano.

 

"Educação - Por um Brasil melhor".

 

Gabriela: Ontem, a Voz do Brasil falou sobre os estudantes que estão ficando mais tempo na escola.

 

Nasi: É o ensino integral, que vem sendo implementado em todo o país.

 

Gabriela: É, Nasi, e o Censo da Educação de 2017 também mostra que a formação dos professores também vem aumentando.

 

Nasi: Isso significa mais qualidade no ensino para milhares de estudantes em todo o país.

 

Repórter Pablo Mundim: Aula de física e os alunos atentos ao conteúdo. Divertido, mas exigente, o professor Giovani Grazi, de Brasília, passa o conhecimento que aprendeu durante o ensino superior. Graduado, ele sabe o quanto é importante se qualificar para melhor ensinar.

 

Professor - Giovani Grazi: Segurança, né? Liberdade de poder passear entre todos os assuntos, não só da minha disciplina, mas de disciplinas correlatas. Conforme o professor vai se aperfeiçoando, eu acredito que ele vai ficando com uma sensação maior de segurança.

 

Repórter Pablo Mundim: Somente na educação básica, o Brasil tem quase 2,2 milhões de professores dentro da sala de aula. E segundo o Censo Escolar de 2017, divulgado pelo Inep, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, nove em cada dez professores do ensino médio têm curso superior. Já no ensino fundamental, o percentual de professores graduados é superior a 82%. O Ministério da educação tem intensificado as ações na formação inicial e continuada de professores da educação básica. Com a Política Nacional de Formação de Professores, com investimentos de aproximadamente R$ 2 bilhões neste ano, o Ministério pretende valorizar ainda mais esses profissionais. E o Censo Escolar pode ajudar no planejamento de onde os recursos públicos podem ser aplicados, como explica a coordenadora do Censo Escolar do Inep, Célia Cristina.

 

Coordenadora do Censo Escolar do Inep - Célia Cristina: Com esse diagnóstico, esse raio-X das escolas, o MEC e a rede federal, a rede estadual e o próprio município, eles podem fazer desenho de políticas, diagnóstico dessas políticas. Então eles podem criar as políticas, monitorar as políticas e avaliar as políticas criadas a partir de dados reais, a partir de dados que foram as próprias escolas que informaram para o sistema de ensino.

 

Repórter Pablo Mundim: Para a especialista e coordenadora em Pedagogia, em uma universidade do Distrito Federal, professora Josina Pires de Araújo Lima, quanto maior for a qualificação do professor, melhor é o ensino dentro da sala de aula.

 

Professora - Josina Pires de Araújo Lima: A internet está aí, num click o aluno busca informações. Nós sabemos que nem toda informação vira conhecimento, e é o papel do professor o quê? Exercer esse papel de mediador.

 

Repórter Pablo Mundim: Além dos dados sobre a formação dos professores, o Inep também vai divulgar, ainda este ano, outros indicadores educacionais, como desempenho dos alunos e informações da Educação de Jovens e Adultos, o EJA. Reportagem, Pablo Mundim.

 

Gabriela: Agricultores familiares de nove estados têm a oportunidade de vender a produção a órgãos do governo.

 

Nasi: Os detalhes a gente explica daqui a pouquinho, ainda nesta edição.

 

Gabriela: A diabetes é uma doença que pode trazer muitas complicações.

 

Nasi: E uma delas pode levar o paciente a sofrer amputação de um ou dos dois pés.

 

Gabriela: Uma esperança para quem sofre do pé diabético é um remédio cubano, que já está em fase de testes no Brasil e que deve ser produzido pela Fiocruz Bio-Manguinhos.

 

Repórter Nei Pereira: A cadeira de rodas, as muletas e a perna mecânica fazem parte do convívio do aposentado Célio de Souza, morador de Cidade Ocidental, em Goiás. Há pouco mais de três anos, ele teve que amputar um dos pés, devido a uma infecção que se agravou com diabetes. A doença começou aos 33 anos. Primeiro foi no pé esquerdo, foram anos de tratamento, mas quando passou para o pé direito, ele conta que o problema se agravou rapidamente.

 

Aposentado - Célio de Souza: Fiquei internado durante 11 dias, aí o médico chegou, disse que tinha que amputar a perna. É muito transtorno, psicológico, físico, mental.

 

Repórter Nei Pereira: A complicação que afetou Célio é chamada de pé diabético, uma infecção que causa a destruição dos tecidos profundos do pé. A doença atinge 26 milhões de pessoas por ano em todo o mundo e mais de 1 milhão delas têm parte do corpo amputada. No Brasil, a esperança de quem sofre com a doença está na possível liberação do Heberprot-P, um medicamento cubano que acelera o processo de cicatrização dos ferimentos nos pés. O produto já é usado em vários países, mas no Brasil aguarda um estudo para comprovar a sua eficácia. A Fiocruz Bio-Manguinhos inicia este mês a pesquisa clínica com 304 participantes, que vão ser acompanhados ao longo dos próximos seis meses. A médica Hermelinda Pedrosa é presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes e investigadora principal da pesquisa. Ela explica a razão do estudo.

 

Médica e pesquisadora - Hermelinda Pedrosa: A perspectiva é de que, uma vez se conseguindo acelerar o processo de cicatrização, se reduza a permanência desses pacientes em cuidados ambulatoriais e, claro, futuramente também em cuidados hospitalares, e daí a gente possa ter um retorno do paciente à sua vida comum, com melhora de qualidade de vida inclusive e, principalmente, redução de custos.

 

Repórter Nei Pereira: Depois que for liberado pela Anvisa, a expectativa é que a Fiocruz Bio-Manguinhos passe a produzir o medicamento no Brasil. Reportagem, Nei Pereira.

 

Nasi: Em Pernambuco, seguem as obras de integração do Rio São Francisco.

 

Gabriela: Amanhã vai ser acionada, em Salgueiro, a terceira e última estação de bombeamento para que a água possa chegar a todas as cidades que vão ser atendidas em quatro estados do Nordeste.

 

Nasi: Nossa equipe está lá, onde a população espera ansiosa a chegada da água. A repórter Luana Karen tem mais detalhes para a gente.

 

Repórter Luana Karen: Maria de Fátima dos Santos Silva mora em Salgueiro, no sertão pernambucano, há mais de 40 anos. O milho para as galinhas não falta, já a água, por enquanto, só da cisterna. Com o início das obras do projeto de Integração do São Francisco, a agricultora teve de sair do lote onde vivia para deixar o rio passar pelo terreno. Hoje, mora numa casa construída pelo Governo Federal.

 

Entrevistada - Maria de Fátima dos Santos Silva: Eu tinha vontade de morar num canto assim, uma casa grande, sem degrau, que lá a casa era... Não tinha um canto da pessoa fazer, sem batente, sem nada. Tinha que ter batente, era muito esquisito. Graças a Deus que realizei meu sonho.

 

Repórter Luana Karen: Agora, para a alegria de Maria de Fátima ficar completa, falta a água do Velho Chico chegar na torneira de casa.

 

Entrevistada - Maria de Fátima dos Santos Silva: Aí melhora tudo, aí melhora tudo por tudo, porque tem a água, tem o serviço, tem tudo.

 

Repórter Luana Karen: Com a entrega de mais uma etapa do eixo norte do projeto de Integração do São Francisco, está mais perto da água chegar para Maria de Fátima e para todos que precisam. A terceira e última estação de bombeamento do eixo norte fica em Salgueiro e vai elevar a água a 90 metros de altura, o equivalente a um prédio de 30 andares. Vencida esta etapa, a água do Velho Chico seguirá com a ajuda da gravidade até o Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte, como explica o coordenador de obras do eixo norte, Bruno Cravo.

 

Coordenador de obras - Bruno Cravo: Nós temos uma diferença de altura, do Rio São Francisco até esse ponto que nós estamos, em torno de 170 metros, mais ou menos. Então, essas estações, elas estão elevando as águas do São Francisco até esse ponto. Sem essas estações, nós não conseguiríamos vencer, essa obra não conseguiria passar a água do São Francisco até as comunidades que serão atendidas.

 

Repórter Luana Karen: Antes do projeto de Integração ficar pronto, já realizou o sonho de Breno Pereira, o do primeiro emprego. Há seis meses, ele trabalha na construção da estação de bombeamento.

 

Entrevistado - Breno Pereira: A gente acaba sendo privilegiado, né? Você sabe que futuramente você vai ver todo esse... A barragem cheia aí, passar para os seus filhos, seus netos, que você já trabalhou aqui. E ver também chegando a água para o povo, é uma coisa maravilhosa, né?

 

Repórter Luana Karen: O eixo norte começa com a captação da água em Cabrobó, também no sertão pernambucano, e segue por 260 quilômetros. Ao todo, o eixo norte está orçado em R$ 5,8 bilhões. Quando pronto, vai oferecer água a mais de 7 milhões de pessoas, em 223 cidades nordestinas. De Salgueiro, Pernambuco, Luana Karen.

 

Gabriela: Já no norte do Piauí, um projeto de irrigação permite que pequenos agricultores da região produzam o ano inteiro.

 

Nasi: O sistema agora vai ser ampliado para atender a outras famílias de pequenos produtores rurais.

 

Gabriela: Amanhã, vai ser assinada a autorização para a retomada das obras de ampliação que estavam paralisadas.

 

Repórter João Pedro Neto: Acerola, banana, mandioca e feijão são alguns dos produtos plantados pelo agricultor familiar, Antônio Lúcio Carvalho, na zona rural de Parnaíba, no norte do Piauí. Mas a região é seca e tem chuvas irregulares, e a produção durante todo o ano só é possível por conta de um projeto chamado de Perímetro Irrigado de Tabuleiros Litorâneos. Esse sistema de irrigação formado por adutoras, estações de bombeamento e quase 15 quilômetros de canais permite que dezenas de pequenos agricultores, como o Antônio Lúcio, produzam na área de forma contínua.

 

Agricultor familiar - Antônio Lúcio Carvalho: Antes de vir essa irrigação para cá, você só produzia no inverno, e era quando era inverno que chovia, né? Porque geralmente os invernos, no passado, choviam um mês, dois meses, não dava para você criar a produção. Hoje não, hoje é bem diferente. Nós não temos problema de água, tanto faz ser no verão como no inverno, porque nós temos a irrigação. E a irrigação é que é importante, dá a garantia de que nós podemos produzir o ano inteiro.

 

Repórter João Pedro Neto: A área irrigada equivale a cerca de 2,3 mil campos de futebol. A água é captada do Rio Parnaíba e distribuída para mais de 60 famílias de agricultores. Agora, o Perímetro Irrigado de Tabuleiros Litorâneos vai ser ampliado. As obras da segunda etapa do projeto estavam paralisadas, mas devem ser retomadas em breve. A ordem de serviço para a continuação dos trabalhos deve ser assinada nessa sexta-feira. A expectativa é que, quando concluído o novo trecho, sejam beneficiadas outras mais de 300 famílias de pequenos produtores e dezenas de empresas. O superintendente do setor primário e abastecimento de Parnaíba, Ismael Abreu, diz que o projeto é importante para o desenvolvimento social e econômico da região.

 

Superintendente do setor primário e abastecimento de Parnaíba - Ismael Abreu: Vimos o potencial que é essa primeira etapa do Tabuleiro Litorâneo, através da geração de emprego e renda, como também na produção de alimento. Nossa produção, podemos abastecer em torno de 10 a 12 cidades circunvizinhas.

 

Repórter João Pedro Neto: A segunda etapa a ser implantada deve atender uma área equivalente a quase 6 mil campos de futebol. De Parnaíba, no Piauí, João Pedro Neto.

 

Nasi: E pequenos produtores de todo o país devem ficar atentos.

 

Gabriela: Exército, Aeronáutica e Marinha, além de universidades federais e prefeituras, estão com chamadas públicas abertas para a aquisição de alimentos produzidos pela agricultura familiar.

 

Nasi: Os órgãos estão distribuídos nos estados do Pará, Rondônia, Rio Grande do Norte, Bahia, Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul.

 

Gabriela: E o investimento na compra dos produtos deve chegar a R$ 20 milhões.

 

Repórter Roberto Rodrigues: Os processos de compra integram o Programa de Aquisição de Alimentos, o PAA, coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Social. Serão adquiridos itens como frutas, verduras, queijos, doces, biscoitos, carnes e sucos, entre outros, tudo produzido por pequenos agricultores e cooperativas da agricultura familiar. A coordenadora-geral de Aquisição e Distribuição de Alimentos do Ministério do Desenvolvimento Social, Hetel Santos, explica como os interessados podem participar.

 

Coordenadora-geral de Aquisição e Distribuição de Alimentos - Hetel Santos: É importante então, que a agricultura familiar desses estados busque, no portal de compras da agricultura familiar, os editais, para entender os prazos, quais são os alimentos que esses órgãos estão procurando, para fazer boas propostas de venda e acessar então esse mercado. Cada edital precisa ser conhecido, por isso que é importante que os empreendimentos da agricultura familiar, os agricultores familiares acessem o portal de compras.

 

Repórter Roberto Rodrigues: Os prazos para o envio das propostas encerram em diferentes datas. Para acompanhar os editais é só acessar o portal de compras da agricultura familiar, no endereço www.comprasagriculturafamiliar.gov.br. A legislação determina que pelo menos 30% dos alimentos adquiridos para abastecer órgãos federais venham da agricultura familiar. Reportagem, Roberto Rodrigues.

 

Nasi: Eles vivem longe das cidades e agora estão recebendo tratamento odontológico.

 

Gabriela: A Carreta da Saúde Bucal, do Ministério da Saúde, já chegou, por exemplo, no estado do Maranhão e está atendendo 16 mil índios de diversas etnias.

 

Repórter Gabriela Noronha: Os Guajajaras são dos povos indígenas mais numerosos do Brasil. Vivem em terras localizadas no interior do Maranhão, nas regiões dos rios Pindaré, Grajaú, Mearim e Zutiua. A aldeia de José Maurício Guajajara, por exemplo, fica a 50 quilômetros da cidade mais próxima, Barra do Corda. A distância, segundo ele, dificulta o acesso aos serviços de saúde.

 

Entrevistado - José Maurício Guajajara: A gente não tem como... Para encaminhar um paciente daqui para a cidade, que a cidade é muito distante... Nem todos que têm condição de fazer limpeza, extração, restauração, porque essas coisas são... é muito difícil aqui para a gente.

 

Repórter Gabriela Noronha: A aldeia de José Maurício foi uma das primeiras a receber o atendimento da Carreta da Saúde Bucal, caminhão equipado com sete consultórios odontológicos completos. A atividade faz parte das ações do Programa Brasil Sorridente Indígena, do Ministério da Saúde. A carreta leva assistência odontológica a territórios de difícil acesso. Entre os serviços ofertados estão vários procedimentos, como aplicação de flúor, atividades educativas de prevenção, radiografias e até próteses dentárias. Só nas etnias Guajajara e Krenvê, serão atendidos 16 mil índios e, segundo o secretário especial de Saúde Indígena, Marco Antônio Toccolini, o projeto deverá ser levado também a outras regiões.

 

Secretário Especial de Saúde Indígena - Marco Antônio Toccolini: Pretendemos circular pelo Brasil inteiro, onde nós temos acesso terrestre, com essas carretas e, no futuro, teremos também, não só carreta, né, por acesso terrestre, mas também as populações ribeirinhas, que as nossas embarcações vão estar fazendo, nos mesmos moldes desse que está acontecendo, a Carreta da Saúde Bucal, no Maranhão.

 

Repórter Gabriela Noronha: A equipe da Carreta é formada por 20 profissionais, entre cirurgiões dentistas, técnicos de saúde bucal e auxiliares de prótese dentária. A previsão é que, até o fim do mês de agosto, sejam realizados mais de 80 atendimentos por dia. Reportagem, Gabriela Noronha.

 

Nasi: E atenção, caminhoneiros autônomos.

 

Gabriela: No dia 13 de agosto, a Companhia Nacional de Abastecimento, a Conab, realiza mais um leilão de frete para contratar o transporte de 6 mil toneladas de milho dos estoques públicos em Mato Grosso.

 

Nasi: O frete deve ser feito para unidades localizadas na Bahia, Sergipe, Tocantins, Piauí, Rondônia e Distrito Federal.

 

Gabriela: Essa é a terceira vez que a Conab divulga a contratação de frete para o cumprimento do que foi negociado com os caminhoneiros em maio.

 

Nasi: O produto será destinado ao atendimento do programa Vendas em Balcão, onde pequenos criadores podem comprar o milho a preço de atacado para uso na ração animal.

 

Gabriela: Para participar, você pode buscar mais informações em conab.gov.br.

 

Nasi: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Gabriela: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Nasi: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Gabriela: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você e até amanhã.

 

"A Voz do Brasil, Governo Federal".