03 de julho de 2018 - poder executivo

Destaques da Voz do Brasil: Prisões, apreensões de armas, munições e drogas. Balanço do Ministério da Segurança Pública mostra resultado de operações federais realizadas em todo o país. Ações que apoiam o combate ao crime no Rio de Janeiro. É o que você vai ouvir em mais uma reportagem especial. Presidente Michel Temer destaca apoio à indústria, setor que gera 10 milhões de empregos. Indústria que, junto com agricultura, alavanca nossas exportações. Vendas para outros países superam as importações em 30 bilhões de dólares.

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Transcrição


Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá. Boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Terça-feira, 3 de julho de 2018.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia.

 

Gabriela: Prisões, apreensões de armas, munições e drogas.

 

Nasi: Balanço do Ministério de Segurança Pública mostra resultado de operações federais realizadas em todo o país. Pablo Mundim.

 

Repórter Pablo Mundim: Na avaliação do ministro da Segurança Pública, o resultado positivo é fruto de um trabalho conjunto de inteligência das forças de segurança federais.

 

Gabriela: Ações que apoiam o combate ao crime no Rio de Janeiro.

 

Nasi: E hoje tem mais reportagem especial. Luana Karen.

 

Repórter Luana Karen: Vamos explicar como funciona a intervenção federal nas ruas e as medidas que vão reestruturar as forças de segurança do Rio de Janeiro.

 

Gabriela: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Nasi: Presidente Michel Temer destaca apoio à indústria, setor que gera 10 milhões de empregos.

 

Presidente Michel Temer: Nós temos no país ainda gente muito pobre. Então, a primeira coisa que se deve fazer é incentivar a iniciativa privada, incentivar o empresariado para que se gere emprego.

 

Gabriela: Indústria, que, junto com a agricultura, alavanca nossas exportações.

 

Nasi: Vendas para outros países superam as importações em US$ 30 bilhões. Raíssa Lopes.

 

Repórter Raíssa Lopes: No primeiro semestre deste ano, as exportações cresceram quase 6% em relação ao ano interior.

 

Gabriela: Na apresentação da Voz do Brasil de hoje, Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Nasi: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Gabriela: Polícias de todo o país atuando de forma integrada para combater o crime.

 

Nasi: Para isso foi criado, quatro meses atrás, o Ministério da Segurança Pública.

 

Gabriela: E hoje, o ministro Raul Jungmann fez o primeiro balanço das ações integradas com apreensões de armas, drogas, prisões e dinheiro recuperado do crime organizado.

 

Repórter Pablo Mundim: Criado para aumentar a integração entre as forças de segurança federais, estaduais e municipais, o Ministério da Segurança Pública completa quatro meses. E nesta terça-feira o ministro Raul Jungmann fez um balanço das atividades do ministério. Durante esse período, mais de 13 mil pessoas foram presas em flagrante. Um pouco mais de 54 mil munições apreendidas, além de 264 toneladas de maconha, 896 quilos de explosivos, praticamente 3 mil veículos, 316 mil cigarros contrabandeados e R$ 12,3 bilhões, fruto do crime organizado. Na avaliação do ministro, dados positivos para um ministério criado há pouco tempo.

 

Ministro da Segurança Pública - Raul Jungmann: Não é especificamente a atuação isolada, é um pouco o resumo dos órgãos do ministério em termos de ação executiva, o que é que foi alcançado. Balanço-síntese, que nós juntamos, o quê? Polícia Rodoviária Federal, Polícia Federal e Força Nacional.

 

Repórter Pablo Mundim: O ministro também falou sobre a linha de crédito BNDES, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, de R$ 42 bilhões para reequipar as polícias locais. Segundo Jungmann, 34 órgãos estaduais já apresentaram as demandas, são quase 2,5 mil veículos, mais de 30 mil coletes, quase 6 mil armas e 265 drones. O ministro também falou de mais recursos para o setor, com a transferência de dinheiro das loterias federais, que pode chegar a R$ 4,3 bilhões até 2022, do concurso público com a abertura de mil vagas para as Polícias Federal e Rodoviária Federal, além da criação do Sistema Único de Segurança Pública.

 

Ministro da Segurança Pública - Raul Jungmann: O Brasil nunca teve um sistema nacional de segurança pública, e, obviamente, não tendo um sistema nacional de segurança pública, também não nunca dispôs de uma política nacional de segurança pública. Nós nunca tivemos o governo central dando um resumo e estabelecendo claramente diretrizes e um sistema que estivesse contido na Constituição Federal. Por isso mesmo você tinha o quê? Você tinha um federalismo acéfalo, não é? Você tinha uma espécie de corpo sem cabeça, por assim dizer, porque a União não tinha um papel de dar o rumo.

 

Repórter Pablo Mundim: O ministério tem o orçamento de R$ 2,7 bilhões, aproximadamente 75% do orçamento que seria destinado ao Ministério da Justiça. Jungmann também anunciou os novos titulares da Secretaria Nacional de Segurança Pública e do Departamento Penitenciário Nacional. Reportagem, Pablo Mundim.

 

"Rio de Janeiro - Ação Federal no Combate ao Crime".

 

Nasi: Você acompanha esta semana, aqui na Voz do Brasil, uma série de reportagens sobre a intervenção federal na área de segurança pública no Rio de Janeiro.

 

Gabriela: Hoje você vai saber como esta ação funciona nas ruas e como as operações são pensadas para trazer a paz aos moradores.

 

Nasi: E como a intervenção vai reestruturar com veículos e armas as polícias do estado.

 

Gabriela: A edição é de Eduardo Biagini, com sonorização de José Maria Machado.

 

Repórter Luana Karen: É no histórico Palácio Duque de Caxias, no centro do Rio de Janeiro, que fica a sede do Comando Militar do Leste, onde também está o Gabinete de Intervenção Federal. É de lá que as atividades seguem um plano estratégico com cinco objetivos e metas detalhadas. Além de reduzir os índices de criminalidade, a ideia é melhorar a qualidade da gestão nos presídios e recuperar a capacidade de operação das forças do estado. O porta-voz do Gabinete de Intervenção Federal, o coronel Roberto Itamar, explica que as ações estão divididas em duas frentes, emergenciais, com as operações nas comunidades, por exemplo, e ações estruturantes, fora fortalecer as polícias.

 

Porta-voz do Gabinete de Intervenção Federal - Roberto Itamar: Essas ações emergenciais visam reduzir os índices de criminalidade, e as ações estruturantes, elas demandam maior tempo para serem executadas, e o um maior tempo também para serem percebidas pela população, por isso que na maioria das vezes se vê uma demanda maior, uma cobrança maior no que diz respeito às ações emergenciais.

 

Repórter Luana Karen: As orientações dadas pelo Gabinete de Intervenção Federal são recebidas pelo comando conjunto, que é composto pelo Exército, Marinha, Aeronáutica e representantes dos órgãos de segurança pública do município do estado do Rio de Janeiro e do Governo Federal. O porta-voz do Comando Conjunto, coronel Cinelli, explica que é nesta etapa que as operações começam na prática e são monitoradas.

 

Porta-voz do Comando Conjunto - Coronel Cinelli: O Gabinete de Intervenção define a finalidade estratégica da operação e alguns dados mais gerais. Isso desce no nível operativo, nível operacional que é o nosso e aí a comandante conjunto vai definir o dia, o horário de desencadeamento, os efetivos empregados, os meios empregados.

 

Repórter Luana Karen: Nós acompanhamos parte de uma operação nas comunidades Babilônia e Chapéu Mangueira, na zona sul do Rio de Janeiro. Estavam presentes quase 2 mil militares das Forças Armadas, do Corpo de Bombeiros e das Polícias Civil e Militar. As ações envolveram o cerco das comunidades e remoção de barreiras que impediam o trânsito. As pessoas e os veículos foram revistados e foi feita a checagem de antecedentes criminais. Uma das preocupações da intervenção é que as operações tenham o menor número possível de confrontos, é o que afirma a general Richard Nunes, secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro.

 

Secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro - Richard Nunes: E é fundamental também uma reciclagem da instrução dos policiais para que eles estejam cada vez mais qualificados, uma melhora do equipamento, de modo que quando ocorrer, quando necessário uma operação policial de maior vulto em uma comunidade, por exemplo, que ela seja feita com tal maioria de meios que o confronto não se produza.

 

Repórter Luana Karen: O celular é um dos grandes companheiros do Robson dos Santos. É pelo aparelho que o motorista de 54 anos encontra passageiros. Também pelo celular, Robson acompanha os vazios de tiroteios na cidade. A atenção é constante, mesmo quando não está trabalhando.

 

Motorista - Robson dos Santos: Com medo, né, e preocupado, porque eu não sei se quando eu saio para trabalhar, eu volto para casa.

 

Repórter Luana Karen: Já Cristiane Almeida, mora em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. De casa ao trabalho são 35km, percurso que a vendedora diz fazer contando com a ajuda dos céus.

 

Vendedora - Cristiane Almeida: Venho de trem trabalhar, pego um ônibus, pego um trem e salto aqui, e venho andando, e pedindo a Deus, mais nada.

 

Repórter Luana Karen: Outro braço da intervenção é a reestruturação das forças de segurança do estado. Por isso o Governo Federal destinou R$ 1,2 bilhão, quase metade desses recursos já está em processo de licitação. Entre os itens que estão sendo comprados, estão veículos, armas, munições e coletes a prova de balas. De acordo com o secretário de Administração do Gabinete de Intervenção Federal, o general Laélio, num cenário onde faltava quase tudo é preciso identificar as prioridades.

 

Secretário de Administração do Gabinete de Intervenção Federal - General Laélio: Nós temos recebido pedidos de grandes quantidades, mas nós estamos na fase interna de licitação, e assim que fizermos que conduzirmos a licitações, nós empenharemos e possivelmente em algum tempo estaremos recebendo esse equipamento no estado do Rio de Janeiro.

 

Repórter Luana Karen: Na reportagem de amanhã vamos falar sobre os primeiros resultados da intervenção federal. Reportagem, Luana Karen.

 

Nasi: Um setor que gera 10 milhões de empregos.

 

Gabriela: Estamos falando da indústria brasileira, setor tão importante para nossa economia.

 

Nasi: E um encontro em Brasília reúne empresários de todo o país. Eles discutem o atual cenário econômico e o futuro com a tecnologia, inovação.

 

Gabriela: O Presidente Michel Temer participou da abertura do evento e destacou apoio à indústria, que é um dos setores que alavanca a economia e gera empregos.

 

Repórter Márcia Fernandes: O Encontro Nacional da Indústria reúne empresários, federações e sindicatos para discutir o desenvolvimento do setor no Brasil. O Presidente Michel Temer participou da abertura do encontro nesta terça-feira e falou sobre a importância do incentivo à iniciativa privada.

 

Presidente Michel Temer: Nós temos no país ainda gente muito pobre. Então, primeira coisa que se deve fazer é incentivar a iniciativa privada, incentivar o empresariado para que, prosperando a iniciativa privada, se gere emprego. Porque o emprego é o que mais dá dignidade à pessoa humana.

 

Repórter Márcia Fernandes: O presidente da Confederação Nacional da Indústria, que organiza o encontro, também falou sobre a necessidade de apoiar a produção industrial. Segundo ele, o setor produz 21% de todas as riquezas criadas no Brasil, é responsável por cerca de metade das exportações brasileiras e gera mais de 10 milhões de empregos. Robson Andrade considera que, para a indústria se desenvolver, é necessário ainda garantir educação de qualidade à população. Ele falou sobre os investimentos da indústria nessa área, realizados com o apoio do Governo Federal.

 

Presidente da Confederação Nacional da Indústria - Robson Andrade: Nos últimos anos criamos uma rede nacional de 25 institutos Senai de Inovação, 58 institutos Senai de Tecnologia e 800 de Inovação do Sesi em todo o país com o apoio financeiro do BNDES. Esses institutos e centros têm o potencial de desenvolver todo um novo ecossistema de inovação para a indústria. Em várias dessas unidades há uma nova geração de empreendedores sendo gestada.

 

Repórter Márcia Fernandes: O Encontro Nacional da Indústria também vai tratar da renovação tecnológica. Durante os painéis serão discutidas pautas como a chamada Quarta Revolução Industrial, agora a internet ultrarrápida, a conectividade entre as máquinas e a inteligência artificial, devem mudar a forma de produção. Reportagem, Márcia Fernandes.

 

Nasi: O Brasil fechou a primeira metade do ano com um saldo positivo no comércio com outros países.

 

Gabriela: Nesse período as exportações superam as importações em mais de US$ 30 bilhões.

 

Nasi: Resultado que poderia ser ainda melhor, já que o período teve impacto da greve dos caminhoneiros.

 

Repórter Raíssa Lopes: O resultado da balança comercial neste ano é o segundo melhor para o semestre, perdendo apenas para os primeiros seis meses do ano passado. As exportações cresceram quase 6% em relação ao mesmo período do ano anterior. Foi registrado um recorde no embarque de minério de ferro, soja em grãos, farelo de soja e celulose. O ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Jorge, explicou que a retomada do crescimento econômico fez com que o salto da balança comercial fosse menor do que do ano passado.

 

Ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços - Marcos Jorge: Com a retomada da economia você importa mais, o mercado está mais aquecido, e, por isso, diminui o saldo da balança.

 

Repórter Raíssa Lopes: As importações também cresceram no primeiro semestre deste ano. O aumento foi de mais de 17% em relação ao mesmo período de 2017. Destaque para as compras de bens de capital, aqueles que são usados para a produção de outros. Em junho, o saldo positivo do comércio externo foi de mais de US$ 5,8 bilhões a favor do Brasil, isso mesmo com o impacto da greve nos caminhoneiros. Mas agora a situação já está normalizada no comércio externo, como afirma o secretário de Comércio Exterior do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Abrão Neto.

 

Secretário de Comércio Exterior - Abrão Neto: É possível que em alguns setores ainda se registrem efeitos ainda contínuos da paralisação, mas, no geral, nossa exportações e importações do mês de junho já recuperaram o seu patamar normal.

 

Repórter Raíssa Lopes: China, Estados Unidos e Argentina são os principais mercados para os produtos brasileiros. Reportagem, Raíssa Lopes.

 

Gabriela: E você vai ouvir ainda nesta edição.

 

Nasi: Nossa equipe acompanhou de perto mais uma fase de interiorização de migrantes venezuelanos.

 

Gabriela: Eles chegam ao Brasil fugindo da crise no país vizinho.

 

Nasi: Daqui a pouco vamos contar histórias de muitos que saíram hoje, de Roraima, rumo à Paraíba, Pernambuco e Rio de Janeiro.

 

Gabriela: A greve dos caminhoneiros gerou prejuízo para produtores e empresas que comercializam animais. Sem ração, frangos, porcos e outros animais acabaram morrendo.

 

Nasi: E para ajudar a cobrir os prejuízos, o BNDES vai oferecer um crédito especial para o setor.

 

Gabriela: Depois de uma reunião com o Presidente Michel Temer, o presidente do banco também anunciou a definição da linha de crédito que vai financiar a compra de placas solares para empresas e cidadãos.

 

Repórter Nei Pereira: As empresas de proteína animal, principalmente as ligadas à produção de frangos e suínos, estão entre as que mais sofreram greve dos caminhoneiros, ocorrida no final da maio e início de junho. Foram perdas de animais e fim de estoque de matéria-prima. Para repor esses prejuízos, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, BNDES, abriu uma linha de crédito no valor de R$ 1,5 bilhão, como avaliou o presidente do BNDES, Diogo Oliveira.

 

Presidente do BNDES - Diogo Oliveira: Houve perdas muito importantes de animais e prejuízos na cadeia produtiva, e, então, essas empresas necessitam, nesse momento, de repor esses estoques, repor os animais, e, para isso, o BNDES está disponibilizando uma linha de capital de giro com 60 meses para pagar sendo 24 meses de carência.

 

Repórter Nei Pereira: O presidente do BNDES também falou com Michel Temer sobre a medida recém-lançada pelo banco, uma linha de crédito para a instalação de placas solares nas casas das pessoas e nas empresas. O financiamento será oferecido por meio de bancos públicos com taxas de juros a 4% ao ano. Além de incentivar a produção de energia sustentável, a iniciativa também pode baratear as contas de luz dos consumidores. Diogo Oliveira, do BNDES, dá os detalhes.

 

Presidente do BNDES - Diogo Oliveira: É uma linha com condições muito boas, com juros de até 4% ao ano, com prazo de 12 anos para pagar e com uma carência entre 3 e 24 meses. Então, são condições que permitem que as parcelas, em muitos casos, sejam até inferior ao custo de energia que a pessoa tinha antes.

 

Repórter Nei Pereira: O presidente do BNDES informou ainda, que que o banco está passando por uma reestruturação para focar suas ações nas pequenas e médias empresas e obras de infraestrutura. Doze projetos vão ser implementados até o final do ano, entre eles o processo de digitalização para atendimento aos clientes. Reportagem, Nei Pereira.

 

Nasi: Os saques do PIS/Pasep no mês de junho chegaram a R$ 1,5 bilhão.

 

Gabriela: No mês em que se abriu a possibilidade de saque para quem tem a partir de 57 anos, mais de um 1 milhão de trabalhadores sacaram o dinheiro.

 

Nasi: Agora em julho os saques estão suspensos para uma correção de recursos do fundo, isso significa que quem optou por sacar em agosto vai receber o dinheiro corrigido.

 

Gabriela: As cotas do PIS/Pasep estão liberadas a quem trabalhou entre 1971 e 1988.

 

Nasi: Com a liberação de saques para todas as idades, o governo espera injetar na economia quase R$ 40 bilhões.

 

Gabriela: Comida, atendimento de saúde, novos documentos, abrigo.

 

Nasi: A acolhida dos venezuelanos que fogem da crise do país vizinho contou hoje com um novo capítulo.

 

Gabriela: Cento e sessenta três imigrantes foram levados hoje de Roraima para os estados da Paraíba, Pernambuco e Rio de Janeiro, onde sonham, sobretudo, com um emprego.

 

Nasi: Essa é a quarta etapa da interiorização. A nossa equipe acompanhou de perto essa ação e conversou com as famílias que, agora apostam num futuro melhor aqui no Brasil.

 

Repórter João Pedro Neto: Nessa quarta etapa de interiorização, 163 venezuelanos foram transferidos de Boa Vista, em Roraima, 44 seguiram para o município de Conde, na Paraíba, 69 para Igaraçu, em Pernambuco, e 50 para o Rio de Janeiro. Pessoas como a Mari Poier Contreiras, que chegou hoje ao abrigo de Igaraçu com o marido e três filhos. Para ela, esse é o momento de um recomeço.

 

Entrevistada - Mari Poier Contreiras: Esperança de uma oportunidade para minha família, para meus filhos. Melhorar a qualidade de vida, poder encontrar emprego.

 

Repórter João Pedro Neto: Eu acompanhei uma parte dessa viagem, que durou todo o dia. Às 4h os imigrantes começaram a deixar os abrigos em Boa Vista com destino à base aérea em ônibus do Exército. Foram quase quatro horas de viagem até Recife. De lá, os grupos foram separados. Imigrantes que iam para o Rio de Janeiro tomaram outro voo, os demais seguiram de ônibus para os abrigos em Pernambuco e Paraíba. Pablo Matos, oficial de relações institucionais da Acnur, Agência das Nações Unidas para Refugiados, explica como é a preparação para interiorização.

 

Oficial de relações institucionais da Acnur - Pablo Matos: Tem o cruzamento da fronteira, com o acolhimento aqui em Boa Vista, e, assim, com interiorização se fecha esse ciclo e começa outro, visando a melhor integração para que elas possam se desenvolver e ajudar a desenvolver também o nosso próprio país, o próprio Brasil.

 

Repórter João Pedro Neto: A interiorização só é realizada com imigrantes que queiram participar. No novo destino, eles são acompanhados e apoiados. Nas etapas anteriores outros 527 venezuelanos já tinham sido transferidos para São Paulo, Cuiabá e Manaus. Segundo a subchefe de Articulação e Monitoramento da Casa Civil, Natália Marcassa, a estratégia tem tido sucesso.

 

Subchefe de Articulação e Monitoramento da Casa Civil - Natália Marcassa: Hoje a gente já tem 4 mil pessoas acolhidas em abrigos, e, agora, com a interiorização, a gente já vem conseguindo fazer com que essas pessoas nos estados consigam emprego.

 

Repórter João Pedro Neto: A interiorização fecha uma etapa inicial do atendimento aos venezuelanos, que começa num momento em que eles cruzam a fronteira com o Brasil, é o que afirma a tenente-coronel Andrade Pontes, da Força-Tarefa Logística Humanitária de Roraima.

 

Tenente-coronel da Força-Tarefa Logística Humanitária de Roraima - Andrade Pontes: Para o estado a fase de interiorização, ela é o término do fluxo. Para o imigrante é uma representação da esperança de ter uma nova qualidade de vida e meios melhores nas cidades de destino.

 

Repórter João Pedro Neto: A Operação Acolhida envolve cerca de 400 militares. A estimativa é que haja mais de 25 mil venezuelanos em Boa Vista. De Conde, na Paraíba, João Pedro Neto.

 

"Defesa do Brasil! Defesa do Brasil! Defesa do Brasil!".

 

Gabriela: O Defesa do Brasil de hoje vai até a nossa selva amazônica, nas redondezas do município de Novo Airão, na fronteira entre os estados do Amazonas e de Roraima.

 

Nasi: E o destino é a reserva indígena dos Waimiri Atroari, onde vivem 2 mil índios.

 

Gabriela: Entre as atividades diárias desses índios, está o uso de embarcações como forma de se locomover entre as aldeias, e, para isso, precisavam de orientações para realizar o transporte de forma segura.

 

Nasi: E quem ajuda nessa tarefa é a Marinha do Brasil. Vamos conhecer esse trabalho na reportagem de Marina Melo.

 

Repórter Marina Melo: Por se tratar de uma região repleta de rios, o uso de embarcações é muito comum na Amazônia. Para garantir a segurança de índios que fazem o uso de embarcações, a Marinha do Brasil, em parceria com a Funai, promoveu, recentemente, o Curso de Formação de Aquaviários Marinheiro Fluvial Nível Um para 29 indígenas da etnia Waimiri Atroari, da comunidade Curial. A formação tem como objetivo qualificar os indígenas para a função de patrão de embarcações, usadas na navegação interior, como em lagos e rios. O capitão dos portos da Amazônia Ocidental, comandante Wellington Lopes dos Santos, conta que o que mais chamou a atenção durante o curso foi o empenho dos índios em aprender.

 

Capitão dos portos da Amazônia Ocidental - Wellington Lopes dos Santos: Quando os instrutores chegavam no local onde seriam ministradas as aulas, eles já estavam, já tinham acordado antes, fizerem trabalho de grupo, estudavam em grupo, e, depois, quando eles iam dormir, os índios permaneciam debatendo e isso foi muito interessante.

 

Repórter Marina Melo: O comandante afirma que a equipe da Marinha foi recebida com festa pelos índios no dia da entrega do certificado de conclusão do curso.

 

Capitão dos portos da Amazônia Ocidental - Wellington Lopes dos Santos: Isso se tornou uma coisa, assim, tão relevante que quando eu estive lá para a entrega dos certificados a aldeia estava em festa, né? Foi uma localidade onde 18 outras comunidades, né, aldeias estavam presentes com seus líderes, né? Fizeram uma grande festa de recepção. Foi algo assim que emocionou bastante. Eles estavam, assim, muito animados, muito felizes.

 

Repórter Marina Melo: Um dos participantes do curso, o índio Quinhá Wiribia, afirma que vai levar o que aprendeu no curso para sua aldeia para que ninguém mais se descuide na segurança na hora de navegar.

 

Entrevistado - Quinhá Wiribia: Levar essa informação para a nossa família, conversar: "Tem que ter colete quando for de barco, navegando só dentro do limite". Muito peso, eu fiquei até envergonhado quando os senhores falaram: "Não pode botar carga lá em cima, no teto". Então, a partir de agora, eu prometo que não vai mais acontecer.

 

Repórter Marina Melo: Com o Curso de Formação de Aquaviários da Marinha, os indígenas não só aperfeiçoaram seus conhecimentos em navegação, como também ampliaram suas noções de segurança da navegação e aprenderam medidas básicas voltadas ao combate da poluição dos rios. Reportagem, Marina Melo.

 

Gabriela: A Agência Nacional do Petróleo finalizou a consulta pública, onde recebeu sugestões sobre o período mínimo que o preço do combustível deve ser reajustado para os consumidores.

 

Nasi: Até ontem, dia 2 julho, quando se encerrou o período de contribuições, a agência recebeu 169 e-mails com sugestões de entidades e pessoas físicas.

 

Gabriela: A ANP coletou sugestões, dados e informações e agora discute a possibilidade de se estabelecer uma periodicidade mínima para o repasse do reajuste do preço dos combustíveis.

 

Nasi: Hoje, os reajustes são feitos diariamente pelas empresas produtoras de combustíveis que seguem variações do mercado internacional.

 

Gabriela: Saiu a lista dos candidatos pré-selecionados na primeira chamada do Programa Universidade Para Todos, o Prouni.

 

Nasi: O candidato aprovado deve comparecer à instituição de ensino que foi selecionada até a dia 10 de julho para apresentar os documentos que comprovem as informações da ficha de inscrição.

 

Gabriela: Para saber o resultado da primeira chamada acesse na internet o endereço: siteprouni.mec.gov.br.

 

Nasi: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Gabriela: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você e até amanhã.

 

"A Voz do Brasil. Governo Federal".