04 de maio de 2018 - poder executivo

Destaques da Voz do Brasil: Ampliar o acesso à moradia. E gerar mais empregos na construção civil. Presidente Michel Temer diz que governo prepara anúncio para construção de novas casas populares. Em entrevista exclusiva à Empresa Brasil de Comunicação, presidente também fala de empregos, economia e segurança pública. Mais de 230 venezuelanos são deslocados para São Paulo e Manaus. E vamos dar os detalhes da uma nova ferramenta que está ajudando a recuperar veículos roubados com mais rapidez.

audio/mpeg VOZ040518.mp3 — 46899 KB




Transcrição

Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

"Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá, boa noite.

Nasi: Boa noite para você, que nos acompanha em todo o país.

Gabriela: Sexta-feira, 4 de maio de 2018.

Nasi: E vamos ao destaque do dia.

Gabriela: Ampliar o acesso a moradia.

Nasi: E gerar mais empregos na construção civil.

Gabriela: Presidente Michel Temer diz que o Governo prepara anúncio para a construção de novas casas populares.

Presidente Michel Temer: Estamos finalizando estudos para lançar cerca de 150 mil casas populares no Minha Casa Minha Vida. Isso vai movimentar, vai agilizar a construção civil.

Nasi: Em entrevista exclusiva à Empresa Brasil de Comunicação, o presidente também fala de empregos, economia e segurança pública.

Gabriela: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

Nasi: Mais de 230 venezuelanos são deslocados para São Paulo e Manaus. Gabriela Noronha.

Repórter Gabriela Noronha: Nossa equipe acompanhou tudo, conta histórias de muitas famílias que fugiram da crise e como o Governo Brasileiro está ajudando a dar nova esperança a esses imigrantes.

Gabriela: E vamos dar os detalhes de uma nova ferramenta que está ajudando a recuperar veículos roubados com mais rapidez. Cleide Lopes.

Repórter Cleide Lopes: Com a implantação do Sistema Nacional de Alarmes, a Polícia Rodoviária Federal espera aumentar em 50% a recuperação de veículos roubados, num prazo de até cinco dias.

Nasi: Hoje na apresentação da Voz do Brasil, Gabriela Mendes e Nasi Brum.

Gabriela: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Nasi: O Governo estuda usar o lucro da Caixa Econômica Federal para construir 150 mil novas moradias populares pelo programa Minha Casa Minha Vida.

 

Gabriela: O dinheiro também pode ser usado em empréstimos para municípios.

 

Nasi: Os anúncios foram feitos pelo presidente Michel Temer durante entrevista exclusiva à EBC, a Empresa Brasil de Comunicação, responsável pela produção da Voz do Brasil do Governo Federal, pela TV NBR e Rede Nacional de Rádio.

 

Gabriela: Segundo o presidente, as duas medidas devem gerar mais empregos.

 

Presidente Michel Temer: Construção civil é uma das atividades que mais emprega no nosso país. Então, nós estamos agora lançando praticamente, estamos finalizando estudos para lançar cerca de 150 mil casas populares no Minha Casa Minha Vida. Isso vai movimentar, vai agilizar a construção civil. Mas, ao mesmo tempo, nós estamos estudando, exatamente com esses lucros, nós estamos estudando a possibilidade de empréstimos a municípios. Porque quando você empresta para o município, em face de uma decisão nossa do Governo, o município pode dar como garantia, e não podia dar no passado, o chamado Fundo de Participação do Município, o FPM. Então, com isso, vai aumentar, seguramente, muita procura dos municípios, na Caixa Econômica Federal, com a garantia do FPM, para obter empréstimos. Estes empréstimos, certa e seguramente, gerarão empregos e a tendência é que saia neste mês.

 

Nasi: Temer também falou sobre o recente aumento concedido no Bolsa Família, de 5,67%.

 

Gabriela: O presidente citou que este foi o segundo aumento do benefício durante o seu governo, mas que este não é o único ganho na área social realizado na sua gestão.

 

Presidente Michel Temer: Para quem ganha o Bolsa Família, este valor tem uma certa significação. Mas eu digo que não é o único ganho do nosso governo na área social. Você veja a questão de financiamento estudantil para os cursos superiores. Nós ampliamos enormemente, mais de 70 mil, 80 mil vagas para o Fies. Agora, eu devo dizer que o maior significado social está, primeiro, no impedimento do aumento do preço dos alimentos e, segundo, na valorização do salário. E terceiro ponto é que nós vamos trabalhar muito para combater o desemprego. Acho que a melhor maneira de fazer um grande governo de natureza social é precisamente o combate ao desemprego.

 

Nasi: E, como o presidente citou, a valorização dos salários e a redução no preço dos alimentos, foram geradas pela política econômica adotada pelo Governo.

 

Gabriela: Para Temer, a redução da inflação e dos juros tiveram impacto direto na vida da população, principalmente na de baixa renda.

 

Presidente Michel Temer: E é interessante como se festeja, por exemplo, a queda da inflação ou os juros baixos, é claro que as camadas mais vulneráveis, as camadas mais pobres da população não entende bem. O que adiantou, digamos, reduzir a inflação ou reduzir os juros? Mas isso importa, primeiro, na valorização do salário. Você tem um salário mais valorizado, em face da queda da inflação e, naturalmente, da queda dos juros. Você tem alimento mais barato, porque o alimento não cresce, não sobe de preço. Isso tem uma significação muito grande para, volto a dizer, para as classes mais vulneráveis. Então, por isso que eu digo: Ambas as hipóteses, a redução de juros e a queda da inflação, são importantes para a sociedade brasileira.

 

Nasi: Michel Temer também falou sobre a intervenção federal no Rio de Janeiro.

 

Gabriela: O presidente voltou a lembrar que os resultados da ação não vão ser sentidos pela população a curto prazo, embora alguns indicadores revelem a redução nos índices de violência.

 

Nasi: Temer falou que a intervenção é apenas uma ação na área, complementada pela criação do Ministério Extraordinário da Segurança Pública, que coordena e integra todas as forças policiais do país.

 

Presidente Michel Temer: Nós estamos praticamente há dois meses da intervenção decretada. Ela começa, ou começará a dar resultados agora, embora já tenha dado. Você sabe que, muito recentemente, eles apreenderam lá no Porto do Rio de Janeiro, uma partida de drogas de 1,5 tonelada quase, de droga. Isto é fruto muito da presença forte, interventiva que se deu no Rio de Janeiro. De outro lado, também nestas... Você veja que lá nos morros, as milícias ou, senão as milícias, a criminalidade, colocava barreiras. E eles tiveram a paciência de ir lá, quase que diariamente, para retirar esse concreto, ou seja, dando uma certa tranquilidade à população. Eu não só decretei a intervenção como criei o Ministério Extraordinário de Segurança Pública, não é? A segurança pública, na verdade, é uma competência dos estados da Federação Brasileira. Nós não vamos invadir a competência dos estados, mas vamos coordenar e integrar a segurança pública em todo o país.

 

Gabriela: E hoje o Governo entregou mais casas pelo programa Minha Casa, Minha Vida.

 

Nasi: É, Gabriela. Isso significa que vai ter muito trabalho para os caminhões de mudança neste fim de semana, em Queimados, no Rio de Janeiro.

 

Gabriela: Foram entregues as chaves de 300 novas moradias novinhas, que receberam investimentos de R$ 22 milhões e vão beneficiar 1,2 mil famílias.

 

Nasi: Ao fazer a entrega, o ministro das Cidades, Alexandre Baldi, fez um rápido balanço do programa pelo país e afirmou que não faltarão recursos para cumprir as metas do Governo Federal neste ano.

 

Ministro das Cidades - Alexandre Baldi: De acordo com as demandas dos municípios, de acordo com as demandas de cada região, o Ministério tem autorizado. Não faltou, não falta e não faltará recurso para o Minha Casa, Minha Vida, e seja para novas contratações, que o nosso objetivo é de 650 mil unidades para 2018, para as mais de 400 mil que estão em andamento, para as 75 mil que estavam paralisadas e já retomamos mais de 50 mil, ou seja para a requalificação daquelas que foram entregues há vários anos.

 

Gabriela: Fugindo da crise que atinge seu país, centenas de venezuelanos entram todos os dias no Brasil. Já são 40 mil por aqui.

 

Nasi: É, e o nosso país, que mantém acordos internacionais, acolhe essas pessoas.

 

Gabriela: Um grande trabalho vem sendo feito pelo Governo Federal com a construção de abrigos e regularização de documentos.

 

Nasi: Hoje, mais de 200 imigrantes foram deslocados para outros estados. Saíram de Boa Vista, Roraima, rumo a Manaus e São Paulo.

 

Gabriela: A nossa equipe de reportagem acompanha tudo. A repórter Gabriela Noronha está em Manaus e conta pra gente histórias de famílias que deixaram tudo e têm esperança de uma nova vida aqui no Brasil.

 

Repórter Gabriela Noronha: Iesser Jesus trabalhava como açougueiro na Venezuela, tinha uma vida simples, mas confortável, até que a crise chegou ao país. Iesser conta que, mesmo trabalhando, o salário não dava para comprar comida.

 

Entrevistado - Iesser Jesus: Eu trabalhava, mas o dinheiro não dava para comprar comida, me entende?

 

Repórter Gabriela Noronha: Iesser viu no Brasil a solução e foi com a mulher e o filho pequeno para Boa Vista, capital de Roraima. Assim como ele, entre 2017 e 2018, cerca de 48 mil venezuelanos entraram no território brasileiro pela fronteira, em Pacaraima, Roraima, segundo a Polícia Federal. A superintendente regional da Polícia Federal, Rosilene Santiago, explica que foi preciso aumentar o número do efetivo.

 

Superintendente regional da Polícia Federal - Rosilene Santiago: O imigrante venezuelano, ele vem à Polícia Federal para regularizar a sua permanência no país e assim ter acesso aos serviços públicos.

 

Repórter Gabriela Noronha: Preocupado com o agravamento da situação em Roraima, por conta do aumento da entrada de venezuelanos no Brasil, o Governo Federal organizou uma força-tarefa, articulando 16 órgãos do Governo e agências da Organização das Nações Unidas. A primeira iniciativa foi tomar providência para abrigar famílias que estavam vivendo na rua, como explica o general do Exército, Eduardo Pazuello, coordenador da força-tarefa humanitária do Governo Federal em Roraima.

 

General do Exército - Eduardo Pazuello: Em Boa Vista, nós temos ainda na Praça Simon Bolívar, que é uma área que já está toda ela mapeada, cadastrada, nos próximos que nós vamos tirar da praça e abrigar. Ficando prontos nossos abrigos agora, em mais de uma semana, a gente vai estar fazendo essa manobra.

 

Repórter Gabriela Noronha: E desde março está em curso a estratégia de transferir para outras cidades os imigrantes que desejam encontrar trabalho e permanecer no país. Os primeiros grupos, com 265 pessoas, seguiram para Cuiabá e São Paulo. Agora, mais 233 migrantes estão seguindo para São Paulo e Manaus. A subchefe de Articulação e Monitoramento substituta, Viviane Esse, da Casa Civil da Presidência da República, explica como funciona o processo.

 

Subchefe de Articulação e Monitoramento substituta - Viviane Esse: A pessoa, ela vai se ela quiser, então é feito um trabalho de sensibilização, porque eles não conhecem o Brasil, então eles precisam saber onde ficam as cidades, quais são as condições, clima, oportunidade de trabalho.

 

Repórter Gabriela Noronha: Em Manaus, os imigrantes venezuelanos foram levados nesta terça-feira para três abrigos mantidos pela Igreja Católica. Só na Casa de Acolhida Santa Catarina de Sena, foram recebidas 126 pessoas. De acordo com Paulo Sérgio de Almeida, da Agência de Refugiados das Nações Unidas, a ONU tem trabalhado em parceria com o Governo Federal Brasileiro para registrar os venezuelanos e garantir que todos os que chegam tenham documentação adequada.

 

Agência de Refugiados da ONU - Paulo Sérgio de Almeida: Nós acompanhamos toda a parte de documentação das pessoas, de verificação de saúde, de aptidão para participar do programa, e aí o Governo articula as vagas nos estados.

 

Repórter Gabriela Noronha: E é esse acolhimento em Manaus que fez Sulimar Hernández trocar as lágrimas pelo sorriso. Ela, que saiu da Venezuela por não ter o que comer, chegou a passar três dias dormindo na rua com as filhas e o marido em Boa Vista. No novo abrigo, sonha com um futuro melhor.

 

Entrevistada - Sulimar Hernández: Montar una pequena empresa, uma empresa de blusas para bebés, para crianças.

 

Repórter Gabriela Noronha: Até o fim do ano, o Governo espera levar para o interior 15 mil venezuelanos. Para isso, disponibilizou um orçamento de R$ 190 milhões. Reportagem, Gabriela Noronha.

 

Nasi: Teve o carro roubado?

 

Gabriela: Você precisa saber da nova ferramenta da Polícia Rodoviária Federal, que pode ajudar a recuperar o veículo com maior rapidez.

 

Nasi: Daqui a pouquinho vamos dar os detalhes e como fazer para acessar. Não saia daí.

 

Gabriela: O Brasil é um país que tem tomado as medidas necessárias para atrair investimentos, e de todos os lados, inclusive de outros países.

 

Nasi: Esse foi o recado do presidente Michel Temer, ao participar de um fórum sobre riscos para negócios internacionais da Escola Superior de Propaganda e Marketing, ESPM.

 

Gabriela: Segundo Temer, o país tem feito o dever de casa para mostrar aos investidores que é possível apostar no Brasil.

 

Repórter Luana Karen: Um indicador para dar mais segurança a quem quer investir em mercados mundo afora. O Índice de Risco para Negócios Internacionais, lançado pela ESPM, em São Paulo, é o primeiro no Brasil avaliar países em itens como macroeconomia, ambiente de negócios e terrorismo. Dalton Pastore, presidente da ESPM, afirma que o índice pode ajudar a melhorar as chances de sucesso das empresas brasileiras no exterior.

 

Presidente da ESPM - Dalton Pastore: Para o desenvolvimento do Brasil é importante levar a cultura, o conhecimento, os produtos brasileiros para fora e trazer dividendos. Esse trabalho realizado visa exatamente aumentar as possibilidades de êxito destas empresas.

 

Repórter Luana Karen: Os países receberam notas de zero a cem. Quanto maior a nota, mais arriscado é investir no país. Os Estados Unidos são o país mais seguro para investimentos, seguido do Reino Unido e da Alemanha. O Brasil ocupa a 20ª posição. E entre os países do BRICS, grupo de nações em desenvolvimento, só perde para a China como melhor destino para investimentos. Denilde Holzhacker, coordenadora da pesquisa, comenta os dados do estudo.

 

Coordenadora de pesquisa - Denilde Holzhacker: Que o investidor tenha o mapeamento de quais são os principais problemas para, num determinado país, e mostre para ele, assim, qual é o risco maior, qual é o risco menor.

 

Repórter Luana Karen: No evento que lançou o índice, o presidente Michel Temer lembrou as medidas tomadas pelo Governo para tornar o Brasil mais confiável para investidores internacionais.

 

Presidente Michel Temer: Nós tivemos oportunidade de exemplificar para o exterior aquilo que estamos fazendo no Brasil, para as pessoas perceberem que podem investir no Brasil sem nenhum temor, não é? Isto é fundamental, não há empresário que invista, seja nacional ou seja estrangeiro, se ele não tiver certeza de que vai ganhar. Ninguém vai investir para perder dinheiro.

 

Repórter Luana Karen: Os 47 países analisados correspondem a 83% do PIB mundial. Reportagem, Luana Karen.

 

Nasi: Como tornar um lugar mais protegido de desastres ambientais, como inundações?

 

Gabriela: No Brasil, são desenvolvidos vários projetos que trabalham com esse tema.

 

Nasi: E é para essas iniciativas que uma nova campanha foi lançada com foco na educação.

 

Gabriela: Escolas, universidades e unidades da Defesa Civil podem participar e até ganhar prêmios.

 

Repórter Márcia Fernandes: Para incentivar os estudantes a refletirem sobre os desastres ambientais, o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais, Cemaden, lançou a campanha 'Aprender para Prevenir'. Na campanha, escolas, defesas civis e universidades de todo o país devem divulgar projetos educativos sobre o tema. A antropóloga Rachel Trajber é responsável pela parte de educação do Centro de Monitoramento. Ela acredita que a escola é um espaço importante para debater esse tema.

 

Antropóloga - Rachel Trajber: A escola é um espaço privilegiado para a gente trabalhar ciência, iniciação científica, educação de verdade, com os jovens, e, ao mesmo tempo, eles acabam envolvendo as suas comunidades nessa temática, que é inovadora.

 

Repórter Márcia Fernandes: Os desastres naturais afetam milhões de brasileiros todos os anos. Só no ano passado, quase 1,3 mil municípios foram atingidos por excesso ou pela falta de chuva. A professora Kátia Guádia trabalha em uma escola municipal na cidade de São Sebastião, em São Paulo. Ela conta que, em 2016, um projeto orientado por ela foi premiado pelo Cemaden. Os alunos aprenderam quais são os desastres e foram para as ruas conversar com os moradores.

 

Professora - Kátia Guádia: Quando eles começaram a fazer essa relação dessa coisa da ocupação, do rio tomando o seu lugar, porque assim, o curso do rio, onde que ele era... Aí é muito legal, então eles, apontando, assim: "Ali está irregular, ali está com perigo, ali não está..." Então, isso começa a fazer muito mais sentido.

 

Repórter Márcia Fernandes: As escolas que participarem da campanha concorrem a pluviômetros semiautomáticos, que são aparelhos que medem a quantidade de chuva, e também kits educativos. As inscrições vão até o dia 1º de outubro e podem ser feitas pelo site www.cemaden.gov.br. Reportagem, Márcia Fernandes.

 

Nasi: Quem já teve um carro roubado sabe bem a dor de cabeça que é.

 

Gabriela: Se tem seguro ou não, o sentimento de perda é o mesmo.

 

Nasi: Além disso, sempre vem a dúvida: Será que vou recuperar o bem perdido?

 

Gabriela: Pois é, Nasi. A Polícia Rodoviária Federal está reforçando a fiscalização para identificar e combater esse tipo de crime.

 

Nasi: E uma nova ferramenta que já está funcionando pode ajudar a polícia a aumentar em 50% a recuperação de veículos roubados, em até cinco dias.

 

Repórter Cleide Lopes: O técnico de Segurança do Trabalho, Moisés Lucena, morador de Brasília, teve o carro roubado há cerca de dois meses. Fez o Boletim de Ocorrência na Polícia e esperava notícias do veículo. Quinze dias depois, ele descobriu o Sistema Nacional de Alarmes, o Sinal, da Polícia Rodoviária Federal, e registrou o roubo. O sistema permite localizar mais rapidamente veículos roubados, furtados em sequestros ou clonados. Cinquenta dias depois, o carro de Moisés foi encontrado.

 

Técnico de Segurança do Trabalho - Moisés Lucena: É fácil, viu? Você entra lá e tem todos os dados lá, você coloca toda a documentação que eles têm no sistema lá, e é muito prático, prático mesmo. O carro, eu espero pegar daqui a 20 dias, ficaram de fazer toda a perícia para me devolver o carro.

 

Repórter Cleide Lopes: Ao fazer o registro do veículo no Sistema Nacional de Alarmes, uma mensagem é enviada de forma automática ao celular de todos os policiais em serviço, em um raio de 100 Km, ou na rota de passagem do veículo. Com isso, a probabilidade de recuperar um carro nas primeiras horas após o roubo é bem maior. Com a implantação do Sistema Nacional de Alarmes, a Polícia Rodoviária Federal espera aumentar em 50% a recuperação de veículos roubados, num prazo de até cinco dias, como explica a policial rodoviária federal Andrea Piacenzo.

 

Policial rodoviária federal - Andrea Piacenzo: No ano passado, a Polícia Rodoviária Federal recuperou mais de sete mil veículos com registro de roubo e furto. Então, nossa expectativa é que, para esse ano, durante o ano todo, já em funcionamento o Sinal, que a gente tenha um incremento, sim, de cerca de 30% a 50% de aumento no número de veículos recuperados.

 

Repórter Cleide Lopes: A Polícia Rodoviária Federal ressalta que o cadastramento do veículo no sistema não substitui a necessidade do Boletim de Ocorrência na Polícia Civil. Quem tiver o carro roubado ou clonado pode fazer o registro do veículo na internet, na página www.prf.gov.br/sinal. Reportagem, Cleide Lopes.

 

Gabriela: Já pensou em poder cortar uma maçã em fatias, comer alguns pedaços e deixar o restante na geladeira para ser consumido depois, sem que a fruta fique escurecida e perca o sabor?

 

Nasi: Essa é a ideia de uma pesquisa da Embrapa que faz a oxidação, processo que deixa as fatias da fruta escurecidas, ficar mais demorada.

 

Gabriela: Tudo para evitar o desperdício, benefício tanto para quem come quanto para quem planta e vende a fruta.

 

Repórter Raíssa Lopes: Quanto tempo dura uma maçã depois de cortada? Um, dois dias? Davi Truncoso é dono de um restaurante no Distrito Federal e usa cerca de oito quilos da fruta por semana em suas receitas. Ele conta que, como a maçã escurece rapidamente depois de fatiada, o que não é consumido no dia acaba no lixo.

 

Dono de restaurante - Davi Truncoso: A manipulação dela e o consumo é importante que seja no mesmo dia, porque ela perde qualidade. No fim do dia, não usou, é descartada.

 

Repórter Raíssa Lopes: Mas uma técnica desenvolvida pela Embrapa permite que, depois de fatiada, uma maçã tenha vida útil de até 12 dias. A ideia é diminuir o desperdício e também permitir que agricultores possam vender a fruta por um preço maior. Marciano Bittencourt é produtor de maçã em São Joaquim, Santa Catarina. Com o irmão, produz cerca de 500 toneladas da fruta por ano. Ele acredita que a técnica vai valorizar o produto e também abrir novas formas para ser vendido.

 

Produtor de maçã - Marciano Bittencourt: É uma tecnologia, um modo de comercialização muito bom, porque agrega e abre outras alternativas de comercialização, né? Tudo que facilita, que o consumidor possa facilitar a vida do consumidor e tal, para nós sempre reflete em maior venda de maçã.

 

Repórter Raíssa Lopes: Para que as maçãs tenham maior vida útil, elas passam por uma técnica em que são mergulhadas em um líquido antioxidante, drenadas, embaladas e armazenadas em câmara fria. Para o consumidor, a ideia é boa porque a fruta não vai precisar ser consumida de uma vez.

 

Entrevistado: Não precisa nem ser muitos dias, né? Mas guardo de manhã, vou comer de noite e ela está do mesmo jeito que você cortou? Muito bom, acho muito interessante.

 

Entrevistado: Corta a metade, deixa ali na geladeira. Ela não tem essa duração que você está falando, né? Então acho interessante.

 

Repórter Raíssa Lopes: Agora, os pesquisadores vão testar a ação do antioxidante em bananas e pêssegos. Reportagem, Raíssa Lopes.

 

Nasi: O Governo quer destinar mais recursos para apoiar o esporte nacional.

 

Gabriela: A ideia é aumentar a porcentagem de patrocínio para atletas brasileiros com desconto no imposto. É a Lei de Incentivo ao Esporte.

 

Repórter Nei Pereira: Fila em Brasília para pegar um autógrafo da dupla de jogadores de vôlei de praia, Alison Cerutti e Bruno Schmidt. A razão para tanta popularidade está nas conquistas dos atletas, entre elas a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016. Tudo isso foi possível graças a muito treino e investimento. Os dois são beneficiados com recursos obtidos por meio da Lei de Incentivo ao Esporte. Alison Cerutti destaca a importância da lei.

 

Atleta - Alison Cerutti: Você consegue iniciar uma carreira sem muitas dificuldades e, principalmente, se manter nela. Faz grande diferença no dia a dia, no meu trabalho, para que eu possa fazer o meu melhor e ter um alto rendimento dentro de quadra.

 

Repórter Nei Pereira: O Banco do Brasil é uma das empresas que aderiram à Lei de Incentivo ao Esporte e patrocina a Confederação Brasileira de Vôlei. O gerente executivo da Diretoria de Marketing e Comunicação do banco, Delano Valentim de Andrade, ressalta as vantagens de associar a marca da empresa com o esporte.

 

Gerente executivo de Marketing - Delano Valentim de Andrade: Ajuda a rejuvenescer a marca, ajuda a aproximar a marca dos jovens e traz atributos observados no esporte, que são superação, trabalho em equipe, dedicação, foco, para próximo da nossa marca.

 

Repórter Nei Pereira: As empresas podem investir em projetos esportivos e patrocínios a atletas até 1% do valor do imposto de renda devido. Já as pessoas físicas podem destinar até 6% do imposto a pagar. Uma proposta do Ministério do Esporte pode triplicar o investimento, como destaca a diretora do Departamento de Incentivo e Fomento ao Esporte, do Ministério do Esporte, Carla Cândido.

 

Diretora do Departamento de Incentivo e Fomento ao Esporte - Carla Cândido: Essa mudança no percentual vai ser muito importante para o esporte como um todo. Nós investiremos três vezes mais nos projetos, então acreditamos que isso vai dar um impulso para os beneficiados.

 

Repórter Nei Pereira: Nesses dez anos, mais de 5 mil projetos foram contemplados pela lei. Reportagem, Nei Pereira.

 

Nasi: Doadores de medula óssea estão isentos do pagamento de taxa de inscrição em concursos públicos da administração direta e indireta.

 

Gabriela: A nova lei, que já está em vigor, também garante gratuidade na inscrição aos beneficiários do Cadastro Único para Programas Sociais.

 

Nasi: A medida vale para concursos tanto dos municípios quanto dos estados e da União.

 

Gabriela: A partir de agora, o edital de cada concurso deverá detalhar os requisitos para obtenção do benefício. Quem apresentar informação falsa estará sujeito ao cancelamento da inscrição ou da nomeação.

 

Nasi: E estas foram as notícias do Governo Federal.

 

Gabriela: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Nasi: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Gabriela: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite e bom fim de semana.

 

Nasi: Boa noite para você e até segunda.

 

"Brasil, ordem e progresso".