05 de junho de 2018 - poder executivo

Destaques da Voz do Brasil: No Dia Mundial do Meio Ambiente, Brasil firma compromisso para reduzir emissão de gases do efeito estufa. Para isso, presidente Michel Temer assina metas para ampliar uso de biocombustíveis. Além de ajudar o meio ambiente, medida pode baratear preços dos combustíveis. Operação do Ibama e Polícia Federal combate tráfico de animais em todo o país. Agência Nacional do Petróleo anuncia consulta pública para definir período mínimo de reajuste nos preços dos combustíveis. E vamos falar ainda sobre o abono salarial de 2016. Mais de 2 milhões de trabalhadores ainda não sacaram o benefício. Prazo termina no fim do mês.

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Transcrição


Apresentador Luciano Seixas: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá. Boa noite.

 

Luciano: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Terça-feira, 5 de junho de 2018. Dia Mundial do Meio Ambiente.

 

Luciano: E Brasil firma compromisso para reduzir emissão de gases do efeito estufa.

 

Gabriela: Para isso, o Presidente Michel Temer assina metas para ampliar uso de biocombustíveis.

 

Luciano: Além de ajudar o meio ambiente, medida pode baratear preço dos combustíveis.

 

Presidente Michel Temer: Estas metas são estímulo à produção de combustíveis mais eficientes e sustentáveis. Ganha o consumidor com preços mais baixos e maior também o poder de escolha.

 

Gabriela: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Luciano: Operação do Ibama e Polícia Federal combate tráfico de animais em todo o país.

 

Gabriela: Agência Nacional do Petróleo anuncia consulta pública para definir período mínimo de reajuste nos preços dos combustíveis.

 

Luciano: E vamos falar ainda sobre a abono salarial de 2016.

 

Gabriela: Mais de 2 milhões de trabalhadores ainda não sacaram o benefício e o prazo termina no fim do mês.

 

Luciano: Na apresentação da Voz do Brasil de hoje, Gabriela Mendes e Luciano Seixas.

 

Gabriela: E para assistir, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Luciano: A Agência Nacional do Petróleo Gás Natural e Biocombustíveis, ANP, anunciou agora pouco que vai realizar uma consulta pública para receber sugestões sobre o período mínimo que o preço de combustível deve ser reajustado para os consumidores.

 

Gabriela: E sobre esse assunto nós conversamos, ao vivo, com o diretor-geral da ANP, Décio Oddone. Boa noite, diretor.

 

Diretor-geral da ANP - Décio Oddone: Boa noite.

 

Gabriela: Diretor, explica para a gente como é que vai ser essa consulta pública.

 

Diretor-geral da ANP - Décio Oddone: Bom, o mercado brasileiro de combustíveis é muito concentrado e a forma de ter um preço justo e adequado para o consumidor é através de um mercado aberto, transparente e competitivo. Enquanto a gente viver num momento de monopólio no mercado de refino no Brasil há espaço para ação da agência regulatória. Então, foi exatamente o que nós fizemos hoje, aprovamos um processo de abertura de consulta pública à sociedade em geral para obter sugestões de como proceder para estabelecer um período mínimo de tempo para que possa haver repasse dos reajustes de preços dos combustíveis para o consumidor final.

 

Luciano: Diretor, porque a ANP tomou essa decisão?

 

Diretor-geral da ANP - Décio Oddone: Porque é a nossa obrigação, somos agência regulatória do setor, temos, de acordo com a Lei do Petróleo, obrigação de defender os interesses do consumidor. A sociedade brasileira demonstrou cabalmente nos últimos tempos que busca uma maior estabilidade dos preços dos derivados. Essa medida pode ser feita sem afetar as companhias que operam no setor, aliás, essa é uma premissa básica nossa. O Brasil precisa de investimentos. Nós estimamos que para desenvolver o nosso potencial no setor de petróleo e gás precisamos de R$ 2,5 trilhões de investimentos ao longo dos próximos dez anos. Esse investimento não cabe no balanço de uma companhia só, nós precisamos de muitas empresas investindo no Brasil. Para que isso aconteça, precisamos dar liberdade para as companhias investirem, precisamos de um ambiente democrático, seguro, estável, que permita que as regras do jogo sejam cumpridas, os contratos sejam respeitados. Dessa forma, então, todas medidas que nós vamos tomar vão levar a esse aspecto em consideração. Nós queremos, ao mesmo tempo, proteger os consumidores de uma volatilidade excessiva no preço dos combustíveis, ao mesmo tempo que de mantemos a atratividade do Brasil para os investimentos que nós tanto precisamos.

 

Gabriela: Diretor, e o senhor pode explicar para quem está nos ouvindo agora quando cabeça a consulta pública e como é que é possível participar?

 

Diretor-geral da ANP - Décio Oddone: Ela começa no dia 11 de junho, agora, na próxima segunda-feira, e se estenderá até o dia 2 de julho, e as contribuições podem ser enviadas para um e-mail que vai estar disponível no site da agência.

 

Luciano: Diretor-geral da ANP, Décio Oddone, agradecemos a sua participação, ao vivo, aqui na Voz do Brasil.

 

Diretor-geral da ANP - Décio Oddone: Muito obrigado, boa noite.

 

Luciano: Boa noite.

 

Gabriela: E hoje é o Dia Mundial do Meio Ambiente. O governo deu mais uma contribuição para a preservação ambiental.

 

Luciano: Foram definidas as metas para a promover a aumento do uso de combustíveis renováveis, como o etanol, pelos próximos dez anos.

 

Gabriela: Elas fazem parte do RenovaBio, a política nacional dos biocombustíveis.

 

Luciano: Medidas que devem diminuir a dependência do Brasil com combustíveis do exterior feitos a partir do petróleo e baixando o preço para o consumidor.

 

Repórter Pablo Mundim: Combustíveis menos poluentes, mais eficientes e sustentáveis, metas definidas pelo governo com o RenovaBio, a política nacional dos biocombustíveis. A medida, aprovada pelo Presidente Michel Temer nesta terça-feira, Dia Mundial do Meio Ambiente, vai reduzir em 10% as emissões de gases do efeito estufa, que provocam o aquecimento global na produção de combustíveis no país. O presidente Temer afirmou que o Brasil foi um dos primeiros países a aderir ao acordo da ONU para a redução das emissões dos gases de efeito estufa e que o RenovaBio vai ajudar a diminuir a dependência externa do país com combustíveis feitos a partir do petróleo.

 

Presidente Michel Temer: Vamos reduzir de 11,5% para 7% a nossa dependência externa de combustíveis. O Brasil estará menos exposto, e esta frase é importante, à variação internacional do preço do petróleo e às flutuações cambiais. Portanto, quem sabe, em futuro não distante, muito próximo, nós consigamos evitar acontecimentos como este que se verificou na semana passada. E estas metas, vou dizer o óbvio, vai ser um estímulo à produção de combustíveis mais eficientes e sustentáveis. Ganha o consumidor com preços mais baixos e maior também poder de escolha, naturalmente ganha toda a sociedade, especialmente com mais segurança enérgica. Tudo isso com total respeito ao meio ambiente.

 

Repórter Pablo Mundim: O ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, disse que o RenovaBio pode provocar a queda da proteção dos combustíveis nos próximos anos.

 

Ministro de Minas e Energia - Moreira Franco: E é exatamente para dar a manifestação, o testemunho do compromisso do Governo Brasileiro com a qualidade de vida no mundo, com a melhoria das nossas condições de vida, com a possibilidade de baixar o preço do combustível, que são medidas que não terão efeito amanhã, mas nos próximos dez anos.

 

Repórter Pablo Mundim: O Presidente Michel Temer também anunciou a criação de duas nossas áreas de preservação, a Reserva Extrativista do Baixo Rio Branco Jauaperi, na Floresta Amazônica, e o Refúgio de Vida Silvestre para Araras Azuis, no estado da Bahia. Reportagem, Pablo Mundim.

 

Gabriela: E aqui no Brasil sempre se pergunta: como conciliar o crescimento da agricultura preservando a floresta?

 

Luciano: Olha, Gabriela, hoje o ministro do Meio Ambiente destacou essa questão como um dever de casa, que o Brasil tem feito muito bem.

 

Gabriela: Uma das ferramentas para superar esse desafio é o Cadastro Ambiental Rural.

 

Luciano: O chamado CAR auxilia no processo de regularização e preservação ambiental de propriedades rurais e já tem mais de 5 milhões de inscritos.

 

Repórter Nei Pereira: O Brasil é um dos maiores produtores de alimentos do mundo e ainda tem grandes áreas de vegetação preservada, é o caso da Floresta Amazônica. Manter esse patrimônio intacto é um desafio. Para conter a desmatamento, o Brasil usa a tecnologia com imagens de satélite e reforço na fiscalização. O país conta também com o maior sistema do monitoramento ambiental das propriedades rurais do mundo, o CAR, Cadastro Ambiental Rural. Segundo o diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro, Raimundo Deusdará Filho, já são mais de 5 milhões de propriedades inscritas com detalhamento de áreas produtivas, nascentes e reservas de proteção permanente.

 

Diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro - Raimundo Deusdará Filho: Esses números, inclusive, extrapolam a nossa expectativa. Hoje nós temos aí certamente um Cadastro Ambiental Rural, uma iniciativa de várias parcerias, especialmente com os estados brasileiros que não há precedente no mundo.

 

Repórter Nei Pereira: Todas as ações do governo, somadas ao apoio do setor produtivo, já permitiram que 750 milhões de hectares sejam monitorados, o que corresponde a cerca de 90% do território brasileiro. O ministro do Meio Ambiente interino, Edson Duarte, afirma que o país pode seguir rumo ao desenvolvimento sustentável e agricultura e meio ambiente caminharem juntos.

 

Ministro do Meio Ambiente interino - Edson Duarte: Nós estamos trazendo o Brasil para se tornar, já a curto prazo, um gigante do mundo naquele país que consegue produzir, e produzir muito, e, ao mesmo tempo, manter um ativo florestal como o que nós temos.

 

Repórter Nei Pereira: Também foi anunciada, nesta terça-feira, uma plataforma de cursos virtuais na área de agrofloresta, dois deles sobre manejo do açaí e da castanha já têm inscrições abertas. Para saber mais, acesse: florestal.gov.br. Reportagem, Nei Pereira.

 

Gabriela: A Organização dos Estados Americanos, OEA, está reunida, neste momento, em Washington, nos Estados Unidos, e discute a possibilidade de suspender a Venezuela do grupo, por ruptura da ordem democrática.

 

Luciano: A proposta foi feita por sete países, entre eles o Brasil. A nossa correspondente Paola de Orte acompanha essa votação e tem os detalhes. Boa noite, Paola. Já temos um resultado por aí?

 

Repórter Paola de Orte (ao vivo): Boa noite, Luciano, Gabriela. Boa noite, ouvintes da Voz do Brasil. Ainda não tem um resultado, Luciano. A Assembleia-Geral da Organização dos Estados Americanos, a OEA, está reunida nesse momento e o principal tema na pauta da organização é a crise na Venezuela. Logo mais irá começar a votação de uma resolução proposta pelo Brasil e outros seis países para que o país seja suspenso da organização. A resolução é uma tentativa da organização de responder à crise política, econômica e humanitária no país. O Brasil, assim como vários países outros americanos, considera que o processo eleitoral, que ocorreu na Venezuela no último dia 20 de maio e que resultou na reeleição de Nicolás Maduro para comandar o país não é legítimo, como foi reiterado aqui em Washington pelo ministro das Relações Exteriores brasileira, Aloysio Nunes, que participa da reunião agora. São necessários 18 votos para dar início ao processo de suspensão e depois 24 votos para que a Venezuela seja suspensa de fato. A suspensão prejudicaria ainda mais a legitimidade internacional da Venezuela e pode dificultar o acesso à ajuda humanitária internacional de países de fora do hemisfério. Mas, acima de tudo, seria um reconhecimento da organização internacional mais antiga em funcionamento de que as eleições da Venezuela foram ilegítimas. Ao vivo, de Washington, nos Estados Unidos, Paola de Orte.

 

Gabriela: E você vai ouvir ainda nesta edição.

 

Luciano: Ministério da Justiça faz mutirão no Ceará para regularizar processos de presos que ainda não foram julgados.

 

Gabriela: E vamos dar os detalhes do abono social de 2016.

 

Luciano: Dois milhões de trabalhadores ainda não sacaram o benefício.

 

Gabriela: Dia de fazer contas, somar, subtrair, dividir.

 

Luciano: Mas, diferente de muita gente que enxerga a matemática como um bicho-papão, estudantes do Ensino Fundamental e Médio mostraram hoje que a disciplina pode servir de degraus para o futuro.

 

Gabriela: É que alunos de mais de 54 mil escolas públicas e particulares participaram da primeira fase de mais uma edição da Olimpíada Brasileira de Matemática, um recorde na competição.

 

Repórter Luana Karen: Álgebra, geometria, aritmética. Tem adulto que arrepia só de ouvir essas palavras, um assunto que não mete medo no Eduardo Barros, de dez anos. O aluno do sexto ano de uma escola de Brasília, participou pela primeira vez da Olimpíada Brasileira de Matemática, e levou a prova numa boa.

 

Estudante - Eduardo Barros: A prova foi bem tranquila, assim, eu já estudei bastante. Então, não senti muito dúvida, não.

 

Repórter Luana Karen: A Mariana Reis, de 12 anos, também era novata na Olimpíada. Aluna da sétima do ensino fundamental, ela se preparou para valer para a prova.

 

Estudante - Mariana Reis: Eu entrei no site da Obmep, eu refiz as provas da Obmep do ano passado, eu vi videoaula também.

 

Repórter Luana Karen: Mais de 18 milhões de alunos de 54 mil escolas públicas e privadas em todo o país participaram da primeira fase da Olimpíada Brasileira de Matemática. Estudo encomendado pelo Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada mostrou que a escolas que participam ativamente da competição apresentam melhora no desempenho dos alunos na Prova Brasil, que avalia a qualidade do ensino fundamental no país, como explica Cláudio Landim, coordenador-geral da Olimpíada Brasileira de Matemática.

 

Coordenador-geral da Olimpíada Brasileira de Matemática - Cláudio Landim: Então, esse envolvimento a acaba dando a todos os alunos, não apenas aqueles que participam da Olimpíada, mas a todos os alunos da escola a equivalente a um e meio e de ensino da matemática.

 

Repórter Luana Karen: O menino Eduardo barros, que ouvimos no início da reportagem, consegue enxergar a matemática com quase tudo e até dá conselho para quem torce o nariz para a matéria.

 

Estudante - Eduardo Barros: Com a matemática você consegue tudo, praticamente, no futuro, passar em faculdades, cursos que vão te ajudar, e tal, tudo isso.

 

Repórter Luana Karen: Os 900 mil alunos mais bem classificados na primeira fase da Olimpíada Brasileira de Matemática, vão fazer a segunda etapa no dia 15 de setembro, o resultado final sai em novembro. As melhores notas vão ser premiadas com medalhas de ouro, prata e bronze, e garantem o ingresso dos alunos em programas de iniciação científica. Reportagem, Luana Karen.

 

Luciano: E hoje, no Dia Mundial do Meio Ambiente, 12 pessoas foram presas por oferecer, na internet, animais silvestres para a venda.

 

Gabriela: A Operação Teia, realizada pelo Ibama em parceria com a Polícia Federal e com a Polícia Rodoviária Federal, também resgatou quase 140 animais.

 

Luciano: O repórter João Pedro Neto tem, ao vivo, as informações. Boa noite João Pedro.

 

Repórter João Pedro Neto (ao vivo): Boa noite, Luciano. Boa noite, Gabriela. Boa noite aos ouvintes da Voz do Brasil. Bom, no Dia Mundial do Meio Ambiente a Operação Teia de combate ao tráfico e à venda ilegal de animais silvestres, por meio das redes sociais, cumpriu 34 mandados de busca e apreensão em 15 estados do país. Além do Ibama e das Polícias Federal e Rodoviária Federal, também participaram corporações dos estados. Foram resgatados 137 animais como aves, macacos, jacarés, serpentes, iguanas, entre espécies silvestres nacionais e de outros países. Durante a investigação, que começou ainda no ano passado, a partir de apurações dos órgãos envolvidos e também por meio de denúncias, foi identificada a exposição de mais de 1,2 mil animais para venda na internet. Já foram emitidos autos de infração que somam cerca de R$ 500 mil em multas. E os alvos da operação também vão responder por crime ambiental, com pena de prisão que vai de seis meses a um ano. E segundo o Ibama, as investigações continuam. Ao vivo, João Pedro Neto.

 

Gabriela: De cada dez presos no país, quatro são provisórios, isso é, ainda nem foram julgados.

 

Luciano: Para saber a real situação desses detentos e diminuir a população carcerária, o governo, em parceria com os estados, integra o Programa Defensoria Sem Fronteiras.

 

Gabriela: O programa agora está no Ceará, onde fica até o dia 15 deste mês.

 

Repórter Raquel Mariano: Em todo o Ceará 24,5 mil pessoas estão presas. Desse total, quase 60% cumpre prisão provisória. Só na região metropolitana da capital, Fortaleza, defensores vão analisar processos de 11 mil detentos. Segundo a defensora pública-geral do Ceará, Mariana Lobo, o Programa Defensoria Pública Sem Fronteiras pode diminuir a superlotação nos presídios.

 

Defensora pública-geral do Ceará - Mariana Lobo - O foco do projeto, ele é garantir que aquelas pessoas que não deveriam estar dentro do sistema penitenciário, lá não estejam, ou seja, garantir que aquelas pessoas que cometeram de menor periculosidade, como crimes praticados contra o patrimônio, né, que foram praticados sem violência ou grave ameaça a pessoa, que essas pessoas tenham seus direitos respeitados. Obviamente, isso vai dar um impactado, onde, dentro do sistema penitenciário passará a ter apenas as pessoas que lá devem estar.

 

Repórter Raquel Mariano: O programa também levanta dados sobre o sistema prisional. Segundo a ouvidora nacional do Depen, o Departamento Penitenciário Nacional, Maria Gabriela Peixoto, essas informações são usadas para criar políticas públicas.

 

Ouvidora nacional do Departamento Penitenciário Nacional - Maria Gabriela Peixoto: A gente consegue ter indicadores de onde a Defensoria e os outros órgãos do sistema de justiça, precisam otimizar seus trabalhos, melhorar seus trabalhos e pensar políticas públicas específicas para esse grupo.

 

Repórter Raquel Mariano: A Programa Defensoria Sem Fronteiras, já passou por Minas Gerais, Maranhão, Paraná, Amazonas, Roraima, Rio Grande do Norte, Santa Catarina e Rondônia. Os próximos estados a receber a ação vão ser Goiás e Pará. Reportagem, Raquel Mariano.

 

Luciano: Os trabalhadores que ainda não sacaram o abono salarial referente ao ano de 2016 têm até o dia 29 deste mês para procurar uma agência bancária e retirar o dinheiro.

 

Gabriela: Mais de 2 milhões de pessoas ainda não sacaram o benefício.

 

Luciano: A quantia disponível para saque passa de R$ 1 bilhão.

 

Repórter Nei Pereira: Mais de 2 milhões de trabalhadores ainda não sacaram o abono salarial ano base 2016. Essas pessoas não têm o dia 29 deste mês para procurar uma agência bancária e retirar o dinheiro, e é bom se apressar, já que não existe previsão de que o prazo seja prorrogado. O chefe de Divisão do Abono Salarial do Ministério do Trabalho, Márcio Ubiratan Brito, explica quem tem direito ao benefício e o que fazer.

 

Chefe de Divisão do Abono Salarial do Ministério do Trabalho - Márcio Ubiratan Brito: Ele é destinado aos trabalhadores, em 2016 trabalhou, por pelo menos 30 dias, recebeu em média até dois salários mínimos e está cadastrado no PIS/Pasep a pelo menos cinco anos. E para isso o que é que ele precisa fazer nesse momento? Procurar uma agência da Caixa, se ele for de empresa privada, e Banco do Brasil se ele for um servidor público.

 

Repórter Nei Pereira: O abono salarial ano base 2016 começou a ser pago em 27 de julho do ano passado, desde então, mais 22 milhões de trabalhadores sacaram o dinheiro, o que representa cerca de 90% do total. Entre os que já resgataram a recurso, está a estudante Jéssica Ribeiro. Ela conta que não teve dificuldade para receber o benefício.

 

Estudante - Jéssica Ribeiro: Perguntei para o atendente sobre o PIS, ele me explicou, puxou lá no sistema e viu que eu tinha direito. Nesse ano eu já fiquei antenada no calendário e já caiu na conta. Ano passado eu paguei um curso e esses ano eu paguei umas dívidas com o dinheiro que veio.

 

Repórter Nei Pereira: O valor do benefício é proporcional aos meses trabalhados em 2016, e varia de R$ 80 a R$ 954. Para tirar dúvidas e obter informações, o interessado pode ligar na central de atendimento do Ministério do Trabalho pelo número: 158. Reportagem, Nei Pereira.

 

Gabriela: Cidadãos dos Emirados Árabes Unidos que viajarem ao Brasil vão ter isenção de visto.

 

Luciano: O mesmo vai acontecer para os brasileiros que visitarem o país. O decreto com a medida foi assinado pelo Presidente Michel Temer e é resultado de um acordo firmado em março do ano passado.

 

Luciano: A isenção de visto vale para viagens de negócios e turismo com duração de até 90 dias a cada período de 12 meses.

 

Gabriela: A ideia é fortalecer o vínculo com os Emirados Árabes, onde estão importantes polos comerciais e turísticos, como Dubai e Abu Dhabi.

 

Luciano: Preservar as cidades históricas para gerar turismo e qualidade de vida para os moradores.

 

Gabriela: Com esse objetivo o governo tem investido recursos para restaurar igrejas, casarões, teatros e outros projetos em regiões históricas.

 

Luciano: Hoje foi inaugurado mais um, o Museu da Imagem e do Som de Cuiabá, em Mato Grosso.

 

Gabriela: O novo espaço vai servir para contar velhas história de gente que viu tudo se modernizar. É o caso do seu Aníbal, que a gente vai conhecer agora.

 

Repórter Bruna Saniele: Tudo começou na década de 50, quando Aníbal Alencastro estava com 15 anos. Encantado pelo som das claquetes, pelas luzes, cores, e, principalmente, pelas atuações dos grandes artistas que passavam num antigo cinema, em Cuiabá, capital do Mato Grosso, o então estudante resolveu se aventurar um novo ofício, operador de cinema.

 

Entrevistado - Aníbal Alencastro: O cinema era o ponto de encontro dos cuiabanos. Aqui se exibia jornal na tela, né? O esporte através do Canal 100, e depois outros filmes da época que fez muita emoção aqui.

 

Repórter Bruna Saniele: Agora seu Aníbal tem 75 anos. O encanto pelo cinema que começou na juventude não passou, ao contrário, moldou toda sua carreira. Ele se tornou historiador hoje é responsável por contar a história do cinema no Museu da Imagem e do Som de Cuiabá, o Misc, que reinaugurado nesta terça-feira. O museu ocupa um casarão antigo no centro da cidade, que foi completamente restaurado com recursos do Programa Avançar, e agora será utilizado para atividades sociais e culturais. Para o seu Aníbal, o museu vai ajudar a mostrar como o povo de Cuiabá gostava de cinema e vai até educar os mais jovens.

 

Entrevistado - Aníbal Alencastro: Eu acreditado que o museu aqui é mais ou menos parte de uma escola, os alunos complementam o conhecimento através do museu. É um órgão de educação, né?

 

Repórter Bruna Saniele: Segundo Robson de Almeida, diretor de projetos especiais do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, o Iphan, serão investidos R$ 11 milhões na restauração de 16 obras no centro histórico de Cuiabá. Em todo o país, o braço do Programa Avançar que atua nas cidades históricas, prevê investimentos de R$ 1,6 bilhão em 44 cidades de 20 estados. Para o diretor do Iphan, esse programa pode ser um vetor de mudança na vida da população local.

 

Diretor do Iphan - Robson de Almeida: Mostrar para população brasileira que o patrimônio pode ser um vetor de desenvolvimento, ele não é um ônus para essas cidades, e, sim, uma diferenciação, algo que pode mudar a vida das pessoas. Então, é muito ligado à qualificação dos espaços urbanos, aos equipamentos culturais voltados principalmente para as pessoas que vivem nessas cidades.

 

Repórter Bruna Saniele: Nessa semana serão ainda inaugurados em Cuiabá, obras de revitalização das praças no Largo, Feirinha da Mandioca e Senhor dos Passos, no centro histórico da cidade. Reportagem, Bruna Saniele.

 

Luciano: A indústrias nacional continua em ritmo de crescimento.

 

Gabriela: Segundo dados divulgados hoje pelo IBGE, o avanço na produção em abril chegou a 9% se comparado com o mesmo mês do ano passado.

 

Luciano: Se comparamos a produção de abril com o mês anterior, março, a pesquisa registra aumento de 0,8%.

 

Gabriela: O resultado foi influenciado, principalmente, pela indústria de derivados do petróleo e biocombustíveis, a indústria automotiva, de alimentos e de produtos farmacêuticos.

 

Luciano: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Gabriela: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Luciano: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Gabriela: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite.

 

Luciano: Boa noite e até amanhã.

 

"Brasil, ordem e progresso".