06 de fevereiro de 2018

Destaques da Voz do Brasil: Em pouco mais de 1 semana, mais de 1 milhão de pessoas sacaram cotas do PIS/Pasep. Estão abertas as inscrições para o Prouni. E número de vagas é o maior desde a criação do programa. 100 milhões de camisinhas vão ser distribuídas pela Ministério da Saúde no Carnaval. E durante a folia, também vai ter campanha para conscientizar os brasileiros e combater o racismo.

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Transcrição


Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá. Boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Terça-feira, 6 de fevereiro de 2018.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia.

 

Gabriela: Em pouco mais de uma semana, mais de um 1 milhão de pessoas sacaram cotas de PIS/Pasep. Nathália Koslyk.

 

Repórter Nathália Koslyk: Elas foram beneficiadas pela nova medida do governo que reduziu para 60 anos a idade mínima para os saques.

 

Nasi: E você também vai ouvir na voz de Brasil do hoje.

 

Gabriela: Estão abertas as inscrições para o Prouni.

 

Nasi: O número de vagas é o maior desde a criação do programa. Nei Pereira.

 

Repórter Nei Pereira: A inscrição deve ser feita pela internet até esta sexta-feira, dia 9 de fevereiro.

 

Gabriela: Cem milhões de camisinhas vão ser distribuídas pelo Ministério da Saúde no carnaval.

 

Nasi: E durante a folia também vai ter campanha para conscientizar os brasileiros e combater o racismo.

 

Gabriela: Hoje, a apresentação da Voz do Brasil, Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Nasi: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar: www.voz.gov.br.

 

Gabriela: Um milhão e setecentos mil brasileiros já sacaram as cotas do PIS/Pasep desde que a idade mínima para saques caiu para 60 anos no final ano passado.

 

Nasi: Só nos últimos dias de janeiro, foram pagos R$ 1,3 bilhão, dinheiro que aquece a economia e chega em boa hora para muita gente, como conta a repórter Natália Koslyk.

 

Repórter Nathália Koslyk: Mauro Passarinho mora em Itapetininga, no Estado de São Paulo. Desempregado há quase dois anos, ele foi um dos primeiros brasileiros a sacar sua cota do PIS no mês de janeiro, quando o dinheiro foi liberado para público com mais de 60 anos de idade. Foram cerca de R$ 3,5 mil que vieram em muito boa hora.

 

Desempregado - Mauro Passarinho: O dinheiro o PIS veio numa hora sagrada, deu para pagar umas continhas, deu para colocar calha na minha casa aqui, que nessa época de chuva aqui estava dando muita infiltração de água.

 

Repórter Nathália Koslyk: Entre os dias 22 e 31 de janeiro, quando foi liberado o saque para as pessoas com mais de 60 anos, houve um aumento expressivo das retiradas do benefício, como conta Sérgio Calderini, diretor do Departamento de Assuntos Financeiros do Ministério do Planejamento.

 

Diretor do Departamento de Assuntos Financeiros do Ministério do Planejamento - Sérgio Calderini: Nas últimas semanas de janeiro, quando entrou a público com idade acima de 60 anos, cerca de 1 milhão de pessoas foram beneficiadas com os saques e a gente conseguiu, com isso, pagar R$ 1,3 bilhão para essas pessoas.

 

Repórter Nathália Koslyk: A redução da idade mínima para o saque das cotas do PIS/Pasep, tanto para homens, quanto para as mulheres, foi autorizada por meio de Medida Provisória no final do ano assado. O diretor Sérgio Calderini, do Ministério do Planejamento, fala dos benefícios alcançados com a mudança.

 

Diretor do Departamento de Assuntos Financeiros do Ministério do Planejamento - Sérgio Calderini: Um grande número de trabalhadores tem uma dificuldade com dívidas ou com contas para pagar. Então, a medida, no primeiro momento, ela auxilia essas pessoas. E, em segunda instância, aquilo que a gente tem sempre que estar de olho, é ativar a economia, e, com isso, a gente espera um impacto maior, um incremento no nosso PIB.

 

Repórter Nathália Koslyk: Tem direito os recursos do fundo do cotistas o trabalhador que tenha contribuído para o PIS ou Pasep até 4 de outubro de 1988 e que não tenha feito o resgate total do dinheiro. Até agora, desde que a liberação dos saques foi anunciada, já foram pagos quase R$ 4 bilhões. Reportagem, Nathália Koslyk.

 

Gabriela: E atenção, muita gente ainda tem direito ao saque e não retirou o dinheiro.

 

Nasi: Para verificar se pode sacar, o trabalhador com vínculo no setor privado deve acessar: www.caixa.gov.br/cotapis.

 

Gabriela: Se for servidor público, acesse: www.bb.com.br/pasep.

 

Nasi: Estão abertas as inscrições para o Programa Universidade para Todos, o Prouni.

 

Gabriela: O programa vai oferecer o maior número de vagas desde que foi criado.

 

Nasi: É uma oportunidade para quem não tem como pagar um curso superior em faculdades particulares.

 

Gabriela: O programa oferece bolsas integrais e parciais dependendo da renda da família.

 

Nasi: E atenção, porque as inscrições terminam nesta sexta-feira, dia 9.

 

Repórter Nei Pereira: O estudante Rodolfo Oliveira aproveitou a hora do almoço nesta terça-feira para conhecer um dos laboratórios de anatomia da faculdade onde começou, nesta semana, o curso de medicina no Distrito Federal. Ele foi aprovado com uma bolsa integral do Prouni, o Programa Universidade para Todos. E agora vai realizar o sonho de ser médico.

 

Estudante - Rodolfo Oliveira: Aqui está por volta de quase R$ 7 mil a mensalidade, e, assim, se fosse fazer particular não tem condições, não. Não é qualquer pessoa que consegue pagar essa mensalidade, não. Se não fosse o Prouni não teria como eu cursar medicina.

 

Repórter Nei Pereira: E a oportunidade está aberta para quem pretende ingressar no ensino superior pelo Prouni. O programa oferece bolsas integrais e parciais de 50% em faculdades privadas. A inscrição deve ser feita pela internet até esta sexta-feira, dia 9 de fevereiro. Podem concorrer brasileiros sem diploma de curso superior que tenham feito o Exame Nacional do Ensino Médio, Enem, no ano passado, com nota mínima de 450 pontos e não ter zerado a prova de redação, como explica Vicente Almeida, diretor de Políticas e Programas de Educação Superior do Ministério da Educação.

 

Diretor de Políticas e Programas de Educação Superior do Ministério da Educação - Vicente Almeida: O candidato ao Prouni, o bolsista integral, precisa comprovar renda de até um salário mínimo e meio por pessoa na família. A bolsa parcial, 50%, tem que comprovar renda de até três salários mínimos por pessoa da família. Além disso, podem também concorrer pessoas com deficiência, professores da rede pública em efetivo exercício e candidatos oriundos de escola pública ou de escola privada no Ensino Médio na condição de bolsista integral.

 

Repórter Nei Pereira: Para o primeiro semestre deste ano, o Prouni está batendo recorde de vagas, ofertando mais 240 mil bolsas em cerca de 3 mil faculdades em duas modalidades, presencial e à distância. As inscrições podem ser feitas no endereço: siteprouni.mec.gov.br. Reportagem, Nei Pereira.

 

Gabriela: A produção de veículos voltou a crescer no mês de janeiro.

 

Nasi: Em 2017 o setor ajudou a impulsionar a produção industrial.

 

Gabriela: Agora, só no primeiro mês o ano, já saíram das linhas de produção quase 220 mil unidades entre veículos e máquinas agrícolas.

 

Nasi: E a boa notícia é que além das exportações, começam a crescer também as vendas aqui dentro do Brasil.

 

Repórter Paulo La Salvia: Mais um sinal de recuperação da economia, agora ele vem do setor automotivo. Em janeiro foram produzidos no Brasil quase 217 mil veículos, um aumento superior a 24% em relação ao mesmo período do ano passado. O dado é da Associação Nacional de Fabricantes de Veículo Automotores, que reúne as principais montadoras do país. Segundo a Anfavea, parte da produção foi absorvida pelo mercado interno, 180 mil veículos foram licenciados no mês passado. A aposentada de Brasília, Elexânia de Paiva, faz parte deste grupo de compradores.

 

Aposentada de Brasília - Elexânia de Paiva: Tive um dinheiro extra da aposentadoria, aí botei numa coisa para mim mesmo, né? Um carro que eu pudesse ter um maior conforto.

 

Repórter Paulo La Salvia: O movimento foi tão intenso em janeiro que Israel Dias, gerente de uma loja de veículos em Brasília, ficou surpreso.

 

Gerente de uma loja de veículos em Brasília - Israel Dias: As vendas foram excelentes. A nossa concessionária teve um crescimento de 26,5% comparando com 2017, e isso refletiu no setor de peças e no setor de oficina também.

 

Repórter Paulo La Salvia: Segundo a Anfavea, janeiro também registrou um recorde de veículos exportados, foram 47 mil vendidos para o exterior. Uma marca que, segundo o ministro interino na Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Jorge de Lima, está ajudando a recuperação da economia brasileira.

 

Ministro interino na Indústria Comércio Superior e Serviços - Marcos Jorge de Lima: O setor automotivo é um setor muito importante para a economia brasileira, uma cadeia extensa que vai desde o aço até as concessionárias, e que teve uma expansão de 44% em 2017 das suas exportações. Isso demonstra que o que o governo tem trabalhado em termos de política para o exterior, em termos de acordos comerciais, tem sido muito efetivo nesse momento de retomada da economia brasileira, e, que, aliás, o setor automotivo tem contribuído bastante, como demonstram todos os números.

 

Repórter Paulo La Salvia: O balanço da Anfavea mostra que a produção e a exportação de máquinas agrícolas também aumentaram. Reportagem, Paulo La Salvia.

 

Gabriela: O controle mais efetivo do Bolsa Família permitiu o ingresso de 3,6 milhões novos beneficiários do programa.

 

Nasi: No auxílio-doença a revisão dos benefícios também gerou economia de R$ 5 bilhões.

 

Gabriela: Com o pente-fino, pessoas que realmente precisam são atendidas por políticas importantes.

 

Nasi: O balanço é do ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, que participou hoje do Programa Por Dentro do Governo, que vai ao ar na Rede Nacional de Rádio, na TV NBR.

 

Repórter Márcia Fernandes: O Programa Bolsa Família complementa a renda de quem vive em situação da extrema pobreza. O ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, explicou que isso significa garantir que o beneficiário vai conseguir se alimentar. O ministro ressaltou que foi intensificado o controle de quem recebe o benefício, com isso 4,4 milhões pessoas que não cumpriam os critérios básicos pararam de receber a bolsa. Outras 3,6 milhões foram incluídas na lista. O ministro explica que com isso a fila foi zerada.

 

Ministro do Desenvolvimento Social - Osmar Terra: O controle era anual, às vezes bianual, passamos a fazer um controle mensal porque tinha uma fila também de pessoas que estavam precisando e não conseguiam entrar. Então, hoje qualquer pessoa que precisar do Bolsa Família, se castra e no mesmo mês, às vezes, ou no mês seguinte já está recebendo. Não tem mais fila.

 

Repórter Márcia Fernandes: O auxílio-doença também passou por um controle maior. O benefício é concedido a trabalhadores que ficam incapacitados por mais de 15 dias por causa de uma doença ou acidente. Segundo o ministro Osmar Terra, 1,8 milhão pessoas recebiam o benefício sem passar por perícia do INSS há mais de dois anos. Depois um mutirão para reavaliar as condições de saúde desses beneficiários, foi possível excluir aqueles que tinham condições de voltar ao trabalho. Segundo o ministro, a iniciativa permitiu uma grande economia de recursos.

 

Ministro do Desenvolvimento Social - Osmar Terra: Só o ano passado nós economizamos perto de R$ 5 bilhões na área do INSS, isso vai para pagamento da Previdência. E esse ano nós vamos chegar aí na mais de R$ 10 bilhões de economia.

 

Repórter Márcia Fernandes: Osmar Terra também falou sobre o Programa Criança Feliz, que atende gestantes e crianças beneficiárias do Bolsa Família ou do Benefício de Prestação Continuada. Pelo o programa, profissionais capacitados orientam as famílias sobre as melhores formas de estimular o desenvolvimento dos filhos. De acordo do Osmar Terra, ao crescer, esses meninos e meninas entendem a estudar por mais também e conseguem uma renda maior do que a dos seus pais. Reportagem, Márcia Fernandes.

 

Gabriela: 19h11 no horário brasileiro de verão.

 

Nasi: Neste carnaval 100 milhões de camisinhas vão ser distribuídas pelo Ministério da Saúde.

 

Gabriela: Daqui a pouco vamos detalhar a nova campanha de prevenção à Aids lançada hoje.

 

Nasi: E tem também no combate ao racismo nos dias de folia. Você vai saber como denunciar.

 

"Defesa do Brasil! Defesa do Brasil! Defesa do Brasil!".

 

Gabriela: Regiões que enfrentam secas terríveis enquanto outros locais sofrem com fortes chuvas e alagamentos.

 

Nasi: As variações climáticas estão cada vez mais comuns em todo o planeta e afetam diretamente as nossas vidas e o nosso dia a dia.

 

Gabriela: Entender esses fenômenos pode ser uma saída. E o Brasil está investimento em pesquisa muito, muito longe daqui.

 

Nasi: É na Antártida, o continente maio gelado no planeta.

 

Repórter Marina Melo: Um pedaço do Brasil na Antártida, continente mais frio, seco e onde mais se venta no planeta. Aqui será a nova Estação Antártica Comandante Ferraz, que está sendo reconstruída após um incêndio e que estará pronta no ano que vem. Em visita recente ao local, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, destacou a importância do trabalho feito pela Marinha do Brasil.

 

Ministro da Defesa - Raul Jungmann: Aqui o Brasil mostra a sua bandeira. E, mais uma vez, demonstra que é um país que se preocupa com a humanidade, com o meio ambiente e com todos nós.

 

Repórter Marina Melo: Mesmo durante este período de reconstrução da base brasileira, as Forças Armadas deram continuidade ao trabalho de apoio à pesquisa, dando suporte logístico para pesquisadores brasileiros, como explica o comandante da Marinha, almirante Eduardo Leal Ferreira.

 

Comandante da Marinha - Eduardo Leal Ferreira: Juntos aqui desenvolvem pesquisas que garantem a presença brasileira no continente, e, principalmente, no momento presente, nós estamos reconstruindo a Estação Antártica, de acordo dos novos padrões e que eu tenho certeza que será um motivo de muito orgulho para todos os brasileiros.

 

Repórter Marina Melo: O secretário da Comissão Interministerial para Recursos do Mar, almirante Renato Batista, explica como funciona o trabalho de apoio feito pela Marinha, que conta de dois navios no continente.

 

Secretário da Comissão Interministerial para Recursos do Mar - Renato Batista: A Marinha, ela provê aos pesquisadores todas as condições básicas para que eles realizem suas pesquisas. Nós, então, promovemos o transporte até a Antártica e as facilidades para a pesquisa lá, seja na Estação Antártica Comandante Ferraz, seja nos acampamentos, diversos acampamentos que são lançados nos refúgios, ou abordo dos navios da Marinha.

 

Repórter Marina Melo: Estudos realizados na Antártida contribuem de forma importante para que se possa compreender os fatores que vêm causando variações climáticas tão assentadas em todos o planeta. Por isso, essas pesquisas são tão relevantes para o Brasil e para o mundo. O pesquisador e professor Carlos Fujita, da Universidade Federal do Rio Grande, trabalha com instrumentação oceanográfica e está neste momento a bordo de um navio da Marinha para mapear as propriedades químicas da península Antártica. Ele conta que além da pesquisa em si, ele também ensina jovens pesquisadores para que esse importante trabalho não seja interrompido no futuro. O pesquisador destaca que sem o apoio das Forças Armadas não seria possível dar continuidade aos estudos.

 

Pesquisador e professor da Universidade Federal do Rio Grande - Carlos Fujita: Sem o navio a gente não coleta, a gente não vai onde a gente precisa, a gente não consegue lançar os equipamentos que a gente precisa e isso tudo faz parte de uma grande engrenagem que tem que funcionar tudo direitinho, que envolve logística da FAB.

 

Repórter Marina Melo: E, no ano que vem, com a conclusão de obras da Estação Antártica Comandante Ferraz, mais estudantes contarão com um suporte ainda maior para continuar levando o nome do Brasil junto ao seleto grupo de países com contam a sua própria rede de pesquisas na Antártida e com sua própria estação no continente mais gelado do planeta. Reportagem, Marina Melo.

 

Gabriela: R$ 38 bilhões vão apoiar micro, pequenos e grandes empresários, além de financiar também o acesso ao ensino superior em três regiões do país.

 

Nasi: São recursos dos Fundos de Constitucionais do Norte e Nordeste e Centro-Oeste, que neste ano tiveram um aumento de 30% de relação ao que foi liberado no ano passado.

 

Gabriela: O principal objetivo: desenvolver economicamente essas regiões ampliando oportunidades.

 

Repórter Gabriela Noronha: Há três anos a brasiliense Danúbia Santos tinha um sonho, transformar uma pequena escola no primeiro berçário na região de Entorno, do Distrito Federal. Mas Danúbia conta que logo esbarrou no principal obstáculo, a falta de dinheiro.

 

Brasiliense - Danúbia Santos: E aí, veio esse sonho de montar, porém, precisava do dinheiro para ser montado.

 

Repórter Gabriela Noronha: A solução Danúbia encontrou no Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste, e o negócio deu tão certo que ela já está ampliando o empreendimento.

 

Brasiliense - Danúbia Santos: Trouxe muito, muito sucesso para nós. Esse ano nós estamos inaugurando outro espaço aqui ao lado, vamos aumentar em menos de dois anos, né?

 

Repórter Gabriela Noronha: O Fundo Constitucional de Financiamento atende às regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. O objetivo é aquecer a economia e estimular o desenvolvimento regional. Só em 2017 foram destinados quase R$ 27 bilhões em créditos para empreendedores, o que inclui desde o pequeno agricultor familiar até grandes empresas. Segundo Hélder Barbalho, ministro da Integração Nacional, em 2018 os três fundos constitucionais vão destinar mais R$ 38 bilhões. Hélder Barbalho ressalta que, pela primeira vez, os recursos dos fundos regionais também vão estimular a educação e a apoiar os estudos de alunos do ensino superior.

 

Ministro da Integração Nacional - Hélder Barbalho: O aluno que desejar adentrar ao Fies, ele pode procurar a instituição financeira e através do FNO, do FNE e do FCO captar esse financiamento e garantir seu acesso ao ensino superior privado.

 

Repórter Gabriela Noronha: Pessoas interessadas devem procurar em cada região uma agência de um dos bancos operadores do crédito, Banco do Nordeste, Banco da Amazônia, e no Centro-Oeste, o Banco do Brasil. Reportagem, Gabriela Noronha.

 

Nasi: Foi em Salvador, ao som do Ilê Aiyê, que o Ministério da Saúde financiou hoje a campanha de combate à Aids do carnaval.

 

Gabriela: E vai ter samba, frevo, axé, bloquinho deslocado, mas, olha só, nada de vacilar na folia, viu?

 

Nasi: É, esse o recado do Ministério da Saúde para quem vai brincar o carnaval.

 

Gabriela: E, além de incentivar a prevenção contra o vírus HIV, o governo quer identificar parte dos mais de 100 mil brasileiros infectados e que ainda não sabem que têm a doença.

 

"Hoje tá combinado, tudo no esquema, tudo organizado. Vai ter samba, frevo, axé e um bloquinho deslocado".

 

Repórter Beatriz Albuquerque: Ao ritmo de "Vamos Combinar", na campanha desse ano o Ministério da Saúde vai distribuir 100 milhões de preservativos e disponibilizar 11 milhões de testes rápidos para o diagnóstico do HIV. Nos blocos de carnaval vai haver distribuição de panfletos para a conscientização dos foliões. Segundo o ministro da Saúde, Ricardo Barros, o governo trabalha para identificar os brasileiros que têm o vírus e ainda não sabem, e, outros, que por medo do preconceito, ainda não fazem o tratamento contra a doença.

 

Ministro da Saúde - Ricardo Barros: Cento e trinta e seis mil não sabem que estão com o HIV, por isso aqueles 11 milhões de testes que são importantes, que vocês incentivem a testagem, e 196 mil pessoas sabem, prefeito, que estão em infectadas e não se tratam por conta do estigma da doença. Então, é preciso que eles tenham o apoio para se incorporarem ao tratamento, que é gratuito e muito eficiente o tratamento do HIV que o governo destina.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: A expectativa desse ano é que mais de 3 milhões de pessoas pulem carnaval nas ruas da Salvador ao longo dos dez dias de festa. Oitocentos mil turistas de todo do mundo devem visitar o local, que está engajado no combate à Aids, com distribuição de preservativos e outras medida de prevenção, como explicou o prefeito da cidade, Antônio Carlos Magalhães Neto.

 

Prefeito da cidade - Antônio Carlos Magalhães Neto: Nós vamos fazer gratuitamente os exames de HIV, sífilis e hepatites B e C. Outro braço importante dessa campanha é a distribuição de 2 milhões de preservativos. É levar a mensagem da necessidade do sexo seguro, da prevenção, esse é o melhor remédio.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: Segundo estimativa do Ministério da Saúde, no Brasil, 830 mil pessoas vivem com o vírus HIV e 540 mil fazem o tratamento pelo Sistema Único de Saúde. O país é o único do mundo que oferece tratamento 100% gratuito e público para portadores do vírus. Reportagem, Beatriz Albuquerque.

 

Nasi: E quem vai curtir o carnaval tem que se lembrar que quem nenhuma forma de preconceito ou discriminação pode servir como justificativa para piadas, adereços ou acessórios. É a campanha 'Diga Não ao Racismo'.

 

Repórter Raíssa Lopes: Nada de pintar o rosto de preto, usar de peruca cabelos crespos ou se fantasiar de nega maluca. A estudante Luiza Tavares estava em uma loja escolhendo adereços para brincar o carnaval e deixou esses elementos de lado, pois os considera preconceituosos.

 

Estudante - Luiza Tavares: Com certeza eu me sentiria ofendida e eu acho que o pessoal tem que ter um pouco mais de noção na hora de procurar as fantasias. Não é algo que é bem visto. Não é algo que é legal. E acho que as pessoas têm que ter uma consciência maior sobre de onde vêm as coisas que elas estão se fantasiando.

 

Repórter Raíssa Lopes: E para conscientizar a população e evitar comportamentos ofensivos que atingem e discriminam os negros, o Ministério dos Direitos Humanos lançou a campanha neste carnaval 'Diga Não Ao Racismo'. Serão distribuídos 50 mil folders em formato de leque nas esteiras de bagagem e balcões de informações nos aeroportos e rodoviárias do todo o país. Para a ministra dos Direitos Humanos, Luislinda Valois, o racismo pode ser extinto no Brasil por meio da educação.

 

Ministra dos Direitos Humanos - Luislinda Valois: A verossimilhança, como se veste, como se comporta, por negros, isso vem de priscas eras. Então, ainda está um pouco arraigado no povo, mas com a educação e a conscientização nós temos certeza que neste carnaval nós vamos conseguir reduzir bastante, ou talvez até eliminar essa forma de racismo. Nós não queremos racismo no Brasil, nós queremos união, inclusão total de todo o povo. Vamos brincar o carnaval sem racismo, sem preconceito, sem nenhum tipo de discriminação. É bom espalhar esta ideia.

 

Repórter Raíssa Lopes: Quem presenciar uma situação de racismo deve procurar a delegacia mais próxima ou ligar para o número 100, o Disque Direitos Humanos, que funcionará durante todo o carnaval. Reportagem, Raíssa Lopes.

 

Gabriela: Nos últimos dez anos, a criação da tilápia cresceu mais de 200%.

 

Nasi: E agora o governo quer conquistar os mercados internacionais.

 

Repórter Pablo Mundim: O peixe já faz parte do cardápio do brasileiro. Além de saborosa, a carne é rica em nutrientes. Engenheiro e pescador, Jordano Aguiar, morador de Brasília, consome peixe semanalmente.

 

Engenheiro e pescador - Jordano Aguiar: Um peixe tem um preço razoável, tem uma qualidade boa, tem um sabor agradável.

 

Repórter Pablo Mundim: Em todo o Brasil, a média de consumo de peixe é 10kg quilos por habitante durante um ano, bem próximo dos 12kg recomendados pela Organização Mundial de Saúde, e entre as espécies mais consumidas está a tilápia. De acordo com o levantamento com a Empresa Brasileira de Pesquisa, a Embrapa, a cultivo desse peixe aumentou 223% em dez anos, pulou de 68 mil para 220 mil toneladas. Leonardo Guimarães é produtor de tilápia no Distrito Federal, vende 20 mil toneladas por ano e conta as vantagens de comercializar a espécie.

 

Produtor de tilápia no Distrito Federal - Leonardo Guimarães: É um peixe bastante viável o custo dele, do manuseio dele, né?

 

Repórter Pablo Mundim: Do tanque direto para a mesa. Em um restaurante da capital federal, o peixe é a especialidade da casa. Sempre fresquinho, o que não falta é tilápia no cardápio, garante a proprietária Maria Luiza.

 

Proprietária de restaurante - Maria Luiza: Uma ótima aceitação pelo fato do sabor suave e não ter espinhas.

 

Repórter Pablo Mundim: A pesquisadora da Embrapa Pesca e Aquicultura de Palmas, no Tocantins, Renata Melon, acredita que a produção da tilápia vai continuar crescendo no Brasil nos próximos anos.

 

Pesquisadora da Embrapa Pesca e Aquicultura - Renata Melon: A tendência é de maior crescimento, abertura de mercado, inclusive, para exportação, e isso tudo vem sendo feito de forma extremamente intensiva, impressionante. A expectativa de fato é muito grande.

 

Repórter Pablo Mundim: Grande também é a meta do governo para o setor. Segundo o secretário de Aquicultura do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Dayvson Franklin, o Brasil tem potencial para movimentar quase US$ 15 bilhões por ano.

 

Secretário de Aquicultura do Ministério da Indústria Comércio Exterior e Serviços - Dayvson Franklin: Nós temos um exemplo, sim, vitorioso no país com proteína animal como a carne, vamos aplicar isso no pescado. Porque o mercado que a gente tem lá fora para conquistar é grandioso, é imenso. A gente está a 0,2% nesse mercado, vamos 1%, e, depois, chegar, quem sabe, a 10%. Essa é a grande meta hoje para o governo brasileiro, é botar a aquicultura como a cabeça do agronegócio também.

 

Repórter Pablo Mundim: Somente em 2016 o Brasil exportou mais de 1 milhão de quilos de tilápia, a maior parte para os Estados Unidos. Reportagem, Pablo Mundim.

 

Gabriela: E essas foram as notícias do Governo Federal. Uma boa noite.

 

Nasi: Boa noite e até amanhã.

 

"Brasil, ordem e progresso".