06 de março de 2018

Destaques da Voz do Brasil: Começa no próximo sábado campanha de vacinação contra o sarampo em Roraima. E as escolas vão ser parceiras do Ministério da Saúde em outra campanha de prevenção a doenças. Ministros da área de segurança vão ao Senado falar das ações de combate à violência. E em entrevista exclusiva, ministro interino da Defesa diz que, se necessário, efetivo das Forças Armadas pode aumentar no Rio de Janeiro.

audio/mpeg VOZ060318.mp3 — 46909 KB




Transcrição


Apresentador Luciano Seixas: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá. Boa noite.

 

Luciano: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Terça-feira, 6 de março de 2018.

 

Luciano: E vamos ao destaque do dia.

 

Gabriela: Começa no próximo sábado a campanha de vacinação contra sarampo em Roraima. Pablo Mundim.

 

Repórter Pablo Mundim: A meta é vacinar 400 mil pessoas entre brasileiros e venezuelanos no estado.

 

Luciano: E as escolas vão ser parceiras do Ministério da Saúde em outra campanha de prevenção a doenças. Luana Karen.

 

Repórter Luana Karen: Até junho, mais de 8 milhões de alunos entre 5 e 14 anos de idade, de 40 mil escolas públicas em todo o país, também vão participar das ações de Campanha Nacional de Hanseníase, Verminoses, Tracoma e Esquistossomose.

 

Gabriela: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Luciano: Ministros da área de segurança vão ao Senado falar das ações de combate à violência.

 

Gabriela: E em entrevista exclusiva, o ministro interino da Defesa diz que, se necessário, efetivo das Forças Armadas podem aumentar no Rio de Janeiro.

 

Luciano: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil, Gabriela Mendes e Luciano Seixas.

 

Gabriela: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Luciano: Com a grave crise econômica e política que a Venezuela enfrenta, milhares de venezuelanos ainda tentam entrar no Brasil a procura de uma vida melhor.

 

Gabriela: E eles entram em, em sua maioria, por Roraima. De acordo da prefeitura de Boa Vista, já são 40 mil venezuelanos vivendo em abrigos na capital.

 

Luciano: Hoje, uma missão de representantes do Poder Judiciário e o ministro dos Direitos Humanos, Gustavo Rocha, esteve em Pacaraima e Boa Vista. A ideia era ver de perto como está o trabalho de acolhimento desses imigrantes.

 

Gabriela: E quem vai dar um balanço dessa visita e está, ao vivo, aqui no estúdio com a gente, é o secretário nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Juvenal Araújo Junior. Boa noite, secretário.

 

Secretário de Políticas de Promoção da Igualdade Racial - Juvenal Araújo Junior: Boa noite a todos os telespectadores da Voz do Brasil.

 

Gabriela: Secretário, qual foi o objetivo dessa missão em Roraima hoje?

 

Secretário de Políticas de Promoção da Igualdade Racial - Juvenal Araújo Junior: Sim, o ministro dos Direitos Humanos, Gustavo Rocha, esteve acompanhando em Roraima junto a uma missão composta pelo representante do Conselho Nacional do Ministério Público, representante do Ministério Público da União e Defensoria Pública, Ministério da Justiça, também da Polícia Federal, para observar essa realidade local. É preciso destacar que, além de verificar a situação dos imigrantes venezuelanos, também é importante mencionar a Lei 13.445, né? Que ela no Brasil representa um grande avanço no trato à questão migratória no Brasil. E a visita do ministro, ela está norteada realmente nesse sentido.

 

Luciano: Secretário, o senhor esteve em Genebra, em reunião das Nações Unidas, representando o Brasil, justamente para falar sobre essa questão da imigração. O que é que o senhor apresentou lá como ação e como posição do governo sobre essa questão?

 

Secretário de Políticas de Promoção da Igualdade Racial - Juvenal Araújo Junior: Sim, apresentamos junto ao Conselho Nacional dos Direitos Humanos das Nações Unidas, em Genebra, a criação do Observatório dos Direitos Humanos durante essa intervenção no Rio de Janeiro. Mostrar a posição do Brasil realmente da garantia dos direitos da população que ali reside no Rio de Janeiro. Apresentamos o observatório para a alta comissária para que nós pudéssemos mostrar, né, que o compromisso do Brasil para que realmente a população, ela tenha canais de comunicações permanentes caso seus direitos sejam violados.

 

Gabriela: Secretário, o que é que prevê esse observatório? Como é que ele está atuando?

 

Secretário de Políticas de Promoção da Igualdade Racial - Juvenal Araújo Junior: Então, hoje saiu, né, a portaria já com os membros desse comitê, que estará na coordenação. Lembrando que não são só essas pessoas, nós temos organismos também representativos e responsáveis pela política de direitos humanos que estará também auxiliando. E o intuito é, realmente, um canal de comunicação permanente com a população, para que, em casos de violações dos direitos humanos, elas tenham um mecanismo efetivo e permanente durante toda a intervenção. O tratamento do ministro Gustavo Rocha será realmente, a todo o momento, à disposição da população e no acompanhamento de todo o período, de todas as ações da intervenção no Rio de Janeiro.

 

Luciano: Nós agradecemos a participação do secretário nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Juvenal Araújo Junior. Obrigado pela entrevista aqui na Voz do Brasil.

 

Secretário de Políticas de Promoção da Igualdade Racial - Juvenal Araújo Junior: Eu agradeço. Uma boa noite a todos e a todas.

 

Gabriela: E o Ministério da Saúde lançou hoje a campanha de vacinação contra o sarampo no estado de Roraima.

 

Luciano: A meta é vacinar 400 mil pessoas entre brasileiros e imigrantes venezuelanos.

 

"Atenção para você que mora ou está em Roraima, vacine-se contra o sarampo. Se você tem entre 6 meses e 49 anos deve se vacinar. De 10 de março a 10 de abril procure uma unidade de saúde e não esqueça a caderneta de vacinação".

 

Repórter Pablo Mundim: É com esta campanha que o Governo Federal pretende convocar brasileiros e imigrantes venezuelanos para o Dia D da Vacinação, que ocorre no próximo sábado, dia 10 de março. Livre da doença desde 2016, quando recebeu o Certificado de Eliminação do Sarampo pela Organização Mundial da Saúde, o Brasil tem monitorado o estado, principal porta de entrada dos venezuelanos que fogem da crise humanitária do país vizinho. Segundo dados do Ministério da Saúde, seis casos de sarampo foram confirmados no Brasil, todos de imigrantes venezuelanos. Estão em investigação 1 óbito e outros 24 casos. O ministro da Saúde, Ricardo Barros, disse que o governo tem atuado da região para combater a doença e proteger a população.

 

Ministro da Saúde - Ricardo Barros: O Ministério da Saúde mantém uma equipe técnica permanente no estado, 277 profissionais, 26 técnicos, 2 mil doses da vacina já aplicadas lá no posto da fronteira, que faz o bloqueio vacinal. Nós temos também o Ministério da Saúde acompanhando a situação da migração dos venezuelanos. Já repassamos recursos, ampliamos a capacidade de atendimento do Ministério da Saúde na atenção básica e também enviamos a Força Nacional do SUS.

 

Repórter Pablo Mundim: Sobre a febre amarela, o ministro da Saúde fez um balanço. Até agora foram registrados 723 casos da doença e 236 mortes. São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, estados com maior número de casos, vão continuar com a campanha de vacinação. Segundo, Ricardo Barros, foi verificada uma queda nos óbitos em decorrência da doença e o governo estuda estender a vacinação para as áreas que não são de risco.

 

Ministro da Saúde - Ricardo Barros: Em conjunto com estados e municípios onde não há ainda vacinação recomendada de febre amarela, são 35 milhões de brasileiros que estão em áreas de não recomendação incidiremos sobre a possibilidade de criar a vacina para todos.

 

Repórter Pablo Mundim: Até o dia 6 de março, 17,3 milhões pessoas foram vacinadas contra a febre amarela nos estados do Rio de Janeiro, Bahia e São Paulo, o que equivale a 76% do público-alvo. A expectativa do governo é vacinar cerca de 22 milhões contra a doença. Reportagem, Pablo Mundim.

 

Gabriela: Um trabalho que une pais, estudantes e professores no combate a doenças.

 

Luciano: Isso mesmo, uma campanha para prevenir hanseníase, verminoses, tracoma e esquistossomose vai acontecer nas escolas.

 

Gabriela: Mais de 8 milhões de alunos, entre 5 a 14 anos de idade, de 40 mil escolas públicas em todo o país, vão receber informações sobre prevenção e tratamento contra doenças.

 

Repórter Luana Karen: Há um ano e meio a estudante do nono ano do ensino fundamental, Gabriela Ferreira Anunciação, de 14 anos, descobriu uma mancha no ombro direito. Ela conta que nunca havia consultado um médico sobre o assunto, até hoje, quando descobriu, na escola, que a mancha não representava risco à saúde.

 

Estudante - Gabriela Ferreira Anunciação: Eles vieram aqui na escola, passaram em sala e sala entregando formulários sobre a essa doença, se algum tivesse alguma mancha. E aí viram minha mancha, aí pediram para pegar nela, se eu sentia, se ela era dormente. Falou que eu não era essa doença, podia ficar despreocupada, que era só uma mancha de nascença mesmo. E isso foi um alívio para mim.

 

Repórter Luana Karen: A Gabriela está entre os alunos visitantes por uma equipe de saúde dentro da Campanha Nacional de Hanseníase, Verminoses, Tracoma e Esquistossomose. Marlon Cristian Rosa da Silva, coordenador da Escola Estadual Jercy Jacob, em Várzea Grande, Mato Grosso, onde estuda Gabriela e onde a campanha foi lançada pelo Ministério da Saúde, afirma que a escola tem um papel de integrar comunidade e serviços ao cidadão.

 

Coordenador de Escola - Marlon Cristian Rosa da Silva: Porque a gente sabe que a prevenção, ela é realmente o carro-chefe para a gente evitar gastos públicos com o tratamento. O mais importante mesmo são as campanhas de prevenção.

 

Repórter Luana Karen: No caso da hanseníase, os responsáveis pelas crianças vão receber um formulário com um desenho de um corpo humano para indicar onde há manchas suspeitas. Para o tracoma os olhos dos menores serão examinados em busca de sinais da clamídia, bactéria que provoca a doença. As crianças também poderão fazer exame de fezes para identificar esquistossomose e receber medicamento contra verminoses. A coordenadora-geral do Programa de Hanseníase e Doenças em Eliminação, do Ministério da Saúde, Carmelita Ribeiro Filha, fala da importância do diagnóstico precoce e tratamento dessas doenças.

 

Coordenadora-geral do Programa de Hanseníase e Doenças em Eliminação - Carmelita Ribeiro Filha: São todas doenças que estão em fase de eliminação. Um indicador que é muito relevante para nós é a hanseníase em criança. Então, a partir do diagnóstico em crianças, a gente busca, na família, alguém muito próximo a essa criança, que, certamente, contaminou essa criança.

 

Repórter Luana Karen: Dos 2.615 municípios que aderiram à campanha, mais de 95% são considerados prioritários por conta das chances de a população desenvolver uma dessas doenças. Reportagem, Luana Karen.

 

Gabriela: 19h11 em Brasília.

 

Luciano: Você vai ouvir ainda nesta edição: ações de combate à violência em todo o país.

 

Gabriela: Ministros da área de segurança foram ao Senado em debate sobre o tema.

 

Luciano: E em entrevista exclusiva, ministro interino da Defesa, diz que, se necessário, efetivo das Forças Armadas podem aumentar no Rio de Janeiro.

 

Gabriela: Há anos atrás, para sintonizar um sinal de TV com imagem e som era preciso malabarismo.

 

Luciano: Em alguns lugares era preciso improvisar a antena ou até mesmo usar a famosa palha de aço para melhorar o sinal.

 

Gabriela: Mesmo assim, muita gente convivia com chiado ou tinha que se contentar com poucos canais.

 

Luciano: Mas esse tempo ficou no passado. Hoje, 85 milhões de pessoas recebem sinal digital, segundo pesquisa do IBGE.

 

Entrevistada - Margarida Minervina: É muito ruim, era toda chuviscada, né? E aí, a gente a ficava impaciente, você tinha que ir lá rodar antena.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: Era assim que a família da dona Margarida Minervina, que mora em Ceilândia, cidade a 30 quilômetros de Brasília, assistia televisão até dois anos atrás. Ela conta que o marido improvisava antenas com cano e fita isolante para que a imagem pudesse chegar até a sua residência. Depois que ganharam o conversor e a antena para receber a sinal digital em casa, a disputa pela TV está grande.

 

Entrevistada - Margarida Minervina: Um quer uma coisa, outro quer outra, um gosta disso, outro gosta... Aí disputa pela televisão, né?

 

Repórter Beatriz Albuquerque: Cinquenta e sete por cento da população do país já recebe o sinal digital, esse número é 12 pontos percentuais maior que em 2015, de acordo com dados da Pnad 2016. A expectativa do governo é que até dezembro de 2023, todas as cidades do país já tenham acesso ao sinal digital, é o que explica o William Zambelli, coordenador-geral da Televisão Digital do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

 

Coordenador-geral da Televisão Digital - William Zambelli: O governo tem uma política pública que está distribuindo os conversores para as pessoas cadastradas no... registradas no Cadastro Único e também no Bolsa Família, e tem direito a um kit e a uma antena para que possam passar por essa transição e o Brasil todo consiga continuar assistindo à televisão da forma digital.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: Quatrocentos e noventa e dois municípios do país já estão 100% digitais, cobrindo uma população de 85 milhões de pessoas. Reportagem, Beatriz Albuquerque.

 

Gabriela: O combate ao crime organizado e à violência devem ser realizados com ações integradas e de inteligência na área de segurança pública.

 

Luciano: Integrantes do governo participaram hoje de um debate no Senado para falar sobre as últimas ações na área, como a intervenção federal no Rio de Janeiro e a criação do Ministério Extraordinário da Segurança Pública.

 

Repórter João Pedro Neto: O crime organizado é, hoje, a grande ameaça para a sociedade brasileira pela dimensão que alcançou. É o que afirmou o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência, Sérgio Etchegoyen. Segundo ele, o novo Ministério da Segurança Pública aumenta a capacidade de integração entre as diversas forças policiais, o que é fundamental para o combate ao crime.

 

Ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência - Sérgio Etchegoyen: Temos, então, a nacionalização e a internacionalização do crime organizado exigindo atuação efetiva da União por meio de suas estruturas de segurança pública, e são poucas as competências da União nessa área. Mas não são poucas as possibilidades de integrar, de induzir a integração, a cooperação dos esforços dos entes federados, dos estados, e não é pouca a capacidade, a possibilidade de a União de fazer, incluir na sua política externa essa preocupação.

 

Repórter João Pedro Neto: O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, lembrou que se reuniu com governadores e vai se encontrar com prefeitos de capitais para discutir ações integradas na área de segurança pública. Ele traçou um histórico da evolução da violência e do crime organizado no país e disse que a crise nessa área é uma ameaça às instituições, à democracia e a toda a sociedade, especialmente aos moradores de regiões dominadas por organizações criminosas, pelo tráfico e por milícias.

 

Ministro da Segurança Pública - Raul Jungmann: O crime ameaça as instituições, mas também, no outro sentido, dá maior importância, uma população indefesa, uma população encurralada, uma população sem ter ninguém por ela, uma população que vive hoje nas periferias encurraladas, encarceradas dentro das suas próprias casas, uma população que é refém, uma população que é indefesa, sobretudo, a propostas populistas, a propostas regressivas, autoritárias. É isso o que está em jogo.

 

Repórter João Pedro Neto: Representantes da sociedade civil e especialistas também se manifestaram. O coordenador do Laboratório de Estudos da Violência da Universidade Federal do Ceará, César Barreira, disse que a criação do novo ministério é um reconhecimento da necessidade de coordenação federal na área.

 

Coordenador do Laboratório de Estudos da Violência da Universidade Federal do Ceará - César Barreira: A criação deste ministério significa o reconhecimento de que a segurança é uma questão de ordem nacional, mesmo considerando a especificidade dos estados e as dificuldades que cada governo estadual vem enfrentando nos últimos anos.

 

Repórter João Pedro Neto: Além dos ministros e de parlamentares, participaram da sessão do Senado, especialistas, pesquisadores e representantes de entidades da sociedade civil. Reportagem, João Pedro Neto.

 

"Defesa do Brasil! Defesa do Brasil! Defesa do Brasil!".

 

Gabriela: E a Marinha, Exército e Aeronáutica vão continuar a apoiar a intervenção federal realizada no Rio de Janeiro, e, se necessário, podem aumentar o efetivo das tropas que estão nas ruas para garantir segurança à população.

 

Luciano: Ações que foram destacadas pelo ministro interino da Defesa, general Joaquim Silva e Luna.

 

Repórter Marina Melo: Integrar esforços da Marinha, do Exército e da Aeronáutica em prol da segurança de nossos mares, solos e ares, impulsionando o desenvolvimento nacional. Essa é uma das prioridades de Joaquim Silva e Luna, que, desde a semana passada, assumiu o comando do Ministério da Defesa. Por conhecer de perto do trabalho das Forças Armadas e dessa articulação feita pelo Ministério da Defesa, o ministro afirma que são inúmeras as operações de áreas realizadas pelos militares no Brasil e no exterior. Como ação de destaque, o ministro Silva e Luna fala sobre o apoio das Forças Armadas no Rio de Janeiro.

 

Ministro interino da Defesa - Joaquim Silva e Luna: O ministério está coordenando o emprego de tropas em diferentes locais do país e no exterior, como tinha dito. Eu destaco aí nesse momento a garantia da lei e da ordem no Rio de Janeiro, se juntando a esse esforço de intervenção federal que está sendo feito. Lembrar que esse trabalho (falha no áudio) já estava acontecendo, apenas agora foi integrado com a ação de intervenção federal. E também as operações de apoio humanitário aos imigrantes venezuelanos no estado de Roraima para um trabalho de triagem e de acolhimento dos necessitados que estão chegando ao Brasil.

 

Repórter Marina Melo: O ministro da Defesa destaca que, pela complexidade do trabalho, muitas ações da Marinha, do Exército e da Aeronáutica acabam não sendo divulgadas para a população, mas ele lembra que, diariamente, são esses militares que cuidam com o controle do nosso espaço aéreo, da vigilância de nossa fronteira terrestre e de toda a nossa gigantesca costa marítima. Mesmo com todas essas atribuições, o ministro Silva e Luna explica que as Forças Armadas estão prontas para ampliar qualquer tipo de apoio na parte de segurança e assegura que a população poderá continuar contando com todo o empenho dos militares.

 

Ministro interino da Defesa - Joaquim Silva e Luna: As Forças Armadas estão preparadas para esse incremento de efetivo. Havendo demanda por intermédio da intervenção, logicamente, por intermédio do Sr. Presidente da República, as Forças Armadas têm condições de aportar meios, e pessoal e material para somar esses esforços. A sociedade pode ficar tranquila, segura com relação a esse trabalho.

 

Repórter Marina Melo: O ministro da Defesa finaliza destacando qual será a sua principal prioridade enquanto estiver à frente da Pasta.

 

Ministro interino da Defesa - Joaquim Silva e Luna: Nossas principais forças da defesa é direcionada para a nossa gente, que é o nosso bem maior, nossa gente com farda ou sem farda, capacitando profissionais e cuidando da proteção social de cada um deles e de sua família.

 

Repórter Marina Melo: Criado em 1999, o Ministério da Defesa é composto por servidores civis e militares, e tem como principal função integrar as ações das três forças em sintonia com as necessidades do país e de seu povo. Reportagem, Marina Melo.

 

Gabriela: Um caça da Força Aérea Brasileira interceptou hoje um avião bimotor com mais de 500 quilos de cocaína.

 

Luciano: O avião vinha da Bolívia e fez um pouso forçado na cidade de Nova Fernandópolis, no Mato Grosso.

 

Gabriela: A ação faz parte da Operação Ostium, onde FAB, Polícia Federal e órgãos de segurança pública atuam em conjunto para coibir a entrada de drogas nas fronteiras. 19h20 em Brasília.

 

"Criança Feliz. Primeira Infância".

 

Luciano: Ontem nós falamos aqui sobre a lei que criou o Marco Legal da Primeira Infância.

 

Gabriela: O objetivo é garantir que os cuidados com as crianças devem começar antes mesmo de elas nascerem.

 

Luciano: Isso significa realizar um pré-natal correto e ter um ambiente familiar tranquilo, que os pequenos comecem a se desenvolver desde a barriga da mamãe.

 

Gabriela: E para tirar a lei de papel, o Governo Federal criou o Criança Feliz. Em pouco mais de um ano, o programa já está visitando mais de 230 mil pessoas em quase 2 mil municípios.

 

Repórter André Luiz Gomes: Profissionais capacitados orientam as famílias beneficiárias do Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada, o BPC, sobre as melhores formas de estimular o desenvolvimento dos filhos. Uma das mais de 29 mil gestantes que são acompanhadas regularmente pelo programa é a Erenilde Rodrigues, de 23 anos, que mora em Ponte Alta do Tocantins. Grávida do segundo filho, ela está no quinto mês de gestação. Uma vez por mês Erenilde recebe a visitadora do Criança Feliz, que verifica a evolução da gravidez e dá dicas de como ajudar a estimular o desenvolvimento do bebê.

 

Entrevistada - Erenilde Rodrigues: Ela vem, vê como é que está minha saúde, como é que está minha gravidez, me informa como é que tem que ser minha gravidez, que eu tenho que fazer caminhada, não me esforçar muito, tem que descansar. Quando eu ponho a música e passo a mão da barriga, ele mexe bastante.

 

Repórter André Luiz Gomes: Lucilene Barbosa, de 35 anos, também recebe as visitas do programa em sua residência no município tocantinense. Mãe de outras duas filhas, de 14 e 17 anos, Lucilene conta que vê a diferença no desenvolvimento do filho em comparação às mais velhas.

 

Entrevistada - Lucilene Barbosa: Ele brinca, a gente conversava com ele, ele brinca, sorri. Aí a gente sabe que está tudo bem com ele, presta atenção quando a gente fala.

 

Repórter André Luiz Gomes: A visitadora Silvana Ságio, que acompanha as duas famílias em Ponte Alta do Tocantins, conta que a programa tem promovido uma integração do governo local para ofertar diversos serviços para as famílias mais pobres.

 

Visitadora - Silvana Ságio: Se a mãe necessita de uma consulta, ela não está conseguindo no hospital, ela está precisando de um apoio nessa questão, eu faço um relatório, eu encaminho à minha supervisora, e a minha supervisora entre em contato com o pessoal da saúde.

 

Repórter André Luiz Gomes: O ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, destaca a importância deste tipo de atendimento logo na fase inicial da gravidez.

 

Ministro do Desenvolvimento Social - Osmar Terra: É nesse período da gestação que cada célula do corpo é formada, cada neurônio se liga a outros neurônios, forma o seu potencial funcional, né, que vai fazer com que esse cérebro funcione melhor. Então, é muito importante que haja um cuidado especial.

 

Repórter André Luiz Gomes: Nesta quinta-feira, 8 de março, o Marco Legal da Primeira Infância completa dois anos de existência. A lei federal estabelece diretrizes para a formulação de políticas públicas voltadas para as crianças até os seis anos de vida. Reportagem, André Luiz Gomes.

 

Luciano: E o Criança Feliz está com inscrições abertas para a adesão dos municípios.

 

Gabriela: Esse período vai até 30 de junho.

 

Repórter Diego Queijo: Cento e quarenta e nove prefeituras preencheram o termo de aceite disponível no site do Ministério do Desenvolvimento Social e solicitaram a participação. Um dos novos municípios é Matipó, em Minas Gerais, onde a secretária municipal de Assistência Social, Erlaine Inácio, realizou o pedido de adesão e agora aguarda o início das atividades.

 

Secretária municipal de Assistência Social - Erlaine Inácio: O que me chamou a atenção mais foi isso. O acompanhamento, estar acompanhando a criança e monitorando, acompanhando as famílias, né? Eu acho que é importante.

 

Repórter Diego Queijo: De acordo da diretora de Atenção à Primeira Infância do Ministério do Desenvolvimento Social, Ely Harasawa, o programa está sendo fortalecido para chegar ao maior número possível de lares.

 

Diretora de Atenção à Primeira Infância - Ely Harasawa: Agora esse número está crescendo muito rapidamente. A cada semana a gente tem o aumento do número de crianças que estão sendo beneficiadas e a gente espera que esse número cresça ainda mais, especialmente agora que as adesões estão abertas para novos municípios.

 

Repórter Diego Queijo: Para integrar o programa, o município deve ter ao menos um Centro de Referência de Assistência Social, e, no mínimo, 140 pessoas do público prioritário do programa. Após o preenchimento do termo de adesão disponível no site do Ministério do Desenvolvimento Social, o www.mds.gov.br, a participação no Criança Feliz deve ser aprovada no Conselho Municipal de Assistência Social. Reportagem, Diego Queijo.

 

Luciano: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Gabriela: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Luciano: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Gabriela: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite.

 

Luciano: Boa noite e até amanhã.

 

"Brasil, ordem e progresso".