06 de agosto de 2018 - poder executivo

Destaques da Voz do Brasil: Começou a campanha de vacinação contra a paralisia infantil e o sarampo. É hora de levar crianças de 1 a 5 anos ao posto de saúde. E evitar o retorno de doenças que já foram eliminadas do país. E durante toda a semana você vai acompanhar aqui na Voz do Brasil uma série de reportagens especiais sobre a vacinação. A importância do calendário para as crianças e o alerta aos adultos, que também precisam se imunizar. Mais de 600 mil estudantes fizeram a prova do Encceja no domingo. E nova linha de crédito do BNDES vai ajudar agricultores que tem dívidas.

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Transcrição


 

Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá, boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você, que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Segunda-feira, 6 de agosto de 2018.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia.

 

Gabriela: Começou hoje a campanha de vacinação contra a paralisia infantil e o sarampo.

 

Nasi: É hora de levar crianças de um a cinco anos ao posto de saúde.

 

Gabriela: E evitar o retorno de doenças que já foram eliminadas do país. Gabriela Noronha.

 

Repórter Gabriela Noronha: A meta é imunizar em todo o país mais de 11 milhões de crianças, mesmo as que já estão com a carteira de vacinação em dia.

 

Nasi: E durante toda a semana você vai acompanhar aqui na Voz do Brasil uma série de reportagens especiais sobre a vacinação.

 

Gabriela: A importância do calendário para as crianças e o alerta aos adultos que também precisam se imunizar.

 

Nasi: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Gabriela: Mais de 600 mil estudantes fizeram a prova do Encceja no domingo. João Pedro Neto.

 

Repórter João Pedro Neto: Mais da metade dos inscritos não fez a prova, e se não justificarem a falta vão ter que pagar a inscrição se quiserem fazer o exame no ano que vem.

 

Nasi: E nova linha de crédito do BNDES vai ajudar agricultores que têm dívidas.

 

Gabriela: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil, Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Nasi: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

"Saúde - Pra você viver bem".

 

Gabriela: Começou hoje em todo o país a campanha de vacinação contra duas doenças já eliminadas do Brasil.

 

Nasi: Estamos falando do sarampo e da poliomielite. Até o final do mês, o Ministério da Saúde espera vacinar mais de 11 milhões de crianças.

 

Gabriela: E a campanha vale mesmo para as crianças que estão com a carteira de vacinação em dia.

 

Repórter Gabriela Noronha: Na Unidade Básica de Saúde nº 2, em Brasília, o primeiro dia da campanha começou tranquilo, nada de filas. Era só chegar e vacinar. A servidora pública Carolina Tolentino foi uma das primeiras, trouxe a filha Mariana, de um ano e cinco meses, para ser imunizada contra o sarampo e a poliomielite, ou paralisia infantil. Algumas gotinhas, uma injeção, e pronto, Mariana está protegida contra essas doenças.

 

Servidora Pública - Carolina Tolentino: Eu acho que todos os pais devem trazer seus filhos, para deixar a carteira em dia.

 

Repórter Gabriela Noronha: Todas as crianças com idade entre um ano e menores de cinco anos devem comparecer aos postos de saúde. Esse ano, a vacinação será feita de forma indiscriminada, ou seja, todas as crianças dentro da faixa etária estabelecida serão imunizadas, mesmo as que já estão com a carteira de vacinação em dia. Neste caso, as vacinas a mais não fazem mal e valem como reforço. De acordo com o Ministério da Saúde, foram adquiridas mais de 28 milhões de doses. Todos os estados estão abastecidos. A aposentada Regina Selma de Souza também aproveitou o primeiro dia da campanha para levar a neta Manuela. Para ela, além de ser uma responsabilidade, a vacinação é um ato de amor.

 

Aposentada - Regina Selma de Souza: Cuida de verdade. Questão de manter o calendário em dia, da vacinação dela, e a questão da saúde também, para realmente se manter erradicada.

 

Repórter Gabriela Noronha: A campanha de vacinação vai até 31 de agosto. A meta é imunizar em todo o país mais de 11 milhões de crianças. Reportagem, Gabriela Noronha.

 

Nasi: E além das vacinas contra o sarampo e a poliomielite, o Ministério da Saúde oferece um calendário fixo de vacinação para todas as crianças.

 

Gabriela: São mais de 20 vacinas disponíveis de graça nos postos de saúde.

 

Nasi: Para proteger as crianças, os pais devem ficar atentos para deixar a carteira de vacinação dos filhos em dia.

 

Gabriela: E esse é o tema da nossa primeira reportagem especial sobre a vacinação.

 

Nasi: Um ato simples, que garante a proteção das crianças contra doenças.

 

Repórter Cleide Lopes: Às 8h30 da manhã, Kaleb Avelar, de seis meses, chega no posto de saúde no colo do papai Pedro Peixoto. Hoje, a missão de vacinar o bebê é dele.

 

Entrevistado - Pedro Peixoto: Eu sou o pai...

 

Repórter Cleide Lopes: Kaleb chega na sala de vacinação todo curioso e sorridente. Mal sabe ele que vai levar uma picadinha. A enfermeira confere a caderneta.

 

Entrevistado - Pedro Peixoto: Seis meses, daqui oito dias faz sete.

 

Enfermeira: A gente está fazendo a de cinco meses, tá, pai?

 

Entrevistado - Pedro Peixoto: Tá.

 

Repórter Cleide Lopes: E não é uma só, não. A outra vai doer mais um pouquinho.

 

Enfermeira: Aí vai ser aquela penta, tá? Que deixa ele enjoadinho.

 

Entrevistado - Pedro Peixoto: Tá.

 

Enfermeira: Pronto, já foi.

 

Entrevistado - Pedro Peixoto: Já foi...

 

Enfermeira: Vou segurar um pouquinho, é só massagear...

 

Repórter Cleide Lopes: A animação se transforma em choro, mas a voz do papai Pedro, que canta quase sussurrando no ouvidinho do Kaleb, logo acalma e o sorriso volta. Pedro, você ficou com o coração doendo de ver ele chorar assim, mas você sabe da importância dessa vacina?

 

Entrevistado - Pedro Peixoto: Com certeza, não é? Com as vacinas que a gente consegue evitar muito das doenças que estão inclusive voltando, hoje em dia, doenças que a gente tem como evitar. Só com uma vacina a gente previne um problema que vai ter no futuro.

 

Repórter Cleide Lopes: E a caderneta do Kaleb, está em dia? Está certinha?

 

Entrevistado - Pedro Peixoto: Hoje está em dia, acertamos. Agora, só em setembro para tomar a próxima polivalente.

 

Repórter Cleide Lopes: Ficou com o coração muito doído dele chorar?

 

Entrevistado - Pedro Peixoto: Claro, né? Quando a gente vê o filho chorando assim... Mas a gente sabe que é para uma coisa boa, né?

 

Repórter Cleide Lopes: E para quem não sabe, as crianças brasileiras têm um calendário de vacinação extenso, a lista chega a mais de 20 até os 5 anos de idade. Já nos primeiros dias de vida, o bebê deve receber a vacina contra hepatite B e a tuberculose, que é a BCG. Mas tem ainda muitas outras, como contra a meningite, o rotavírus e a febre amarela. Pediatra há mais de 40 anos, Avelino Neta Ramos garante que a vacinação e a amamentação são formas de prevenir e proteger as crianças de doenças.

 

Pediatra - Avelino Neta Ramos: Elas são, junto com a água potável, a principal razão da gente ter melhoria substancial na qualidade de saúde das nossas crianças, e da população de um modo geral. Uma criança sadia com certeza vai ser um adulto sadio.

 

Repórter Cleide Lopes: E toda criança deve ter a sua própria caderneta de vacinação. A do Kaleb, por exemplo, é toda personalizada. Mostra a importância que os pais dão a esse documento, até porque é responsabilidade dos pais cuidar para que ela esteja sempre atualizada. No Brasil, as vacinas incluídas no calendário do Ministério da Saúde são gratuitas e podem ser feitas nas Unidades Básicas de Saúde. A coordenadora do Programa de Imunização do Ministério da Saúde, Ana Gorete, lembra que a responsabilidade pela vacinação é de todos.

 

Coordenadora do Programa de Imunização - Ana Gorete: Vacinar não é responsabilidade só do setor saúde. Toda a sociedade deve se empenhar para que levem as crianças nesses postos de vacinação. A criança é pequena, ela não vai sozinha. Então, ela precisa que as famílias se conscientizem sobre a importância da vacinação como um ato de amor e de proteção à saúde das suas crianças.

 

Repórter Cleide Lopes: Quando o assunto é responsabilidade e vacina, a psicóloga Rosane Cristofolini, de Borborema, no interior de São Paulo, fica emocionada. Rosane teve poliomielite por todo o corpo aos oito meses de idade. Desde então, já passou por 23 cirurgias. Hoje, aos 62 anos, 20 deles presa a uma cadeira de rodas, ela lamenta o fato de não ter tido acesso à vacina e faz um apelo aos pais que hoje optam por não vacinarem seus filhos.

 

Psicóloga - Rosane Cristofolini: Quando eu vejo que mães não vacinam os seus filhos, eu fico muito triste, eu fico triste pelas... Olha aí, eu me emociono quando eu falo. Eu fico triste pelas crianças, porque eu falo que ninguém merece tanto sofrimento. Então eu digo: mãe, você só tem que pegar o seu filho no colo e levar até um centro de saúde, para que ele tome a vacina, seja a poliomielite, seja umas gotinhas, seja uma picadinha, que é a vacina do sarampo, seja qual vacina for, por favor, levem os seus filhos para tomar vacina.

 

Repórter Cleide Lopes: E não são apenas as crianças que precisam se proteger contra doenças. Muitos adultos não se atentam para a necessidade de também se vacinar. Lembra do Pedro Peixoto, o papai do Kaleb? Ele não está preocupado apenas com a saúde do filhinho.

 

Entrevistado - Pedro Peixoto: Eu preciso tomar?

 

Repórter Cleide Lopes: E é sobre a importância da vacinação de adultos que vamos falar amanhã. Não perca. Reportagem, Cleide Lopes.

 

Gabriela: Seiscentas mil pessoas fizeram ontem o Encceja, o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos.

 

Nasi: A prova, que garante um diploma de ensino fundamental ou médio para os aprovados, é gratuita, mas só para quem foi fazer o exame.

 

Gabriela: É, o Inep faz o alerta aos que faltaram: Se não justificarem, vão ter que arcar com os custos se quiserem fazer o exame no ano que vem.

 

Repórter João Pedro Neto: A aposentada Madalena Maria de Souza tem 73 anos e conta que não teve oportunidade de estudar na juventude. Ela retomou o ensino há quatro anos e diz que, depois disso, muita coisa mudou.

 

Aposentada - Madalena Maria de Souza: Estudar é aprender muitas letras, muitos... Entender, né?

 

Repórter João Pedro Neto: Agora, Madalena busca a certificação de que concluiu o ensino fundamental para alçar voos maiores.

 

Aposentada - Madalena Maria de Souza: Vai mudar muita coisa, vai mudar para mim ir em viagem, entrar no meio da sociedade, trabalhar...

 

Repórter João Pedro Neto: Para isso, ela fez, nesse final de semana, junto com outras milhares de pessoas, o Encceja, que é o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos. A aprovação permite que as secretarias estaduais de Educação emitam um certificado de conclusão do ensino fundamental ou do ensino médio. Quase 1,7 milhão pessoas se inscreveram para o exame neste ano, que foi aplicado em 592 municípios de todos os estados do país. A Elisa Nara, cuidadora de idosos, acha que se saiu bem nas provas de nível médio.

 

Cuidadora de idosos - Elisa Nara: Com as perguntas um pouco, assim, deixavam a gente um pouco confusa, né? Mas eu acredito que eu chego lá, sim.

 

Repórter João Pedro Neto: O Encceja é um exame gratuito, totalmente custeado pelo Governo Federal. E uma novidade na edição deste ano é que quem se inscreveu, mas não compareceu para fazer as provas, deverá justificar a ausência, com documentos válidos, ou vai precisar ressarcir ao Inep o custo individual do exame, caso queira se inscrever no ano que vem. A medida é para evitar o desperdício de dinheiro público. Neste ano, 53% dos inscritos não foram fazer a prova, segundo o Inep. O autônomo Luís Cláudio conta que não terminou os estudos na idade certa, porque teve que trabalhar desde cedo para ajudar a família, e espera que a aprovação no exame possa abrir novas portas.

 

Autônomo - Luís Cláudio: A minha meta mesmo, hoje, certo, é acabar o ensino médio, fazer uma faculdade, apesar da idade, mas nunca é tarde.

 

Repórter João Pedro Neto: É aprovado e poderá receber o certificado de conclusão no nível de ensino quem tira nota mínima nas provas objetivas das quatro áreas do conhecimento e na redação. Reportagem, João Pedro Neto.

 

Nasi: O gabarito da prova vai ser divulgado no dia 17 de agosto. Já o resultado individual estará disponível na página do participante, a partir de outubro.

 

Gabriela: E falando em prova, faltam menos de três meses para o Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem.

 

Nasi: Alguns estudando em cursos privados e muitos também em cursos gratuitos, que ajudam quem não tem condições de pagar um cursinho.

 

Repórter Pablo Mundim: Decidido e persistente, o paulista Jeferson Silva de Souza, de 18 anos, saiu da cidade de São Paulo com o objetivo de mudar de vida. Há sete meses em Brasília, o garoto depende de favor para dormir e se alimentar, dificuldades que não impedem ele de estudar. Concluindo o ensino médio, Jeferson sonha com uma vaga de Direito, com a ajuda do Enem, o Exame Nacional do Ensino Médio. E para se preparar para as provas, ele participa de um cursinho chamado Vestibular Cidadão, um projeto criado há 15 anos que oferece aulas gratuitamente a estudantes do ensino público ou que têm bolsa integral no ensino privado. Para o Jeferson, o cursinho é a porta de acesso para que o seu sonho seja realizado.

 

Estudante - Jeferson Silva de Souza: Ele pode favorecer mostrando alguns conteúdos avançados, uns conteúdos reforçados, e tirar dúvidas de assuntos anteriores.

 

Repórter Pablo Mundim: Assim como o Jeferson, a Sara também frequenta o Vestibular Cidadão. Este ano, será a segunda tentativa da menina de 18 anos de passar em psicologia. Ela acredita que, com a ajuda dos professores voluntários, a tão sonhada vaga vai ser conquistada.

 

Estudante - Sara: Como nós temos professores que também são professores de ensino, de cursinhos privados, eu acredito que nós temos a mesma base praticamente.

 

Repórter Pablo Mundim: Uma das coordenadoras do projeto, a estudante de Engenharia Química na Universidade de Brasília e professora na Vestibular Cidadão, Gabriela Teixeira Alves, explica que compartilhar o conhecimento é a melhor ferramenta para ajudar os alunos a passarem no Enem.

 

Professora - Gabriela Teixeira Alves: Eu diria que eu sou um pouco sortuda, eu pude estudar em escola privada, eu tive ótimos professores e estar aqui, dando aula, como voluntário, é a minha maneira, mesmo que mínima, de retribuir, de poder ajudar o próximo.

 

Repórter Pablo Mundim: Uma outra opção gratuita para estudar para o Enem é o programa Hora do Enem, da TV Escola. Veiculado na TV NBR, o programa traz dicas e conteúdos para os estudantes. Ele também pode ser acessado pela internet, em tvescola.org.br. Neste ano, serão 5,5 milhões de candidatos que farão o Enem nos dias 4 e 11 de novembro. Reportagem, Pablo Mundim.

 

Gabriela: Nova linha de crédito do BNDES vai ajudar agricultores que têm dívidas.

 

Nasi: Daqui a pouquinho vamos dar todos os detalhes. Não saia daí.

 

Gabriela: A Advocacia-Geral da União, a AGU, pediu no Supremo Tribunal Federal a suspensão da decisão que proíbe a entrada de venezuelanos no Brasil pelo estado de Roraima.

 

Nasi: A Ordem Judicial, assinada pelo juiz federal Helder Girão Barreto, afirma que a entrada de venezuelanos deve ser suspensa até ser regularizada a chamada interiorização, que é a transferência dos imigrantes venezuelanos para os outros estados.

 

Gabriela: O Ministério dos Direitos Humanos ressaltou a importância de garantir os direitos e o acesso aos serviços básicos para os estrangeiros, mas afirma que a decisão é contrária ao posicionamento do Governo Federal.

 

Nasi: Segundo o Ministério, o Governo vem priorizando ações para acolher estes imigrantes.

 

Gabriela: Abrigos vêm sendo construídos nas cidades de Boa Vista e Pacaraima. O Governo também já realizou o deslocamento de mais de 800 imigrantes para outros estados.

 

Nasi: Você, que está à procura de emprego, pode ter acesso a vagas no mercado de trabalho sem precisar sair de casa.

 

Gabriela: Como? É o que a gente detalha agora no nosso quadro "Pra você, Cidadão".

 

"Pra você, Cidadão".

 

Repórter Beatriz Albuquerque: Já imaginou se candidatar a uma vaga de emprego sem precisar sair de casa? O Sistema Nacional de Emprego, o Sine, já oferece essa opção. O trabalhador que está em busca de uma recolocação profissional pode acessar o site do Sine na internet ou baixar o aplicativo do sistema em tablete ou celular. Assim, o cidadão tem acesso aos mesmos serviços que o atendimento presencial oferece: cadastrar currículo, candidatar-se a vagas e outras orientações sobre seguro-desemprego, carteira de trabalho e qualificação profissional. Quem preferir, pode ir a um dos quase 2 mil postos de atendimento em todo o país. Nos últimos seis anos, o Sine encaminhou quase 3,3 milhões de pessoas para o mercado de trabalho. Faxineiro, vendedor e operador de caixa foram as profissões que mais empregaram. Para saber como baixar o aplicativo ou fazer o cadastro pela internet, basta acessar empregabrasil.mte.gov.br. Lá também é possível saber onde ficam as agências físicas do Sine. Beatriz Albuquerque para a Voz do Brasil.

 

Nasi: A maioria dos presos do país não trabalha.

 

Gabriela: De acordo com dados do Governo, apenas 15% estão inseridos em alguma atividade, uma realidade que dificulta a ressocialização dos presos e também a reinserção deles ao mercado de trabalho.

 

Nasi: Por isso, o Governo criou um sistema de cotas. A partir de agora, as empresas contratadas para realizar obras federais devem ter parte do quadro presos e ex-presidiários.

 

Gabriela: Uma medida que pode ajudar muita gente, como aconteceu com Isabele Vidal.

 

Repórter Paulo La Salvia: Uma história de superação. Isabele Vidal foi condenada por tráfico de drogas em 2013, cumpriu pouco mais de um sexto da pena, passou para o regime domiciliar e há um ano trabalha como auxiliar administrativa no Departamento Penitenciário Nacional.

 

Auxiliar administrativa - Isabele Vidal: Eu acho que traz cidadania, você ter a questão da sua responsabilidade, dos seus horários, você poder realmente sonhar com outras coisas.

 

Repórter Paulo La Salvia: Com salário e benefícios de quase R$ 1,4 mil por mês, Isabele também começou a estudar e tem metas.

 

Auxiliar administrativa - Isabele Vidal: Eu quero continuar estudando, quero terminar... Eu acho que, com esse emprego que eu tenho agora, eu posso pagar uma faculdade e pensar outras coisas para o meu futuro, sim.

 

Repórter Paulo La Salvia: Mas o exemplo de Isabele não é a realidade brasileira. Dos 726 mil presidiários no país, apenas 15% exercem algum tipo de trabalho, seja dentro dos presídios ou fora deles. Para aumentar este número, entrou em vigor no fim de julho a Política Nacional de Trabalho no Sistema Prisional. Ela estabelece que contratações por órgãos públicos federais deverão incluir entre 3% e 6% de mão de obra do sistema prisional. As responsáveis pelas contratações vão ser as empresas privadas, que vão prestar os serviços, que podem ser de vigilância, alimentação e limpeza, por exemplo. O diretor do Departamento Penitenciário Nacional, Tácio Muzzi, defende que a ideia é ressocializar e qualificar a população carcerária do país.

 

Diretor do Departamento Penitenciário Nacional - Tácio Muzzi: Enquanto está cumprindo pena, ela tem uma valorização ali, ela tem um reconhecimento pessoal, inclusive uma remuneração, e o mais importante: ela se qualificar, né? O objetivo aqui é mais do que um trabalho, um trabalho qualitativo, para que, quando ela sair, ela tenha um ofício para se sustentar e evitar a reincidência.

 

Repórter Paulo La Salvia: Para Isabele Vidal, do início da reportagem, a iniciativa vale a pena.

 

Auxiliar administrativa - Isabele Vidal: A gente tem que tirar essa coisa de que a penitenciária é uma escola para o crime. Tem que ser realmente um momento onde as pessoas vão estar ali cumprindo a pena delas com a sociedade, pelos seus crimes, mas que elas vão ter a oportunidade de se qualificar, de estudar e de trilhar um caminho diferente.

 

Repórter Paulo La Salvia: A Política Nacional de Trabalho no Sistema Prisional vale para presidiários dos regimes fechado, semiaberto, aberto e aqueles que estão saindo das penitenciárias. Reportagem, Paulo La Salvia.

 

Nasi: Agricultores de todo o país vão contar com uma nova linha de crédito, dessa vez para quem tem dívidas com empréstimos rurais.

 

Gabriela: Os empréstimos a juros baixos vão poder ser pagos em até um ano e as cobranças vão começar só depois de uma carência de três anos.

 

Repórter Bruna Sanieli: O novo programa de composição de dívidas rurais é do BNDES, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. E o produtor ou cooperativa vão poder financiar até 100% do saldo devedor. Isso vale para operações de crédito de custeio ou investimentos, contratados até dezembro de 2017. Vale também para dívidas com fornecedores de insumos ou instituições financeiras. O agricultor familiar José Aparecido, de 53 anos, de Pontes e Lacerda, no Mato Grosso, já fez dois empréstimos para financiar as plantações de abacaxi, laranja, banana e para criar os frangos e porcos que vende na região. Para o agricultor, as linhas de crédito dão um fôlego a mais aos produtores rurais.

 

Agricultor familiar - José Aparecido: A gente plantou 18 mil pés de abacaxi, estou diversificando, que é com abobrinha, irrigação, investi um pouco em irrigação... Todo o recurso para o agricultor, hoje, é bem-vindo, porque a gente toma um fôlego, você consegue investir, você consegue plantar, você consegue produzir mais, o Brasil consegue ter uma produção melhor.

 

Repórter Bruna Sanieli: R$ 5 bilhões estão disponíveis para as operações de crédito, que podem ser contratadas em 55 agentes financeiros que operam com recursos do BNDES. São bancos públicos e privados, bancos de cooperativas, entre outros. Reportagem, Bruna Sanieli.

 

Nasi: Idosos e pessoas com deficiência que não recebem aposentadoria, pensão ou seguro-desemprego têm direito a um benefício mensal do INSS.

 

Gabriela: Mas, para receber o Benefício de Prestação Continuada, é preciso preencher alguns requisitos e passar por uma avaliação.

 

Nasi: Saiba agora como funciona o BPC e o que fazer para ter acesso.

 

Repórter André Luís Gomes: O Benefício de Prestação Continuada, o BPC, também conhecido como Loas, é um benefício mensal no valor de um salário mínimo para idosos acima de 65 anos ou pessoas com deficiência de qualquer idade. Para ter direito, a renda da família não pode ser maior do que um quarto do salário mínimo por pessoa, o equivalente a R$ 238,50. No caso das pessoas com deficiência, é necessária ainda uma avaliação por meio de uma perícia médica do Instituto Nacional do Seguro Social, o INSS. O diretor do Departamento de Benefícios Assistenciais e Previdenciários do Ministério do Desenvolvimento Social, André Veras, ressalta que, para solicitar e receber o BPC, não é necessário pagar pelos serviços de intermediários.

 

Diretor do Departamento de Benefícios Assistenciais e Previdenciários - André Veras: Pode ir diretamente a uma agência do INSS mais próxima de sua residência e solicitar o benefício, sem qualquer custo. Ela tem que levar os documentos de identificação, RG, CPF, comprovantes de endereço e de renda, dele e de todo o grupo familiar.

 

Repórter André Luís Gomes: É possível receber o Bolsa Família junto com o BPC, desde que a renda da família se enquadre nas regras do programa, conforme explica o diretor André Veras.

 

Diretor do Departamento de Benefícios Assistenciais e Previdenciários - André Veras: A soma do benefício, este valor não pode superar R$ 178 por mês atualmente.

 

Repórter André Luís Gomes: Para mais informações, o idoso, a pessoa com deficiência ou algum familiar deve procurar o Centro de Referência de Assistência Social, o Cras, mais próximo de casa. Depois disso, é preciso agendar um atendimento pelo telefone 135 para apresentar a documentação ao INSS. A pessoa que solicitou o benefício receberá uma carta do INSS informando se receberá ou não o BPC. Reportagem, André Luís Gomes.

 

Gabriela: Estudantes indígenas e quilombolas de todo o país matriculados em universidades federais têm até 31 de agosto para se inscreverem no programa de Bolsa Permanência.

 

Nasi: Desde 18 de junho, quando o prazo começou, mais de 2,3 mil alunos fizeram o pedido. Mil já tiveram o cadastro autorizado.

 

Gabriela: Hoje, são pagas mais de nove mil bolsas para indígenas e quilombolas em situação de vulnerabilidade econômica. Eles recebem R$ 900 por mês para custear despesas.

 

Nasi: Para saber mais, acesse sisbp.mec.gov.br.

 

Gabriela: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Nasi: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Gabriela: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Nasi: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Uma boa noite.

 

Gabriela: Boa noite para você e até amanhã.

 

"A Voz do Brasil, Governo Federal".