06 de dezembro de 2017

Destaques da Voz do Brasil: Taxa de juros cai mais uma vez. E é a menor em mais de 30 anos. Presidente Michel Temer assina decreto que cria Rede Brasil Mulher. Tem mudanças na Carteira Nacional de Habilitação. E explicamos como funciona o novo sistema da Polícia Rodoviária Federal que facilita a recuperação de carros roubados.

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Transcrição


Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

"Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

Apresentadora Alessandra Bastos: Olá, boa noite.

Nasi: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

Alessandra: Quarta-feira, 6 de dezembro de 2017.

Nasi: E vamos ao destaque do dia.

Gabriela: Taxa de juros cai mais uma vez.

Nasi: E é a menor em mais de 30 anos. Luan Karen.

Repórter Luana Karen: O Copom divulgou agora há pouco taxa de juros que fica em 7% ao ano. Daqui a pouco eu volto com mais informações.

Alessandra: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

Nasi: Presidente Michel Temer assina decreto que cria Rede Brasil Mulher.

Presidente Michel Temer: Que ele se consolide como mais um valioso instrumento de promoção da dignidade da mulher e, portanto, da promoção de justiça no nosso país. Portanto, hoje, mais uma vez, nós temos que gritar: Abaixo a violência contra a mulher!

Alessandra: Têm mudanças na Carteira Nacional de Habilitação. Vamos conversar, ao vivo, com o ministro das Cidades.

Nasi: E vamos explicar também como funciona o novo sistema da Polícia Rodoviária Federal que facilita a recuperação de carros roubados.

Alessandra: Hoje, na apresentação, Alessandra Bastos e Nasi Brum.

Nasi: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 Alessandra: Uma boa notícia para o motorista.

Nasi: É que a partir de agora vai aumentar a agilidade da Polícia na hora de localizar veículos que foram roubados ou furtados.

Alessandra: Esse é o Sinal, um programa novo da Polícia Rodoviária Federal que vai conectar, por meio do celular, agentes de órgãos de segurança pública e os donos dos carros.

Nasi: É, e ele já está disponível no site da Polícia Rodoviária Federal. O repórter Paulo La Salvia conta para a gente como o novo sistema vai funcionar.

Repórter Paulo La Salvia: Uma tremenda dor de cabeça. O carro da jornalista de Brasília, Juliana Oliveira, foi roubado em maio deste ano no estacionamento público em frente ao trabalho. E o pior: poucos dias depois ela foi notificada de uma multa relacionada ao veículo.


Jornalista - Juliana Oliveira: Oito dias depois o carro foi multado. Então, para poder conseguir dizer para o seguro que estava ok, que estava tudo quites, eu precisei pegar o Boletim de Ocorrência, levar no DER para poder dar baixa, para poder o seguro pagar. Foi um trampo.

Repórter Paulo La Salvia: Entre janeiro e o começo de dezembro deste ano, a Polícia Rodoviária Federal conseguiu recuperar 6.500 veículos roubados e furtados no país. Mas este trabalho, muitas vezes, encontra dificuldades. Uma delas é o tempo entre o Boletim de Ocorrência e a notificação aos órgãos de segurança pública. Em alguns estados este prazo demora três dias. Para reduzir os danos e diminuir este tempo, a Polícia Rodoviária Federal lançou o Sinal. Ele funciona no endereço eletrônico da PRF. O dono só precisa informar a placa e a cor do veículo, o fato ocorrido, por exemplo, se foi roubo ou furto, além dos danos pessoais do condutor, como o nome e e-mail. A partir do alerta no sistema a informação é repassada aos agentes na rua, de acordo com a gestora do Sinal, a agente da PRF Andrea Piacenzo.

Gestora do Sinal e Agente da PRF - Andrea Piacenzo: Com o Sinal o cidadão hoje tem a possibilidade de inserir via smartphone, pelo site da PRF incluir a ocorrência, e essa ocorrência é gerada uma notificação para os celulares de todos os policiais que estiverem de serviço num raio de até cem quilômetros da ocorrência, possibilitando aí uma ação mais rápida e proativa da Polícia.

Repórter Paulo La Salvia: A Polícia Rodoviária Federal avisa que o alerta no sistema Sinal não substitui o Boletim de Ocorrência junto à Polícia Federal. Já para acessar o programa é simples: é só entrar no endereço eletrônico www.prf.gov.br/sinal. Reportagem, Paulo La Salvia.

Alessandra: A Força Aérea Brasileira já transportou mais de 400 órgãos para transplante, desde junho do ano passado.

Nasi: Um decreto do presidente Michel Temer determinou que a Aeronáutica mantenha um avião em solo para qualquer chamado de transporte de órgãos ou de pacientes que aguardam um transplante.

Alessandra: Agilidade no transporte que tem sido fundamental para salvar tantas vidas.

Repórter Cleide Lopes: Em um ano de decreto, foram 417 órgãos doados e transportados. Fígado, coração e rins continuam sendo os primeiros da lista. Só este ano, a FAB já realizou cerca de mil horas de voo para transportar 220 órgãos, o que possibilitou salvar muitas vidas. De acordo com a coordenação-geral do Sistema Nacional de Transplantes, durante o primeiro semestre de 2017 houve um aumento de 16% no número de transplantes em relação ao ano passado. Com a parceria da FAB, o processo se tornou mais viável e ágil, como explica o coronel aviador Ivan Lucas Karpischin.

Coronel Aviador - Ivan Lucas Karpischin: Têm órgãos, não é, a exemplo do coração, que tem uma vida útil após ser extraído do doador de somente quatro horas, que dependendo da distância entre o paciente que está doando e o paciente que vai receber o órgão, um avião mais lento não poderia atender.

Repórter Cleide Lopes: Nesta quarta-feira, o sargento Alex Araújo Ramos, do 6º Esquadrão de Transporte Aéreo da Força Aérea Brasileira, fez mais um voo conduzindo órgãos. Ele, que já fez mais de 20 operações de transportes de tecidos e órgãos, fala de mais uma delas e da emoção de salvar vidas.

Sargento da Aeronáutica - Alex Araújo Ramos: Com certeza é muito gratificante, né, para a gente fazer esse tipo de missão, assim como todas as outras missões da Força Aérea, né? Mas para a gente essa é uma missão especial.

Repórter Cleide Lopes: Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil tem o maior sistema público de transplantes do mundo. Para os próximos anos a meta do país é diminuir a lista de espera. Hoje, 41 mil pessoas aguardam por um órgão. Reportagem, Cleide Lopes.

Nasi: As Forças Armadas participaram hoje de mais uma operação de segurança no Rio de Janeiro.


Alessandra: Há quatro meses, o presidente Michel Temer assinou decreto autorizando a atuação de militares no estado junto com as polícias locais.


Nasi: A operação de hoje contou com quase 3 mil homens e prendeu o chefe do tráfico na Rocinha.

Repórter Natália Mello: As ações no Rio de Janeiro contam com cerca de 2.900 homens das Forças Armadas, que desde a madrugada desta quarta-feira fazem cerco em várias comunidades cariocas para obter informações sobre roubo de armas e cargas, pontos de venda de drogas e paradeiro de bandidos. Mais uma vez a operação conta com o apoio da Força Nacional, que tem atuado desde julho para reforçar o combate à onda de violência no estado. Para o porta-voz do Comando Militar do Leste, o coronel Roberto Itamar, a integração entre as forças de segurança estaduais e federais tem sido fundamental para garantir o sucesso das operações.

Porta-Voz do Comando Militar do Leste - Coronel Roberto Itamar: Por exemplo, a pressão que vem sendo feita pela força de seguranças nas organizações criminosas, de maneira que elas tenham que se movimentar, e, com isso, se mostrar melhor aos órgãos de inteligência que são preocupação não só dos órgãos federais, como também dos órgãos estaduais. Uma outra vantagem que sem vendo obtida é que não há mais ponto na área metropolitana do Rio de Janeiro onde as forças de segurança e o Estado não possam chegar. As Forças Armadas vem propiciando essa possibilidade aos órgãos de segurança pública que chegam onde tem que chegar.

Repórter Natália Mello: O envio de agentes da Força Nacional ao Rio de Janeiro foi autorizado este ano pelo presidente Michel Temer, após pedido de reforço pelo governo do estado, e faz parte do Plano Nacional de Segurança Pública. Ainda na manhã quanta de quarta-feira, a Polícia prendeu Rogério Avelino dos Santos, o traficante mais procurado do Rio de Janeiro. Ele deverá ser transferido para um presídio federal. Reportagem, Natália Mello.

Alessandra: Governo Federal, estados, municípios, setor privado e instituições, todos com um único objetivo: criar mecanismos para dar mais autonomia, segurança e independência financeira às mulheres.

Nasi: E para coordenar esse esforço, o presidente Michel Temer criou, hoje, a Rede Brasil Mulher.

Alessandra: E com a instituição da rede, o Brasil avança em mais uma meta definida em conjunto com as Nações Unidas.

Repórter Luana Karen: Uma rede para juntar forças e mobilizar sociedade e governo na promoção da igualdade entre homens e mulheres. Esse é o objetivo da Rede Brasil Mulher, grupo criado hoje pelo Governo Federal para atuar nas áreas de saúde, educação, autonomia econômica e igualdade no mundo do trabalho, combate à violência contra a mulher e participação nos espaços de poder e decisão. A secretária de Políticas para as Mulheres da Secretaria de Governo da Presidência da República, Fátima Pelaes, comenta.

Secretária de Políticas para as Mulheres da Secretaria de Governo da Presidência da República - Fátima Pelaes: Faz com que tanto o próprio governo procure otimizar recursos, procure colocar em todas as suas ações voltadas para a mulher como também as organizações sociais, como também as empresas privadas, porque, ou seja, é um grande movimento, é um de chamamento para a sociedade.

Repórter Luana Karen: O decreto de criação da Rede Brasil Mulher, assinado pelo presidente Michel Temer, institui o comitê executivo, composto pela Secretaria de Governo da Presidência da República e pelos Ministérios da Justiça, Educação, Cultura, Trabalho, Saúde e do Desenvolvimento Social. O presidente Michel Temer destacou que a Rede Brasil Mulher vai promover a autonomia da mulher brasileira.

Presidente Michel Temer: Com a rede haverá muito melhor entrosamento, melhor emprego de recursos e melhores resultados. Que ele se consolide, a Rede Brasil Mulher, como mais um valioso instrumento de promoção da dignidade da mulher e, portanto, da promoção de justiça no nosso país. Portanto, hoje, mais uma vez, nós temos que gritar: Abaixo a violência contra a mulher!


Repórter Luana Karen: A Rede Brasil Mulher cumpre um dos objetivos da Agenda 2030, definido pelas Nações Unidas para transformar o mundo num lugar mais sustentável, a igualdade entre os gêneros por meio do empoderamento das mulheres. Reportagem, Luana Karen.

Alessandra: 19h10 no horário brasileiro de verão.

Nasi: E ainda nesta edição: taxa de juros cai e é a menor dos últimos 30 anos. A gente volta daqui a pouquinho com essa notícia.

Alessandra: O governo publicou um decreto com uma nova Lei de Migração.

Nasi: Ela vai regular a entrada e permanência de migrantes e visitantes no Brasil.


Alessandra: A nova lei substitui o Estatuto do Estrangeiro, de 1980, e garante acesso à Justiça e a serviços públicos de saúde, educação e Previdência Social.

Repórter Cleide Lopes: O número de imigrantes no Brasil aumentou 160% em dez anos. Haitianos lideram o ranking, seguidos pelos bolivianos. Ao todo, só no ano passado, quase 3 mil estrangeiros ganharam cidadania brasileira, um processo que, em alguns casos, leva até 15 anos. Para facilitar, já em vigor a nova Lei de Migração vai substituir o Estatuto Estrangeiro, que é de 1980. A partir de agora, o imigrante terá dois meses para se regularizar, tirar todos os documentos e, assim, ter acesso à saúde, educação e à inserção no mercado de trabalho brasileiro. De acordo com o diretor-adjunto do Departamento de Migração do Ministério das Relações Internacionais, André Furquim Zaca, a nova lei coloca o Brasil na vanguarda da legislação internacional.


Diretor-Adjunto do Departamento de Migração do Ministério das Relações Internacionais - André Furquim Zaca: A nova ajuda os imigrantes, uma vez que ela facilita a regularização dos imigrantes no Brasil, o que faz com que uma pessoa tenha mais facilidade de obter a sua regularização, sair da clandestinidade, sair da condição de vulnerabilidade e ter acesso ao mercado laboral.

Repórter Cleide Lopes: A nova Lei de Migração também traz um avanço, que é a criação do visto humanitário. Esse tipo de visto vai atender a essas demandas específicas daqueles que chegam ao Brasil em razão, por exemplo, de situações de desastres ambientais, conflitos armados e violação dos direitos humanos. Reportagem, Cleide Lopes.

Alessandra: Uma chance de elevar a escolaridade e o acesso ao ensino superior de pessoas presas.

Nasi: Esse é o Enem para pessoas privadas de liberdade, que será aplicado na próxima semana, na terça e na quarta-feira, em todo o país.

Alessandra: Mais de 30 mil pessoas vão fazer a prova. Desses, 49 estão sob tutela do sistema penitenciário federal.

Nasi: Entre 2011 e 2016, mais de 97 mil detentos participaram do exame. As provas serão aplicadas nas salas de aula das unidades prisionais de regime fechado e semiaberto que assinaram termo de adesão com o Inep.

Alessandra: Um estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, a OCDE, afirma que no ano de 2050 o gasto do Brasil com a Previdência Social vai chegar a 17% do PIB, que é o Produto Interno Bruto, a soma de todas as riquezas produzidas no país.

Nasi: A OCDE compara o desempenho de 43 países, e a taxa projetada para o Brasil é a mais alta.

Alessandra: E o presidente Michel Temer voltou a defender a aprovação no Congresso da proposta de reforma da Previdência.

Nasi: Segundo ele, o projeto acaba com privilégios e beneficia os mais pobres.

Presidente Michel Temer: A reforma da Previdência, que, na verdade, visa precisamente combater os privilégios, porque, na verdade, o que a reforma da Previdência faz é proteger os pobres, que, na verdade, pagam pelos que ganham muito no serviço público. A ideia da igualdade é a força motriz da reforma da Previdência. E é preciso eliminar certos preconceitos e certas notícias equivocadas.

Alessandra: O presidente fez as declarações nesta terça-feira, num evento que premiou brasileiros que se destacaram em suas áreas de atuação.

Nasi: Na mesma cerimônia, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, fez uma previsão otimista neste fim de ano e disse que a economia e o nível de emprego vão continuar crescendo.

Ministro da Fazenda - Henrique Meirelles: O investimento que reflete a confiança dos consumidores, do mercado, dos empresários, voltou a crescer depois de 15 trimestres seguidos de queda. E o que é mais importante: o emprego voltou crescer. A taxa de desemprego que ultrapassou os 13% ainda é alta, mas começa a ceder e está e irá continuar caindo de forma gradativa. Nós teremos o melhor Natal em muitos anos, graças à retomada da economia e da confiança.

Alessandra: Vai ter mudança na Carteira Nacional de Habilitação.

Nasi: Hoje, feita de papel, a nova carteira vai ter formato de um cartão. A ideia é facilitar a vida dos brasileiros, que precisam andar com uma infinidade de documentos no bolso.

Alessandra: Como? É isso que vamos conversar agora com o ministro das Cidades, Alexandre Baldy, que está, ao vivo, com a gente pelo telefone. Boa noite, ministro.

Ministro das Cidades - Alexandre Baldy: Boa noite, boa noite a todos.

Alessandra: Ministro, o motorista que está nos ouvindo quer saber que novo documento será esse e por que é que ele é chamado de cartão inteligente?

Ministro das Cidades - Alexandre Baldy: Exatamente. A intenção do Departamento Nacional de Trânsito é justamente facilitar a vida de todos os usuários, de todos os brasileiros, e também colocando o Brasil entre os países mais desenvolvidos do mundo, que já utilizam a carteira de habilitação, que é o documento mais utilizado pelos cidadãos, mais moderno, mais inovador e capaz de agregar novas tecnologias.

Nasi: Ministro, isso também pode diminuir as fraudes?

Ministro das Cidades - Alexandre Baldy: Com certeza também é um grande fator que dará segurança a todos os usuários, a todos os motoristas, cidadãos, com a grande possibilidade de inovações tecnológicas que são agregadas a esse modelo da carteira de habilitação, e possibilitando, né, nesses modelos de segurança, reduzindo inclusive a possibilidade de fraudes até que nós possamos eliminá-la de toda vez.

Alessandra: E o que todo mundo está curioso para saber, ministro, quando é que começa a ser emitido esse cartão inteligente?

Ministro das Cidades - Alexandre Baldy: Então, a resolução será publicada nessa semana e os departamentos estaduais de trânsito terão até janeiro de 2019 para se adaptarem e para concretizarem até janeiro de 2019 a adequação na emissão desses documentos, dessas carteiras de habilitação já neste novo modelo, que possibilitará aí uma facilidade, né, ao transporte, e, principalmente, à segurança e inclusive a agregação de novas tecnologias e outros serviços na vida dos cidadãos.

Nasi: Bom, ministro das Cidades, Alexandre Baldy, nós agradecemos a sua participação, ao vivo, com aqui na Voz do Brasil. Obrigado.

Ministro das Cidades - Alexandre Baldy: Obrigado e uma boa noite a todos.

Alessandra: O Banco Central anunciou, agora há pouco, mais uma redução na taxa básica de juros da economia.

Nasi: É o menor valor dos últimos 31 anos.

Gabriela: Para explicar melhor para a gente essa redução e qual que é o impacto dela no nosso dia a dia, a gente conversa, ao vivo, com a repórter Luana Karen. Boa noite, Luana. Conta para a gente qual o novo valor da taxa básica?

Repórter Luana Karen (ao vivo): Boa noite, Alessandra e Nasi. Boa noite a todos os ouvintes da Voz do Brasil. A taxa básica de juros, conhecida como Taxa Selic, foi reduzida para 7% ao ano, uma queda de meio ponto percentual em relação à taxa anterior. Essa é a décima vez seguida que a taxa é reduzida, chegando ao menor valor desde o início da série histórica do Banco Central, em 1986. A decisão do Copom, o Comitê de Política Monetária do Banco Central, foi por unanimidade e reflete um conjunto de indicadores positivos que mostram a recuperação da economia brasileira, como a inflação baixa e sob controle, que deve ficar abaixo dos 3% este ano. A trajetória de queda da taxa básica de juros começou em outubro de 2016, quando estava em 14,25% ao ano. A Taxa Selic é usada como referência pelo mercado. A partir dela são calculados, por exemplo, os juros de um empréstimo bancário, as parcelas de um crediário numa loja e os juros dos cartões de crédito. No comunicado divulgado logo após a decisão, o Banco Central indicou como adequado o novo corte da taxa básica de juros da economia para a próxima reunião do Copom, prevista para fevereiro do ano que vem. O presidente Michel Temer comentou com exclusividade para a Voz do Brasil a redução da taxa básica de juros. Vamos ouvir.


Presidente Michel Temer: Mais uma boa notícia para todos. Hoje o Banco Central cortou novamente a taxa de juros, que está em 7%. Reduziu mais 0,5%. Vocês sabem que é a décima redução de juros no nosso governo, que tem um ano e meio. E, portanto, com estes juros mais baixos, evidentemente que fica mais fácil para viver, mais fácil para trabalhar, mais fácil para comprar, mais fácil para morar, porque, naturalmente, isto reduz também os juros de todo o sistema bancário. Então, nós temos esta boa notícia, fruto precisamente daquilo que o governo está fazendo ao longo do tempo, e que é em benefício de você, consumidor, você que vive do trabalho, você que vive do cotidiano, você que vive no dia a dia. Eu não posso deixar de comemorar com você esta decisão do Banco Central, reveladora de que o Brasil está voltando aos trilhos.

Repórter Luana Karen (ao vivo): Ao vivo, de Brasília, Luana Karen.

Nasi: E os juros menores têm impacto direto no acesso ao crédito dos brasileiros.

Alessandra: É, Nasi. E não é só isso. Juros menores e inflação mais baixa aumentam a confiança dos consumidores e movimentam a economia.

Nasi: Segundo uma pesquisa do Ipea, são as famílias de baixa renda as mais beneficiadas com esse cenário.


Alessandra: A pesquisa diz que o impacto da inflação para essa parte da população foi maior do que para as famílias mais ricas.

Nasi: Mas o que fez com que a inflação fosse menor para essas pessoas? O repórter José Luiz Filho explica para a gente.

Repórter José Luiz Filho: Quem vai ao supermercado já notou: os preços dos alimentos estão mais baixos. Isso significa mais comida na mesa, não é mesmo, D. Antonia Maria da Paz?

Entrevistada - D. Antonia Maria da Paz: Os preços estão bom. Consigo levar o que eu posso, porque no ano passado às vezes eu levava uma contagem de dinheiro e não dava para comprar como eu compro agora.

Repórter José Luiz Filho: Assim como D. Antonia, a cozinheira Lindinalva Maria dos Santos também percebeu a queda nos preços. Agora, não falta feijão no almoço da família.

Cozinheira - Lindinalva Maria dos Santos: No ano passado e no ano retrasado eu não comia feijão. Comprava um quilo para o mês inteiro. Cinco quilos de arroz, agora eu compro dez quilos de arroz e levo para a minha casa, por causa que baixou o valor, porque principalmente o feijão, ninguém podia comer feijão, que era o principal da mesa do pobre, vamos dizer assim, que você tem que comer o feijão e o arroz. Agora está ótimo, que todo mundo pode comer.

Repórter José Luiz Filho: E o valor mais baixo dos alimentos fez com que a inflação das famílias de baixa renda ficasse menor no último ano. É o que aponta o Ipea, o Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas, que lançou um novo indicador da inflação baseado por faixas de renda. Segundo o índice, nos últimos 12 meses, encerrados em outubro, a inflação das famílias de baixa renda foi de 2%, bem abaixo dos 3,5% registrados no segmento das famílias mais ricas. O motivo dessa diferença são os hábitos e necessidades de consumo de cada faixa de rendimento. As famílias de renda mais baixa, por exemplo, gastam com alimentação duas vezes e meia a mais do que as de renda mais alta. Por isso, a desaceleração dos preços dos alimentos tem impactado mais positivamente na inflação das famílias de baixa renda. É o que explica a técnica de Planejamento e Pesquisa do Ipea, Maria Andréia Lameiras.

Técnica de Planejamento e Pesquisa do Ipea - Maria Andréia Lameiras: Ao longo de 2017 a gente teve uma queda muito grande de preços de alimentos. E os alimentos, eles compõem a maior parcela de consumo das famílias mais pobres. Então, quando esse alimento fica mais barato, a inflação dos mais pobres fica mais baixa do que as dos demais grupos, que tem uma cesta de consumo mais variada e com itens de peso que não caíram tanto quanto os alimentos.

Repórter José Luiz Filho: O novo índice de inflação mede a variação de preços em seis faixas de renda, que variam de muito baixa, onde estão as famílias com renda mensal de R$ 900, à alta, com renda familiar mensal acima de R$ 9 mil. Saber em detalhes como a inflação afeta cada camada da população pode ajudar o poder público a planejar políticas sociais e econômicas, e até definir reajustes de preços de produtos e serviços. Reportagem, José Luiz Filho.


Alessandra: E essas foram as notícias do Governo Federal.

Nasi: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

Alessandra: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

Nasi: Fique agora com o Minuto do TCU e, em seguida, as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Uma boa noite.

Alessandra: Boa noite e até amanhã.

"Brasil, ordem e progresso".