07 DE AGOSTO DE 2018 - PODER EXECUTIVO

Destaques da Voz do Brasil: Saque do PIS/PASEP recomeça amanhã para quem tem conta na Caixa e no Banco do Brasil. Pagamentos vão até setembro e devem injetar R$ 35 bilhões na economia. Lei Maria da Penha completa 12 anos. E cresce o número de denúncias de homicídios e violência sexual contra mulheres no Disque 180. E em mais uma reportagem sobre a vacinação, vamos falar da imunização de adultos. Você que tem mais de 20 anos precisa ficar atento às vacinas que precisa tomar.

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Transcrição


Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá. Boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Terça-feira, 7 de agosto de 2018.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia.

 

Gabriela: Saque do PIS/Pasep recomeça amanhã para quem tem conta da Caixa e no Banco do Brasil.

 

Nasi: Pagamentos vão até setembro e devem injetar R$ 35 bilhões na economia. Márcia Fernandes.

 

Repórter Márcia Fernandes: Quem trabalhou com Carteira assinada entre os anos de 1971 e 1988 é cotista do PIS/Pasep.

 

Gabriela: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Nasi: Lei Maria da Penha completa 12 anos.

 

Gabriela: E cresce o número de denúncias de homicídios e violência sexual contra as mulheres no Disque 180. Luana Karen.

 

Repórter Luana Karen: De janeiro a junho deste ano, o Ligue 180 recebeu quase 73 mil denúncias, a maior parte casos de violência física e psicológica.

 

Nasi: E em mais uma reportagem de sobre a vacinação, vamos falar sobre a imunização de adultos.

 

Gabriela: Você que tem mais de 20 anos precisa ficar atento às vacinas que precisa tomar.

 

Nasi: Na apresentação da Voz do Brasil do hoje, Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Gabriela: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Nasi: Os pagamentos do PIS/Pasep vão ser retomados amanhã.

 

Gabriela: Quem tem conta da Caixa Econômica Federal ou no Banco do Brasil e tiver direito ao benefício vai ser o dinheiro depositado automaticamente.

 

Nasi: Somente esses já são mais de 6 milhões de pessoas que devem receber R$ 5,5 bilhões.

 

Gabriela: A partir da semana que vem, dia 14 de agosto, começa o prazo de saque para os demais cotistas.

 

Repórter Márcia Fernandes: De olho no jornal, o aposentado Carlos Henrique Santos descobriu que está no grupo dos cotistas do fundo PIS/Pasep, que agora podem ter acesso ao benefício. Ele tem 60 anos e poderia ter feito o saque já no primeiro grupo, em junho, mas decidiu esperar para receber o dinheiro com a com a correção de 8,9%.

 

Aposentado - Carlos Henrique Santos: Pagar as contas do mês, se é um dinheiro que nos pertence, vamos usá-lo, né?

 

Repórter Márcia Fernandes: Quem trabalhou com Carteira assinada entre os anos de 1971 e 1988 é cotista do PIS/Pasep. Até o ano passado, o saque do fundo só era permitido para aposentados, pessoas com mais de 70 anos ou com doenças, como câncer e Parkinson. Agora, entre agosto e setembro deste ano, pessoas de qualquer idade podem fazer o saque. Segundo o Ministério do Planejamento, mais de R$ 35 bilhões estão disponíveis. E se o cotista tiver falecido, os herdeiros têm direito ao dinheiro, como explica o secretário de Planejamento e Assuntos Econômicos do Ministério do Planejamento, Júlio Alexandre.

 

Secretário de Planejamento e Assuntos Econômicos - Júlio Alexandre: Todos os cotistas do fundo PIS ou do fundo Pasep têm direito ao saque nesse período que vai de 8 de agosto a 28 de setembro. É muito importante que herdeiros apresentem documentos ou na Caixa Econômica ou no Banco do Brasil mostrando que os pais eram cotistas desses fundos e possam acessar esses recursos.

 

Repórter Márcia Fernandes: Para os correntistas do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, o benefício cai direto na conta, a partir do dia 8 de agosto. Quem não tem conta nesses bancos pode procurar as agências de 14 de agosto a 28 de setembro. Para saber se você tem direito à cota e quais os documentos necessários para a retirada do dinheiro, basta consultar os sites: www.caixa.gov.br/cotaspis ou www.bb.com.br/pasep. Reportagem, Márcia Fernandes.

 

Nasi: E é bom lembrar que empregados da iniciativa privada devem procurar a Caixa, e servidores públicos, o Banco do Brasil.

 

Gabriela: A Lei Maria da Penha completou 12 anos nesta terça-feira.

 

Nasi: E graças a essa lei foi criada para combater a violência contra as mulheres e foram criados também novos dispositivos e redes de proteção às vítimas.

 

Gabriela: Mas, para fazer valer a lei e punir os agressores, é preciso denunciar.

 

Repórter Luana Karen: O começo da história é comum a muitos casos.

 

Entrevistada - Maria: Desde o início já começaram a haver violências. De fato, aquele ciúme exarado, que não podia falar com ninguém, que eu não podia ter rede social. Tinha ciúme de todo mundo, mas, sabe, todo mundo mesmo, até da minha mãe.

 

Repórter Luana Karen: E o que se segue também faz parte de muitas mulheres.

 

Entrevistada - Maria: Quando eu falava que queria separar, ele começou a falar que ia me matar, entendeu? Um dia ele me chamou para conversar e houve até violência sexual. A partir daí eu disse: "Não, agora não dá mais não".

 

Repórter Luana Karen: Maria, que que preferiu não se identificar denunciou e o ex-companheiro foi condenado a sete anos de reclusão. Um número cada vez maior de brasileiras também tem escolhido não se calar. De janeiro a junho deste ano, o Ligue 180 recebeu quase 73 mil denúncias, a maior parte, casos de violência física e psicológica. O serviço registrou um crescimento de 37% no número de homicídios denunciados e de 16% nos relatos de violência sexual comparado com o mesmo período do ano passado. Andreza Colatto, secretária nacional de Política para as Mulheres do Ministério dos Direitos Humanos, explica que a violência contra a mulher pode surgir de várias formas e não só a relação afetiva, e todas elas podem ser denunciadas no Ligue 180.

 

Secretária nacional de Política para as Mulheres - Andreza Colatto: A violência deve ser denunciada. Nós sabemos que existem muitos casos de assédio no trabalho, assédio, por exemplo, nos meios de transporte, na rua mesmo, nas escolas, nós temos o professor que assedia, o chefe que assedia, isso deve ser muito observado.

 

Repórter Luana Karen: No Distrito Federal, a rede de atendimento à mulher vítima de violência conta com 17 pontos e a participação de 400 entes públicos e da sociedade civil. Só neste ano, foram feitos 12 mil atendimentos. A subsecretária de Políticas das Mulheres da Secretaria Adjunta de Políticas para as Mulheres do Governo do Distrito Federal, Alexandra Luciana Costa, destaca que a rede se fortaleceu após a criação da Lei Maria da Penha, que completa 12 anos nesta terça-feira.

 

Subsecretária de Políticas das Mulheres - Alexandra Luciana Costa: A partir da Lei Maria da Penha foram criados esses órgãos especializados, a facilidade de atendimento e o estado se torna responsável, assim como sociedade, de fazer toda esse acompanhamento, né, e atendimento a essa mulher vítima de violência.

 

Repórter Luana Karen: Maria, que ouvimos no início da reportagem, destaca a importância da denúncia.

 

Entrevistada - Maria: Enquanto a mulher não agir o cara vai, tipo, crescendo, crescendo, crescendo, violento mesmo. Tem que reagir, tem que dar parte.

 

Repórter Luana Karen: O Ligue 180 recebe denúncias de violência, faz os encaminhamentos necessários e tira dúvidas sobre a Lei Maria da Penha e os direitos da mulher. O canal está disponível em todo o Brasil e em mais 16 países, 24 horas por dia, todos os dias, incluindo, feriados e fins de semana. A ligação é gratuita e a denúncia pode ser anônima e feita por qualquer pessoa, não só pela mulher vítima de violência. Reportagem, Luana Karen.

 

Nasi: Um laboratório móvel montado em um caminhão dá a jovens estudantes a oportunidade de conhecer equipamentos de tecnologia avançada.

 

Gabriela: Os alunos da tecnologia da informação também podem usar essas ferramentas para desenvolver projetos com soluções para o nosso dia a dia.

 

Nasi: O espaço foi todo montado com recursos da Lei de Informática e já atendeu cerca de 1,5 mil estudantes em todo o país.

 

Repórter Pablo Mundim: Um laboratório digital sobre rodas. Carregado de inovações, o caminhão conhecido como Hacka Truck foi construído para levar conhecimento a alunos de tecnologia da informação através de cursos gratuitos presenciais e à distância. São cortadoras que usam laser para cortar materiais como chapas de metal, impressoras 3D que usam, por exemplo, resina plástica para produzir vários tipos de objetos e lousas interativas, que funcionam ligadas a um computador. Esses são alguns dos instrumentos que fazem do laboratório uma oficina de ideias, como explica o instrutor do projeto, Fabrício Souza.

 

Instrutor do projeto - Fabrício Souza: O projeto, ele se inicia com o ensino à distância através das instituições parceiras do Hacka Truck. Após esse preparatório os melhores alunos, eles são convidados a fazer parte do curso presencial com duração de seis semanas aqui dentro do caminhão, onde eles terão como principal desafio desenvolver o protótipo de um aplicativo, quais os nossos problemas? E em cima disso é criado soluções que vão desde economia doméstica a gestão de energia dentro do lar, coisas nesse sentido.

 

Repórter Pablo Mundim: O projeto foi financiado com recursos da Lei da Informática, que concede incentivos fiscais a empresas brasileiras em troca de investimentos em pesquisa. Desde 2015, o Hacka Truck já atendeu mais de 1,5 mil alunos de 29 instituições de todo o país. Nesta terça-feira, o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, visitou o laboratório. Para o ministro Kassab, o projeto é fundamental para a formar profissionais do futuro.

 

Ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações - Gilberto Kassab: Esse projeto é a oportunidade que todos nós damos através de incentivos da Lei de Informática para levar aos jovens do todos o Brasil a oportunidade de viver já o futuro próximo, a oportunidade que terão os jovens de conhecer o que é fazer uma impressão em 3D, a oportunidade que tem os jovens de conhecer o mundo das startups do mundo do inovação.

 

Repórter Pablo Mundim: Esta é a segunda etapa do projeto. Até o final do ano que vem, o caminhão deve percorrer mais de 20 instituições de ensino e atender mais de mil alunos de todo o Brasil. Para participar, os estudantes de tecnologia da informação devem acessar a site: hackatruck.com.br. Reportagem, Pablo Mundim.

 

Gabriela: A produção e as vendas de automóveis estão crescendo no Brasil.

 

Nasi: Isso depois de uma crise que desafiou o setor.

 

Gabriela: Agora o movimento voltou, e, tanto montadoras, como distribuidoras de veículos estão mais otimistas com o futuro.

 

Nasi: É, Gabriela, nós conversamos com consumidores e vendedores que comprovam: o mercado de carros está mesmo aquecido.

 

Gabriela: E para alavancar ainda mais o setor que aquece a produção da indústria a aposta é inovação.

 

Nasi: Incentivos a quem investir em tecnologia já estão valendo.

 

Repórter Graziela Mendonça: Denivaldo Alves é servidor público e foi até uma concessionária do Distrito Federal na tarde dessa segunda-feira, o motivo: buscar o carro zero-quilômetro que conseguiu comprar após alguns meses de planejamento financeiro.

 

Servidor público - Denivaldo Alves: Me planejei, eu juntei um dinheirinho, né? Fui juntando aqui e outro ali, juntei um dinheirinho para dar uma entrada e consegui dar uma entrada e financiar numa parcela... numa parcela onde cabe no meu orçamento, né?

 

Repórter Graziela Mendonça: Assim como Denivaldo, cada vez mais brasileiros estão de carro novo na garagem. Somente em julho foram emplacados mais de 208 mil carros em todo o país, uma alta de mais de 6% em relação ao mês anterior. O gerente de uma concessionária em Taguatinga, no Distrito Federal, Israel Dias, comemora o movimento em sua loja.

 

Gerente de concessionária - Israel Dias: Teve um aumento muito, muito bom, principalmente na segunda quinzena de julho, onde a gente superou todas as expectativas em metas em relação a maio e junho, que estava um movimento bem fraco, e realmente houve um crescimento.

 

Repórter Graziela Mendonça: E com o mercado de vendas aquecido, a indústria acelera a produção. O setor automobilístico vem sendo o principal responsável pelo crescimento da indústria nos últimos meses. No acumulado deste ano, já foram fabricados 1 milhão e 680 mil veículos, um aumento de 12% em relação ao ano passado. O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, a Anfavea, Antônio Megale, acredita que o setor está otimista.

 

Presidente da Anfavea - Antônio Megale: Se espera que a gente tenha um bom cenário de vendas nos próximos meses. Ninguém fabrica para guardar em estoque, se o pessoal está fabricando mais é porque já tem uma sinalização positiva de vendas boas, né, principalmente por causa da rentabilidade do setor nos próximos meses.

 

Repórter Graziela Mendonça: E para estimular ainda mais o setor automotivo, o governo lançou em julho deste ano o Programa Rota 2030, que prevê regras e incentivos para as montadoras. O objetivo é dar incentivos tributários, ou seja, abatimento de impostos na forma de créditos para a indústria, ao investir em tecnologia, inovação, segurança e eficiência energética. Segundo o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Jorge de Lima, o programa traz vantagens para toda a cadeia produtiva.

 

Ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços - Marcos Jorge de Lima: Nós estaremos promovendo maior eficiência energética, segurança veicular, etiquetagem, pesquisa e desenvolvimento, e o que isso quer dizer? Que nós teremos no Brasil veículos mais eficientes, menos poluentes, mais seguros e com maior tecnologia embarcada ao longo dos 15 anos do programa, que é o período de duração do Rota 2030.

 

Repórter Graziela Mendonça: O Programa Rota 2030 também vai permitir a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados, o IPI, em até 7% para veículos. A regra vai valer para carros híbridos, que se movem a álcool e a gasolina, e elétricos. Reportagem, Graziela Mendonça.

 

Gabriela: Você que tem mais de 20 anos, já se preocupou em conferir sua Caderneta de Vacinação?

 

Nasi: É, a imunização é importante também para as crianças.

 

Gabriela: Daqui a pouquinho vamos detalhar quais são as vacinas que você precisa para estar em dia. Não saia daí.

 

Nasi: A entrada de venezuelanos no Brasil pelo estado de Roraima voltou a ser permitida.

 

Gabriela: O ingresso dos imigrantes foi interrompido ontem por decisão do juiz federal Helder Barreto, decisão que foi suspensa pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, a pedido da Advocacia-Geral da União.

 

Nasi: Trecho da decisão do Tribunal afirma que o fechamento da fronteira significa não reconhecer o imigrante como igual o brasileiro, e é uma violência ao exercício dos direitos assegurados na lei.

 

Gabriela: A Polícia Federal informou, em nota, que o fluxo de venezuelanos pela fronteira em Roraima já foi normalizado.

 

Nasi: Dados da Casa Civil da Presidência da República mostram que de 2015 até junho deste ano, cerca de 56 mil venezuelanos procuraram a Polícia Federal para regularizar a permanência no Brasil.

 

Gabriela: Para acolher os imigrantes, o governo criou uma força-tarefa que inclui vários ministérios para a construção de abrigos, atendimento de saúde e acesso a documentos.

 

Nasi: O governo também vem realizando as chamadas interiorizações, com o deslocamento de imigrantes venezuelanos para outros estados.

 

Gabriela: Nos últimos meses, 820 foram transferidos de Roraima para outros estados.

 

"Defesa do Brasil! Defesa do Brasil! Defesa do Brasil!".

 

Nasi: A principal função da Marinha do Brasil é cuidar de todas as nossas águas, desde a imensa costa marítima até a entrada em nossos diversos rios.

 

Gabriela: E, além de garantir que todas as regras de segurança da navegação sejam cumpridas, a Marinha também cuida do meio ambiente, impedindo que o lixo e outras substâncias contaminam a água.

 

Nasi: Para desempenhar essas funções e se tornar um guarda marinho é preciso uma intensa capacitação na teórica e na prática. A repórter Marina Melo explica como funciona.

 

Repórter Marina Melo: Cinco meses a bordo de um navio-escola, percorrendo 15 portos em nove países, como França, Alemanha, Portugal e Estados Unidos, assim será a vida dos 208 guarda marinhas que deixaram do Brasil no último dia 22 de julho, a bordo do Navio-Escola Brasil, onde vão aprender, na prática, tudo o que estudaram nos últimos quatro anos de curso na escola naval. O comandante do navio, Wagner Belarmino, explica como será feita esta etapa final do trabalho de capacitação dos jovens.

 

Comandante do navio - Wagner Belarmino: No navio-escola eles vão completar essa formação basicamente recebendo uma complementação prática de todos os ensinamentos, de todas as atividades que eles aprenderam lá na escola naval. Então, aqui basicamente distribuídas em mais ou menos 14 disciplinas acadêmicas, eles vão ter cerca de 360 hora/aula ao longo de cinco meses de viagem, onde eles vão desenvolver aquelas capacidades que a Marinha entende que são necessárias à formação do oficial de Marinha.

 

Repórter Marina Melo: Esse ano, pela primeira vez, um grupo de 12 mulheres da Escola Naval também fará parte da tripulação. A guarda marinha Naraiane Feitosa é aluna número um da turma, e fala do orgulho em fazer parte, ao lado de suas colegas, da primeira turma de mulheres a se formar pela Escola Naval.

 

Guarda marinha - Naraiane Feitosa: Para a gente é quase inacreditável, assim, saber que a primeira turma sou eu e minha amigas, as meninas que moraram comigo, e tudo, nós somos bem próximas, então a gente sente bastante orgulho uma das outras e do grupo todo.

 

Repórter Marina Melo: A mãe da guarda marinha Naraiane, a professora Eclacir Machado, fala do orgulho que sente da filha.

 

Professora - Eclacir Machado: Eu falo para todo mundo, eu mostro fotos, eu incentivo, trabalho em escola, né, então, eu incentivo a garotada para seguir esse caminho, porque é um caminho muito bonito e as conquistas fazem com que a gente se fortaleça cada vez mais e é muito bom.

 

Repórter Marina Melo: Durante a viagem do navio-escola, serão ministradas aulas práticas de navegação, meteorologia, marinharia, operações navais, controle de avarias e administração naval. A chegada do Navio-Escola Brasil de volta ao território nacional está prevista para o dia 16 de dezembro. Reportagem, Marina Melo.

 

"Saúde. Pra Você Viver Bem".

 

Gabriela: Você ouviu ontem aqui na Voz do Brasil que começou a Campanha Nacional de Vacinação Contra o Sarampo e a Poliomielite.

 

Nasi: Num primeiro momento a campanha é destinada apenas para as crianças.

 

Gabriela: Mas o cuidado com as vacinas não acaba depois da infância.

 

Nasi: Manter a Carteira de Vacinação em dia também é coisa de adulto.

 

Gabriela: É o que vamos acompanhar a segunda reportagem especial que a gente exibe essa semana, aqui na Voz do Brasil.

 

Repórter Cleide Lopes: A maquiadora Vanessa Gonçalves foi muito cedo ao um posto de saúde levar o filho Kenzo para vacinar. Ela aproveitou para conferir a própria Caderneta de Vacinação. O documento já materialidade pelo tempo, Vanessa tem desde bebê, e mais, com todos as vacinas em dia.

 

Maquiadora - Vanessa Gonçalves: Minha mãe me entregou esse cartão tem de uns dois anos eu acho. Eu nem sabia que ela tinha, aí eu fui vacinando depois de adulta e foram me dando esses cartõezinhos separados, agora eu vou ver se eu consigo passar tudo para o meu cartão. Vai ficar tudo em dia, inclusive, na gravidez do meu filho caçula, eu tive contato com uma pessoa que estava com rubéola, fiquei com medo, porque é superperigoso. E aí eu descobri que eu tinha vacina já da rubéola, já tinha a vacina. Então, eu fiquei mais tranquila por isso.

 

Repórter Cleide Lopes: Já para o palestrante Pedro Pimenta, o fato de não ter tomado uma vacina mudou para sempre sua vida aos 18 anos, ele conta o que aconteceu quase dez anos atrás.

 

Palestrante - Pedro Pimenta: Tudo começou na hora do almoço, e aí de repente eu comecei a me sentir muito mal na hora do almoço, eu consegui terminar o almoço e fui para casa. Meu irmão me levou para o hospital e fui diagnosticado com gripe e fui mandado de volta para casa. Dali mais algumas horas eu já não conseguia me mexer, já não conseguia quase falar, as coisas já não faziam muito sentido. Quando minha cunhada chegou no meu quarto e me viu com as manchas roxas dos braços e nas pernas ela sabia exatamente do que se tratava, da meningococcemia. Primeiramente eles me falaram que iam tentar salvar os joelhos e os cotovelos, a amputação já era necessária. Disseram que minha infecção foi tão grave e foi tão rápida que tiveram que cortar as duas pernas acima dos joelhos e os dois braços acima dos cotovelos. Eu não sei dizer exatamente por que é que eu não fui vacinado. Eu sei que naquela época as pessoas tinham menos informações sobre o que era a meningite meningocócica, né? Hoje, com muito esforço, eu sou um cara 100% independente, dirijo meu carro, viajo o mundo fazendo palestras, mas eu conheço muita gente que não teve a mesma sorte.

 

Repórter Cleide Lopes: Até 3 milhões de mortes podem ser evitadas todos os anos pela vacinação. A estimativa é da Organização Mundial de Saúde. Mônica Levi, diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações, alerta que é preciso que as pessoas saibam da importância da imunização.

 

Diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações - Mônica Levi: Ainda existe muito a cultura de que vacina é coisa de criança. Todo mundo está familiarizado com a vacinação infantil, mas a maioria das pessoas adultas, hoje, desconhecem que exista um calendário próprio para eles e que eles deveriam estar sendo protegidos de doenças imunopreveníveis, e que não vão por desconhecimento e falta de recomendação dos médicos também.

 

Repórter Cleide Lopes: O aposentado Mio Guedes tem 85 anos, diz que tem saúde e disposição de jovem. Ele nem lembra quando ficou doente pela última vez, o segredo: a caderneta de vacinação atualizada.

 

Aposentado - Mio Guedes: Desde quando começou a vacinar que eu vacino todo ano, normal.

 

Repórter Cleide Lopes: E o senhor vacina, há quanto ao senhor não gripa? Que o senhor não tem nenhuma doença?

 

Aposentado - Mio Guedes: Olha, eu nem sei, não, viu? Tem muito anos que eu não tenho essa preocupação, não. A vacina, se é uma coisa que é estudada pela medicina e recomendado, só ignorante é que não toma.

 

Repórter Cleide Lopes: Pelo calendário do Ministério da Saúde, adultos de 20 a 59 anos devem tomar cinco vacinas, contra hepatite B, febre amarela, a tríplice viral, que previne sarampo caxumba, e rubéola, a dupla adulto, contra difteria e o tétano, a pneumocócica 23 valente para pneumonia, otite, meningite e outras doenças. Se você não sabe se já tomou alguma dessas vacinas ou perdeu a caderneta, a coordenadora substituta do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Ana Gorete, ensina o caminho.

 

Coordenadora substituta do Programa Nacional de Imunizações - Ana Gorete: Se eles perderam a caderneta, não sabem que vacinas tomaram, lembrar qual foi o posto de vacinação que foi feita essa vacinação, ir lá para pegar uma segunda via do seu histórico de vacinação. Se, por um acaso, isso não for possível, aí, sim, ele vai ter que ser revacinado porque não há comprovação de que ele tenha tomado a vacina que ele precisa, né? Você tem os intervalos que você precisa ter de uma vacina para outra e não há nenhum risco de se fazer uma segunda dose da vacina no caso de a pessoa não saber se tomou ou não.

 

Repórter Cleide Lopes: A partir de 1º de setembro, toda a população adulta do país poderá se imunizar na Campanha Nacional de Vacinação Contra o Sarampo e a Poliomielite. Até o fim deste mês, a campanha é direcionada para as crianças de zero a cinco anos. Reportagem, Cleide Lopes.

 

Nasi: Amanhã a Receita Federal abre para consulta o terceiro lote de restituição do imposto de renda deste ano.

 

Gabriela: O crédito bancário para mais de 2,8 milhões contribuintes será realizado no dia 15 de agosto e totaliza o valor de R$ 3,6 bilhões.

 

Nasi: Para saber se teve a declaração liberada o contribuinte pode acessar a página da receita na internet, em: receita.fazenda.gov.br ou ligar de graça no Receita Fone, no número: 146.

 

Gabriela: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Nasi: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Gabriela: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Nasi: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Uma boa noite.

 

Gabriela: Uma boa noite e até amanhã.

 

"A Voz do Brasil, Governo Federal".