07 de novembro de 2017

Destaques da Voz do Brasil: Quase 4 milhões de cadernetas de saúde do idoso serão distribuídas em todo o país. Ministério da Saúde anuncia nova estratégia para garantir qualidade de vida a essa população. Em conversa com senadores e ministros, presidente Michel Temer faz balanço do governo e diz que ainda há muito a fazer. E nesta semana nós detalhamos pra você a modernização das leis trabalhistas que entram em vigor no sábado.

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Transcrição

Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá, boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Terça-feira, 7 de novembro de 2017.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia.

 

Gabriela: Quase 4 milhões de cadernetas de saúde do idoso serão distribuídas em todo o país.

 

Nasi: Ministério da Saúde anuncia nova estratégia para garantir qualidade de vida a essa população. Beatriz Albuquerque.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: Até 2030, os idosos vão representar 20% da população brasileira.

 

Gabriela: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Nasi: Em conversa com senadores e ministros, presidente Michel Temer faz balanço do governo e diz que ainda há muito o que fazer.

 

Presidente Michel Temer: Nós, em 16 meses, 17 meses, fizemos muita coisa e, portanto, nós temos 14 meses pela frente pra produzir muita coisa ainda.

 

Gabriela: E nesta semana, nós detalhamos para você a modernização das leis trabalhistas que entram em vigor no sábado.

 

Nasi: Hoje, vamos explicar os acordos entre patrões e empregados, que vão prevalecer sobre a legislação.

 

Gabriela: Na apresentação da Voz do Brasil, Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Nasi: E pra assistir a gente ao vivo na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Gabriela: Abrir um diálogo, ouvir ideias e sugestões da sociedade, empresários, pesquisadores.

 

Nasi: É assim que o governo traça ações e políticas para o futuro.

 

Gabriela: E hoje, em Brasília, essa conversa direta entre o governo e a iniciativa privada aconteceu para discutir o desenvolvimento econômico e a inserção do país no mercado internacional.

 

Nasi: E para fazer um balanço das discussões, recebemos aqui no estúdio da Voz do Brasil, o secretário especial de Assuntos Estratégicos,‎ Hussein Kalout. Boa noite, secretário.

 

Secretário especial de Assuntos Estratégicos - ‎Hussein Kalout: Boa noite, Nasi.

 

Nasi: Secretário, primeiro, é preciso destacar que o grande objetivo desse encontro é conversar com as pessoas, saber das necessidades de cada setor, não é isso?

 

Secretário especial de Assuntos Estratégicos - ‎Hussein Kalout: É verdade. Uma das marcas principais do Governo Federal e da orientação do presidente da República é ouvir os mais variados espectros da sociedade, o setor privado, da academia, o setor público, de organizações não governamentais. E, evidentemente que o encontro de hoje, Diálogos Estratégicos, Abertura Econômica para o Desenvolvimento de Bem-Estar, ele é um marco dessa política de governo, que reuniu gente dos mais variados espectros da sociedade e do setor privado, para ouvi-los a respeito de como o Brasil deverá pensar o seu futuro e o seu crescimento.

 

Gabriela: Secretário, hoje foi dia de ouvir sugestões sobre a economia. Essa é a prioridade para o governo, dar continuidade a esse crescimento e poder gerar empregos?

 

Secretário especial de Assuntos Estratégicos - ‎Hussein Kalout: O foco do Governo Federal é colocar o Brasil nos trilhos. O foco do presidente da República é revitalizar a economia após um colapso, após uma crise econômica pior, talvez, de toda a nossa história. O Brasil já saiu da recessão. Ano que vem devemos crescer algo em torno de 2% a 3%, voltando ao patamar anterior e tradicional das duas últimas décadas. Além disso, é importante realçar que o foco do governo centra-se em como ampliar a capacidade produtiva do Estado, como melhorar a competitividade e como estimular a inovação. Esses três vetores são cruciais para o crescimento da economia e para a geração de empregos.

 

Nasi: Secretário, a gente gostaria que o senhor fizesse um pequeno balanço desse encontro e também de saber se outros virão.

 

Secretário especial de Assuntos Estratégicos - ‎Hussein Kalout: Bom, hoje nós lançamos o que a gente chama de Diálogos Estratégicos, então foi o primeiro seminário nesse sentido. Evidentemente haverá um outro, em muito breve. A ideia é que transforme esse seminário num diálogo permanente entre governo e sociedade, entre governo e o setor privado. O objetivo da Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos da Presidência da República é ouvir, coletar ideias, processá-las, pensar a partir de uma plataforma integrada e coesa o futuro do país.

 

Gabriela: Ok. Nós conversamos com o secretário especial de Assuntos Estratégicos, ‎Hussein Kalout. Obrigada aqui pela participação ao vivo na Voz do Brasil, secretário.

 

Secretário especial de Assuntos Estratégicos - ‎Hussein Kalout: Obrigado, Gabriela.

 

Nasi: As pessoas estão vivendo mais e cada vez mais ativas. Viajam, fazem esportes, cuidam sozinhas da casa.

 

Gabriela: E para acompanhar esse pique, o Sistema Único de Saúde também vai mudar.

 

Nasi: Uma série de ações vai modernizar o atendimento aos idosos nos hospitais públicos.

 

Gabriela: Ao invés de tratar doenças, o foco vai ser o cuidado para não ficar doente.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: Em frente ao computador, dona Gersina, de 90 anos, se atualiza com as redes sociais, curte e comenta as fotos dos filhos, netos e bisnetos. Ela se mantém conectada e garante que isso faz a sua cabeça funcionar melhor.

 

Entrevistada - Gersina: E eu creio que esse sistema de consultar telefone, falar com os netos, saber os números, isso aí me ajuda bastante, eu acho que a qualquer um, né? Eu, com essa idade, estou fazendo, recebendo aula de espanhol.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: Mas para quem pensa que ela só fica ali, paradinha em casa, está enganado. Dona Gersina dirige, cuida da casa e vai a muitos locais a pé, tudo sozinha.

 

Entrevistada - Gersina: Eu saio normalmente, vou ao supermercado, vou ao salão, vou ao banco, à lotérica. Me sinto muito bem, independente, né?

 

Repórter Beatriz Albuquerque: E é justamente para que os quase 30 milhões de idosos que vivem no Brasil consigam uma boa qualidade de vida como a da dona Gersina, que o Ministério da Saúde lança a Estratégia Nacional para o Envelhecimento Saudável. Até 2030, os idosos vão representar 20% da população brasileira, e a ideia do ministério é levar ao idoso um atendimento multidisciplinar, com avaliações clínicas, psicossocial e funcional. É o que explica o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

 

Ministro da Saúde - Ricardo Barros: Olhar o idoso como um todo, não apenas se ele estiver doente, mas para que ele não fique doente, para que ele mantenha sua capacidade de independência, sua capacidade de mobilidade, de raciocínio. Cuidar para que ele envelheça com qualidade.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: A primeira novidade é a atualização e implementação da caderneta de saúde da pessoa idosa. Lá, as pessoas encontram informações sobre as necessidades dessa população. Quase 4 milhões de cadernetas já estão sendo distribuídas aos municípios. Outra ação é um aplicativo que vai orientar profissionais de saúde na avaliação das pessoas idosas. Para a geriatra Luciana Louzada, todas essas ações ajudam a tirar o foco da doença e tratar o paciente de uma integral.

 

Geriatra - Luciana Louzada: A gente vai focar não só na doença e nos remédios, mas na qualidade de vida dele. Então, a gente vai estar informando com relação à vida saudável, hábitos de vida saudável, como alimentação balanceada, atividade física e estimulação também cognitiva desses idosos, para a gente tentar manter a autonomia e a funcionalidade deles.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: Nesta quarta-feira, o Ministério da Saúde abre uma consulta pública para colher sugestões de novas medidas que garantam atendimento integral aos idosos. Basta acessar www.saude.gov.br e participar. Reportagem, Beatriz Albuquerque.

 

Nasi O governo deve aproveitar o bom momento da economia e a geração de empregos para continuar a avançar em programas e projetos, principalmente na área social.

 

Gabriela: Esse foi o recado dado pelo presidente Michel Temer a dez ministros que participaram de uma reunião na manhã de hoje.

 

Repórter Nei Pereira: Num encontro no Palácio do Planalto, o presidente Michel Temer ouviu dos dez ministros, a maioria da área social do governo, um diagnóstico de como está a execução de algumas políticas públicas. Na área de habitação, o ministro das Cidades, Bruno Araújo, falou sobre a contratação de mais de 54 mil novas moradias do programa Minha Casa Minha Vida, anunciadas na segunda-feira. As unidades vão ser destinadas a famílias de baixa renda, que ganham até R$ 1.800 por mês. A expectativa é que as obras gerem 140 mil empregos no país. Outra medida apresentada pelo ministro foi a habilitação de 1.600 municípios para que os moradores recebam o Cartão Reforma, destinado a famílias carentes, para que façam a reforma de casas. Na reunião, o presidente afirmou que o país passou pela fase de recessão e a economia volta a crescer. Para Temer, a hora é de recuperar o tempo perdido.

 

Presidente Michel Temer: Nós, em 16 meses, 17 meses, fizemos muita coisa e, portanto, nós temos 14 meses pela frente pra produzir muita coisa ainda. Não vamos ter essa ideia, nem deixar trafegar essa ideia de que, agora, ninguém mais faz absolutamente nada. Ao contrário, agora é que nós temos que fazer tudo, já que nós passamos uma fase muito difícil, que foi a fase da recessão. Vocês sabem que, de cinco meses pra cá, tem melhorado significativamente o ambiente da economia, o ambiente do emprego. Mas então, nesses 14 meses, nós temos que produzir muito, especialmente nesses dois últimos meses do ano.

 

Repórter Nei Pereira: Por uma rede social, o presidente comentou a reunião com ministros e afirmou que o seu governo criou empregos e trabalha para avançar ainda mais nos próximos 14 meses de mandato. Segundo dados do Ministério do Trabalho, até setembro deste ano, o país criou mais de 200 mil vagas de emprego com carteira assinada. Já são seis meses seguidos de saldo positivo na abertura de postos de trabalho neste ano. Reportagem, Nei Pereira.

 

Gabriela: 19h10 no horário brasileiro de verão.

 

Nasi: A partir de sábado, a modernização das leis trabalhistas entra em vigor.

 

Gabriela: E a Voz do Brasil apresenta uma série de matérias especiais para explicar as mudanças.

 

Nasi: Daqui a pouquinho vamos falar sobre como ficam os acordos negociados entre patrões e empregados. Não saia daí.

 

"Defesa do Brasil! Defesa do Brasil! Defesa do Brasil!".

 

Gabriela: Durante as Olimpíadas do Rio, no ano passado, a maior parte dos atletas brasileiros que subiu ao pódio prestava continência.

 

Nasi: Isso porque os medalhistas também eram militares da Marinha, do Exército ou da Aeronáutica.

 

Gabriela: Eles participavam do programa Atletas de Alto Rendimento, do Ministério da Defesa, que oferecia o apoio necessário para continuarem treinando.

 

Nasi: O programa continua. E hoje, no Rio de Janeiro, começou mais um campeonato, que faz parte da preparação desses atletas militares para as Olimpíadas de 2020, em Tóquio, no Japão.

 

Repórter Marina Melo: Começou nesta terça-feira, no Rio de Janeiro, o 2º Campeonato Mundial Militar de Vôlei de Praia, que reunirá 50 atletas militares de diversos países, como Alemanha, China e Holanda. Representando o Brasil, duplas femininas e masculinas de peso entrarão nas areias do vôlei com grandes chances de medalhas. No masculino, o Brasil contará com a dupla nº 1 do mundo, Evandro e André, além do medalhista olímpico Bruno. No feminino, a também medalhista olímpica Ágatha representará o Brasil jogando com Duda. O diretor do Departamento de Desporto Militar do Ministério da Defesa, Almirante Paulo Zuccaro, explica que este campeonato faz parte da preparação dos atletas brasileiros não só no universo do esporte militar, como no fortalecimento do esporte nacional, já com vistas aos Jogos Olímpicos de 2020, em Tóquio, capital do Japão.

 

Diretor do Departamento de Desporto Militar - Paulo Zuccaro: Um evento muito importante dentro do calendário do Conselho Internacional do Esporte Militar, onde o Brasil se configura como uma das maiores potências esportivas militares. É um campeonato que serve para assegurar a continuidade do trabalho das Forças Armadas Brasileiras no esporte de alto rendimento, em apoio ao desenvolvimento do esporte olímpico nacional.

 

Repórter Marina Melo: O diretor do Departamento de Desporto Militar destaca a importância do programa Atletas de Alto Rendimento do Ministério da Defesa, que foi destaque nas últimas Olimpíadas, graças ao desempenho dos atletas militares.

 

Diretor do Departamento de Desporto Militar - Paulo Zuccaro: Trinta por cento da delegação brasileira era militar, e eles conquistaram mais de dois terços das medalhas. Então, são resultados que falam por si, ou seja, nós temos as melhores razões do mundo para prosseguir com o programa e continuar ajudando o Brasil no caminho desse sucesso olímpico futuro.

 

Repórter Marina Melo: Os jogos classificatórios serão disputados nesta semana, no Centro de Capacitação Física do Exército, no bairro da Urca, no Rio de Janeiro, e a entrada é gratuita. Mais informações no site www.defesa.gov.br. Reportagem, Marina Melo.

 

"Entenda a modernização das leis trabalhistas".

 

Gabriela: A partir do próximo sábado, entram em vigor as mudanças na legislação trabalhista propostas pelo governo e aprovadas pelo Congresso Nacional.

 

Nasi: E uma das principais novidades é a possibilidade de os acordos negociados entre patrões e empregados prevalecerem sobre a legislação.

 

Gabriela: As novas regras também mudam a forma como a Justiça vai agir em relação aos conflitos trabalhistas. A ideia é tornar mais ágil a resolução dos problemas pela Justiça.

 

Nasi: Esses são os temas de hoje da nossa série de reportagens sobre a modernização das leis trabalhistas. Vamos ouvir.

 

Repórter Luana Karen: Diálogo. Essa é a palavra chave para compreender o novo modelo de negociação entre patrão e empregados na atualização das leis trabalhistas. A partir de agora, o que for acertado entre as partes vai ter força de lei, é o que explica o sociólogo José Pastore, professor de Relações do Trabalho da Universidade de São Paulo.

 

Sociólogo - José Pastore: Isso é uma mudança grande na concepção da lei brasileira, porque toda ela foi concebida no sentido de que o Estado, através do Poder Judiciário, é que sabe melhor o que é bom para trabalhadores e para empregadores. Essa lei veio dar espaço para eles mesmos decidirem.

 

Repórter Luana Karen: A lei traz regras para a negociação. Alguns itens só poderão ser tratados com a intermediação dos sindicatos que representam os trabalhadores, como participação nos lucros e plano de cargos e salários. Outros itens podem ser negociados diretamente entre patrão e empregado, como parcelamento das férias, a jornada e o regime parcial de trabalho, uma mudança que facilita a vida do trabalhador, na avaliação de Hélio Zylberstajn, professor da faculdade de Economia da Universidade de São Paulo.

 

Professor - Hélio Zylberstajn: Vai melhorar o aproveitamento dos direitos que hoje existem, por exemplo, as férias. Os trabalhadores e as empresas vão poder combinar melhor como aproveitar as férias. Ninguém vai retirar um dia de férias, não vai perder um dia de férias, vai poder negociar como usufruir os 30 dias de férias.

 

Repórter Luana Karen: A modernização da lei trabalhista também traz novidades para os processos judiciais. Um dos objetivos é não sobrecarregar a Justiça do Trabalho, o que acaba atrasando a resolução dos conflitos. A juíza do Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais, Ana Luísa Fischer, fala sobre esse acúmulo de processos.

 

Juíza - Ana Luísa Fischer: É uma coisa que não tem similar no mundo, e a estrutura humana e de... A estrutura física, ela é limitada. A gente não dá conta do número de demanda.

 

Repórter Luana Karen: Com a nova lei, quem procura a Justiça do Trabalho, já sabendo que não têm direitos a receber, pode ser condenado pela má fé, como comenta Rodrigo Dias, juiz do Trabalho do Tribunal Regional do Trabalho de Goiás.

 

Juiz do Trabalho - Rodrigo Dias: A ideia, esperamos que isso realmente se concretize, é que, com a diminuição de processos desnecessários, de processos menos sérios até, sobre mais tempo, obviamente, para que o juiz se dedique àqueles processos que revelem efetiva necessidade da intervenção judicial.

 

Repórter Luana Karen: O presidente do Tribunal Superior do Trabalho, Ives Gandra, acredita que a nova lei vai fazer com que a Justiça Trabalhista seja mais rápida.

Presidente do Tribunal Superior do Trabalho - Ives Gandra: O advogado de empregado vai pensar muito antes de entrar com a ação, e o do empregador muito antes de entrar com recurso. Assim, nós conseguimos diminuir o número de ações e o número de recursos, e aí a Justiça funciona mais rápida.

Repórter Luana Karen: Na próxima reportagem da nossa série especial, vamos falar dos direitos trabalhistas que permanecem os mesmos na nova legislação, como férias, 13º e FGTS. Reportagem, Luana Karen.

Gabriela: Depois de se reunir com deputados ontem, o presidente Michel Temer recebeu hoje os líderes da base aliada no Senado Federal.

 

Nasi: O presidente afirmou mais uma vez que o Congresso foi essencial para a recuperação da economia brasileira e pediu apoio para aprovar mais reformas.

 

Gabriela: O repórter Pablo Mundim acompanhou e traz mais informações ao vivo. Boa noite, Pablo.

 

Repórter Pablo Mundim (ao vivo): Boa noite, Gabriela. Boa noite a todos os ouvintes da Voz do Brasil. Acabou agora há pouco, aqui no Palácio do Planalto, a reunião do presidente Michel Temer com os líderes da base governista no Senado Federal. Assim como aconteceu ontem, durante reunião com os líderes da base na Câmara dos Deputados, Michel Temer manifestou gratidão aos congressistas e ressaltou que, sem o apoio do Congresso Nacional, não teria aprovado propostas importantes. O presidente fez questão de apontar a melhora de índices na economia, como o aumento da produção de carros e da arrecadação do Governo Federal. Michel Temer disse que o Brasil saiu de uma forte recessão e voltou a crescer, gerando empregos.

 

Presidente Michel Temer: Não fosse o apoio do Congresso, volto a dizer, não teríamos esses índices extraordinariamente positivos que temos aqui. Eu ressalto, dentre tantos, um deles, que é a questão dos ocupados, daqueles que ou têm carteira assinada ou, não tendo carteira assinada, têm emprego informal ou, se não têm emprego informal, retomaram uma atividade. E retomaram atividade, exata e precisamente, em função da abertura de crédito que nós fizemos, microcrédito para microempresa, pequena empresa, etc., etc., o BNDES, o Banco do Brasil, Caixa Econômica, etc., não é? E com isso nós obtivemos, só neste último trimestre, ocupação para 1.040.000 pessoas, não é isto? 1.040.000 pessoas neste trimestre, não é? A significar que a economia tomou rumo.

 

Repórter Pablo Mundim (ao vivo): O presidente Temer também defendeu uma agenda de reformas vitais para o país, como a da Previdência Social e a simplificação tributária. Ao vivo, Pablo Mundim.

 

Nasi: E nos próximos dias, o Governo vai enviar ao Congresso Nacional um projeto de lei para modernizar a Lei de Falências no Brasil.

 

Gabriela: A proposta foi apresentada pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, em São Paulo.

 

Repórter José Luís Filho: Modernizar a legislação para facilitar o processo de falência ou a recuperação financeira e judicial de empresas nacionais e transnacionais. Esta é a proposta da nova Lei de Falências em debate no governo. Os detalhes do projeto, que deve ser encaminhado ao Congresso nas próximas semanas, foi apresentado pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, a uma plateia formada por advogados e especialistas do setor em São Paulo.

 

Ministro da Fazenda - Henrique Meirelles: É um amplo leque de melhoras que faz com que, no final do processo, nós tenhamos uma aceleração de todo o procedimento, de maneira que as empresas viáveis tenham uma recuperação rápida e as empresas inviáveis tenham também o seu processo de liquidação acelerado.

 

Repórter José Luís Filho: Para o advogado Domingos Refinetti, sócio de um grande escritório especializado em falências e recuperação judicial de empresas, essa modernização da lei vinha sendo aguardada pelo setor produtivo e poderá ajudar no crescimento econômico do país.

 

Advogado - Domingos Refinetti: Nós temos que ter uma lei que permita às empresas viáveis que se recuperem e que voltem, portanto, a gerar emprego, a gerar produto, a gerar consumo, a gerar impostos, evidentemente, dos quais o Estado precisa.

 

Repórter José Luís Filho: O ministro da Fazenda também falou sobre reforma da previdência. Segundo Henrique Meirelles, embora reconheça as dificuldades, por ser um tema delicado, o governo não desistiu da medida e continua a defender a votação e a aprovação da reforma, no melhor dos cenários, ainda neste ano. Reportagem, José Luís Filho.

 

Gabriela: 19h21 no horário brasileiro de verão.

 

Nasi: Empresas que trabalham no mesmo setor e que se unem para trocar experiências e trabalhar em conjunto.

 

Gabriela: Essa é a ideia dos Arranjos Produtivos Locais, os APLs, uma forma de valorizar o potencial de cada empresa e fazer com que todas tenham mais acesso a mercados, inclusive do exterior.

 

Nasi: Gestores de APSs especialistas de várias áreas estão discutindo o desenvolvimento dos arranjos, na oitava conferência do setor.

 

Repórter Paulo La Salvia: A globalização integrou os mercados mundiais e aumentou a velocidade de circulação dos produtos. Na prática, a competição pelos consumidores se tornou planetária. Uma saída foi a criação dos APLs, que são Arranjos Produtivos Locais. A coordenadora-geral de APLs do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Gabriela Maretto, explica como funcionam os arranjos.

 

Coordenadora-geral de APLs - Gabriela Maretto: Os APLs mantêm uma articulação e um vínculo de cooperação, aprendizagem, inovação entre as empresas e instituições públicas e privadas.

 

Repórter Paulo La Salvia: Segundo o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, são quase 700 Arranjos Produtivos Locais no Brasil. Eles empregam 3 milhões de trabalhadores e envolvem cerca de 60 setores produtivos, que englobam quase 300 mil empresas. A área aeroespacial está entre as mais representativas. Marcelo Nunes é gestor de um arranjo produtivo local em São José dos Campos no interior de São Paulo, que reúne cerca de 100 empresas fornecedoras da Embraer, a Empresa Brasileira de Aeronáutica. Ele conta como foi o processo de internacionalização do APL aeroespacial.

 

Gestor de APL - Marcelo Nunes: A certificação aeroespacial é muito rígida. As empresas que querem entrar pra esse mercado precisam passar por uma capacitação e uma preparação de extrema dificuldade. Isso favoreceu que as empresas ganhassem musculatura e conseguissem alcançar outros mercados: Estados Unidos, Europa.

 

Repórter Paulo La Salvia: No Brasil, o governo tem uma política de incentivo aos APLs com 33 instituições públicas e privadas e 27 núcleos estaduais. Além do apoio financeiro aos Arranjos Produtivos Locais, as ações envolvem uma conferência nacional sobre o tema, que ocorre a cada dois anos. Neste ano, a 8ª Conferência Brasileira de Arranjos Produtivos Locais está sendo realizada em Brasília e tem como tema o aumento da competitividade das empresas brasileiras, tanto no mercado interno quanto no exterior. O ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, falou do apoio do governo aos Arranjos Produtivos Locais.

 

Ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços - Marcos Pereira: Nós concluiremos um programa do Ministério, até o final deste ano, que lançamos no ano passado, chamado Brasil Mais Produtivo. Ele, até o final desse ano, atenderá 3 mil empresas, que estão instaladas preferencialmente em Arranjos Produtivos Locais, e houve um investimento nesse projeto de R$ 50 milhões.

 

Repórter Paulo La Salvia: A 8ª Conferência Brasileira de Arranjos Produtivos Locais vai até quinta-feira. Reportagem, Paulo La Salvia.

 

Gabriela: Amanhã, a partir das 9h da manhã, a Receita Federal abre consulta ao sexto lote de restituição do imposto de renda da pessoa física de 2017.

 

Nasi: Mais de 2,3 milhões de contribuintes vão ser contemplados neste lote, que vai liberar R$ 2,8 bilhões.

 

Gabriela: Esse lote também vai contemplar restituições dos exercícios de 2008 a 2016, e o crédito bancário será realizado no dia 16 de novembro.

 

Nasi: Para saber se teve a declaração liberada, o contribuinte pode acessar a página da Receita na internet, em receita.fazenda.gov.br.

 

Gabriela: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Nasi: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Gabriela: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Nasi: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Uma boa noite

 

Gabriela: Uma boa noite pra você e até amanhã.

 

"Brasil, ordem e progresso".