08 de fevereiro de 2018

Destaques da Voz do Brasil: Custo de vida mais barato para os brasileiros. Ano começa com a menor inflação desde 1994. Minha Casa Minha Vida vai entregar 650 mil moradias neste ano. Pesquisadores mais próximos das empresas. Para isso governo regulamenta Marco Civil da Ciência, Tecnologia e Inovação.

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Transcrição


Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá, boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia.

 

Gabriela: Custo de vida mais barato para os brasileiros.

 

Nasi: Ano começa com a menor inflação desde 1994. Paulo La Salvia.

 

Repórter Paulo La Salvia: O índice que mede a inflação oficial do país desacelerou de dezembro para janeiro, fechou o primeiro mês do ano com alta de 0,29%.

 

Gabriela: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Nasi: Minha Casa, Minha Vida vai entregar 650 mil moradias neste ano. Pablo Mundim.

 

Repórter Pablo Mundim: A retomada de investimentos no programa vai gerar 1,4 milhão de empregos diretos e indiretos.

 

Gabriela: Pesquisadores mais próximos das empresas. Para isso o governo regulamenta marco civil da ciência, tecnologia e inovação.

 

Nasi: E atenção quem está se preparando para viajar de avião neste carnaval. Márcia Fernandes.

 

Repórter Márcia Fernandes: Fiscalização vai ser reforçada nos aeroportos das cidades que recebem mais foliões.

 

Gabriela: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil, Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Nasi: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Gabriela: Janeiro teve o menor índice de inflação para o mês desde a criação do Real, 24 anos atrás.

 

Nasi: No primeiro mês do ano o índice foi menor, principalmente por causa da queda nos preços de passagens aéreas, do gás de botijão e da energia elétrica.

 

Repórter Paulo La Salvia: Novo refresco no bolso do consumidor. O índice que mede a inflação oficial do país desacelerou de dezembro para janeiro. Com a queda, o IPCA, Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, fechou o primeiro mês do ano com alta de 0,29%, a menor variação para meses de janeiro desde a criação do Plano Real, em 1994. Fernando Gonçalves, gerente do IBGE, instituto responsável pela divulgação do IPCA, explica quais setores impactaram a variação de preços no mês passado.

 

Gerente do IBGE - Fernando Gonçalves: Junto com os transportes, a alimentação acelerou de dezembro para janeiro. Por outro lado, alguns itens deixaram de pressionar o IPCA como haviam pressionado no mês passado, como é a caso da passagem aérea, assim como o gás de botijão que representou uma variação negativa dentro do grupo habitação. Nesse grupo habitação o destaque ficou com energia elétrica.

 

Repórter Paulo La Salvia: Nas redes sociais o presidente Michel Temer comentou o resultado. Disse que o país saiu da maior recessão da história e segue avançando na direção certa. O economista do Conselho Regional de Economia do Distrito Federal vai na mesma linha. José Eustáquio Moreira de Carvalho estima que a inflação não vai subir tanto neste ano e vai fechar abaixo do centro da meta do Banco Central, que é de 4,5%.

 

Economista do Conselho Regional de Economia do Distrito Federal - José Eustáquio Moreira de Carvalho: Agora, principalmente em janeiro, costuma favorecer mais a queda da inflação são os produtos de maior duração, por exemplo, calçado, vestuário, porque tem muita promoção e então os preços caem, não é? E em relação ao que vinha acontecendo aí nos anos interiores, 16, 15, 14, é um ganho muito grande, né?

 

Repórter Paulo La Salvia: O IPCA apura a inflação nas 11 principais regiões metropolitanas do país e mede a variação de preços para famílias com renda de até 40 salários mínimos. Reportagem, Paulo La Salvia.

 

Gabriela: E é exatamente esse cenário que ajudou o Comitê de Política Monetária a reduzir, mais uma vez, a taxa básica de juros.

 

Nasi: Inclusive ontem a gente falou aqui na Voz do Brasil sobre essa redução e o impacto que ela traz com a queda nos juros por vários bancos.

 

Gabriela: E o que isso significa para a nossa economia como um todo? Como você, cidadão, pode sentir no bolso essa queda? O repórter João Pedro Neto responde.

 

Repórter João Pedro Neto: O dinheiro custando menos. Com o décimo primeiro corte seguido feito pelo Banco Central, a taxa básica de juros do país chegou a 6,75% ao ano, alcançando o nível mais baixo da história. Pelas redes sociais o presidente Michel Temer disse que o governo criou as condições para que a queda dos juros.

 

Presidente Michel Temer: Isto tudo é fruto da política governamental, não é? A inflação caindo, os juros caindo, e, aliás, eu já vejo pelo noticiário de hoje, que os bancos todos vão acompanhar essa redução muito sensível, muito expressiva, muito significativa, que tem sido decretada responsavelmente pelo Banco Central.

 

Repórter João Pedro Neto: Segundo o economista José Luiz Pagnussat, com a redução na taxa básica, o valor pago para pegar um empréstimo ou um financiamento, por exemplo, tende a ficar mais barato, o que também ajuda a movimentar ainda mais a economia.

 

Economista - José Luiz Pagnussat: E nesse contexto, né, de inflação baixa e redução da taxa de juros, o sistema financeiro amplia a oferta de crédito. Então, o consumidor tem a possibilidade de planejar melhor as suas compras e até rever algumas dívidas que ele tem com taxas de juros maiores.

 

Repórter João Pedro Neto: Outros setores comemoram a medida, como o imobiliário. Para o presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Distrito Federal, Hermes Alcântara, a queda histórica dos juros básicos deve contribuir para a retomada do setor, que, segundo ele, pode apresentar um crescimento em torno de 10% este ano.

 

Presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Distrito Federal - Hermes Alcântara: A queda da taxa de juros, já a décima primeira queda, representando um patamar mais baixo até agora, representa um impacto muito bom para o mercado imobiliário, uma vez que vai favorecer o acesso ao crédito por maior número de pessoas e com uma taxa mais baixa.

 

Repórter João Pedro Neto: Segundo o Comitê de Política Monetária, o processo de reformas e ajustes necessários na economia brasileira contribui para a queda da taxa de juros estrutural. Reportagem, João Pedro Neto.

 

Nasi: E quando se fala em reforma, a preocupação do governo é com os gastos a mais para pagar as aposentadorias.

 

Gabriela: Como o que é arrecadado com contribuições e impostos previdenciários não é suficiente, o governo tem que tirar dinheiro de outras áreas para pagar esses benefícios.

 

Nasi: Resultado? O país deixa de ter investimentos como a construção de mais hospitais, creches, conjuntos habitacionais...

 

Gabriela: Por isso, a reforma da Previdência é fundamental. A proposta de reforma foi tema de debate promovido hoje por um jornal em São Paulo.

 

Repórter Gabriela Noronha: O rombo da Previdência, que é a diferença entre o que é arrecadado em contribuições previdenciárias e o que é pago de aposentadorias e pensões, chegou a mais de R$ 268 bilhões no ano passado, um aumento de quase 20% em relação a 2016. Segundo o secretário da Previdência, Marcelo Caetano, os números indicam que o sistema está cada vez mais atendendo um número maior de pessoas e a conta não está fechando. O secretário defendeu que aprovar a reforma agora garante a sustentabilidade do sistema.

 

Secretário da Previdência - Marcelo Caetano: A gente ainda tem tempo de fazer uma reforma da Previdência preventiva. Como diz o ditado, prevenir é melhor que remediar. Já vamos tomar as atitudes agora para que não ocorra uma situação ruim lá no futuro. Então, é uma economia que se obtém para dar sustentabilidade às contas da Previdência e a gente poder ter a garantia de pagar as aposentadorias e pensões no futuro.

 

Repórter Gabriela Noronha: A proposta de reforma da Previdência, que está em discussão no Congresso, prevê uma idade mínima de aposentadoria, com uma regra de transição. A partir de 2020, o limite de idade vai subir gradualmente. A cada dois anos a idade mínima vai avançar um ano, evolução que vai ser mantida até chegar aos 65 anos para homens e 62 anos para mulheres. Além de alcançar a idade mínima, a proposta prevê uma contribuição do trabalhador ao INSS de, no mínimo, 15 anos, o mesmo que está em vigor atualmente. Para os servidores públicos o tempo mínimo de contribuição é de 25 anos. Segundo Marcelo Caetano, todos os direitos adquiridos estão preservados e a ideia destas mudanças é combater os privilégios.

 

Secretário da Previdência - Marcelo Caetano: Existem dois grandes objetivos na reforma da Previdência no Brasil. O primeiro grande objetivo é igualdade, tratar as pessoas de modo igual. Então, não faz mais diferença se a pessoa é juiz, se é deputado, senador, desembargador, fiscal de imposto de renda ou se ocupa um emprego com um salário mais baixo no setor privado.

 

Repórter Gabriela Noronha: O governo atua para que a reforma da Previdência seja votada pelos deputados ainda no mês de fevereiro. Reportagem, Gabriela Noronha.

 

 "Agora é Avançar".

 

Nasi: Mais moradia e mais emprego para os brasileiros.

 

Gabriela: É o que pretende o Governo Federal ao lançar as metas de contratações para este ano do Programa Minha Casa, Minha Vida.

 

Nasi: A expectativa é de que 650 mil novas moradias sejam contratadas pelo Programa Minha Casa, Minha Vida neste ano.

 

Repórter Pablo Mundim: Com uma filha pequena e morando de favor na casa dos pais, a empregada doméstica Ana Cristina Cordeiro, da cidade de Itapeva, interior de São Paulo, ainda não se acostumou com a vida na casa nova.

 

Empregada Doméstica - Ana Cristina Cordeiro: Ai, tem hora que eu nem acredito que eu estou na minha própria casa. Quando eu vou abrir assim, a porta assim, que eu pego a chave, eu penso assim: "Nossa, meu Deus, será que é a minha casa mesmo?". Até hoje não caiu a minha ficha, sabe?

 

Repórter Pablo Mundim: Ela foi uma das beneficiadas do Programa Minha Casa, Minha Vida e se enquadrou na faixa 1 do programa, que atende famílias com renda mensal de até R$ 1.800. E o Governo Federal pretende entregar mais casas do programa este ano. As famílias com renda mensal de até R$ 4.000 vão ser as maiores beneficiadas com as novas metas e vão poder contratar até 400 mil unidades. Para a faixa 1 do programa, como é o caso da Ana Cristina, a estimativa é que 130 mil famílias consigam a casa própria. Segundo o ministro das Cidades, Alexandre Baldy, serão quase R$ 10 bilhões em investimentos do Orçamento Geral da União e mais R$ 63 bilhões financiados com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, o FGTS.

 

Ministro das Cidades - Alexandre Baldy: Então, nós tivemos 2015 e 2016 com nenhuma contratação aproximadamente, certo, e a retomada do Programa Minha Casa, Minha Vida em 2017, fundamentalmente no programa que tem os recursos da União para atender à população de baixa renda.

 

Repórter Pablo Mundim: O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Moreira Franco, diz que a retomada de investimentos no programa vai gerar 1,4 milhão de empregos diretos e indiretos.

 

Ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República - Moreira Franco: Que é o esforço não só de garantir o mais importante dos direitos do cidadão, que é o direito à casa própria, não é isto, mas, sobretudo pela importância da construção civil na geração de empregos aumentar o volume de empregos.

 

Repórter Pablo Mundim: Em 2017, foram entregues 495 mil unidades do Minha Casa, Minha Vida. A iniciativa passou a fazer parte do Programa Agora é Avançar, que vai concluir e entregar, neste ano, mais de 7 mil obras em todo o Brasil. Reportagem, Pablo Mundim.

 

Gabriela: Os ministros da Defesa, Justiça, Gabinete de Segurança Institucional, Indústria, Comércio Exterior e Serviços estão em Roraima.

 

Nasi: Eles discutem ações para ajudar cerca de 40 mil venezuelanos que estão no estado. A jornalista Natália Koslyk está aqui no estúdio com a gente e explica como que está a situação. Boa noite, Natália.

 

Repórter Natália Koslyk (ao vivo): Boa noite, Nasi, Gabriela e aos ouvintes da Voz do Brasil. A comitiva interministerial esteve hoje em Roraima para tratar do grande número de migrantes venezuelanos que buscam ajuda aqui no Brasil, fugindo da crise econômica e social da Venezuela. A estimativa é de que cerca de 40 mil venezuelanos estejam na capital Boa Vista. Isso é mais de 10% do total de habitantes da cidade. Para o ministro da Defesa, Raul Jungmann, essa é uma questão nacional e que deve ser resolvida com equilíbrio.

 

Ministro da Defesa - Raul Jungmann: Equilibrar. De um lado a gente tem que ter a humanidade de entender que quem está aqui é porque estava passando fome, é porque não tinha como sobreviver porque não tinha emprego, porque não tinha medicamentos. Então, ninguém veio para cá para invadir ou porque queria, mas foram empurrados para vir para cá. Agora, de outro lado, você tem situação que é dramática também para a cidade, para a sua estrutura, para o estado. E a gente tem que abraçar, eu diria abraçar, o Brasil tem que abraçar essa questão.

 

Repórter Natália Koslyk (ao vivo): O ministro da Justiça, Torquato Jardim, adiantou algumas medidas que estão sendo discutidas. Uma delas é o reforço de policiamento na fronteira, com o apoio da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal. Outra possível ação é a interiorização de mil venezuelanos nos próximos 90 dias, ou seja, a ideia é levá-los para outros estados. Ainda segundo o ministro, um projeto vai ser elaborado para absorver essa mão de obra. Os que são formados em medicina, por exemplo, vão poder ser utilizados no Programa Mais Médicos. Outra providência é a realização de um censo para controlar o fluxo de venezuelanos que estão entrando e saindo do Brasil. E o ministro também ressaltou que a Força Nacional está à disposição para ajudar caso o estado de Roraima necessite. Nasi.

 

Nasi: Obrigado, Natália, pelas informações, ao vivo, aqui no estúdio da Voz do Brasil.

 

Gabriela: 19h14, no horário brasileiro de verão.

 

Nasi: O carnaval deve movimentar R$ 11 bilhões em todo o país.

 

Gabriela: E vai movimentar também os aeroportos.

 

Nasi: Daqui a pouquinho vamos falar do reforço na fiscalização dos terminais para garantir direitos dos passageiros.

 

Gabriela: A descoberta de um novo remédio, de um tecido que deixa as roupas mais confortáveis, de um material que vai aumentar a produção da indústria.

 

Nasi: São muitos os benefícios que a ciência e a tecnologia trazem para as pessoas e empresas.

 

Gabriela: E para que o conhecimento que é produzido nos laboratórios brasileiros se torne realidade cada vez mais rápido, o governo criou regras para leis do setor.

 

Repórter Luana Karen: Mais facilidade para pesquisar e inovar. É o que prevê o decreto que regulamenta o marco legal da ciência, tecnologia e inovação. A lei vai tornar mais próxima as parcerias entre universidades e empresas privadas, por exemplo, e, com isso, aumentar a pesquisa no país. É o que espera o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab.

 

Ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações - Gilberto Kassab: Com a segurança que essa legislação, essa regulamentação traz, nós vamos ter, seja do poder público, as questões que vão ser destravadas no poder público, e no âmbito do capital privado haverá mais segurança.

 

Repórter Luana Karen: A lei torna mais simples a realização de convênios para promover a pesquisa pública e o processo de importação de equipamentos e materiais. O pesquisador também sai ganhando com a regulamentação do marco legal: ele vai ter mais liberdade para trabalhar em projetos de inovação e também participar dos ganhos obtidos com a pesquisa. A pesquisadora Helena Nader comemora.

 

Pesquisadora - Helena Nader: Isso já é corriqueiro em qualquer país dito do mundo avançado, de primeiro mundo. Se você tem a competência dentro da universidade e que pode levar a um impacto para a economia brasileira e para a melhoria de condição de vida da população, como é que ele não podia contribuir para o avanço do país?

 

Repórter Luana Karen: A ciência brasileira ocupa a 13ª posição em produção científica no mundo. Para Maurício Antonio Lopes, presidente da Embrapa, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, a lei vai fazer com que a produção de conhecimento se transforme em inovação.

 

Presidente da Embrapa - Maurício Antonio Lopes: Para esse conhecimento virar inovação, virar novos produtos, novos processos, máquinas, equipamentos, sensores, esse conhecimento precisa fluir para o ambiente privado. É nas empresas que isso acontece.

 

Repórter Luana Karen: Com o marco legal a prestação de contas de quem financia as atividades de pesquisa vai ser facilitada. Reportagem, Luana Karen.

 

Nasi: Abre alas que o carnaval vai passar.

 

Gabriela: Uma festa que deve movimentar R$ 11 bilhões em todo o país, segundo o Ministério do Turismo.

 

Nasi: A repórter Natália Koslyk conversou com foliões de dentro e fora do país, e conta para a gente o que eles estão esperando da maior folia do mundo.

 

Repórter Natália Koslyk: Depois de muitos carnavais festejados em diferentes estados do Brasil, é para as ruas de Olinda que a servidora pública Raíssa Santos escolheu voltar. E, ansiosa, já escolheu uma fantasia para cada dia de festa.

 

Servidora Pública - Raíssa Santos: Tem frevo, tem maracatu, com bandas na rua, 24 horas de festa. É bem interessante. Eu estou bem preparada para esse ano. Já tenho uma fantasia para cada dia.

 

Repórter Natália Koslyk: E tem gente vindo de fora do país para ver. A brasileira Júlia Testa está morando em Londres há cinco anos, mas não perde a oportunidade de passar um carnaval à brasileira.

 

Foliã - Júlia Testa: É criança, é velhinho, é todo tipo de pessoa junto. É uma coisa bem democrática. E a música é muito contagiante assim. É uma coisa única brasileira.

 

Repórter Natália Koslyk: O carnaval de Pernambuco é um dos maiores do país. O estado espera receber mais de 1,5 milhão de foliões e arrecadar mais de R$ 1 bilhão nesse período. Um retrato do sucesso da festa no Brasil, que em 2018 deve registrar recorte de movimentação turística, como conta o ministro do Turismo, Marx Beltrão.

 

Ministro do Turismo - Marx Beltrão: Há uma perspectiva de aumento de 15% do número de pacotes de viagens vendidos durante o carnaval. Nós teremos uma perspectiva de incremento na nossa economia de cerca de R$ 11 bilhões, com mais de 10 milhões de brasileiros viajando pelo Brasil durante o carnaval e com mais de 400 mil turistas internacionais que estão vindo para o Brasil desfrutar das nossas belezas e do nosso carnaval.

 

Repórter Natália Koslyk: Mesmo depois de já ter viajado várias vezes para o Rio de Janeiro, só agora o brasiliense Alessandro de Souza Alves, de 28 anos, está indo conhecer o carnaval carioca com um grupo de amigos. Ele já ouviu sobre a fama da festa e acha que é uma oportunidade de conhecer novas pessoas.

 

Folião - Alessandro de Souza Alves: O carnaval do Rio de Janeiro tem a sua importância histórica, cultural. É uma possibilidade também de conhecer outras pessoas de outros países, de outras culturas.

 

Repórter Natália Koslyk: Olinda, Recife, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Salvador são os destinos mais procurados pelos foliões. Juntos, devem movimentar mais de R$ 7 bilhões, 65% de todo o dinheiro arrecadado no período. Reportagem, Natália Koslyk.

 

Gabriela: E muita gente está na contagem regressiva para a festa.

 

Nasi: Nos aeroportos de todo o país já tem muita gente embarcando direto para a folia.

 

Gabriela: E a fiscalização está sendo reforçada nesses dias.

 

Repórter Márcia Fernandes: O professor universitário Tarcísio Ferreira está ansioso para curtir o carnaval carioca.

 

Professor Universitário - Tarcísio Ferreira: Muito animado, pular bastante depois de trabalhar o ano, né?

 

Repórter Márcia Fernandes: Expectativa também para o casal de bancários Mairon Rocha e Laís Conhaji. Eles até despacharam uma mala só com as fantasias para aproveitar a festa.

 

Bancário - Mairon Rocha: A gente já vai chegar e deixar a mala no apartamento, descer para a praia e já vai direto para o bloquinho.

 

Repórter Márcia Fernandes: Essa animação toda não agita apenas as ruas, os blocos de carnaval. Movimenta também os aeroportos. Para que não haja problema no deslocamento de ninguém, a Agência Nacional de Aviação Civil, a Anac, aumentou a fiscalização nos aeroportos. Segundo o gerente de Operações da Anac, Marcelo Lima, a agência vai observar se as companhias áreas estão respeitando os direitos dos passageiros.

 

Gerente de Operações da Anac - Marcelo Lima: Uma hora de atraso no voo, o passageiro tem direito à comunicação, seja um e-mail, um telefonema, para avisar que vai se atrasar. A partir de duas horas ele tem direito a alimentação. Caso haja pernoite, a empresa tem que providenciar hospedagem para o passageiro.

 

Repórter Márcia Fernandes: Se você é um entre os milhares de passageiros fique atento. Não se esqueça do seu documento e faça o check-in com antecedência, como o administrador Júlio Limpi, que vai levar os filhos para Barra Grande, na Bahia.

 

Administrador - Júlio Limpi: Chegamos duas horas para poder despachar, não enfrentamos fila, e agora a gente está tranquilo agora para poder embarcar.

 

Repórter Márcia Fernandes: Qualquer reclamação o passageiro deve procurar a empresa aérea e a Anac no telefone 163 ou pela internet em anac.gov.br. Reportagem, Márcia Fernandes.

 

Nasi: Do sol para a neve. Dez atletas brasileiros vão representar o Brasil nas Olimpíadas de Inverno na Coreia do Sul.

 

Gabriela: As competições começam amanhã e os nossos representantes têm esperanças de trazer medalhas em quatro modalidades.

 

Nasi: Você vai saber agora um pouco mais sobre os jogos e os nossos atletas. A repórter Raquel Mariano conta para a gente.

 

Repórter Raquel Mariano: Brasil, país de clima tropical. Por aqui o sol é garantido quase o ano todo. E mesmo com esse ambiente nada propício para a neve e para o frio, a partir dessa sexta-feira, dez atletas representam o país nos Jogos Olímpicos de Inverno, lá na Coreia do Sul. São competidores de 92 países disputando 222 medalhas em 15 esportes na neve ou no gelo. Uma delas é o bodsled. Nesse esporte, quatro ou dois atletas têm que percorrer uma pista de gelo com uma espécie de trenó tentando alcançar a maior velocidade possível. E um dos atletas dessa modalidade é o Édson Bindilatti, um veterano que pela quarta vez participa dos Jogos Olímpicos de Inverno.

 

Atleta - Édson Bindilatti: O bodsled iguala com os outros atletas de qualquer lugar do mundo, né? A pista, ela é feita de concreto, né, e ela é toda refrigerada. As condições de treino que eles têm é a parte de força, de velocidade, de potência, né, que isso a gente consegue fazer aqui no Brasil tranquilamente.

 

Repórter Raquel Mariano: Mas o time brasileiro também tem atleta esta estreando nessas Olimpíadas de Inverno. Victor Santos vai competir pelo ski cross-country. Nesse esporte ele vai usar duas pranchas no pé, o ski e bastões nas mãos, que vão ajudá-lo a percorrer um longo percurso na neve no menor tempo possível. O Victor descobriu o esporte por meio de um projeto social no meio da cidade de São Paulo, o Ski na Rua. O ex-flanelinha agora desbrava novos caminhos pelo esporte.

 

Atleta - Victor Santos: O esporte me deu oportunidade de conhecer vários lugares diferentes, vários países, diferentes costumes.

 

Repórter Raquel Mariano: Mas o que os nossos dez esportistas têm em comum? Todos recebem o Bolsa-Atleta, um benefício para competidores de alto rendimento. A bolsa garante as condições para que Édson Bindilatti se dedique ao esporte.

 

Atleta - Édson Bindilatti: O Bolsa-Atleta, ele ajuda a manter o nível de treinamento, né?

 

Repórter Raquel Mariano: O ministro do Esporte, Leonardo Picciani, ressaltou a importância desses atletas para o esporte brasileiro.

 

Ministro do Esporte - Leonardo Picciani: É importante para que o Brasil se transforme efetivamente numa potência esportiva que nós tenhamos uma participação positiva, significativa no mais diverso espectro de modalidades esportivas.

 

Repórter Raquel Mariano: Então, os nossos ídolos olímpicos Édson Bindilatti, Odirlei Pessoni, Rafael Souza, Édson Martins e Eric Vianna, time do bodsled, Isadora Williams, da patinação artística, Michel Macedo, do ski alpino, Victor Santos e Jacqueline Mourão, do ski cross-country, e Isabel Clark do snowboard. Ficaremos por aqui no meio do carnaval, da terra do futebol e do calor, torcendo por vocês, que vão deixar a neve verde e amarela aí na Coreia do Sul.

 

Atleta - Victor Santos: Olá, ouvintes da Voz do Brasil. Aqui quem fala é o Victor Santos, atleta de ski cross-country, que vai representar o Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno.

 

Repórter Raquel Mariano: Reportagem, Raquel Mariano.

 

Gabriela: E uma informação: a Petrobras acaba de anunciar mais uma redução nos preços da gasolina e do diesel.

 

Nasi: A gasolina vai ficar 3% mais barata e para o diesel a redução no preço é de 2,6%.

 

Gabriela: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Nasi: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Gabriela: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Nasi: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Uma boa noite.

 

Gabriela: Uma boa noite para você e até amanhã.

 

"Brasil, ordem e progresso".