08 de março de 2018

Destaques da Voz do Brasil: Mulheres têm prioridade em programas sociais do governo. Mas enfrentam os desafios do mercado de trabalho. Por isso o presidente Michel Temer defendeu que é preciso cumprir a Constituição. Internet para todos. Prefeituras começam a aderir ao programa para conectar cidades isoladas do país. Vamos conversar com o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab. Presidente americano anuncia aumento de tarifas para importação do aço. E nós vamos falar das medidas que o governo deve tomar.

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Transcrição


Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá, boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Quinta-feira, 8 de março de 2018, Dia Internacional da Mulher.

 

Nasi: E são as mulheres que têm prioridade em programas sociais do governo. Carolina Graziadei.

 

Repórter Carolina Graziadei: Elas são prioridade na hora de receber o Bolsa Família. As agricultoras familiares têm acesso a programas especiais. E, agora, as mamães são visitadas através do Programa Criança Feliz.

 

Gabriela: Mas enfrentam os desafios do mercado de trabalho.

 

Pesquisadora - Vanessa Rathi: De um modo geral as mulheres não precisam ser tão competentes quanto os homens, de um modo geral as mulheres precisam mostrar que são melhores que os homens.

 

Nasi: Por isso, o presidente Michel Temer defendeu hoje que é preciso cumprir a Constituição.

 

Presidente Michel Temer: E a Constituição Federal diz que homens e mulheres são iguais em direitos e deveres.

 

Gabriela: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Nasi: Internet para todos.

 

Gabriela: Prefeituras começam a aderir ao programa para conectar cidades isoladas do país.

 

Nasi: Vamos conversar, ao vivo, com o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab.

 

Gabriela: Presidente americano anuncia aumento de tarifas para importação do aço, e nós vamos falar das medidas que o governo deve tomar. Bruna Saniele.

 

Repórter Bruna Saniele: Brasil é o segundo maior vendedor de aço para os Estados Unidos.

 

Nasi: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil, Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Gabriela: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Nasi: Cento e dezesseis milhões de brasileiros têm acesso à internet, segundo dados do IBGE.

 

Gabriela: Os números também mostram que 70% dos domicílios do país têm acesso à rede.

 

Nasi: É, Gabriela, mas para passar uma mensagem, ligar para alguém lá longe ou ter acesso rápido à conta do banco ou lugar que precisa chegar, está sempre a um click.

 

Gabriela: Por outro lado, a população de muitas regiões ainda está isolada.

 

Nasi: E o que o governo está fazendo para levar conexão a esses brasileiros? É isso que vamos saber agora com o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, que está, ao vivo, aqui com a gente no estúdio. Boa noite, ministro.

 

Ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações - Gilberto Kassab: Boa noite. Boa noite, ouvintes, em especial boa noite às mulheres.

 

Nasi: Ministro, a gente começa falando dessa possibilidade de levar a internet aonde a população ainda está desconectada. Como é que isso vai ser possível?

 

Ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações - Gilberto Kassab: Em primeiro lugar, é importante registrar o porquê o Governo Federal vai conseguir levar a internet. Vai conseguir levar a internet porque esse governo investiu R$ 3 bilhões no lançamento de um satélite. É o primeiro satélite de propriedade do governo brasileiro. Então, foi uma opção de política pública do governo que vai permitir beneficiar aproximadamente 53 milhões de brasileiros. Por que 53 milhões? Porque no meio desses 53 milhões sempre tem um cidadão que não tem internet na sua casa, um cidadão que não tem internet na escola dos seus filhos, um cidadão que está sendo atendido na rede pública de saúde e na hora de fazer um diagnóstico o médico não tem internet para compartilhar esse diagnóstico com algum médico de algum outro grande centro hospitalar. Então, veja quantas pessoas vão ser beneficiadas. O satélite vai permitir em todo o Brasil, qualquer que seja a localidade, qualquer município, levarmos a internet. E tem mais, não é só a localidade. Nós firmamos convênios com o Ministério da Educação. Esse convênio vai permitir ao Governo Federal, ao governo brasileiro, em pouco tempo, quando eu falo pouco tempo, três a quatro anos, levar a banda larga para todas as escolas do Brasil. Vai permitir, através do convênio com o Ministério da Saúde, levar a banda larga para todos os equipamentos de saúde do Brasil. Vejam que extraordinário. Vejam que mudança que isso vai trazer para tantos brasileiros.

 

Gabriela: E, ministro, para que haja condições para essa distribuição de toda essa rede de internet, as prefeituras precisam se integrar ao Programa Internet para Todos, não é isso? Explica um pouquinho para a gente.

 

Ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações - Gilberto Kassab: É verdade. Esse satélite tem uma capacidade. Essa capacidade, ela é tão grande, para você ter uma ideia da capacidade desse satélite, somando a capacidade de todos os satélites da iniciativa privada que agem no Brasil hoje, a capacidade desse satélite é maior que todas essas somadas juntas. E isso nos permitiu fazer esse Programa Internet para Todos, aonde nessa segunda-feira, 12 de março, aqui em Brasília, com a presença do presidente Temer, de diversos ministros, nós vamos assinar individualmente com cada prefeito o contrato que permitirá ao Governo Federal levar banda larga, levar internet a esses municípios aonde não têm conectividade. O que quer dizer isso? Em regiões aonde as pessoas não podem acessar a internet.

 

Nasi: E, ministro, depois dessa assinatura, que será agora na semana que vem, qual o cronograma, quando é que a internet vai chegar de fato a essas cidades, a esses municípios?

 

Ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações - Gilberto Kassab: Os prefeitos que assinarem o contrato nessa segunda-feira, para se ter uma ideia são esperados aqui em Brasília 2,5 mil prefeitos, que já estão habilitados a assinar o contrato. Esses prefeitos vão estar já preparados, habilitados para, a partir de maio, receber as antenas que trarão conectividade aos seus municípios. Vejam, então é bastante rápido. Nós estamos em março. Então, em maio já começa a chegar as antenas que vão trazer a conectividade.

 

Gabriela: Muito bom. Ministro, a gente agradece muito a sua participação aqui, ao vivo, na Voz do Brasil. Nós conversamos com o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab.

 

Ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações - Gilberto Kassab: Eu que agradeço a oportunidade de estar compartilhando com todos os brasileiros essa oportunidade ímpar. Talvez seja um dos maiores projetos desse governo. O presidente Temer e os ministros nessa segunda-feira vão estar assinando contratos com as prefeituras, volto a dizer, que vai beneficiar 53 milhões de brasileiros aproximadamente. É o Brasil que está de parabéns.

 

Nasi: Ok. Obrigado, ministro. Hoje é o Dia Internacional da Mulher.

 

Gabriela: A data, oficializada pelas Nações Unidas, é lembrada em todo o mundo como forma de garantir igualdade entre homens e mulheres.

 

Nasi: E aqui em Brasília, duas mulheres representaram todas as brasileiras em uma cerimônia de homenagem no Palácio do Planalto.

 

Repórter Gabriela Noronha: A advogada Grace Mendonça é a primeira mulher a comandar a Advocacia-Geral da União. Para chegar ao cargo percorreu um longo caminho. Para ela, um dos momentos marcantes da carreira foi a defesa da constitucionalidade da Lei Maria da Penha.

 

Advogada-Geral da União - Grace Mendonça: Um grande avanço para aquelas mulheres que estão sujeitas, sim, à condição de violência doméstica e que traz, na verdade, o encorajamento àquelas que não têm a força para ir adiante, enfrentar, denunciar e fazer valer seus próprios direitos.

 

Repórter Gabriela Noronha: Assim como a advogada-geral da União, a bailarina Kátia Moraes também é exemplo de sucesso na área que escolheu. Ela coordena o projeto Dançar é Arte, que atende cerca de 150 jovens de famílias de baixa renda do Distrito Federal. Com a experiência, Kátia ressalta que uma mulher pode ser o que ela quiser.

 

Bailarina - Kátia Moraes: Ela pode ser profissional, ela pode ser dona de casa, ela pode ser trabalhadora, professora, pode ser juíza, presidente. Ela pode ser o que ela quiser ser.

 

Repórter Gabriela Noronha: Kátia e Grace Mendes onças foram homenageadas pela primeira-dama, Marcela Temer, nesta quinta-feira no Palácio do Planalto, representando todas as mulheres do Brasil no Dia Internacional da Mulher.

 

Primeira-Dama - Marcela Temer: A partir da história delas esperamos assim representar todas as mulheres e, com isso, prestar uma singela homenagem às mulheres brasileiras.

 

Repórter Gabriela Noronha: Ao lado da primeira-dama, Marcela Temer, o presidente Michel Temer defendeu o cumprimento da Constituição para garantir a igualdade de gênero.

 

Presidente Michel Temer: Eu vejo hoje, há um noticiário muito grande, que mulher ganha menos que homem em todos os setores, não é? E é interessante, eu estava vendo, eu tenho um vício profissional que é examinar sempre a Constituição Federal, e a Constituição Federal diz que homens e mulheres são iguais em direitos e deveres.

 

Repórter Gabriela Noronha: O Dia Internacional da Mulher foi oficializado pela Organização das Nações Unidas, em 1975, como um pedido de igualdade de gênero. Reportagem, Gabriela Noronha.

 

Gabriela: E a sensibilidade feminina possui também papel de destaque na área social.

 

Nasi: Fátima Maria de Souza é agricultura familiar e seus alimentos abastecem escolas e creches.

 

Gabriela: Mariana Bher é assistente social e trabalha na reinserção de jovens.

 

Nasi: Já Domingas Lima recebeu o primeiro impulso do Bolsa Família. Hoje, é dona do próprio negócio e sustenta tantos os filhos quanto os pais.

 

Gabriela: Chefes de família e profissionais que contaram com programas sociais do governo e mudaram não apenas a sua própria realidade, mas a das pessoas ao redor também.

 

Repórter Carolina Graziadei: Ficar debaixo de sol forte trabalhando na terra faz parte da rotina da agricultora Fátima de Souza, de 48 anos, e com orgulho. É da lavoura, colhendo frutas e hortaliças, que ela tira o sustento da família. Os produtos são vendidos para órgãos do governo por meio do Programa de Aquisição de Alimentos, o PAA, coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Social. Isso garante uma renda boa. Mas o que mais dá satisfação para a agricultora é saber que o que ela colhe vai para a alimentação nas escolas, creches e entidades assistenciais do município de Americana, em São Paulo.

 

Agricultora Familiar - Fátima de Souza: Você não sabe a grandeza que é você ter aquele alimento, que na hora que você põe ali tão pequenininho, daí você vê ele crescer.

 

Repórter Carolina Graziadei: É com essa sensibilidade que a Jéssica dos Santos, de 26 anos, realiza seu trabalho na área social. Há quase um ano ela é uma das três visitadoras do programa Criança Feliz no município de Pacatuba, Sergipe. A tarefa de orientar as famílias mais pobres sobre a melhor maneira de estimular o desenvolvimento integral das crianças é uma satisfação para a jovem.

 

Visitadora do Programa Criança Feliz - Jéssica dos Santos: Eu me sinto muito feliz. Tem a situação de criança que nós temos que ter um olharzinho a mais. Eu me sinto muito feliz, é uma grande evolução na vida da família.

 

Repórter Carolina Graziadei: Quem compartilha da mesma sensação de dever cumprido é a assistente social Mariana Bher, de 37 anos. Há três anos, criou um projeto para ajudar profissionais que atuam na reinserção de jovens que cumprem medidas socioeducativas do Distrito Federal.

 

Assistente Social - Mariana Bher: Aqui a gente só consegue fazer um vínculo de verdade com o paciente quando a gente escuta, quando a gente para prestar atenção de verdade no que o outro está falando.

 

Repórter Carolina Graziadei: Empoderamento! É o que a estudante Domingas Torres Lima, de 25 anos, encontrou com o Programa Bolsa Família que prioriza mulheres como titulares do benefício. Moradora de Floresta do Piauí, no interior do Estado, ela passou por inúmeras dificuldades, mas não deixou de lutar. Com muito esforço, abriu o próprio negócio e fez questão de pedir o desligamento do programa, dando oportunidade para que outras pessoas pudessem receber o benefício.

 

Estudante - Domingas Torres Lima: Já pensei muitas vezes em desistir do curso, mas quando eu penso no futuro dos meus filhos, que eu quero uma profissão para mim, que o próprio negócio me ajuda a me sustentar, sustentar os meus filhos.

 

Repórter Carolina Graziadei: Para o ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, as mulheres possuem uma sensibilidade maior na área social e, por isso, têm papel de destaque em programas sociais e promovendo transformações sociais.

 

Ministro do Desenvolvimento Social - Osmar Terra: É um contingente gigantesco de mulheres que estão cada vez assumindo um protagonismo maior na vida da sociedade. Eu acredito que nós estamos indo no rumo de uma humanidade cada vez melhor e cada vez com uma participação mais importante das mulheres.

 

Repórter Carolina Graziadei: Histórias como essas são apenas alguns exemplos de milhares de batalhadoras anônimas que fazem a diferença no dia a dia, superando barreiras e promovendo mudanças na sociedade. Reportagem, Carolina Graziadei.

 

Nasi: E, por outro lado, muitas mulheres enfrentaram preconceito e dificuldades no mercado de trabalho.

 

Gabriela: Elas ganham menos e são minoria nos cargos de chefia.

 

Nasi: Desafios que a Voz do Brasil foi conhecer de perto com as mulheres do mar.

 

Gabriela: É, Nasi, são pesquisadores e militares que no dia a dia tiveram que aprender a passar boa parte de suas vidas longe da família, em num navio, onde as atividades são realizadas em sua maioria por homens.

 

Nasi: Histórias que simbolizam mulheres independente de suas profissões, e a nossa equipe foi junto nessa viagem.

 

Repórter Alessandra Bastos: O navio sai lentamente do porto. É o Vital de Oliveira, a mais moderna embarcação de pesquisa brasileira, que parte para mais uma missão. A bordo, militares da Marinha, estudantes e pesquisadores. Vão ser mais de dois meses longe da família, sem internet ou celular. Imagine 123 pessoas de diversas profissões e cidades com hábitos e costumes também diferentes que vão passar 24 horas juntos durante todo esse tempo, e apenas 14 desses 123 profissionais são mulheres. Um confinamento que traz particularidades para elas, como explica a oceanógrafa Iaci Gallo Álvares.

 

Oceanógrafa - Iaci Gallo Álvares: Como é um ambiente estritamente masculino, uma presença feminina às vezes... é... você causa um transtorno, né? Às vezes até para eles, eles querem ficar mais à vontade. Por exemplo, num camarote compartilhado é mais difícil você gerenciar isso. Na Marinha Mercante a gente está vendo muitas mulheres embarcar é está sendo bem interessante. Eu era pequenininha, a minha mãe falava que eu adorava assistir os programas do Jacques Cousteau. Aí ela falava que eu queria ser igual o Jacques Cousteau: "Quero ser oceanógrafa". E aí a coisa engraçada foi que eu nunca mudei de ideia.

 

"Minha jangada vai sair pro mar...".

 

Repórter Alessandra Bastos: A pesquisadora Vanessa Rathi faz parte dos 25% de mulheres que atuam no Brasil na área de oceanografia e dos 12% que trabalham na área de química.

 

Pesquisadora - Vanessa Rathi: Entre os 15 e 17 anos eu mergulhei muito. Eu fazia parte de uma equipe de mergulho. Eu tinha interesse em geologia, eu falei assim: "Quem sabe eu uno a geologia com o mar". Eu fui visitar o Instituto Oceanográfico. Depois dessa visita eu estava absolutamente decidida que eu iria fazer oceanografia.

 

Repórter Alessandra Bastos: Para conseguir se destacar neste espaço, o mercado exige mais das mulheres, como conta Vanessa.

 

Pesquisadora - Vanessa Rathi: De um modo geral as mulheres não precisam ser tão competentes quanto os homens, de um modo geral as mulheres precisam mostrar que são melhores que os homens para estar ocupando posições de equivalência. mas eu acho que, de certo modo, está mudando.

 

Repórter Alessandra Bastos: Com locução de Alessandra Bastos, reportagem de Paola Botelho e Éder Brandão.

 

Gabriela: E o Dia Internacional da Mulher também serve para lembrar a violência doméstica vivida por milhares delas em todo o país.

 

Nasi: Nos últimos anos, leis foram aprimoradas e instituições fortalecidas para dar apoio e segurança para mulheres que sofrem agressões.

 

Mulher Vítima de Violência Doméstica: Num primeiro momento foi a questão de ciúme, bebedeira.

 

Mulher Vítima de Violência Doméstica: Acho que tudo começou de forma muito sutil, né, as agressões. Você gosta, você perdoa.

 

Repórter Raquel Mariano: O que acabamos de ouvir foram os relatos de duas mulheres vítimas de violência. Acreditando que o companheiro iria mudar de atitude, a primeira vítima viveu em um relacionamento abusivo.

 

Mulher Vítima de Violência Doméstica: A cobrança foi por modo de grosseria verbais e depois passei a violências físicas, né?

 

Repórter Raquel Mariano: A segunda vítima de violência doméstica viveu com o agressor por 16 anos, e as agressões só pioraram com o passar do tempo.

 

Mulher Vítima de Violência Doméstica: Parecia ter mudado completamente, estava um cordeiro nessa época, e essa foi acho que a pior vez que ele realmente me bateu assim, com soco na cabeça, ele cortou a minha boca.

 

Repórter Raquel Mariano: Mas essas duas mulheres conseguiram romper o silêncio para acabar com o ciclo de violência vivido na família. Elas procuraram a Delegacia Especializada da Mulher para fazer as denúncias. Outra forma oferecida para as mulheres é a Casa da Mulher Brasileira. Lá, a mulher é atendida por especialistas preparados para atender uma vítima. A Casa está presente em São Luís, Curitiba, Campo Grande e Brasília. A coordenadora da Casa na capital federal, Margareth Teixeira, explica como funciona este trabalho.

 

Coordenadora da Casa da Mulher Brasileira em Brasília - Margareth Teixeira: Ela não precisa fazer aquela via-crúcis de buscar fora. Ela tem tudo, que tem a questão do Ministério Público, tem o juizado de varas especializadas. Então, aqui ela se sente mais protegida também.

 

Repórter Raquel Mariano: Mulheres ou pessoas que queiram denunciar casos de violência podem procurar a Central de Atendimento à Mulher pelo número 180. A central funciona 24 horas por dia. Reportagem, Raquel Mariano.

 

Gabriela: E, dentro do governo, várias ações são realizadas para diminuir as desigualdades e, principalmente, para o combate à violência.

 

Nasi: E, para falar dessas ações, nós conversamos, ao vivo, com a secretária Nacional de Políticas para as Mulheres, Fátima Pelaes. Uma boa noite, secretária.

 

Secretária Nacional de Políticas para as Mulheres - Fátima Pelaes: Boa noite. Boa noite, aproveitando para parabenizar todas as mulheres também neste Dia Internacional da Mulher.

 

Nasi: Secretária, como é que o governo vem atuando para garantir o atendimento à mulher que sofre tipo de violência?

 

Secretária Nacional de Políticas para as Mulheres - Fátima Pelaes: Nós estamos trabalhando com as ações voltadas para o enfrentamento à violência, fazendo cumprir o que rege a Lei Maria da Penha em relação aos equipamentos sociais, trabalhando em relação à Casa da Mulher Brasileira, através de convênios também de capacitação de professores nas escolas, qualificação, e ao mesmo tempo trabalhando nas outras frentes, que é em relação à questão da educação também com o Ministério da Educação, com o Ministério do Trabalho. Porque nós entendemos que não é só um ponto, não é só a violência. A violência é o ponto final, mas nós precisamos trabalhar na prevenção. E, por isso estamos lançando Brasil Mulher, que é uma estratégia de mobilização para que nós possamos realmente trabalhar com todos, governo, sociedade, trazendo a iniciativa privada, para que nós possamos todos ser mobilizados. Porque não é um problema só de governo. O governo tem a responsabilidade de trabalhar as políticas públicas de fomentar, mas nós temos que trabalhar juntos, governo e sociedade, e isso é o que nós estamos fazendo através da Rede Brasil Mulher.

 

Gabriela: E, secretária, qual a importância de denunciar essa violência?

 

Secretária Nacional de Políticas para as Mulheres - Fátima Pelaes: É importante porque, a partir de quando nós tivemos a Lei Maria da Penha, ficou bem claro que em briga de marido e mulher se mete a colher, ou seja, você não pode ficar vendo alguém sofrer uma violência, uma violência física, uma violência psicológica, uma violência patrimonial, e ficar calado. Então, nós temos o 180, que é um canal que está ali 24 horas à disposição. Então, essa mulher pode denunciar, deve denunciar. E se ela não quiser denunciar num primeiro momento, mas ela vai ter ali um tratamento especializado, uma pessoa especializada que vai estar pronta para ouvi-la, dar todas as orientações. E, algumas vezes, acontece que a pessoa liga duas, três vezes, até criar coragem para fazer a denúncia.

 

Nasi: Secretária, então isso é muito importante, nós agradecemos a participação da senhora aqui, ao vivo, na Voz do Brasil. Muito obrigado, secretária Fátima Pelaes.

 

Gabriela: 19h20, em Brasília.

 

Nasi: E você vai ouvir ainda nesta edição.

 

Gabriela: Presidente americano anuncia aumento de tarifas para a importação do aço.

 

Nasi: E nós vamos falar das medidas que o governo deve tomar.

 

Gabriela: A equipe econômica do governo brasileiro está em Nova Iorque, nos Estados Unidos, para uma série de reuniões com investidores estrangeiros.

 

Nasi: O objetivo é falar sobre o potencial do Brasil, atrair mais investimentos para cá e desenvolver ainda mais a nossa economia.

 

Repórter Paola De Orte: O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que existe um interesse muito grande em investir em infraestrutura no Brasil e que a expectativa é melhorar.

 

Ministro da Fazenda - Henrique Meirelles: Aumentando a demanda por infraestrutura, não há dúvida de que os investidores estão vendo nisso uma oportunidade de investir mais no Brasil.

 

Repórter Paola De Orte: O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, fez um balanço positivo dos encontros com os empresários nos Estados Unidos até agora.

 

Ministro do Planejamento - Dyogo Oliveira: Nós percebemos que há um reconhecimento de que o Brasil avançou enormemente nos últimos meses, melhorou a situação econômica do país, saiu da recessão.

 

Repórter Paola De Orte: O diretor-executivo da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos, Ted Helms, que representa investidores, advogados e banqueiros, disse que a atual situação econômica do Brasil favorece os investimentos.

 

Diretor-Executivo da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos - Ted Helms: Primeiro, há um reconhecimento muito forte do que é feito nessa administração nos últimos dois anos, ao mesmo tempo, está buscando ou mirando o futuro.

 

Repórter Paola De Orte: Os representantes do governo brasileiro nos Estados Unidos se reuniram com presidentes de grandes empresas e investidores de setores como transportes, energia e mineração. De Nova Iorque, nos Estados Unidos, Paola De Orte.

 

Gabriela: O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou, na tarde de hoje, a criação de novas taxas para a importação de aço e de alumínio.

 

Nasi: A medida vai trazer impactos para as exportações brasileiras.

 

Gabriela: E a repórter Bruna Saniele está, ao vivo, aqui no estúdio da Voz do Brasil, para explicar isso para a gente. Boa noite, Bruna.

 

Repórter Bruna Saniele (ao vivo): Boa noite, Nasi, Gabriela e ouvintes da Voz do Brasil. A justificativa do governo americano para taxar em 25% as importações de aço e em 10% as de alumínio é de preservar a segurança nacional. Após o anúncio, os Ministérios das Relações Exteriores e da Indústria, Comércio Exterior e Serviços aqui do Brasil divulgaram uma nota conjunta. Nela, eles informaram que o país tomou conhecimento da decisão com grande preocupação. Segundo a nota, as medidas vão causar graves prejuízos às exportações brasileiras e terão um impacto negativo nas relações comerciais e nos investimentos entre os dois países. O Brasil é o segundo maior exportador de aço para os Estados Unidos e um dos maiores de alumínio. O ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Jorge, esteve, na semana passada, com o secretário de Comércio Exterior dos Estados Unidos para tratar do tema, e agora há pouco o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que está nos Estados Unidos, falou que a decisão do governo Trump prejudica até a própria economia americana.

 

Ministro da Fazenda - Henrique Meirelles: A nossa visão que é negativo para todos os envolvidos. Bastante negativo, por exemplo, para a indústria americana, porque aumenta o custo da indústria americana. Beneficia a produção de aço, não é, as empresas que produzem aço, e preserva os empregos, aparentemente, de um grupo de trabalhadores das empresas que produzem aço. Mas prejudica e custa emprego para empresas industriais que usam o aço ou o alumínio e que diminuem a sua competitividade internacional por ter um insumo mais caro.

 

Repórter Bruna Saniele (ao vivo): A nota dos Ministérios brasileiros diz ainda que as medidas restritivas às importações do aço e do alumínio são incompatíveis com as obrigações dos Estados Unidos na Organização Mundial do Comércio. O governo brasileiro reforçou ainda que recorrerá a todas as ações necessárias para preservar os direitos e interesses do país.

 

Nasi: Obrigado, Bruna Saniele, pela participação, ao vivo, aqui na Voz do Brasil.

 

Gabriela: Agora o recado vai para os trabalhadores que estão à procura de emprego.

 

Nasi: Aumenta o número de vagas de emprego ofertadas pelo Sine, o Sistema Nacional de Emprego.

 

Gabriela: Em janeiro e fevereiro foram disponibilizados mais de 178 mil novas vagas de emprego, um crescimento de 10%, comparado ao mesmo período do ano passado.

 

Nasi: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Gabriela: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Nasi: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Gabriela: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você e até amanhã.

 

"Brasil, ordem e progresso".