08 de junho de 2018 - poder executivo

Destaques da Voz do Brasil: País vai construir reator nuclear e produzir material para tratamento e diagnóstico do câncer. Presidente Michel Temer reforça menor custo dos medicamentos e a possibilidade de levar tratamento a mais pessoas em todo o país. 41 milhões de pessoas se vacinaram contra a gripe. Campanha termina na próxima sexta. E profissionais brasileiros são treinados para atuar em acidentes ou surtos de doenças em ações da OMS. Anvisa quer facilitar a escolha de alimentos mais saudáveis. E está recebendo sugestões para mudanças nos rótulos dos produtos.

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Transcrição


 

Apresentador Luciano Seixas: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Alessandra Bastos: Olá, boa noite.

 

Luciano: Boa noite para você, que nos acompanha em todo o país.

 

Alessandra: Sexta-feira, 8 de junho de 2018.

 

Luciano: E vamos ao destaque do dia.

 

Alessandra: Brasil vai construir reator nuclear e produzir material para tratamento e diagnóstico do câncer.

 

Luciano: Presidente Michel Temer reforça menor custo dos medicamentos e a possibilidade de levar tratamento a mais pessoas em todo o país.

 

Presidente Michel Temer: Com o reator, vamos produzir nós mesmos o material para o Sistema Único de Saúde, vamos aumentar os atendimentos e levar esperança a quem está doente e precisa de ajuda.

 

Alessandra: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Luciano: Quarenta e um milhões de pessoas se vacinaram contra a gripe. Campanha termina na próxima sexta.

 

Alessandra: E profissionais brasileiros são treinados para atuar em acidentes ou surtos de doenças em ações da OMS. Paulo La Salvia.

 

Repórter Paulo La Salvia: O Brasil vai integrar um grupo seleto de países, como Alemanha, Japão, Rússia e China, que já participam da iniciativa.

 

Luciano: Anvisa quer facilitar a escolha de alimentos mais saudáveis.

 

Alessandra: E está recebendo sugestões para mudanças nos rótulos dos produtos. Nei Pereira.

 

Repórter Nei Pereira: Uma das mudanças propostas é colocar informações na parte da frente da embalagem, como por exemplo, o alto teor de açúcar, as gorduras saturadas e o sódio.

 

Luciano: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil, Alessandra Bastos e Luciano Seixas.

 

Alessandra: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Luciano: A cidade de Iperó, em São Paulo, se prepara para se tornar o maior polo de energia nuclear do país.

 

Alessandra: É que lá o Governo Brasileiro investe em dois grandes projetos.

 

Luciano: A construção de um reator, que vai tornar o Brasil autossuficiente na produção de materiais para tratamento e diagnóstico do câncer e outras doenças.

 

Alessandra: Já outro laboratório inicia a construção de um submarino que será movido a energia nuclear.

 

Luciano: Dois projetos que abrem portas para o desenvolvimento tecnológico a serviço da população.

 

Repórter Luana Karen: A energia nuclear pode salvar vidas quando usada no tratamento do câncer, por exemplo. E o Brasil está a caminho de se tornar autossuficiente na produção da matéria prima essencial para a medicina nuclear, o radioisótopo, com o início da construção do primeiro Reator Multipropósito Brasileiro. Atualmente, o país gasta por ano de US$ 15 milhões a US$ 20 milhões com a importação de radioisótopos. De acordo com o ministro da Saúde, Gilberto Occhi, a fabricação em território nacional vai baratear o produto e permitir que mais pessoas tenham acesso à medicina nuclear.

 

Ministro da Saúde - Gilberto Occhi: Vamos conseguir realizar diagnósticos mais precisos, de doenças e complicações, como a embolia pulmonar, infecções agudas, infarto do miocárdio, obstruções renais e demências. Significa ampliação dos serviços diagnósticos por imagens. Teremos uma das formas mais eficientes de detectar o câncer.

 

Repórter Luana Karen: Além de produzir radioisótopos, o reator vai testar combustíveis nucleares para pesquisas. O complexo que abrigará o reator será construído em Iperó, cidade a cerca de 130 Km de São Paulo. José Augusto Perrota, coordenador técnico do Reator Multipropósito Brasileiro, afirma que o custo total do projeto é de US$ 500 milhões e todo o complexo deve ficar pronto em 2024.

 

Coordenador técnico do Reator Multipropósito Brasileiro - José Augusto Perrota: Vai iniciar com o reator, esse laboratório, um novo polo, e vai crescer, ao longo do tempo, se transformando no maior polo de tecnologia nuclear do país.

 

Repórter Luana Karen: Ao lançar a pedra fundamental para a construção do reator, o Presidente Michel Temer destacou a importância do projeto para o país.

 

Presidente Michel Temer: Com o reator, vamos produzir nós mesmos o material para o Sistema Único de Saúde, a preços, naturalmente mais baixos e tornando as terapias muito mais acessíveis. Vamos aumentar os atendimentos e levar esperança a quem está doente e precisa de ajuda.

 

Repórter Luana Karen: Na passagem por Iperó, o Presidente Michel Temer também visitou o Laboratório de Geração de Energia Núcleoelétrica, onde está sendo construído o protótipo que vai mover o submarino nuclear brasileiro. O Presidente Michel Temer acionou a primeira turbina e destacou o potencial social do projeto.

 

Presidente Michel Temer: Tem fortíssimo potencial social. Poderão ser concebidos, neste espaço, desde novos processos para dessalinizar a água do mar, até geradores de energia de pequeno porte, para atender as regiões mais remotas do país.

 

Repórter Luana Karen: A previsão é que o protótipo do sistema que vai movimentar o submarino esteja pronto em 2021, e que o submarino nuclear comece a ser construído em 2022. O submarino vai ser usado na proteção da costa brasileira. De Iperó, em São Paulo, Luana Karen.

 

Alessandra: A Agência Nacional de Transportes Terrestres suspendeu a publicação de uma nova tabela com preços mínimos para fretes de caminhão.

 

Luciano: Representantes da Agência, caminhoneiros e outros setores se reuniram durante todo o dia e estão aprofundando a discussão sobre o assunto para editar uma nova portaria.

 

Alessandra: Em nota, a ANTT informou que as questões técnicas da tabela continuarão em discussão na Agência e com o setor, com o objetivo de chegar a uma solução que harmonize os interesses de produtores, transportadores e sociedade.

 

Luciano: Está valendo, no entanto, a primeira portaria, publicada no dia 30 de maio.

 

Alessandra: Grandes desastres naturais, como terremotos, tsunamis e erupções de vulcões, por exemplo, necessitam de uma rápida ação de equipes médicas para auxiliar a população atingida.

 

Luciano: Por isso, a OMS, a Organização Mundial da Saúde, tem um programa que treina profissionais para um rápido atendimento em acidentes e surtos de doenças.

 

Alessandra: E o Brasil agora faz parte do pequeno grupo de países que integra este programa.

 

Luciano: A primeira equipe brasileira foi treinada durante esta semana.

 

Repórter Paulo La Salvia: Uma tropa de elite na área da saúde. Trinta e cinco profissionais do Brasil estão sendo capacitados para fazerem parte das equipes médicas de emergência, um programa da OPAS, a Organização Pan-Americana de Saúde, em parceria com a OMS, a Organização Mundial da Saúde. É o que explica Fábio Evangelista, consultor para desastres da OPAS e da OMS.

 

Consultor para desastres - Fábio Evangelista: A grande ideia é que, assim que o Brasil recebe uma solicitação de ajuda, é que a equipe possa se reunir de maneira rápida e eficiente e ser deslocada para o país que solicitou a ajuda.

 

Repórter Paulo La Salvia: O Brasil vai integrar um grupo seleto de países, como Alemanha, Japão, Rússia e China, que já participam da iniciativa. Para os profissionais capacitados, o país ganha uma experiência que pode ser colocada em prática no exterior. É o que defende a médica e diretora do Hospital Federal Cardoso Fontes, do Rio de Janeiro, Ana Paula Fernandes da Silva, que participou do curso.

 

Médica - Ana Paula Fernandes da Silva: A gente tem capacidade para ajudar nessas doenças clínicas, epidemiológicas e surtos, em qualquer lugar do mundo. O Ministério da Saúde, nisso, capacita muito bem a gente.

 

Repórter Paulo La Salvia: O médico e Capitão de Fragata da Marinha, Émerson Luz, também participou da capacitação de três dias em Brasília. Ele atuou no terremoto de 2010, no Chile, e diz que identificar o que fazer numa situação de emergência é o maior desafio.

 

Médico - Émerson Luz: Primeiro, tem que fazer um reconhecimento realmente, qual é a necessidade que está havendo naquele local, que está afetado. Se realmente é necessário atendimento de trauma ou é um surto de doença infecciosa. E a gente seguir um padrão internacional, realmente, é necessário.

 

Repórter Paulo La Salvia: Para o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Osnei Okumoto, o Brasil vai participar de diferentes formas da iniciativa global.

 

Secretário de Vigilância em Saúde - Osnei Okumoto: Existe uma coordenação, a nível mundial, que faz a avaliação do que está acontecendo, qual é a situação de emergência que está acontecendo nos países pelo mundo. Logicamente, o Brasil não só fornecerá, em determinadas situações, a equipe já treinada, como também estará contribuindo financeiramente em determinadas ocasiões, como já aconteceram em outros momentos.

 

Repórter Paulo La Salvia: O curso de capacitação da OPAS e da OMS, com profissionais de Saúde do Brasil, vai ter ainda mais três encontros neste ano. Reportagem, Paulo La Salvia.

 

Alessandra: Mais de 41 milhões de pessoas já se vacinaram contra a gripe.

 

Luciano: O número representa 75% do público-alvo, que inclui idosos, crianças de seis meses a menores de cinco anos, trabalhadores de saúde, professores, indígenas e gestantes.

 

Alessandra: E quem ainda não se vacinou tem até sexta-feira da semana que vem para procurar um posto de saúde.

 

Luciano: Até o dia 2 de junho, foram registrados no Brasil mais de 2,3 mil casos de gripe e mais de 370 pessoas morreram.

 

Alessandra: Por isso, o secretário nacional de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, Osnei Okumoto, alerta sobre a necessidade da vacinação.

 

Secretário de Vigilância em Saúde - Osnei Okumoto: A vacina é extremamente importante para que as pessoas possam se imunizar e estarem protegidas contra o vírus da gripe. Dessa forma, o Ministério da Saúde solicita a todos aqueles que não foram até o posto de saúde para se vacinar, que se dirijam até lá para que tenham realmente a imunidade necessária, porque a doença é letal, ela pode levar ao óbito e, logicamente, os hospitais poderão estar cheios, a transmissibidade do vírus pode ser muito grande e ser realmente motivo da morte de muitas pessoas. Desta forma então, solicitamos que todos se dirijam a uma unidade básica de saúde e recebam a sua vacina, que é gratuita e está disponível.

 

Luciano: O Rio de Janeiro tem pouco mais de 50% do público-alvo vacinado. Já o estado de Goiás atingiu a meta e vacinou toda a população-alvo da campanha.

 

Alessandra: E você vai ouvir ainda nesta edição.

 

Luciano: Anvisa quer facilitar a escolha de alimentos mais saudáveis e recebe sugestões para mudanças nos rótulos.

 

Alessandra: E uma nova linha de financiamento incentiva a compra de equipamentos para a geração de energia limpa em casa.

 

Luciano: É daqui a pouquinho, não saia daí.

 

Alessandra: Cento e sessenta mil trabalhadores conseguiram um emprego por meio do Sine, o Sistema Nacional de Emprego.

 

Luciano: Os números são dos três primeiros meses deste ano e mostram também que o aplicativo Sine Fácil está facilitando a vida do trabalhador. A repórter Cleide Lopes explica.

 

Repórter Cleide Lopes: O consultor de vendas Luís Deivison de Abreu trabalha numa empresa de seguro de veículos há quase dois anos. Antes disso, ficou cinco meses desempregado, fez seu cadastro no Sistema Nacional de Emprego, o Sine, e em 15 dias já estava no novo emprego.

 

Consultor de vendas - Luís Deivison de Abreu: Eu cheguei por volta da segunda-feira no Sine, sem perspectiva nenhuma de trabalho ou de já começar algo, e na quarta já estava marcado já a entrevista, na outra semana eu já estava começando, já estava já, tendo êxito.

 

Repórter Cleide Lopes: O gerente da empresa onde Luís trabalha, Kennedy Ferreira, diz que 60% das contratações são via Sine, e ele fala da vantagem de contratar o candidato enviado pelo sistema.

 

Gerente - Kennedy Ferreira: Passo para eles toda a qualificação que a gente exige, então eles fazem toda essa triagem para a gente. Então, o pessoal chega aqui, o aproveitamento é muito maior.

 

Repórter Cleide Lopes: Nos primeiros três meses do ano, o mercado de trabalho apresentou saldo positivo com abertura de 204 mil vagas de emprego. Na média nacional de contratações, quase 160 mil trabalhadores foram intermediados pelo Sine. A analista do Observatório Nacional do Mercado de Emprego, do Ministério do Trabalho, Mariana Eugênio Almeida, explica que o aplicativo Sine Fácil contribuiu bastante para esse resultado.

 

Analista do Observatório Nacional do Mercado de Emprego - Mariana Eugênio Almeida: O Ministério tem tentado modernizar essa política com a criação do Sine Fácil, que é um aplicativo para o celular. Então o trabalhador, pelo próprio celular, ele pode buscar uma vaga de emprego. O empregador também pode cadastrar a sua vaga. Tem tido uma procura muito grande por esse aplicativo e tem contribuído bastante para a intermediação de mão de obra.

 

Repórter Cleide Lopes: Em um ano de lançamento, o aplicativo Sine Fácil já teve mais de 1 milhão de downloads. Para baixar o Sine é fácil e gratuito. Reportagem, Cleide Lopes.

 

Alessandra: A inflação de maio avançou 0,4%.

 

Luciano: O aumento nos preços do setor de transportes, com os combustíveis e a habitação, com a bandeira amarela nas tarifas de energia elétrica, puxaram o índice para cima.

 

Alessandra: Por outro lado, o índice que mede a inflação oficial ainda está no menor patamar, atingiu 1,33% no acumulado deste ano, o menor para o mês nessa base de comparação, desde a criação do Plano Real.

 

Luciano: Os dados foram divulgados, hoje, pelo IBGE.

 

Alessandra: Você acha que os rótulos dos alimentos devem trazer mais informações nutricionais?

 

Luciano: É, se tem alto teor de sal, açúcares e gorduras. Produtos em grande quantidade fazem mal à saúde.

 

Alessandra: Pois é, Luciano. A Anvisa quer saber a opinião dos brasileiros. Para isso, abriu uma consulta pública e você, que está nos ouvindo, pode contribuir.

 

Repórter Nei Pereira: É no rótulo das embalagens que estão os valores nutricionais de um alimento. Consultar e entender essa tabela deveria ser um hábito de todo consumidor, mas nem sempre o que vem escrito nas embalagens está numa linguagem compreensível a todos. O brasiliense Aloísio Cavalcante costuma sempre conferir a tabela de nutrientes dos alimentos, mas diz ter dificuldade para encontrar algumas informações.

 

Entrevistado - Aloísio Cavalcante: Você pega, por exemplo, o chocolate, né? Você quer dar um chocolate para o seu filho. Você não vê ali o tanto realmente que vem de cacau. Quando você começa a ler, estudar um pouquinho, ver, você vê que é praticamente gordura. Para falar que é chocolate, pode ser qualquer derivado de chocolate, pode ser a banha do cacau, o pó do cacau, então tem que ficar de olho.

 

Repórter Nei Pereira: E é para compreender melhor a tabela nutricional dos alimentos que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, abriu uma consulta pública para a população opinar sobre a melhoria das informações nos rótulos dos produtos. Uma das mudanças propostas é colocar informações na parte da frente da embalagem, para complementar a tabela nutricional, como por exemplo, o alto teor de açúcar, as gorduras saturadas e o sódio. A gerente geral de alimentos da Anvisa, Talita Lima, destaca como deverá ser a mudança.

 

Gerente geral de alimentos da Anvisa - Talita Lima: Essas informações, elas precisam ser mais concisas. A Anvisa está sugerindo que sejam colocados alertas para identificar o alto teor dos nutrientes mais críticos, aqueles nutrientes relacionados a problemas de saúde, relacionados a aumento de peso, obesidade e doenças crônicas. Então, a proposta é que tenham essa maior visibilização no painel principal do produto.

 

Repórter Nei Pereira: A nutricionista Ana Maria Maia, representante de uma entidade civil que atua na defesa da saúde pública, apoia as mudanças propostas pela Anvisa.

 

Nutricionista - Ana Maria Maia: Quando a gente vai em supermercado, a gente tem dificuldade de compreender o que aquelas letras miúdas, aquela dificuldade de enxergar nas coisas o que eles estão dizendo para a gente. Isso dificulta a escolha por uma alimentação mais saudável.

 

Repórter Nei Pereira: Os consumidores podem participar da consulta por meio do site da Anvisa, no endereço anvisa.gov.br. A consulta fica aberta até o dia 9 de julho. Reportagem, Nei Pereira.

 

Luciano: O Governo lamentou a decisão anunciada hoje, pela China, de aplicar taxas extras provisórias às exportações de produtos de frango do Brasil.

 

Alessandra: As medidas foram tomadas depois que a indústria chinesa reclamou que o Brasil estaria vendendo frango abaixo do valor de mercado.

 

Luciano: Em nota, o Governo Brasileiro afirmou que as exportações de frango beneficiam ambos os países, especialmente os consumidores chineses, e que os produtos do Brasil representam 5% do mercado chinês.

 

Alessandra: A nota informa que o país tem participado da investigação sobre o preço abaixo do mercado conduzida pela China, e que, considerando a ausência de fundamentos, espera que o governo chinês encerre a investigação sem a aplicação de taxas, cumprindo os acordos comerciais em vigor.

 

Luciano: De olho na sustentabilidade e também na economia, muita gente investe em sistemas para reduzir o consumo de energia, como usar placas solares.

 

Alessandra: E para incentivar o uso desses equipamentos, o BNDES liberou uma linha de financiamento para que pessoas possam adquirir essas miniusinas de energia solar em casa.

 

Luciano: Uma oportunidade para dar adeus à conta de luz e ainda ajudar o meio ambiente.

 

Repórter Bruna Sanieli: Esse é o barulho da energia elétrica produzida na casa do representante de vendas Gilberto Mendes, que mora em Brasília. Dois anos atrás, ele investiu R$ 70 mil em um sistema de placas que produzem energia por meio da luz do sol, e também um sistema que aquece a água dos chuveiros da casa. Ele, que antes gastava mais de R$ 1 mil com energia elétrica, agora produz mais do que consome. Essa energia que sobra, vai para a rede da concessionária e fica como crédito para um mês que Gilberto consumir mais do que produziu.

 

Representante de vendas - Gilberto Mendes: Nunca mais eu paguei conta de luz. O que eu pago na conta de luz é o que é obrigatório, que todo mundo paga, que é a utilização da rede e a iluminação pública, né?

 

Repórter Bruna Sanieli: O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o BNDES, quer incentivar outros projetos como o do Gilberto. O programa Fundo Clima agora vai permitir que pessoas físicas façam financiamentos para máquinas e equipamentos que reduzam o consumo de energia. A liberação desses recursos será feita apenas por meio dos bancos públicos e os empréstimos poderão ser utilizados para financiar sistemas de aquecimento solar, geradores de biocombustíveis ou sistemas que produzam energia eólica, aquela captada pela força dos ventos. Segundo Mariana Maia, chefe do Departamento de Suporte, Controle Operacional e Inteligência do BNDES, o foco do banco ao criar essa linha de crédito é investir na sustentabilidade.

 

Chefe do Departamento de Suporte, Controle Operacional e Inteligência do BNDES - Mariana Maia: A gente está financiando, por meio desse fundo, olhando a sustentabilidade, né? A economia de energia, então o foco desse recurso está sendo com essa finalidade.

 

Repórter Bruna Sanieli: O engenheiro Matheus de Sordi criou, em 2013, uma empresa que produz sistemas fotovoltaicos e, em pouco mais de cinco anos, já fez mais de cem projetos. Segundo ele, o país tem uma geografia que favorece muito a expansão da produção de energia renovável, e com esse financiamento o número dessas pequenas usinas domésticas deve aumentar.

 

Engenheiro - Matheus de Sordi: O que você economiza na conta, você vai pagar de financiamento. Ficou bastante interessante.

 

Repórter Bruna Sanieli: Os juros para pessoa física ficam em aproximadamente 4% ao ano, e o tempo máximo para pagamento é de 12 anos. Reportagem, Bruna Sanieli.

 

Alessandra: Mais de 3 mil espécies da fauna brasileira estão ameaçadas de extinção.

 

Luciano: E tratar da preservação desses animais é uma prioridade do Ministério do Meio Ambiente, que iniciou o Programa Preservar.

 

Alessandra: Com investimento de US$ 13 milhões em ações de proteção, em 13 estados brasileiros.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: O Brasil é o país com a maior biodiversidade do mundo, 20% do número total de espécies do planeta estão em nosso país. Animais que a gente só encontra por aqui, como arara-azul, mico-leão-dourado e a onça pintada, por exemplo. Sem falar na enorme diversidade da nossa flora, se dividindo entre cerrado, caatinga e florestas. E o Governo Brasileiro tem inúmeras políticas de conservação para preservar o nosso meio ambiente, como afirma o ministro do Meio Ambiente, Edson Duarte.

 

Ministro do Meio Ambiente - Edson Duarte: Proteger esse patrimônio é uma missão, uma das mais importantes que nós temos, e todos os nossos programas, todas as nossas ações dialogam com a biodiversidade e com a proteção desse patrimônio natural que nós temos no Brasil.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: E para cuidar melhor ainda de todo esse tesouro natural, US$ 13 milhões vão ser investidos para minimizar os impactos sobre a nossa biodiversidade. Esses recursos vão ser usados em 13 estados brasileiros, num total de 9 milhões de hectares. Essa é uma iniciativa do Ministério do Meio Ambiente, que tem a expectativa de que, até 2022, sejam adotadas medidas para proteger todas as espécies ameaçadas do país, como explica Edson Duarte.

 

Ministro do Meio Ambiente - Edson Duarte: Vai investir em estudos, fomento para a criação de novas unidades de conservação, fazendo com que espécies nacionais, que são muito importantes para a nossa biodiversidade, possam ter as garantias necessárias para sua sobrevivência.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: O projeto do Governo vai priorizar as 290 ameaçadas de extinção que estão em situação mais crítica. No Brasil, são 163 mil espécies conhecidas e 3.286 delas estão ameaçadas. Reportagem, Beatriz Albuquerque.

 

Luciano: O litoral brasileiro é conhecido no mundo todo pelas praias, que rendem belas paisagens e com sol garantido quase o ano todo.

 

Alessandra: Mas os estrangeiros que vêm para o Brasil não procuram só lazer.

 

Luciano: Segundo o Ministério do Turismo, uma parte dos estrangeiros que visitaram o país no ano passado vieram a negócios. E o Governo quer investir cada vez mais nesse setor.

 

Repórter Raíssa Lopes: O Brasil é o país que mais realiza reuniões de negócios na América do Sul. No ranking mundial, o país também não faz feio e ocupa a 16ª posição. É o que mostra um estudo da Associação Internacional de Congressos e Convenções. Para o ministro do Turismo, Vinicius Lummertz, as boas condições que o país oferecem justificam a boa colocação.

 

Ministro do Turismo - Vinicius Lummertz: O Brasil tem a maior infraestrutura turística da América Latina, de forma geral, é um país que tem uma infraestrutura grande, a quarta aviação civil do mundo, tem aeroportos renovados, parque hoteleiro grande, é um país de grande porte.

 

Repórter Raíssa Lopes: E o Governo investe para que o país receba cada vez mais turistas a negócios. Por meio do Programa Avançar, vai aplicar R$ 750 milhões na reforma e construção de centros de convenções. O ministro Vinicius Lummertz destaca que o país tem grande interesse em atrair turistas para esta área.

 

Ministro do Turismo - Vinicius Lummertz: O turismo dos centros de convenções traz mais 1,3 milhão de turistas para o Brasil e que gastam 70% praticamente a mais do que o turista convencional, e esse é um caminho rentável para o Brasil.

 

Repórter Raíssa Lopes: E o setor privado já percebeu a vocação do Brasil para o turismo de negócios. A empresa de eventos francesa GL Events investiu cerca de R$ 1 bilhão no país nos últimos dez anos. A diretora da GL Events, Milena Palumbo, afirma que os grandes eventos ajudaram a qualificar o Brasil.

 

Diretora da GL Events - Milena Palumbo: Pós jogos, você qualifica o destino turístico, não só o equipamento, de uma forma que você não precisa mais, de certa forma, até argumentar. Se você, naquela região, você recebeu 70% dos Jogos Olímpicos, eu estou apto a receber o seu evento.

 

Repórter Raíssa Lopes: Segundo o Ministério do Turismo, quase 16% dos visitantes estrangeiros vieram ao Brasil a negócios em 2017. O destino mais procurado foi São Paulo, com quase 45% dos turistas, seguido por Rio de Janeiro, Porto Alegre e Curitiba. Reportagem, Raíssa Lopes.

 

Alessandra: E estas foram as notícias do Governo Federal.

 

Luciano: Uma produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Alessandra: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Uma boa noite e bom fim de semana.

 

Luciano: Boa noite para você e até segunda..

 

"Brasil, ordem e progresso".