08 de novembro de 2017

Destaques da Voz do Brasil: Fim dos privilégios e oportunidades iguais a todos. É o que prevê a reforma da previdência. E presidente Michel Temer diz que proposta garante aposentadorias no futuro. Vendas aquecidas e produção de veículos cresce mais de 40%. Tem aumento na cobertura de medicamentos e exames pelos planos de saúde. E a criação do Dezembro Vermelho para alertar sobre prevenção à AIDS. E vamos falar do futuro no SUS, com marcação de consultas e acompanhamento da fila de cirurgia, tudo pela internet.

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Transcrição

Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Gabriela: Olá, boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Quarta-feira, 8 de novembro de 2017.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia.

 

Gabriela: Fim dos privilégios e oportunidades igual a todos.

 

Nasi: É o que prevê a reforma da Previdência.

 

Gabriela: E presidente Michel Temer diz que proposta garante aposentadorias no futuro.

 

Presidente Michel Temer: Estamos fazendo um esforço para que, hoje e no futuro, os aposentados possam receber suas pensões. Eu quero transmitir a ideia de que toda a minha energia está voltada para concluir a reforma da Previdência.

 

Nasi: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Gabriela: Vendas aquecidas e produção de veículos cresce mais de 40%. José Luiz Filho.

 

Repórter José Luiz Filho: O aumento da produção reflete a maior confiança do mercado e a melhora do ambiente econômico, resultados das medidas implementadas pelo governo.

 

Nasi: No nosso especial sobre a modernização trabalhista, hoje vamos falar dos direitos garantidos.

 

Gabriela: E tem mais destaques em saúde. Alessandra Bastos.

 

Repórter Alessandra Bastos: A ANS, Agência Nacional de Saúde Suplementar, atualiza a lista de procedimentos que os planos são obrigados a oferecer.

 

Nasi: E Natália Koslyk.

 

Repórter Natália Koslyk: Foi publicada nesta quarta-feira a lei que instituiu a Campanha Nacional de Prevenção à Aids, chamada de Dezembro Vermelho.

 

Gabriela: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil, Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Nasi: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Gabriela: A aprovação da reforma da Previdência vai trazer maior confiança à economia do país.

 

Nasi: Além disso, vai organizar as contas públicas, garantindo com que as aposentadorias sejam pagas de forma integral no futuro.

 

Gabriela: Hoje, o presidente Michel Temer fez uma reunião para discutir os rumos para aprovar a proposta no Congresso.

 

Repórter Nei Pereira: A reforma da Previdência continua a ser prioridade para o governo. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o presidente Michel Temer destacou que o governo já fez reformas importantes e com impacto na economia, como a queda dos preços, diminuição da taxa de juros e da inflação e aumento do emprego. Temer ressaltou que a medida é fundamental para o país.

 

Presidente Michel Temer: Estamos fazendo um esforço para que, hoje e no futuro, os aposentados possam receber suas pensões, aqueles que vierem a aposentar-se também possam receber as suas pensões. E tenham absoluta convicção, eu quero transmitir a ideia de que toda a minha energia está voltada para concluir a reforma da Previdência. Portanto, você que está me ouvindo, quando possa, converse com os seus amigos, converse no seu trabalho, converse na sua atividade, na sua casa, onde você estiver, mostrando a todos que a reforma previdenciária é fundamental para o nosso país, para que o país continue a desenvolver-se como vem desenvolvendo até o presente momento.

 

Repórter Nei Pereira: Depois de se encontrar com deputados e senadores esta semana, o presidente Michel Temer fez uma reunião no Palácio do Planalto na manhã desta quarta-feira para discutir a estratégia de votação do projeto. Participaram do encontro o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, o secretário de Previdência do Ministério da Fazenda, Marcelo Caetano, além de parlamentares. Segundo o ministro Henrique Meirelles, a disposição do governo é de aprovar a reforma da Previdência.

 

Ministro da Fazenda - Henrique Meirelles: A disposição é prosseguir com a proposta da reforma da Previdência exatamente avaliando com as diversas bancadas, etc., para que nós possamos encaminhar esse processo de votação de uma forma eficaz.

 

Repórter Nei Pereira: Henrique Meirelles disse, ainda, que a reforma da Previdência vai dar garantia de que as contas públicas não vão ter problemas no futuro, o que garante que os aposentados vão receber o benefício integral. O ministro ressaltou a importância da medida ser aprovada ainda neste ano.

 

Ministro da Fazenda - Henrique Meirelles: Nós damos uma injeção de confiança e de solidez no crescimento econômico, porque o agente econômico, o empresário, o investidor, etc., mesmo o consumidor, olham num prazo maior, não olham apenas para os próximos meses.

 

Repórter Nei Pereira: Entre os principais itens do projeto da reforma da Previdência, que foi aprovado em maio na Comissão Especial da Câmara, estão um que fixa idades mínimas de aposentadoria de 62 anos para as mulheres e 65 anos para os homens, e o que eleva gradualmente o tempo mínimo de contribuição de 15 para 25 anos. Reportagem, Nei Pereira.

 

Nasi: O brasileiro começa a voltar às concessionárias de veículos para comprar carros novos.

 

Gabriela: E vendas aquecidas e exportações em alta levaram a um aumento no ritmo de produção das montadoras.

 

Nasi: De um lado, consumidores mais confiantes e, de outro, empresários que comemoram o fim de uma forte recessão no setor.

 

Repórter José Luiz Filho: Depois de meses de incerteza e planejamento, o casal Álvaro e Luciana Oliveira deixou o rodeio de lado e, ao invés de um carro seminovo, os dois decidiram comprar um zero quilômetro, como conta Luciana.

 

Entrevistada - Luciana Oliveira: A taxa de juros está melhor. Eu estava pensando em comprar um carro seminovo. Hoje eu estou mais confiante.

 

Repórter José Luiz Filho: O comportamento de consumidores como o casal têm ajudado a melhorar as vendas em todo o Brasil. Max dos Santos, gerente de uma loja de veículos em São Paulo, conta que no ano passado negociava 20 carros zero quilômetro por mês. Este ano já são 30 e as vendas têm aumentado mensalmente.

 

Gerente de Loja de Veículos - Max dos Santos: O mercado vem reagindo com algumas coisas que vêm no decorrer do ano, né? O exemplo da Taxa Selic baixando a cada mês, as financeiras também vêm baixando os juros a cada mês, facilitando um pouco mais o crédito. Com isso deu uma impulsionada em torno aí de 10% a 15% no veículo novo.

 

Repórter José Luiz Filho: O setor automotivo tem registrado constantes aumentos na produção e nas vendas este ano. Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos, a Anfavea, em outubro saíram das linhas de montagens brasileiras quase 250 mil veículos, 5,3% a mais que em setembro. Nos dez primeiros meses de 2017 a alta é de 28% em relação ao mesmo período do ano passado, e já é maior que a produção de 2016 inteiro. Para Antonio Megale, presidente da Anfavea, o aumento da produção reflete a maior confiança do mercado e a melhora do ambiente econômico, resultados, segundo ele, das medidas implementadas pelo governo.

 

Presidente da Anfavea - Antonio Megale: Medidas acertadas que foram tomadas, que resultaram na queda da inflação, uma redução da taxa de juros de uma forma gradual. Eu acho que isso tem trazido muito mais confiança tanto para o investidor quanto para o consumidor.

 

Repórter José Luiz Filho: A exportação de veículos também avançou em outubro: foram mais de 60 mil unidades vendidas para outros países, 2,5% a mais que em setembro e 66% mais que em outubro do ano passado. Segundo o secretário de Competitividade Industrial do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Igor Calvet, o desempenho do setor automotivo no mercado externo vai contribuir para o superávit da balança comercial brasileira neste ano.

 

Secretário de Competitividade Industrial do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços - Igor Calvet: A nossa expectativa é que talvez a balança comercial seja superavitária nesse ano em algo em torno de US$ 65 bilhões a US$ 70 bilhões. O setor automotivo certamente é um dos setores que puxa esse superávit da nossa balança. É um dos grandes setores da manufatura brasileira. Hoje, aproximadamente 4% do PIB da indústria nacional é do setor automotivo. Isso num horizonte de mais de 1,6 milhão de empregos. Isso significa que quando a produção aumenta nesse setor, nós vamos ter novos empregos, nós vamos ter mais recursos girando na economia e, certamente, mais tecnologia e mais inovação.

 

Repórter José Luiz Filho: Entre janeiro e outubro deste ano, foram exportados mais de 620 mil veículos, o melhor desempenho para o período nos últimos dez anos. Reportagem, José Luiz Filho.

 

"Entenda a modernização das leis trabalhistas".

 

Gabriela: Férias, 13º salário, licença-maternidade, seguro-desemprego. Todos esses direitos dos trabalhadores estão firmados na nossa Constituição Federal e hoje são realidade.

 

Nasi: A modernização trabalhista, que começa a valer a partir de sábado, atualiza as relações de trabalho no país, mas não mexe nos direitos já conquistados.

 

Gabriela: É isso que afirmam o governo e também especialistas que ouvimos para a nossa terceira reportagem especial sobre o tema. Vamos ouvir.

 

Repórter Luana Karen: Nenhum direito a menos. A atualização das leis trabalhistas não vai retirar o que já foi conquistado pelo trabalhador. É o que afirma o advogado especialista em direito do trabalho, Cristian Ontem.

 

Advogado Especialista em Direito do Trabalho - Cristian Ontem: Simplesmente amplia as condições de o empregado e empregador poderem fazer acordos sobre jornada de trabalho, questões de intrajornada.

 

Repórter Luana Karen: Os direitos do trabalhador estão listados na Constituição Federal e só podem ser modificados por Proposta de Emenda à Constituição. Já a modernização das leis trabalhistas foi feita Lei Ordinária, como explica a juíza do Trabalho do Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais, Ana Luiza Fischer.

 

Juíza do Trabalho do Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais - Ana Luiza Fischer: É preciso lembrar que todos os direitos básicos do trabalhador no Brasil estão, desde 1988, na Constituição. É o art. 7º da Constituição. E eles nunca poderiam ser alterados ou suprimidos por uma lei ordinária, que é o caso da lei da reforma trabalhista.

 

Repórter Luana Karen: Entre os direitos que continuam assegurados aos trabalhadores da cidade e do campo estão o seguro-desemprego, nos casos de demissão sem justa causa, o fundo de garantia do tempo de serviço, o salário mínimo, o 13º salário, o adicional por trabalho noturno, a licença-maternidade e paternidade e o adicional de insalubridade. Há três anos, Rosilene Jacinto trabalha como encarregada de departamento pessoal de uma empresa que fabrica e vende pães, bolos, biscoitos e salgados. Assim que as novas regras para o trabalho foram anunciadas, as dúvidas surgiram. masm depois de se informar um pouco mais, Rosilene viu vantagem na nova legislação.

 

Encarregada de Departamento Pessoal - Rosilene Jacinto: Eu preciso sair mais cedo, eu não quero ficar com hora negativa. Eu posso tirar meia hora de almoço e sair mais cedo? Pode, hoje isso pode acontecer. Funcionário trabalhar em casa. Existe todo um sistema, né? Eu posso trabalhar na minha casa porque o tempo do percurso que eu vou perder para chegar no meu trabalho. Às vezes você mora muito longe, às vezes você tem que pegar dois ônibus. Existe tudo isso. Então, têm alguns cargos que vão te dar essa possibilidade.

 

Repórter Luana Karen: Para o sociólogo José Pastore, professor de relações do trabalho da Universidade de São Paulo, a nova legislação combinou liberdade com proteção.

 

Sociólogo e Professor de Relações do Trabalho da Universidade de São Paulo - José Pastore: Por exemplo, a nova legislação diz o seguinte: se o empregado e o empregador quiser negociar e encurtar o horário de almoço de 60 minutos para 30 minutos para os empregados saírem mais cedo, eles podem fazer, e o que eles fizerem vai prevalecer sobre a lei. Agora, se eles não quiserem, vai continuar a CLT com 60 minutos de almoço, no mínimo. Portanto, liberdade com proteção.

 

Repórter Luana Karen: Na próxima reportagem da série especial sobre a modernização das leis trabalhistas vamos falar sobre as expectativas de geração de empregos com as novas regras. Reportagem, Luana Karen.

 

Nasi: O presidente Michel Temer vai nomear Fernando Segóvia como novo diretor-geral da Polícia Federal.

 

Gabriela: Segóvia vai substituir Leandro Daiello, que está no cargo há mais de seis anos.

 

Nasi: Em nota, o ministro da Justiça, Torquato Jardim, agradeceu a competente e admirável administração de Daiello à frente da Polícia Federal.

 

Gabriela: O delegado Fernando Segóvia é advogado formado pela Universidade de Brasília, com experiência de 22 anos na carreira.

 

Gabriela: 19hs12 no horário brasileiro de verão.

 

Nasi: No próximo bloco saúde é o destaque.

 

Gabriela: Tem aumento na cobertura de medicamentos e exames pelos planos de saúde.

 

Nasi: E a criação do Dezembro Vermelho para alertar sobre prevenção à Aids.

 

Gabriela: E vamos falar do futuro no SUS, com marcação de consultas e acompanhamento da fila de cirurgia, tudo pela internet.

 

Nasi: O Brasil ganhou uma nova fábrica para a produção de medicamentos biológicos, usados para o tratamento de doenças, como as hepatites, diabetes e até câncer.

 

Gabriela: A fábrica foi inaugurada na cidade de Santa Maria, no Distrito Federal.

 

Nasi: E o país ganha mais um fornecedor nacional de medicamentos, o que facilita a compra e distribuição pelo SUS.

 

Repórter Mara Kenupp: A fábrica de medicamentos, inaugurada na região do entorno de Brasília, vai contar com 50 empregados especializados que vão fabricar inicialmente três tipos de medicamentos biotecnológicos, os chamados biofármacos. Segundo o diretor científico da fábrica, Miguel Judicice Filho, dentre os remédios que vão ser produzidos pela fábrica estão os para tratamento de hepatites virais, alguns tipos de leucemia e o hormônio do crescimento.

 

Diretor Científico da Fábrica - Miguel Judicice Filho: Todos biológicos para atender à demanda de produtos de alto custo, atendendo ao mercado brasileiro e para exportação também.

 

Repórter Mara Kenupp: No total, a empresa investiu R$ 100 milhões na nova unidade. A linha de produção e os equipamentos de laboratórios são de última geração. O ministro da Saúde, que esteve em visita às instalações da nova fábrica de remédios, afirmou que o incentivo do governo à produção brasileira impacta diretamente na queda dos custos para a compra de medicamentos aos usuários do SUS, o Sistema Único de Saúde.

 

Ministro da Saúde - Ricardo Barros: Novas tecnologias, muito eficientes, e que precisamos aumentar o acesso desses medicamentos aos brasileiros. Portanto, internalizando tecnologia e viabilizando preços mais baixos é que nós podemos ampliar o acesso para todos que necessitam.

 

Repórter Mara Kenupp: Só neste ano, o Ministério da Saúde destinou ao setor cerca de R$ 6 bilhões em investimentos para o fortalecimento do complexo industrial da saúde em todo o país. Reportagem, Mara Kenupp.

 

Gabriela: Acessar dados do prontuário, caderneta de vacina, agendar consultas e acompanhar a lista de espera para cirurgias no SUS. Tudo pela internet, do computador ou via smartphone.

 

Nasi: Para isso, até o final de 2018, todos os serviços da atenção básica de saúde estarão informatizados.

 

Gabriela: Essa é a meta do Ministério da Saúde com o lançamento de um edital que credencia empresas para prestar serviços de conectividade, fornecer equipamentos e dar treinamento.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: As mais de 42 mil Unidades Básicas de Saúde em funcionamento no país vão ser beneficiadas. Após a implementação de todo o sistema, as informações dos usuários de todas as Unidades Básicas de Saúde vão estar interligadas, podendo ser acessadas de qualquer lugar do país. Para o ministro da Saúde, Ricardo Barros, a medida deve reduzir custos do SUS, o Sistema Único de Saúde, e melhorar o atendimento à população.

 

Ministro da Saúde - Ricardo Barros: Isso vai garantir segurança e qualidade no atendimento para as pessoas e economia muito grande para o poder público. A nossa estimativa é economizar R$ 20 bilhões dos R$ 240 bilhões que anualmente estados e municípios e a União investem na saúde através do SUS.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: Para viabilizar a nova ferramenta vão ser adquiridos computadores, tablets, impressoras e multifuncionais. Com o novo sistema os pacientes vão poder acessar dados, como o prontuário, caderneta de vacina, agendar consultas e acompanhar a lista de espera para cirurgias no smartphone ou em qualquer computador conectado à internet, como explica o ministro Ricardo Barros.

 

Ministro da Saúde - Ricardo Barros: Isso facilitará muito o acompanhamento. E quando ele estiver fora de casa, se ele mora numa cidade e trabalha na outra, se ele estiver de férias e tiver um problema, em qualquer lugar através da sua impressão digital ele tem acesso a todo o seu prontuário de saúde.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: Os municípios podem começar a fazer a adesão ao novo sistema a partir de dezembro. Reportagem, Beatriz Albuquerque.

 

Nasi: O mês de outubro chama a atenção para o cuidado com o câncer de mama na campanha Outubro Rosa.

 

Gabriela: Já o mês seguinte é para os cuidado da saúde do homem, no Novembro Azul.

 

Nasi: E a partir de agora, no mês de dezembro o alerta será para a prevenção da Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis.

 

Gabriela: A lei que cria o Dezembro Vermelho foi sancionada pelo presidente Michel Temer e publicada, hoje, no Diário Oficial da União.

 

Repórter Natália Koslyk: Dezembro vai ser vermelho. E não é só por causa das decorações de Natal. Foi publicada nesta quarta-feira a lei que institui a Campanha Nacional de Prevenção à Aids e Outras Doenças Sexualmente Transmissíveis, chamada de Dezembro Vermelho. O ministro da Saúde, Ricardo Barros, fala sobre a mobilização.

 

Ministro da Saúde - Ricardo Barros: Vamos seguindo aí em campanhas de alerta para que a população se proteja, né, faça exames preventivos, identifique doenças precocemente para que elas sejam tratadas de forma mais rápida, mais eficiente e com mais conforto para o cidadão.

 

Repórter Natália Koslyk: Entre as ações da campanha estão previstas a iluminação de prédios públicos com luzes vermelhas, palestras e atividades educativas e a veiculação de campanhas que tratem do tema. Para Cristiano Ramos, presidente da ONG Amigos da Vida de Luta Contra a Aids e portador da doença há 32 anos, a informação é chave importante para o tratamento.

 

Presidente da ONG Amigos da Vida de Luta Contra a Aids - Cristiano Ramos: A informação é a melhor arma contra a Aids, né? Através da informação a gente consegue saber o que pode e o que não pode, como lidar com essa questão tão complexa.

 

Repórter Natália Koslyk: Cristiano Ramos explica que quanto antes o vírus for descoberto, melhor.

 

Presidente da ONG Amigos da Vida de Luta Contra a Aids - Cristiano Ramos: A pessoa pode ser portadora do HIV a vida inteira e não ser doente de Aids. Porque Aids é a doença instalada, né? O diagnóstico tardio pode já levar a um quadro de Aids, já da doença instalada.

 

Repórter Natália Koslyk: De acordo com o boletim mais recente do Ministério da Saúde, divulgado no final do ano passado, quase 830 mil brasileiros vivem com a doença. Desses, mais de 100 mil não sabem que estão infectados. Reportagem, Natália Koslyk.

 

Nasi: A partir de janeiro, os planos de saúde vão ser obrigados a oferecer novos procedimentos.

 

Gabriela: É que entra em vigor uma nova lista de coberturas estabelecida pela ANS, a Agência Nacional de Saúde Suplementar.

 

Nasi: A lista inclui cirurgias, oito remédios contra o câncer, e, pela primeira, vez um medicamento para esclerose múltipla.

 

Repórter Alessandra Bastos: Quarenta e dois milhões de brasileiros possuem plano de saúde, e a cada dois anos a ANS, a Agência Nacional de Saúde Suplementar, atualiza a lista de procedimentos que os planos são obrigados a oferecer. A nova lista inclui 18 novos procedimentos e amplia a cobertura para outros sete. Oito novos medicamentos orais contra o câncer entram no rol. E, pela primeira vez, um medicamento para esclerose múltipla. Os novos procedimentos são escolhidos pelos critérios de ganho coletivo e resultados clínicos mais relevantes para os pacientes, como explica a diretora de Normas e Habilitação de Produtos da ANS, Karla Coelho.

 

Diretora de Normas e Habilitação de Produtos da ANS - Karla Coelho: A ANS avalia a existência de rede prestadora, a facilidade de utilização, manuseio, obtenção e disponibilização da tecnologia e insumos.

 

Repórter Alessandra Bastos: O tratamento de doença dos olhos ganha quimioterapias e tomografias especiais. Para as mulheres foram acrescentadas cirurgias laparoscópicas, aquela que é menos invasiva, para o tratamento de câncer de ovário, desobstrução no útero e prolapso de cúpula vaginal. Já para as crianças os planos de saúde vão ser obrigados a oferecer endoscopia para refluxo relacionado à infecção urinária e terapia imunoprofilática contra o vírus sincicial respiratório, que é um dos principais causadores de bronquites e pneumonias entre crianças menores de dois anos. A escolha desses tratamentos se deu por meio de consulta pública, como diz Karla Coelho.

 

Diretora de Normas e Habilitação de Produtos da ANS - Karla Coelho: A consulta para a revisão do rol, encerrada em junho deste ano, recebeu mais de 5.200 contribuições online, sendo 53% somente de consumidores.

 

Repórter Alessandra Bastos: A nova lista começa a valer a partir de janeiro e pode ser conferida no endereço ans.gov.br, no link 'planos e operadoras'. Reportagem, Alessandra Bastos.

 

Gabriela: 19hs21 pelo horário brasileiro de verão.

 

Nasi: Um problema que pouco se vê. É o lixo despejado nos mares em todo o mundo.

 

Gabriela: São mais de 8 milhões de toneladas a cada ano, prejudicando a vida marinha, a economia e até a nossa saúde.

 

Nasi: E o Brasil quer fazer a sua parte e começa a discutir um Plano Nacional de Combate ao Lixo no Mar.

 

Repórter Natália Mello: Um planeta feito de água. Os mares compõem cerca de 70% da Terra, mas estão sofrendo com a poluição. Tem lixo marinho por toda a parte. Um problema que ameaça vidas e compromete a saúde dos seres humanos. O poder público é o principal responsável pelo controle de onde vão parar esses resíduos e tem promovido debates para a construção de um Plano Nacional de Combate ao Lixo no Mar, como explica o secretário de Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Jair Vieira.

 

Secretário de Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente - Jair Vieira: Nós estamos dando o pontapé inicial reunindo aqui a academia, o Governo Federal, os governos municipais, a sociedade civil e também o setor privado para que, juntos, a gente possa encontrar caminhos que possam levar ao enfrentamento desse problema.

 

Repórter Natália Mello: Um problema que afeta também as costas brasileiras, segundo o coordenador de Gerenciamento Costeiro do Ministério do Meio Ambiente, Régis Lima.

 

Coordenador de Gerenciamento Costeiro do Ministério do Meio Ambiente - Régis Lima: O que a gente consegue verificar hoje, um dos resultados, é a questão dos eventos extremos: as grandes ondas, as grandes tempestades estão aí a cada ano aumentando os prejuízos, os danos e até riscos de vidas e mortes, né?

 

Repórter Natália Mello: Para Fernanda Daltro, gerente de campanha da ONU Meio Ambiente, além de prejudicar a saúde dos animais e das pessoas, o lixo marinho afeta também a economia.

 

Gerente de Campanha da ONU Meio Ambiente - Fernanda Daltro: Tem impacto na navegação, o lixo que se enrosca nos motores e tudo mais, mas tem principalmente um impacto no setor do turismo. Então, quem é que quer chegar numa praia e encontrar lixo?

 

Repórter Natália Mello: A presidente da Associação Brasileira de Lixo Marinho, Fernanda Cubiaco, considera o lixo marinho um problema de saúde pública e trabalha com a população chamando a atenção para todo o lixo que é descartado.

 

Presidente da Associação Brasileira de Lixo Marinho - Fernanda Cubiaco: A gente faz campanhas voluntárias, a gente faz ações de limpeza de praia, a gente faz rodas de conversa em praças e também entra dentro dos segmentos comerciais, que são grandes geradores de resíduos.

 

Repórter Natália Mello: O excesso de plástico nos oceanos é o que mais preocupa: são 8 milhões de toneladas despejadas todos os anos. A expectativa é que se nada for feito, até 2050, 99% das aves marinhas tenham ingerido esse resíduo. Reportagem, Natália Mello.

 

Nasi: A partir de amanhã, o sinal analógico de televisão será desligado em Belo Horizonte e mais 38 cidades de Minas Gerais.

 

Gabriela: O desligamento total vai ser concluído em 22 de novembro.

 

Nasi: Lembrando que famílias de baixa renda podem retirar de graça o kit de conversor digital.

 

Gabriela: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Nasi: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Gabriela: Fique agora com o Minuto do TCU e, em seguida, as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite.

 

Nasi: Boa noite e até amanhã.

 

"Brasil, ordem e progresso".