09 de MARÇO DE 2018

Destaques da Voz do Brasil: Multas ambientais vão recuperar bacias do Rio São Francisco. Presidente Michel Temer lança seleção dos primeiros projetos que vão ser financiados por devedores. Ministro da Segurança Pública anuncia centro de inteligência com participação de todos os estados. E um raio-X dos presídios do país também deve ser feito neste ano. A partir de setembro, carros novos vão receber novo modelo de placa. Brasil vai recorrer da decisão de aumento das tarifas de importação do aço pelos Estados Unidos. E já inicia negociação para ampliar comércio entre Mercosul e o Canadá.

audio/mpeg VOZ090318.mp3 — 46869 KB




Transcrição


Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá. Boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Sexta-feira, 9 de março de 2018.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia.

 

Gabriela: Multas ambientais vão recuperar bacias do Rio São Francisco.

 

Nasi: Presidente Michel Temer lança seleção dos primeiros projetos que vão ser financiados por devedores.

 

Presidente Michel Temer: É preciso alimentar o Rio São Francisco, isso é o primeiro momento. Vejam que na preservação do meio ambiente o Rio São Francisco ganha essa primeira manifestação via Ministério do Meio Ambiente.

 

Gabriela: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Nasi: Ministro da Segurança Pública anuncia centro de inteligência com participação de todos os estados.

 

Gabriela: E um raio x dos presídios do país também de deve ser feito neste ano. Eduardo Biagini.

 

Repórter Eduardo Biagini: Com o censo das mais de 1,4 mil unidades prisionais, vai ser possível saber onde é preciso ter mais investimentos.

 

Nasi: A partir de setembro, carros novos vão receber novo modelo de placas. Raíssa Lopes.

 

Repórter Raíssa Lopes: As chapas vêm com um código, o chamado QR Code e também com um chip, com isso, a identificação do carro é automática.

 

Gabriela: E Brasil vai recorrer da decisão de aumento das tarifas de importação do aço pelos Estados Unidos.

 

Nasi: E já inicia negociação para ampliar comércio entre o Mercosul e a Canadá.

 

Gabriela: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil, Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Nasi: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Gabriela: Uma nova atitude ambiental que vai ajudar a recuperar as nascentes do Rio São Francisco.

Nasi: O governo está lançando um edital que vai permitir investimentos essa para recuperação.

 

Gabriela: E o dinheiro que vai ser usado vem dos devedores de multas ambientais.

 

Nasi: O anúncio da seleção dos primeiros projetos foi feito hoje, pelo Presidente Michel Temer.

 

Gabriela: E vai beneficiar regiões como as que foram visitadas por nossa equipe. Uma área entre Minas Gerais e a Bahia, que é responsável por mais de 60% do volume de água que abastece o São Francisco.

 

Repórter Márcia Fernandes: São Roque de Minas é um pequeno município no oeste de Minas Gerais. A natureza privilegiada é motivo de orgulho para os 6 mil habitantes. Nesta região fica o Parque Nacional da Serra da Canastra, a reserva que abriga a nascente do Rio São Francisco. A água aflora de vários pontos que alimentam um dos principais rios do país. William Silva conhece bem a região, ele trabalha como guia, levando os turistas para conhecer o Parque da Serra da Canastra. Para ele, preservar a nascente é importante para todos.

 

Guia - William Silva: Não só para a região, mas como para todo o país é de suma importância, porque hoje a Serra da Canastra é um divisor de águas do Brasil. A gente, aqui na região a gente chama de a caixa d'água do Brasil.

 

Repórter Márcia Fernandes: Para manter viva essa nascente, o Governo Federal lançou hoje o primeiro processo de chamamento público para a recuperação hídrica da bacia do Rio São Francisco e bacia do Rio Parnaíba. A ideia é que os projetos possam se inscrever para que sejam financiados por devedores de multas ambientais. Prevista na Lei de Crimes Ambientais, a conversão de multas permite ao autuado ter a multa substituída pela prestação de serviços de preservação, melhoria e recuperação do meio ambiente, que foi assinada pelo Presidente Michel Temer em outubro do ano passado. Fortes chuvas impediram a presença do Presidente Michel Temer em São Roque de Minas para anunciar a novidade, mas, em vídeo publicado nas redes sociais, o presidente destacou a importância da medida para a preservação do Rio São Francisco.

 

Presidente Michel Temer: Nós já cuidamos da transposição das águas do Rio São Francisco, mas, evidentemente, é preciso alimentar o Rio São Francisco, e queremos lançar essa mensagem são povo de Minas Gerais e naturalmente ao povo de todo Nordeste, né, do Brasil, que evidentemente você alimentando o São Francisco, você está alimentando também a transposição.

 

Repórter Márcia Fernandes: Para o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, uma mudança importante que vai ajudar a manter o volume do Velho Chico.

 

Ministro do Meio Ambiente - Sarney Filho: A gente se preocupa também com a quantidade de água. E é essa ação que nós estamos fazendo aqui hoje no São Francisco, cuidando da recarga de água para o rio.

 

Repórter Márcia Fernandes: Para quem mora pertinho deste paraíso, o que fica é o orgulho de compartilhar essa terra com um rio tão importante, como conta a diretora de turismo da São Roque de Minas, Cláudia Faria.

 

Diretora de turismo da São Roque de Minas - Cláudia Faria: Somos conterrâneos do Velho Chico, Rio São Francisco, que é esse rio tão importante. Então, é conhecer para preservar. Conhecer o que a gente tem de natureza, de potencial natural e preservar esse potencial para as futuras gerações.

 

Repórter Márcia Fernandes: O Velho Chico nasce na Serra da Canastra e tem mais de 2,8 mil quilômetros de extensão, passando por cinco estados: Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas. De São Roque de Minas, em Minas Gerais, Márcia Fernandes.

 

Nasi: As mais de 1,4 mil unidades prisionais do país vão passar por um verdadeiro pente-fino.

 

Gabriela: Com o apoio do Exército, o Ministério Público da Segurança Pública vai realizar um censo para saber qual é a estrutura e equipamentos de todos os presídios.

 

Nasi: Para combater o crime organizado o governo também vai inaugurar um centro de comando e controle com representantes de órgãos de segurança estaduais e nacionais.

 

Gabriela: Os anúncios foram feitos pelo ministro Raul Jungmann, que esteve no Rio de Janeiro para debater a intervenção no estado.

 

Repórter Eduardo Biagini: Um verdadeiro diagnóstico da estrutura dos presídios do país. O censo do sistema penitenciário vai começar pelo Rio de Janeiro e vai ter o apoio do Exército. A medida se soma à iniciativa de justiça, que até em maio deve finalizar um cadastro com um todas as informações sobre os presos do país. Para o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, com o censo de mais de 1,4 mil unidades prisionais, vai ser possível saber onde é preciso ter mais investimentos.

 

Ministro da Segurança Pública - Raul Jungmann: Não se tem um diagnóstico do sistema, da estrutura, da infraestrutura, dos equipamentos, das condições. Então, isto nós precisamos saber, para saber onde tem condições, onde é que você precisa investir, os problemas prisionais. Nós temos dinheiro, para você ter uma ideia, nós estamos com dinheiro, mas nós não conseguimos, em média, construir uma unidade prisional em menos de cinco anos.

 

Repórter Eduardo Biagini: E mais uma medida de combate ao crime organizado, ainda neste mês deve ser inaugurado, em Brasília, o Centro Integrado de Comando e Controle, que terá, pela primeira vez, a participação permanente de representantes das polícias do todos os estados e do Distrito Federal. A estrutura, que já foi usada durante a Copa do Mundo, também vai contar com profissionais da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e setor de inteligência das Forças Armadas. O ministro Raul Jungmann também anunciou que no Rio de Janeiro vão ser ampliados de 3 para 33 os pontos de monitoramento eletrônicos nas rodovias federais que cortam a estado. Sobre a intervenção federal e as ações garantia da lei e da ordem do estado, o ministro da Segurança Pública afirmou que a ideia é reestruturar a polícia local e que o governo tem atuado para aumentar a sensação de segurança da população.

 

Ministro da Segurança Pública - Raul Jungmann: Nós já evoluímos bastante no que diz respeito a reduzir a capacidade do crime, por exemplo, nas rodovias, nos roubos de cargas. E nós estamos ampliando a nossa capacidade de prender aqueles que estão ligados ao crime organizado, porque nós estamos na fronteira do estado do Rio de Janeiro reforçando o nosso policiamento. Enfim, temos um conjunto de medidas que vai apresentando qualitativamente seus resultados. Isso não quer dizer que vai haver passe de mágica, isso não quer dizer que nós vamos conseguir destruir esse monumento à tragédia, que, infelizmente, o Rio de Janeiro vive hoje, mas, sem sombra de dúvida, que existem razão para a esperança e que esses resultados paulatinamente, eles vão ser sentidos.

 

Repórter Eduardo Biagini: O ministro Raul Jungmann também participou de uma reunião do Conselho de Administração do BNDES, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. No encontro foi aprovada a linha de financiamento de R$ 42 bilhões para investimentos em segurança, anunciado pelo governo na semana passada, R$ 32 bilhões são destinados aos estados e R$ 10 bilhões para as capitais. Reportagem, Eduardo Biagini.

 

Nasi: Um encontro para ampliar as relações comerciais entre o Mercosul, bloco econômico sul-americano do qual a Brasil faz parte, e o Canadá.

 

Gabriela: Ministros brasileiros estiveram hoje em Assunção, capital do Paraguai, para dar o pontapé inicial em uma nova área de livre comércio.

 

Nasi: O momento é propício, já que o comércio exterior brasileiro passa por um impasse por causa da sobretaxa americana às importações de aço e o alumínio.

 

Repórter Bruna Saniele: Dez mil empregos a menos no Brasil no setor siderúrgico, caso a medida do governo americano de sobretaxar em 25% as importações de aço e 10% as de alumínio comece a operar. Isso porque o Brasil é o segundo maior exportador de aço para os Estados Unidos. Fabrizio Panzini, gerente de negociações internacionais da Confederação Nacional da Indústrias, a CNI, diz a medida vai ser um impacto negativa na recuperação econômica brasileira.

 

Gerente de negociações internacionais da CNI - Fabrizio Panzini: São US$ 3 bilhões que nós exportamos para as Estados Unidos, mais de 10 mil empregos no Brasil, e a massa salarial de aproximadamente R$ 350 milhões, ou seja, levado ao extremo, uma medida dessa pode impactar de forma direta um elemento chave da recuperação da nossa economia, que é a criação de emprego.

 

Repórter Bruna Saniele: No Paraguai, o ministro da Indústria Comércio Superior e Serviços, Marcos Jorge de Lima, disse que o governo brasileiro recebeu com bastante preocupação a notícia da sobretaxação americana. O ministro enfatizou a importância do setor siderúrgico para o país e disse que, se necessário, o Brasil irá recorrer da decisão do governo americano na Organização Mundial do Comércio, a OMC.

 

Ministro da Indústria Comércio Superior e Serviços - Marcos Jorge de Lima: O setor siderúrgico é um setor estratégico, importante para a economia brasileira, e, com certeza, haverá impacto significativo caso a medida prevaleça. Foi aberta a possibilidade de recurso e nós vamos recorrer, e, se necessário for, a todas as instâncias, inclusive, multilaterais, como a OMC.

 

Repórter Bruna Saniele: O ministro Marcos Jorge de Lima ressaltou a importância emblemática das negociações dos países da América do Sul com o Canadá, e que a promoção dos países do Mercosul deve ser feita por meio da abertura comercial responsável.

 

Ministro da Indústria Comércio Superior e Serviços - Marcos Jorge de Lima: Um ato emblemático, sobretudo, no momento em que os Estados Unidos acabam de fazer esse anúncio. Mas uma mensagem clara de que nós queremos promover o desenvolvimento dos nossos países membros do bloco através da abertura comercial, uma abertura responsável, mas uma abertura necessária.

 

Repórter Bruna Saniele: O acordo em negociação entre Canadá e Mercosul envolve temas como comércio de bens, serviços, compras governamentais, pequenas e médias empresas, barreiras não tarifárias e propriedade intelectual. Reportagem, Bruna Saniele.

 

"Trânsito. Atenção, Motorista".

 

Gabriela: As placas dos carros no Brasil vão mudar.

 

Nasi: Agora, o país está aderindo a um modelo que vai ser usado por todos os países do Mercosul.

 

Gabriela: As placas vão ter novas cores e itens de segurança para evitar falsificações.

 

Nasi: A mudança começa a valer em setembro para carros novos. Já os veículos que estão em circulação têm o prazo até 2024 para alterar a placa.

 

Repórter Raíssa Lopes: A partir de 1º de setembro os carros sairão das concessionárias emplacados com padrão Mercosul. O novo modelo usa tecnologia para ficar mais seguro. A chapa vem com um código, o chamado QR Code, e também com um chip, com isso, a identificação com o carro é automática. Os atuais lacres não vão existir mais. A segurança é uma das principais vantagens da nova placa, como afirma o ministro das Cidades, Alexandre Baldy.

 

Ministro das Cidades - Alexandre Baldy: Permite que haja uma integração de tecnologias nesse modelo de placa que, além de todas essas absorções, o interfaceamento com as forças de segurança, os departamentos de trânsito, seja nacional e os estaduais, com as forças de segurança, seja Polícia Rodoviária Federal ou as demais, para que as informações possam ser ágeis, possam ser céleres e, até mesmo, instantâneas, para que os veículos que venham dos outros países, que são fruto de criminalidade, forem fruto de crime ou até mesmo os do Brasil que vão para outros países, para que a gente consiga, assim, diminuir o número de furtos e de roubos a automóveis no país.

 

Repórter Raíssa Lopes: A nova placa vai ter fundo branco com uma tarja azul na parte superior, a bandeira do Brasil, do estado e o brasão do município. Vai ter uma combinação de quatro letras e três números, que podo ser embaralhados aleatoriamente. As motos terão o mesmo modelo de placa, mudando somente o tamanho. Motorista de aplicativo em Brasília, Cláudio Pereira, aprova a mudança.

 

Motorista de aplicativo em Brasília - Cláudio Pereira: Vai melhorar, sim, em caso, assim, de roubo, né? De furto, alguma coisa assim, né, para ir para outro estado, alguma coisa assim. Pode estar mudando aí.

 

Repórter Raíssa Lopes: De acordo com o Ministério das Cidades, o custo da nova placa vai ser menor do que a atual. Até o fim de 2023 a troca vai ser opcional para os veículos já emplacados. Depois disso, passa a ser obrigatória. Reportagem, Raíssa Lopes.

 

Gabriela: 19h14 em Brasília.

 

Nasi: Show da Luna, Peixonauta.

 

Gabriela: Animações de criadores brasileiros.

 

Nasi: Daqui a pouco vamos falar deste mercado crescente no país, que vem recebendo investimentos do governo.

 

Gabriela: Mães, estudantes, empreendedoras.

 

Nasi: As mulheres ainda enfrentam uma série de dificuldades para ter uma carreira profissional de sucesso.

 

Gabriela: É o que aponta uma pesquisa do ignoro IBGE.

 

Repórter João Pedro Neto: A pesquisa mostra que a desigualdade entre homens e mulheres no mercado de trabalho persiste. Entre pessoas com 25 anos ou mais, cerca de 17% delas têm ensino superior completo, contra 13,5% dos homens. Mesmo com mais estudo, elas têm salários, em média, 25% menores do que os homens, também ocupam menos cargos de chefia e são subrepresentadas na política, em cargos públicos e nas polícias, por exemplo, como lembra a coordenadora de População e Indicadores Sociais do IBGE, Bárbara Cobo.

 

Coordenadora de População e Indicadores Sociais do IBGE - Bárbara Cobo: Embora as mulheres estejam mais escolarizadas, né? Estejam aptas a assumir cargos gerenciais, postos de tomada de decisão, de liderança e inserções, mais qualificadas no mercado de trabalho e na vida pública, elas não têm conseguido alcançar a representatividade que a gente espera, considerando a representatividade das mulheres na população brasileira.

 

Repórter João Pedro Neto: Apesar dessas estatísticas, mulheres como a empresária Jordana Saldanha, têm conseguido superar as barreiras que se colocam para as trabalhadoras no mercado de trabalho. Ela começou a vida profissional como jornalista e não pensava em seguir outra carreira, mas as circunstâncias mudaram. Quando engravidou sofreu assédio moral no trabalho. Foi um momento de virada e a Jordana passou a se dedicar a uma outra área. Junto com a mãe, comanda uma marca de alimentação saudável, vendendo salgados integrais no varejo e no atacado para mais de 200 pontos. O sucesso rendeu a premiação de Mulher de Negócios do Sebrae, em 2016.

 

Empresária - Jordana Saldanha: São novos desafios, são novos mercados a atingir. Não é fácil, claro, como tudo na vida, né, mas a gente tem que perseverar, ser determinada, cumprir os processos e focar.

 

Repórter João Pedro Neto: Segundo o IBGE a desigualdade de salários no mercado de trabalho vem diminuindo nos últimos anos. A aluna de medicina da Universidade de Brasília, Talita Araújo, acha que a realidade já está mudando e disse que espera mais avanços para o futuro.

 

Aluna de medicina - Talita Araújo: Acredito que nós, sim, somos capazes, nós podemos estudar, nós fazemos tudo de uma forma tão boa ou até melhor do que muitos homens. E acho que o que falta mesmo é bastante espaço, porque nós podemos ocupar, e, enfim, desconstruir esse pensamento de que nós não somos capazes.

 

Repórter João Pedro Neto: Segundo o IBGE, as brasileiras também trabalham mais do que os homens, em média três horas a mais por semana, quando somados trabalhos remunerados, afazeres domésticos e cuidados de pessoas. Reportagem, João Pedro Neto.

 

Nasi: E ontem, na primeira matéria da série Mulheres do Mar, você conheceu história de pesquisadoras a bordo de um navio com 123 homens.

 

Gabriela: E hoje vamos mergulhar com elas no fundo do mar.

 

Nasi: São militares que desbravam lugares e profissões, antes, tão distantes para uma mulher.

 

Repórter Alessandra Bastos: A Marinha do Brasil foi a primeira das forças militares a integrar mulheres no ano de 1980. Mesmo assim, somente no ano passado, as mulheres conquistaram o direito de atuar a bordo dos navios. É o caso de Luciana Leite, uma das duas oficiais mulheres em uma tripulação de 90 militares que atuam no navio Vital de Oliveira, o mais moderno navio de pesquisas oceanográficas do Brasil.

 

Oficial da Marinha - Luciana Leite: A Marinha, ela representa uma parte da sociedade e não existe uma sociedade sem a mulher. E eu acho que a chegada das mulheres, ela vai acrescentar muito nessa convivência, para mim isso é importante.

 

"No mar. No mar, no mar, no mar. No mar...".

 

Repórter Alessandra Bastos: O oceano é um mundo à parte. O trabalho a bordo do navio também. Mais particular ainda é a função da pesquisadora de Universidade Federal do Rio de Janeiro, Letícia Cotrim. Ela estuda elementos químicos pouco conhecidos, mas essenciais. Letícia embarca para explorar substâncias no fundo do mar.

 

Pesquisadora - Letícia Cotrim: A gente sabe mais da Lua do que a gente sabe do fundo dos oceanos, e não é exagero. E essa água, ela fornece parte da comida que a gente... então, quem come peixe, principalmente quem mora em área costeira, metade do oxigênio que a gente respira vem do mar, esse mar, ele acaba servindo de depósito de lixo porque é um monte de coisa que a gente produz que descarta e acaba indo parar no mar. Então, cada um é responsável pela sua parcela de água.

 

Repórter Alessandra Bastos: Dias num navio longe de tudo, vasculhando as profundezas da água, um trabalho não muito convencional. O que leva Letícia tão longe é algo que todos perguntam. A reação é de espanto, mas ela, com bom-humor, já está acostumada a explicar.

 

Pesquisadora - Letícia Cotrim: Eu lembro que de uma vez eu estava embarcada e a internet era um pouco melhor, e eu mandei a posição que eu estava para um grupo de amigos, e aí a resposta foi: "Meu, eu botei do Google Maps. Você está no meio do oceano atlântico!".

 

Repórter Alessandra Bastos: Letícia não vai longe apenas para estar a quilômetros da terra ou a metros de profundidade no mar, mas, assim como Bruna e tantas outras, ela vai longe ao adentrar lugares, profissões, cargos e direitos, antes, tão distantes para uma mulher.

 

"Minha jangada vai sair pro mar. Vou trabalhar, meu bem querer...".

 

Repórter Alessandra Bastos: Com locução de Alessandra Bastos. Reportagem de Paola Botelho e Heber Brandão.

 

Gabriela: 19h20 em Brasília.

 

Nasi: Amanhã é Dia D de vacinação contra o sarampo no estado de Roraima.

 

Gabriela: A imunização está sendo intensificada em 15 municípios e a meta é vacinar 400 mil brasileiros e imigrantes venezuelanos até 10 de abril.

 

Nasi: Além de evitar novos casos da doença, a estratégia é impedir que o vírus volte a circular no país.

 

Gabriela: Até agora foram confirmados oito casos de sarampo no estado, todos em crianças imigrantes da Venezuela. Um desses casos evoluiu para óbito e está em investigação para saber se o sarampo foi a causa da morte.

 

Nasi: A partir de segunda-feira, municípios de todo o país vão poder enviar propostas para participar do Cartão Reforma.

 

Gabriela: O processo de seleção nacional do Ministério das Cidades foi publicado hoje, no Diário Oficial da União.

 

Nasi: Vão ser liberados mais de R$ 680 milhões para todos os estados, sendo que os municípios devem receber um limite de cartões, de acordo com o número de habitantes.

 

Gabriela: A partir dessa seleção começa a distribuição dos cartões. Vão poder participar famílias com renda mensal de até R$ 2,8 mil para compra de materiais de construção.

 

Nasi: E a gente fecha a edição da Voz do Brasil dessa sexta-feira com desenhos animados, filmes de animação. As crianças adoram.

 

Gabriela: Mas não são só elas, não, Nasi. No ano passado, o mercado brasileiro de animação viveu o seu melhor momento desde 1995.

 

Nasi: Sucesso que se deve ao trabalho dos criadores, mas também ao financiamento do Ministério da Cultura, que vem esquentando o setor e a telinhas.

 

Gabriela: Financiamento que vai aumentar. Tem editais abertos para custear novas produções.

 

"Como a água vira chuva?".

 

Repórter Raíssa Lopes: Tudo o que é pergunta a Luna faz. E quando toca a música, aos três anos, Ana Júlia já sabe.

 

"Esse é a o show da Luna. Luna, Luna".

 

Repórter Raíssa Lopes: A animação brasileira conta a história da menina que sonha em ser cientista e faz sucesso entre a criançada como a Ana Júlia.

 

Entrevistada - Ana Júlia: Eu gosto muito da Luna e ela faz muito show.

 

Repórter Raíssa Lopes: O "Show da Luna" é produzido pela TV Pinguim, estúdio que também é responsável por outro sucesso.

 

"Oi, pessoal! Precisando de ajuda?".

 

"Peixonauta!".

 

"Peixonauta, Marina e Zico, juntos com tantos amigos. Ê, ê, ô, hoje tem mais uma aventura...".

 

Repórter Raíssa Lopes: Parte do sucesso do "Show da Luna" e do "Peixonauta" é porque as séries são feitas no Brasil, com temas e uma realidade mais próxima das crianças brasileiras. Elas se identificam mais facilmente, por isso, a importância de desenhos nacionais, tanto para educar, quanto para divertir. O criador dos seus personagens, Kiko Mistrorigo, explica que, para fazer com que as animações saíssem do papel, contou com financiamento do governo.

 

Criador de desenhos - Kiko Mistrorigo: Para você fazer a roda rodar, você precisa ter um estímulo e a indústria de áudio visual, em vários países, a maioria deles recebe recurso incentivado, na França, na Inglaterra, na Itália, no Canadá, principalmente. O "Peixonauta", ele foi um marco nesse sentido, porque, na época não existia a lei do audiovisual para TV, só tinha para cinema. E foi o Fundo Setorial que nós usamos para fazer a primeira temporada do "Show da Luna".

 

Repórter Raíssa Lopes: E foi com o Fundo Setorial do Áudio Visual, do Ministério da Cultura, que, a partir de 2007, o governo passou a financiar filme de animação. Nesses dez anos, mais de R$ 100 milhões já foram investidos, trabalho que deu resultados. E o mercado brasileiro de animação viveu seu melhor cenário no ano passado com o lançamento de sete longas de animação financiados pelo fundo, além de outras 25 que estão em produção. E o número tende a aumentar, é o que conta a secretária-executiva do Ministério da Cultura, Mariana Ribas.

 

Secretária-executiva do Ministério da Cultura - Mariana Ribas: Para a gente mostrar os nossos talentos, mostrar os nossos filmes, e, de fato, abrir uma janela de oportunidade, a gente precisa, de fato, investir. A gente já tem séries que são feitas em coprodução com outros países. Então, acho que a tendência é que esse número aumente. A gente tem como exemplo aí o "Show da Luna" e o "Peixonauta", campeões de audiência.

 

Repórter Raíssa Lopes: E para quem também quer entrar neste cenário, estão abertas as inscrições para financiamento de novas animações, é o edital Cultura Gera Futuro, do Ministério da Cultura. São R$ 31 milhões para longas, curtas e minisséries. Para saber mais, acesse: cultura.gov.br. Reportagem, Raíssa Lopes.

 

Nasi: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Gabriela: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Nasi: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Gabriela: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Uma boa noite e um bom fim de semana.

 

Nasi: Uma boa noite para você e até segunda.

 

"Brasil, ordem e progresso".