09 DE AGOSTO DE 2018 - PODER EXECUTIVO

Destaques da Voz do Brasil: Reforço para garantir o trabalho dos policiais em todo o país. 8 mil novas viaturas vão ser compradas. E outros equipamentos também vão ser adquiridos. Governo está de olho em benefícios pagos a quem não tem direito. Publicadas novas regras que vão acelerar o cancelamento de 151 mil benefícios do BPC. E em mais uma reportagem especial sobre vacinas, o nosso recado hoje vai para os adolescentes. Meninos e meninas também precisam se proteger contra o HPV.

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Transcrição


Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá. Boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Quinta-feira, 9 de agosto de 2018.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia.

 

Gabriela: Reforço para garantir o trabalho dos policiais em todo o país.

 

Nasi: Oito mil novas viaturas vão ser compradas.

 

Gabriela: E outros equipamentos também vão ser adquiridos. Márcia Fernandes.

 

Repórter Márcia Fernandes: O governo também vai realizar outra licitação para a compra de coletes, drones, motos e armas, com custo de R$ 4 bilhões.

 

Nasi: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Gabriela: Governo está de olho em benefícios pagos a quem não tem direito.

 

Nasi: Publicada as novas regras que vão acelerar o cancelamento de 151 mil benefícios do BPC. André Luiz Gomes.

 

Repórter André Luiz Gomes: Na maioria dos casos irregulares, alguns benefícios estavam sendo pagos mesmo depois do falecimento do beneficiário.

 

Gabriela: Em e mais uma reportagem especial sobre vacinas, o nosso recado hoje vai para os adolescentes.

 

Nasi: Meninos e meninas também precisam se proteger contra o HPV.

 

Gabriela: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil, Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Nasi: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Gabriela: Mais veículos e armas, coletes e drones para equipar as delegacias de todo o país.

 

Nasi: O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, participou hoje de uma audiência pública e deu detalhes da licitação que deve melhorar a frota da polícia brasileira.

 

Gabriela: Neste ano R$ 5 bilhões do BNDES devem ser utilizados para apoiar o trabalho das forças policiais e garantir segurança à população.

 

Repórter Márcia Fernandes: A licitação prevê a compra de 8 mil viaturas ao custo de em R$ 1 bilhão, que vão ser usadas pelos órgãos de segurança de 20 estados e oito municípios brasileiros. O valor será financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o BNDES. Até 2022, R$ 40 bilhões do banco vão ser utilizados na segurança pública do país. O objetivo é fortalecer o setor, como explica o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann.

 

Ministro da Segurança Pública - Raul Jungmann: Nós estamos fortalecendo, modernizando e equipando as nossas polícias para o combate ao crime organizado e também à violência. De forma a poder levar a modernização, o reequipamento, o fortalecimento das forças policiais àquilo que nós queremos, trazer sossego e tranquilidade e combater, sobretudo, o crime organizado.

 

Repórter Márcia Fernandes: Com a compra veículos o Ministério da Segurança pública estima que 23% da frota de viaturas de todo o país seja renovada. O governo também vai realizar outra licitação para compra de coletes, drones, motos e armas, com custo de R$ 4 bilhões. Para o ministro Raul Jungmann, além de reduzir os índices de criminalidade, as medidas devem ajudar na economia e na geração de empregos.

 

Ministro da Segurança Pública - Raul Jungmann: Esse programa, para vocês terem uma ideia, terá efeitos econômicos muito positivos porque ele vai gerar 2 mil empregos diretos, 17 mil empregos indiretos e no total da economia, 68 mil empregos. Portanto, é um programa que se traz resultados no combate ao crime, na ampliação da segurança dos brasileiros e brasileiras, também traz benefícios nas áreas econômica e social.

 

Repórter Márcia Fernandes: A expectativa é que todas as delegacias especializadas na investigação de homicídios recebam novos equipamentos após as licitações. O edital para a compra das viaturas deve ser publicado em até um mês. Os veículos devem ser entregues até o fim do ano. Reportagem, Márcia Fernandes.

 

Nasi: O governo está de olho em benefícios pagos a quem não tem direito.

 

Gabriela: Hoje, o Ministério do Desenvolvimento Social publicou novas regras para o processo de avaliação e cancelamento dos Benefícios de Prestação Continuada, o BPC, que são pagos de forma irregular.

 

Nasi: A partir de agora, as notificações vão ser feitas diretamente pela rede bancária.

 

Gabriela: A ideia é acelerar o cancelamento de 151 mil benefícios que já contêm indícios de irregularidades como, por exemplo, renda familiar superior à exigida no programa.

 

Repórter André Luiz Gomes: O Governo Federal publicou nesta quinta-feira um decreto que muda a forma de notificação de pessoas de recebem o Benefício de Prestação Continuada, o BPC, e tiveram algum tipo de irregularidade detectada pelo Ministério do Desenvolvimento Social. A partir de agora, a rede bancária será utilizada para comunicar os beneficiários por meio dos caixas eletrônicos e dos extratos de pagamento, tornando o processo mais rápido. No último cruzamento de informações, o MDS identificou que, na maioria dos casos irregulares, a renda per capita era superior a meio salário mínimo, o dobro do permitido pela legislação. Alguns benefícios estavam sendo pagos mesmo depois do falecimento do beneficiário. Pela legislação anterior, o governo enviava a notificação por carta com aviso de recebimento, e no caso de não encontrar o beneficiário era publicado um edital de convocação no Diário Oficial da União. O ministro do Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame, ressalta que os direitos dos beneficiários serão garantidos.

 

Ministro do Desenvolvimento Social - Alberto Beltrame: O principal objetivo da edição desse decreto é o combate às fraudes existentes no BPC. Combatê-las de forma mais eficiente, mais eficaz e mais agilmente. A preocupação do Ministério do Desenvolvimento Social e do governo é não cometer nenhuma injustiça, seja no bloqueio, seja na suspensão ou mesmo no cancelamento de benefício. Nenhum direito vai ser violado, nenhum direito a menos para os beneficiários, tanto os idosos, quanto as pessoas com deficiência.

 

Repórter André Luiz Gomes: O BPC repassa um salário mínimo por mês para pessoas de deficiência ou com mais de 65 anos que têm renda familiar menor do que um quarto de salário mínimo por pessoa, ou seja, R$ 238,50. Reportagem, André Luiz Gomes.

 

"Saúde. Pra Você Viver Bem".

 

Nasi: Você tem ouvido esta semana aqui, na Voz do Brasil, uma série de reportagens especiais sobre a importância da vacinação.

 

Gabriela: Hoje vamos falar sobre o HPV, vírus que causa câncer em homens e mulheres.

 

Nasi: O principal deles, o câncer do colo do útero, responsável por milhares de mortes todos os anos no Brasil.

 

Gabriela: Mas, se hoje o câncer não tem cura, é possível prevenir com a vacinação.

 

Nasi: Todos anos o Ministério da Saúde realiza uma campanha para vacinar principalmente meninos e meninas compra o HPV.

 

Gabriela: Você, adolescente, já se vacinou? Ouça aí nosso recado.

 

Repórter Cleide Lopes: Jéssica Tavares tem 18 anos. Quando tinha 14 ela tomou a vacina contra o HPV, o principal responsável pelo câncer do colo do útero.

 

Entrevistada - Jéssica Tavares: Muito importante porque é uma questão de saúde, né? O câncer é uma das coisas que mais matam. Então, é sempre bom estar prevenindo o câncer.

 

Repórter Cleide Lopes: O HPV, o papiloma vírus humano, é uma doença transmitida por relações sexuais. O vírus é uma um dos responsáveis pelo aparecimento de câncer em homens e mulheres, entre eles o do colo do útero e de pênis, é o que explica o ginecologista Evandro Oliveira.

 

Ginecologista - Evandro Oliveira: É um vírus extremamente silencioso. Quando você tem alguma manifestação no colo do útero com certeza esse vírus já está ali há mais de cinco, seis anos. Por que é que é importante colocar isso? Porque no colo do útero a manifestação é muito assintomática. Então, as mulheres precisam ir a médico, fazer o exame de Papa Nicolau, porque quando você tem diagnóstico precoce da manifestação da doença a cura é de 100%.

 

Repórter Cleide Lopes: Um estudo realizado em parceria com o Ministério da Saúde, aponta que mais de 54% dos jovens entre 16 e 25 anos têm HPV. A pesquisa mostra ainda, que 37% dos entrevistados apresentam o vírus de alto risco. Por ano, 16 mil casos de câncer do colo do útero são diagnosticados, com 5 mil mortes. Para prevenir o HPV o Ministério da Saúde oferece a vacina de graça nos postos de todo o país, e tem campanha que é feita todo ano, inclusive, nas escolas para alertar o quanto a vacina é importante.

 

"Em um mundo onde os vírus estão à solta, seu filho pode contar com uma defesa. Não deixe seu filho perder a nova temporada de vacinação contra o HPV e fique atento às idades. Meninos de 11 a 14 anos e meninas de 9 a 14 anos".

 

Repórter Cleide Lopes: A Vanessa tem 13 anos e já está vacinada contra o HPV.

 

Entrevistada - Vanessa: Mesmo que não tenha iniciado minha vida sexual, eu prefiro me prevenir para evitar algumas coisas sérias, coisas assim.

 

Repórter Cleide Lopes: O Ministério da Saúde considera fundamental o apoio das escolas para reforçar a adesão dos jovens à vacina. Na escola de Vanessa a causa é levada a sério, é o que afirma a assistente social Renata Passeri.

 

Assistente social - Renata Passeri: Em 2016 houve essa mobilização nacional para vacinação, onde o colégio abriu as portas. A primeira dose foi dada aqui no colégio e a segunda a família deu encaminhamento depois junto ao posto de saúde.

 

Repórter Cleide Lopes: E no caso dos meninos, o Brasil é o primeiro país da América do Sul e o sétimo do mundo a oferecer a vacina HPV. Mateus tem 13 anos, ele já garantiu as duas doses da vacina e está imunizado.

 

Entrevistado - Mateus: É importante porque uma prevenção a mais também pode prevenir câncer e você não sabe sobre sua parceira também.

 

Repórter Cleide Lopes: O ginecologista Evandro Oliveira lembra que cuidar da saúde não é só coisa de mulher.

 

Ginecologista - Evandro Oliveira: A única forma que a gente tem hoje de erradicar o câncer de colo do útero é com a vacina, não existe outra forma. Isso é um fator importante porque os homens também precisam pensar da mesma forma que a mulher em fazer a vacina. Então, não é só vacinar a mulher, tem que vacinar o homem também.

 

Repórter Cleide Lopes: Então, o recado para os meninos e meninas está dado: vá a um posto de saúde para ver se a Carteira de Vacinação está em dia. Reportagem, Cleide Lopes.

 

Nasi: O Brasil precisa melhorar a infraestrutura em áreas como transportes e saneamento básico.

 

Gabriela: Mas o país vive um momento de ajuste fiscal e contensão de gastos.

 

Nasi: Por isso é importante a participação da iniciativa privada nesses investimentos.

 

Gabriela: Um relatório da Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos propõe medidas que poderiam atrair esses investimentos, especialmente em infraestrutura.

 

Repórter Pablo Mundim: O Brasil precisa nos próximos 20 anos de R$ 8,7 trilhões em investimentos em infraestrutura para dar maior qualidade de vida aos brasileiros. Esta foi a conclusão de um estudo feito pela Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos da Presidência da República. O relatório, realizado a partir de entrevistas com profissionais da iniciativa privada, apresenta 32 recomendações em áreas essenciais para o desenvolvimento do país, como transporte, saneamento e transmissão de energia. Na avaliação do secretário especial de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Hussein Kalout, a parceria com o setor privado é essencial. Ele lista algumas medidas que o relatório sugere para atrair esses investimentos.

 

Secretário especial de Assuntos Estratégicos da Presidência da República - Hussein Kalout: Novos marcos regulatórios, mais fáceis, mais eficientes, diria que licença ambiental, outro fator apontado pelo estudo, muitas vezes o processo de liberação para a construção de uma obra passa pela avaliação ambiental, e, muitas vezes, isso demora. Então, os investidores têm reclamado em pouco desse ponto.

 

Repórter Pablo Mundim: Para Guilherme Penin, um dos entrevistados pelo estudo da Secretaria de Assuntos Estratégicos, e diretor de uma empresa especializada em logística, o Brasil precisa do investidor privado para crescer.

 

Entrevistado - Guilherme Penin: A entrada de investimentos privados no segmento de infraestrutura é algo que o Brasil tem certamente que conseguir porque isso traz mais investimentos e mais eficiência na operação.

 

Repórter Pablo Mundim: O especialista em projetos de infraestrutura, Bruno Dario Werneck, que também participou do estudo, avalia que é necessário destravar investimentos privados no país.

 

Especialista em projetos de infraestrutura - Bruno Dario Werneck: Se a gente fizer o dever de casa, fizer esses ajustes, que não são ajustes traumáticos, são ajustes que refletem as melhores práticas internacionais, investidor não falta.

 

Repórter Pablo Mundim: Iniciativas como o PPI, o Programa de Parcerias de Investimentos, tem atraído investidores do setor privado, são concessões em aeroportos, rodovias, e transmissão de energia. Reportagem, Pablo Mundim.

 

Nasi: Agora é lei, a política de preços para o transporte rodoviário de cargas foi sancionada pelo Presidente Michel Temer e publicada hoje, no Diário Oficial da União.

 

Gabriela: A partir da agora, os preços dos fretes de produtos transportados no país não poderão ser menores, nem maiores que as referências determinadas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres, a ANTT.

 

Nasi: Hoje já em vigor a primeira tabela definida pela agência publicada em maio. A tabela leva em conta fatores dom distância percorrida, carga, tipo de caminhão, preço do combustível, entre outros pontos.

 

Gabriela: Ao sancionar o texto, o presidente vetou o perdão às multas de trânsito e sanções judiciais aplicadas a caminhoneiros. Esse item havia sido incluído por deputados e senadores durante a tramitação da Medida Provisória no Congresso.

 

Nasi: E ainda nesta edição.

 

Gabriela: A Voz do Brasil vai falar da capacidade da agricultura brasileira.

 

Nasi: Vamos produzir e colher cada vez mais.

 

Gabriela: E o desperdício?

 

Nasi: Daqui a pouco a gente detalha também ações para evitar que comida boa para o consumo vá para o lixo.

 

Gabriela: O Brasil deve colher mais de 226,8 milhões toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas.

 

Nasi: O levantamento para o ano foi divulgado hoje pelo IBGE, a colheita vai ser a segunda maior, perdendo só para a ano passado, quando a safra foi recorde no país.

 

Gabriela: A produção do milho e do arroz caíram, enquanto a soja aumentou em relação à projeção anterior.

 

Nasi: Já para a Conab, que faz estimativa da safra, de setembro deste a agosto do ano que vem, a projeção de colheita é de mais de 228 milhões de toneladas de grãos.

 

Gabriela: O superintendente de Informações do Agronegócio da Conab, Cleverton Santana, explica os motivos que levaram a esse resultado.

 

Superintendente de Informações do Agronegócio - Cleverton Santana: Nessa safra a área plantada dos principais produtos tiveram aumento, e, consequentemente, o que alcançamos foi uma produção recorde em alguns produtos. A soja alcançou quase 119 milhões de toneladas, é a maior safra da história nesses 40 anos de acompanhamento, e também o algodão, que nesse momento está em processo de colheita, e a estimativa é de 2 milhões de toneladas de pluma da cultura.

 

Nasi: E a tendência da produção de grãos no Brasil é continuar crescendo.

 

Gabriela: Um estudo do Ministério da Agricultura aponta que, nos próximos dez anos, o Brasil vai produzir quase 70 milhões de toneladas a mais de grãos.

 

Nasi: Isso contando com o crescimento da área plantada, e, principalmente, com o aumento da produtividade nas terras.

 

Gabriela: Como isso vai ser possível? A repórter Graziela Mendonça explica direitinho para a gente.

 

Repórter Graziela Mendonça: Arroz, feijão, soja, milho, trigo, muitos sãos os tipos de grãos que fazem da mesa do brasileiro. Eles são produzidos de Norte a Sul do país em fazendas como a do agricultor Roberto Barra, de Lucas do Rio Verde, no Mato Grosso. Hoje o estado é o maior produtor de soja do Brasil, mas ele conta que o começo não foi fácil.

 

Agricultor - Roberto Barra: Nós começamos na década de 80 aqui na região, enfrentando muita dificuldade, sem tecnologia, sem crédito.

 

Repórter Graziela Mendonça: Com a chegada da tecnologia ao campo e mais acesso a crédito, a produção de grãos foi aumentando em todo o país. E o salto deve ser ainda maior nos próximos dez anos, a projeção é chegar a 302 milhões de toneladas de grãos, um aumento de cerca de 30%. As exportações também vão continuar crescendo. Segundo o diretor substituto de Crédito e Estudos Econômicos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Antônio Luiz de Morais, o governo disponibiliza recursos para o agricultor acompanhar essa demanda.

 

Diretor substituto de Crédito e Estudos Econômicos - Antônio Luiz de Morais: Tem financiamento para o produtor rural fazer o plantio, tem o crédito de investimento que é para a aquisição de máquinas, para a construção de armazéns, para a irrigação, e tem o crédito para a comercialização.

 

Repórter Graziela Mendonça: Para esta safra estão sendo disponibilizados mais de R$ 191 bilhões em crédito. Só no primeiro mês do ano agrícola já foram contratados R$ 12 bilhões. O produtor de milho, Eduardo Costa, de Goioerê, no Paraná, conta que sempre acessa os recursos para a compra de máquinas e custeio de safra.

 

Produtor - Eduardo Costa: São volumes que a gente lida, né, no campo hoje, são volumes altos de dinheiro, e o risco é muito alto, né? Então, isso ajuda. E quanto mais antecipado o recurso chega, a gente consegue se programar melhor, fazer compras com preços melhores, aproveitar os descontos.

 

Repórter Graziela Mendonça: Além de garantir recursos, o governo também investe em ciência e tecnologia para a produtividade dos grãos. O desafio é cultivar mais e melhor de forma sustentável, sem aumentar tanto a área de plantio. A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Embrapa, realiza diversas pesquisas de melhoramento e manejo de grãos. O diretor-executivo de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa, Celso Moretti, explica como isso é feito.

 

Diretor-executivo de Pesquisa e Desenvolvimento - Celso Moretti: Nós fazemos cruzamento das plantas, né, para que aquela mesma planta que tem uma carga determinada de grãos, ela aumente a quantidade de grãos ali por planta. Nós também aumentamos a produção a partir do momento que nós desenvolvemos, né, técnicas de manejo das culturas para que elas sejam resistentes a pragas e a doenças.

 

Repórter Graziela Mendonça: Para quem trabalha no campo, investir em grãos é apostar no que o Brasil produz de melhor, é o que diz o produtor do Paraná, Eduardo Costa.

 

Produtor - Eduardo Costa: Nós temos aqui uma área muito grande, podemos ter um ganho de produtividade também grande ainda, e o que nós temos de melhor é o clima, né? Nós temos muita água, né? Que eu acho que vai ser o desafio do próximo século aí.

 

Repórter Graziela Mendonça: Ainda, segundo o estudo, a região Centro-Oeste deve ter o maior aumento na produção de grãos. Está prevista também expansão da cultura em direção ao Norte, com crescimento de 34%. Reportagem, Graziela Mendonça.

 

Nasi: E se o Brasil produz tanto, por outro lado, há uma preocupação para reduzir o desperdício.

 

Gabriela: É, Nasi. Segundo as Nações Unidas, um terço de todo alimento produzido no mundo vai para o lixo.

 

Nasi: As perdas ocorrem na produção, no transporte, na comercialização e entre os próprios consumidores.

 

Gabriela: Mas algumas iniciativas estão buscando mudar essa realidade.

 

Nasi: A ideia é desenvolver novas tecnologias ou ainda ampliar redes de garantem alimentação a quem precisa.

 

Repórter Nei Pereira: Numa creche que atende cerca de 120 crianças carentes da Cidade Estrutural, na periferia de Brasília, os meninos e meninas recebem todos os dias refeições ricas em frutas, verduras e legumes. São saladas, sucos, bolos e tortas que garantem uma alimentação saudável aos pequenos, como Ian da Silva Souza, de quatro anos.

 

Entrevistado - Ian da Silva Souza: Salada, comida e carne.

 

Repórter Nei Pereira: E suco do que você gosta?

 

Entrevistado - Ian da Silva Souza: De maracujá.

 

Repórter Nei Pereira: Parte dos alimentos servidos na creche é doada pelo banco de alimentos que funciona na Central de Abastecimento, a Ceasa do Distrito Federal. Produtores que comercializam no local doam para a banco os alimentos que não são vendidos, mas que estão bons para a consumo. E esses alimentos que seriam desperdiçados, abastecem instituições como creches e escolas. São em torno de 30 toneladas por mês, que ajudam pessoas que, muitas vezes, não têm o que comer, como ressalta o responsável técnico do banco de alimentos, Marcos Sampaio.

 

Responsável técnico de banco de alimentos - Marcos Sampaio: Brasília é um local onde encontramos muitas pessoas carentes que não têm o que comer, e através do banco de alimentos e as instituições sociais essas pessoas recebem alimentação diária.

 

Repórter Nei Pereira: Segundo estimativa da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação, um terço de todo o alimento produzido no mundo é desperdiçado ou descartado. O apoio de bancos de alimentos, como esse do Distrito Federal, é uma das principais ações do Ministério do Desenvolvimento Social no combate ao desperdício de alimentos, como destaca a diretora da Secretaria de Segurança Alimentar e Nutricional, Patrícia Gentil.

 

Diretora da Secretaria de Segurança Alimentar e Nutricional - Patrícia Gentil: Hoje nós temos 220 bancos de alimentos no Brasil, entre bancos público e privados e o MDS todo ano lança edital público de apoio à modernização desses bancos públicos, seja nas obras dos bancos ou também equipamentos, como câmara frigorífica.

 

Repórter Nei Pereira: A Embrapa, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, também desenvolve iniciativas para reduzir essas perdas pela metade até 2030. Entre as tecnologias criadas pela empresa, estão as embalagens que ajudam a preservar o produto, como conta o pesquisador Murilo Freire Junior.

 

Pesquisador - Murilo Freire Junior: Se nós considerarmos que um terço dos alimentos são perdidos e a maioria são através de danos físicos, né? Essa embalagem, além de individualizar os frutos, ela permite um melhor rendimento no frio. Então, isso é mais econômico. E o custo é muito pouco, R$ 0,20 mais ou menos é o custo de aplicação de um revestimento comestível e uma embalagem biodegradável.

 

Repórter Nei Pereira: Em outra frente, a Embrapa também trabalha com ações para conscientizar as pessoas sobre a importância de reduzir o desperdício de alimentos. Reportagem, Nei Pereira.

 

Gabriela: Para cumprir a meta de redução de emissão de gases líquidos de efeito estufa, previsto no Acordo de Paris e assinado pelo Brasil, o governo solicitou a elaboração de uma proposta com metas e ações.

 

Nasi: O documento vai ser elaborado pelo Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, um organismo formado por especialistas na área e que assessora a Presidência da República sobre o tema.

 

Gabriela: O fórum estuda o problema do aquecimento global e seus impactos para a país, além de definir políticas e ações para combater o problema.

 

Nasi: Durante reunião de trabalho do fórum hoje, o presidente Michel Temer destacou que a Brasil é um dos principais a assinar o Acordo de Paris e a se comprometer em combater o aquecimento global.

 

Presidente Michel Temer: Foi fruto do trabalho do meio ambiente que nos levou a ser um dos primeiros a depositar, na sede da ONU, a nossa concordância com o Acordo de Paris, logo após a China. De fora a parte a questão do desmatamento, que reduziu-se sensivelmente, de fora a parte a ampliação da Chapada dos Veadeiros, eu creio que 400% nós ampliamos a Chapada dos Veadeiros. Eu quero recordar que é preservação de boa parte do oceano, não é? Há tempos atrás nós tivemos uma grande preservação de reservas marinhas. Acabamos preservando uma área de conservação marinha que alcança o estado da Alemanha e da França unidos.

 

Gabriela: O fórum tem um prazo de 120 dias para organizar a proposta e levar ao debate junto com a sociedade.

 

Nasi: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Gabriela: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Nasi: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Gabriela: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você e até amanhã.

 

"A Voz do Brasil, Governo Federal".