08 de dezembro de 2017

Destaques da Voz do Brasil: Alimentos mais baratos puxam inflação para baixo em novembro. E índice acumulado do ano já é o menor desde 1998. Economia aquecida, em uma semana que os juros também caíram ao menor patamar dos últimos anos. Para o presidente Michel Temer, cenário precisa avançar, com a Reforma da Previdência. Presidente assina medida que reduz burocracia e aumenta competitividade na área tecnológica. Programa Avançar termina rodovia no estado do Rio de Janeiro. Obra começou há quase 23 anos.

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Transcrição

Apresentador Nasi Brum: Em Brasília 19h.




"Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".




Apresentadora Alessandra Bastos: Olá. Boa noite.




Nasi: Boa noite para você que está nos ouvindo em todo o país.




Alessandra: Sexta-feira, 8 de dezembro de 2017.




Nasi: E vamos ao destaque do dia.




Alessandra: Alimentos mais baratos puxam inflação para baixo em novembro.




Nasi: E índice acumulado do ano já é o menor desde 1998. Carolina Rocha.




Repórter Carolina Rocha: Além dos alimentos, contribuíram para a queda do índice os eletrodomésticos, equipamentos eletrônicos, passagens aéreas e transportes.




Alessandra: Economia aquecida numa semana que os juros também caíram ao menor patamar dos últimos anos.




Nasi: Para o Presidente Michel Temer, cenário precisa avançar com a reforma da previdência.




Presidente da República - Michel Temer: É uma espécie de fecho de todo movimento reformista que nós fizemos ao longo do tempo, isto é que fará o Brasil caminhar.




Alessandra: E você também vai ouvir na Voz do Brasil do hoje.




Nasi: Presidente assina medida que reduz burocracia e aumenta a competitividade na área tecnológica.




Alessandra: Programa Avançar termina rodovia do estado do Rio de Janeiro. Obra começou há quase 23 anos. Caroline Blauth.




Repórter Caroline Blauth: A Rodovia do Contorno vai tirar cerca de 9 mil veículos pesado do centro do Volta Redonda. Um novo corredor de desenvolvimento será criado para a região.




Nasi: Hoje na apresentação: Alessandra Bastos e Nasi Brum.




Alessandra: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar: www.voz.gov.br.




Nasi: Um dos sinais de que a economia brasileira está retomando o caminho do crescimento é a queda nos índices da inflação.




Alessandra: E no mês de novembro, o custo de vida medido pelo IPCA ficou bem baixinho, 0,28%.




Nasi: É. E quem vai às compras nos supermercados sentiu bem a diferença, pois foram os alimentos os principais responsáveis pela inflação mais baixa.




Repórter Carolina Rocha: Farinha de mandioca, tomate, pão francês, carnes e frutas, quem frequenta feiras e supermercados notou uma diferença nos preços no último mês. O empresário Giovani de Castro, de Brasília, comemorou que o tradicional cardápio do almoço brasileiro ficou mais barato.




Empresário - Giovani de Castro: Caiu bastante.




Repórter: É.




Empresário - Giovani de Castro: Bastante, tanto o arroz, feijão, a parte básica caiu bastante. É ótimo, é excelente.




Repórter: Por quê?




Empresário - Giovani de Castro: Quanto mais barato, melhor, ué.




Repórter Carolina Rocha: Para a médica Ana Cláudia Nunes, também de Brasília, a economia ajudou a mesa do brasileiro a ficar mais variada.




Médica - Ana Cláudia Nunes: Qualquer queda é significativa, a gente consegue comer melhor tendo coisas mais em queda, principalmente, essas coisas tão básicas, como o feijão, o açúcar, a carne também, que deu uma barateada no frango agora.




Repórter Carolina Rocha: A pesquisa de novembro do IPCA, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, divulgada nesta sexta-feira pelo IBGE, mostra que os alimentos mais baratos foram os principais responsáveis pelo índice, de 0,28% em novembro, abaixo do 0,42% de outubro. No acumulado de 2017, alimentos e bebidas caíram de preço em 2,4%, a maior queda do setor desde 1994. Quem explica o resultado favorável do mês é o gerente da pesquisa do IBGE, Fernando Gonçalves.




Gerente da pesquisa do IBGE - Fernando Gonçalves: Isso tudo é impacto da boa safra que teve no ano de 2017, que foi muito boa, foi uma safra histórica e isso contribuiu sobremaneira para que os preços ficassem, tivesse deflação do preço dos alimentos, principalmente para consumo no domicílio.




Repórter Carolina Rocha: No acumulado do ano, o IPCA está em 2,5%. Além dos alimentos, contribuíram para a queda do índice em novembro os eletrodomésticos, equipamentos eletrônicos, passagens aéreas e transportes. Por outro lado, subiram de preço os gastos com habitação. Reportagem, Carolina Rocha.




Alessandra: Hoje é Dia D, a Sexta Sem Mosquito. E a gente conversa, ao vivo, com o ministro da Saúde, Ricardo Barros, para fazer um balanço desse Dia D que foi realizado em todo o país. Olá, ministro, boa noite.




Ministro da Saúde - Ricardo Barros: Boa noite. Foi um dia muito bom, trabalhamos bastante na Sexta-Feira Sem Mosquito. O evento foi em Teresina, no Piauí, com várias autoridades, a governadora Margarete Coelho estava lá, o senador Ciro Nogueira, o senador Elmano, vários parlamentares, o Iracema Portela, o deputado Mainha, o deputado Paes Landim, de modo que tivemos realmente uma ação muito, assim, muito apoiada politicamente e fomos visitar, com os agentes de endemias, algumas residências que nós fomos ensinar como fazer para evitar os focos do mosquito.




Nasi: Ministro, o senhor também esteve na Paraíba, e por que é que o senhor escolheu esses estados?




Ministro da Saúde - Ricardo Barros: Não, porque nós estamos baseando... estou agora em Petrolina, né? Nesse momento estou em Petrolina, Pernambuco, com nossas lideranças aqui, os companheiros, meu colega ministro Fernando Bezerra também, e com o senador, com o prefeito, todos aqui nos apoiando nesse evento e tivemos... vamos indo ainda para Campina Grande. Vou chegar em Campina Grande à noite, mas amanhã faremos lá uma mobilização da Sexta-Feira Sem Mosquito, convocando todo cidadão para cuidar da eliminação dos focos de criação do mosquito da Dengue. Toda sexta-feira cada cidadão deve buscar eliminar os focos da sua casa, no seu local de trabalho, nos parques que frequenta no final de semana, queremos mobilizar as empresas, as escolas para motivar as pessoas. Aqui, Petrolina, reduziu mil por cento a Dengue. E nós queremos que isso aconteça em todo o país.




Alessandra: Ministro, conta para a gente como é que foi essa mobilização hoje no Brasil inteiro. O senhor já tem essa posição?




Ministro da Saúde - Ricardo Barros: Olha, eu estou numa correria danada, mas já recebi o relatório. Vários ministros estiveram em estados diferentes fazendo a mobilização da Sexta-Feira Sem Mosquito, em Brasília também. Tivemos uma mobilização no entorno de Brasília. Tivemos um esforço grande nas nossas salas de situação, que estão permanentemente trabalhando, em todos os estados, fazendo o monitoramento e incentivando a mobilização. E eu quero realmente fazer essa convocação porque nós reduzimos 92% a Zika do ano passado para esse, reduzimos 86% a Dengue do ano passado para esse e precisamos manter esses níveis baixos de infestação do Aedes aegypti. Então, isso requer que cada cidadão se conscientize que combater o mosquito é uma responsabilidade de cada pessoa. Não temos força pública, agentes de endemias capazes de estar em todos os lugares. Então, cada pessoa fazendo sua parte nós vamos avançar e vencer o mosquito.




Nasi: Então, conversamos com o ministro da Saúde, Ricardo Barros aí nesse enfrentamento ao mosquito Aedes aegypti. Obrigado, ministro, pela participação, ao vivo, aqui na Voz do Brasil.




Ministro da Saúde - Ricardo Barros: Obrigado.




Alessandra: E você que está nos ouvindo, já fez a sua lição de casa no combate ao mosquito Aedes?




Nasi: Pois é, hoje é o Dia D, a Sexta Sem Mosquito, campanha promovida pelo Ministério da Saúde, como ouvimos agora há pouco, para prevenir as doenças transmitidas pelo mosquito, como a Dengue, Zika e Chikungunya.




Alessandra: A repórter Cleide Lopes foi a uma escola do Distrito Federal, lá um teatrinho ajudou as crianças a aprender a lição. Agora elas sabem direitinho o que fazer para se proteger.




Repórter Cleide Lopes: Aqui no Distrito Federal, no Caic Unesco, em São Sebastião, cidade a cerca de 25 quilômetros do centro de Brasília, o dia foi de conscientização, e, acima do tudo, uma declaração de guerra. De um lado, o mosquito da Dengue, do outro a vigilante mirim é um Ester Pardim. E agora? Quem vai ganhar essa batalha?




"Vou lá na casinha de vocês e se eu encontrar água parada, eu vou colocar os meus ovinhos".




Repórter Cleide Lopes: A estudante Ester Pardim, de nove anos, já sabe de cor a lição de como combater ao mosquito.




Estudante - Ester Pardim: A gente limpa as calhas, vira a garrafa com a boca para baixo, fecha as lixeiras, põe o lixo no lixo, fecha as caixas d'água, tampa as latinhas. Aqui não, aqui ele não tem vez.




Repórter Cleide Lopes: Para o secretário executivo do Ministério da Saúde, Antônio Carlos Nardi, as crianças são vigilantes mirins capazes de mostrar que a luta compra a proliferação do mosquito começa dentro da própria casa.




Secretário executivo do Ministério da Saúde - Antônio Carlos Nardi: Por isso utilizarmos essas crianças, que chegam em casa e são verdadeiros agentes policiais mirins, cobrando do pai, da mãe, do avô, do tio e da tia para que ele execute a ação e deixe que a situação familiar esteja absolutamente sob controle.




Repórter Cleide Lopes: De acordo com o último levantamento rápido de índices de infestação, feito pelo Ministério da Saúde, 1.310 municípios estão em estado de alerta com índice de infestação de mosquitos em imóveis, que chega a quase 4% das residências. O Distrito Federal tem mostrado redução na infestação do mosquito em nos casos de Dengue e para continuar com esse trabalho, recebeu dois carros do Ministério da Saúde. Reportagem, Cleide Lopes.




Nasi: E para gerar empregos e mais investimentos em tecnologia e inovação, o governo alterou algumas regras da Lei de Informática.




Alessandra: A ideia é modernizar o setor trazendo mais desenvolvimento ao país.




Repórter Luana Karen: Pela Medida Provisória assinada pelo Presidente Michel Temer, as empresas que têm investimentos pendentes por conta da lei de informática, podem redistribuir esses investimentos ao longo de quatro anos. Na legislação atual, esse prazo é de apenas três meses. Em troca de investimentos em inovações no setor, a Lei de Informática reduz o IPI, o Imposto sobre Produtos Industrializados, para empresas que produzem equipamentos e componentes eletrônicos. Para o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, a modernização da lei vai trazer mais investimentos em pesquisa e desenvolvimento.




Ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações - Gilberto Kassab: Os investimentos em pesquisa aumentarão no nosso país, e, com isso, nós vamos ganhar mais qualidade naqueles que são nossos produtos. Poderemos exportar mais, poderemos efetivamente criar mais empregos e estaremos deixando para atrás um passado de muitos problemas.




Repórter Luana Karen: Uma outra mudança permite que empresas que faturam até R$ 30 milhões por ano possam destinar os investimentos em pesquisa e desenvolvimento para a projetos internos. Antes, esse teto era de R$ 15 milhões. Humberto Barbato, presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica, comemora.




Presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica - O que nós conseguimos hoje com o presidente foi justamente que elas vão aplicar novamente em pesquisa e desenvolvimento. Num setor que demanda tecnologia como o eletroeletrônico, isso é muito importante tanto para o setor, como para o Brasil.




Repórter Luana Karen: Luiz Carneiro, diretor de uma fábrica de celulares, que conta de 5 mil funcionários no Brasil e que nos últimos dez anos investiu quase R$ 0,5 bilhão em pesquisa e desenvolvimento no país, diz que a mudança vai trazer mais agilidade.




Diretor de uma fábrica de celulares - Luiz Carneiro: Com a Medida Provisória hoje você vai apresentar um relatório já auditado por uma auditoria externa, que é credenciada pelo governo e ele estaria praticamente aprovado. Então, você não vai ter mais essa espera de dez anos para você ter seus relatórios aprovados, que isso causava uma grande incerteza do mercado.




Repórter Luana Karen: O Presidente Michel Temer destacou que a modernização da lei de informática era uma demanda antiga do setor.




Presidente Michel Temer: Este pleito é um pleito que facilita, naturalmente, a atividade do setor eletroeletrônico, que estava paralisado há mais de dez anos e eu registrei que nós temos tido a oportunidade nesses 18 meses de governo de tirar, digamos assim, das gavetas, né, vários projetos que foram discutidos e pensados há muito tempo atrás e jamais foram levados adiante.




Repórter Luana Karen: A indústria de elétricos e eletrônicos deve encerrar 2017 com crescimento de 5% no faturamento e na produção. Durante o ano a setor recuperou 4.400 empregos e hoje gera 237 mil empregos diretos. Reportagem, Luana Karen.




Nasi: E mais cedo, ainda em São Paulo, o Presidente Michel Temer participou de encontro de empresários da indústria química.




Alessandra: Temer falou das ações do governo para melhorar o cenário econômico e reforçou que para o país continuar a avançar é necessário aprovar a reforma da previdência.




Nasi: É, segundo o presidente, a expectativa é votar a proposta de reforma na Câmara daqui a duas semanas.




Alessandra: A repórter Luana Karen também acompanhou e traz as informações.




Repórter Luana Karen: Do batom ao remédio, do alimento à mesa à pintura dos automóveis. Tudo passa pela indústria química, setor que responde por cerca de 2,5% do Produto Interno Bruto Brasileiro, que é a soma de todas as riquezas produzidas no país. Segundo o presidente da Associação Brasileira da Indústria Química, Marcos de Marchi, o Brasil tem tudo o que precisa para ser um dos maiores produtores de químicos do mundo.




Presidente da Associação Brasileira da Indústria Química - Marcos de Marchi: O Brasil é hoje um dos países mais bem posicionados para fomentar o crescimento da indústria química, porque nós temos tudo o que é necessário para sermos relevantes e competitivos: abundância de matérias-primas de origem fóssil, vegetal e mineral, mercado consumidor de porte, parque industrial completo com liderança regional em diversos setores. Todas as grandes empresas químicas mundiais estão industrialmente presentes no Brasil.




Repórter Luana Karen: Durante o encontro, o Presidente Michel Temer destacou os avanços em um ano de meio de governo, e afirmou que, para o Brasil entrar definitivamente nos trilhos, precisa simplificar as regras tributárias e aprovar a reforma da previdência.




Presidente Michel Temer: Então, o que é que remanesce da reforma? Visar um outro tópico que combate os chamados privilégios, ou, se quiserem, demasias, que são aqueles mais... que ganham muito no serviço público. Não são aqueles que até R$ 5.500, R$ 6 mil porque esses estão na faixa da Previdência Social. Não altera nada. Pega, assim, aqueles que ganham muito e que nem prejudicados estarão. Eles darão, sim, uma contribuição para o país e eu dou o exemplo o seguinte, alguém que ganha mais do que R$ 5.500, ganha R$ 30 mil, se aposenta com R$ 30 mil, ele tem o direito a aposentadoria de R$ 5.330,00, que é o limite da previdência dos trabalhadores privados, e pode fazer uma previdência complementar. Nem eles terão prejuízo. Então, quem hoje combate a reforma da Previdência tem que declarar: "Eu sou a favorável da manutenção dos privilégios". Eu pregando muito isso pela indispensabilidade desta reforma. É uma espécie de fecho de todo movimento reformista que nós fizemos ao longo do tempo. Isto é que fará o Brasil caminhar.




Repórter Luana Karen: O faturamento da indústria química brasileira deve chegar este ano a quase US$ 120 bilhões, cerca de 10% maior que o registrado em 2016. A maior parte está na produção de químicos de uso industrial e farmacêuticos, resultado que coloca a indústria química nacional entre as dez maiores do mundo. Reportagem, Luana Karen.




Alessandra: 19h16 no horário brasileiro de verão.




Nasi: Uma obra que começou há 23 anos.




Alessandra: Daqui a pouco vamos falar de uma rodovia no estado do Rio de Janeiro finalizada e inaugurada hoje por meio do programa Agora É Avançar.




Nasi: A Organização Mundial do Comércio, entidade que busca solucionar conflitos na relação comercial entre os países, vai promover de domingo a quarta-feira sua 11ª reunião ministerial.




Alessandra: O encontro vai ser em Buenos Aires e o Presidente Michel Temer participa da abertura.




Nasi: O repórter Paulo La Salvia, que vai acompanhar a participação do presidente, já está na capital Argentina e tem, ao vivo, outras informações. Uma boa noite, Paulo.




Repórter Paulo La Salvia (ao vivo): Boa noite, Nasi, Alessandra e a todos os ouvintes da Voz do Brasil. Aqui na capital Argentina são 6h18 da tarde. Buenos Aires está uma hora atrás de Brasília por conta do horário brasileiro de verão. Hoje também é feriado na Argentina, quando se comemora a Imaculada Conceição. (falha no áudio) OMC, além do Presidente Michel Temer, estão esperados aqui para a abertura da 11ª Conferência Ministerial da Organização Mundial do Comércio, os presidentes uruguaio, Tabaré Vázquez, do Paraguai, Horacio Cartes, e do Chile, Michelle Bachelet. O convite aos chefes de Estado partiu do presidente argentino Maurício Macri, que quer valorizar o encontro da OMC na Argentina e dar um peso político às decisões. Em paralelo às discussões, deve avançar o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, é o que afirma o secretário-geral de assuntos econômicos e financeiros do Itamaraty, Carlos Márcio Cozendey.




Secretário-geral de assuntos econômicos e financeiros do Itamaraty - Carlos Márcio Cozendey: Essa semana está acontecendo a reunião dos grupos negociadores em Bruxelas, nós estamos, portanto, analisando a oferta europeia para saber se ela é adequada. Portanto, os ministros em Buenos Aires vão discutir esse tema de como completar as ofertas e a nossa expectativa é que seja possível em Buenos Aires fazer o anúncio político da conclusão das negociações.




Repórter Paulo La Salvia (ao vivo): Olha, e são muitas as discussões dessa 11ª Conferência Ministerial da OMC na Argentina. Nós preparamos uma matéria para explicar um pouco como vai ser o encontro.




Repórter Paulo La Salvia: Vinhos de áreas marcas e tipos, uma especialidade da Argentina para o mundo, como os produtos agropecuários do Brasil: o café, a soja, o açúcar e as carnes, além de minérios como o de ferro. Mercadorias que fazem parte do comércio internacional, que no ano passado movimento ou, segundo a Organização Mundial do Comércio, cerca de US$ 15,5 trilhões. De acordo com o professor de macroeconomia e finanças da Universidade de Brasília, André Serrano, dinâmica que é resultado da globalização.




Professor de macroeconomia e finanças da Universidade de Brasília - André Serrano: Você tem um produto que é feito na China, um outro produto que é feito nos Estados Unidos, um outro país apenas monta, o produto primário sai de um país. Então, você tem uma interligação muito grande em os países membros de OMC.




Repórter Paulo La Salvia: A Organização Mundial do Comércio foi criada em 1995, reúne 164 países, incluindo o Brasil. Eles representam 98% do comércio internacional. Mas, mesmo com avanços, nos últimos, a principal bandeira da OMC continua sendo um comércio livre sem Barreiras. Este é um desafio em Buenos Aires, na Argentina, onde ocorre a 11ª Conferência Ministerial da OMC. A expectativa é sobre os próximos passos dos restantes dos países da organização. Para o professor de ciências políticas da Universidade de Brasília, Ricardo Caldas, a reunião deve avançar num tema que é consenso entre os países, a facilitação do comércio.




Professor de ciências políticas da Universidade de Brasília - Ricardo Caldas: Por exemplo, a padronização de processos nas aduanas, redução dos tempos que as mercadorias fiquem nos portos. São temas ligados à facilitação de comércio que ninguém, em princípio, é contra, nem as pessoas que defendem vigorosamente o livre comércio, nem os protecionistas. Mesmo os protecionistas aceitam que algum nível de importação acontecerá. Se haverá algum tipo de importação, que os procedimentos e os padrões nas alfândegas sejam os melhores possíveis.




Repórter Paulo La Salvia: Outro tema da 11ª Conferência Ministerial da OMC é a regulamentação do comercial eletrônico. Ele já responde por 23% do total de bens e serviços comercializados no mundo. Investimentos, compras governamentais e acesso a mercados também estão entre os assuntos do encontro, que ainda deve reforçar o compromisso dos países com as regras internacionais, segundo Renato Baumann, secretário adjunto de assuntos internacionais no Ministério do Planejamento.




Secretário adjunto de assuntos internacionais no Ministério do Planejamento - Renato Baumann: O que se espera é avanços no grau de disciplina do comércio. A falta de disciplina e de mecanismos de punição podem ter, a médio prazo, um impacto notável.




Repórter Paulo La Salvia: A 11ª Conferência Ministerial da OMC ocorre entre os dias 10 e 13 deste mês na capital Argentina. O Presidente Michel Temer participa da abertura do encontro neste domingo.




Repórter Paulo La Salvia (ao vivo): E na segunda voltamos na Voz do Brasil com tudo o que ocorreu na capital Argentina. Ao vivo, de Buenos, na Argentina, Paulo La Salvia.




Alessandra: Foi uma espera de mais de 20 anos.




Nasi: É, mas hoje a população de Volta Redonda, no estado do Rio de Janeiro, comemora.




Alessandra: É que com o programa Agora É Avançar, que está finalizando obras paradas em todo o país, a cidade recebeu hoje a rodovia tão esperada.




Nasi: A nova estrada vai desafogar o trânsito de caminhões, que antes circulavam no centro da cidade.




Repórter Caroline Blauth: Bate daqui, ajeita dali, tudo tem que estar perfeito. Afinal, foram 22 anos de espera por esse momento. A comerciante, Ana Angélica Tartáglia, moradora de Volta Redonda, a 130 quilômetros da capital carioca, conta que estava ansiosa pela conclusão dessa obra.




Moradora de Volta Redonda - Ana Angélica Tartáglia: A cidade fica muito, né, muito cheia de caminhão, muito carro. Então, acho que vai desabafar bem o trânsito.




Repórter Caroline Blauth: A espera faz sentido, a Rodovia do Contorno vai tirar cerca de 9 mil veículos pesados do centro de Volta Redonda. Menos, poluição, menos engarrafamento, menos estresse na cidade e mais tranquilidade para o transporte de carga. É o que espera José Eduardo, diretor de uma empresa de beneficiamento de aço, instalada na cidade desde o início da construção da rodovia, há quase 23 anos.




Diretor de empresa - José Eduardo: O mais importante que a gente entende nesse momento da inauguração da rodovia é para os motoristas que circulam nela, porque eles vão ter muito mais agilidade para chegar ao seu destino.




Repórter Caroline Blauth: A pista de 12 quilômetros e meio liga a BR-393 à BR-116, conhecida como Via Dutra. Ela é toda pavimentada e sinalizada. A obra custou R$ 104 milhões. Desse total, R$ 41 milhões foram investidos pelo Governo Federal por meio do Programa Avançar. De acordo do ministro da Secretaria Geral da Previdência da República, Moreira Franco, a ordem é não deixar mais nenhuma obra sem finalização.




Ministro da Secretaria Geral da Previdência da República - Moreira Franco: Nós temos que enfrentar e concluir obras que estão paralisadas, porque elas significam desperdício.




Repórter Caroline Blauth: O ministro anunciou, ainda, que o ritmo de entregas de obras seguirá intenso.




Ministro da Secretaria Geral da Previdência da República - Moreira Franco: Este é o exemplo que nós vamos, ao longo do ano de 2018, dar pelo Brasil inteiro, para que ao final do ano todas as obras do Programa Avançar estejam concluídas.




Repórter Caroline Blauth: Outros cinco projetos do Avançar estão em andamento no município, são universidades básicas de saúde, creches e centro de esportes. De Volta Redonda, Caroline Blauth.




Alessandra: O Nordeste do Brasil vive há cerca de seis anos um dos períodos de seca mais prolongados da história.




Nasi: E a falta d'água também atinge outras regiões do país.




Alessandra: O desafio de abastecer toda a população é um dos temas do 8º Fórum Mundial de Água, que vai ser realizado do Brasil no ano que vem.




Nasi: E hoje, quando faltam exatamente cem dias para o início do avento, a Agência Nacional de Águas reuniu no Rio de Janeiro, juízes e promotores para discutir soluções jurídicas inovadoras no campo de recursos hídricos.




Alessandra: E essas foram as notícias do Governo Federal.




Nasi: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.




Alessandra: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.




Nasi: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite e bom fim de semana.




Alessandra: Boa noite para você e até segunda-feira.




"Brasil, ordem e progresso".