10 de agosto de 2018 - poder executivo

Destaques da Voz do Brasil: A partir de agora vai ser possível apostar na loteria pela internet. De olho nas Olimpíadas de Tóquio, 127 novos atletas vão receber bolsa pódio do Ministério do Esporte. Brasil é referência no tratamento do AVC na rede pública de saúde. E vamos falar das novas ações que devem aperfeiçoar esse atendimento pelo SUS.

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Transcrição


Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá. Boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Sexta-feira, 10 de agosto de 2018.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia.

 

Gabriela: A partir de agora, vai ser possível apostar na loteria pela internet. Jackson II.

 

Repórter Jackson II: No portal Loterias Online da Caixa qualquer brasileiro acima de 18 anos que possua cartão de crédito poderá fazer suas apostas.

 

Nasi: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Gabriela: De olho nas Olimpíadas de Tóquio.

 

Nasi: Centro e vinte e sete novos atletas tão receber Bolsa Pódio do Ministério do Esporte. Bruna Saniele.

 

Repórter Bruna Saniele: Eles são a elite do esporte brasileiro e têm grandes chances de medalha.

 

Gabriela: Brasil é referência do tratamento do AVC na rede pública de saúde.

 

Nasi: E vamos falar das novas ações que devem aperfeiçoar esse atendimento pelo SUS.

 

Gabriela: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil, Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Nasi: E para assistir a gente, ao vivo, internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Gabriela: Quem já pensou em fazer uma aposta, aquela fezinha, mas desanimou quando viu a fila na lotérica?

 

Nasi: Pois é, quem gosta de loteria agora vai contar com mais facilidade para fazer seu jogo.

 

Gabriela: A Caixa Econômica Federal lançou uma nova modalidade de apostas pela internet em todos os jogos, como a Mega-Sena, a Lotofácil e Quina.

 

Nasi: A novidade deve aumentar a arrecadação nas apostas, e, com isso, também deve crescer o volume de dinheiro repassado para programas sociais do governo.

 

Repórter Jackson II: Dizem que sorte tem quem acredita nela, mas nem sempre conseguimos lançar a sorte, por exemplo, quando os jogos as loterias, como a Mega-Sena, se acumulam ou quando edições em datas comemorativas. As casas lotéricas ficam lotadas com filas que quilométricas. Fazer uma aposta nesse dia pode demorar muito, e, com isso, muita gente desiste. Mas você já imaginou fazer sua fezinha pela internet, no conforto de sua casa? Pois é, isso agora vai ser possível, e a novidade agradou.

 

Entrevistado: Bom, prático e rápido, né? Não acumula fila ali, não tem aquele aglomero de pessoas no dia de pagamento.

 

Entrevistada: Eu acho maravilhosa. Eu mesmo perco a chance de fazer jogo porque quando eu vejo a fila eu vou embora.

 

Entrevistado: Porque hoje em dia pegar fila é até uma coisa de passado, sendo que você vive na era dos aplicativos, dos sites. Então, você ter que fazer tudo isso online é basicamente um sonho.

 

Repórter Jackson II: No Portal Loterias Online da Caixa qualquer brasileiro acima de 18 anos que possua cartão de crédito poderá fazer suas apostas, independente de ter conta no banco. Todas as modalidades de jogos estão disponíveis, como a Mega-Sena, Lotofácil, Quina e Timemania. As apostas no portal são de no mínimo R$ 30, e, no máximo, R$ 500 por dia. A comercialização de bolão continua só nas lotéricas. A previsão da Caixa é que no primeiro ano das loterias online o portal provoque um aumento de 3% no volume total de apostas. O presidente da Caixa Econômica Federal, Nelson Antônio de Souza, explica que a medida quer atrair um novo tipo de público para os jogos lotéricos.

 

Presidente da Caixa Econômica Federal - Nelson Antônio de Souza: Hoje o público que frequenta as casas lotéricas tem, em média, 50 anos de idade. Esse público que frequenta o mercado livre ou o mercado eletrônico tem, em média, 30 anos. As mulheres que hoje só 15% frequentam as casas lotéricas, no mercado eletrônico é 50,4%. A maioria hoje estão fora desde as casas lotéricas.

 

Repórter Jackson II: Pelas regras das loterias federais, uma parte do valor arrecadado com as apostas é repassado ao Governo Federal para as áreas de educação, segurança, cultura e esporte. Então, anota aí. O endereço para apostas é: www.loteriasonline.caixa.gov.br. O banco também anunciou que vai lançar, ainda este ano, um aplicativo para os apostadores. Com locução de Jackson II, reportagem, Cleide Lopes.

 

Gabriela: Eles têm grandes chances de medalha nas próximas Olimpíadas no Japão.

 

Nasi: São 127 atletas que hoje foram contemplados com a Bolsa Pódio.

 

Gabriela: A categoria mais alta do programa Bolsa Atleta do Ministério do Esporte, que incentiva talentos e apoia a preparação desses esportivas.

 

Repórter Bruna Saniele: Aos sete anos ele entrou nos tatames pela primeira vez, em Florianópolis, Santa Catarina. Aos 13 anos já participava de campeonatos importantes. E, hoje, quase 20 anos depois, é o capitão da seleção brasileira de karatê. Estou falando de Douglas Brose, de 32 anos, atleta brasileiro que já conseguiu medalhas de ouro, prata e bronze em campeonatos mundiais da categoria, e vai receber pela primeira vez o Bolsa Pódio. Em 2020, o karatê estreia como modalidade olímpica e para Douglas o benefício do governo vai garantir sua participação em todas as etapas do circuito internacional da modalidade, o que aumenta suas chances de chegar ao torneio.

 

Atleta brasileiro - Douglas Brose: Com o esse apoio agora do Bolsa Pódio vai facilitar muito a nós conseguirmos nos organizar para prestar presentes em todas essas etapas e também conseguir se cercar cada vez mais aí bons profissionais para fazer uma boa preparação para chegar em Tóquio em busca de uma medalha.

 

Repórter Bruna Saniele: A lista divulgada hoje contempla 127 atletas de elite. Além do karatê, o skate também passa a ser uma modalidade olímpica. Entre os nomes contemplados estão medalhistas como Maíra Aguiar, Rafaela Silva e Rafael Silva, o Baby do judô, Arthur Zanetti e Flávia Saraiva, da ginástica artística, Hugo Calderano, nono do mundo no tênis de mesa. Para conseguir o benefício, o atleta precisa estar entre os 20 anos melhores da sua categoria no ranking mundial. O coordenador do Programa Bolsa Atleta do Ministério do Esporte, Mosiah Rodrigues, explica que o objetivo é ajudar o Brasil a se manter como destaque nas Olimpíadas.

 

Coordenador do Programa Bolsa Atleta - Mosiah Rodrigues: Os atletas, desde a iniciação, até o altíssimo rendimento já conhecem o programa e contam com ele para a sua preparação. Então, a gente segue monitorando os atletas, vale lembrar que a categoria pódio, o atleta precisa estar entre os 20 primeiros do ranking mundial. E o objetivo é manter esse apoio aos atletas, visando aí, potencializar os resultados e consolidar o Brasil como potência esportiva.

 

Repórter Bruna Saniele: A lista dos atletas Paralímpicos que vão receber o Bolsa Pódio está em fase final de avaliação. Além dos atletas contemplados no edital publicado hoje, outros 64 esportivas ainda recebem recursos do edital anterior. E se você é atleta de elite, fique atento, mais um edital deve sair até o fim do ano. Reportagem, Bruna Saniele.

 

Gabriela: Mais de mil famílias de Goiânia, Goiás, vão realizar o sonho da casa própria.

 

Nasi: Elas receberam a chave do novo lar pelo Minha Casa, Minha Vida.

 

Repórter Ana Paula Marra: A doméstica Lúcia Barbosa foi uma das 1.080 famílias que receberam em Goiânia a chave da casa própria pelo Minha Casa, Minha Vida. Agora, sem pagar aluguel, Lúcia conta que vai sobrar dinheiro para fazer outras coisas.

 

Doméstica - Lúcia Barbosa: Toda a vida eu morei de aluguel, sempre pagando aluguel, sempre com contratos, um ano num lugar, outro ano em outro, sempre assim, sempre a dificuldade financeira. Graças a Deus, Deus realizou o meu sonho da minha casa própria. Agora, sobrando mais, né, a gente pode investir em outras coisas também, né? Na alimentação, né, mobiliar a casa, quem sabe no futuro, um carro, não?

Repórter Ana Paula Marra: Outra família beneficiada é da vendedora Rosângela da Silva.

 

Vendedora - Rosângela da Silva: Hoje eu estou muito feliz, nós estamos muito felizes, vamos sair do aluguel. Vai sobrar mais dinheiro para a gente para a alimentação, para leite, né? Estávamos muito ansiosos e muito feliz e morar de... eu vou dar dignidade para minhas filhas, né, para os meus filhos, né?

 

Repórter Ana Paula Marra: Em Goiânia, o Presidente Michel Temer participou da entrega das chaves do Residencial Jardins do Serrado.

 

Presidente Michel Temer: Uma satisfação extraordinária porque você está dando dignidade, como foi dito aqui, às famílias que habitam essas casas.

 

Repórter Ana Paula Marra: O Minha Casa, Minha Vida é um programa de habitação do governo, que torna mais acessível a casa própria para famílias de baixa renda. Reportagem, Ana Paula Marra.

 

Gabriela: Ontem, nós falamos aqui na Voz do Brasil dos investimentos para equipar as polícias e diminuir a ocorrência de crimes no país.

 

Nasi: E hoje do Ministério da Segurança Pública explicou a importância da compra de coletes e viaturas que vão reforçar polícias dos estados e municípios.

 

Gabriela: De acordo com o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, ações que buscam mudar uma realidade confirmada em dados de divulgados nesta semana, que mostram, por exemplo, um aumento no número de crimes no Brasil.

 

Repórter Márcia Fernandes: Dados do Anuário de Segurança Pública, organizado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, apontaram que no ano passado foram registrados 63 mil assassinatos, uma média de sete mortes por hora. A insegurança da população e os índices de criminalidade levaram o governo a criar o Ministério da Segurança pública para combater o crime organizado e reduzir essas estatísticas. A ideia é criar um trabalho conjunto entre as polícias Civis, Militares, Federais e órgãos de inteligência. E para apoiar as forças policiais, o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, anunciou a primeira grande compra de equipamentos e viaturas para a polícia de todo o país.

 

Ministro da Segurança Pública - Raul Jungmann: Nós abrimos uma licitação de R$ 1 bilhão para a compra de aproximadamente 8 mil veículos. Esse R$ 1 bilhão e esses 8 mil veículos representam a renovação de aproximação 23% de toda a frota das polícias brasileiras. E está se iniciando o processo de licitação de 120 mil coletes de proteção individual para as polícias do Brasil. Nós teremos um excedente que, inclusive, é necessário de coletes vis-à-vis às forças policiais que nós temos no país. Em seguida, nós vamos fazer a licitação de drones, de armas, de motocicletas, e, assim por diante.

 

Repórter Márcia Fernandes: O número de estupros notificados, segundo o anuário, atravessou 60 mil casos. Raul Jungmann explica que para ajudar na investigação desses crimes vão ser destinados R$ 10 milhões para a criação de um banco com dados genéticos de estupradores.

 

Ministro da Segurança Pública - Raul Jungmann: Isso é fundamental para quando você ter o crime com estupro, por exemplo, se você tem o perfil genético e você recolhe o material, você pode passar por todo o banco que você tem, vão ser mais 75 mil, e identificar, né, se você tem material de alguns daqueles que estão presos, né, para que você possa fazer, então, a comprovação e punir o estuprador. Isso é algo da maior importância no sentido de combater exatamente a violência contra a mulher.

 

Repórter Márcia Fernandes: Outra ação que está em curso é a criação da Escola Nacional de Segurança Pública. O objetivo é formar gestores em inteligência em segurança. Reportagem, Márcia Fernandes.

 

Nasi: Ainda hoje, aqui na Voz do Brasil.

 

Gabriela: Vamos falar do transporte rural, que atende mais de 4 milhões de alunos que moram no campo.

 

Gabriela: E a inclusão de mais um professor dentro da sala de aula para a alfabetização em 50 mil escolas do país.

 

Gabriela: É daqui a pouquinho. Não saia daí.

 

Nasi: O AVC, Acidente Vascular Cerebral, pode deixar sequelas como paralisia e até matar.

 

Gabriela: Por isso, identificar os sintomas para prestar o atendimento rápido é o fundamental.

 

Nasi: Mais importante ainda é evitar fatores de risco para prevenir o AVC.

 

Gabriela: O SUS tem 60 centros para tratamento em todo o país.

 

Nasi: E o Brasil acaba de assinar um acordo com outros 12 países da América Latina para compartilhar experiências no tratamento do AVC.

 

Repórter Gabriela Noronha: O Acidente Vascular Encefálico ou Cerebral, AVC, também conhecido como derrame, ocorre quando há um entupimento ou rompimento dos vasos que levam sangue ao cérebro, o que pode provocar, por exemplo, problemas de fala, paralisia de braços ou pernas. É uma das principais causas de morte e de sequelas no Brasil e no mundo, atinge 16 milhões de pessoas ao redor do globo a cada ano, dessa, 6 milhões morrem. Identificar o AVC e prestar socorro rápido é importante para reduzir as sequelas, como explica a neurologista, Márcia Santos Neiva.

 

Neurologista - Márcia Santos Neiva: A gente consegue, com as letrinhas da palavra 'Samu', identificar um AVC. Então, o 'S', a gente vai pedir para a pessoa sorrir, quando ela sorrir você vai observar se a boca desvia de um lodo e para o outro, se a boca entorta. A letrinha 'A', você vai pedir para ela dar um abraço. Quando ela levantar os braços, um dos braços pode cair ou não conseguir fazer o movimento, esse é outro sinal, perda de força de um lado do corpo. O 'M', você vai pedir para ela contar uma música, pode ser o Parabéns Pra Você, alguma coisa. A fala pode estar embolada, como as pessoas dizem, ou mesmo ela não conseguir falar. E o 'U' é de urgente, ligue Samu: 192. O pessoal do Samu é totalmente treinado para identificar esses sinais e direcionar o paciente para um hospital que possa prover o tratamento adequado para ele.

 

Repórter Gabriela Noronha: O SUS, Sistema Único de Saúde, tem 60 centros de atendimento de urgência para pacientes com AVC. O Brasil é referência na América Latina no tratamento da doença. E, segundo o secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Francisco de Assis Figueiredo, o Brasil quer melhorar o trabalho de prevenção e de cuidado dos pacientes, para isso assinou este mês um compromisso com outros 12 países.

 

Secretário de Atenção à Saúde - Francisco de Assis Figueiredo: Pela primeira vez, juntos, estaremos compartilhando as melhores práticas, os melhores modelos de assistência, as melhores expertises entre 13 países incluindo o Brasil. No AVC, mais de o que nunca, nós lançamos em 2012 uma linha de cuidado. Então, nós já somos uma referência no atendimento do AVC.

 

Repórter Gabriela Noronha: O acreano José Maria da Silva, de Xapuri, sofreu dois AVCs. O tratamento pelo SUS ajudou a reduzir a sequelas.

 

Entrevistado - José Maria da Silva: Quando eu acordei de manhã, já acordei com muita dor. Se eu visse uma pessoa, eu via três pessoas na minha frente. Aí foi que o médico disse: "Pelo amor de Deus, pare de dirigir agora que você sofreu um AVC". Aí me encaminhou para a capital, aí eu fui para a Rio Branco. Eu sentia muitas dores na cabeça, assim, sabe?

 

Repórter Gabriela Noronha: José Maria também conta que abandonou hábitos como o cigarro, alimentos ricos em colesterol e consumo de bebidas alcoólicas, que contribuíram para dos dois AVCs, o primeiro aos 23 anos de idade, e também para um infarto.

 

Entrevistado - José Maria da Silva: Primeiro, cigarro nem pensar. Bebida, se você ultrapassar os limites, você vai ter problemas. Gordura, um início de você ter problema cardíaco, de certeza.

 

Repórter Gabriela Noronha: A neurologista Márcia Silva confirma que a melhor forma de combater o AVC é a prevenção.

 

Neurologista - Márcia Silva: Controlar a pressão com remédio, indo ao médico, fazendo atividade física, se alimentando, né, adequadamente, evitando ali o sal em excesso nos alimentos, comer bastante fruta, bastante verdura. Os diabéticos também são uma população de altíssimo risco para o AVC. Então, controlar o açúcar no sangue com a alimentação, com a medicação, com atividade física, os problemas de colesterol, o cigarro. Então, quem fuma tem um risco também muito mais elevado de ter AVC.

 

Repórter Gabriela Noronha: O acordo com os 12 países latino-americanos foi assinado durante o 21º Congresso Ibero-americano de Doenças Cerebrovasculares. Reportagem, Gabriela Noronha.

 

Gabriela: E na primeira semana de vacinação contra a paralisia infantil e o sarampo mais de 1,1 milhão crianças já foram vacinadas.

 

Nasi: O número corresponde a pouco mais de 10% do público-alvo da campanha.

 

Gabriela: A meta do Ministério da Saúde é vacinar 11 milhões de crianças de um a menores de cinco anos.

 

Nasi: A Campanha Nacional de Vacinação Contra a Pólio e o Sarampo vai até o dia 31 de agosto. As vacinas estão disponíveis de graça em todos os postos de saúde do país.

 

Gabriela: Como está o transporte escolar aí no seu município?

 

Nasi: O Governo Federal garante recursos para manutenção desse tipo de transporte, que atende mais de 4 milhões de estudantes em áreas rurais.

 

Gabriela: E agora, uma pesquisa vai traçar quais os principais problemas para que sejam encontradas as soluções.

 

Estudante - Fredson dos Santos: Passa na porta da casa, é só chegar lá na parada, pronto, subiu, ele já passa na hora certinha. Está de parabéns, indo na escola aqui de transporte. Estou gostando muito.

 

Repórter Nei Pereira: Fredson dos Santos já está da reta final do ensino médio e não pode perder nenhum dia de aula. Morador da zona rural do Distrito Federal, conta com transporte escolar. Na escola de Fredson estudam 1,2 mil alunos em três turnos. Enquanto uma turma chega, outra volta para casa. Abigail Feitosa mora há cerca de 15 quilômetros de onde ela estuda e não teria outra opção para chegar à escola.

 

Estudante - Abigail Feitosa: O ônibus normal que a gente usa na cidade, o que a gente paga, e tal, não passa em frente à minha casa, então ficaria muito difícil.

 

Repórter Nei Pereira: Em todo o Brasil mais de 4,5 milhões de estudantes dependem do transporte escolar para ir à escola. Há estudante que vai de ônibus, lancha e até de bicicleta. Para manter toda essa rede funcionando, o Governo Federal tem dois programas para apoiar estados e municípios: o Caminho da Escola, que oferece os meios de transporte e o Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar, que libera recursos para a manutenção e aluguel de ônibus terceirizados. O vice-diretor da escola na área rural do Distrito Federal, Jânio Sena, destaca que sem o transporte a unidade não teria condições de funcionar.

 

Vice-diretor de escola - Jânio Sena: Grande parte dos alunos utilizam dessa modalidade de transporte, sem o qual, né, seria muito provável que eles conseguissem vir à escola, né?

 

Repórter Nei Pereira: E para melhorar o atendimento aos alunos que dependem do transporte rural, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, FNDE, está fazendo uma pesquisa em nível nacional. Os formulários estão na internet e são direcionados a gestores municipais, diretores de escolas e conselheiros de controle social do Fundeb, o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização do Profissionais da Educação. A coordenadora-geral dos Programas de Transporte Escolar do FNDE, Maria Nazaré Marinheiro, ressalta a importância da pesquisa.

 

Coordenadora-geral dos Programas de Transporte Escolar do FNDE - Maria Nazaré Marinheiro: Certamente que o que vier da sociedade é o retrato que a sociedade traga para nós. Onde esse retrato estiver falho é evidente que nós vamos procurar melhorar.

 

Repórter Nei Pereira: A pesquisa traz perguntas sobre qualidade e durabilidade dos veículos, facilidade de acesso dos estudantes, segurança, entre outras questões. O prazo para responder o questionário vai até o 15 de agosto. Mais informações no site do FNDE, no endereço fnde.gov.br. Reportagem, Nei Pereira.

 

Nasi: E a aprender a ler e a escrever é uma fase importante da vida.

 

Gabriela: Mas, muitas crianças têm dificuldades, não conseguem acompanhar a idade certa do aprendizado.

 

Nasi: Para o Ministério da Educação, toda criança deve estar alfabetizada até o fim do segundo ano do ensino fundamental.

 

Gabriela: E para apoiar esse aprendizado, o Programa Mais Alfabetização inclui mais uma instrutora dentro da sala da aula.

 

Nasi: A repórter Luana Karen explica como já está funcionando em 50 mil escolas do país.

 

Repórter Luana Karen: A professora dita palavras que fazem parte do imaginário popular e o desafio é pôr no papel o que os ouvidos captam.

 

Professora: Saci, Curupira, folclore.

 

Repórter Luana Karen: Aos poucos a leitura também vai fluindo.

 

Estudante - Zaine Sofia dos Santos: Urso, mingau e cachinhos. Juntando as palavras e as consoantes, aí dá.

 

Repórter Luana Karen: Zaine Sofia dos Santos, de sete anos, revela o segredo para aprender a ler.

 

Estudante - Zaine Sofia dos Santos: Ver quanto que é a palavrinha, por exemplo, vou formar mingau. Mingau, três pedacinhos. Aí eu vou e escrevo mingau, aí fala: Não, isso dia dá quatro pedacinhos, você tira o outro e fica três.

 

Repórter Luana Karen: Desde maio, Kênia Patrícia Balduino Silva acompanha de perto a evolução dos alunos, ela é assistente da professora no reforço para garantir a alfabetização dos menores. O trabalho é desempenhado dentro de sala, durante as aulas regulares.

 

Assistente da professora - Kênia Patrícia Balduino Silva: E eu fico geralmente com as crianças que têm uma dificuldade maior, que ainda não sabem e nem escrever. Então, eu vou auxiliando elas individualmente, e, com isso, elas conseguem desenvolver melhor.

 

Repórter Luana Karen: A expectativa é que ao final do ano do ensino fundamental as crianças saibam ler, escrever e fazer contas simples, ou seja, estejam alfabetizadas. Mas dentro de sala cada um tem um ritmo, uma dificuldade maior aqui, outra ali, precisando também de um atendimento diferenciado. E é para garantir a igualdade no processo de aprendizagem que foi criado o Programa Mais Alfabetização. O diretor de Currículos e Educação Integral do Ministério da Educação, Raph Gomes, fala da importância da alfabetização na idade certa.

 

Diretor de Currículos e Educação Integral - Raph Gomes: Se a criança, ela não é alfabetizada naquele período próprio, né, nesse período inicial, provavelmente é uma criança, que ela vai reprovar posteriormente, é uma criança que vai ter dificuldade em continuar os seus estudos. Então, por isso esse foco total e essa concentração nessa fase inicial, né, no primeiro e segundo ano do Ensino Fundamental.

 

Repórter Luana Karen: A Escola Classe 02, localizada do Gama, há 30 quilômetros de Brasília, participa do programa. Lá são 164 alunos matriculados nas séries iniciais do Ensino Fundamental. Além dos professores, eles contam com quatro profissionais mantidos pelo Ministério da Educação para reforçar o aprendizado em sala da aula. O assistente de alfabetização fica à disposição da escola dez horas por semana. Segundo o diretor Robson Freire de Souza, com o assistente, o professor tem mais condições de acompanhar a evolução da turma.

 

Diretor de escola - Robson Freire de Souza: Todo o contexto programado e planejado pelo professor e junto com a assistente inclui toda a turma, né? Então, não é só uma situação pontual onde você verifica o aluno que está em defasagem ou com dificuldade, mas todo o contexto da turma. Então, auxilia o professor e auxilia diretamente o aluno.

 

Repórter Luana Karen: Quase 50 mil escolas em cerca de 5 mil municípios aderiram ao Programa Mais Alfabetização. Além do assistente de alfabetização, o MEC oferece recursos para compra de material didático e apoio técnico para a implementação do programa. Reportagem, Luana Karen.

 

Gabriela: O ambiente de trabalho às vezes pode esconder perigos para a saúde.

 

Nasi: Em locais como indústrias, salões de beleza ou mesmo lavouras, o trabalhador pode entrar em contato com substâncias cancerígenas.

 

Gabriela: Segundo o Ministério do Trabalho, o câncer ocupacional já representa de 2% a 4% dos casos da doença.

 

Nasi: E para prevenir a exposição dos trabalhadores a esses agentes, o Ministério criou um grupo de estudo formado por governo, empregadores e trabalhadores.

 

Gabriela: O grupo vai se reunir a cada dois meses e avaliar se é preciso criar novas normas técnicas, lançar campanhas de conscientização, entre outras medidas para evitar o problema.

 

Nasi: As propostas serão apresentadas até o fim do ano.

 

Gabriela: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Nasi: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Gabriela: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Nasi: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Uma boa noite e um bom fim de semana.

 

Gabriela: Uma boa noite para você e até segunda.

 

"A Voz do Brasil, Governo Federal".