10 de novembro de 2017

Destaques da Voz do Brasil: Nova lei trabalhista entra em vigor. E mudanças devem garantir 2 milhões de novos empregos, em 2 anos. Você ouvinte, vai saber os principais pontos da lei. Inflação de janeiro a outubro tem a menor taxa em 19 anos. Domingo é dia de prova do Enem. Estudantes vão encarar questões de matemática e ciências naturais. E atenção: começou a campanha Papai Noel dos Correios.

audio/mpeg VOZ101117.mp3 — 46948 KB




Transcrição

Voz do Brasil - 10/11/2017

 

 

Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19 horas.

 

"Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje."

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá, boa noite.

 

Nasi: Boa noite pra você que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Sexta-feira, 10 de novembro de 2017.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia.

 

Gabriela: Nova lei trabalhista entra em vigor amanhã.

 

Nasi: E mudanças devem garantir dois milhões de novos empregos em dois anos.

 

Gabriela: Você, ouvinte, vai saber os principais pontos da lei.

 

Nasi: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Gabriela: Inflação de janeiro a outubro tem a menor taxa em 19 anos. Natália Melo.

 

Repórter Natália Melo: A boa safra de grãos de 2017 continua puxando o preço dos alimentos para baixo e é uma das razões para a inflação em queda este ano.

 

Nasi: Domingo é dia de prova do Enem. Estudantes vão encarar questões de matemática e ciências naturais.

 

Gabriela: E atenção, começou a campanha Papai Noel dos Correios. José Luís Filho.

 

Repórter José Luís Filho: E o Papai Noel está pronto para receber as cartas. E, com a ajuda dos funcionários dos Correios e da população de todo o Brasil, espera levar alegria para milhares de crianças neste Natal.

 

Nasi: Hoje na apresentação da Voz do Brasil, Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Gabriela: E pra assistir a gente ao vivo na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Nasi: Dois milhões de novos empregos em dois anos. Essa é a projeção do Governo Federal a partir das mudanças nas relações trabalhistas que passam a valer a partir de sábado.

 

Gabriela: O governo defende que a geração dos empregos virá com as mudanças nos tipos de contratos de trabalho, como o temporário, o remoto e o intermitente, que é quando o trabalhador está à disposição da empresa, até ser convocado para o trabalho.

 

Nasi: Esse é o tema da reportagem de hoje da nossa série especial sobre a modernização trabalhista.

 

Repórter Luana Karen: As novas regras para as relações de trabalho prometem trazer menos rigidez e dar mais liberdade para contratações. A expectativa do presidente do Conselho de Relações do Trabalho, da Confederação Nacional da Indústria, Alexandre Furlan, é que o país entre numa nova era de geração de empregos.

 

Presidente do Conselho de Relações do Trabalho - Alexandre Furlan: O que gera emprego é confiança na economia, é investimento. E isso eu acho que ela vai propiciar, na medida em que ela está trazendo muito mais segurança jurídica para o empresário.

 

Repórter Luana Karen: O Brasil ocupou hoje a posição 117 entre 138 países, quando o assunto é eficiência do mercado de trabalho, segundo um ranking do Fórum Econômico Mundial. Com a modernização da legislação trabalhista, a expectativa é que o país avance mais de 30 posições na lista. Segundo o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, a nova legislação deve gerar milhões de empregos nos próximos anos.

 

Ministro do Trabalho - Ronaldo Nogueira: Com a regulamentação dos contratos de trabalho intermitente, temporário e trabalho remoto, o Brasil tem capacidade de gerar, nos próximos dois anos, dois milhões de postos de trabalho, somente nessa modalidade de atividade.

 

Repórter Luana Karen: Além do contrato de trabalho tradicional que se tem hoje em dia, com trabalhadores se deslocando de segunda a sexta para o escritório, por exemplo, a nova legislação traz duas novas possibilidades. Uma delas é o trabalho em casa, também chamado de teletrabalho ou home office. A forma como o trabalhador vai desempenhar a função, como jornada, equipamentos utilizados e custos com internet e conta de telefone, por exemplo, deverá estar no contrato de trabalho. Patrícia Luque (F), chefe da divisão sindical da Confederação Nacional do Comércio, acredita que as novas regras vão deixar o ambiente mais seguro para novas contratações.

 

Chefe da divisão sindical da Confederação Nacional do Comércio - Patrícia Luque (F): Isso vai ser muito bom pro comércio, porque ele vai poder ter um ambiente de negócio mais saudável, mais seguro. E a segurança jurídica é a que o empreendedor quer e o trabalhador também.

 

Repórter Luana Karen: Uma outra possibilidade nova de contratação é o trabalho intermitente. Nesse modelo, a empresa faz um contrato com o funcionário, que fica à disposição até ser convocado para o trabalho. O empregado vai receber proporcional ao período em que prestou serviço para a empresa. Ele também terá direito a carteira assinada e aos benefícios trabalhistas e previdenciários. Pedro Nícola é dono de uma central de produção e de quatro lojas que vendem pães, bolos, tortas e salgados em Brasília. Com as novas regras, Pedro pensa em retomar projetos para expansão dos negócios.

 

Comerciante - Pedro Nícola: INSS, FGTS, essas obrigações trabalhistas todas vão continuar sendo pagas, só que o formato de contrato de trabalho é diferente. Isso possibilita à empresa, vai possibilitar à empresa oferecer novos serviços, conseguir, a gente conseguir atender melhor os nossos clientes.

 

Repórter Luana Karen: E na próxima reportagem da nossa série especial sobre a modernização das leis trabalhistas, vamos falar sobre como a sociedade está se preparando para a entrada em vigor das novas regras. Reportagem, Luana Karen.

 

Gabriela: E como dissemos, a nova lei trabalhista entra em vigor amanhã.

 

Nasi: E para esclarecer alguns pontos, a gente conversa agora com a assessora-chefe da Casa Civil da Presidência da República, Martha Seillier, que está aqui no estúdio da Voz do Brasil. Boa noite, Martha.

 

Assessora-chefe da Casa Civil da Presidência da República - Martha Seillier: Boa noite, Nasi, boa noite, Gabriela e ouvintes do todo (F) Brasil.

 

Nasi: Nos últimos dias, recebemos muitas dúvidas dos nossos ouvintes sobre a nova lei trabalhista. Eles querem saber, por exemplo, se houve alguma alteração em direitos como FGTS, seguro-desemprego, e muita recisão de contrato, e por recisão de contrato.

 

Assessora-chefe da Casa Civil da Presidência da República - Martha Seillier: Essa é uma boa pergunta, Nasi. Os principais direitos da legislação trabalhista brasileira estão previstos na nossa Constituição. Então, os direitos mais importantes, o 13º, as férias remuneradas, o repouso semanal remunerado, o FGTS, o seguro-desemprego, nada disso está mudando, Nasi. A modernização trabalhista veio muito no sentido de trazer novas oportunidades, de trazer a nossa legislação pra 2017, pro tipo de trabalho que nós temos hoje, adaptando a modernidade das nossas relações. Então, todos esses direitos que os nossos trabalhadores estão acostumados, e que são tão importantes, estão mantidos, Nasi.

 

Gabriela: E nas férias, o que muda?

 

Assessora-chefe da Casa Civil da Presidência da República - Martha Seillier: As férias são um bom exemplo dessa flexibilização. A nossa legislação, de 1943, proibia, por exemplo, que uma pessoa com mais de 50 anos, parcelasse as suas férias. Veja você que, em pleno 2017, isso não faz sentido. Se o trabalhador quiser tirar os seus 30 dias de férias corridos, não tem problema nenhum, a modernização permite a continuidade da regra atual. Mas e se ele quiser parcelar? E se ele quiser viajar até três vezes para lugares diferentes? Agora ele vai poder. É só negociar agora com o empregador, ele pode tirar três parcelas. Uma delas tem que ter pelo menos 14 dias, essa fica sendo a única amarra. Mas ele vai ter muito mais liberdade pra poder planejar e curtir as suas férias.

 

Nasi: Agora, sobre o horário de almoço. Tem muita gente que não precisa de uma hora de intervalo. O trabalhador vai poder diminuir esse período?

 

Assessora-chefe da Casa Civil da Presidência da República - Martha Seillier: Vai sim. Tem uma restrição para que o horário de almoço nunca seja inferior a 30 minutos. Mas a gente sabe que, principalmente nas cidades com muito trânsito, às vezes você sair 15 minutinhos antes do trabalho significa chegar em casa bem mais cedo. Então, o que a modernização da legislação trabalhista fez foi a possibilidade de negociação. Se o trabalhador quiser, por exemplo, em vez de tirar uma hora de almoço, tirar 40 minutos pra poder sair 20 minutos mais cedo e, assim, conseguir chegar mais cedo em casa, ou voltar a estudar depois, ou atender a outros compromissos, ele vai poder. Então, menos rigidez e mais flexibilidade pra atender a vontade do trabalhador brasileiro.

 

Gabriela: Martha, e muitos ouvintes também querem saber sobre o banco de horas. Como é que vai funcionar?

 

Assessora-chefe da Casa Civil da Presidência da República - Martha Seillier: A regulamentação do banco de horas é importante para ele ser mais utilizado. O que é interessante do banco de horas? É você poder organizar sua semana junto com seu empregador e ter mais liberdade para realizar também as suas atividades. Vou dar aqui um exemplo: Suponha que você queira, precisa atender um compromisso no fim de semana, precisa sair um pouco mais cedo na sexta-feira, pra fazer uma viagem ou algo parecido. Por que não trabalhar mais de segunda a quinta pra te permitir sair mais cedo na sexta e ter esse compromisso? Então, o banco de horas vai funcionar nesse sentido. Aquilo que for bom para o trabalhador, mas que der também pra ajustar e negociar com o empregador, por que não? Por que tanta rigidez? Esse é o espírito da nova lei.

 

Nasi: Agora, tudo isso começa a funcionar a partir de amanhã, não é?

 

Assessora-chefe da Casa Civil da Presidência da República - Martha Seillier: Isso, amanhã acho que é uma data muito importante, a gente tem que lembrá-la, e acho que vamos falar muito dela no futuro. Onze de novembro é a data que a gente traz a legislação trabalhista brasileira realmente pra 1900... Pro nosso 2017, ou seja, que a gente considera a modernidade das nossas relações hoje também na lei que nos protege nos nossos direitos trabalhistas. Então, vamos ficar de olho, porque a expectativa é muito positiva. Acho que temos como criar novos empregos, diminuir a informalidade, que tem sido tão entristecedora para o Brasil. Porque a verdade é que quando você diz que 40 milhões de brasileiros não têm carteira assinada, que é a nossa triste realidade hoje, você está dizendo que 40 milhões de brasileiros não têm a legislação trabalhista protegendo eles. Então, é pra eles que nós estamos olhando, queremos incluí-los nos direitos trabalhistas, todos os direitos garantidos e trazendo pra era da modernidade.

 

Gabriela: Pois é, nós conversamos com a assessora-chefe da Casa Civil da Presidência da República, Martha Seillier. Muito obrigada, Martha, pela sua participação aqui na Voz do Brasil.

 

Assessora-chefe da Casa Civil da Presidência da República - Martha Seillier: Obrigada a vocês.

 

Nasi: E a geração de empregos por meio da nova lei trabalhista também foi um dos assuntos que o presidente Michel Temer falou ontem na entrevista exclusiva à Voz do Brasil.

 

Gabriela: Durante o programa, transmitido direto do Palácio do Planalto, Temer comentou sobre vários outros temas.

 

Nasi: A repórter Luana Karen acompanhou a entrevista e conta pra gente como foi.

 

Repórter Luana Karen: Um dia para ficar na história. Pela primeira vez, um presidente da República participou ao vivo da Voz do Brasil, o programa de rádio mais antigo do país. Faltavam dez minutos para as 7h da noite quando o presidente chegou à sala de reuniões, ao lado do seu gabinete, no 3º andar do Palácio do Planalto. O presidente cumprimentou a equipe do programa e contou histórias pessoais sobre a experiência como ouvinte da Voz. O trabalho da equipe técnica, que passou a tarde montando e testando todos os equipamentos, garantiu a transmissão ao vivo para todo o país. Microfones abertos, programa no ar. Chegou a hora do presidente Michel Temer falar diretamente com os milhões de ouvintes da Voz do Brasil.

 

Presidente Michel Temer: Boa noite a você, ouvinte da Voz do Brasil. É muito bom conversar com vocês e poder falar para todo o país das ações que temos feito para fazer o Brasil avançar.

 

Repórter Luana Karen: Na entrevista exclusiva, o presidente respondeu a perguntas dos ouvintes, como a do pedreiro Ivanildo de Souza, de Sergipe, que estava em dúvidas sobre se perderia algum direito com a modernização das leis trabalhistas.

 

Presidente Michel Temer: E quero falar a você, Ivanildo, e aos nossos ouvintes da Voz do Brasil, que a nova lei, que começa a valer agora, no próximo sábado, não retirou nenhum direito do trabalhador. Você continua tendo direito a férias, 13º, Fundo de Garantia, tudo isso continua. Veja a importância desta lei: Os tempos mudaram e era preciso se adaptar, e isso significa acelerar a retomada dos empregos e dar direitos a quem trabalha na informalidade, ou seja, não tem carteira assinada.

 

Repórter Luana Karen: O presidente Michel Temer aproveitou a pergunta do Ivanildo para anunciar o lançamento do aplicativo OPS, Oportunidade de Serviço, que vai reunir microempreendedores individuais que queiram oferecer serviços usando a tecnologia. Pelo aplicativo, o usuário escolhe que tipo de profissional pretende contratar e em qual cidade, e uma lista de autônomos é mostrada. Programas sociais, como o Bolsa Família, o Criança Feliz e o Minha Casa Minha Vida também foram tema da entrevista exclusiva. O presidente Temer apresentou ainda um balanço da regularização de terras.

 

Presidente Michel Temer: Nenhum governo garantiu tanta posse da terra a quem não tinha nem posses, nem propriedade. Para você ter uma ideia, até setembro deste ano, já entregamos 114.700 títulos para famílias que há muitos anos esperavam por isso. Nos treze anos anteriores ao meu governo, a média era pouco mais de 30 mil entregas de títulos por ano. Nosso objetivo é terminar o governo fazendo muito mais do que foi feito nos treze anos anteriores.

 

Repórter Luana Karen: Temer também falou sobre o que os brasileiros podem esperar do futuro.

 

Presidente da República - Michel Temer: O que eu quero transmitir ao povo brasileiro é uma mensagem de otimismo, porque o governo está fazendo muito, o brasileiro é naturalmente otimista, o brasileiro é naturalmente pacífico, ele se irmana com as pessoas. Então, vamos acabar com essa coisa de brasileiro contra brasileiro, mas vamos fazer brasileiro com brasileiro. A solidariedade entre os brasileiros é uma coisa importante, a amizade, né, a fraternidade entre os brasileiros. Isto é que gera otimismo. O governo é otimista. A mensagem que eu lhe transmito é de grande otimismo na sua família e em todo o país.

 

Repórter Luana Karen: Nos 25 minutos da Voz do Brasil do poder Executivo, o presidente Michel Temer falou ainda sobre a retomada de obras de infraestrutura, a construção de creches, quadras de esportes e UPAs e a recuperação e duplicação de estradas, todas previstas no Programa Avançar, lançado na quinta-feira. Segundo o presidente, a meta é entregar 7 mil obras até o final de 2018. Reportagem, Luana Karen.

 

Gabriela: Arroz, feijão, alho, açúcar cristal e leite longa vida, alimentos que pesaram menos no bolso do brasileiro no mês de outubro.

 

Nasi: Segundo o IBGE, além desses produtos, os preços dos eletrodomésticos também estavam mais baratos no mês passado.

 

Gabriela: Os dois itens são destaques no IPCA, índice que mede a inflação no Brasil.

 

Nasi: Setembro a outubro houve uma leve alta, mas ao olharmos todo o ano até agora, temos a menor taxa registrada para o período em 19 anos.

 

Repórter Natália Melo: A boa safra de grãos de 2017 continua puxando o preço dos alimentos para baixo e é uma das razões para a inflação em queda este ano. O feijão e o alho são alguns produtos que baixaram de valor em outubro. Embora menos intensa que nos últimos meses, a queda no grupo alimentação segue pelo sexto mês seguido, uma boa surpresa para o economista da Fundação Getúlio Vargas, André Brás.

 

Economista - André Brás: A gente esperava um aumento dos alimentos, ou uma taxa positiva no mês de outubro, e ela ainda veio -0,05%. Isso é uma boa notícia, porque a gente vive um período de alto desemprego, onde as famílias têm alguma dificuldade aí, no momento, de pagar suas contas. O alimento precisa ser comprado e se a gente tem pelo menos preços em queda, dos alimentos, a gente leva algum alento aí pras famílias.

 

Repórter Natália Melo: Já em relação ao mês anterior, a inflação de outubro ficou em 0,42%, acima do índice registrado em setembro, que marcou 0,16%. De acordo com Fernando Gonçalves, analista de preços do IBGE, a alta foi influenciada pelo aumento na conta de luz, que tem grande impacto na renda das famílias.

 

Analista de preços do IBGE - Fernando Gonçalves: Na energia elétrica, a avaliação foi de 3,28%, destacando-se aí que, em outubro, houve a incidência da bandeira tarifária vermelha, patamar 2, com uma cobrança adicional de R$ 3,50 para cada 100 KwH consumido.

 

Repórter Natália Melo: De acordo com o último boletim Focus do Banco Central, que ouve economistas do mercado, a inflação deve fechar o ano em pouco mais de 3%, metade do índice registrado no ano passado. Reportagem, Natália Melo.

 

Gabriela: 19h16 no horário brasileiro de verão.

 

Nasi: E você vai ouvir ainda nesta edição.

 

Gabriela: Preparação dos alunos para encarar segundo dia de provas do Enem no domingo.

 

Nasi: E todas as informações sobre a nova campanha do Papai Noel dos Correios.

 

Gabriela: Assistência médica para indígenas, quilombolas e comunidades isoladas.

 

Nasi: O mutirão de saúde está sendo organizado por hospitais universitários federais.

 

Gabriela: Para as populações atendidas, um alívio, e para os profissionais de saúde, uma oportunidade de conhecimento.

 

Repórter Alessandra Bastos: Com a música, Kamu Dan chama os ancestrais, convoca a natureza e pede harmonia. Ele é um dos líderes da comunidade indígena Santuário dos Pajés, localizada em Brasília, que recebeu nesta terça-feira mais de 60 profissionais de saúde do Hospital Universitário de Brasília. Voluntários no mutirão de atendimento de saúde solidário aceitaram sair do ambiente hospitalar para dedicar o dia aos indígenas que moram na área. A ideia é facilitar o contato entre médico e paciente, como explica Kamu Dan.

 

Líder indígena - Kamu Dan: Muitos deles não vão no médico por conta que não sabem falar português. Então, esse atendimento dentro da comunidade faz com que fique mais à vontade.

 

Repórter Alessandra Bastos: E a iniciativa fez sucesso na comunidade. Márcia Guajajara mora no Santuário há 20 anos e conta que hoje é um dia especial. E até deixou os filhos faltarem à escola para serem atendidos no mutirão.

 

Entrevistada - Márcia Guajajara: Estou esperando eles para ser atendida por um dentista, né? Porque a gente não tem condição de pagar um dentista, todo mundo é artesão, né?

 

Repórter Alessandra Bastos: Nas tendas montadas, foram oferecidos atendimentos nas áreas de saúde bucal, imunização, pediatria, nutrição e ginecologia. Para Cléber Morais, presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, instituição vinculada ao Ministério da Educação e responsável pelo projeto, a ação é uma oportunidade de aprendizado para os alunos de graduação e pós-graduação que atuam na área de saúde.

 

Presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares - Cléber Morais: É sobretudo uma busca do entendimento e um Brasil que as pessoas necessitam, e um Brasil onde as pessoas podem aprender muito com essas pessoas.

 

Repórter Alessandra Bastos: Além de comunidades indígenas, como o Santuário dos Pajés, aqui em Brasília, o projeto inclui quilombolas e também povoados distantes dos grandes centros urbanos. Com locução de Alessandra Bastos, reportagem de Gabriela Noronha.

 

Nasi: O acordo entre Mercosul e União Europeia deve ser fechado até o fim deste ano.

 

Gabriela: Nas negociações entre os dois blocos, estão em pauta reduções de impostos alfandegários, remoção de barreiras ao comércio de serviços e aprimoramento das regras relacionadas, por exemplo, a compras governamentais.

 

Nasi: O ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, que se reuniu nesta sexta-feira com representantes de países do Mercosul e da União Europeia, falou sobre a importância do entendimento para o desenvolvimento e integração da região.

 

Ministro das Relações Exteriores - Aloysio Nunes Ferreira: É com muito otimismo que nós estamos engajados nesse processo, que, além de ser importante para os nossos países, é um sinal positivo para o mundo, em que nós queremos afirmar a importância do multilateralismo, a importância de intercâmbio econômico sujeita a regras justas e equilibradas e a importância do intercâmbio entre os povos como instrumento de prosperidade e de paz.

 

Gabriela: Domingo é o segundo dia de prova do Enem, o Exame Nacional do Ensino Médio.

 

Nasi: É hora de mostrar o que os estudantes aprenderam em matemática e em ciências naturais, que envolve física, química e biologia.

 

Gabriela: E o Inep pede aos candidatos que não se esqueçam de transcrever a frase do caderno de questões para o cartão-resposta.

 

Nasi: Por descuido, muitos estudantes esqueceram da transcrição na primeira prova.

 

Repórter Cleide Lopes: Os alunos de um cursinho preparatório em Brasília tiveram nessa sexta-feira a revisão final antes do Enem. A estudante Letícia Guedes, de 17 anos, vai tentar uma vaga para medicina. Está ansiosa, mas se diz preparada.

 

Estudante - Letícia Guedes: Estou bem ansiosa, sim, nervosa, com um pouco de medo também. Mas estou confiante.

 

Repórter Cleide Lopes: E nesta reta final, a coordenadora-geral, Aricele Castro, faz uma recomendação aos candidatos.

 

Coordenadora - Aricele Castro: Amanhã, descansar, liberar toda essa ansiedade, pra se prepararem melhor pra prova no domingo.

 

Repórter Cleide Lopes: Além de maior rigidez na segurança, pela primeira vez o exame está sendo realizado em dois domingos seguidos. Esse modelo de aplicação foi bem aceito pelos alunos. A candidata Lorena Letícia da Silva diz que tem mais foco para as matérias afins.

 

Estudante - Lorena Letícia da Silva: Pelo fato de que você tinha que estudar pra português e pra matemática ao mesmo tempo, isso acarretava muita coisa. Agora que é dividido, aí dá mais tempo de estudar e também o nervosismo acalma um pouco.

 

Repórter Cleide Lopes: A cada ano, cresce o número de universidades que aceitam alunos selecionados no Enem, inclusive no exterior. Estudantes brasileiros podem usar a prova para ingressar em 18 universidades portuguesas. Os candidatos já sabem disso e muitos pensam em estudar na Europa. Mas, no caso de Douglas Brito, de 22 anos, que está fazendo o Enem pela segunda vez, o nacionalismo falou mais alto.

 

Estudante - Douglas Brito: Eu quero estudar no meu país, é aqui, na minha faculdade, aqui.

 

Repórter Cleide Lopes: E quem esqueceu de transcrever a frase do caderno de questões para o cartão resposta na primeira fase do Enem não precisa se preocupar. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, Inep, esclarece que vai corrigir excepcionalmente a prova de todos os participantes. A frase permitia a verificação grafológica, para checar se o autor da redação era realmente a pessoa inscrita. Nenhum participante será desclassificado por ter esquecido de transcrever a frase. Reportagem, Cleide Lopes.

 

Gabriela: 19h22 no horário brasileiro de verão.

 

Nasi: São 28 anos levando alegria a crianças carentes de todo o país.

 

Gabriela: Já começou a campanha Papai Noel dos Correios, que, este ano, tem novidades.

 

Repórter José Luís Filho: Fada, duende, bailarina, soldadinho de chumbo. Seres de um mundo de magia, que, há anos, povoam o imaginário infantil, encantam as crianças. Personagens perfeitos para serem os embaixadores da campanha Papai Noel dos Correios, lançada em uma animada cerimônia na sede histórica da empresa, no centro de São Paulo, com a presença de alunos de uma escola infantil e do Papai Noel.

 

"Ho, ho, ho!"

 

Repórter José Luís Filho: Este é o 28º ano da campanha Papai Noel dos Correios, que nasceu inspirada na iniciativa de funcionários da empresa, que, na época de Natal, recebiam muitas cartas de crianças pedindo presentes ao Papai Noel, e passaram a atender aos desejos de algumas delas. A direção dos Correios então adotou a ideia e hoje a campanha é a maior ação social da empresa, como nos conta o presidente dos Correios, Guilherme Campos.

 

Presidente dos Correios - Guilherme Campos: Nasceu espontaneamente, de todos os nossos funcionários, a empresa abraçou e se tornou a maior campanha de solidariedade da empresa.

 

Repórter José Luís Filho: Nos últimos três anos, 2,5 milhões de crianças tiveram os pedidos atendidos, 700 mil só no ano passado. Quem quiser participar deve enviar as cartas endereçadas ao Papai Noel, de preferência escritas à mão. A estudante Laura Barreto, de sete anos, foi a primeira a entregar a cartinha na campanha deste ano.

 

O que você pediu? Conta pra gente.

 

Estudante - Laura Barreto: Um patins.

 

Repórter José Luís Filho: O que você sentiu?

 

Estudante - Laura Barreto: Alegria.

 

Repórter José Luís Filho: Já as cartas postadas são separadas pelos funcionários dos Correios e deixadas à disposição de quem quiser adotar uma delas. A assistente administrativa Regina Modica já escolheu algumas para presentear.

 

Assistente administrativa - Regina Modica: Deixa a pessoa contente, alegre e vai ser muito gratificante pra quem dá e alegre pra quem recebe.

 

Repórter José Luís Filho: E este ano tem uma novidade: Os moradores de Belém, Recife, Cuiabá, Porto Alegre e da região metropolitana de São Paulo também poderão adotar uma cartinha online. Explica o presidente dos Correios, Guilherme Campos.

 

Presidente dos Correios - Guilherme Campos: Uma carta eletrônica, que você pode, em algumas localidades, estar escolhendo essa carta digital e fazendo a sua doação. A doação é o mais importante, mas a carta, no papel, é a mais gostosa.

 

Repórter José Luís Filho: E o Papai Noel está pronto para receber as cartas. E, com a ajuda dos funcionários dos Correios e da população de todo o Brasil, espera levar alegria para milhares de crianças neste Natal.

 

Presidente dos Correios - Guilherme Campos: Ajude-nos a fazer um natal diferente, porque só assim tanto nós como todos eles vão se sentir num ótimo e um feliz Natal.

 

"Ho, ho, ho!"

 

Repórter José Luís Filho: Reportagem, José Luís Filho.

 

Nasi: Pra saber onde buscar uma cartinha, você pode acessar o site da campanha, em blog.correios.com.br/papainoeldoscorreios.

 

Gabriela: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Nasi: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Uma boa noite e um bom fim de semana.

 

Gabriela: Uma boa noite pra você e até segunda.

 

"Brasil, ordem e progresso."