11 de junho de 2018 - poder executivo

Destaques da Voz do Brasil: Gastos com a violência crescem a passos largos no Brasil. E governo quer reforçar ações conjuntas entre as polícias para combater o crime organizado. Para isso, presidente Michel Temer destina mais recursos para investimentos em segurança. Aberta consulta pública para receber sugestões sobre período mínimo de reajuste nos preços dos combustíveis. Últimos dias para se vacinar contra a gripe. Campanha termina na sexta. E vamos falar dos casos de raiva que o Ministério da Saúde acompanha de perto na Região Norte. Você vai saber como se prevenir e como tratar.

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Transcrição


 

Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Alessandra Bastos: Olá, boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você, que nos acompanha em todo o país.

 

Alessandra: Segunda-feira, 11 de junho de 2018.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia.

 

Alessandra: Gastos com a violência crescem a passos largos no Brasil.

 

Nasi: E Governo quer reforçar ações conjuntas entre as polícias para combater o crime organizado.

 

Alessandra: Para isso, o presidente Michel Temer destina mais recursos para investimentos em segurança.

 

Presidente Michel Temer: Hoje, nós damos um passo importantíssimo para garantir mais tranquilidade ao povo brasileiro, num Sistema Único de Segurança Pública.

 

Nasi: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Alessandra: Aberta a consulta pública para receber sugestões sobre período mínimo de reajuste nos preços dos combustíveis. Luana Karen.

 

Repórter Luana Karen: Podem participar órgãos públicos, empresas do setor, técnicos e consumidores.

 

Nasi: Últimos dias para se vacinar contra a gripe. Campanha termina na sexta. Alessandra Noronha.

 

Repórter Alessandra Noronha: De acordo com o Ministério da Saúde, 14 milhões de pessoas ainda não procuraram os postos para receber a vacina.

 

Alessandra: E vamos falar dos casos de raiva que o Ministério da Saúde acompanha de perto na região Norte do país.

 

Nasi: Você vai saber como se prevenir e como tratar.

 

Alessandra: Na apresentação de hoje da Voz do Brasil, Alessandra Bastos e Nasi Brum.

 

Nasi: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Alessandra: Está aberta a consulta pública para receber sugestões sobre o período mínimo que o preço do combustível deve ser reajustado para os consumidores.

 

Nasi: A Agência Nacional de Petróleo quer ouvir a população sobre a frequência desses repasses.

 

Alessandra: Hoje, os reajustes são feitos diariamente pelas empresas produtoras de combustíveis, que seguem variações do mercado internacional.

 

Repórter Luana Karen: Essa é a oportunidade para quem quer opinar sobre a periodicidade do repasse dos reajustes de preços dos combustíveis. Atualmente, a Petrobras repassa diariamente as variações do preço do combustível para as refinarias, que distribuem o produto aos postos. Um tempo mais espaçado no repasse desse reajuste tem a simpatia de consumidores, como Luís Henrique de Carvalho, militar da Reserva.

 

Militar - Luís Henrique de Carvalho: Poderia ser uma vez por mês, né? Ajudaria bastante a gente.

 

Repórter Luana Karen: A consulta pública atende às competências da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, para regular o mercado e proteger os interesses dos consumidores. Podem participar órgãos públicos, empresas do setor, técnicos e consumidores. A ideia é coletar dados, informações e evidências que ajudem na elaboração de resolução sobre o período mínimo para o repasse ao consumidor dos reajustes dos preços dos combustíveis. O diretor-geral da ANP, Décio Oddone, afirma que é possível proteger o consumidor sem afastar investimentos.

 

Diretor-geral da ANP - Décio Oddone: Nós queremos, ao mesmo, tempo proteger os consumidores de uma volatilidade excessiva no preço dos combustíveis, ao mesmo tempo que mantemos a atratividade do Brasil para os investimentos que nós tanto precisamos.

 

Repórter Luana Karen: Os interessados em participar da consulta pública têm até o dia 2 de julho para enviar contribuições. A participação deve ser por meio de formulário eletrônico disponível na página da ANP na internet, em www.anp.gov.br. Reportagem, Luana Karen.

 

Nasi: E hoje o Governo também lançou uma outra consulta pública.

 

Alessandra: Nesse caso, a ideia é receber sugestões da sociedade sobre que tipo de caminho o Brasil deve tomar para os próximos 12 anos.

 

Nasi: As contribuições vão fazer parte de um documento chamado Estratégia Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, e será entregue ao próximo governo eleito.

 

Repórter Pablo Mundim: Além de promover as diretrizes para o crescimento econômico do país, o documento tem como meta elevar a renda e melhorar a qualidade de vida da população para padrões de países desenvolvidos. O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, destacou a importância de um diálogo responsável para construir o futuro do país. Ele disse que o Brasil está diante de um desafio que demanda planejamento estratégico.

 

Ministro da Casa Civil - Eliseu Padilha: Precisamos consolidar a retomada do crescimento, sustentado esse crescimento, indispensável para a criação de novos empregos e para melhoria da qualidade de vida da nossa população.

 

Repórter Pablo Mundim: Em um cenário com reformas que mudem o sistema tributário, melhorem o ambiente de negócios e estimulem a inovação tecnológica, é possível reverter o saldo negativo das contas públicas, já em 2021. É o que afirmou o ministro do Planejamento, Esteves Colnago.

 

Ministro do Planejamento - Esteves Colnago: Nós teríamos um crescimento de PIB de 3,86% ao ano, 3,9% ao ano. Isso permitiria que, já em 2021 houvesse uma reversão do déficit fiscal, nós teríamos um primeiro superávit, e nós teríamos uma redução consistente da dívida bruta do Governo Federal.

 

Repórter Pablo Mundim: A consulta pública sobre a Estratégia Nacional vai ficar aberta até o dia 15 de agosto, na página do Ministério do Planejamento. O endereço é www.planejamento.gov.br. Depois que o documento for fechado, será entregue ao próximo presidente da República. Reportagem, Pablo Mundim.

 

Alessandra: Todo menino, quando completa 18 anos, sabe que uma de suas obrigações nesta idade é fazer o alistamento militar.

 

Nasi: E este processo está mais fácil com o alistamento online, pela internet.

 

Alessandra: Os garotos devem ficar atentos, pois o prazo para se alistar termina este mês.

 

Repórter Gabriela Noronha: Patriotismo e orgulho de fazer carreira em uma das mais antigas e tradicionais instituições do país, o Exército. Esses são alguns dos motivos que fazem o estudante de Brasília, Lucas Aguiar, sonhar com o serviço militar.

 

Estudante - Lucas Aguiar: Aventura, coisas assim, ação. Quanto mais tempo ficar lá, mais experiência também.

 

Repórter Gabriela Noronha: E para ajudar jovens como o Lucas, o alistamento ao serviço militar obrigatório pode ser feito pela internet. Para se alistar online é necessário informar apenas o número do CPF. Lucas aprovou a medida.

 

Estudante - Lucas Aguiar: Eu tinha computador em casa, me inscrevi, foi bem prático, bem simples.

 

Repórter Gabriela Noronha: Todas as fases do recrutamento podem, agora, ser acompanhadas virtualmente. Anualmente, segundo o Ministério da Defesa, mais de 1,5 milhão de jovens se alistam. Desses, aproximadamente 100 mil são incorporados ao Exército, Marinha e Aeronáutica. O alistamento online, como explica o Coronel Rafael Aquino dos Santos, da Junta Militar do Exército, faz parte da modernização gradual do serviço militar e ajuda a abranger mais jovens.

 

Coronel do Exército - Rafael Aquino dos Santos: A inclusão digital está chegando, gradualmente, e exatamente o nosso objetivo, entregar a todos os cidadãos desta faixa etária, para que atenda às necessidades cívicas e legais, conforme a Constituição Federal.

 

Repórter Gabriela Noronha: Devem se alistar os jovens do sexo masculino que vão completar 18 anos neste ano. O alistamento deve ser feito até 30 de junho no endereço www.alistamento.eb.mil.br. Reportagem, Gabriela Noronha.

 

Nasi: E o Presidente Michel Temer participou, hoje, da cerimônia em comemoração pelos 153 anos da Batalha Naval do Riachuelo, a data mais importante da Marinha Brasileira.

 

Alessandra: A batalha aconteceu no Rio Paraná e foi decisiva na guerra do Brasil, Argentina e Uruguai contra o Paraguai.

 

Nasi: Em mensagem lida durante a cerimônia, o Presidente Michel Temer destacou os feitos históricos da Marinha, além do trabalho desenvolvido hoje, pela Força Militar.

 

Alessandra: Na Amazônia e no Pantanal, por exemplo, eles levam atendimento médico a populações ribeirinhas.

 

Nasi: Muitos também estão trabalhando em operações de garantia da Lei e da Ordem em todo o país.

 

Alessandra: Atenção, estudantes. Amanhã começam as inscrições para o Sisu.

 

Nasi: Dessa vez, serão selecionados alunos para vagas no segundo semestre em universidades e institutos federais de todo o país.

 

Alessandra: Você vai saber como e quais os requisitos para participar no nosso quadro de hoje "Pra você, Cidadão".

 

"Pra você, Cidadão".

 

Repórter Daniel Costa: As inscrições para as vagas disponíveis no Sistema de Seleção Unificada, o Sisu, começam nesta terça-feira. As inscrições para o segundo semestre vão até o dia 15 de junho. Vão ser oferecidas 57.271 vagas em 68 instituições públicas de ensino superior. Pode concorrer às vagas quem fez o Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem, em 2017, e obteve nota acima de zero em redação. Todo o processo de inscrição é feito exclusivamente pela internet, na página sisu.mec.gov.br. Ao ingressar no sistema, o candidato deverá escolher, por ordem de preferência, até duas opções de curso entre as vagas ofertadas. O resultado da chamada regular está previsto para o dia 18 de junho. Daniel Costa para a Voz do Brasil.

 

Nasi: Daqui a pouco, vamos falar de saúde.

 

Alessandra: Tem campanha de vacinação contra a gripe, que termina na próxima sexta-feira.

 

Nasi: E na região Norte do país, o Ministério da Saúde acompanha de perto casos de raiva.

 

Alessandra: Você vai saber como se prevenir e como tratar.

 

Nasi: A Carteira de Trabalho é um direito de todo trabalhador.

 

Alessandra: É esse documento que garante todos os benefícios de quem trabalha, seja na cidade ou no meio rural.

 

Nasi: Para garantir o direito de quem trabalha na terra, longe dos grandes centros, o Ministério do Trabalho faz fiscalizações e em dez anos formalizou 600 mil trabalhadores rurais.

 

Alessandra: E alerta: quem não tiver a carteira assinada deve denunciar.

 

Repórter Nei Pereira: Férias, 13º salário, jornada de trabalho definida e salário mínimo estão entre os direitos do trabalhador rural. Para isso, ele precisa ter a carteira assinada, mas nem sempre é assim. Reginaldo Alves da Silva tem 42 anos e sempre trabalhou na agricultura, no interior da Bahia. Mas só foi há pouco mais de um ano, quando se mudou para Brasília, que ele passou a contar com a carteira de trabalho assinada.

 

Agricultor - Reginaldo Alves da Silva: Lá na região, lá, é pouca gente que exige a carteira.

 

Repórter Nei Pereira: Agora você não quer mais trabalhar sem carteira assinada?

 

Agricultor - Reginaldo Alves da Silva: Não, agora eu vou fazer todo o jeito de trabalhar com carteira assinada, é bem melhor.

 

Repórter Nei Pereira: Reginaldo trabalha em uma fazenda em Planaltina, no Distrito Federal, de criação de animais de raça. São cavalos, bois e ovelhas. E para dar conta do serviço, foi necessária a contratação de 13 funcionários. A gerente da fazenda, Sara Rocha, ressalta que a carteira assinada traz vantagens para todos.

 

Gerente de fazenda - Sara Rocha: O funcionário, ele tem que ter essa segurança que a gente, que mexe no campo, a gente tem chance de ter acidentes. Então, a gente tem que estar segurado, né? E para o empregador, tem toda essa segurança também.

 

Repórter Nei Pereira: O Ministério do Trabalho realiza fiscalizações para combater a informalidade no campo. Em dez anos, foram quase 130 mil ações que fizeram com que cerca de 600 mil pessoas passassem a ter os direitos trabalhistas. A coordenadora de Fiscalização e Projetos do Ministério do Trabalho, Viviane Forte, ressalta que a Carteira de Trabalho dá segurança a todos.

 

Coordenadora de Fiscalização e Projetos - Viviane Forte: Quando um trabalhador está registrado, então ele é importante para o país, porque ele vai recorrer aos encargos previdenciários, às verbas trabalhistas, e para o próprio empregador, que fica numa situação vulnerável, passível das diversas penalidades trabalhistas. Então, o registro é importante para todo o sistema.

 

Repórter Nei Pereira: Os trabalhadores rurais sem carteira assinada podem denunciar nos sindicatos em suas cidades ou nas superintendências regionais do Trabalho e Emprego nos estados. Outra opção é a Central de Atendimento Alô Trabalho, pelo número 158. As ligações feitas de telefones fixos e orelhões são de graça. Reportagem, Nei Pereira.

 

Nasi: Últimos dias da Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe.

 

Alessandra: Até agora, o Ministério da Saúde vacinou quase 80% dos grupos prioritários.

 

Nasi: A meta é vacinar 54,4 milhões de pessoas até a próxima sexta.

 

Repórter Gabriela Noronha: O vírus Influenza é um dos maiores causadores de infecções e a gravidade pode variar bastante, de um simples mal-estar, com dor de cabeça e no corpo, tosse e coriza, até uma pneumonia com complicações fatais. E é durante esta época do ano, com algumas regiões do país começando a esfriar, que o perigo de contrair a doença aumenta. O aposentado Valter Dimas, de 61 anos, procurou hoje um posto de vacinação.

 

Aposentado - Valter Dimas: A gente tem que prevenir, porque rapidinho pode estar no hospital aí internado e é uma questão de saúde.

 

Repórter Gabriela Noronha: Na Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe, o Ministério da Saúde imunizou 41 milhões de pessoas dos grupos prioritários: idosos, gestantes, mães de recém-nascidos, crianças entre seis meses e cinco anos, professores e profissionais da saúde, indígenas, presos e pessoas com doenças crônicas. Mas, de acordo com Carla Domingues, coordenadora do Programa de Imunização do Ministério da Saúde, 14 milhões de pessoas ainda não procuraram os postos para receber a vacina e faltam poucos dias. A campanha termina na sexta-feira.

 

Coordenadora do Programa de Imunização - Carla Domingues: Nós precisamos fazer com que a população entenda a importância dessa vacinação, que todos os grupos prioritários compareçam aos postos de saúde, para serem vacinados até sexta-feira, quando se encerra a campanha.

 

Repórter Gabriela Noronha: A vacina contra a gripe protege contra os três subtipos do vírus que mais circularam no Hemisfério Sul no último ano: o H1N1, o H3N2 e Influenza B. De acordo com Maria Beatriz Ruy, diretora de Vigilância Epidemiológica, a vacina é segura e salva vidas.

 

Diretora de Vigilância Epidemiológica - Maria Beatriz Ruy: Tem 99% de eficácia, ela é feita com fragmento de vírus, ela não é feita com vírus vivo, né? Então isso também a torna bem mais segura.

 

Repórter Gabriela Noronha: Autônoma, Marilene Santana levou o neto, Miguel, de um ano e três meses, para receber a vacina em uma unidade de saúde do Cruzeiro, região administrativa do Distrito Federal.

 

Autônoma - Marilene Santana: A gente vê tantos casos que acontece de criança já até ter morrido com isso, né? Então eu acho essencial a prevenção.

 

Repórter Gabriela Noronha: O último boletim do Ministério aponta que até 2 de junho foram registrados mais de 2 mil casos de Influenza em todo o país, com 374 mortes. Reportagem, Gabriela Noronha.

 

Alessandra: Após o fim da campanha, se houver sobra de vacinas, o Ministério da Saúde orienta os estados que elas sejam aplicadas em crianças entre cinco e nove anos e adultos entre 50 e 59 anos.

 

Nasi: E o Ministério da Saúde acompanha de perto casos de raiva na região Norte do país.

 

Alessandra: A raiva humana é uma doença transmitida geralmente pela mordida de animais, como cães e morcegos.

 

Nasi: A doença quase sempre causa a morte, por isso é importante evitar o contato com animais que podem estar infectados.

 

Alessandra: E em caso de ataque de um animal, a recomendação é buscar imediatamente um serviço de saúde.

 

Repórter: Dormência nas pernas e dor de cabeça constante foram os sintomas sentidos pelos filhos do agricultor Levi Castro: Lucas, Mirian e Mateus. Os três contraíram raiva humana no ano passado, uma doença que quase sempre causa a morte. Mateus, o filho do meio, sobreviveu. É a segunda pessoa a sobreviver no Brasil e a quinta no mundo. A família, que mora na comunidade ribeirinha de Tapiira, no município de Barcelos, no Amazonas, sofria ataques constantes de morcegos hematófagos, aqueles que se alimentam de sangue, e foram esses animais que transmitiram o vírus. Mateus está internado desde o diagnóstico da doença e o pai não perde as esperanças.

 

Agricultor - Levi Castro: Estamos aí nessa luta com ele, há seis meses, ora melhor, ora pior, mas ele se encontra vivo e a gente tem muita esperança ainda que ele possa se recuperar.

 

Repórter Gabriela Noronha: O município de Melgaço, localizado na Ilha do Marajó, no Pará, vive um surto de raiva humana. Lá existem sete casos confirmados e quatro estão em investigação. Os casos foram registrados entre abril e maio. O Governo já adotou medidas na região, como explica Renato Alves, coordenador-geral de Doenças Tropicais do Ministério da Saúde.

 

Coordenador-geral de Doenças Tropicais - Renato Alves: Assim que nós fomos notificados pelo estado e pelo município do evento, nós deslocamos técnico nosso para o local, para avaliar as condições e recomendar as ações mais adequadas para a situação. Foi feito uma vacinação de mais de 2 mil pessoas na comunidade, na região, foi avaliado todas as pessoas que, porventura possam ter tido contato com morcegos e garantido o atendimento, melhor atenção possível, para as pessoas que já, nesse caso, apresentavam sintomas.

 

Repórter Gabriela Noronha: A raiva humana pode ser transmitida por qualquer mamífero, como cachorros, gatos e morcegos. Geralmente, por mordidas ou por contato com a saliva dentro da pele. Renato Alves lembra que é necessário buscar atendimento de saúde rapidamente.

 

Coordenador-geral de Doenças Tropicais - Renato Alves: Quando há uma agressão, não só com morcego, mas qualquer outro mamífero, a pessoa tem que, imediatamente, lavar bem a ferida se houver uma ferida, com água, sabão, e buscar o serviço médico imediatamente, para que seja feita a vacinação e soro. Isso é que é efetivo para evitar a doença.

 

Repórter Gabriela Noronha: O Ministério da Saúde ressalta ainda, que é muito importante colocar barreiras que impeçam contato com os animais, como fechar portas e janelas e instalar telas. O agricultor Levi Castro, que teve os três filhos infectados pela doença, dá as dicas.

 

Agricultor - Levi Castro: Para quem está ouvindo, que é ribeirinho, que mora no interior, é muito importante fechar sua casa durante a noite, não deixar que o morcego entre, porque esse vírus é letal, ele é pior do que qualquer tipo de doença.

 

Repórter Gabriela Noronha: No ano passado, foram registrados seis casos de raiva humana no país, sendo um em Pernambuco, um em Tocantins, um na Bahia e três no Amazonas. Reportagem, Raquel Mariano.

 

Nasi: Para integrar atuação de todas as polícias do país, o Governo criou o Sistema Único de Segurança Pública. A partir de agora, o Governo vai coordenar as ações na área em conjunto com os estados para reduzir os índices de criminalidade.

 

Repórter Paulo La Salvia: O Sistema Único de Segurança Pública, sancionado pelo Presidente Michel Temer, prevê a atuação conjunta de órgãos de segurança federais, como a Polícia Federal, com órgãos estaduais e municipais. Entre as metas previstas, está a redução de homicídios. Para alcançar as metas, o Sistema Único de Segurança Pública prevê contratos de gestão com estados e municípios, que serão avaliados a cada três meses. Para financiar as ações e metas, o Presidente Temer também editou uma Medida Provisória que destina parte dos recursos das loterias federais. Até 2022, devem ser destinados R$ 4,3 bilhões das loterias. O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, explicou o volume de dinheiro que vai ser destinado ao sistema.

 

Ministro da Segurança Pública - Raul Jungmann: O SUSP contará este ano com R$ 13 bilhões, que é o orçamento que nós temos, Polícia Rodoviária Federal, Senasp, Força Nacional de Segurança, mais R$ 800 milhões que vão entrar, fruto das loterias, para esse ano, e mais uma medida provisória que o Presidente Michel Temer vai editar nos próximos dias, com recursos novos. A verdade é que, até hoje, a União nunca deu rumo, porque também não tinha ferramentas nem instrumentos para fazê-lo. Você acha que distribuir combustível, automóvel, colete, capacete, resolve algum problema? Ajuda, mas aqui se trata de uma coisa diferente. Por exemplo, o estado que não produzir uma base de dados sobre ocorrência policial, sobre homicídio, ele não vai receber dinheiro, porque está na Lei, eu não posso passar. Todo mundo vai ter que trabalhar junto.

 

Repórter Paulo La Salvia: Além da ação conjunta, o sistema prevê uniformizar procedimentos e compartilhar informações. Um exemplo é a abordagem de um sujeito pela Polícia Militar de São Paulo. Sem um banco de dados nacional, o suspeito pode ficar livre, mesmo com mandado de prisão no Ceará. Com o sistema, essa possibilidade deixa de existir. Para o Presidente Michel Temer, o sistema foi criado para combater um dos grandes problemas da sociedade.

 

Presidente Michel Temer: Nós damos um passo importantíssimo para garantir mais tranquilidade ao povo brasileiro, num Sistema Único de Segurança Pública, o SUSP. Eu estou certíssimo que, em breve, estará incorporado ao vocabulário de todos os brasileiros, como é o caso do SUS da Saúde. Mas, para tanto, nós temos que levar adiante a ideia desta integração, aliás, a palavra-chave é a palavra integração, integração e cooperação.

 

Repórter Paulo La Salvia: O Governo também divulgou um estudo sobre gastos públicos e privados no combate à violência. Entre 1995 e 2016, eles saltaram de R$ 113 bilhões para R$ 285 bilhões. Já os homicídios, no mesmo período, ao invés de caírem, subiram de 35 mil para 54 mil ao ano no país. Reportagem, Paulo La Salvia.

 

Alessandra: Você sabe o que é e como funciona a classificação indicativa?

 

Nasi: Ela serve como uma orientação para os pais, para que os filhos não sejam expostos a produções indevidas de filmes, programas e videogames.

 

Alessandra: Recentemente, um filme que está em cartaz nos cinemas teve a classificação reduzida de 18 para 16 anos, o que deixou muita gente com dúvida. A repórter Raíssa Lopes conta para a gente porque isso acontece.

 

Repórter Raíssa Lopes: A juíza Janaína Dezanete tem duas filhas, de 11 e 14 anos, e está sempre atenta ao que as meninas assistem em casa e no cinema.

 

Juíza - Janaína Dezanete: Presto atenção, em casa também a gente tem os canais e há o bloqueio, a gente bloqueia segundo a faixa etária delas, justamente porque é um fator a mais de proteção, né?

 

Repórter Raíssa Lopes: A classificação indicativa informa para qual faixa etária filmes, programas de TV e jogos eletrônicos, por exemplo, são indicados. É feita pelo Ministério da Justiça e leva em conta os critérios violência, sexo e drogas. É uma proteção às crianças e aos adolescentes que leva em consideração vários fatores, como explica o chefe de Serviços da Classificação Indicativa, do Ministério da Justiça, Eduardo Nepomuceno.

 

Chefe de Serviços da Classificação Indicativa - Eduardo Nepomuceno: A gente tem tendências específicas para cada faixa etária, que varia do livre, passando pelos 10, 12, 14, 16 e 18. Ao total, nós temos 74 critérios, com 18 atenuantes e 8 agravantes.

 

Repórter Raíssa Lopes: E uma obra também pode ser reclassificada. Foi o que aconteceu recentemente com o segundo filme do super-herói Deadpool, que está em cartaz nos cinemas de todo o país.

 

"Tá só na vida boa, né, Deadpool?".

 

Repórter Raíssa Lopes: Antes, o filme era indicado para maiores de 18 anos e agora pode ser assistido por pessoas com mais de 16. Eduardo Nepomuceno, da Classificação Indicativa do Ministério da Justiça, explica como e quando isso ocorre.

 

Chefe de Serviços da Classificação Indicativa - Eduardo Nepomuceno: O detentor do direito, a distribuidora ou o responsável pelo filme, ele pode pedir o que nós chamamos de reclassificação. Então é o seguinte: o mais interessante da política de classificação indicativa, inclusive, é essa questão democrática e bem técnica.

 

Repórter Raíssa Lopes: O Ministério tem realizado debates com membros da sociedade civil e especialistas sobre a necessidade da atualização do Guia Prático e da portaria que regulamenta a classificação das produções. Reportagem, Raíssa Lopes.

 

Nasi: E estas foram as notícias do Governo Federal.

 

Alessandra: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Nasi: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Alessandra: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Uma boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você e até amanhã.

 

"Brasil, ordem e progresso".