11 de setembro de 2018 - poder executivo

Destaques da Voz do Brasil: Mais direitos para quem vai às compras. Código de Defesa do Consumidor completa 28 anos. Tem novidade na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas. Agora, alunos de 4º e 5º anos do Ensino Fundamental vão poder participar da competição. Exército está nas estradas do país para fiscalizar o transporte de explosivos. É a Operação Dínamo. Carros de todo Brasil vão receber novo modelo de placa. Mudança começa pelo Rio de Janeiro.

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Transcrição

Apresentador Luciano Seixas: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá. Boa noite.

 

Luciano: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Terça-feira, 11 de setembro de 2018.

 

Luciano: E vamos ao destaque do dia. Mais direitos para quem vai às compras.

 

Gabriela: Código de Defesa do Consumidor completa 28 anos. Gabriela Noronha.

 

Repórter Gabriela Noronha: Com quase três décadas, o Código de Defesa do Consumidor é uma das principais ferramentas de defesa contra práticas abusivas.

 

Luciano: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Gabriela: Tem novidade na Obmep, a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas.

 

Luciano: Agora, alunos de quarto e quinto anos do Ensino Fundamental vão poder participar das provas. Pablo Mundim.

 

Repórter Pablo Mundim: A é expectativa é que a Olimpíada receba mais 5 milhões de estudantes.

 

Gabriela: Exército está nas estradas do país para fiscalizar o transporte de explosivos, é a Operação Dínamo.

 

Luciano: Carros de todo o Brasil vão receber novo modelo de placa.

 

Gabriela: Mudança começa pelo Rio de Janeiro. João Pedro Neto.

 

Repórter João Pedro Neto: O novo modelo tem uma série de itens de segurança, o que evita falsificações e praticamente impossibilita a clonagem.

 

Luciano: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil, Gabriela Mendes e Luciano Seixas.

 

Gabriela: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Luciano: Você sabia que pode comprar um fogão ou uma geladeira, por exemplo, e, se identificar algum defeito, tem até 90 dias para reclamar do produto?

 

Gabriela: Esse e outros direitos foram assegurados pelo Código de Defesa do Consumidor, que hoje completa 28 anos.

 

Luciano: O código é uma das legislações mais avançadas do mundo no que diz respeito à proteção do consumidor.

 

Gabriela: E a repórter Gabriela Noronha conta para a gente os principais direitos que você tem quando vai às compras.

 

Repórter Gabriela Noronha: Quando o assunto é direito do consumidor, muita gente já sabe, tem que ficar atento.

 

Entrevistada: E se eu chegar na loja e lá não estiver o valor que está anunciado, está errado.

 

Entrevistada: Qualquer coisa que comprar, ou algum contrato que você tiver feito, você tem o direito de sete dias para desistir dele.

 

Entrevistada: Você tem 90 dias para reclamar de qualquer eletrodoméstico que vocês comprarem. Em qualquer loja você tem esse direito.

 

Repórter Gabriela Noronha: Hábitos como o de trocar um produto com defeito, olhar a data de validade no rótulo de um alimento e comprar com nota fiscal são comuns no dia a dia do consumidor brasileiro, mas o que parece tão presente no cotidiano das relações de consumo é uma conquista que veio com a criação de uma das leis mais modernas do país, o Código de Defesa do Consumidor, que completa 28 anos nessa terça-feira. Para Gabriel Reis Carvalho, coordenador-geral de Consultoria Técnica da Secretaria Nacional de Consumidor, o código garante um equilíbrio nas relações de consumo.

 

Coordenador-geral de Consultoria Técnica da Secretaria Nacional de Consumidor - Gabriel Reis Carvalho: Essa é a grande novidade, considerar o consumidor como a parte mais fraca da relação, e, por isso, dar a essa parte uma garantia particular. Além disso, o código trouxe orientações que se voltam especificamente às relações de consumo.

 

Repórter Gabriela Noronha: O código também oficializou e ampliou a atuação dos Procons, órgãos de proteção e defesa do consumidor. Hoje com são mais de 800 Procons estaduais e municipais espalhados pelo país, que atendem gente como o Sr. Eduard Vidal, ele, que tem 68 anos e é autônomo, procurou nesta a terça-feira a unidade de Brasília para fazer uma reclamação de uma cobrança indevida e conta que não é a primeira vez.

 

Entrevistado - Eduard Vidal: Uma vez tive um problema com uma operadora de telefone, né, e realmente o Procon foi muito eficiente e resolveu. Várias vezes eu já vim porque está aí, é para a gente aproveitar, usar.

 

Repórter Gabriela Noronha: O consumidor também pode reclamar seus direitos por meio da plataforma consumidor.gov.br, é uma página na internet que permite a comunicação direta de consumidores com empresas, disponibilizada pela Secretaria Nacional de Consumidor. Segundo o coordenador Gabriel Reis, cerca de 80% das reclamações registradas são solucionadas pelas empresas, que respondem em um prazo de sete dias.

 

Coordenador-geral de Consultoria Técnica da Secretaria Nacional de Consumidor - Gabriel Reis Carvalho: O consumidor.gov.br, ele não tem o objetivo o ficar no lugar do Procon, e, sim de dar um caminho a mais ao consumidor, especialmente aquele consumidor que quer reclamar de madrugada, o consumidor que não tem tempo de se dirigir ao Procon, o consumidor que está ali no aplicativo.

 

Repórter Gabriela Noronha: Com quase três décadas, o Código de Defesa do Consumidor é uma das principais ferramentas de defesa contra a práticas abusivas, mas, cabe o consumidor a vigilância constante dos seus direitos, como alerta o brasiliense Nei Jackson Bezerra, de 55 anos.

 

Entrevistado - Nei Jackson Bezerra: Nós somos iguais ao elefante, não sabemos a força que temos. A gente reclama, reclama, mas não formaliza. Vamos ler o Código de Defesa do Consumidor, que lá estão todos os direitos que nós temos, que não sabemos que temos.

 

Repórter Gabriela Noronha: Reportagem. Gabriela Noronha.

 

Luciano: E o Código de Defesa do Consumidor também garante direitos para quem faz compras pela internet.

 

Gabriela: Uma prática cada vez mais popular pela facilidade, e, muitas vezes, pelos preços mais baixos.

 

Luciano: Mas é preciso ficar atento com as armadilhas. Tem muita gente vendendo produto falsificado por aí, os famosos piratas.

 

Gabriela: A gente traz algumas dicas para você. Vamos ouvir.

 

Repórter Márcia Fernandes: A empresária Ana Carolina Neuma é dona de uma escola de dança que atende 300 alunos em Brasília. Todos os equipamentos da escola foram comprados pela internet: caixas de som, televisões, computadores, aparelhos de ar-condicionado e até a geladeira da copa dos funcionários. Ela acredita que comprar pela internet é mais fácil, cômodo, e, muitas vezes, mais barato. Mas, mesmo a facilidade do comércio online, a empresária conta que fica atenta para não comprar produtos piratas.

 

Empresária - Ana Carolina Neuma: Geralmente eu procuro sites que já tenham uma certa estabilidade no mercado, sites com referência, sites grandes, que geralmente têm uma política de troca, de devolução. E se eu for em sites menores também que eu procuro alguma referência antes para comprar nesses sites.

 

Repórter Márcia Fernandes: Antes de comprar pela internet é preciso mesmo atenção. Em sites que são intermediários entre vendedores e consumidores é mais comum encontrar produtos piratas. Também é bom checar se as fotos do anúncio são realmente do objeto que está sendo vendido e como funcionam as políticas de devolução, caso o consumidor desista da compra. O presidente do Conselho Nacional de Combate à Pirataria do Ministério da Justiça, Claudenir Pereira, explica que os produtos falsificados têm qualidade menor e podem oferecer riscos à saúde do consumidor.

 

Presidente do Conselho Nacional de Combate à Pirataria - Claudenir Pereira: Quando o consumidor abre mão de um produto certificado, de um produto que passou por toda essa verificação, ele está se arriscando a adquirir um produto com uma qualidade baixa e que não houve, né, por meio do qual não houve a preocupação daquele que construiu aquele produto com a segurança. Vou dar um exemplo bem simples, aqueles brinquedos que as crianças usam rodar nos dedos, o Spinning, aquele produto, é um produto muito simples, é um produto de relativa facilidade na confecção, mas se não for construído de uma maneira com bastante qualidade, com bastante cuidado, ele pode, inclusive, trazer danos às crianças que utilizam aquilo.

 

Repórter Márcia Fernandes: No caso da compra presencial também é preciso ficar de olho, se a mercadoria estiver muito barata, com um preço muito abaixo da média do mercado, é melhor desconfiar. Vale também conferir as condições da embalagem e do manual, e, se possível, sempre testar o produto antes de levar para a casa. O Ministério da Justiça recomenda que se consumidor for enganado e perceber que comprou um produto pirata, deve procurar os órgãos de defesa do consumidor, como os Procons e também as delegacias da Polícia Civil. Reportagem, Márcia Fernandes.

 

Luciano: Ela está em tudo, as ruas são retas, as janelas, retângulos, e no céu temos as estrelas, que são grupos de triângulos.

 

Gabriela: E não para por aí, no supermercado, na hora do pagar as contas, o que não faltam são números.

 

Luciano: A matemática chega na vida muito cedo e vem para ficar. É por isso que a gente Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas, a Obmep vai começar mais cedo.

 

Gabriela: A partir deste ano os alunos de quarto e quinto anos do Ensino Fundamental já vão poder se inscrever para a prova.

 

Repórter Pablo Mundim: Com apenas 12 anos Marcelo Sales, morador de Ceilândia, a 25 quilômetros de Brasília, já é um talento com os números. Medalha de ouro na Olimpíada Brasileira de Matemática do ano passado, o menino se diverte com essa ciência.

 

Estudante - Marcelo Sales: Eu gosto muito de matemática porque eu gosto da forma que ela é exata, e o método que você consegue chegar, tipo, ela sempre tem o mesmo resultado, só que você consegue chegar a esse resultado de outras maneiras, e o resultado sempre é o mesmo.

 

Repórter Pablo Mundim: Orgulhosa, a mãe, a professora, Gerusa Sales, destaca a dedicação do filho.

 

Professora - Gerusa Sales: Ah, o Marcelo, ele é muito interessado em aprender as coisas, né, ele começou a ler sozinho aos cinco anos de idade, fazia coisas que demonstravam um diferencial nele, né? E eu costumo brincar que ele é meu geniozinho.

 

Repórter Pablo Mundim: Assim como Marcelo, milhares de alunos da rede de ensino pública e privada participam todos os anos da Olimpíada de Matemática, que é considerada a maior e mais difícil competição científica do país. Este ano, mais de 18 milhões de estudantes do sexto ao nono ano participaram da primeira fase do evento. E a partir de agora, alunos do quarto e quinto anos também vão pode participar. A expectativa é que a Olimpíada receba mais 5 milhões de estudantes. A secretária de Educação Básica do Ministério da Educação, Kátia Smole, destaca que a Olimpíada de Matemática ajuda a detectar novos talentos em áreas que precisam de mais profissionais.

 

Secretária de Educação Básica do Ministério da Educação - Kátia Smole: Quando você tem uma iniciativa como a da Obmep, você pode descobrir os talentos e trabalhar com eles, e, no futuro, eu acredito que essa é uma das iniciativas que pode contribuir para que mais gente se interesse por estatística, por engenharia, por fazer ciência, porque a matemática, ela é muito importante para o desenvolvimento desta vontade de querer saber mais na área da ciência, na área da tecnologia.

 

Repórter Pablo Mundim: Para o professor de matemática da rede pública de ensino do Distrito Federal, Jaeder Maia Cardoso, o evento é um estímulo para os alunos.

 

Professor de matemática - Jaeder Maia Cardoso: Eu acho que você pode estimular alguns alunos a buscarem conhecimento, a resolverem problemas, né? Esse tipo de competição, para mim ela pode fortalecer os alunos, assim, a terem um desempenho melhor na aprendizagem.

 

Repórter Pablo Mundim: As inscrições para a Primeira Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas Nível A, que inclui alunos do quarto e quinto anos, já estão abertas. Devem ser feitas exclusivamente pelo site do evento, no: www.obmep.org.br até de 10 de outubro. Reportagem, Pablo Mundim.

 

Luciano: A verificação é completa, passa pela fabricação, importação, exportação, comercialização, armazenagem e transporte de explosivo.

 

Gabriela: Essa é a Operação Dínamo do Exército Brasileiro, que ocorre em todo o país.

 

Luciano: A repórter Cleide Lopes acompanhou a ação nas estradas de Goiás e mostra a importância dessa fiscalização.

 

Repórter Cleide Lopes: Dona Maria da Guia é moradora da cidade de Floriano, no estado do Piauí. Depois de mais de 14 horas de viagem, foi acordada dentro do ônibus no KM 35 da BR-020, nos arredores de Brasília, por uma equipe do Exército, com cães farejadores. Mesmo cansada, ela não se importou com o atraso na viagem, diz que é questão de segurança.

 

Entrevistada - Maria da Guia: Achei legal, não achei incômodo nenhum, não. É segurança para mim e para todos que vêm, né? Porque as coisas não estão fáceis não, né?

 

Repórter Cleide Lopes: O ônibus de dona Maria foi parado pela Operação Dínamo, uma parceria do Exército com a Polícia Rodoviária Federal e mais 28 órgãos. A operação fiscaliza o uso de explosivos e outros artefatos usados na fabricação de bombas caseiras. Esses materiais são utilizados principalmente para explodir caixas eletrônicos, como explica o tenente-coronel Eleuson, do Exército.

 

Tenente-coronel do Exército - Eleuson: A partir de 2012 nós intensificamos essa fiscalização e aí já gente tem verificado que os ilícitos, principalmente aqueles ligados a estouro de caixa eletrônico, eles têm diminuído de forma progressiva. Então, quando a gente intensifica essa fiscalização, a gente está colaborando com esse quesito e permitindo ao cidadão brasileiro viver com mais segurança.

 

Repórter Cleide Lopes: Um ônibus transportando cerca de 45 alunos não estava com a documentação em dia e o motorista foi imediatamente autuado pelo agente Leandro Regis, da Polícia Rodoviária Federal.

 

Agente da Polícia Rodoviária Federal - Leandro Regis: O CRLV está atrasado, atrasado desde 2016. Foi um aplicado uma mudança.

 

Repórter Cleide Lopes: O motorista, Soélio Marques Lemos, promete regularizar rapidamente a situação.

 

Motorista - Soélio Marques Lemos: Está certo em autuar o veículo, né? Agora a gente vai correr atrás para poder regularizar a situação, para a gente poder pegar o documento de volta.

 

Repórter Cleide Lopes: A Dínamo é a maior operação de fiscalização de explosivos realizada no país. A operação ocorre simultaneamente em 750 pontos em todo o território nacional e conta com a participação de 800 agentes de segurança. Ao final, todo o material apreendido será destruído pelo Exército. Reportagem, Cleide Lopes.

 

Gabriela: A inflação no mês passado caiu no Brasil, ou seja, na média, os produtos ficaram mais baratos para os consumidores.

 

Luciano: E um estudo divulgado hoje mostra que a inflação das famílias mais pobres caiu duas vezes mais que a das famílias mais ricas em agosto.

 

Gabriela: Isso, por causa, principalmente da redução nos preços dos alimentos, que pesam mais no orçamento das famílias que têm menor renda.

 

Repórter Graziela Mendonça: Katiana Andrade é dona de casa no município Formosa, em Goiás. Ela é beneficiária com o Programa Bolsa Família e tem três filhas, de 5, 10 e 13 anos. Katiana conta que alimentar uma casa cheia não é fácil, só de leite são 12 litros por semana.

 

Dona de casa - Katiana Andrade: Eu compro uma caixa, porque minha filha toma de manhã, né, para ir para escola. Quando acaba, eu sempre compro a caixa.

 

Repórter Graziela Mendonça: Mas no mês de agosto o orçamento de Katiana teve um alívio, é que o preço do leite baixou, assim como de outros alimentos, ela diz que já sentiu a diferença no bolso.

 

Dona de casa - Katiana Andrade: O leite antes era R$ 4, agora ele abaixou muito, foi para a R$ 2,59. Ficou muito bom para a gente.

 

Repórter Graziela Mendonça: A queda do preço de alimentos, como o leite, osso, carnes e alguns vegetais, puxou a inflação para baixo no mês passado, e isso beneficiou principalmente as famílias de baixa renda. Segundo o estudo feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, o Ipea, a inflação dos mais pobres caiu 0,12% em agosto, enquanto a queda para as famílias ricas foi metade disso, 0,06%. A técnica do Ipea e uma das autoras do estudo, Maria Parente Lameiras, explica porquê.

 

Técnica do Ipea - Maria Parente Lameiras: Alimentos é um grupo que impacta muito a inflação dos mais pobres, porque quase 30% do que as famílias mais pobres ganham, elas gastam com o alimento.

 

Repórter Graziela Mendonça: Já as famílias da alta renda sentiram uma inflação maior porque alguns itens como planos de saúde, gás encanado e cursos tiveram aumento em agosto. Nessa faixa de renda a alimentação não tem um impacto tão grande quanto nas famílias pobres, é o que explica o economista, Sérgio Felipe de Melo.

 

Economista - Sérgio Felipe de Melo: Nas faixas de renda mais altas a frente de consumo é um pouco diferenciada, e aí a gente percebe algum... um aumento aí, por exemplo, na taxa de inflação de habitação, de saúde, que são serviços que não são tão consumidos pelas populações mais pobres.

 

Repórter Graziela Mendonça: O estudo completo pode ser acessado na página do instituto: ipea.gov.br. Reportagem, Graziela Mendonça.

 

Luciano: E você vai ouvir ainda nesta edição.

 

Gabriela: As placas dos carros no Brasil vão mudar.

 

Luciano: Elas vão ter mais itens de segurança para evitar falsificações.

 

Gabriela: Os detalhes daqui a pouco.

 

Luciano: O Brasil vai colher mais de 228 milhões de toneladas de grãos na atual safra.

 

Gabriela: Está é a segunda maior safra do país, menor apenas que a do ano passado.

 

Luciano: Os dados foram divulgados hoje, pela Conab.

 

Repórter Luciana Collares de Holanda: A safra de grãos de 2017/2018, que se encerra agora, deve confirmar a colheita de 228,3 milhões toneladas de grãos, o número é segundo maior já registrado no país, atrás apenas do recorde da safra passada. Entre as culturas analisadas a soja apresentou crescimento de área e produtividade, já o milho teve redução no desempenho em todas as regiões brasileiras. A explicação está na segunda safra, como detalha Cleverton Santana, superintendente de Informações do Agronegócio da Conab.

 

Superintendente de Informações do Agronegócio - Cleverton Santana: O milho, que em volume de produção era só menor do que a soja, a cultura é dividida em duas fases. O milho em primeira safra, que não teve nenhum problema aparente, de modo geral, mas a segunda safra teve várias implicações, a primeira delas foi a redução na área, isso lá no momento do plantio. O produtor, no momento do plantio, por causa das condições de mercado, reduziu o pacote tecnológico utilizado, e aí diminuiu o potencial produtivo da cultura. O resultante disso é que abril choveu abaixo da média, principalmente na última quinzena, e isso impactou essa produtividade média do milho.

 

Repórter Luciana Collares de Holanda: O 12º levantamento da safra de 2017/2018, divulgado hoje, pela Conab, Companhia Nacional de Abastecimento, também aponta outros destaques como algodão, que somou uma produção de 5 milhões de toneladas, um salto de 25%, e o amendoim, que registrou sua maior safra da história. O bom desempenho do agronegócio no país está relacionado a vários fatores, como detalha Wilson Vaz de Araújo, secretário de políticas agrícolas do Ministério da Agricultura.

 

Secretário de políticas agrícolas - Wilson Vaz de Araújo: Você tem lá os produtores com toda a sua capacidade de produção, você tem as tecnologias, você tem as políticas, dentro do possível também atendendo às demandas, o clima e solo bastante favorável, então, acontece, a não ser que você tenha umas adversidades muito forte, aí, sim, pode ter problema, mas, de um modo geral, temos ambiente para produzir nesses níveis que estamos produzindo, e, daí para mais.

 

Repórter Luciana Collares de Holanda: O IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, também divulgou nesta terça-feira uma estimativa para a colheita, mas considerando o período que vai até o fim do ano. Segundo o instituto, o Brasil deve colher, em 2018, 225,8 milhões toneladas. Mato Grosso será o maior produtor nacional de grãos. Reportagem, Luciana Collares de Holanda.

 

"Respeitável público, prepare-se para se encantar. A senhora não queria me dar um presente, qualquer um? Pois, então, eu quero um circo".

 

Gabriela: Acabamos de ouvir um trecho do filme brasileiro O Grande Circo Místico, dirigido por Cacá Diegues.

 

Luciano: O longa foi escolhido para representar o Brasil e concorrer a uma indicação na categoria de melhor filme estrangeiro no Oscar 2019.

 

Gabriela: Inspirado em um poema de Jorge de Lima, conta a história de cinco gerações de uma família de artistas de circo ao longo de mais de cem anos.

 

"Cem anos, duas guerras mundiais, cinco Copas para o Brasil, dois cometas Halley, um século inteiro a serviço do respeitável público".

 

Luciano: Para a produção do alumínio a Ancine, Agência Nacional de Cinema, aprovou recursos de R$ 15 milhões.

 

Gabriela: Parte do dinheiro foi captado através a iniciativa privada, que patrocina o filme e recebe incentivos fiscais do governo.

 

Luciano: Os veículos de todo o país vão começar a usar novas placas.

 

Gabriela: Elas têm mais itens de segurança, que devem impedir a clonagem de veículos.

 

Luciano: Também sai ver mais fácil rastrear e localizar carros roubados.

 

Gabriela: A nova placa é um modelo que vai unificar a identificação dos automóveis de todos os países do Mercosul.

 

Luciano: Aqui no Brasil, o novo modelo começa a ser implantado no Rio de Janeiro, onde os carros novos já vão ser emplacados com o novo padrão.

 

Repórter João Pedro Neto: A partir de agora, carros novos já serão emplacados no estado do Rio de Janeiro com o novo modelo. Também vão receber a nova placa veículos que passarem por procedimentos de transferência de propriedade, domicílio ou alteração da categoria, e pelos proprietários que desejarem, já que a troca não será obrigatória para todos os veículos. A nova placa, que já é usada na Argentina e no Uruguai, tem fundo branco com a uma tarja azul na parte superior, que leva o emblema do Mercosul, o nome e a bandeira do Brasil. No caso do Rio de Janeiro, o preço da nova placa é o mesmo do modelo antigo, ou seja, não há custo adicional, mas o novo modelo tem uma série de itens do segurança, como o QR Code, uma espécie de código de barras, que facilita a identificação do veículo, e uma marca d'água. Também está prevista a adoção de chips para rastreamento dos automóveis, o que, segundo o ministro Alexandre Baldy, evita falsificações e praticamente impossibilita a clonagem.

 

Ministro das Cidades - Alexandre Baldy: Com o novo modelo de estampa é mais difícil a clonagem da placa, com o QR Code é também mais difícil a clonagem e também possibilita que as câmeras de segurança das vias urbanas e rodovias possam também identificar mais facilmente esses veículos. Caso o carro seja furtado ou roubado teremos também, com as forças de segurança, mais possibilidade desses veículos serem reparados. Teremos também chips, que são dados variáveis, que poderão ser incorporados para que nós possamos também ter a rastreabilidade mais efetiva pelos automóveis brasileiros.

 

Repórter João Pedro Neto: O modelo tem uma sequência de quatro letras e três números, e as cores dos caracteres vão ser diferentes de acordo com a categoria do veículo. A nova placa também tem a bandeira do estado, além do brasão do município e o nome da localidade. O Brasil tem uma frota de quase 100 milhões de veículos, o que responde por mais de 80% dos veículos do Mercosul. Desde o mês passado, departamentos de trânsito de todo o país estão fazendo processos de homologação do novo modelo. A expectativa é que todos os estados adotem a placa padrão Mercosul até dezembro desse ano. Reportagem, João Pedro Neto.

 

Gabriela: Mais de 10 milhões de crianças foram vacinadas contra o sarampo e a poliomielite.

 

Luciano: A imunização alcançou cerca de 93% desse público. A meta é vacinar 95% das crianças de um a menores de cinco anos.

 

Gabriela: Onze estados e mais de 4 mil municípios já cumpriram a meta do Ministério da Saúde.

 

Luciano: Mas a campanha nacional continua nos demais estados e termina na próxima sexta-feira.

 

Gabriela: A recomendação do Ministério é que pais e responsáveis levem os filhos que ainda não tomaram as vacinas aos postos de vacinação.

 

Luciano: A balança comercial brasileira teve saldo positivo de mais de US$ 1,1 bilhão na primeira semana de setembro.

 

Gabriela: Resultado da venda de produtos brasileiros para outros países que ultrapassaram os US$ 4 bilhões contra quase US$ 2,9 bilhões em compras.

 

Luciano: Os produtos mais exportados foram zinco, madeira serrada, celulose, chocolate e turbinas de avião.

 

Gabriela: No ano, as exportações superam as importações em mais de US$ 38,7 bilhões.

 

Luciano: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Gabriela: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Luciano: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Gabriela: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite.

 

Luciano: Boa noite e até amanhã.

 

"A Voz do Brasil, Governo Federal".