11 de dezembro de 2017

Destaques da Voz do Brasil: Começa o pagamento do Bolsa Família. E mais uma vez fila para entrar no programa é zerada. Pontos da Reforma da Previdência são detalhados e presidente Michel Temer diz que votação na Câmara pode ocorrer até o final do ano. A partir de janeiro novas ocupações vão poder se formalizar como Microempreendedor Individual. E tem ainda novas regras para a Lei da Adoção.

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Transcrição


Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Gabriela: Olá, boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Segunda-feira, 11 de dezembro de 2017.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia.

 

Gabriela: Começa hoje o pagamento do Bolsa Família.

 

Nasi: E, mais uma vez, fila para entrar no programa é zerada. Carolina Graziadei.

 

Repórter Carolina Graziadei: Pela sétima vez este ano, a fila de espera do Bolsa Família foi zerada. Duzentas e quatro mil famílias foram incluídas no programa.

 

Gabriela: E você também foi ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Nasi: Vamos detalhar pontos da reforma da Previdência.

 

Gabriela: E o Michel Temer diz que votação na Câmara pode correr até o final do ano.

 

Presidente Michel Temer: Nós todos estamos entusiasmados com a possibilidade, até por uma razão singela: mais do que nunca, está sendo esclarecido o tamanho exato da Previdência Social.

 

Nasi: A partir de janeiro, novas ocupações vão poder se formalizar como microempreendedor individual.

 

Gabriela: E tem ainda novas regras para a Lei da Adoção. Luana Karen.

 

Repórter Luana Karen: Quem quiser adotar crianças ou adolescentes com deficiência, doença crônica ou necessidades específicas de saúde vai ter prioridade na fila.

 

Nasi: Na apresentação da Voz do Brasil, Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Gabriela: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Nasi: Mais de 200 mil famílias foram incluídas no Bolsa Família neste mês.

 

Gabriela: É a sétima vez que a fila de espera do programa foi zerada.

 

Nasi: E atenção: quem tem Bolsa Família começa a receber o benefício a partir de hoje.

 

Gabriela: E todo mundo vai receber o pagamento até o dia 23 de dezembro, antes do Natal.

 

Repórter Carolina Graziadei: O Ministério do Desenvolvimento Social vai repassar R$ 2,480 bilhões a 13,828 milhões de famílias brasileiras. Pela sétima vez este ano, a fila de espera do Bolsa Família foi zerada. Duzentas e quatro mil famílias que se inscreveram para receber o benefício do Governo Federal foram incluídas no programa. O catador de ferro velho, Rosival Ribeiro, passou a receber o pagamento em outubro. Ele conta que, por mês, sua renda não ultrapassa R$ 250. Agora, os R$ 85 do Bolsa Família o ajudam na compra de remédios e gás.

 

Catador de Ferro Velho - Rosival Ribeiro: Só de eu não ter que preocupar em comprar um gás, que custa R$ 60, R$ 70, ajuda, né? Que o resto, com os ferro velho que eu junto, umas latinha, alguma coisa, dá para mim comprar um arroz, um feijão, uma carninha e outra. Eu pessoa igual a eu, se eu tiver que comprar um remédio, eu não tenho condições de comprar um remédio caro. Então, isso aí me favorece, né?

 

Repórter Carolina Graziadei: O Ministério do Desenvolvimento Social faz um cruzamento das informações declaradas pelos beneficiários no Cadastro Único com as que constam nas diversas bases de dados oficiais. Segundo o ministro Osmar Terra, a medida é essencial para garantir que os recursos do programa cheguem às famílias que realmente precisam.

 

Ministro do Desenvolvimento Social - Osmar Terra: Nós ampliamos o batimento de informações e, com isso, descobrimos mais de um milhão de pessoas que revelavam uma renda muito menor do que o que ela realmente recebia. Pessoas que nunca deveriam ter entrado no programa saíram e pessoas que realmente precisavam passaram a receber o Bolsa Família. Com isso, nós zeramos a fila pela primeira vez na história do programa e estamos mantendo a fila zerada já há sete meses.

 

Repórter Carolina Graziadei: Para saber o dia em que poderá sacar o dinheiro, o beneficiário deve ficar atento ao seu Número de Identificação Social, o NIS, que está impresso no cartão do programa. Os que terminam com o número 1 podem sacar no primeiro dia de pagamento. Os com final 2 no segundo dia e assim por diante. O benefício fica disponível para saque por até 90 dias. Reportagem, Carolina Graziadei.

 

Nasi: E você que está aí nos ouvindom sabe como fazer para receber o Bolsa Família?

 

Gabriela: As regras para entrar no programa são o assunto de hoje no nosso quadro "Para Você, Cidadão".

 

"Para Você, Cidadão".

 

Repórter Ana Pimenta: O Bolsa Família é um programa do Ministério do Desenvolvimento Social que contribui para acabar com a pobreza e a desigualdade de renda no país. Podem receber o Bolsa Família as famílias em situação de extrema pobreza com renda mensal de até R$ 85 por pessoa. O valor total recebido depende da renda e da composição da família. O benefício básico é de R$ 85, mas existem benefícios específicos pagos para gestantes, crianças e jovens. O valor desses benefícios varia de R$ 39 a R$ 46. Cada família pode escolher como vai gastar o dinheiro de acordo com as suas necessidades. Para começar a receber é preciso se inscrever no Cadastro Único do Governo Federal. A inscrição deve ser feita na prefeitura da sua cidade. Ana Pimenta, para a Voz do Brasil.

 

Nasi: Mais liberdade e mais competitividade no comércio entre os países.

 

Gabriela: Essa posição foi defendida pelo presidente Michel Temer em reunião ministerial da Organização Mundial do Comércio, que acontece em Buenos Aires, capital da Argentina.

 

Nasi: Para Temer, abrir mercados significa também crescimento da indústria, do emprego e o desenvolvimento para muitos países do mundo.

 

Repórter Paulo La Salvia: Os desafios são grandes. O maior deles é garantir o livre comércio. E para dar peso às decisões políticas da OMC, o presidente argentino, Mauricio Macri, convidou para a aberta do encontro os presidentes do Uruguai, Tabaré Vázquez, do Paraguai, Horacio Cartes, e do Brasil, Michel Temer. Todos pediram regras claras, previsíveis, transparentes e não discriminatórias no comércio internacional. O presidente Michel Temer foi além. Disse que o Brasil defende uma OMC forte e capaz de cumprir o seu papel.

 

Presidente Michel Temer: Quando nos fechamos em nós mesmos, nos fechamos a novas tecnologias, a novas ideias, a novas possibilidades. E é em nome de mais integração que defendemos a Organização Mundial do Comércio.

 

Repórter Paulo La Salvia: Para demonstrar a importância das regras no comércio internacional, o presidente Michel Temer citou a estabilização da economia brasileira.

 

Presidente Michel Temer: O Brasil de hoje deixou para trás a exceção. Nossa economia se recupera, cria postos de trabalho e a produção industrial tem crescido. As taxas de juros recuaram ao seu menor patamar histórico. A inflação é a mais baixa em muitos anos seguidos. Estamos levando adiante a ambiciosa agenda de reformas para a modernização do Brasil, o que envolve, necessariamente, maior e melhor inserção na economia global.

 

Repórter Paulo La Salvia: E às margens da abertura da 11ª Conferência Ministerial da OMC, um acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia também foi assunto de uma reunião que envolveu os presidentes do bloco sul-americano. O presidente Michel Temer disse que as negociações estão avançadas. De Buenos Aires, na Argentina, Paulo La Salvia.

 

Gabriela: E, antes de retornar ao Brasil, o presidente Michel Temer falou sobre a reforma da Previdência.

 

Nasi: Temer diz que a população está tomando maior conhecimento sobre a proposta, que está em discussão no Congresso Nacional.

 

Gabriela: O texto proposto prevê 15 anos de contribuição, e a idade mínima vai aumentar gradualmente até 2020, quando homens vão se aposentar aos 65 anos e mulheres aos 62 anos.

 

Nasi: O presidente destacou que é possível iniciar a discussão para a votação da reforma ainda nesta semana.

 

Presidente Michel Temer: Quero dizer que a reforma da Previdência vai muito bem, não é? Eu acho que nós... O presidente Rodrigo Maia resolver começar a discussão na quarta-feira, seguirá naturalmente até segunda e terça-feira, quem sabe na terça-feira nós conseguimos fechar. Nós todos estamos entusiasmados com a possibilidade até por uma razão singela: mais do que nunca, está sendo esclarecido o tamanho exato da Previdência Social.

 

Gabriela: E, segundo o governo, para que o cenário econômico de crescimento continue, a reforma da Previdência tem que ser aprovada.

 

Nasi: Com a reforma, o governo controla ainda mais seus gastos. Os pagamentos de aposentadorias e pensões se tornariam mais justos e sem privilégios.

 

Gabriela: E com as contas sob controle, investidores e empresários têm mais confiança para trazer recursos para o Brasil, e o governo mais dinheiro para investir no que é necessário.

 

Nasi: Estes foram alguns dos argumentos usados por integrantes do governo em um debate promovido hoje por um jornal em São Paulo.

 

Repórter Gabriela Noronha: No debate, representantes do governo e economistas afirmaram que a reforma da Previdência é necessária para que os avanços na economia brasileira continuem. O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Moreira Franco, explicou que as mudanças nas regras da aposentadoria vão garantir a retomada consistente do crescimento do país.

 

Ministro-Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República - Moreira Franco: Ela vai abrir a possibilidade de termos um círculo virtuoso. Vamos aumentar a geração de emprego, vamos melhorar os preços da inflação, nós vamos estabelecer possibilidades de ter políticas que fortaleçam a produtividade, porque o poder público vai estar com mais recursos. Nós vamos ampliar a capacidade do poder público investir.

 

Repórter Gabriela Noronha: A reforma da Previdência prevê uma idade mínima de aposentadoria, com uma regra de transição. A partir de 2020, o limite de idade vai subir gradualmente. A transição será mantida até chegar aos 65 anos para homens e 62 anos para mulheres. Além de alcançar a idade mínima, o novo texto prevê uma contribuição do trabalhador ao INSS de, no mínimo, 15 anos, o mesmo que está em vigor atualmente. Para os servidores públicos o tempo mínimo de contribuição é de 25 anos. Para Moreira Franco, a aprovação da reforma vai reduzir privilégios.

 

Ministro-Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República - Moreira Franco: O principal ponto da reforma é do ponto de vista de termos uma sociedade democrática, uma sociedade em que haja igualdade e que a igualdade garanta igualdade de oportunidades a todos e que não tenhamos que conviver com esses privilégios odiosos de poucos ganharem tanto e muitos ganharem tão pouco. No Brasil, a Previdência tira do pobre para dar para o rico.

 

Repórter Gabriela Noronha: Pela proposta tudo permanece igual com as regras atuais para quem já está aposentado, quem tem idade para se aposentar, além de trabalhadores rurais. O BPC, Benefício de Prestação Continuada, ajuda paga pelo governo a idosos em situação de extrema pobreza e pessoas com deficiência, também continua com as mesmas regras. Na avaliação do professor de economia, José Márcio Camargo, os recentes avanços econômicos no país podem se perder caso a reforma da Previdência não avance.

 

Professor de Economia - José Márcio Camargo: Em 20 anos, 100% do gasto público vai se dedicar à Previdência e assistência social. Isto é impossível de acontecer. Como é impossível de acontecer, os investidores simplesmente passam a duvidar da capacidade do governo de pagar a sua dívida, o que pode fazer com que os preços dos títulos caiam, a taxa de juros suba e você tenha que aumentar a taxa de juros de mercado, o real desvalorize e gera pressão inflacionária, o Banco Central tem que aumentar as taxas de juros e nós podemos abortar uma recuperação.

 

Repórter Gabriela Noronha: A discussão sobre a reforma da Previdência deve começar ainda esta semana na Câmara. Martha Seillier, chefe da Assessoria Especial da Casa Civil da Presidência da República, diz que o governo está otimista.

 

Chefe da Assessoria Especial da Casa Civil da Presidência da República - Martha Seillier: O governo muito está muito dedicado a essa aprovação da reforma da Previdência, acreditando que isso pode, de fato, mudar os rumos do nosso país.

 

Repórter Gabriela Noronha: A proposta de reforma da Previdência precisa do apoio de pelo menos 308 deputados, em duas votações, para ser aprovada na Câmara. Depois disso, ela precisa ser aprovada no Senado, também em duas votações, para então, entrar em vigor. Reportagem, Gabriela Noronha.

 

Gabriela: 19h13 pelo horário brasileiro de verão.

 

Nasi: Nova Lei da Adoção vai garantir um lar para quem precisa.

 

Gabriela: Daqui a pouco você vai saber os detalhes dessas mudanças, que vão priorizar processos de crianças com deficiência ou doença crônica.

 

Nasi: Novos empreendimentos vão poder se beneficiar com o MEI, o Microempreendedor Individual.

 

Gabriela: A partir de 1º de janeiro, jardineiros, apicultores, locadores de bicicletas ou de videogames e outros prestadores de serviço vão poder se cadastrar como MEI e formalizar seu impedimento.

 

Nasi: São pequenos empresários que têm um faturamento menor e que com uma pequena contribuição podem se formalizar e ter direitos como aposentadoria e auxílio-doença, por exemplo.

 

Apicultora - Maria Aparecida da Silva: Fiz um curso de capacitação em 2000, e desde então, apaixonada pela atividade, eu estou até hoje trabalhando com apicultura.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: É assim que a Maria Aparecida da Silva, de Brasília, resume a sua história no cultivo do mel. Ela sustenta toda a família vendendo os seus produtos. E há dois anos como vendedora ambulante ela se tornou uma MEI, Microempreendedora Individual. Desde então, só tem visto vantagens na escolha.

 

Apicultora - Maria Aparecida da Silva: A facilidade é muito grande para você poder movimentar, trabalhar com a sua microempresa, mudar a categoria e essas coisas mais, né?

 

Repórter Beatriz Albuquerque: As regras do Simples Nacional e do MEI vão ser alteradas a partir de 1º de janeiro de 2018. As mudanças incluem, por exemplo, novos limites de faturamento, tributação progressiva e a inclusão de algumas ocupações, especialmente na área rural. O governo acredita que essas medidas vão beneficiar as empresas e aumentar a formalização. É o que explica Silas Santiago, secretário-executivo do Comitê Gestor do Simples Nacional.

 

Secretário-Executivo do Comitê Gestor do Simples Nacional - Silas Santigo: É um benefício o fato de quando mudar de faixa crescer pouco na questão da tributação, e com essas novas atividades nós esperamos que haja mais empreendedores se formalizando como MEI.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: Treze atividades foram incluídas na lista do MEI. Entre elas, a apicultura, atividade de Maria Aparecida, que está toda orgulhosa. Ela, que antes havia se formalizado como vendedora ambulante, agora vai poder se cadastrar finalmente como apicultora.

 

Apicultora - Maria Aparecida da Silva: Para mim vai ser ótimo porque a minha profissão é apicultora. Vai dar acho que um know-how melhor até para mim mesma.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: Pode se cadastrar como MEI o empresário que tiver faturamento anual de até R$ 80 mil já com as novas regras, ter no máximo um empregado ganhando um salário mínimo ou o piso da categoria e não ter filiais. Reportagem, Beatriz Albuquerque.

 

Gabriela: A chance de um jovem negro morrer assassinado é quase três vezes maior que a de um jovem branco.

 

Nasi: É o que mostram números do Índice de Vulnerabilidade Juvenil à Violência, divulgado hoje pela Secretaria Nacional de Juventude.

 

Gabriela: Uma realidade que precisa de ação imediata para a inclusão social desses meninos e meninas.

 

Nasi: E é exatamente esse o objetivo do Plano Juventude Viva. A repórter Mara Kenupp explica.

 

Repórter Mara Kenupp: Os jovens são criativos, ousados e com capacidade para fazer mudanças, mas também são os alvos mais frequentes da violência urbana. Noventa e dois por cento dos homicídios no Brasil são cometidos contra jovens, e a chance de um jovem negro morrer assassinado é quase três vezes maior que a de um jovem branco. É o que mostra o relatório Índice de Vulnerabilidade Juvenil à Violência, divulgado pela Secretaria Nacional da Juventude em parceria com a Unesco. O jovem Lázaro Silva, de 27 anos, consultor do Programa das Nações Unidas do Controle de HIV, nasceu em uma região violenta do Rio de Janeiro. Para ele, o que falta para os jovens é oportunidade.

 

Consultor do Programa das Nações Unidas do Controle de HIV - Lázaro Silva: Muitos têm que parar de estudar para sustentar a família e se tornam números em mortalidade, de evasão escolar. Nós precisamos de investimento na saúde, investimento na educação e deixarmos de ser estatística, né?

 

Repórter Mara Kenupp: Em 24 estados, as jovens negras correm risco duas vezes mais de serem assassinadas que as jovens brancas. Rio Grande do Norte e Paraíba estão no topo da lista, e o Paraná é o único estado onde as jovens brancas correm mais risco de serem assassinadas do que as negras. O ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, destaca que é preciso ações efetivas para o combate à violência.

 

Ministro do Desenvolvimento Social - Osmar Terra: É justamente através da juventude que eu acho que nós temos que começar a enfrentar a questão da violência para reduzir, particularmente a violência acompanhada de preconceito racial, que é a mais abominável de todas, e nós temos que ter ações concretas em relação a isso.

 

Repórter Mara Kenupp: E para enfrentar essa questão, o secretário Nacional da Juventude, Francisco de Assis Costa, conta que o governo retomou este ano vários projetos de inclusão, empreendedorismo, cultura e educação do Plano Juventude Viva.

 

Secretário Nacional da Juventude - Francisco de Assis Costa: Na distribuição desses R$ 12 milhões do Programa Estação Juventude, como todos os programas da Secretaria Nacional de Juventude, esteja estabelecido como critério obrigatório o enfrentamento à violência contra a juventude negra.

 

Repórter Mara Kenupp: A base da pesquisa é o ano de 2015, e pela primeira vez foi feito o levantamento de gênero. Reportagem, Mara Kenupp.

 

Gabriela: Após pedido do governo do Amazonas, a Força Nacional de Segurança Pública foi autorizada pelo Ministério da Justiça a continuar em operação por mais 90 dias.

 

Nasi: As tropas vão permanecer no estado até o dia 31 de março do ano que vem. O prazo anterior era até o fim deste ano.

 

Gabriela: A ação da Força Nacional no estado teve início em janeiro, quando atuaram, principalmente, no policiamento ostensivo de unidades do Sistema Penitenciário Estadual.

 

Gabriela: 19h19 no horário brasileiro de verão.

 

Nasi: Mais agilidade para garantir um lar para quem precisa.

 

Gabriela: A nova Lei de Adoção, sancionada pelo presidente Michel Temer, vai dar prioridade para processos de crianças e adolescentes com deficiência ou doença crônica.

 

Nasi: As medidas devem garantir vida mais digna para as mais de 8 mil crianças que estão na fila para ganhar novos pais.

 

Repórter Luana Karen: O ano era 2008. Ester ainda nem tinha nascido, mas a dona de casa Mara de Moraes e o vendedor Osmar Cavalcante já sabiam que era ela. A mãe biológica tinha deficiência auditiva e resolveu entregar a menina, ainda no ventre, para a adoção. O casal sabia das chances de Ester nascer surda, um detalhe que não fez diferença. Na mesma época, Osmar e Mara conheceram Marcela. Ela tinha 14 anos e havia sido deixada no orfanato pela mãe, dependente de álcool. A decisão de levar Marcela e Ester para casa foi acertada em família, com os filhos biológicos que o casal já tinha, como conta Osmar Cavalcante.

 

Vendedor - Osmar Cavalcante: Chegou um momento que nós entendemos que deveríamos adotar, de realizar esse sonho, né? Na reunião de família todos optaram por adotar as duas. Já estamos há nove anos numa vida com os seus problemas naturais, mas muito felizes.

 

Repórter Luana Karen: A família da Mara e do Osmar escolheu um caminho diferente da maioria ao adotar uma criança com deficiência auditiva e uma adolescente negra. Há hoje no país quase 42 mil pessoas interessadas em adotar e 8.200 crianças e adolescentes esperando uma família. Uma conta que poderia ser fácil de resolver. Mas não é bem assim, como explica Walter Gomes, supervisor da área de adoção da Vara de Infância e Juventude do Distrito Federal.

 

Supervisor da Área de Adoção da Vara de Infância e Juventude do Distrito Federal - Walter Gomes: As famílias que se habilitam de uma forma geral optam pelo chamado perfil clássico de criança desejada para a adoção: uma criança de zero a no máximo dois anos, saudável, sem irmãos. Então, esse perfil bastante enrijecido de criança desejada, acaba por impedir que as doações ocorram em maior número em um curto espaço de tempo.

 

Repórter Luana Karen: Agora, com a nova Lei de Adoção, quem quiser adotar crianças ou adolescentes com deficiência, doença crônica ou necessidades específicas de saúde vai ter prioridade na fila. O mesmo vale para interessados em adotar grupos de irmãos ou crianças. Outra mudança está no estabelecimento de prazos para a conclusão dos processos de habilitação de pretendentes e de adoção. Walter Gomes, da Vara da Infância e Juventude, explica que as medidas vão agilizar a adoção.

 

Supervisor da Área de Adoção da Vara de Infância e Juventude do Distrito Federal - Walter Gomes: Não há o porquê de você retardar a habilitação de famílias com esse perfil tendo à disposição crianças, sendo carecentes de um acolhimento urgente e que terão à sua disposição tratamentos médicos especializados e que garantirão em algumas situações a superação dos seus problemas.

 

Repórter Luana Karen: A nova lei também estende às pessoas que adotam as mesmas garantias trabalhistas dos pais sanguíneos, como licença-maternidade, estabilidade provisória após a adoção e direito de amamentação, e traz uma garantia para as mães que entregam voluntariamente o filho para a adoção, o direito ao sigilo. Reportagem, Luana Karen.

 

Gabriela: Todo cidadão já pode acessar pelo Portal da Transparência informações sobre o salário de servidores, transferência de recursos da União para estados e municípios ou entidades conveniadas e verbas destinadas ao Bolsa Família, por exemplo.

 

Nasi: A partir de agora, a população e os gestores têm mais uma ferramenta para acompanhar os gastos do governo.

 

Gabriela: É o Painel de Custeio Administrativo, que traz ainda mais informações que o Portal da Transparência.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: Imagina o cidadão poder acompanhar os gastos públicos como energia elétrica, água, limpeza de áreas e passagens aéreas. Agora isso já é possível com o Painel de Custeio Administrativo. Lá, a população e os gestores vão poder olhar de perto os custos de funcionamento do Governo Federal, como explica Dyogo Oliveira, ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão.

 

Ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão - Dyogo Oliveira: A partir de agora estão abertas à sociedade os dados de despesas com atividades administrativas e funcionamento do Executivo Federal, que representam cerca de R$ 33 bilhões por ano. Esse é o valor fechado de 2016. Em 2017, nós teremos uma redução desse valor.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: Para o governo, o painel vai ajudar os gestores públicos na tomada de decisões e na redução dos custos, já que há possibilidade de fazer comparações com outros órgãos federais. Em apenas quatro passos, qualquer pessoa consegue ter acesso a informações e gráficos sobre os gastos do governo. É possível em poucos minutos escolher o ano, o órgão e o tipo de gasto que se quer visualizar. O governo já disponibiliza para a população o Portal da Transparência. Para o secretário de gestão do Ministério, Gleisson Rubin, o novo painel traz informações mais completas, inclui outros gastos públicos e oferece mais informações de análise que o Portal da Transparência.

 

Secretário de Gestão do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão - Gleisson Rubin: O Portal de Custeio Administrativo, ele oferece uma visão comparativa entre diferentes órgãos a partir de um conjunto de 23 itens de despesa. O Portal da Transparência traz outras informações e num formato diferente. Então, o Portal da Transparência vão vai permitir essa comparação entre órgãos que o Portal de Custeio Administrativo permite.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: E o painel já está funcionando. Basta acessar paineldecusteio.planejamento.gov.br. Reportagem, Beatriz Albuquerque.

 

Gabriela: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Nasi: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Gabriela: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Nasi: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Uma boa noite.

 

Gabriela: Uma boa noite para você e até amanhã.

 

"Brasil, ordem e progresso".