12 de fevereiro de 2018

Destaques da Voz do Brasil: Governo vai ajudar 40 mil venezuelanos que estão em Roraima. Presidente Michel Temer viaja ao estado e garante verbas para ações nas áreas de segurança, saúde e emprego. Carnaval com responsabilidade. Lugar de criança é brincando nos blocos e matinês, e não trabalhando nas ruas. Fiscais estão de olho para combater o trabalho infantil. E quem quer aproveitar a festa também deve ter cuidado com a alimentação.

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Transcrição


Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.




"Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".




Apresentadora Gabriela Mendes: Olá. Boa noite.




Nasi: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.




Gabriela: Segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018.




Nasi: E vamos ao destaque do dia. Governo vai ajudar 40 mil venezuelanos que estão em Roraima.




Gabriela: Presidente Michel Temer viaja ao estado e garante verbas para ações nas áreas de segurança, saúde e emprego.




Presidente Michel Temer: Não faltarão recursos para solucionar a questão dos venezuelanos, ou seja, o aspecto humanitário, mas também a solução para o estado de Roraima.




Nasi: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.




Gabriela: Carnaval com responsabilidade. Lugar de criança é brincando nos blocos e matinês, e não trabalhando nas ruas.




Nasi: Fiscais estão de olho para combater o trabalho infantil. Raquel Mariano.




Repórter Raquel Mariano: Rio de Janeiro, Bahia, Pernambuco e Minas Gerais, estados que atraem multidões para a folia fizeram também campanhas de conscientização.




Gabriela: E para quem quer aproveitar a festa também deve ter cuidado com a alimentação. Beatriz Albuquerque.




Repórter Beatriz Albuquerque: Comer comida caseira antes de sair para a folia e levar uma marmitinha para os blocos são estratégias importantes que podem fazer a diferença.




Nasi: Na apresentação da Voz do Brasil: Gabriela Mendes e Nasi Brum.




Gabriela: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar: www.voz.gov.br.




Nasi: O governo anunciou uma série de medidas para ajudar os cerca de 40 mil imigrantes venezuelanos que estão concentrados no estado de Roraima.




Gabriela: Eles atravessaram a fronteira fugindo da crise econômica e política na Venezuela.




Nasi: Acompanhado de vários ministros, o Presidente Michel Temer esteve em Boa Vista, capital do estado, e afirmou que não vai faltar recursos para atender essa questão humanitária.




Gabriela: As medidas emergenciais envolvem ações nas áreas de segurança, saúde e encaminhamento dos imigrantes.




Repórter Raíssa Lopes: Pelas ruas de Boa Vista, capital de Roraima, é fácil encontrar venezuelanos que deixaram seu país por causa da crise política e econômica. A estimativa é que só em Boa Vista vivam 40 mil venezuelanos. Entre eles, encontramos Heraldo Monterolla, que chegou no Brasil há 14 dias. Deixou esposa e filhos na Venezuela e diz que por lá a situação é muito difícil.




Entrevistado - Heraldo Monterolla: Na Venezuela as coisas estão muito ruins, muita pobreza, a delinquência é assustadora, não há direitos humanos, não há garantias.




Repórter Raíssa Lopes: Mas Roraima está sem condições para atender tanta gente. O sistema de saúde pública do estado, por exemplo, está sobrecarregado. O Presidente Michel Temer e alguns ministros interromperam o carnaval para ver a situação de perto. Depois da reunião com a governadora do estado, Sueli Campos, o Governo Federal anunciou medidas para ajudar os venezuelanos. O presidente Temer afirmou que não irá descansar enquanto a situação não tiver sido resolvida e que para isso não faltarão recursos do Governo Federal.




Presidente Michel Temer: Nós vamos estabelecer uma coordenação federal para solucionar esta questão que aflige o estado de Roraima e hoje aflige também o Brasil. Eu quero editar muito proximamente talvez, na quarta ou mais tardar quinta-feira, uma Medida Provisória que tratará deste assunto. E quero dizer à governadora, aos Srs. Parlamentares, a todos, que não faltarão recursos para solucionar a questão dos venezuelanos, ou seja, o aspecto humanitário, mas também a solução para o estado de Roraima.




Repórter Raíssa Lopes: Entre as ações anunciadas estão: a emissão de um documento de identidade provisória paro os venezuelanos, a realização de um censo para que o Governo Federal saiba quantos imigrantes ilegais estão hoje no Brasil e a revalidação dos diplomas de médicos e professores venezuelanos para que possam atuar no apoio aos seus conterrâneos. O ministro da Defesa, Raul Jungmann, também anunciou medidas que serão adotadas pelas Forças Armadas.




Ministro da Defesa - Raul Jungmann: A duplicação do efetivo dos nossos postos especiais de fronteira. As Forças Armadas estarão duplicando os seus postos de controle no interior do estado de Roraima, nós estaremos desdobrando um hospital de campanha para a região de Pacaraima.




Repórter Raíssa Lopes: O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Sérgio Etchegoyen, reforçou que o Brasil está aberto para receber o apoio de outros países que queiram ajudar na questão dos cidadãos da Venezuela.




Ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional - Sérgio Etchegoyen: O Brasil oferece ajuda aos venezuelanos e abre-se para que aqueles outros países que quiserem, que desejarem colaborar nessa crise, possam fazê-lo por intermédio da gestão brasileira.




Repórter Raíssa Lopes: Também foi anunciada a interiorização dos venezuelanos, ou seja, serão levados a outros estados e terão apoio para aprenderem o português e ajuda para se inserirem no mercado de trabalho. De Boa Vista, Roraima, Raíssa Lopes.




Nasi: E a oportunidade de trabalho e a boa acolhida dão povo brasileiro são alguns dos motivos que fazem do Brasil um destino preferido pelos imigrantes




Gabriela: A maioria dos estrangeiros que estão no país é formada por haitianos, que encontraram por aqui a chance de melhorar de vida.




Nasi: E um dos primeiros documentos que eles recebem do governo brasileiro é a Carteira de Trabalho, um modelo de política para o mundo.




Repórter Paulo La Salvia: A realidade de Naomi Harrison mudou bastante nos últimos dois anos, ela trocou as ruas de Porto Príncipe, no Haiti, pelas avenidas de Brasília. Na capital do Brasil encontrou o que no país caribenho é escasso, emprego. Ela trabalha com Carteira assinada, seis dias por semana, num supermercado e ganha um salário mínimo por mês. Está satisfeita, só sente falta da família.




Entrevistada - Naomi Harrison: Sinto falta muito, saudade muito, porque agora só eu que ficar aqui sozinha. Muita saudade. Toda minha família está lá.




Repórter Paulo La Salvia: Os haitianos como Naomi lideram a lista de imigrantes empregados de modo formal do Brasil. Dos quase 116 mil estrangeiros com carteira assinada no país, 22,5% vêm do Haiti. Logo depois no ranking estão os portugueses, paraguaios, argentinos e bolivianos. Para o Ministério do Trabalho, a atratividade do mercado brasileiro se deve a dois fatores, no Brasil não existem conflitos étnicos, religiosos e um dos primeiros documentos ofertados pelo governo aos imigrantes é a carteira de trabalho. Para o coordenador-geral de imigração do ministério, Hugo Gallo, a política do Brasil é um modelo para o mundo.




Coordenador-geral de imigração do ministério - Hugo Gallo: O Brasil, ele é um exemplo nessa questão migratória, e a nossa legislação, hoje, demonstra isso, reconhecendo este imigrante efetivamente como um jeito de direito e isso é importantíssimo.




Repórter Paulo La Salvia: Sherriff Abdul trabalha no mesmo supermercado que Naomi em Brasília, mas ele é de Gana, na África, e chegou no em 2014 em plena Copa do Mundo. Depois de andar pelo país, Sheriff resolveu se erradicar na capital, e, pelo visto, não se arrepende da escolha.




Entrevistado - Sherriff Abdul: Graças a Deus porque eu estou aqui agora trabalhando, entendeu? É um país muito bom. O Brasil mora do meu coração, porque tem gente boa demais.




Repórter Paulo La Salvia: As regiões Sul e Sudoeste são destino de quase 86% dos imigrantes que trabalham com carteira assinada do Brasil. Já o nível de instrução deles varia do Ensino Médio incompleto ao nível Superior com mestrado e doutorado. Reportagem, Paulo La Salvia.




Gabriela: Nesse carnaval se jogue nos blocos, distribua sorrisos, mande alegria para todos, mas, segure seu lixo.




Nasi: Há, lixeiras por toda a parte, encontre uma para jogar aquele resto de comida, copo, latinha de cerveja ou refrigerante.




Gabriela: Lixo do chão pode entupir bueiros, causar alagamentos e outros transtornos.




Nasi: Este é um recado do Ministério do Meio Ambiente para que a folia seja mais limpa e sem sujeira.




Gabriela: E o repórter Pablo Mundim mostra que já tem muito folião preocupado em não sobrecarregar os garis que trabalham todos os dias do ano para deixar ruas limpas.




Repórter Pablo Mundim: Durante cinco dias multidões de foliões vão às ruas para brincar de carnaval. Em Brasília, a folia não é diferente. Mas depois da festa, sempre sobra sujeira. São toneladas de lixo espalhados pelas ruas, tem sacos, latinhas, muito papel. Um cenário que incomoda os moradores. O ator Ribamar de Souza acha que o cuidado com os lixos nas ruas tem que ter igual ao de casa.




Ator - Ribamar de Souza: As pessoas, elas não têm a noção, educação de jogar o lixo no lixo. Será que você faz isso dentro de casa? É uma pergunta que eu faço para as pessoas. Eu acho que não, né? Então, a gente tem que cuidar na nossa, respeitar mais a cidade, respeitar os garis que estão trabalhando. Leve seu saquinho, jogue e depois procure um lixo e põe.




Repórter Pablo Mundim: Somente no carnaval no ano passado o serviço de limpeza urbana de Brasília recolheu mais de 95 toneladas durante os dias de festa. Normalmente os garis costumam desfilar nas ruas só depois que a folia acaba, mas este foi diferente. Eles são os homenageados. Entre as baterias e as vassouras, eles desfilam no bloco sustentável Patubatê. Vestidos a caráter, eles vão distribuindo alegria e consciência aos foliões. Mais do que uma parceria, é uma forma de agradecer o trabalho desses profissionais, conta o idealizador e fundador do grupo, Fred Magalhães.




Idealizador e fundador do grupo - Fred Magalhães: Eles são importantes para a sociedade em geral, né? Porque limpam a nossa cidade, né? Então, eles precisam de um pouco de atenção, um pouco de carinho também, né, e de valorização. Por que não numa festa de carnaval, né? Uma festa que é para todo mundo, eles e estão trabalhando, vamos homenageá-los.




Repórter Pablo Mundim: A gari Maria da Paz explica que com alegria e samba do pé também é possível fazer o trabalho.




Gari - Maria da Paz: O pessoal joga muito lixo no chão, né? E a gente vai atrás, onde eles vão a gente vai junto. Mas a gente vai se divertindo, se descontraindo. Bom demais.




Repórter Pablo Mundim: E pelas redes sociais, o Ministério do Meio Ambiente lançou a campanha nacional Carnaval Sustentável. A mensagem para os foliões é para espalhar amor, mas juntar o lixo. Reportagem, Pablo Mundim.




Nasi: Conservar a mata nativa e todos os animais e insetos que vivem nela.




Gabriela: Quem tem uma área de floresta pode garantir a preservação criando uma reserva particular.




Nasi: O Brasil já tem mais de 650 locais como este, que têm o reconhecimento do Governo Federal.




Gabriela: Somadas, todas as reservas particulares do país chegam a 750 mil hectares, uma área cinco vezes maior que a cidade de São Paulo.




Repórter Natália Koslyk: Ainda nos tempos da graduação, a engenheiro químico, Richard Avolio, descobriu o interesse pela área ambiental. Até que um dia, há cerca de 15 anos, decidiu fazer a sua parte pela preservação da natureza e comprou uma propriedade na região da Chapada dos Veadeiros, em Goiás. Com 150 hectares, o Vale das Araras abriga formações típicas do cerrado, rios e cachoeiras. A ideia era transformar toda essa riqueza em reserva natural.




Engenheiro químico - Richard Avolio: Pensei em tomar uma atitude própria, né? Ou seja, cuidar eu mesmo de um pedacinho, e foi aí que surgiu esse projeto na cabeça. Uma questão, assim, de vocação mesmo.




Repórter Natália Koslyk: Em 2005 quase um terço da área do Vale das Araras foi reconhecido pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, o ICMBio, como reserva particular do patrimônio natural. Trata-se de uma unidade privada de conservação da natureza, que, após o reconhecimento, passa a contar com o apoio federal, como explica Ricardo Soavinski, presidente do instituto.




Presidente do instituto - explica Ricardo Soavinski: O que tem de benefícios para quem quer criar uma RPPN é isenção do IPR e também um apoio à proteção dessas áreas, ou seja, de fiscalização.




Repórter Natália Koslyk: O Brasil possui 673 reservas particulares com reconhecimento federal. Somadas as estaduais e municipais, são 1.400 reservas. Neste mês foram criadas mais quatro nos estados da Bahia, Ceará, Minas Gerais e Santa Catarina. Uma delas é a Reserva Contendas Dois, que fica no município baiano de Ituberá e é coberta pelo bioma da mata atlântica. Jorge Viana, presidente do instituto que apoiou a criação da reserva, fala da importância dessa conquista.




Presidente do instituto - Jorge Viana: Determinados fragmentos reconhecidos como RPPN fica protegido eternamente. Então, além da satisfação do proprietário de manter aquela área que ela já tinha vontade de proteger, ele também tem a segurança que as futuras gerações vão poder usufruir daquela biodiversidade que ele hoje está gravando para a perpetuidade como área protegida.




Repórter Natália Koslyk: Para obter o reconhecimento federal da sua propriedade, é preciso comprovar o domínio da terra e definir o perímetro na área. O passo a passo está na internet na página: sistemas.icmbio.gov.br. Reportagem, Natália Koslyk.




Gabriela: 19h13 no horário brasileiro de verão.




Nasi: Fiscais estão nas ruas para combater o trabalho infantil no carnaval.




Gabriela: E se você presenciar algum caso também pode denunciar, daqui a pouco a gente traz os detalhes.




Nasi: Praticidade para o servidor e economia de gastos para o governo.




Gabriela: Esse é o resultado do TáxiGov, um novo sistema de transporte para servidores públicos federais.




Nasi: No lugar de carros oficiais o funcionário que precisa se deslocar em função do trabalho chama um táxi pelo aplicativo.




Gabriela: A TáxiGov já gerou uma economia de R$ 3 milhões, e este ano o sistema vai ser ampliado para ser chegar a órgãos federais localizados nos estados.




Repórter Márcia Fernandes: Invés de usar os carros oficiais e exclusivos agora os servidores estão se deslocando de táxi. O processo é simples, quando o servidor precisa sair ele usa um aplicativo de celular, o TáxiGov para chamar o transporte. O carro leva o funcionário até o local desejado. Para o servidor público Luiz Guilherme Zique, o sistema deixa o deslocamento mais fácil e rápido.




Servidor público - Luiz Guilherme Zique: É um ganho enorme para nós. Antes nós tínhamos que ligar para central do transporte do próprio órgão, pedir para alguém chamar o motorista para vir prestar o serviço. Hoje em dia nós mesmos fazemos a aquisição, é muito mais prático.




Repórter Márcia Fernandes: Mais de 20 órgãos federais já utilizam o serviço. O valor da corrida com desconto é cobrado do governo. Os taxis ficam disponíveis 24 horas, quase 26 mil servidores já estão cadastrados no aplicativo, que pode ser acessado pelo computador ou pelo celular. A previsão é que todos os órgãos da administração federal em Brasília passem a usar o serviço ainda neste ano. Os próximos serão servidores das autarquias e das fundações públicas. E o TáxiGov também deve ser levado para outras cidades com muitos servidores, como explica o secretário de gestão do Ministério do Planejamento, Gleisson Rubin.




Secretário de gestão do Ministério do Planejamento - Gleisson Rubin: Estaremos realizando licitações deste modal no Rio de Janeiro, onde nós temos uma grande presença de órgãos públicos federais e em São Paulo.




Repórter Márcia Fernandes: O ministro de Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Diogo Oliveira, anunciou que o serviço será usado também oro funcionários do alto escalão dos ministérios.




Ministro de Planejamento Desenvolvimento e Gestão, Diogo Oliveira Nós devemos ter a divulgação de um decreto, né? Regulamentando essa matéria. Com isso, a gente vai acabar com aquilo que a gente chama, né, carro oficial. Não vai ter aquele carro preto com motorista, aquilo não vai ter mais no Governo Federal.




Repórter Márcia Fernandes: Desde que foi implantado o TáxiGov gerou uma economia de R$ 3 milhões em gastos com transportes. Reportagem, Márcia Fernandes.




Nasi: E autoridades e servidores públicos federais vão viajar a serviço somente em voos da classe econômica.




Gabriela: A portaria, assinada pelo Presidente Michel Temer, já está em vigor.




Nasi: Segundo o Ministério do Planejamento, a medida vai ajudar a economizar recursos públicos.




Gabriela: Aproveitar melhor a água sem desperdícios.




Nasi: Uma das formas de fazer isso é captar a água das chuvas e usar para regar as plantas, lavar o carro.




Gabriela: Já tem gente que faz isso em casa, além de preservar o meio ambiente, significa economia na conta da água.




Repórter Nei Pereira: Aos 84 anos um dos prazeres do bancário aposentado, Hélio Busson, morador de Brasília, é cuidar das plantas do quintal. Ele cultiva frutas e verduras. Mesmo durante o período de seca, tudo fica verdinho, isso porque o aposentado construiu um sistema de reaproveitamento de água da chuva. As 18 caixas d'água dividem um espaço com as plantas. Ele explica que o uso é para atividades que não necessitam de água potável.




Aposentado - Hélio Busson: Para a limpeza, para a piscina, para a aguar as plantas em casa e para uso sanitário, né?




Repórter Nei Pereira: Hoje seu Hélio consegue armazenar 50 mil litros da água da chuva, quantidade suficiente para ser usada durante todo o período de seca, que no Distrito Federal dura em torno de cinco meses. Reaproveitar a água da chuva representou economia para o aposentado.




Aposentado - Hélio Busson: Em torno de 85% de economia, né? Eu tinha despesa de R$ 700 por mês, agora pago R$ 50, R$ 60 cada mês, né? Então, a economia é muito grande, mais de R$ 600 por mês, né?




Repórter Nei Pereira: O reaproveitamento de água é um desafio mundial. E no caso do Brasil, esse tipo de solução é pouco explorada, porque o país tem chuvas regulares em boa parte das regiões, mas as recentes crises em cidades como São Paulo e Brasília, fazem com que o assunto ganhe relevância. Segundo o coordenador de implementação de projetos indutores da Agência Nacional de Águas, Devanir Garcia dos Santos, reaproveitamento precisa ser incentivado.




Coordenador de implementação de projetos indutores da Agência Nacional de Água - Devanir Garcia dos Santos: Se a gente fala que está chovendo menos, ou chovendo mais, a chuva é a mesma. A água que a gente reserva para usar é o que pesa. Então, quando você trabalha captando parte da água das chuvas dos telhados, do lado da sua casa, fazendo uma estrutura no solo ou utilizando um outro tipo de equipamento que permita armazenar essa água, você pode atender aqueles usos menos exigentes. De repente, uma lavagem de piso, uma lavagem de carro. Então, você, com isso, consegue ter um impacto menor, uma pressão menor sobre os nossos mananciais.




Repórter Nei Pereira: O reaproveitamento da água da chuva foi recentemente incluído na lei que trata da política nacional de recursos hídricos, conhecida também por Lei das Águas. Um dos objetivos da lei é incentivar e promover a captação e o aproveitamento das águas da chuva. Reportagem, Nei Pereira.




Gabriela: 19h18 no horário brasileiro de verão.




Nasi: No carnaval tem diversão para todo mundo.




Gabriela: E nesse clima de alegria, muita gente não percebe, mas tem criança que, invés de estar brincando nos blocos e bailes infantis, está trabalhando.




Nasi: E isso não devia ocorrer, mas a fiscalização está nas ruas, e quem presenciar qualquer tipo de trabalho infantil pode denunciar.




Repórter Raquel Mariano: Em clima de carnaval no Brasil tudo é motivo para folia. Qualquer cantinho da cidade vira espaço para mais um bloquinho. Mas, atenção, na hora de comprar uma latinha de cerveja, por exemplo, o vendedor não pode ser criança ou adolescente. Isso caracteriza trabalho infantil, é o que explica a auditora fiscal do trabalho Fátima Chama.




Auditora fiscal do trabalho - Fátima Chama: No Brasil, né, o trabalho infantil, ele recebe as atividades econômicas ou atividades de sobrevivência com ou sem finalidade de lucro, entendeu? Remunerados ou não, realizados por crianças ou adolescentes inferiores a 16 anos.




Repórter Raquel Mariano: E o Ministério do Trabalho mobilizou todas as superintendências regionais do país para intensificar a campanha contra o trabalho infantil durante o carnaval. Rio de Janeiro, Bahia, Pernambuco e Minas Gerais, estados que atraem multidões para a folia, fizeram também campanhas de conscientização. O Rio de Janeiro, por exemplo, fez uma ação com os ambulantes, como explica Fátima Chama.




Auditora fiscal do trabalho - Fátima Chama: A Secretaria Municipal de Assistência Social, ela disponibilizou o que a gente chama de espaço de convivência, que os pais que têm que trabalhar, para não levar seus filhos para ficar depois para a rua. É um espaço, para as crianças ficarem ali enquanto os pais trabalham.




Repórter Raquel Mariano: E se no meio do samba você notar alguma violação de direitos humanos, seja de trabalho infantil, de alguma forma de violência ou de preconceito, você pode fazer a denúncia pelo celular usando o aplicativo Proteja Brasil. Lá ele mostra o caminho que você deve seguir para fazer a queixa. Outra forma é o Disque 100. De qualquer lugar do Brasil é só digitar o número 100, a ligação é de graça. Reportagem, Raquel Mariano.




Gabriela: E como a reportagem falou, você pode usar o Disque 100 para denunciar outros tipos de violações de direitos contra crianças e adolescentes.




Nasi: Este é o assunto do quadro Pra Você Cidadão de hoje.




"Pra Você Cidadão".




Repórter Ana Pimenta: Durante as festas populares e grandes eventos do país, incluindo o carnaval, o Governo Federal reforça a divulgação do Disque 100 de direitos humanos. Nesse período aumenta o número de denúncias de violações de direitos de crianças e adolescentes. Os casos mais comuns são de violência física, violência, sexual, negligência e trabalho infantil. As ligações para o Disque 100 podem ser feitas de graça de qualquer lugar do país. O nome da pessoa que faz a denúncia será mantido em sigilo. O serviço funciona 24 horas, todos os dias da semana. Também é possível denunciar por meio do aplicativo Proteja Brasil, disponível para smartphones ou sistema Android e IOS. O Disque 100 também recebe denúncias de violência contra minorias como LGBTs e idosos. Os atendentes encaminham as informações para as autoridades competentes, que vão investigar a situação das vítimas e aplicar medidas protetivas. Ana Pimenta para a Voz do Brasil.




Gabriela: Bailes, desfiles de escolas de samba, blocos, carnavalescos nas ruas, é tanta atividade nos dias de folia que muita gente acaba se descuidando da alimentação.




Nasi: Pois é, Gabriela, para a festa não perder a graça, é bom ficar atento a algumas dicas.




Gabriela: Manter uma alimentação balanceada durante o carnaval garante energia para continuar na folia, além de evitar doenças como a desidratação.




Repórter Beatriz Albuquerque: Carnaval é tempo de música, animação e muita diversão. Em Brasília os bloquinhos de rua animam a capital federal. Mesmo no meio de tanta folia a professora Carmélia Magalhães não deixa de levar água e comidas leves para os filhos.




Professora - Carmélia Magalhães: Como a animação é total, é dançar, é pular e brincar. Então, beber bastante água e comidas leves.




Repórter Beatriz Albuquerque: O nutricionista Júlio Aquino, concorda com a Carmélia, manter uma alimentação balanceada é importante mesmo durante a carnaval. Ele diz que os casos de desidratação e diarreia são muito comuns nessa época do ano e dá algumas dicas de como evitar esses problemas.




Nutricionista - Júlio Aquino: Água é a básico, né? Se ela estiver bebendo, ela precisa mais que água, né? Ela precisa também de potássio. Então, minha sugestão é ela começar a ingerir água de coco, ela vem embaladinha e fechadinha, porque senão ela pode vir contaminada também. Então, a pessoa comer mais ou menos com intervalo de duas horas, duas horas e meia, um pão com algum tipo de manteiga, né? Porque aí é pouco perecível também, é melhor. A orientação é tomar muito cuidado com essa parte toda de molho que tem na rua, que é o que mais acontece em relação a ter diarreia.




Repórter Beatriz Albuquerque: Atitudes simples podem deixar de momento de diversão mais tranquilo e seguro. A coordenadora-geral de Alimentação e Nutrição de Ministério da Saúde, Michele Lessa, explica que comer comida caseira antes de sair para a folia e levar uma marmitinha para os blocos são estratégias importantes que podem fazer a diferença.




Coordenadora-geral de Alimentação e Nutrição de Ministério da Saúde - Michele Lessa: Antes de sair para um momento que vai ficar muito tempo na rua, o ideal é fazer uma refeição saudável, com comidas de casa mesmo, ou uma janta, um almoço, arroz, feijão, carne, frango e legumes, um lanche rápido, uma vitamina e frutas. E se puder levar alguma coisa, por exemplo, levar frutas secas, castanha, uma coisinha que possa comer fora, ajuda para não ficar muito tempo sem comer. Se você fica muito tempo sem comer, pode passar mal, pode ter desmaio.




Repórter Beatriz Albuquerque: Para mais informações sobre alimentação saudável, acesse: blog.saude.gov.br. Reportagem, Beatriz Albuquerque.




Nasi: E essas foram as notícias do Governo Federal.




Gabriela: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.




Nasi: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.




Gabriela: E, atenção, amanhã, terça-feira de carnaval, não tem a Voz do Brasil. A gente volta na quarta.




Nasi: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Uma boa noite.




Gabriela: Uma boa noite para você, bom carnaval e até quarta-feira.




"Brasil, ordem e progresso".