12 de julho de 2018 - poder executivo

Destaques da Voz do Brasil: Serviço permite que consumidores consultem, pela internet, preço da gasolina, etanol e diesel cobrados pelos postos. Fies: inscrições começam na semana que vem. SUS oferece tratamento para obesos realizarem cirurgia bariátrica.

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Transcrição


Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá. Boa noite.

 

Nasi: Uma boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Quinta-feira, 12 de julho de 2018.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia. De olho no preço do combustível.

 

Gabriela: Serviço permite que consumidores consultem pela internet preço da gasolina, etanol e diesel cobrados pelos postos, Gabriela Noronha.

 

Repórter Gabriela Noronha: A Agência Nacional do Petróleo, lançou o Infopreço, sistema que mostra os valores informados pelos postos e que tem atualização diária.

 

Nasi: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Gabriela: Fies, inscrições começam na semana que vem. Paulo La Salvia.

 

Repórter Paulo La Salvia: São pouco mais de 50 mil vagas para este segundo semestre em mais de mil instituições de ensino superior privadas no país.

 

Nasi: SUS oferece tratamento para obesos realizarem cirurgia bariátrica.

 

Gabriela: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil, Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Nasi: E para assistir a gente, ao vivo, na internet basta acessar www.voz.gov.br.

 

Gabriela: O consumidor tem mais um meio para consultar pela internet qual posto está cobrando mais barato pela gasolina, etanol ou diesel.

 

Nasi: Um sistema da ANP, Agência Nacional do Petróleo, permite que os postos informem qual o preço dos combustíveis nas bombas, o Infopreço.

 

Repórter Gabriela Noronha: Os donos dos postos de combustível têm autonomia no Brasil para definir os preços cobrados pelo litro da gasolina, do etanol e do diesel. Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, o preço médio da gasolina registrado na última semana, por exemplo, é de pouco mais de R$ 4,40, mas esse valor varia. O administrador de empresas, Thiago da Mata, conta que em Brasília o preço pode aumentar de um posto para o outro. Por isso, ele fica atento para não pagar mais caro.

Administrador de empresas - Thiago da Mata: Eu cheguei a ver variação de mais de R$ 0,35. Então, acho que num tanque é uma diferença bem considerável. Normalmente na área que eu trafego eu costumo anotar, mesmo que mentalmente, os preços e volto para abastecer no que está mais barato.

Repórter Gabriela Noronha: Para ajudar na consulta de consumidores como o Thiago, a Agência Nacional do Petróleo lançou o Infopreço, sistema que mostra os valores informados pelos postos e que tem atualização diária. Cento e setenta quatro postos já se cadastraram para informar os preços que praticam, Mato Grosso do Sul e Rondônia são os estados que têm mais postos disponíveis para consulta. A expectativa da ANP é que todos os cerca de 42 mil postos de combustíveis do país se cadastrem gradativamente. O diretor-geral da agência, Décio Oddone, afirma que o Infopreço deve dar mais transparência à formação de preços dos derivados de petróleo. E, segundo ele, no futuro, a ferramenta deve incorporar outros dados além do preço.

 

Diretor-geral da ANP - Décio Oddone: E mais à frente também que a gente possa incluir informações relacionadas com a qualidade dos combustíveis vendidos em cada posto também, algo como as últimas inspeções realizadas em cada ponto de venda.

 

Repórter Gabriela Noronha: Para o brasiliense Pedro Souto, que é empresário, costuma viajar de moto pelo país, e precisa abastecer em diferentes estados, o sistema vai ajudar muito.

 

Empresário - Pedro Souto: É bom que a gente consegue planejar os trechos também, quanto que tem que levar de dinheiro, e, tudo mais, quanto que vai gastar.

 

Repórter Gabriela Noronha: Para consulto o Infopreço basta acessar o endereço: www.anp.gov.br e clicar no banner: preços. A ANP realiza também um levantamento semanal, que é uma pesquisa da própria agência com o valor médio dos combustíveis nas bombas. Reportagem, Gabriela Noronha.

 

Gabriela: E o preço da gasolina que sai das refinarias vai ter uma redução de 0,98%.

 

Nasi: A medida anunciada pela Petrobras vale a partir de amanhã.

 

Gabriela: Com isso, o preço do litro vai sair da refinaria a R$ 2,03.

 

Nasi: O repasse da redução para o consumidor, no entanto, depende dos postos.

 

Gabriela: As inscrições para o Fies, o Fundo de Financiamento Estudantil, começam na segunda-feira.

 

Nasi: O fundo finança o curso superior de estudantes de baixa renda em faculdades e universidades.

 

Gabriela: Com os recursos do Fies, o aluno pode custear até R$ 42 mil de mensalidade por semestre.

 

Repórter Paulo La Salvia: São um pouco mais de 50 mil vagas para este segundo semestre em mais de mil instituições de ensino superior privadas no país. Elas participam do Fies, Fundo de Financiamento Estudantil. Ele financia estudantes de baixa renda em universidades e faculdades particulares. Para alunos com renda familiar por pessoa de até três salários mínimos por mês o teto de financiamento é de R$ 42 mil a cada seis meses, e o piso é de 50% do valor do curso. Nesta modalidade não existem juros nos empréstimos para este semestre e o pagamento ocorre depois do aluno terminar o curso. O diretor de Políticas e Programas da Educação Superior do Ministério da Educação, Vicente de Almeida Junior, afirma que o Fies não compromete o futuro do estudante.

 

Diretor de Políticas e Programas da Educação Superior - Vicente de Almeida Junior: O programa foi remodelado para que o estudante faça uma escolha acertada do que realmente ele quer cursar e também depender da sua capacidade de pagamento. Nesse sentido, ele não vai comprometer a renda, de modo que ele fará um curso e conseguirá honrar todos os compromissos que ele assumir com esse financiamento.

 

Repórter Paulo La Salvia: O Fies também financia alunos com renda familiar por pessoa de até cinco salários mínimos mensais. Nesse caso, o pagamento do empréstimo ocorre durante o curso. Nas duas modalidades, além da renda, o Exame Nacional do Ensino Médio é outra condição para acessar o financiamento. O estudante não pode ter zerado na redação e a nota média deve ser igual ou superior a 450 pontos. A jornalista de Brasília, Carolina Moura, utilizou o Fies nos últimos quatro anos e avalia que o financiamento foi fundamental para conseguir se formar.

 

Jornalista - Carolina Moura: Foi essencial porque eu não teria feito faculdade no tempo que eu queria se eu não tivesse pego o Fies. Eu teria que esperar mais tempo e talvez até demorasse mais tempo para me formar do que eu demorei usando o Fies.

 

Repórter Paulo La Salvia: As inscrições devem ser feitas no endereço: fiesselecao.mec.gpv.br. Cada estudante pode escolher até três cursos. O resultado sai no dia 27 deste mês e o prazo final para comprovar todas as informações é 31 de julho. Reportagem, Paulo La Salvia.

 

Nasi: O governo continua atuando para reunir as famílias brasileiras que foram separadas ao tentar entrar nos Estados Unidos.

 

Gabriela: Cinquenta e cinco crianças e adolescentes brasileiros ainda estão em abrigos separados dos pais como parte da política norte-americana de tolerância zero contra imigrantes supostamente irregulares.

 

Nasi: O ministro dos Direitos Humanos, Gustavo Rocha, vai aos Estados Unidos na segunda etapa de visitas para acompanhar de perto a situação dos brasileiros.

 

Gabriela: A nossa correspondente nos Estados Unidos, Paola de Orte, tem os detalhes.

 

Repórter Paola de Orte: O ministro dos Direitos Humanos, Gustavo Rocha, dará início à segunda etapa de visitas aos Estados Unidos para acompanhar de perto a situação das crianças brasileira separadas de suas famílias, que atravessaram a fronteira com o México para entrar supostamente de forma irregular no país. De acordo com o último dado divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores, 55 crianças e adolescentes brasileiros estão em abrigos longe dos pais. Apesar da vulnerabilidade, Gustavo Rocha, garante que as crianças brasileiras estão em boas condições.

 

Ministro dos Direitos Humanos - Gustavo Rocha: Os abrigos lá, eles são mantidos por ONGs. Os cuidadores, as crianças, têm uma atenção muito grande com elas, estão estudando, têm a alimentação balanceada, tratamento de saúde, área para lazer. Então, de uma maneira geral, essas crianças estão bem tratadas. É evidente que o fato de estarem sendo bem acolhidas não afasta a situação de vulnerabilidade e a questão psicológica de crianças pequenas estarem afastadas dos seus pais. E a grande maioria delas manifestam interesse em permanecem nos Estados Unidos. Na nossa visão, respeitando a vontade das famílias, temos que dar todo o suporte para que essa situação se solucione da melhor maneira possível, seja para que elas permaneçam lá, seja para que elas voltem para o país.

 

Repórter Paola de Orte: O cronograma da viagem do ministro começa por Boston, onde vai visitar a Casa da Mulher Brasileira. Em seguida terá uma série de reuniões com organizações internacionais que tratam de questões humanitárias e da situação de imigrantes. Em Washington, se reúne com a Comissão Interamericana de Direitos Humanos e com a Organização dos Estados Americanos. Já em Nova Iorque, com o alto comissariado da Organização das Nações Unidas para os Direitos Humanos e com a Organização Internacional para as Migrações. Também na cidade, Gustavo Rocha vai a um abrigo, onde está uma única criança brasileira.

 

Ministro dos Direitos Humanos - Gustavo Rocha: Vamos visitar um abrigo onde tem uma criança, e isso nos preocupa muito porque é uma criança que está sozinha, a única criança brasileira. Então, a situação de vulnerabilidade acaba sendo maior.

 

Repórter Paola de Orte: Após Organização das Ações Unidas, a ONU, se posicionar dizendo que a ação norte-americana viola o direito internacional, e da comoção internacional gerada pela situação, no dia 20 de junho o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou decreto afirmando que o país não irá mais separar as famílias de imigrantes, porém, aquelas que já estavam separadas continuam. A justiça norte-americana deu prazo até o próximo dia 26 para que o governo dos Estados Unidos reunifique todas as famílias. De Washington, nos Estados Unidos, Paola de Orte.

 

Nasi: O Congresso aprovou, ontem, a Lei de Diretrizes Orçamentárias, a LDO.

 

Gabriela: É essa lei que serve de base para a orçamento do governo para o ano que vem, ou seja, as obras e os serviços que devem ser realizados e quanto deve ser gasto em áreas como saúde e educação.

 

Nasi: A lei também registra projeções para o ano seguinte, como o valor do salário mínimo, a expectativa de crescimento da economia e as metas de inflação.

 

Repórter Eduardo Biagini: O salário mínimo vai ser de R$ 998,00 a partir do primeiro dia de 2019. A projeção está na Lei de Diretrizes Orçamentárias, a LDO, aprovada na quarta-feira pelo Congresso Nacional. A lei reajusta em 5% os recursos para a atenção básica em saúde e para procedimentos em média e alta complexidade, e determina que os recursos para educação e assistência social serão corrigidos pela inflação. O texto aprovado estabelece que o corte em despesas do dia a dia da administração pública, como luz e telefone, vai ser de 5% e determina que o governo deverá elaborar um plano para reduzir em 10% os incentivos fiscais, que são impostos menores para como alguns setores da economia. Além disso, a LDO proíbe reajustar no ano que vem a verba destinada aos gabinetes parlamentares. A Lei de Diretrizes Orçamentárias serve de base para a elaboração do orçamento da União, que especifica quanto o governo vai arrecadar e como esvai aplicar esses recursos. A lei segue agora para a sanção da Presidência da República. Eduardo Biagini, para a Voz do Brasil.

 

Gabriela: Pessoas obesas podem fazer tratamento e cirurgia bariátrica pelo SUS.

 

Nasi: Daqui a pouco a gente traz os detalhes deste serviço gratuito oferecido pela rede pública de saúde.

 

"Momento social".

 

Gabriela: Hoje o nosso quadro recebe a pergunta da Caroline França, que mora na Paraíba.

 

Nasi: Ela quer saber como pode ter acesso a empréstimo para apoiar seu negócio.

 

Gabriela: Quem responde é a ministro do Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame.

 

Entrevistada - Caroline França: Olá, ministro. Me chamo Caroline, sou de Boqueirão, e queria saber o que é o governo está fazendo para garantir mais renda para a população mais pobre.

 

Ministro do Desenvolvimento Social - Alberto Beltrame: O Programa Progredir tem três pontos principais, o primeiro deles, qualificação profissional; o segundo, acesso ao microcrédito; e terceiro, acesso ao mercado de trabalho. Se você está no Cadastro Único, pode ter acesso ao microcrédito através de uma rede de bancos que são parceiros do MDS, parceiros do governo, e que estendem crédito para pequenas iniciativas, pequenos empreendimentos que você pode fazer para gerar renda e poder se emancipar de programas assistenciais puros e simples. Importante dizer que mesmo tomando o microcrédito as pessoas não perdem o Bolsa Família, há um período de transição que garante com que se tudo correr bem, ótimo, aumentou a renda, e lá na frente as famílias estão emancipadas.

 

Nasi: E se você também tem alguma pergunta sobre programas sociais, manda para a gente.

 

Gabriela: Pode ser por e-mail no endereço: voz@ebc.com.br. E tem também o nosso Facebook: facebook.com/bolsafamilia.

 

Nasi: A sua pergunta vai ser respondida aqui na Voz do Brasil, sempre na quinta-feira, participe.

 

Gabriela: Você ouviu ontem, aqui na Voz do Brasil, que o Parque Lençóis Maranhenses vai ser o primeiro parque nacional a ter parte da estrutura concedida para a exploração comercial.

 

Nasi: A ideia do ICMBio, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, responsável pela administração de parques nacionais, é oferecer aos visitantes serviços como lanchonetes e restaurantes, estacionamento e locais de hospedagem.

 

Gabriela: Os moradores dos Lençóis Maranhenses enxergam no turismo a oportunidade de geração de renda e capacitação de jovens.

 

Repórter Alessandra Bastos: O boné é a companhia inseparável de quem passa a vida no sol. Ednaldo Lima trabalhava na roça, hoje comemora. O sol que faz crescer a plantação é o mesmo que trouxe uma vida melhor com a vegetação única do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, onde agora trabalha como guia de caminhadas.

 

Guia de caminhadas - Ednaldo Lima: A gente ganha um dinheirinho melhor, que, de primeiro, a gente trabalhava de roça. Não era muito massa, mas agora já melhorou um pouco.

 

Repórter Alessandra Bastos: Como toda a comunidade local, Ednaldo está ansioso pelo crescimento do parque. O edital, que levará parte dos serviços à iniciativa privada, foi anunciado pelo Governo Federal e deve estar pronto até setembro. Toda a comunidade local dos Lençóis Maranhenses já faz planos. E o objeto do governo com as concessões é exatamente este, o melhor serviço para aumentar o turismo no Parque dos Lençóis Maranhenses e gerar renda aos moradores da cidade, como explica o ministro do Meio Ambiente, Edson Duarte.

 

Ministro do Meio Ambiente - Edson Duarte: Essas concessões, elas irão trabalhar obrigatoriamente com a comunidade local, com a cultura local, e infraestrutura, acesso, estrada, aeroporto, setor hoteleiro, preparo da mão de obra local. Para cada R$ 1 investimento em turismo sustentável, R$ 7 fica como investimento na comunidade.

 

Repórter Alessandra Bastos: Quem cuida de toda essa grandeza natural sabe bem o tamanho dos desafios. O analista ambiental do parque, Yuri Teixeira Amaral, vê na concessão a esperança da preservação e também de uma vida melhor para todos ao redor.

 

Analista ambiental - Yuri Teixeira Amaral: A gente tem uma demanda muito grande do turismo e a gente precisa controlar o acesso de todos eles, cadastrar, orientar. Fora isso, a gente tem a estimativa aqui de mais de 5 mil pessoas morando dentro do parque, na maior parte delas, pequenos agricultores que vivem na linha da pobreza. Então, a expectativa é que agora com essa concessão a gente tenhas mais tempo e possa se dedicar mais a essas questões.

 

Repórter Alessandra Bastos: Em Barreirinhas, um dos três municípios que sedia o parque, onde a turismo é a fonte de renda dos moradores, a expectativa está por toda parte. Dona de uma pousada, Neusa Costa, vê no crescimento do turismo uma oportunidade para os jovens.

 

Dona de pousada - Neusa Costa: Até mesmo nas pousadas não tem pessoas que fala o inglês, o francês, né? Deveria ter mais curso para preparar esse jovem para receber o turismo.

 

Repórter Alessandra Bastos: O Sebrae também pensa assim e elaborou o curso Jovens Empreendedores - Primeiros Passos, que já está nas escolas, como conta o gerente regional, José Oliveira.

 

Gerente regional Sebrae - José Oliveira: Ele capacita em empreendedorismo os jovens do ensino fundamental. O objetivo basicamente é criar uma geração empreendedora.

 

Repórter Alessandra Bastos: Quarenta e uma agências de turismos cadastradas já atuam na região. O pequeno produtor José Aguiar, nascido no local, conhece os dias difíceis, mas também o valor dos frutos da terra, por isso já mirou neles, os turistas, futuros compradores em potencial.

 

Produtor - José Aguiar: Aqui nesse povoado nós vive roçando, plantando milho, feijão, melancia, abóbora. Tem tempo que colhe mais, tempo que colhe pouco, né? Com o turismo o preço é melhor, né? Compra mais e bem comprado.

 

Repórter Alessandra Bastos: Com produção de Warbe Kalil, reportagem, Alessandra Bastos.

 

Nasi: Pipoca para ver a Copa do Mundo, festejos juninos, ceia de Natal, bolo do aniversário. A cada festa é muita comida.

 

Gabriela: E nessa comilança, mais da metade dos brasileiros está acima do peso, e quase 20% obesos.

 

Nasi: Quem tem o índice de massa corpórea acima de 35 fazer a cirurgia bariátrica, a chamada redução de estômago, de graça, num hotel público.

 

Gabriela: E o tratamento reúne ainda psicológicos, cardiologistas e nutricionistas.

 

Repórter Márcia Fernandes: Janaína Diniz é diretora de uma unidade de saúde que fica na cidade de Val Paraíso, em Goiás. Há quatro meses ela fez uma cirurgia bariátrica em um hospital público e já emagreceu 30 quilos. Janaína conta que antes de operar sofria com dores nos joelhos e na coluna, além do excesso de gordura no fígado e das pedras na vesícula. Agora, depois da operação, deixou de tomar quatro remédios. Para Janaína Diniz a cirurgia foi a melhor saída.

 

Diretora de unidade de saúde - Janaína Diniz: Passei 20 anos com sobrepeso, né? Desde os meus 18 anos que eu tenho de problema do sobrepeso e por dez anos eu relutei para que não fizesse a bariátrica. Aí eu procurei médicos com fórmulas, nutricionistas, acupuntura, que fez o efeito, mas sempre voltava, até que entrei pela bariátrica e não me arrependo em nenhum minuto.

 

Repórter Márcia Fernandes: Dados do Ministério da Saúde apontam que mais da metade dos brasileiros estão acima do peso, e quase 20% são considerados obesos. E, assim como a Janaína, mais de 60 mil brasileiros já reduziram o sobrepeso por meio da cirurgia bariátrica, feita pelo Sistema Único de Saúde, o SUS. Antes de operar o paciente passa por uma série de exames e uma junta médica com psicológicos, cardiologistas e nutricionistas. Para o cirurgião Sérgio Arruda, o risco reduzido e os avanços na medicina ajudaram nesta procura.

 

Cirurgião - Sérgio Arruda: Hoje nós fazemos a cirurgia chamada minimamente invasiva, por videolaparoscopia, também já hoje já existe a cirurgia bariátrica por robótica. São técnicas que a agressão ao paciente é muito pequena. Não há uma incisão, um corte no abdome. Hoje são pequenos orifícios que são feitos e o paciente recebe alta no dia seguinte, a cirurgia é segura e a recuperação bem mais rápida.

 

Repórter Márcia Fernandes: Para fazer a cirurgia é preciso ter mais de 16 anos e índice de massa corpórea acima de 40. Para fazer este cálculo é só dividir o peso pela altura ao quadrado, se o número for maior que 40, a pessoa está obesa e pode fazer a cirurgia num hospital público. Quem tem um IMC acima de 35 e sofre com problemas de saúde, como diabetes ou pressão alta, também tem indicação de passar pela cirurgia no SUS. Para isso é necessário, primeiro, procurar um médico endocrinologista da rede pública, ele vai analisar, e, se for o caso, encaminhar para a cirurgia. Reportagem, Márcia Fernandes.

 

Nasi: Um estudo realizado pela Fiocruz pode ajudar no controle da Zika, Dengue e Chikungunya.

 

Gabriela: A ideia é identificar a presença de anticorpos dessas doenças em moradores do Rio de Janeiro por meio de testes rápidos.

 

Nasi: Com a pesquisa, vai ser possível levantar o percentual da população que teve contato no passado ou recentemente com os vírus das três doenças, e, assim, conhecer melhor as áreas de circulação do vírus e propor estratégias de controle.

 

Repórter Pablo Mundim: Segundo dados do boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, o mosquito do Aedes aegypti foi responsável por mais de 19,4 mil casos de Dengue confirmados no Brasil, cerca de 10 mil de Chikungunya e 372 por Zika, somente neste ano. Foram 19 mortes em 2018. Por apresentarem sinais e sintomas semelhantes, as três doenças ainda são estudadas no Brasil. E a Fundação Oswaldo Cruz, a Fiocruz, é uma das responsáveis por estas pesquisas. No começo deste mês, a instituição iniciou mais um estudo sobre o vírus. O projeto, financiado pelo Ministério da Saúde, será realizado em 4,5 mil moradores da cidade de Rio de Janeiro. Serão 1,5 mil residências monitoradas com o objetivo de aprofundar o que se sabe sobre as doenças, como explica o pesquisador em saúde pública da Fiocruz, André Reynaldo Périssé.

 

Pesquisador da Fiocruz - André Reynaldo Périssé: Essas doenças, elas se manifestam, de uma forma geral, a maior parte delas é sem sintoma nenhum, as pessoas nem sabem que tiveram contato com o vírus. Só para ter uma ideia, Zika, por exemplo, o que se tem é que 80% das pessoas não teriam sintomas, em torno de 20% é que seriam sintomáticas. Então, a ideia de pesquisa é saber qual é o nível aqui na cidade do Rio de Janeiro, depois da epidemia, qual o nível sorológico, né, o impacto dessas doenças na população do Rio.

 

Repórter Pablo Mundim: Segundo o pesquisador da Fiocruz, o estudo usa uma metodologia que será possível aplicar em outras regiões do país.

 

Pesquisador da Fiocruz - André Reynaldo Périssé: A gente está tomando todo a cuidado com essa parte, por exemplo, da metodologia, do desenho de estudo, com a parte da amostragem, a gente está tomando todo o cuidado exatamente para que a gente tenha uma metodologia bem robusta, e, que, a partir daí, a gente possa generalizar o resultados para as outras áreas.

 

Repórter Pablo Mundim: Além de preencher um questionário, os moradores do Rio que participam do estudo, também vão passar um teste rápido, onde será colhida uma gota de sangue do dedo, semelhante aos testes para diabetes. Em 20 minutos é possível saber se a pessoa está ou não com o vírus da Dengue, Zika ou Chikungunya. Os pesquisadores do instituto estarão identificados com a camiseta do projeto e o crachá. Reportagem, Pablo Mundim.

 

Gabriela: Brasil e Guiana vão atuar juntos para asfaltar a estrada que liga Boa Vista, capital da Roraima, a Georgetown, capital do país vizinho.

 

Nasi: Este foi um dos assuntos definidos durante a visita do ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, a Guiana.

 

Gabriela: Segundo o ministro, o cronograma para as obras já está pronto.

 

Ministro das Relações Exteriores - Aloysio Nunes Ferreira: O objetivo principal do nosso encontro hoje foi tratar da construção da estrada, a estrada de Guiana e Roraima, do Brasil via Roraima. Que é uma estrada de uma importância estratégica fundamental, não apenas para Roraima, mas para o Brasil, porque ela vai ser um novo vetor do desenvolvimento de geração de empregos de riqueza, não apenas para Guiana, mas também para o Roraima e toda essa região de Amazônia Ocidental. Nós viemos trazer hoje aqui um documento para a licitação da obra, que são os termos de referência. E já estabelecemos todo um calendário que vai passar pela licitação e o início da obra.

 

Nasi: O Ministério das Cidades reconheceu a situação de emergência em cinco municípios de quatro estados.

 

Gabriela: Com a publicação da medida, as prefeituras podem solicitar recursos do governo para ações de socorro, assistência e recuperação das áreas prejudicadas pelos desastres naturais.

 

Nasi: As cidades de Mansidão, na Bahia, e Indaiabira, em Minas Gerais, foram atingidas pela seca.

 

Gabriela: Já Foz do Jordão e Francisco Beltrão, no Paraná e Timbó Grande, em Santa Catarina, tiveram situação de emergência decretada em função de tempestades.

 

Nasi: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Gabriela: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Nasi: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Gabriela: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você e até amanhã.

 

"A Voz do Brasil. Governo Federal".