12 de dezembro de 2017

Destaques da Voz do Brasil: Aposentadorias mais justas e sem privilégios. Garantia de direitos aos trabalhadores do campo e famílias mais pobres. Presidente Michel Temer esclarece pontos da Reforma da Previdência e recebe apoio de empresários e produtores rurais de todo o país. Selo vai combater fraudes e assegurar qualidade de produtos agropecuários. Fechado acordo sobre perdas da poupança em planos econômicos. Inflação em queda tem impacto positivo sobre famílias mais pobres.

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Transcrição


Apresentador Nasi Brum: Em Brasília 19h.

 

"Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá. Boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Terça-feira, 12 de dezembro de 2017.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia. Aposentadorias mais justas e sem privilégios.

 

Gabriela: E garantia de direitos aos trabalhadores do campo e famílias mais pobres.

 

Nasi: Presidente Michel Temer esclarece pontos da reforma da Previdência.

 

Gabriela: E recebe apoio de empresários e produtores rurais de todo o país.

 

Presidente Michel Temer: Nós privilegiar também o emprego, porque com isso a economia dá um salto. Então, o momento, a hora é agora, por isso que nós temos que aprovar neste ano.

 

Nasi: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

Gabriela: Selo vai combater fraudes e assegurar qualidade de produtos agropecuários.

 

Nasi: Fechado acordo sobre perdas da Poupança em planos econômicos. Luana Karen.

 

Repórter Luana Karen: Acordo coloca um ponto final em quase 1 milhão de processos que tramitavam na justiça com quase 30 anos. Daqui a pouco eu volto com mais informações.

 

Gabriela: E vamos explicar como a inflação em queda tem impacto positivo sobre famílias mais pobres. Carolina Rocha.

 

Repórter Carolina Rocha: Famílias brasileiras que ganham até R$ 900 por mês foram menos impactadas com a inflação em novembro.

 

Nasi: Hoje na apresentação da Voz: Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Gabriela: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar: www.voz.gov.br.

 

Nasi: Mais qualidade, maior eficiência e transparência.

 

Gabriela: Essa é a proposta do Selo Agro Mais Integridade, lançado hoje pelo governo e que vai reconhecer empresas que adotam boas práticas no agronegócio brasileiro.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: Focar mais da qualidade do que na quantidade, para Antônio Oliveira Sampaio, vice-presidente da Sociedade Rural do Paraná, esse é o maior ganho do Selo Agro Mais Integridade, lançado nesta terça-feira em Brasília.

 

Vice-presidente da Sociedade Rural do Paraná - Antônio Oliveira Sampaio: Você vai ter um produto de maior melhor, e, obviamente, em consequência um preço melhor, vai ter mais procura.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: Já para Edilson Maia, vice-presidente da Federação de Agricultura de Alagoas, o reconhecimento do trabalho bem feito é essencial para se produzir com qualidade.

 

Vice-presidente da Federação de Agricultura de Alagoas - Edilson Maia: Nós precisamos de reconhecimento do Brasil e do mundo da nossa competência, da nossa responsabilidade, da nossa forma de produzir.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: E foi justamente buscando incentivar as boas práticas de produção que o governo criou o Selo Agro Mais Integridade, que vai premiar empresas do setor que produzirem com responsabilidade social e sustentabilidade. O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, disse que o selo é uma das respostas do governo após a Operação Carne Fraca, da Polícia Federal, que em março deste ano revelou fraudes cometidas por frigoríficos brasileiros, o que comprometeu as vendas da carne brasileira para diversos países. Para o ministro, agora a situação é outra.

 

Ministro da Agricultura - Blairo Maggi: E nós passamos, então, a olhar as oportunidades que esse evento, o Carne Fraca, nos deu. Presidente, nós trouxemos aqui hoje um instrumento novo de gestão e eu espero que isso abra cada vez mais o mercado para o Brasil.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: O Presidente Michel Temer defendeu ações como a criação do selo e a adoção de boas práticas para mudar antigos modelos do agronegócio.

 

Presidente Michel Temer: Nós estamos tratando exatamente isso, de mudar realidade. Um novo capítulo de um programa como o Agro Mais Integridade dá mais transparência ao setor, aperfeiçoa mecanismos de controle no próprio Ministério da Agricultura, e, além disso, reconhece e valoriza o consumidor brasileiro.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: As inscrições para concorrer ao selo devem ficar abertas entre fevereiro e maio de 2018 e a entrega do prêmio deve acontecer em outubro do ano que vem. Reportagem, Beatriz Albuquerque.

 

Nasi: E mais cedo, o Presidente Michel Temer participou da posse do presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, João Martins.

 

Gabriela: O presidente da CNA destacou que a entidade deve acompanhar a modernização do país com as reformas que estão sendo feitas pelo governo.

 

Nasi: Já Michel Temer, reforçou a necessidade de mudanças para que o país continue no resumo do crescimento e defendeu a necessidade de aprovação da reforma da Previdência.

 

Repórter Mara Kenupp: Eleito para a comando da CNA, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, João Martins tomou posse oficialmente em cerimônia que contou com a presença de várias autoridades. O empresário disse que a agricultura brasileira se transforma de modo acelerado e que é preciso acompanhar. Ele comentou o esforço do governo para superar os problemas e falou da importância da reforma da Previdência.

 

Presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Brasil - João Martins: Acho que essa reforma primeiro precisa ser esclarecida, a população brasileira precisa saber a verdade sobre a reforma, essa reforma da Previdência. E o momento é agora, porque nós estamos nessa leva de modernização.

 

Repórter Mara Kenupp: O Presidente Michel Temer, que participou da solenidade de posse, destacou o peso do agronegócio na economia brasileira. Michel Temer também falou sobre a importância das reformas para que o país continue crescendo, principalmente a reforma da Previdência, e defendeu os principais pontos da reforma, que tem sido alvo de críticas.

 

Presidente Michel Temer: Quem vai votar contra a Previdência tem que ter uma razão, e a primeira razão pode ser a seguinte: "Bom, eu não voto na Previdência porque ela prejudica os trabalhadores rurais". Não é verdade, estão excluídos na reforma da Previdência; "Bom, mas eu não voto na reforma da Previdência porque ela prejudica os mais pobres e idosos que alcançam os 65 anos e podem aposentar-se com o um salário mínimo". Não é verdade. Não estão incluídos nesta reforma da Previdência; "Bom, mas eu não voto na reformo de Previdência porque ela alcança e prejudica os deficientes". Não é verdade. Estão excluídos na reforma; "Eu não voto por causa da idade mínima, é preciso aposentar-se com 65 anos". Mentira. Não é verdade. Hoje, quem quer aposentar-se, aposenta-se com 55 anos sendo homem e 53 anos sendo mulher. E ao longo de uma enorme transição, que dura 20 anos, é que vai chegar aos 65 anos para o homem e 62 para as mulheres. Mas aí vem a natural pergunta, João Martins: "Mas, enfim, o que é que ganha o Estado Brasileiro?". Eu digo, por incrível que pareça, isso dá uma economia nesses próximos dez anos de R$ 500 bilhões.

 

Repórter Mara Kenupp: No final, o presidente Temer parabenizou o presidente empossado, João Martins, e reafirmou o compromisso do governo na defesa da agricultura e da pecuária do país. Reportagem, Mara Kenupp.

 

Gabriela: E ainda, para falar sobre a reforma da Previdência, o Presidente Michel Temer está reunido neste momento com empresários no Palácio do Planalto.

 

Nasi: O repórter Pablo Mundim acompanha o encontro e tem, ao vivo, mais informações. Boa noite, Pablo.

 

Repórter Pablo Mundim (ao vivo): Boa noite, Nasi. Boa noite, Gabriela. Boa noite a todos ouvintes da Voz do Brasil. Mais de 150 empresários dos mais diversos segmentos como a CNI, a Confederação Nacional da Indústria, e a Anfavea, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, manifestaram apoio à reforma da Previdência. Eles garantiram ao presidente Temer que vão buscar um diálogo com os parlamentares. O presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletrônicos, Lourival Kiçula, disse que a reforma é necessária para o futuro do país.

 

Presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletrônicos - Lourival Kiçula: Nós estamos apoiando e estamos ajudando o governo a aprovar a reforma da Previdência, porque acreditamos nela. E não existe outra de forma de nós termos um Brasil melhor do futuro, que não passe pela reforma da Previdência.

 

Repórter Pablo Mundim (ao vivo): O presidente Temer voltou a destacar a importância da reforma da Previdência para o Brasil. Segundo ele, a reforma é necessária para equilibrar as contas dos estados e municípios.

 

Presidente Michel Temer: A Previdência está praticamente levando à falência os estados brasileiros, e alguns municípios brasileiros, e grandes dificuldades para a União Federal, porque o déficit vai crescendo. Cada vez que acresce eu só ouço falam em R$ 45 milhões a mais, R$ 50 milhões a mais, a significar que daqui dois, três anos, quem sabe, a reforma não seria suave como esta que eu vou descrever aos senhores e às senhoras, mas será muito mais radicalizada.

 

Repórter Pablo Mundim (ao vivo): Nas últimas semanas, o governo alterou alguns pontos do texto base da reforma da Previdência. A ideia, segundo o Presidente Michel Temer, é acabar com privilégios. A reforma propõe criar uma idade mínima para se aposentar no Brasil. O texto prevê 62 anos para mulheres e 65 para homens. A mudança é gradativa e só vai entrar em vigor completamente daqui a 20 anos. Para... Perdão, para ser aprovada na Câmara dos Deputados, a proposta precisa de 308 votos. Ao vivo, Pablo Mundim.

 

Gabriela: E representantes do governo defenderam a reforma de Previdência para que as contas públicas continuem controladas.

 

Nasi: Com isso o país se torna mais atrativo para receber investimentos, gerando empregos e renda.

 

Gabriela: Esses foram alguns dos argumentos usados durante a audiência pública hoje na Câmara dos Deputados.

 

Nasi: Para o governo, a proposta de reforma combate os privilégios de quem ganha muito e se aposenta cedo.

 

Repórter Gabriela Noronha: Os brasileiros estão vivendo cadê vez mais, por outro lado, a taxa de nascimentos está caindo. Esta realidade brasileira já está impactando nas contas da Previdência. Como o sistema está cada vez mais atendendo um número maior de pessoas, a conta não está fechando. O rombo previdenciário, a diferença entre o que é arrecadado em contribuições previdenciárias e o que é pago de aposentarias e pensões, já chegou a R$ 150 bilhões no ano passado. E, se nada for feito, as contas da Previdência vão impactar no bolso de todos os brasileiros. O ministro do Planejamento, Diogo Oliveira, explicou que se não houver mudanças nas regras da aposentadoria, em três anos cada cidadão perderá mais de R$ 4 mil de renda por conta do impacto negativo no crescimento.

 

Ministro do Planejamento - Diogo Oliveira: Num cenário mais de risco mais elevado, em três anos, cada cidadão brasileiro perde R$ 4.500 de renda, por quê? Porque o PIB vai cair, porque a inflação vai subir, porque o câmbio vai subir, porque o desemprego vai aumentar, por isso a população perde renda.

 

Repórter Gabriela Noronha: A reforma da Previdência prevê uma idade mínima de aposentadoria com uma regra de transição. A partir de 2020 o limite de idade vai subir gradualmente, a cada dois anos a idade mínima vai avançar um ano, essa evolução será mantida até chegar aos 65 anos para homens e 62 anos para mulheres. Além de alcançar a idade mínima, a proposta prevê uma contribuição do trabalhador ao INSS de, no mínimo, 15 anos, o mesmo que está em vigor atualmente. De acordo com Diogo Oliveira, 64% da população já se aposenta pelas idades mínimas atuais de 60 anos para mulheres e 65 anos para homens, justamente aqueles que ganham o salário mínimo. Por isso, segundo o ministro, a reforma da Previdência combate apenas os privilégios.

 

Ministro do Planejamento - Diogo Oliveira: No Nordeste é ainda mais, 85% já se aposenta por idade, quem são esses outros 15%? Quem são? São aqueles que se aposentam com 50 anos de idade, que ganham muito mais, que são servidores públicos, que são empregados de estatais, que são pessoas que têm uma renda melhor. É um sistema que tira de quem ganha menos para quem ganha mais. Pelo o que está previsto na reforma, regra comum para todo mundo, deputado, senador, juiz, servidor público, todo mundo vai ter uma regra comum de idade, de regra de cálculo e de limite do teto.

 

Repórter Gabriela Noronha: As regras permanecem iguais para quem já está aposentado, quem tem idade para se aposentar, além de trabalhadores rurais. A expectativa do governo é que a proposta seja discutida pelos deputados e seja colocada em votação até a semana que vem. Para ser aprovada, ela precisa de pelo menos 308 votos favoráveis em dois turnos. Depois ela segue para votação no Senado. Reportagem, Gabriela Noronha.

 

Gabriela: E em São Paulo, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, também falou sobre a reforma da Previdência.

 

Nasi: Para uma plateia de dirigentes de bancos o ministro disse que se a proposta não for aprovada pelo Congresso, pode haver um rebaixamento da nota de crédito do Brasil.

 

Gabriela: Meirelles também fez uma previsão do impacto da reforma nas contas de governo.

 

Ministro da Fazenda - Henrique Meirelles: A reforma da Previdência, ela tem um ganho muito significativo, né? Se olharmos dentro de uma perspectiva de dez anos. O projeto como está tem um benefício fiscal que pode se aproximar dos R$ 600 milhões, um pouco menos. Vai depender aí muito de qual é o projeto final que seja aprovado, R$ 500 milhões, R$ 550 milhões, R$ 600 milhões. Esse ganho é substancial e decisivo. É necessário para o equilíbrio das contas públicas brasileiras.

 

Gabriela: 19h14 pelo horário brasileiro de verão.

 

Nasi: E você vai ouvir ainda nesta edição.

 

Gabriela: Daqui a pouquinho vamos explicar como a inflação em queda tem impacto positivo sobre famílias mais pobres.

 

Nasi: Depois de décadas de disputa na justiça, bancos e poupadores chegaram a acordo sobre as perdas causadas na Poupança pelos planos econômicos das décadas de 1980 e 90.

 

Gabriela: O acordo só foi possível com a medição da Advocacia-Geral da União e chega a uma solução para quase 1 milhão de ações. Ao vivo, a repórter Luana Karen conta os detalhes deste acordo. Boa noite, Luana.

 

Repórter Luana Karen (ao vivo): Boa noite, Gabriela. Boa noite, Nasi. E boa noite a todos os ouvintes da Voz do Brasil. O acordo põe fim às ações na justiça sobre a correção da Poupança, durante os planos econômicos Bresser, Verão e Collor 2. Pelo acordo, os valores a serem recebidos pelos poupadores podem ser parcelados em até três anos. Tem direito à indenização todos que entraram na justiça em ações coletivas e individuais. Também podem aderir ao acordo os poupadores que, com base em ações civis públicas, entraram com execução de sentença coletiva até dezembro do ano passado. Os bancos que aderiram ao acordo foram Itaú, Bradesco, Santander, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil. Outras instituições podem aderir em até 90 dias. Quem tem direito a até R$ 5 mil receberá à vista. Entre R$ 5 mil e R$ 10 mil, uma parcela à vista e duas semestrais. A partir de R$ 10 mil, uma à vista e quatro semestrais. Para aderir ao acordo o poupador deve acessar uma plataforma digital a ser criada. Ele precisará comprovar a existência e o saldo da conta de Poupança através de cópia dos extratos bancários do período ou da declaração do imposto de renda. AGU informa que tem ação não precisa se dirigir ao banco para receber os valores, o pagamento será feito em conta corrente do poupador ou por meio de depósito judicial. Só lembrando que o acordo ainda precisa ser homologado, ou seja, aprovado pelo Supremo Tribunal Federal. Ao vivo, Luana Karen.

 

Nasi: O país tem pouco mais de 2 milhões de habitações.

 

Gabriela: Em extensão só é maior que Sergipe, o menor estado do Brasil.

 

Nasi: Estamos falando da Macedônia, que mesmo pequeno, tem importante significado nas nossas exportações, especialmente na carne de frango.

 

Gabriela: Hoje, o presidente do país se encontrou com o presidente brasileiro Michel Temer, e inaugurou aqui em Brasília a primeira Embaixada da Macedônia na América Latina.

 

Repórter João Pedro Neto: O Presidente Michel Temer recebeu Gjorge Ivanov em uma cerimônia do Palácio do Planalto. O presidente da Macedônia, país de 2 milhões de habitantes na região dos Bálcãs, na Europa, está em visita oficial ao Brasil até a próxima sexta-feira. Os dois líderes se reuniram por cerca de uma hora. Em um brinde, o presidente Temer disse que espera aumentar o fluxo de comércio e de investimentos entre o Brasil e a Macedônia.

 

Presidente Michel Temer: Nós já exportamos a carne de frango e bovina, mas não exportamos carne suína. Mas acabo de receber de Sua Excelência e também do Sr. Embaixador, a abertura do mercado da Macedônia para a importação da carne suína.

 

Repórter João Pedro Neto: Em 2016, o comércio entre Brasil e Macedônia foi de US$ 19 milhões. Além de se encontrar com o Presidente Michel Temer, ainda em Brasília, o presidente Gjorge Ivanov inaugura a Embaixada da Macedônia no Brasil, a primeira na América Latina. Reportagem, João Pedro Neto.

 

Nasi: Ano passado o tempo ajudou, agricultores plantaram e neste ano o Brasil vai colher uma safra recorde de grãos.

 

Gabriela: A última estimativa de safra de 2017 foi divulgada hoje pelo IBGE e deve ultrapassar 240 milhões de toneladas.

 

Nasi: É, e para o ano que vem a colheita vai continuar com bons resultados, mas um pouco menor, por causa da falta de chuvas.

 

Repórter Natália Melo: Quase 242 milhões de toneladas de grãos. Esta é a estimativa do IBGE para a safra de grãos no ano de 2017, divulgada em novembro. O volume é cerca de 30% maior em relação à safra de 2016, segundo o gerente de coordenação de Agropecuária do instituto, Carlos Alfredo Barreto, nunca houve um aumento tão grande de um ano para outro.

 

Gerente de coordenação de Agropecuária - Carlos Alfredo Barreto: Em 2017 a gente já tem a safra praticamente colhida, né? Então, a gente está fechando com a safra recorde de 241,8 milhões de toneladas. Foram os dois fatores, aumento de área, mas, principalmente, as condições climáticas foram muito boas.

 

Repórter Natália Melo: Apesar da safra recorde em 2017, para 2018 a expectativa do IBGE é de uma produção 9% menor, de cerca de 219 milhões de toneladas de grãos. A redução foi por causa da falta das chuvas, que diminuíram principalmente as produções de milho e soja. Já a Companhia Nacional de Abastecimento, a Conab, divulgou hoje a previsão da safra 2017/2018, que vai de abril até março do ano seguinte. No período o Brasil deverá colher mais de 226 milhões de toneladas de grãos, um recuo de 5% em relação à safra anterior. Reportagem, Natália Melo.

 

Gabriela: E os preços mais baixos dos alimentos foram responsáveis por um impacto menor da inflação sobre as famílias mais pobres.

 

Nasi: É a parcela da população que mais gasta com comida, e na hora de pagar as compras do mês sente no bolso a diferença de preços, como do arroz e do feijão, por exemplo.

 

Gabriela: Um indicador do Ipea registrou que em novembro a inflação foi quase cinco vezes menor para os mais pobres em relação às famílias mais ricas.

 

Repórter Carolina Rocha: Rogiéria Botelho mora na zona rural de Planaltina, no Distrito Federal. Por causa de um problema de saúde não pode trabalhar todos os dias. O orçamento da casa é garantido pela renda do Bolsa Família e pelos serviços que ela faz para fora, como faxineira e cuidadora de idosos. A maior parte do orçamento é usada para comprar alimentos. Segundo, Rogiéria o segredo é pesquisar.

 

Faxineira e cuidadora de idosos - Rogiéria Botelho: É promoção, muita pesquisa, porque primeiro é o básico, que ninguém fica sem, né? É o arroz, o feijão, a farinha, a margarina, né, o leite e o óleo.

 

Repórter Carolina Rocha: No último mês Rogiéria percebeu que os preços de vários itens da lista de compras diminuíram.

 

Faxineira e cuidadora de idosos - Rogiéria Botelho: O arroz, feijão, açúcar, óleo, papel higiênico e sabonete... e leite, esses diminuíram.

 

Repórter Carolina Rocha: Famílias brasileiras como a de Rogiéria, que ganham até R$ 900 por mês, foram menos impactadas com a inflação em novembro, na comparação com famílias de renda alta. É o que mostrou a pesquisa divulgada nesta terça-feira pelo Ipea, o Instituto de Pesquisas Econômicas e Aplicadas. O estudo registrou que enquanto a inflação da população de renda muito baixa aumentou 0,07%, nas famílias de renda alta o crescimento foi quase cinco vezes maior, 0,34%. A pesquisadora do Ipea e autora do estudo, Maria Andrea Lameiras, explica porquê.

 

Pesquisadora do Ipea - Maria Andrea Lameiras: Como o alimento é algo que todo mundo tem que consumir, o alimento gera um peso do gasto das famílias mais pobres maior do que nas famílias mais ricas. Então, sempre que você tem uma queda acentuada de alimentos, isso vai impactar a inflação das famílias mais pobres de maneira muito maior do que das famílias mais ricas.

 

Repórter Carolina Rocha: Os transportes também influenciaram no menor impacto da inflação para as famílias de baixo poder aquisitivo em novembro, houve queda nas tarifas nos ônibus urbanos e em interestaduais. Do lado das famílias com renda maior, o gasto com transportes teve alta, já que os preços de combustíveis para carro aumentaram. Reportagem, Carolina Rocha.

 

Gabriela: 19h22 no horário brasileiro de verão.

 

"Defesa do Brasil! Defesa do Brasil! Defesa do Brasil!".

 

Nasi: Em crises de segurança pública já está comprovado, somente a união entre todos os órgãos é capaz de produzir respostas para combater o crime organizado.

 

Gabriela: Um esforço que tem sido adotado no Rio de Janeiro. Desde julho, tropas federais apoiam ações dos Polícias Civil e Militar no estado.

 

Nasi: Hoje o ministro da Defesa garantiu que esse apoio será mantido até o final de 2018.

 

Repórter Marina Melo: Maior cartão postal e principal símbolo do Brasil no exterior, durante este ano, o Rio de Janeiro viveu uma grave crise de segurança pública que exigiu uma união total entre todos os órgãos envolvidos com o assunto, especialmente com os da área de inteligência. A integração entre os eixos de defesa, segurança pública e inteligência, com o apoio das Forças Armadas, resultou na prisão de diversos bandidos, como Rogério 157, além do aumento na apreensão de armas e drogas. O balanço foi feito nesta terça-feira pelo ministro da Defesa, Raul Jungmann, que assegurou a presença das tropas federais no Rio até o final do ano que vem.

 

Ministro da Defesa - Raul Jungmann: Tenho a absoluta certeza de que nós ficaremos aqui até o dia 31 de dezembro de 2018, e, posso dizer mais, a minha expectativa é que seja quem for o futuro presidente, que mantenha isso. Agora, no que diz respeito ao governo Temer, nós não sairemos daqui. Antes de 2019 não há nenhuma sobra de dúvida, a mais remota possibilidade de que isso venha a acontecer.

 

Repórter Marina Melo: O ministro da Defesa destacou que o aumento das ações na região de fronteira do Brasil, considerada a porta de entrada para armas e drogas no país, também será fundamental para reduzir a violência nas grandes cidades.

 

Ministro da Defesa - Raul Jungmann: A questão das fronteiras, ela é decisiva que a gente trabalhe com outros países. Nesse sentido, o presidente da República está propondo e nós estamos também trabalhando, que é exatamente uma iniciativa sul-americana de segurança, reunindo todos os países com os quais nós fazemos fronteiras para, conjuntamente, combatermos o crime organizado. Porque o crime organizado, hoje, ele não atua só no espaço nacional, ele hoje é trasnacional.

 

Repórter Marina Melo: O secretário de Segurança do Estado do Rio de Janeiro, Roberto Sá, também comemorou a integração entre os envolvidos na operação.

 

Secretário de Segurança do Estado do Rio de Janeiro - Roberto Sá: É um momento realmente de virada, é um momento de trabalho muito sério de combate à corrupção, de estabelecimento de matriz de responsabilidades, em que todos os entes, todas as instituições possam se ver como parte do problema e parte da solução.

 

Repórter Marina Melo: O balanço foi feito nesta terça-feira durante o evento Segurança Pública com foco no estado do Rio de Janeiro, organizado pelo Instituto de Doutrina de Operações Conjuntas da Escola Superior de Guerra em parceria com o Instituto Pandiá Calógeras, do Ministério da Defesa. Reportagem, Marina Melo.

 

Gabriela: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Nasi: Uma boa noite e até amanhã.

 

"Brasil, ordem e progresso".