13 de abril de 2018 - poder executivo

Destaques da Voz do Brasil: Presidente Michel Temer diz que governo já vem tomando medidas para apoiar o estado de Roraima. E defende que o Brasil continue de portas abertas aos venezuelanos. Intervenção federal no Rio de Janeiro completa quase 2 meses. E vamos fazer um balanço das ações em entrevista com o porta-voz do Gabinete de intervenção. Ministério da Saúde faz alerta a população do Rio de Janeiro, Bahia e São Paulo. 10 milhões de pessoas ainda precisam se vacinar contra a febre amarela.

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Transcrição


Apresentador Luciano Seixas: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Luciano: Boa noite.

 

Apresentador Nasi Brum: Boa noite pra você, que nos acompanha em todo o país.

 

Luciano: Sexta-feira, 13 de abril de 2018.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia.

 

Luciano: Presidente Michel Temer diz que Governo vem tomando medidas para apoiar o estado de Roraima.

 

Nasi: E defende que o Brasil continue de portas abertas aos venezuelanos.

 

Presidente Michel Temer: Expedimos um decreto a respeito desse assunto, então fechar a fronteira é incogitável.

 

Luciano: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Nasi: Intervenção Federal no Rio de Janeiro completa quase dois meses.

 

Luciano: E vamos fazer um balanço das ações em entrevista ao vivo com o porta-voz do Gabinete de Intervenção.

 

Nasi: Ministério da Saúde faz um alerta à população do Rio de Janeiro, Bahia e São Paulo.

 

Luciano: Dez milhões de pessoas ainda precisam se vacinar contra a febre amarela. Bruna Sanieli.

 

Repórter Bruna Sanieli: Segundo o Ministério da Saúde, os três estados ainda estão com a cobertura muito abaixo da meta do Governo.

 

Nasi: Hoje na apresentação da Voz do Brasil, Luciano Seixas e Nasi Brum.

 

Luciano: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Nasi: Há dois meses, a segurança pública do estado do Rio de Janeiro é comandada pelo Governo Federal.

 

Luciano: Nesse período de intervenção decretada pelo Presidente Michel Temer, as operações e o trabalho das polícias Civil e Militar têm o comando do interventor, General Walter Braga Netto.

 

Nasi: E para saber dos primeiros resultados desse trabalho, nós vamos conversar, ao vivo, por telefone, com o Coronel Roberto Itamar, porta-voz do Gabinete de Intervenção Federal. Uma boa noite, Coronel.

Porta-voz do Gabinete de Intervenção Federal - Coronel Roberto Itamar: Boa noite, Luciano. boa noite, Nasi. Boa noite a todos os ouvintes da Voz do Brasil.

 

Nasi: Coronel, qual o balanço inicial que o senhor pode fazer à população do Rio de Janeiro?

 

Porta-voz do Gabinete de Intervenção Federal - Coronel Roberto Itamar: O Gabinete de Intervenção Federal iniciou em julho os seus trabalhos, ouvindo os órgãos de segurança pública do Rio de Janeiro e realizando um detalhado diagnóstico. Após esse trabalho, essas demandas foram verificadas em inspeções, que foram realizadas diretamente nos batalhões de Polícia Militar, nas delegacias de Polícia Civil e nas instalações penitenciárias. Nessas visitas e nesse diagnóstico, foram estudadas áreas funcionais, de pessoal, logística, inteligência, operações, administração, finanças, todas essas áreas, foram levantadas as demandas necessárias. Essa fase está praticamente concluída. E agora começamos uma nova fase, uma outra fase. Com a chegada dos recursos federais, as ações necessárias, levantadas durante esse diagnóstico, começarão a acontecer. Muitas delas até já vêm acontecendo, com apoio das Forças Armadas, do Governo do Estado e da própria iniciativa privada.

 

Luciano: Coronel, podemos afirmar que a população começa a ter maior sensação de segurança? Os resultados começam a ficar mais visíveis?

 

Porta-voz do Gabinete de Intervenção Federal - Coronel Roberto Itamar: A expectativa da população, que anseia por uma maior sensação de segurança, é plenamente compreensível. Por isso, o Gabinete de Intervenção Federal trabalha em dois eixos estratégicos: com essas ações estruturantes, que eu acabei de me referir, visando recuperar a capacidade operativa e fortalecer os órgãos de segurança pública, e as ações emergenciais, que visam reduzir os índices de criminalidade e aumentar essa percepção de segurança da população, tão ansiada pela população. É o caso das operações integradas com as forças das Forças Armadas, com os órgãos de segurança pública, os patrulhamentos de ruas, essas ações são mais percebidas pela população e a mais curto prazo. Aquelas outras já acontecem mais a médio, longo prazo. Com relação a resultado, já para o feriado da Semana Santa, nós pudemos verificar importantes reduções nos índices de violência, que já indica uma tendência de queda que deverá ser confirmada com os resultados a serem divulgados deste mês passado e ao longo dos próximos meses.

 

Nasi: Agora, Coronel, seria bom explicar também que, além da intervenção, há também a Garantia da Lei e da Ordem, em vigor desde junho do ano passado. As pessoas têm dúvidas sobre como isso funciona e até confundem também a Intervenção Federal com a intervenção militar. O senhor pode explicar essa diferença para quem está nos ouvindo?

 

Porta-voz do Gabinete de Intervenção Federal - Coronel Roberto Itamar: Claro. Existem dois decretos presidenciais em vigor, e ambos com vigência até 31 de dezembro deste ano, 2018. O que autorizou o emprego das Forças Armadas na Garantia da Lei e da Ordem, no Rio de Janeiro, é de julho do ano passado, de 2017. Então, nos últimos meses do ano passado e no início deste ano, mais de 20 operações de Garantia da Ordem, da Lei e da Ordem, foram realizadas em cooperação com os órgãos de segurança do Estado. Enquanto essas operações ocorriam, em fevereiro é assinado o decreto de Intervenção Federal. E o comandante daquelas operações, de Garantia da Lei e da Ordem, passa a ser também o governador do estado para a área de segurança pública. Então, numa mesma autoridade se reúne as ações federais e estaduais, facilitando assim as ligações e as coordenações. O General Braga Netto, enquanto militar, ele é comandante, e enquanto governador, ele é gestor. Enquanto comandante, ele é responsável pelo emprego das Forças de Segurança, e, enquanto gestor, ele pode aplicar essas ações [interrupção no áudio] os órgãos de segurança pública do Rio de Janeiro.

Luciano: Coronel, o senhor, que acompanha de perto todo esse trabalho por aí, falou inclusive de ações estruturantes, o que deve ficar de legado para o estado do Rio?

 

Porta-voz do Gabinete de Intervenção Federal - Coronel Roberto Itamar: Essas ações estruturantes são o legado. As ações emergenciais reduzem os índices de criminalidade, mas não permanecem no tempo. Quando o Estado se retira, a criminalidade aparece. Por isso, é importante recuperar a capacidade operativa dos órgãos de segurança pública e fortalecê-los, como instituições de Estado. Alguma coisa já foi feita. Muitos ensinamentos foram colhidos nas ações da Vila Kennedy, por exemplo. Após as operações policiais e estabilizada aquela área, a Intervenção Federal promoveu a entrada de serviços à população, regularização dos turnos escolares, atendimento médico, sanitário, vacinação, serviço de água, luz, telefone, recolhimento de lixo e, principalmente, a manutenção do policiamento ostensivo do Batalhão de Polícia Militar da área, que, com o apoio das Forças Armadas, continuou realizando esse trabalho. Esse batalhão também foi adotado, é o 14º Batalhão de Polícia Militar, ele foi adotado como projeto piloto da Intervenção. Os efetivos da Unidade de Polícia Pacificadora, UPP, que não vinha apresentando bons resultados naquele local, estão sendo treinados em estágios de capacitação tática, ministrados por militares do Exército Brasileiro, para atuarem com uma maior eficiência no seu trabalho e com segurança, não só para si como também para terceiros, evitando os conhecidos danos colaterais ou as balas perdidas e coisas desse tipo. Porque no momento que o policial militar tem um treinamento mais eficiente e identifica sua ameaça e consegue realizar a sua ação sem causar danos a outras pessoas, essa é a eficiência desejada.

 

Nasi: Está certo então, Coronel. A gente agradece muito. Nós conversamos, ao vivo, com o Coronel Roberto Itamar, porta-voz do Gabinete de Intervenção Federal, no Rio de Janeiro. Muito obrigado pelos esclarecimentos, Coronel.

 

Porta-voz do Gabinete de Intervenção Federal - Coronel Roberto Itamar: Pois não, muito obrigado a todos vocês.

 

Luciano: Belém, no Pará, será base do Centro de Inteligência Integrada da Região Norte.

 

Nasi: A decisão foi tomada hoje pelo ministro de Segurança Pública,, Raul Jungmann, e avalizada pelo presidente Michel Temer.

 

Luciano: Este será o segundo de cinco centros regionais de inteligência que vão ser formados. O Ceará é o primeiro em fase de implantação.

 

Nasi: Segundo o ministro Raul Jungmann, a escolha foi feita em acordo com governadores da região, especialmente por causa do aumento da violência no estado nas últimas semanas, que terminou com a tentativa de invasão do Complexo Prisional de Santa Isabel, na região metropolitana de Belém. Vinte e duas pessoas morreram.

 

Ministro da Segurança Pública - Raul Jungmann: É através da integração que se articula os esforços das diversas polícias, para que se possa obter o máximo resultado nesse enfrentamento do crime organizado. A segunda é a Inteligência, porque só a inteligência policial é que permite chegar ao comando do crime organizado, aos seus arsenais e também aonde se encontra o dinheiro. Porque, afinal, essas organizações criminosas têm finalidades econômicas, ainda que ilícitas. Porque a nossa preocupação é fazer esse enfrentamento, dentro da lei, sempre em respeito aos direitos humanos, mas de forma dura e firme, para que o crime saiba que ele não vencerá a nossa determinação e, sobretudo, o amplo pacto que hoje une o Governo Federal, os governos estaduais e também os nossos municípios. Esse é o desejo de todos os estados e de todos os brasileiros e brasileiras, mais segurança e enfrentamento duro e firme do crime organizado.

 

Luciano: Os centros integrados de inteligência de segurança pública unificam as ações de combate ao crime organizado e são compostos por agentes de todos os estados, além da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Secretaria Nacional de Segurança Pública.

 

Nasi: E o Governo encaminhou representantes a Belém do Pará, para conhecer a situação no Complexo Penitenciário de Santa Isabel, depois da rebelião que causou a morte de 22 pessoas na última terça-feira.

 

Luciano: A ouvidora nacional dos Direitos Humanos, Érica Queiroz, foi hoje à capital paraense, com o objetivo de garantir o acolhimento de familiares, identificar demandas e sensibilizar o Governo do Estado sobre a urgência em identificar as vítimas depois da rebelião.

 

Ouvidora nacional dos Direitos Humanos - Érica Queiroz: Nós estamos aqui em Belém com o objetivo de acolher os familiares das vítimas, oferecer condições para que essas pessoas possam acessar os corpos, obter identificação dos corpos e dar os encaminhamentos adequados. Nosso objetivo aqui é acolher, oferecer apoio e tornar o mais célere possível esse processo de reconhecimento dos corpos, identificação e disponibilização.

 

Nasi: Daqui a pouco vamos falar do alerta do Ministério da Saúde à população dos estados do Rio de Janeiro, Bahia e São Paulo.

 

Luciano: Dez milhões de pessoas ainda precisam se vacinar contra a febre amarela.

 

"As rádios de todo país já podem transmitir a Voz do Brasil em horário flexível. As emissoras de radiodifusão são obrigadas a retransmitir diariamente entre às 7h da noite e às 10h da noite, exceto aos sábados, domingos e feriados. A duração continua a mesma, 60 minutos, de forma ininterrupta. As emissoras devem informar aos ouvintes, às 7h da noite, o horário em que vão transmitir o programa. A Rede Nacional de Rádio mantém a transmissão às 7h da noite, pelo satélite e ao vivo, pela internet, no site redenacionalderadio.com.br."

 

Nasi: O presidente Michel Temer está no Peru, onde participa, neste fim de semana, da Cúpula das Américas, encontro entre chefes de Governo dos países do continente.

 

Luciano: Antes do encontro, Temer também teve reuniões para discutir assuntos de interesse do país, como a sobretaxa do aço e alumínio exportados para os Estados Unidos.

 

Nasi: E para a gente saber mais sobre isso, a gente conversa agora com o repórter Paulo La Salvia, que está em Lima, capital peruana. Boa noite, Paulo. Sobre esse tema da exportação do aço e do alumínio, o que o presidente disse?

 

Repórter Paulo La Salvia (ao vivo): Boa noite, Nasi. Boa noite a todos os ouvintes da Voz do Brasil. Sobre este assunto, o presidente Michel Temer teve um encontro com o presidente da Câmara de Comércio dos Estados Unidos, Thomas Donohue. Foram discutidas a sobretaxa de 25% para o aço e de 10% para o alumínio brasileiros exportados para os Estados Unidos. Estas sobretaxas estão suspensas até o fim deste mês. Temer explicou que as empresas norte-americanas compram aço semiacabado do Brasil para fabricar produtos e que uma decisão sobre o assunto ainda está sendo examinada.

 

Presidente Michel Temer: Brasil manda muito aço, digamos, inacabado, que é acabado lá nos Estados Unidos, primeiro ponto. Segundo ponto é que nós importamos o carvão dos Estados Unidos, precisamente para essa atividade. Isso prejudicaria as relações de importação e exportação entre os Estados Unidos, com o que eles concordaram e vão trabalhar para resolver a questão da tarifa do aço e do alumínio. O que nós queremos é resolver, na verdade, a questão da tarifa muito acentuada em cima do aço, em cima do alumínio, 25% e 10%.

 

Luciano: E Paulo, o presidente chegou a se manifestar sobre o pedido feito na tarde de hoje, pelo Governo de Roraima ao Supremo Tribunal Federal, para que a fronteira com a Venezuela fosse fechada temporariamente, em função do grande número de imigrantes que entram no Brasil todos os dias?

 

Repórter Paulo La Salvia (ao vivo): Sim, Luciano. O presidente Temer afirmou que o país não tem o hábito de fechar...

 

Luciano: Perdemos o contato com o repórter Paulo La Salvia. Daqui a pouquinho mais informações.

 

Nasi: Jovens poderão morar por um ano na França e até mesmo trabalhar.

 

Luciano: É que Brasil e França assinaram um acordo para intercâmbio. A repórter Márcia Fernandes explica.

 

Repórter Márcia Fernandes: Quem nunca sonhou em viajar para a França, provar da alta gastronomia, visitar a famosa Torre Eiffel? Para incentivar jovens a conhecer a cultura dos franceses, Brasil e França assinaram o acordo Férias-Trabalho. Com ele, o jovem consegue visto gratuito para viver até um ano na França e até trabalhar. O acordo serve também para os franceses que queiram conhecer a nossa cultura. Para a conselheira de Imprensa da Embaixada da França no Brasil, Alexandra Mias, essa é uma oportunidade de conhecer a cultura de outro país.

 

Conselheira de Imprensa - Alexandra Mias: Para ter uma primeira experiência no exterior, para descobrir uma nova cultura, aprofundar as competências linguísticas, mas além disso ter uma experiência internacional para a carreira profissional, isso é uma oportunidade incrível.

 

Repórter Márcia Fernandes: Alexandra Mias comenta que o acordo é mais um passo na cooperação entre Brasil e França.

 

Conselheira de Imprensa - Alexandra Mias: A França é a terceira destinação dos estudantes brasileiros no exterior, após os Estados Unidos e Portugal, e da mesma forma os estudantes franceses concentram o primeiro contingente dos estudantes europeus no Brasil.

 

Repórter Márcia Fernandes: Para melhorar a pronúncia do francês, a advogada Josenilda de Melo ficou 45 dias em um intercâmbio em Paris. Lá, viveu com uma família francesa, fez aulas de gastronomia, cruzou a cidade num metrô e assim, segundo ela, pôde entender melhor os hábitos e até as manias dos franceses.

 

Repórter Márcia Fernandes: Tem um conhecimento que você, só se você estiver morando lá. Como estudante, você vai ver o dia a dia.

 

Repórter Márcia Fernandes: Para se inscrever, é preciso ter de 18 a 30 anos, não ter antecedentes criminais, ter passaporte válido e apresentar um atestado médico que comprove boa condição de saúde. Reportagem, Márcia Fernandes.

 

Luciano: Refizemos o contato com o repórter Paulo La Salvia. Paulo, estávamos perguntando sobre a manifestação do presidente Michel Temer a respeito do pedido do Governo de Roraima ao Supremo Tribunal Federal, para que a fronteira com a Venezuela fosse fechada temporariamente, não é isso?

 

Repórter Paulo La Salvia (ao vivo): Sim, Luciano. O presidente Temer afirmou que o país não tem o hábito de fechar fronteiras. No pedido ao Supremo Tribunal Federal, o Governo de Roraima também pede mais recursos ao Governo Federal. Temer disse que vem repassando recursos ao estado para lidar com a situação dos imigrantes, que têm fugido da Venezuela em função da crise econômica e política, e em busca de uma vida melhor. O presidente espera que o Supremo não acate este pedido, e que fechar a fronteira está fora de cogitação.

 

Presidente Michel Temer: Muitas das medidas aplicadas já estão sendo tomadas, recursos, pessoas que vão estar lá para dar assistência social, assistência médica. Eu mesmo estive lá, não é? E eu creio que esse pleito, eu não sei se ele tem muita, com a devida vênia, muita significação. Isso, confesso que não é hábito do Brasil, o Brasil não fecharia fronteiras e nem espero que o Supremo venha a decidir dessa maneira. Ao contrário, quando nós fomos lá, nós dissemos: Olha, há uma fiscalização. Vocês se recordam que nós até produzimos uma carteira de identidade provisória para esses refugiados, até por proposta da Sra. Procuradora-Geral da República, que nós acolhemos, expedimos um decreto a respeito desse assunto, então fechar a fronteira é incogitável.

 

Repórter Paulo La Salvia (ao vivo): O presidente Temer também teve hoje uma reunião bilateral com o presidente de Honduras, Juan Orlando Hernández, na qual agradeceu o presidente hondurenho por ter cedido no biênio 2022-2023 o assento rotativo no Conselho de Segurança das Nações Unidas ao Brasil. E daqui a pouco, o presidente segue para o Grande Teatro Nacional de Lima, onde vai ocorrer a abertura da 8ª Cúpula das Américas, que tem como tema a governabilidade democrática contra a corrupção. Neste sábado, o presidente Michel Temer fará um discurso de cerca de sete minutos na Cúpula. Na segunda-feira, eu volto na Voz do Brasil com todos os detalhes deste encontro. Ao vivo, de Lima, no Peru, Paulo La Salvia.

 

Nasi: Agora há pouco você ouviu que estamos falando em abrir portas para outros países. E o Governo está trabalhando para reduzir a burocracia e dar mais rapidez na liberação de cargas para exportação dos nossos produtos.

 

Luciano: Essa é a proposta do Portal Único de Comércio Exterior, que agora está disponível também para os exportadores de carne.

 

Repórter Luana Karen: A partir de agora, as exportações de carnes, aves e suínos devem ser registradas por meio do novo processo de exportações, no Portal Único de Comércio Exterior. A medida atinge 410 empresas, que, em 2017, exportaram quase R$ 15 bilhões para 140 países, por meio de 300 mil operações de exportações. Fernando Augusto Mendes, coordenador-geral do Sistema de Vigilância e Agropecuária Internacional, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, acredita que processos que levavam até mais de um dia para serem concluídos, vão ser liberados, agora, em até cinco minutos, isso porque o Portal Único elimina a necessidade de apresentar documentos em papel e reduz as etapas e exigências para exportar.

 

Coordenador-geral do Sistema de Vigilância e Agropecuária Internacional - Fernando Augusto Mendes: O que passa a existir agora é uma entrada única de dados, e o Ministério da Agricultura consome esses dados lá no Portal Único, processa, se essa carga estiver ok, reunir todos os requisitos para a exportação, ela é automaticamente deferida e essa informação retorna ao Portal Único de Comércio Exterior em aproximadamente cinco minutos.

 

Repórter Luana Karen: Só os integrantes da Associação Brasileira de Proteína Animal enviam por ano 200 mil contêineres com produtos de origem animal para vários países do mundo. A entidade representa 70 empresas que exportam aves e suínos. O vice-presidente da Associação, Ricardo Santin, comemora a nova etapa do Portal Único do Comércio Exterior, que deve dar mais agilidade ao processo de exportação.

 

Vice-presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal - Ricardo Santin: Isso faz com que a gente ganhe competitividade no processo de exportação. Tanto que os nossos concorrentes, que têm portos que demoram muito menos para expedir a mercadoria, isso tudo é custo, custo de papel, custa dinheiro, custo de tempo, custo de trabalho também. Então, isso vai melhorar muito nessa burocracia. O Portal Único do Exportador já está fazendo com que isso melhore bastante.

 

Repórter Luana Karen: No segundo semestre, a exportação de outros produtos também passará a ser exclusivamente pelo portal. Reportagem, Luana Karen.

 

Nasi: E o Brasil ampliou o percentual de participação nas exportações mundiais em 2017.

 

Luciano: O dado integra um relatório divulgado hoje pela Organização Mundial do Comércio. O documento aponta que o Brasil registrou aumento acima da média mundial.

 

Nasi: As nossas exportações cresceram 17,5% em valor, depois de cinco anos de quedas consecutivas.

 

Luciano: O relatório também mostra que o crescimento das vendas brasileiras ao exterior foi o sexto mais expressivo entre os 30 maiores exportadores, na frente de países como Estados Unidos, China, Alemanha, México e Índia.

 

Nasi: Segundo o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, bom resultado do Brasil reflete o crescimento da demanda mundial, que aqueceu o apetite por produtos nos quais o Brasil é competitivo.

 

Luciano: Você, morador dos estados do Rio de Janeiro, Bahia e São Paulo, já se vacinou contra a febre amarela?

 

Nasi: Cerca de 10 milhões de pessoas ainda não se imunizaram e a vacinação é importante para prevenir que o vírus se propague com mais facilidade.

 

Luciano: Uma dose garante a prevenção contra essa doença, que é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti e que pode levar à morte.

 

Repórter Bruna Sanieli: Segundo o Ministério da Saúde, os três estados ainda estão com a cobertura muito abaixo da meta do Governo, que é de 95% do público alvo. No Rio de Janeiro, apenas 40% das pessoas tomaram a dose. Na Bahia, a cobertura está em 55%. E no Estado de São Paulo, pouco mais de 52% da população alvo foi vacinada. Segundo a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Carla Domingues, os municípios precisam partir para a vacinação ativa.

 

Coordenadora do Programa Nacional de Imunizações - Carla Domingues: Minas Gerais fez muito isso, para melhorar as coberturas lá em Belo Horizonte. Colocou vacinação no metrô. Nós já tivemos um momento no Espírito Santo que fez na entrada de um jogo importante, colocou um posto volante. Vacinação ativa é o serviço de saúde ir em busca da população, levando a vacinação. A vacinação de adulto é complexa e ela exige um esforço adicional do serviço de saúde para buscar essa população.

 

Repórter Bruna Sanieli: O período de alta da febre amarela vai até maio. A meta do Ministério da Saúde é imunizar cerca de 23 milhões de pessoas em 129 municípios. A vacina será oferecida em doses fracionadas, que garantem a proteção contra a doença por até oito anos. Reportagem, Bruna Sanieli.

 

Nasi: Termina neste domingo o prazo para solicitação de isenção na taxa de inscrição do Enem de 2018.

 

Luciano: Até agora, mais de 2,5 milhões de estudantes fizeram a solicitação.

 

Nasi: Têm direito à gratuidade quem cursou o ensino médio em escola pública ou como bolsista integral na rede privada, além daqueles que se declararem membro de família de baixa renda e que esteja inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo.

 

Luciano: O Inep, órgão responsável pela prova do Enem, lembra que estudantes concluintes do Ensino Médio em escola pública precisam ficar atentos: neste ano, o pedido de isenção não será automático, é preciso fazer o pedido de isenção até domingo.

 

Nasi: A solicitação deve ser feita pela internet, no endereço enem.inep.gov.br.

 

Luciano: Vamos repetir: enem.inep.gov.br.

 

Nasi: E estas foram as notícias do Governo Federal.

 

Luciano: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Nasi: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Luciano: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite, bom fim de semana.

 

Nasi: Boa noite pra você e até segunda.

 

"Brasil, ordem e progresso".