13 de setembro de 2018 - poder executivo

Destaques da Voz do Brasil: Última chamada. É que nesta sexta-feira termina a campanha de vacinação contra a polio e o sarampo. E quase 800 mil crianças precisam ser vacinadas. Você já teve problemas com combustível adulterado? A gente vai te dar as dicas para não ser enganado quando for ao posto de gasolina. Mais 176 venezuelanos saíram de Roraima rumo ao Rio Grande do Sul. Os imigrantes têm a chance de garantir um emprego e recomeçar a vida.

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Transcrição

Apresentador Luciano Seixas: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá. Boa noite.

 

Luciano: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Quinta-feira, 13 de setembro de 2018.

 

Luciano: E vamos ao destaque do dia. Última chamada.

 

Gabriela: É que amanhã termina a campanha de vacinação contra a pólio e o sarampo.

 

Luciano: E quase 800 mil crianças precisam ser vacinadas. Cleide Lopes.

 

Repórter Cleide Lopes: Faltando apenas um dia para o fim da campanha, alguns municípios ainda não conseguiram cumprir a meta do Ministério da Saúde de vacinar, pelo menos, 95% de desse público-alvo.

 

Gabriela: E você também vai ouvir na Voz do Brasil.

 

Luciano: Você teve problemas com o combustível adulterado?

 

Gabriela: A gente vai te dar as dicas para não ser enganado quando for o posto de gasolina. Bruna Saniele.

 

Repórter Bruna Saniele: É direito do consumidor solicitar no posto a realização de um teste de qualidade e de quantidade do combustível.

 

Luciano: Mais 176 venezuelanos saíram de Roraima resumo ao Rio Grande do Sul.

 

Gabriela: Os imigrantes têm a chance de garantir um emprego e recomeçar a vida.

 

Luciano: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil, Gabriela Mendes e Luciano Seixas.

 

Gabriela: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta cessar www.voz.gov.br .

 

Luciano: A gente abre essa edição da Voz do Brasil fazendo uma convocação aos pais que ainda não levaram os filhos para vacinar contra a pólio e o sarampo.

 

Gabriela: A Campanha Nacional de Vacinação termina amanhã.

 

Luciano: Segundo o Ministério da Saúde, 15 estados e o Distrito Federal estão abaixo da meta de imunizar 95% das crianças de um a cinco anos de idade.

 

Gabriela: Cerca de 800 mil crianças ainda precisam ser vacinadas.

 

Repórter Cleide Lopes: Marta Helena da Silva, moradora de Taguatinga, a cerca de 25 quilômetros distante do centro de Brasília, foi logo cedo ao posto de saúde levar o netinho Nicolas de Lima, de um ano e quatro meses, para vacinar contra a poliomielite e o sarampo. Com a caderneta de vacinação do neto em dia, ela tem consciência da importância da imunização.

 

Entrevistada - Marta Helena da Silva: Para ter saúde, por causa da vacina. Não tem doença nenhuma. Porque se a gente não vacinar, de repente, pode ter algum problema e a culpa é de quem? Da gente que não vacinou.

 

Repórter Cleide Lopes: Assim como o Nicolas, em todo o país, mais de 10 milhões de crianças de um a cinco anos de idade foram vacinadas contra a pólio e o sarampo, mas faltando apenas um dia para o fim da campanha, alguns municípios ainda não conseguiram cumprir a meta do Ministério da Saúde de vacinar, pelo menos, 95% desse público-alvo. No Distrito Federal, por exemplo, pouco mais de 85% dessas crianças foram vacinadas. A diretora de Atenção Primária da Saúde da região Sudoeste, Patrícia Belém, cita alguns fatores que justificam a baixa cobertura vacinal.

 

Diretora de Atenção Primária da Saúde - Patrícia Belém: No início da campanha as salas estavam muito cheias, né, porque a procura foi até muito grande, e, muitas vezes, alguns pais podem ter desistido de buscar a vacina naquela fase inicial. Outra hipótese que nós levantamos são aquelas crianças que já tinham feito as doses dentro a rotina e acharam que não deveriam fazer as doses da campanha, que são doses de reforço.

 

Repórter Cleide Lopes: Onze e estados e mais de 4 mil municípios já atingiram a meta para as duas vacinas, mas ainda há muito trabalho a ser feito, como destaca o secretário de vigilância em saúde do Ministério da Saúde, Osnei Okumoto.

Secretário de vigilância em saúde - Osnei Okumoto: Nós temos praticamente 762 mil crianças ainda a serem vacinadas. Então, o Ministério da Saúde, hoje, oferece essas condições juntamente com os municípios e com os estados, que as vacinações, elas são realmente gratuitas. Então, podem procurar, né, os centros de vacinação. A vacina é extremamente benéfica, ela não traz nenhum tipo de reação que possa fazer mal para as crianças.

 

Repórter Cleide Lopes: O secretário também lembra que, mesmo após o término da campanha, as vacinas contra a poliomielite e o sarampo vão continuar disponíveis em todo os postos e Unidades Básicas de Saúde de todo o país. Reportagem, Cleide Lopes.

 

Luciano: E o Ministério da Saúde confirmou 1.673 casos de sarampo e mais de 7,8 mil casos permanecem em investigação em todo o país.

 

Gabriela: Os estados do Amazonas e de Roraima enfrentam um surto da doença.

 

Luciano: O ministério continua acompanhando a situação e prestando apoio necessário aos estados.

 

Gabriela: De olho no combustível.

 

Luciano: Para garantir a qualidade do etanol e da gasolina que chegam aos tanques dos carros, a ANP, Agência Nacional do Petróleo, realiza fiscalizações periódicas.

 

Gabriela: Entre julho e agosto, em três 3 mil ações de fiscalização, foram encontradas mais de 700 suspeitas de irregularidades em postos de gasolina.

 

Repórter Bruna Saniele: O combustível de baixa qualidade pode prejudicar o fundamento do veículo, o problema nem sempre é grave, mas, muitas vezes, significa uma despesa extra. Foi o que aconteceu com o contador Álvaro Victor de Abreu, que mora em Brasília.

 

Contador - Álvaro Victor de Abreu: Tive que fazer uma limpeza de bico, essas coisas simples, assim, mas é ruim a gente abastecer num lugar que a gente acha que é bom, inclusive, é até mais caro que de posto aqui.

 

Repórter Bruna Saniele: Para proteger o consumidor de situações como essa a Agência Nacional do Petróleo, ANP, fiscaliza permanentemente os postos de gasolina. Os agentes verificam a qualidade dos combustíveis, o respeito às normas ambientais e de segurança e as informações prestadas ao consumidor. Entre julho e agosto deste ano, foram cerca de 3 mil ações, com 770 autos de infração. O chefe de fiscalização da ANP, Ottomar Lustosa, explica que o posto de trabalha fora das especificações está sujeito a punições.

 

Chefe de fiscalização da ANP - Ottomar Lustosa: O posto está sujeito a multa, né, que inicia com R$ 20 mil e a interdição no estabelecimento. Os produtos também podem ser apreendidos, que estão fora de especificação. Ele vai ter que pedir um reprocessamento desses produtos e encaminhar para a ANP solicitando a desinterdição.

 

Repórter Bruna Saniele: O consumidor também fazer a parte dele, muitos adotam estratégias para escapar dos combustíveis adulterados ou contaminados, como a advogada Vitória Veloso, do Distrito Federal.

 

Advogada - Vitória Veloso: Eu procuro sempre abastecer nos mesmos postos que eu conheço e já tenho confiança, aí eu nunca tive problema com isso, porque a gente já gasta dinheiro com isso, ré? Então, qualidade é fundamental.

 

Repórter Bruna Saniele: O motorista também deve prestar atenção a informações disponíveis no posto de combustível, ao lado das bombas de etanol, por exemplo, existe um dispositivo de vidro que indica se o produto está dentro das especificações. Também é direito do consumidor solicitar no posto a realização de um teste de qualidade e de quantidade do combustível. Além disso, como explica o chefe de fiscalização da ANP, Ottomar Lustosa, motorista deve denunciar sempre que encontrar uma irregularidade.

 

Chefe de fiscalização da ANP - Ottomar Lustosa: Em caso de dúvida, de qualquer suspeita de adulteração, inclusive, se verificar algum tanque externo instalado no posto, um caminhão tanque estacionado, qualquer anormalidade pode do ser denunciada para a ANP.

 

Repórter Bruna Saniele: As denúncias podem ser feitas pelo telefone: 0800-970-0267, de segunda à sexta-feira, das 8h da manhã às 8h da noite, ou pela página anp.gov.br, na aba: fale conosco. Reportagem, Bruna Saniele.

 

Luciano: Lisos, crespos, ondulados, loiros, ruivos, pretos, os cabelos são muito valorizados pelas mulheres.

 

Gabriela: E a perda dos cabelos e do couro cabeludo, chamado escalpelamento, além dos ferimentos, provoca danos psicológicos graves.

 

Luciano: Nos estados do Pará e Amapá as mulheres ribeirinhas ainda são vítimas desse acidente, porque os barcos não estão protegidos.

 

Gabriela: A repórter Graziela Mendonça conversou com uma vítima e conta para gente como o governo presta assistência às mulheres e como evitar esse tipo de tragédia.

 

Repórter Graziela Mendonça: O dia: 18 de agosto de 1997. Uma data marcante para a paraense Rosinete Serrão. Ela tinha 20 anos e estava num pequeno barco com a família voltando de uma festa no município de Breves, Ilha do Marajó. Era madrugada quando um acidente ocorreu.

 

Entrevistada - Rosinete Serrão: Eu botei meus cabelos sobre os braços e vim me aquecendo, só que eu cochilei, e, nesse cochilo meu pé escorregou e eu estava próxima do eixo do motor porque eu estava... tirava a água que entrava do barco. Aí nesse escorregão eu acabei caindo de bruços sobre o eixo do motor e arrancou todo o meu couro cabeludo.

 

Repórter Graziela Mendonça: O acidente sofrido por Rosinete, chamado escalpelamento ainda faz vítimas pelos rios da Amazônia, ele ocorre quando o eixo do motor do barco não é coberto e os cabelos da vítima ficam presos, arrancando de forma brutal o couro cabeludo e até mesmo a pele. Além da dor física, muitas vítimas sofrem traumas psicológicos, como explica Darci Lima, presidente de uma organização que apoia essas mulheres.

 

Entrevistada - Darci Lima: Que elas acabam tendo é que aquele medo de sair, de se comunicar, acaba se recolhendo, acaba ficando só em casa, não procuram ir mais à escola, deixam de ir à escola, entendeu? Não procuram ajuda em capacitar em nada, porque devido o preconceito, as pessoas estarem olhando, o bullying na escola, muitas deixam de estudar.

 

Repórter Graziela Mendonça: Desde 2009 é obrigatório que todos os barcos tenham uma proteção no eixo do motor para evitar esses acidentes. A Marinha do Brasil promove uma fiscalização constante para reduzir os escalpelamentos, além de fazer trabalhos educativos, junto às comunidades. E o mais importante, oferece de graça uma proteção metálica para cobrir o eixo dos motores nos barcos de ribeirinhos. O comandante do Quarto Distrito Naval, almirante Edervaldo Teixeira, destaca que a importância dessa cobertura.

 

Comandante do Quarto Distrito Naval - Edervaldo Teixeira: A Marinha trabalha para fazer a cobertura da graça, não há como cobrar nada. Agora, é importante que os homens donos dessas embarcações, eles queiram proteger suas mulheres, né, suas esposas, as suas filhas, suas netas, e, proteger como? Trazendo essa embarcação até uma das capitanias que nós fazemos a cobertura de eixo, e é 100% garantido que o barco que estiver com cobertura do eixo, esse tipo de acidente não acontece.

 

Repórter Graziela Mendonça: As vítimas de escalpelamento podem solicitar o Benefício de Prestação Continuada, o BPC, que é pago a idosos e deficientes físicos que não têm condições econômicas de se manter. Essa mulher vai passar por uma avaliação e perícia, e, posteriormente, poderá solicitar o benefício, que é de um salário mínimo. É o BPC, que naturalmente ajuda a Rosinete a se manter.

 

Entrevistada - Rosinete Serrão: Eu sei que todo mês eu vou lá no banco, eu vou sacar aquele valor que vai estar certo para minha comprar minha cesta básica, assim nós temos dignidade de ter uma alimentação na nossa mesa.

 

Repórter Graziela Mendonça: Reportagem, Graziela Mendonça.

 

Luciano: E para fazer a cobertura do eixo do motor gratuitamente é preciso procurar uma das capitanias da Marinha.

 

Gabriela: No Pará, o serviço é oferecido em Belém e Santarém, e no Amapá no município de Santana.

 

Luciano: Mais de 176 imigrantes venezuelanos foram enviados hoje, de Roraima, para o Rio Grande do Sul.

 

Gabriela: Em mais uma etapa do chamado processo de interiorização, os imigrantes tiveram como destino a cidades gaúchas de Canoas e Esteio.

 

Luciano: A partir de agora, eles vão receber apoio para serem inseridos na sociedade local.

 

Repórter Roberto Rodrigues: Os imigrantes aceitaram participar da iniciativa criada para conduzir os imigrantes até outras cidades brasileiras. Uma das 89 famílias que chegaram hoje em Canoas é com o Rower Iulismar Lafon, pai de Roismar, de quatro anos, e da pequena Roisbele, que nasceu em solo brasileiro há apenas um mês. Segundo o pai, foi pensando no futuro delas que a família decidiu deixar a Venezuela.

 

Entrevistado - Rower Iulismar Lafon: Saímos em frente e chegamos aqui ao Brasil.

 

Repórter Roberto Rodrigues: A chegada dos imigrantes ao município gerou uma corrente de solidariedade, tanto de cidadãos comuns, quanto de representantes de empresas, como conta a secretária do Desenvolvimento Social de Canoas, Luísa Camargo.

 

Secretária do Desenvolvimento Social de Canoas - Luísa Camargo: Nós começamos a receber telefonemas, mas o que nos chamou muito a atenção foi a manifestação de alguns empresários, né, que podiam ajudar oferecendo uma vaga de trabalho.

 

Repórter Roberto Rodrigues: Para cada pessoa acolhida, o Ministério do Desenvolvimento Social está repassando aos abrigos e as prefeituras o equivalente a R$ 400 por mês, as etapas de interiorização já chegaram a mais de 1,8 mil venezuelanos divididos nos estados do Amazonas, Paraíba, Pernambuco, Paraná, Mato Grosso, Rio de Janeiro, São Paulo, além do Distrito Federal. O processo de interiorização conta com o apoio da ONU para Refugiados, da Agência da ONU para as Migrações, do Fundo de Populações para as Nações Unidas e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Pnud. Reportagem, Roberto Rodrigues.

 

Gabriela: E também hoje lá em Boa Vista, capital de Roraima, 300 imigrantes venezuelanos em situação de vulnerabilidade foram retirados da rua.

 

Luciano: A ação, que faz parte da Operação Acolhida, contou com a participação de militares das Forças Armadas, além de agências nacionais e internacionais, e integrantes do alto comissariado da Organização das Nações Unidas para Refugiados.

 

Gabriela: Os imigrantes foram levados voluntariamente e cadastrados, imunizados e seguiram para abrigos de acordo com o perfil e quantidade de vagas disponíveis.

 

Luciano: Uma vitória na preservação das baleias de todo o mundo.

 

Gabriela: Proposta do Brasil que proíbe a caça comercial desses animais é aprovada em encontro internacional.

 

Luciano: Os detalhes daqui a pouco.

 

Gabriela: Acertar as contas com a Receita Federal pode ser uma tarefa complicada para muita gente.

 

Luciano: Desde elaborar a declaração do imposto de renda ou até resolver uma pendência com o fisco.

 

Gabriela: E para facilitar a vida dessas pessoas, existem os Núcleos de Apoio Contábil e Fiscal, os NAFs.

 

Luciano: O serviço é gratuito e pode ser encontrado em instituições de ensino superior.

 

Repórter Gabriela Noronha: O professor universitário Jorge Luiz da Silva conta que até se virava bem com o imposto de renda, mas esse ano...

 

Professor universitário - Jorge Luiz da Silva: Eu fiz 65 anos e tem uma legislação específica para quem tem essa idade, e, eu, como não conhecia, eu não tinha ideia de como que ela iria me servir.

 

Repórter Gabriela Noronha: E como Jorge, quem acha complicado acertar as contas com o fisco, pode recorrer ao Núcleo de Apoio Contábil e Fiscal, o projeto é desenvolvido pela Receita Federal em parceria com instituições de ensino superior. De acordo com o Ticiana Muniz dos Santos, coordenadora do NAF de uma faculdade de Brasília, a ideia é facilitar a vida do cidadão e treinar os estudantes da área.

 

Coordenadora do NAF - Ticiana Muniz dos Santos: O contribuinte vem, ele pode vir pelo imposto de renda, para fazer a declaração, só tirar uma dúvida ou elaborar a declaração, transmitir. Nosso interesse também é ajudar o aluno, porque ele sai do mundo acadêmico e simplesmente ele vai para a prática.

 

Repórter Gabriela Noronha: A estudante Sueli Bezerra de Oliveira está no quarto semestre da faculdade de ciência contábil e, desde o início do ano, atende no núcleo da faculdade.

 

Estudante - Sueli Bezerra de Oliveira: Me ajudou muito, porque é um crescimento profissional para a gente.

 

Repórter Gabriela Noronha: Este ano foram quase 50 mil atendimentos nos Núcleos de Apoio Contábil e Fiscal só no período de imposto de renda, mas os NAFs ficam abertos ano todo. Segundo Antônio Henrique Lindemberg Baltazar, auditor-fiscal da Receita Federal, o interessado deve agendar atendimento na página do projeto na internet, que este ano foi reformulada.

 

Auditor-fiscal da Receita Federal - Antônio Henrique Lindemberg Baltazar: Agora, o portal do NAF, ele tem como finalidade agregar todas as informações necessárias para se conhecer os NAFs, tais como em quais universidades eles estão, o horário de funcionamento, quais serviços são prestados, além de outras informações importantes para aquele que queira apoiar-se por meio dos NAFs.

 

Repórter Gabriela Noronha: Quem já resolveu o problema, como o professor Jorge, recomenda o serviço.

 

Professor universitário - Jorge Luiz da Silva: Sem problemas, os alunos são bastante dedicados. Já estou pagando as prestações, e tal, sem problema nenhum.

 

Repórter Gabriela Noronha: Atualmente existem mais de 300 núcleos formalizados no Brasil e mais 200 em 11 países da América Latina. Para mais informações, basta acessar: idg.receita.fazenda.gov.br. Reportagem, Gabriela Noronha.

 

Gabriela: Esta semana se comemora o Dia Internacional da Cooperação Sul-Sul.

 

Luciano: A data foi criada pelas Nações Unidas com o objetivo de chamar a atenção para a troca de experiências entre países em desenvolvimento.

 

Gabriela: O Brasil tem uma agência para coordenar essa cooperação com outros países.

 

Luciano: E já exportou experiências em áreas como saúde, educação, segurança alimentar e agricultura.

 

Gabriela: Um desses projetos levou a dois países africanos práticas de cultivo de algodão, que ajudaram a melhorar a produção.

 

Repórter Márcia Fernandes: Em Moçambique, em Malawi, na África, um projeto ajuda pequenos produtores no cultivo do algodão. Com o trabalho, os agricultores aprendem tecnologias para controlar pragas de forma sustentável e recebem sementes com melhoramento genético. O local do cultivo é uma região de savana, tipo de vegetação muito parecida com o cerrado brasileiro. O projeto recebe apoio do Brasil por meio da Associação Brasileira de Cooperação, a ABC. O moçambicano Alexandre Pelembe é coordenador técnico do projeto Siri San Benji, de cultivo de algodão, ele explica que a programa beneficia cerca de 300 mil pessoas e que a produção do algodão melhorou muito no país.

 

Coordenador técnico do projeto Siri San Benji - Alexandre Pelembe: Muitos projetos nós conseguimos tirar os nossos produtores do algodão. Dos 300 a 500 quilos, passaram a produzir cerca de 2,5 toneladas a 3 toneladas. Então, foi um ganho muito grande e isso fez com que alguns produtores, que outrora haviam abandonado o algodão devido a baixos rendimentos, começassem a ver o algodão como verdadeiramente fonte para fazer o negócio, fazer o muito dinheiro.

 

Repórter Márcia Fernandes: O Siri San Benji um dos projetos que recebe apoio do Brasil pela Cooperação Sul-Sul, esse tipo de cooperação ocorre entre países em desenvolvimento, quando um deles ajuda o outro com soluções para desafios comuns. O Brasil é destaque nesse tipo de relação de apoio. São ações como consultaria para criação de bancos de leite e redução da mortalidade infantil e ajuda em projetos para melhorar a alimentação de crianças nas escolas. Para isso, o país aliado registra um pedido de cooperação e a Associação Brasileira de Cooperação busca instituições brasileiras que podem ajudar no conhecimento técnico, como explica o diretor da associação, o embaixador Ruy Pereira.

 

Diretor da associação - Ruy Pereira: Nós não escolhermos os países, eles se apresentam a nós com as suas petições, com as suas dificuldades, com os seus problemas, nós aqui saímos em campo para identificar as entidades ou instituições brasileiras que têm excelência no tratamento do problema ou do assunto que o país nos trouxe, e, a partir daí se estabelece um contato entre o país que pede e o capacidade de oferta de excelência que tem a instituição brasileira. Nós ajudamos os dois lados a estruturar um programa e um projeto e juntos, os três, acompanhamos o desenvolvimento do programa e do projeto.

 

Repórter Márcia Fernandes: Desde que foi criada a Associação Brasileira de Cooperação já colaborou com 4 mil ações em 108 países. Só no ano passado foram 610 projetos em 78 nações. Para saber mais sobre esses projetos, acesse abc.gv.br. Reportagem, Márcia Fernandes.

 

Luciano: A gestão de aposentarias e pensões de funcionários do Governo Federal vai ser centralizada no Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão.

 

Gabriela: A medida vai simplificar a gestão dos pagamentos de inativos e reduzir a quantidade de servidores envolvidos no processo, como explica o secretário de Gestão de Pessoas do Ministério, Augusto Chiba.

 

Secretário de Gestão de Pessoas do Ministério - Augusto Chiba: Hoje, a gestão dos aposentados e pensionistas, ele é feito descentralizadamente. Então, cada órgão faz a gestão dos seus aposentados e pensionistas, o que exige que tenha muita gente trabalhando nisso, né? E também aumenta o risco de erros. Então, a nossa intenção é centralizar toda a gestão da folha de inativos e isso vai nos dar uma economia de necessidade de pessoas muito grande. Nós pretendemos que essa parte de inativos, a gente consiga trabalhar em torno de 1,1 mil pessoas, então, 10% mais ou menos do que tem efetivo hoje.

 

Luciano: Mulheres, pessoas entre 25 e 39 anos e quem concluiu o ensino médio ou entrou na universidade foram os que mais conseguiram emprego com Carteira assinada nos primeiros seis meses deste ano.

 

Gabriela: Os dados foram divulgados hoje, pelo Ministério do Trabalho.

 

Luciano: Entre janeiro e junho deste ano, quase 400 mil novas vagas de trabalho foram criadas.

 

Gabriela: E começou hoje o pagamento do terceiro lote do abono salarial do PIS/Pasep ano-base 2017.

 

Luciano: Podem sacar o PIS nas agências da Caixa, os trabalhadores da iniciativa privada nascidos em setembro. E podem sacar o Pasep, nas agências do Banco do Brasil os funcionários públicos com final dois na inscrição.

 

Gabriela: O dinheiro fica à disposição do trabalhador até o final de junho do ano que vem.

 

Luciano: Para ter mais informações sobre o PIS você pode ligar para: 0800-726-0207 da Caixa, ou acessar www.caixa.gov.br/pis .

 

Gabriela: Para saber sobre o Pasep, basta ligar para o 0800-729-0001 no Banco do Brasil.

 

Luciano: Uma proposta do Brasil que reafirma a proteção das baleias da caça comercial em todo o mundo foi aprovada hoje por representantes de 40 países.

 

Gabriela: A votação aconteceu durante uma reunião que ocorre em Florianópolis, capital de Santa Catarina.

 

Repórter João Pedro Neto: A comissão aprovou nessa quinta-feira a Declaração de Florianópolis. Com 40 votos a favor e 27 contrários, o texto reforça a proibição da caça comercial das baleias em nível global. O ministro do Meio Ambiente, Edson Duarte, disse que o resultado é importante para ajudar na preservação desses animais.

 

Ministro do Meio Ambiente - Edson Duarte: Uma vitória histórica em um momento importante, em um cenário de mudanças climáticas e de muita pressão ainda sobre as baleias. O nosso país reafirma a sua liderança e o seu protagonismo ao articular, apresentando uma proposta de uma carta que traz para essa comissão internacional um papel mais conservacionista de proteção às baleias, de ampliação dessa proteção. E o Brasil vai continuar nessa luta.

 

Repórter João Pedro Neto: A Comissão Internacional da Baleia, que tem reuniões plenárias a cada dois anos, é o único fórum reconhecido pela Organização das Nações Unidas para definir estratégias e medidas de conservação para as grandes baleias do planeta. Reportagem, João Pedro Neto.

 

Luciano: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Gabriela: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Luciano: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Gabriela: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite.

 

Luciano: Boa noite para você e até amanhã.

 

"A Voz do Brasil, Governo Federal".