14 de março de 2018

Destaques da Voz do Brasil: Aumento das vendas no comércio e da produção na indústria. Geração de empregos e maior consumo dos brasileiros. Cenário da economia, apresentado pelo presidente Michel Temer no Fórum Econômico Mundial. E para dar continuidade a esse crescimento, governo anuncia investimentos em tecnologia e inovação. Tem novidades e novo calendário do Exame para Certificação de Jovens e Adultos. Amanhã é Dia Mundial do Consumidor. Governo quer oferecer treinamento às empresas para que melhorem atendimento e fidelizem o cliente.

audio/mpeg VOZ140318.mp3 — 45002 KB




Transcrição


 

Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá, boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você, que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Quarta-feira, 15 de março de 2018.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia.

 

Gabriela: Aumento das vendas no comércio e da produção na indústria.

 

Nasi: Geração de empregos e maior consumo dos brasileiros.

 

Gabriela: Cenário da economia que foi apresentado pelo presidente Michel Temer no Fórum Econômico Mundial.

 

Presidente Michel Temer: Nós recuperamos o Brasil. Lá, em Davos, eu disse: O Brasil voltou. E aqui eu digo: O Brasil voltou para ficar.

 

Nasi: E para dar continuidade a esse crescimento, o Governo anuncia investimentos em tecnologia e inovação. Paulo La Salvia.

 

Repórter Paulo La Salvia: São R$ 9 bilhões em crédito, capacitação e alíquota zero para a importação de robôs.

 

Gabriela: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Nasi: Tem novidade e novo calendário do Exame para a Certificação de Jovens e Adultos. Pablo Mundim.

 

Repórter Pablo Mundim: Inscrições começam em abril e quem faltar à prova perde o direito de isenção da taxa.

 

Gabriela: E amanhã é o Dia Mundial do Consumidor.

 

Nasi: Governo quer oferecer treinamento às empresas para que melhorem atendimento e fidelizem o cliente.

 

Gabriela: Na apresentação da Voz Brasil desta quarta-feira, 14 de março, Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Nasi: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Gabriela: A retomada do crescimento econômico, com aumento das vendas no comércio, da produção da indústria, da geração de empregos, é resultado das reformas adotadas pelo Governo.

 

Nasi: Esta foi a afirmação do presidente Michel Temer durante a abertura do Fórum Econômico Mundial para a América Latina, que ocorre esta semana em São Paulo.

 

Gabriela: Para Temer, o cenário econômico favorável, com a inflação sob controle e juros baixos, aumentou a confiança de empresários e dos brasileiros.

 

Repórter Paulo La Salvia: Promover o crescimento econômico para todos é o desafio que mobiliza nesta semana mais de 750 lideranças do setor empresarial, de governos, universidades e sociedade civil. Depois de sete anos, o Brasil volta a sediar o Fórum Econômico Mundial para a América Latina. Para Luiz Carlos Trabuco, presidente de um banco nacional, isto revela a importância do país no cenário internacional.

 

Presidente de banco - Luiz Carlos Trabuco: O Brasil tem território, população, mercado interno, é um gigante das commodities agrícolas, commodities minerais e um país ainda muito dependente da infraestrutura. E essa infraestrutura depende de investimento. Por isso que o Fórum Econômico Mundial, aqui no Brasil, ele dá uma oportunidade de atratividade para o Brasil nesse momento.

 

Repórter Paulo La Salvia: O presidente da Fiesp, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Paulo Skaf, apontou fatores que colocam o Brasil como um dos líderes mundiais.

 

Presidente da Fiesp - Paulo Skaf: O Brasil, ele ocupa metade do território sul-americano, o Brasil é um país com riquezas naturais, com um povo maravilhoso, um país com uma população acima de 200 milhões de habitantes, um país que é das maiores economias do mundo.

 

Repórter Paulo La Salvia: O fundador do Fórum, Klaus Schwab, defendeu que o mundo não se divide mais entre direita e esquerda, e que os países precisam se preparar para os desafios da atualidade, o que, segundo Schwab, está sendo feito pelo presidente Michel Temer no Brasil. Temer fez um balanço das ações do Governo. O presidente afirmou que a queda dos juros e da inflação é efeito de reformas, como o teto de gastos públicos, a modernização trabalhista e a reforma do ensino médio. Temer avaliou que, depois do país ter vencido a recessão, o otimismo de empresários e das famílias foi retomado.

 

Presidente Michel Temer: Há muito otimismo no Brasil. O otimismo havia desaparecido, e nós recuperamos o Brasil. Lá, em Davos, eu disse: O Brasil voltou. E aqui eu digo: O Brasil voltou para ficar.

 

Repórter Paulo La Salvia: O presidente Michel Temer também respondeu a perguntas do fundador do Fórum. Uma delas foi o que o Brasil vai fazer com as novas taxas dos Estados Unidos sobre o aço e o alumínio, que afetam as exportações brasileiras. Michel Temer respondeu que deve ligar para o presidente Donald Trump em breve, e que as empresas brasileiras devem se associar às empresas norte-americanas e trabalhar por uma solução negociada no Congresso do país. Mas Temer não descartou recorrer à Organização Mundial do Comércio.

 

Presidente Michel Temer: Se não houver uma solução, digamos assim, amigável, muito rápida, vamos formular uma representação à Organização Mundial do Comércio, mas não unilateralmente, não apenas do Brasil, mas com todos os países que tiveram prejuízo em função dessa medida tomada. Nós, aqui, somos contra todo e qualquer protecionismo. Ao contrário, nós somos pela abertura plena dos nossos mercados e queremos também a abertura plena dos mercados estrangeiros em relação ao Brasil.

 

Repórter Paulo La Salvia: O Fórum Econômico Mundial para a América Latina também vai ter a participação de ministros do Governo para diferentes discussões, que vão da participação de empresas brasileiras no cenário internacional até a eficiência energética do país. De São Paulo, Paulo La Salvia.

 

Nasi: E em discurso no Fórum, o presidente Michel Temer também falou sobre o Bolsa Família.

 

Gabriela: Temer reafirmou a responsabilidade social do Governo ao manter o programa, que garante renda para pessoas que estão na extrema pobreza.

 

Nasi: Segundo o presidente, o Governo criou condições para os beneficiários melhorarem de renda e de vida com o Programa Progredir. Disse também que já aumentou o benefício no início do seu governo e um novo aumento pode sair.

 

Presidente Michel Temer: Nós lançamos muito recentemente, com apoio de supermercados, setor financeiro e outros tantos produtores, um programa chamado Progredir, que é para dar emprego aos filhos daqueles desfrutantes do Bolsa Família, porque, ao longo do tempo, esse pessoal vai se incluindo na sociedade. E, ao longo do tempo, digo eu novamente, quem sabe, nós possamos eliminar esta questão da Bolsa Família. Eu falo isso com muito cuidado, porque como a imprensa está presente, muitas vezes eles pegam no contexto e dizem: "O Temer prega a eliminação do Bolsa Família". Eu não estou pregando isso, eu estou pregando a manutenção, que, aliás, ganhou um aumento no início do meu governo e deverá, muito proximamente, ganhar um novo aumento.

 

Gabriela: E o Governo aproveitou a presença de líderes empresariais de vários países para lançar um pacote de medidas para ajudar o setor produtivo brasileiro a se modernizar.

 

Nasi: É a chamada Agenda Brasileira para a Indústria 4.0, que faz uma referência ao futuro do setor produtivo, a 4ª Revolução Industrial.

 

Gabriela: Entre as medidas anunciadas, estão a alíquota zero para importação de robôs, capacitação profissional e recursos para fábricas do futuro.

 

Nasi: E o repórter Paulo La Salvia está no Fórum Econômico, em São Paulo, e fala ao vivo com a gente. Boa noite, Paulo. O que mais esse pacote de medidas traz para os empresários?

 

Repórter Paulo La Salvia (ao vivo): Boa noite, Nasi, Gabriela, ouvintes da Voz do Brasil. São muitas medidas. O Governo anunciou que o impacto de importação... O Governo anunciou, perdão, que o imposto de importação para robôs não produzidos no Brasil vai ter alíquota caindo de 14% para zero, para incentivar a renovação das linhas de produção. E 3 mil empresas vão ser avaliadas, em dois anos, para identificar qual caminho vão ter de percorrer para chegar a um novo patamar tecnológico e de inovação. Professores e estudantes da rede federal de educação profissional vão ser capacitados para o novo perfil do mercado. Além disso, bancos e agências públicas vão disponibilizar linhas de financiamento de mais de R$ 9 bilhões para as empresas se modernizarem. O ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Jorge de Lima, explicou que todas as ações visam tornar o setor mais competitivo.

 

Ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços - Marcos Jorge de Lima: E por isso que nós temos a meta de, em até oito anos, sairmos de menos de 5% para em torno de 15% das nossas indústrias dentro do conceito de indústria 4.0. E o que é isso? É justamente estar tudo conectado de forma inteligente. Nós temos hoje a 3ª Revolução, na grande maioria das indústrias, no mundo, que são os robôs com automação. Agora, na 4ª Revolução, os robôs são colaborativos, ou seja, eles são inteligentes, é utilização de sensoriamento, a utilização de conceitos de modernidade para integração da nossa indústria com o que há de mais moderno no mundo de hoje.

 

Repórter Paulo La Salvia (ao vivo): O ministro da Fazenda também passou pelo Fórum. Em conversa com os jornalistas, Henrique Meirelles disse que a grande pergunta que ele ouviu no evento é se o Brasil já saiu da recessão.

 

Ministro da Fazenda - Henrique Meirelles: A resposta que temos dado é que sim, as reformas fundamentais estão mudando estruturalmente a economia brasileira, as razões que geravam instabilidade no Brasil, de títulos, de crescimento, relativamente, que no passado estavam relacionados fundamentalmente à questão fiscal brasileira, a evolução das despesas públicas de uma forma insustentável ao longo do tempo, isso foi enfrentado.

 

Repórter Paulo La Salvia (ao vivo): De acordo com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, a meta é que a economia brasileira cresça 3% neste ano e gere 2,5 milhões de empregos. Ao vivo, de São Paulo, Paulo La Salvia.

 

Gabriela: É dela que sai o açúcar do bolo. Um caldo fica bem acompanhado com pastel.

 

Nasi: É, e também tem o combustível do carro.

 

Gabriela: Estamos falando da cana-de-açúcar. E a produção no Brasil vai de vento em popa.

 

Nasi: O presidente Michel Temer participa daqui a pouco do lançamento oficial da safra em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. O repórter João Pedro Neto acompanha o evento e tem as informações ao vivo. Boa noite, João Pedro.

 

Repórter João Pedro Neto (ao vivo): Boa noite, Nasi. Boa noite, Gabriela. Boa noite a todos os ouvintes da Voz do Brasil. Pois é, esse evento, ele está acontecendo desde cedo aqui em Ribeirão Preto, no estado de São Paulo, uma das grandes regiões produtoras de cana-de-açúcar no país. Estão aqui representantes de entidades do setor, da indústria, produtores, fornecedores, discutindo as perspectivas para essa próxima safra 2018-2019, tendências, novas tecnologias. O presidente Michel Temer já está aqui, ele deve discursar daqui a pouco e a expectativa é que assine também o decreto que regulamenta o RenovaBio, a Política Nacional de Biocombustíveis. Bom, eu estive aqui na zona rural da região, conversei com produtores, para eu entender um pouco da produção de cana e do impacto do RenovaBio no setor. Vamos ouvir na reportagem.

 

Repórter João Pedro Neto: Os dados do Ministério da Agricultura sobre a safra 2017-2018, que termina agora em março, registra uma produção de cerca de 622 milhões de toneladas de cana-de-açúcar no país, até o início do mês. E a região de Ribeirão Preto concentra um grande número de produtores, como o Otávio de Freitas, que tem um condomínio rural com os irmãos na região. Planta e colhe a cana, para depois vender para as indústrias.

 

Produtor de cana - Otávio de Freitas: O canavial está muito bonito, está... A gente tem a expectativa aí de produzir até um pouquinho a mais, aí, que o ano anterior.

 

Repórter João Pedro Neto: E a Política Nacional de Biocombustíveis, o RenovaBio, que foi sancionada no final do ano passado, promete impulsionar o setor, promovendo o aumento do uso de biocombustíveis renováveis, como o etanol e o biodiesel, e a redução de emissões de gases causadores do efeito estufa. Para Celso Albano, gestor executivo da Orplana, a Organização dos Plantadores de Cana da Região Centro Sul, o RenovaBio está em linha com os compromissos ambientais assumidos internacionalmente pelo Brasil e é fundamental para o desenvolvimento do setor.

 

Gestor executivo da Orplana - Celso Albano: Estima-se R$ 1,4 trilhões de investimento em relação ao crescimento do setor, estima-se uma geração de empregos, construção de mais indústrias, crescimento do parque canavieiro.

 

Repórter João Pedro Neto: Segundo representantes do setor, na safra que termina agora em março, a maior parte da produção de cana foi direcionada para a fabricação de açúcar. Já para o período 2018-2019, a tendência é direcionar um volume maior de cana para a produção de etanol.

 

Repórter João Pedro Neto (ao vivo): Pois é. Então o presidente Michel Temer deve assinar nesse encontro, que marca a abertura da safra da cana, o decreto que regulamenta o RenovaBio, que a gente viu na reportagem. E deve apontar então, as diretrizes para que sejam definidas as metas anuais de redução das emissões de gases do efeito estufa e também estabelecer competências para os órgãos públicos atuarem nesse processo. O setor da cana-de-açúcar é responsável pela geração de cerca de um milhão de empregos no país. Ao vivo, de Ribeirão Preto, João Pedro Neto.

 

Gabriela: 19h13 em Brasília.

 

Nasi: Amanhã é Dia Mundial do Consumidor.

 

Gabriela: E daqui a pouco vamos falar da nova estratégia do Governo para melhorar o atendimento ao consumidor e fidelizar o cliente.

 

Nasi: Conquistar o diploma do ensino fundamental ou do ensino médio ainda é um sonho para muitos jovens e adultos.

 

Gabriela: A oportunidade para quem se atrasou nos estudos é o Encceja, o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos.

 

Nasi: E hoje o Ministério da Educação anunciou novidades e o calendário do exame para este ano.

 

Repórter Pablo Mundim: O sonho do jovem Fernando Carvalho, de Pernambuco, sempre foi ser nutricionista. Com 21 anos e desempregado, Fernando ficou mais de quatro anos longe das salas de aula. A oportunidade de conquistar o diploma do ensino médio veio no ano passado, por meio do Encceja, o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos, oferecido gratuitamente pelo Governo.

 

Entrevistado - Fernando Carvalho: É de suma importância, porque eu quero, vou fazer faculdade, e eu precisava terminar o ensino médio, até para arrumar emprego também, que hoje em dia tem que ser com ensino médio concluído.

 

Repórter Pablo Mundim: Assim como o Fernando, jovens e adultos de todo o Brasil, que não tiveram oportunidades de concluir os estudos, podem participar do Encceja. É exigido apenas idade mínima de 15 anos para receber o diploma do ensino fundamental e de 18 anos para o do ensino médio. A prova será no dia 5 de agosto. O ministro da Educação, Mendonça Filho, ressalta a importância da oportunidade de adquirir um diploma.

 

Ministro da Educação - Mendonça Filho: E assim temos hoje o Encceja como uma oportunidade mais dirigida e adaptada às necessidades dos jovens e adultos nessa situação.

 

Repórter Pablo Mundim: A novidade deste ano é a necessidade do participante justificar a ausência. Como a inscrição é gratuita, 60% dos inscritos não foram fazer a prova no ano passado. Para evitar prejuízos aos cofres públicos, o Ministério da Educação mudou a regra, como explica Maria Inês, presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, o Inep.

 

Presidente do Inep - Maria Inês: O participante que não comparecer à aplicação das provas, nas áreas de conhecimento para as quais ele se inscreveu, e não justificar a sua ausência, ele deverá ressarcir ao Inep o custo gasto com ele no Encceja Nacional de 2018, acrescido da correção pelo IPCA, caso ele queira se inscrever novamente para o Encceja em 2019.

 

Repórter Pablo Mundim: As inscrições devem ser feitas de 16 a 27 de abril. Reportagem, Pablo Mundim.

 

Gabriela: Segurança da população está entre as prioridades do Governo.

 

Nasi: Tanto que ele vem anunciando uma série de ações, com apoio das Forças Armadas, para combater o crime organizado.

 

Gabriela: Também teve mais recursos para penitenciárias e liberação de crédito de R$ 42 bilhões para reequipar as polícias dos estados.

 

Nasi: Mas é preciso olhar para o futuro, e o Brasil vem avançando no desenvolvimento de novas tecnologias para a Defesa Nacional.

 

Gabriela: São novas pesquisas e desenvolvimento de produtos e serviços, que, além de garantir segurança, geram empregos e aumentam a competitividade do país.

 

Repórter Gabriela Noronha: Investir na área da Defesa é fundamental para o desenvolvimento do país, de acordo com o Ministro da Secretaria Geral da Presidência, Moreira Franco. O ministro participou da abertura do seminário Defesa Nacional - Uma agenda estratégica, no Palácio do Planalto, nesta quarta-feira, e destacou que o Brasil tem avançado em diferentes projetos no setor.

 

Ministro da Secretaria Geral da Presidência - Moreira Franco: Temos já uma experiência que se desenvolve em várias áreas científicas e tecnológicas, na área da construção de submarinos, na área da aviação, na área da pesquisa em assuntos cibernéticos, para citar alguns exemplos.

 

Repórter Gabriela Noronha: Além de Moreira Franco, participaram da cerimônia o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência, Sérgio Etchegoyen, os comandantes da Marinha, da Aeronáutica, o representante do Comando do Exército e o chefe do Estado Maior das Forças Armadas. De acordo com Hussein Kaluchi, secretário especial de Assuntos Estratégicos, a inovação tecnológica e o investimento na Defesa Nacional podem, inclusive, gerar mais empregos para o país.

 

Secretário especial de Assuntos Estratégicos - Hussein Kaluchi: Nós estamos falando da geração de empregos, nós estamos falando da geração de tecnologia, nós estamos falando de ampliar competitividade brasileira. E isso, sem dúvida nenhuma, se reflete na população brasileira.

 

Repórter Gabriela Noronha: O seminário é a terceira edição de uma série de debates que vêm sendo promovidos pelo Governo Federal. A ideia é ampliar o diálogo entre Governo, setor privado e sociedade civil, sobre assuntos fundamentais para o desenvolvimento de uma nova agenda para a Defesa Nacional e o crescimento do país. Reportagem, Gabriela Noronha.

 

Gabriela: 19h18 em Brasília.

 

Nasi: Com rapidez e comodidade, quase 500 mil reclamações foram resolvidas pela Plataforma Consumidor.gov no ano passado.

 

Gabriela: Pela internet, o consumidor consegue fazer a reclamação contra a empresa, que tem até dez dias para dar uma resposta.

 

Nasi: Oito em cada dez dessas queixas foram resolvidas em menos de uma semana.

 

Gabriela: O balanço foi divulgado hoje, véspera do Dia do Consumidor.

 

Repórter Nei Pereira: Sejam nas lojas ou pela internet, fazer compras é algo que quase todo mundo gosta. Difícil é encontrar alguém que nunca teve problema com um produto ou serviço. É o caso do Heitor Valente, estudante de Brasília, que ainda não conseguiu uma solução para o carregador de celular portátil que deu defeito.

 

Estudante - Heitor Valente: Eu comprei um carregador de celular, tinha garantia de um ano, e aí ele quebrou, e eu fui na loja que eu comprei, para trocar, e a loja me falou que eu não podia trocar na loja, eu tinha que procurar o fabricante para trocar. E eu entrei em contato com o fabricante, mandaram eu voltar na loja, e até hoje eu não consegui trocar o meu carregador, que eu tenho garantia. O que eu faço?

 

Repórter Nei Pereira: O que o Heitor não sabia é que os conflitos entre clientes e empresas podem ser resolvidos e sem sair de casa, pela internet. Há três anos, o brasileiro conta com a plataforma Consumidor.gov, que conta com mais de 400 empresas inscritas. Os clientes dessas empresas registram a reclamação e o fornecedor tem até dez dias para responder. No ano passado, oito em cada dez queixas foram resolvidas em menos de uma semana. Para a diretora do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, do Ministério da Justiça, Ana Carolina Caram, a ferramenta provou que é eficiente.

 

Diretora do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor - Ana Carolina Caram: A ideia da Secretaria é realmente melhorar as relações de consumo, trazer harmonização. Mas não é para a abertura de processo administrativo, nenhum tipo de sanção, é sim para melhorar a forma de atendimento para o consumidor.

 

Repórter Nei Pereira: O Consumidor.gov já tem mais de 800 mil pessoas cadastradas e, em 2017, 470 mil reclamações foram resolvidas. As empresas de telecomunicações foram as que mais receberam queixas, com 43% do total. Em segundo lugar nas reclamações, ficaram os bancos. Reportagem, Nei Pereira.

 

Nasi: E com tantas reclamações, o Governo anunciou hoje que vai ampliar as estratégias para melhorar o atendimento ao cliente e evitar dores de cabeça para os consumidores.

 

Gabriela: Agora, ao invés de oferecer formação apenas a quem compra os produtos, a Secretaria Nacional do Consumidor vai oferecer capacitação às empresas. Quem tem os detalhes dessa nova política é a jornalista Alessandra Bastos, que está ao vivo aqui com a gente no estúdio. Boa noite, Alessandra.

 

Jornalista Alessandra Bastos (ao vivo): Boa noite, Gabriela, Nasi. Boa noite a todos os ouvintes da Voz do Brasil. O novo programa do Ministério da Justiça anunciado hoje é o Programa Capacitação, que passa a integrar a Política Nacional das Relações de Consumo. Durante muito tempo, o foco da política foi o consumidor, ensinar quais são seus direitos e como obtê-los. Agora, não apenas o consumidor vai ser o foco, mas a mira será também as empresas, ensinar às empresas a como atender melhor as demandas do consumidor. Então, Nasi e Gabriela, cursos de formação e capacitação vão ser oferecidos pela Escola Nacional do Direito do Consumidor, para que as empresas aprimorem as relações com o público, adotando práticas mais eficientes de atenção e humanização do atendimento. É o que anunciou hoje a diretora do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, do Ministério da Justiça, Ana Carolina Caram. Vamos ouvir.

 

Diretora do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor - Ana Carolina Caram: A gente acredita que se os fornecedores fizerem, aderirem a esse curso de capacitação fornecido, de forma gratuita, pela Secretaria Nacional de Defesa do Consumidor, a gente vai tentar aí, reverter esse quadro, demonstrando aos fornecedores que tratar bem os consumidores é bom, é positivo, e que faz com que eles continuem aí nesse mercado de consumo, continuem como clientes fieis, que eu acho que é isso que o mercado deseja, principalmente em momentos de crise, momentos de dificuldade financeira.

 

Jornalista Alessandra Bastos (ao vivo): E o Governo está estudando ainda novas regras para as empresas de telefonia, que são as campeãs em reclamação pelos consumidores. Segundo a diretora, faltam freios que deixem claro o que as operadoras de telefonia, banda larga e TV paga podem ou não fazer. Uma das questões que o Governo está de olho é o envio de mensagens curtas, os SMSs, hoje, desprovidos de qualquer critério. Então, vamos torcer para que essa relação entre consumidor e empresa fique cada vez melhor para todos. Segue com vocês.

 

Nasi: Obrigada, Alessandra Bastos, pela participação ao vivo aqui na Voz do Brasil.

 

Gabriela: O acompanhamento de saúde de quem recebe o Bolsa Família apresentou o melhor desempenho desde 2006.

 

Nasi: A cobertura ultrapassou os 8,5 milhões de beneficiários, o que corresponde a pouco mais de 77% de crianças menores de sete anos e gestantes inscritas no programa.

 

Gabriela: Cinco milhões de crianças estavam com a vacinação em dia e tiveram os dados nutricionais coletados. Quase 400 mil gestantes também realizaram os exames do pré-natal.

 

Nasi: Os dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento Social são do segundo semestre de 2017.

 

Gabriela: Manter as consultas em dia é uma das condicionantes para continuar recebendo o Bolsa Família.

 

Nasi: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Gabriela: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Nasi: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Gabriela: Fique agora com o Minuto do TCU e, em seguida, as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite.

 

Nasi: Boa noite e até amanhã.

 

"Brasil, ordem e progresso".