14 de setembro de 2018 - poder executivo

Destaques da Voz do Brasil: Melhora índice da ONU que mede a qualidade de vida do brasileiro. País tem aumento na educação, renda e expectativa de vida da população. Vida nova para mais 2 mil pessoas do interior de São Paulo. É que elas receberam as chaves da casa própria pelo programa Minha Casa, Minha Vida. Missão brasileira está na Ásia para apresentar a montadoras o Rota 2030. Ideia é trazer mais investimentos e oferecer carros mais seguros e menos poluentes aos brasileiros.

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Transcrição

Apresentador Roberto Camargo: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá, boa noite.

 

Roberto: Boa noite para você, que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Sexta-feira, 14 de setembro de 2018.

 

Roberto: E vamos ao destaque do dia. Melhora índice da ONU que mede a qualidade de vida do brasileiro.

 

Gabriela: País tem aumento na educação, renda e expectativa de vida da população. Gabriela Noronha.

 

Repórter Gabriela Noronha: Entre 1990 e 2017, o IDH, Índice de Desenvolvimento Humano do Brasil, cresceu 24%, acima da média global.

 

Roberto: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Gabriela: Vida nova para mais 2 mil pessoas do interior de São Paulo.

 

Roberto: É que elas receberam as chaves da casa própria pelo programa Minha Casa, Minha Vida. Pablo Mundim.

 

Repórter Pablo Mundim: Além da casa nova, os moradores também receberam uma área de lazer completa, com parque infantil, salão de festas e quadra de esporte.

 

Gabriela: Missão brasileira está na Ásia para apresentar a montadoras do Rota 2030.

 

Roberto: Ideia é trazer mais investimentos e oferecer carros mais seguros e menos poluentes aos brasileiros. Graziela Mendonça.

 

Repórter Graziela Mendonça: O destino não foi escolhido por acaso. Além de ter tecnologia de ponta, no Japão e na Coreia do Sul estão sedes de grandes montadoras e empresas de autopeças.

 

Gabriela: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil, Gabriela Mendes e Roberto Camargo.

 

Roberto: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br .

 

Gabriela: O brasileiro está vivendo mais, estudando mais e ganhando mais.

 

Roberto: É o que mostra o Índice de Desenvolvimento Humano da ONU divulgado hoje.

 

Gabriela: O índice mede a qualidade de vida da população.

 

Roberto: E revela que, de 1990 até 2017, a vida média do brasileiro aumentou cerca de dez anos.

 

Gabriela: No mesmo período, a renda subiu quase 30%.

 

Roberto: E a permanência média na escola chega a perto de oito anos.

 

Repórter Gabriela Noronha: Aos 85 anos, Benevenuta Januária de Jesus não para.

 

Entrevistada - Benevenuta Januária de Jesus: Faço comida, lavo roupa, tenho o dia dos passeios, quando eu vou nas festas, em algum lugar, não é? Aí eu gosto de dançar, porque eu fico lembrando daquele tempo, e eu me sinto bem.

 

Repórter Gabriela Noronha: Ela, que tem oito filhas e já é tataravó, vive no Gama, cidade que fica a cerca de 30 quilômetros de Brasília. Além de gostar de passeios e bailes, sempre que pode, dona Bena está viajando com a família. Hoje, diz que vive com conforto, mas nem sempre foi assim. Ela ainda guarda fotos em preto e branco que trazem recordações de uma vida simples no interior do Brasil, uma época em que era impensável chegar à idade dela.

 

Entrevistada - Benevenuta Januária de Jesus: Era difícil inteirar 50 anos. Estava trabalhando e morria, aí falava: Ah, morreu do coração. Não existia tratamento.

 

Repórter Gabriela Noronha: Assim como dona Bena, os brasileiros estão vivendo mais. Segundo um relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, publicado nesta sexta-feira, a expectativa de vida no país subiu de 65 para 76 anos. O documento mostra também que, entre 1990 e 2017, o IDH, Índice de Desenvolvimento Humano do Brasil, cresceu 24%, acima da média global. O IDH mede o nível de vida da população dos países, considerando renda, saúde e educação. Samanta Dotto Salve, coordenadora da Unidade de Desenvolvimento Humano do Pnud, explica que o índice permite identificar áreas que devem ser alvo de políticas públicas.

 

Coordenadora da Unidade de Desenvolvimento Humano do Pnud - Samanta Dotto Salve: O IDH, ele permite que a gente analise o nosso histórico de crescimento, do desenvolvimento humano, e veja o que está funcionando e o que não está. Ele permite perceber se a gente tem que concentrar esforços na saúde, na educação e na renda. E o Pnud também, aqui no Brasil, ele calcula o IDH para os municípios e para os estados brasileiros. Isso também ajuda a gente a chegar mais perto do cidadão, mais próximo do território e pensar em focalizar as políticas públicas também nesse nível.

 

Repórter Gabriela Noronha: O documento mostra ainda que, em 27 anos, a média de estudo aumentou quatro anos no país. Isso significa que os brasileiros com 25 anos ou mais estudaram, em média, quase oito anos. A expectativa de anos de estudo também ficou maior. Uma criança que entra na escola hoje deve estudar cerca de 15 anos. O bancário Ranieri Araújo, de Brasília, foi o primeiro da família a ter nível superior. O incentivo para estudar, ele conta que veio da mãe. De família pobre, ela não teve a oportunidade de estudar e não queria o mesmo destino para o filho. Ranieri enfrentou as dificuldades, trabalhou para pagar a faculdade de Arquitetura e hoje acredita na educação como meio de mudança.

 

Bancário - Ranieri Araújo: Educação esclarece educação abre portas, educação eleva o seu nível de conhecimento, faz com que você se conecte com as pessoas, não só na sua área, mas em outras áreas, permite que você possa ter um ganho salarial maior. Educação é vital, não é? Para o ser humano, para o país também. Um país com profissionais formados tende a gerar mais conhecimento, gerar mais tecnologia e gerar mais desenvolvimento.

 

Repórter Gabriela Noronha: No período de 1990 a 2017, a renda per capita do brasileiro, terceiro item considerado pelo IDH, também subiu 28%. Segundo o ministro do Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame, a melhora dos três indicadores está associada à condução das políticas públicas e a gestão dos recursos destinados a programas sociais.

 

Ministro do Desenvolvimento Social - Alberto Beltrame: Apesar da grave crise econômica, da qual começa a sair, o IDH do Brasil se manteve estável numa posição e ainda cresceu um pouco. Ainda existem desigualdades, mas os avanços são muito grandes e devem ser atribuídos à implantação de sistemas e serviços mais próximos do cidadão. Foram os avanços civilizatórios do Brasil, como foi a implantação, nos anos 90, do Sistema Único de Saúde, do Sistema Único de Assistência Social, o Programa de Transferência de Renda, de ampliação e de acesso a todos os serviços, tanto de saúde, quanto de assistência social, quanto de educação, no país.

 

Repórter Gabriela Noronha: Entre 189 países analisados, o país se manteve na posição de número 79 no ranking do IDH. Na América do Sul, o Brasil é o quinto país com o maior índice. Chile, Argentina, Uruguai e Venezuela aparecem na frente. Reportagem, Gabriela Noronha.

 

Gabriela: Foi realizada hoje mais uma entrega de casas pelo programa Minha Casa, Minha Vida.

 

Roberto: Dessa vez, foram beneficiadas com a casa própria cerca de 2 mil pessoas do Estado de São Paulo.

 

Gabriela: O presidente Michel Temer participou da cerimônia de entrega das chaves e afirmou que até o fim do ano mais 30 mil casas vão ser entregues.

 

Repórter Pablo Mundim: Famílias de Guaratinguetá, município no interior de São Paulo, receberam as chaves da casa própria. São 528 moradias do programa Minha Casa, Minha Vida entregues pelo Governo Federal nessa sexta-feira. Vida nova para Elaine da Silva Ribeiro. Desempregada e com duas filhas, ela não quer mais saber de aluguel.

 

Desempregada - Elaine da Silva Ribeiro: Ah, é como se eu tivesse ganhado na Mega Sena. Só de saber que a gente não vai precisar pagar mais aluguel, o futuro da minha filha vai,...já está garantido, graças a Deus.

 

Repórter Pablo Mundim: A Tatiane Cristiane dos Santos foi outra beneficiada. Dona de casa e com seis filhos, ela já planeja um futuro melhor.

 

Dona de casa - Tatiane Cristiane dos Santos: Vida nova, tudo novo, pretendo colocar meus filhos na escola, trabalhar, mudar de vida, porque eu acho que casa nova é uma realização de um sonho, não é?

 

Repórter Pablo Mundim: Já na sua casa nova e mobiliada, a Tatiane recebeu uma das suas primeiras visitas: o presidente da República. Michel Temer participou da cerimônia de entrega das chaves, junto com o prefeito da cidade e os novos moradores. O presidente afirmou que mais casas serão entregues até o final do ano.

 

Presidente Michel Temer: Entregamos mais quase 700 mil casas ao longo do tempo. Nós temos mais de 30 mil para entregarmos até o fim do ano. E é uma das coisas que mais compensam é você verificar a emoção daqueles que recebem a sua casa. Eu acho que é um grande programa, um programa que nós retomamos com muita velocidade e que está dando os melhores resultados.

 

Repórter Pablo Mundim: Além da casa nova, os moradores também receberam uma área de lazer completa, com parque infantil, salão de festas e quadra de esporte. Tudo pronto, só aguardando os novos proprietários, como destacou o ministro da Saúde, Gilbeto Occhi.

 

Ministro da Saúde - Gilberto Occhi: Aqueles que quiserem já vir morar aqui, porque já tem água, porque já tem luz, porque já tem toda a infraestrutura para todos vocês.

 

Repórter Pablo Mundim: As residências entregues têm aproximadamente 41 metros quadrados. Algumas, adaptadas para pessoas com deficiência. De Guaratinguetá, São Paulo, Pablo Mundim.

 

Roberto: Você ouviu esta semana aqui, na Voz do Brasil, que municípios do Rio Grande do Sul acolheram imigrantes venezuelanos, no chamado processo de interiorização do Governo.

 

Gabriela: E novos municípios gaúchos devem receber outros imigrantes.

 

Roberto: Os prefeitos dessas cidades se encontraram com o ministro do Desenvolvimento Social durante a visita a abrigos para venezuelanos no município gaúcho de Canoas.

 

Repórter Roberto Rodrigues: O encontro também serviu para incentivar a adesão de outras prefeituras gaúchas, como Chapada, Cachoeirinha e Santo Antônio da Patrulha, ao processo de acolhida aos estrangeiros. Durante a visita, o ministro do Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame, conversou com imigrantes e deu muitas informações sobre a ação realizada no estado, que já recebeu 592 pessoas.

 

Ministro do Desenvolvimento Social - Alberto Beltrame: O Rio Grande do Sul está dando uma demonstração de civilidade, de acolhimento, de solidariedade e esse movimento, que já trouxe 1,8 mil pessoas de Roraima para o interior do Brasil, ajudou enormemente o processo lá em Roraima.

 

Repórter Roberto Rodrigues: Até o momento, Canoas recebeu 288 imigrantes do país vizinho. O prefeito, Luiz Carlos Busato, falou do trabalho para a adaptação dos primeiros dias.

 

Prefeito de Canoas - Luiz Carlos Busato: Tem pessoas aqui que há seis meses não vê uma cama para dormir. Essa questão aí é importante, esse gesto humanitário nosso é muito importante.

 

Repórter Roberto Rodrigues: Raul Herrera é um dos 201 novos moradores do Residencial Veneto e Venezia. O venezuelano, que chegou a morar na rua, veio com a esposa e o filho para o Brasil, mas precisou deixar parte da família na Venezuela. Raul se emocionou ao falar sobre o que a nova morada representa em sua vida.

 

Imigrante - Raul Herrera: Muito feliz aqui. Nós estamos agora solicitando trabalho para trabalhar e ter o nosso dinheiro.

 

Repórter Roberto Rodrigues: Todos os venezuelanos que aceitaram participar da interiorização foram vacinados e submetidos a exames de saúde e regularizados no Brasil, inclusive com CPF e carteira de trabalho. Os municípios participantes receberam recursos do Ministério do Desenvolvimento Social, o MDS, para estruturação da rede sócio assistencial. Reportagem, Roberto Rodrigues.

 

Gabriela: E hoje, aqui em Brasília, um seminário discutiu a situação dos pequenos venezuelanos, crianças e adolescentes que precisam de apoio e proteção.

 

Roberto: Além de um refúgio contra a fome e a miséria, eles encontraram aqui no Brasil novas perspectivas para o futuro.

 

Repórter João Pedro Neto: Aos 13 anos de idade, a jovem Mileide Arsola passou por uma mudança completa de vida. Convivendo com a fome e o desemprego na família, acompanhou o pai, a mãe e os irmãos na decisão de deixar a Venezuela e seguir par ao Brasil em busca de melhores condições de vida. Depois de um período em Roraima, eles foram transferidos para Brasília, num processo de interiorização conduzido pelo Governo Federal. Hoje, a Mileide está se acostumando ao novo dia a dia. Foi matriculada na escola e está satisfeita com as oportunidades que ela e a família tem tido.

 

Estudante - Mileide Arsola: Eu tenho escola, graças a Deus. Estou indo bem. Estou muito agradecida.

 

Repórter João Pedro Neto: Assim como a Mileide, milhares de crianças e adolescentes venezuelanos têm migrado para o Brasil. Esse também é o caso do Daniel Rafael, de 15 anos, que já está matriculado em uma escola pública no Distrito Federal. Ele diz que a adaptação tem acontecido aos poucos.

 

Estudante - Daniel Rafael: Estou compreendendo tudo e eu gosto muito da escola.

 

Repórter João Pedro Neto: Segundo o secretário nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, do Ministério dos Direitos Humanos, Luís Carlos Martins Junior, o Governo Federal trabalha para assegurar os direitos a essa população especialmente vulnerável e evitar que sejam vítimas de violência.

 

Secretário nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente - Luís Carlos Martins Junior: A ideia da ação é para que essas crianças e adolescentes imigrantes, elas se sintam protegidas, com acesso à saúde, sobretudo, e principalmente, além desses direitos positivos, também que eles não sejam vítimas da violência sexual, da exploração sexual, não sejam vítimas do tráfico de drogas.

 

Repórter João Pedro Neto: Para o secretário nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, Luís Carlos Martins Junior, além de dar escola a esses jovens, o Governo Brasileiro quer garantir que eles sejam qualificados para disputar vagas no mercado de trabalho no futuro.

 

Secretário nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente - Luís Carlos Martins Junior: Para que essa criança e esse adolescente, nada obstante seja um estrangeiro, mas se sinta em casa, se sinta um cidadão brasileiro e possa também vir a ser um trabalhador, ter uma atividade profissional, uma atividade econômica no Brasil.

 

Repórter João Pedro Neto: A estimativa do Ministério dos Direitos Humanos é que entre 30% e 40% dos imigrantes do país vizinho tenham entre 0 e 19 anos. Reportagem, João Pedro Neto.

 

Gabriela: E você vai ouvir ainda nesta edição.

 

Roberto: Oferecer carros mais seguros e menos poluentes aos brasileiros, além de atrair mais investimentos.

 

Gabriela: Para isso, missão brasileira está na Ásia, para apresentar a montadoras o programa Rota 2030.

 

Roberto: Num período de seis anos, o Brasil registrou cerca de 140 mil casos de violência sexual contra crianças e adolescentes.

 

Gabriela: Iniciativas como o Disque 100, que recebe denúncias de abuso e exploração sexual contra menores, buscam combater a prática.

 

Roberto: O país também tem um manual que orienta professores, gestores públicos e profissionais do turismo a identificar e prevenir casos de violência sexual contra meninos e meninas.

 

Gabriela: E agora, foi apresentada a empresas do setor mais uma iniciativa para combater esse tipo de crime.

 

Repórter Luana Karen: Um manual para orientar empresas e trabalhadores do turismo a prevenirem e denunciarem casos de exploração sexual de crianças e adolescentes. Este é o "The Code", presente em 87 países, e agora apresentado ao Governo Brasileiro. A iniciativa parte de uma rede internacional de combate à prostituição e ao tráfico de crianças e adolescentes, chamada Ecpat. No Brasil, duas empresas multinacionais já incorporaram o código de conduta "The Code". Ao aderir ao código, as empresas se comprometem a combater esse tipo de crime. Em troca, recebem um certificado. É o que explica Lídia Rodrigues, coordenadora da Ecpat Brasil.

 

Coordenadora da Ecpat Brasil - Lídia Rodrigue: Existe um conjunto de normas, que a empresa se compromete a implementar. Essas normas vão desde a formação do seu quadro profissional, para identificação de situações de exploração que aconteçam no ambiente da empresa e denúncia desses casos, tornar visíveis informações de que aquele empreendimento é intolerante à exploração sexual, e aí, a partir disso, a empresa recebe um certificado.

 

Repórter Luana Karen: O Ministério do Turismo já põe em prática campanhas de conscientização e produziu o Manual do Multiplicador, voltado para professores, gestores públicos, líderes comunitários e trabalhadores do setor, com orientações para prevenção da exploração sexual de crianças e adolescentes. Segundo Bob Santos, secretário nacional de Qualificação e Promoção do Turismo, do Ministério do Turismo, a ideia agora é aproveitar a experiência internacional do "The Code" e disseminar a prática entre todas as empresas do ramo de turismo.

 

Secretário nacional de Qualificação e Promoção do Turismo - Bob Santos: A gente está trazendo aí parceiros da República Dominicana, da Colômbia, que vão trazer essas experiências para a gente, podemos fazer, nessa expertise um avanço no novo projeto.

 

Repórter Luana Karen: Há dez anos, a Colômbia incorporou o "The Code". O vizinho sul-americano conta com 300 empresas que põem em prática o manual e viu aumentar em cerca de 80% as denúncias de exploração sexual de crianças e adolescentes. Humberto Rodrigues, coordenador da Ecpat Colômbia, explica que ainda há um longo caminho a ser percorrido, com a conscientização dos impactos desse tipo de crime na população.

 

Coordenador da Ecpat Colômbia - Humberto Rodrigues: Cada empresa tem que construir uma política ética de proteção das crianças frente a exploração sexual.

 

Repórter Luana Karen: Entre 2011 e 2017, o Brasil teve um aumento de 83% nas notificações gerais de violência sexual contra crianças e adolescentes. Foram mais de 100 mil casos de violência sexual registrados. O país possui, no Disque 100, um canal para denúncias. Reportagem, Luana Karen.

 

Roberto: O Gabinete de Intervenção Federal, na área de Segurança Pública do Rio de Janeiro, abriu audiência pública para esclarecer o processo de aquisição de quase 3 mil viaturas.

 

Gabriela: As viaturas vão ser distribuídas entre as Polícias Militar, Civil e Secretaria de Administração Penitenciária, e fazem parte de um dos objetivos da intervenção, de restruturação dos órgãos de segurança local.

 

Roberto: O investimento na compra das viaturas vai ser de até R$ 345 milhões.

 

Gabriela: Carros mais seguros e eficientes para o motorista brasileiro.

 

Roberto: Essa é a ideia do programa Rota 2030, lançado em julho.

 

Gabriela: E nesta semana, uma missão do Governo Brasileiro foi para a Ásia apresentar o programa às montadoras do Japão e Coreia do Sul.

 

Roberto: O objetivo é aprender com quem produz tecnologia de ponta e trazer mais investimentos para o Brasil.

 

Repórter Graziela Mendonça: O destino não foi escolhido por acaso. Além de ter tecnologia de ponta, no Japão e na Coreia do Sul estão sedes de grandes montadoras e empresas de autopeças. Nas reuniões, nesta semana, em Tóquio, capital do Japão, o Governo apresentou as oportunidades de investimentos que o Rota vai trazer. Para o secretário de Desenvolvimento e Competitividade Industrial do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, MDIC, Igor Calve, o objetivo é ampliar ainda mais a forte parceria dos dois países no setor automotivo.

 

Secretário de Desenvolvimento e Competitividade Industrial - Igor Calve: O nível tecnológico das empresas japonesas, elas podem diminuir a distância que hoje o veículo fabricado no Brasil tem do veículo produzido em grandes centros, os centros mais desenvolvidos do mundo.

 

Repórter Graziela Mendonça: Além de detalhar o plano às montadoras que já possuem negócios no Brasil, a missão brasileira quer atrair investimentos de novas empresas de pequeno e médio porte. É o que explica Ricardo Santana, gerente de Investimentos da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, a Apex.

 

Gerente de Investimentos da Apex - Ricardo Santana: Os japoneses, eles são bastante atentos ao mercado brasileiro. Exportações que cresceram 46,5% em 2017, a produção que teve um crescimento de 25%, esses são dados que saltam aos olhos, não só das grandes, que já estão no Brasil e pensam num plano de expansão, mas traz também a oportunidade de toda a cadeia.

 

Repórter Graziela Mendonça: Uma das gigantes japonesas que têm negócios no Brasil é a Toyota. A empresa tem quatro fábricas, e desde 2012 já fez investimentos de R$ 4 bilhões no país. O diretor de Relações Governamentais da Toyota, Ricardo Bastos, explica que, com o programa, a montadora vai fabricar carros mais eficientes.

 

Diretor de Relações Governamentais da Toyota - Ricardo Bastos: A aposta da Toyota, com relação às novas tecnologias, não é para o futuro, a aposta é para o presente, e o Brasil faz parte da nossa estratégia de novas tecnologias.

 

Repórter Graziela Mendonça: A missão do Governo fica no Japão até domingo e depois segue para a Coreia do Sul. Na capital coreana, Seul, o Rota 2030 será apresentado a investidores e a missão também fará visita a montadoras. Reportagem, Graziela Mendonça.

 

Gabriela: A Lei de Incentivo ao Esporte está mais moderna.

 

Roberto: Com isso, o tempo para que as propostas aprovadas recebam recursos foi reduzido.

 

Gabriela: Criada há mais de dez anos atrás, a lei permite que pessoas ou empresas invistam em projetos com até 6% do imposto de renda devido.

 

Roberto: Um desses projetos, por exemplo, investe na prática da vela e na educação ambiental, beneficiando 800 jovens carentes por ano.

 

Repórter Cleide Lopes: Quem nunca ouviu falar da Família Grael? Nos últimos cem anos, de geração em geração, os famosos velejadores conquistaram o mar e oito medalhas olímpicas dentro do esporte náutico. Experiência que, há 20 anos, eles compartilham pela Fundação Grael, que oferece cursos profissionalizantes ligados à atividade, além de educação ambiental. O projeto atende por ano 800 alunos carentes da rede pública, com investimento de R$ 2 milhões, onde 80% dos recursos vêm da Lei de Incentivo ao Esporte. Um dos fundadores do projeto, Alex Grael, explica que, sem esse apoio, a fundação não teria condições de atender à demanda.

 

Fundador da Fundação Grael - Alex Grael: Se não fosse a Lei de Incentivo ao Esporte, a gente não conseguiria manter o projeto com a abrangência, com a qualidade que a gente mantém hoje. Vale a pena, e através dessas ações a gente tem uma capacidade muito boa de transformar vidas.

 

Repórter Cleide Lopes: Para facilitar e desburocratizar o acesso de instituições, como o Projeto Grael, aos recursos vindos da Lei do Esporte, o Ministério do Esporte publicou portaria que traz novos procedimentos para avaliação de projetos apresentados. De acordo com o diretor do Departamento de Incentivo e Fomento ao Esporte do Ministério, Leonardo Castro, o novo método vai dar maior agilidade na análise técnica e aprovação das propostas apresentadas.

 

Diretor do Departamento de Incentivo e Fomento ao Esporte - Leonardo Castro: Antigamente, um projeto ficava em média dentro do Ministério do Esporte em torno de nove meses, dez meses. A gente está estimando que, com essa nova portaria, o projeto, ele dure, ele fique aqui com a gente no máximo dois meses, e os proponentes já estejam aptos a captar recursos e, posteriormente, dos que captarem, a gente estar fazendo a análise mais aprofundada dos projetos.

 

Repórter Cleide Lopes: Todos os anos, o Ministério do Esporte recebe cerca de 1,6 mil propostas. Deste total, mais de 400 são aprovadas para um orçamento anual de R$ 240 milhões. As propostas podem ser apresentadas todo ano, entre 1º de fevereiro a 15 de setembro. Outras informações na página do Ministério, no www.esporte.gov.br . Reportagem, Cleide Lopes.

 

Gabriela: Quatro especialistas na área de museus do Governo da França vão apoiar o Governo Brasileiro na recuperação do acervo do Museu Nacional no Rio de Janeiro, destruído por um incêndio no início deste mês.

 

Roberto: O ministro da Educação, Rossieli Soares, que está na Europa em busca de parcerias, destacou a experiência da França na gestão de museus.

 

Gabriela: Para o ministro, os especialistas podem ajudar em medidas emergenciais, como na identificação das peças e com orientações para instalação de infraestruturas adequadas.

 

Roberto: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Gabriela: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Roberto: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Gabriela: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Uma boa noite e um bom fim de semana.

 

Roberto: Boa noite para você e até segunda-feira.

 

"A Voz do Brasil, Governo Federal".